quarta-feira, dezembro 21, 2011

Programa Polis – um refúgio urbano


Com o decorrer dos anos, Portugal tem-se tornado um país diferente no que se refere á organização do seu tão cobiçado território ambiental. Esta mudança é o reflexo dos fortes processos de transformação da estrutura económica e social, que têm conduzido a uma reorganização dos centros urbanos. Da mesma forma, as expectativas para a qualidade de vida deixam de se limitar à oferta de serviços e infra-estruturas básicas. Essa qualidade da vida passa a depender dos atributos dos espaços públicos e da capacidade de valorização dos elementos ambientais. A requalificação e sustentabilidade urbana, juntamente com a valorização ambiental das cidades portuguesas são também factores-chave nos dias que correm. Em resultado deste progresso de evolução que assistimos no nosso país, arrastou-se um vasto conjunto de problemáticas próprias. Assim, reconhecida a importância de agir contra estes efeitos negativos, em 2000 foi criado o Programa Polis. O Programa foi concebido para ter um efeito indicativo daquilo que é fundamental alterar no panorama ambiental e urbanístico das cidades e, simultaneamente, estabelecer um motor de desenvolvimento local e regional, fortalecendo o Sistema Urbano Nacional.
Como principais objectivos temos: requalificar os centros urbanos tendo sempre em conta a valorização ambiental; promover a multi-funcionalidade e revitalizar as cidades desenvolvendo acções que contribuam para tal; melhorar a qualidade do ambiente urbano e valorizar a presença de elementos ambientais (frentes de rio); e por fim, aumentar os espaços verdes, as áreas pedonais e diminuir o tráfego automóvel no interior das cidades apoiando iniciativas que contribuam para tal. É importante realçar que este programa tem como função essencial criar Planos de Pormenor conforme as necessidades das cidades em questão e colocá-los em discussão pública visando a sua publicação no Diário da República. As iniciativas apoiadas focam-se essencialmente em quatro propósitos: as Cidades Verdes, as Cidades Digitais, as Cidades do Conhecimento e do Entretenimento e as Cidades Inter-geracionais.
Numa primeira fase, foram realizadas 18 intervenções de forma a satisfazer um conjunto de situações consideradas particularmente relevantes e demonstrativas. Numa fase seguinte, através de concurso nacional, foram seleccionadas 10 outras intervenções. No conjunto das suas componentes, no âmbito do Programa Polis foram desenvolvidas 40 intervenções em 39 cidades distribuídas pelo continente e ilhas que envolveram um investimento total directo de cerca de 1,173 mil milhões de euros. É importante referir que o Programa Polis é o efeito de uma sociedade entre o Estado (Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e do Ambiente) e as câmaras municipais das várias cidades em que intervem, sendo que o primeiro órgão contribui com 60% do capital e as autarquias locais com os restantes 40%. Deste modo, para além dos fundos comunitários, constituem fontes de financiamento para as acções a desenvolver pelo Programa Polis, o financiamento autárquico e da Administração Central e ainda o financiamento empresarial público ou privado.
Falando da cidade de Viana do Castelo, que, no âmbito do programa Polis, incrementou e requalificou as áreas pedonais, conseguindo valorizar e requalificar o seu centro histórico e a sua oferta à própria população. Paralelamente o mobiliário e equipamentos urbanos foram melhorados e uniformizados. Esta cidade foi ainda palco de grandes preocupações ao nível do estabelecimento de critérios e prioridades para a recuperação dos edifícios e dos espaços públicos. Várias acções foram do mesmo modo desenvolvidas com o intuito de valorizar a proximidade dos três ecossistemas naturais presentes (mar, rio e serra) e produzir o seu cruzamento com a cidade. Procurou-se também diminuir a circulação automóvel no centro histórico e, ao mesmo tempo, alargar e consolidar a rede de circuitos pedonais. Podemos ainda referenciar a definição, como uma das prioridades, da construção e integração paisagística do Parque da Cidade e respectiva dotação em equipamentos diversos para lazer.
O prédio Coutinho, em Viana do Castelo, é um exemplo do que não deveria ser feito ao abrigo deste programa, e que, tendo sido executado, está merecer de modificações. As grandes dimensões do imóvel ficam descontextualizados com o meio envolvente, sendo assim considerado como um atentado paisagístico à própria cidade. A autarquia tem em vista a demolição do prédio ao abrigo do Programa Polis. No entanto, este processo é moroso por causa dos residentes do prédio.
Não querendo estar a repudiar os aspectos positivos do programa, há quem refira que este acarreta vários problemas decorrentes do seu desenvolvimento ou má administração. Estes problemas devem ser corrigidos em intervenções futuras, e vão desde a própria concepção do programa, ao desenvolvimento abrupto do imobiliário e de solos, ou até à abrangência da política urbana. Da mesma forma, não sabemos até que ponto a requalificação de determinadas áreas irá afectar a vida da população nas áreas de intervenção do Polis. Certamente que nem sempre as suas iniciativas e acções vão de encontro com o agrado dos cidadãos.
Sem dúvida que o Programa Polis foi o maior programa de requalificação feito em Portugal até então, tendo envolvido um conjunto muito diversificado de acções. A estratégia decretada para cada cidade foi deliberada tendo como objectivo o reforço da identidade de cada cidade e a sua atractividade, reforçando o seu papel no sistema urbano nacional. Logo, temos a obrigação de minimizar as consequências da crise e suas reduções orçamentais, neste projecto de grande valor.

Joana da Silva Araújo 


[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular Economia Regional do 3º ano da Licenciatura em Economia da EEG/UMinho]

terça-feira, dezembro 20, 2011

ERSA 2012 Congress Bratislava

52nd European Congress of the Regional Science Association

 Key Dates for the call:
 * Open submission of abstracts and papers: 10 January 2012
 * Deadline of submission of abstracts and Papers (for R-sessions Young Scientist Sessions, and Special Sessions): 17th February 2012

 Preliminary information on the general themes and the topics of the special sessions are already available on our congress page.

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

segunda-feira, dezembro 19, 2011

Vista Alegre

A marca Vista Alegre foi criada a partir de um sonho de José Ferreira Pinto Basto no século XIX. Sendo já na altura destacado o seu reconhecimento pelo sucesso da fábrica de vidro da Marinha Grande, decidiu então criar uma fábrica de “porcelanas, vidro e processos químicos”. Encontra-se edificada em Ílhavo, distrito de Aveiro, região Centro e sub-região do Baixo Vouga.
O fundador foi uma individualidade em múltiplos aspectos: negociante, industrial, lavrador e político. Era essencialmente um homem protector das artes, da instrução e das instituições de caridade. Todas estas preocupações levaram-no a ocupar um lugar de destaque na sociedade portuguesa do século XIX.
A visita à fábrica de Porcelana da Vista Alegre dá-nos a oportunidade de descobrir os segredos de fabrico desta arte centenária, visto conhecermos um das mais prestigiadas indústrias cerâmicas nacionais. Essa visita permite-nos acompanhar o produto cerâmico desde as fases iniciais de produção até ao produto final, valorizando toda a qualidade técnica e artística que concederam a esta marca um lugar de destaque a nível nacional e internacional. Apercebê-mo-nos que a pasta de porcelana é composta essencialmente por três minerais: argila, quartzo e feldspato. A argila é responsável por conferir à pasta translucidez e brancura; o feldspato é fundamental no processo de cozedura e, por fim, o quartzo funciona como o elemento fundamental para a formação do “esqueleto” das peças.
Pelo simples facto de se ter tornado uma marca de renome, com bastante importância na economia portuguesa, houve a necessidade de criarem um museu de forma a exporem a sua história e as principais peças.
O museu histórico da Vista Alegre foi inaugurado no ano de 1964. Com a orientação de Gustavo Ferreira Pinto Basto, administrador entre 1881 e 1921, houve a recolha de objectos que se encontravam dispersos pelas dependências da empresa. Em 1920 surgiram as primeiras instalações, contudo, apenas foi aberto ao público na década de 60 do século XX como já referi. Este encontra-se integrado no complexo da fábrica de Porcelana da Vista Alegre, ocupando uma das antigas alas de oficinas da empresa.
Neste museu encontram-se expostas colecções que se relacionam com a história e desenvolvimento da fábrica, desde a sua fundação ate à actualidade. São igualmente considerados objectos de estudo testemunhos materiais ligados à evolução social, cultural e económica do lugar da Vista Alegre.
Por outro lado, a especificidade do local onde se encontra integrado o museu, confere-lhe um papel determinante na salvaguarda e construção de uma história local e regional, através da conservação de evidências de uma memória colectiva ligada ao espaço físico e social do Bairro da Vista Alegre e seus habitantes.
Este pode ser visitado entre as terças e sextas-feiras das 9h às 18h e sábados e domingos das 9h às 17h, com o preço por indivíduo de 2,5€ e seniores/estudantes 1,25€.
Existe também uma capela, um palácio e um teatro associado a esta marca. A capela foi mandada edificar no final do século XVII pelo Bispo de Miranda, sendo conhecida pela capela da Nossa Senhora da Penha de França. É um edifício imponente e de bela arquitectura, na fachada encontra-se uma imagem em pedra ricamente trabalhada e no interior destacam-se os azulejos setecentistas. Foi adquirida em hasta pública a 26 de Outubro de 1816 e classificada Monumento Nacional no ano de 1910.
O palácio, começado a construir no século XVIII, rodeado de belos jardins e com um terraço sobre a ria de Aveiro, foi a morada de sete gerações da família Pinto Basto, fundadora da marca. Hoje em dia é utilizado para hospedar os convidados da Vista Alegre que visitam a fábrica ou visitantes distintos em dias de festa e reuniões de negócios.
Por fim, o teatro foi criado para entretenimento e valorização cultural dos trabalhadores e habitantes do bairro social. Foi inaugurado quase ao mesmo tempo que a fábrica, e reconstruído/decorado em 1851, com tectos adornados e cortinas enfeitadas. A última vez que foi remodelado foi em 1970. Este teatro teve actividade reduzida durante alguns anos mas em 1998 foi recuperado e reaberto, hoje em dia, é utilizado por um grupo de teatro amador composto por trabalhados da fábrica.
Uma curiosidade interessante é o facto do corpo de Bombeiros Privativo da Vista Alegre, criado a 1 de Outubro de 1880, ser o mais antigo corpo privativo do país. Também os primeiros equipamentos do comando são verdadeiras peças de museu: bombas de água manuais puxadas por duas mulas, estranhos extintores, dois jipes, entre outros.
Concluindo, esta marca realmente representou uma grande projecção do nome de Portugal para o exterior. Hoje em dia, as suas lojas encontram-se distribuídas por Portugal, Espanha, Angola e Moçambique. Também o surgimento da vila Vista Alegre criou os elementos necessários que uma sociedade procura para se sentir confortável, por exemplo, um lugar de culto, a igreja, e um lugar de ócio, o teatro. Distingue-se desde logo, de todas as outras vilas industriaIs criadas apenas com o intuito dos trabalhadores se encontrarem mais perto das empresas e não desperdiçarem tanto tempo, apenas eram vistos como maquinas para os seus superiores.

Ana Isabel Miranda

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular Economia Regional do 3º ano da Licenciatura em Economia da EEG/UMinho]

Produtos “Made in Portugal”

A liberalização das trocas comerciais provocou grandes danos na economia portuguesa, pois Portugal não consegue competir com algumas economias emergentes, nomeadamente do continente asiático, ao nível do preço dos produtos. Desta forma, a indústria portuguesa começou a enfraquecer tanto nas exportações como no consumo nacional dos seus próprios produtos.
Em termos de consumo nacional, o objectivo é criar um novo estado de espírito na sociedade portuguesa, valorizando a produção nacional, a criatividade, o empreendedorismo, o trabalho, o esforço e a determinação. De facto, se tivéssemos o cuidado de procurar alternativas portuguesas, cada vez que vamos às compras, haveria mais emprego, mais investimento, menos exportações e, provavelmente, menos carga fiscal. Mas, mais grave do que não comprar português é comprar estrangeiro sem ter dinheiro para o fazer. A verdadeira razão da crise portuguesa não é o desequilíbrio das contas do Estado, mas o endividamento privado. Desta forma, a problemática surge no consumismo, isto é, já não conseguimos produzir riqueza suficiente para pagar as nossas dívidas.
Quanto ao sector exportador, já não basta fazer melhor e por um preço reduzido, é necessário apostar na diferença dos produtos que exportamos, aproveitando assim as especificidades de cada região do território português. É necessário mudar o perfil das exportações portuguesas, criando condições de competitividade que permitam às empresas posicionarem-se no mercado mundial. A estratégia é relativamente simples: temos que exportar promovendo o prestígio da marca “made in Portugal”, ou seja, temos que nos especializar e maximizar a escala, a eficiência e a qualidade. Por outras palavras, é importante que Portugal adopte um modelo que incorpore um maior valor acrescentado ao produto.
Torna-se então evidente a necessidade do abandono da produção de produtos que se confrontam com uma maior concorrência internacional, sendo importante aproveitar produtos inovadores, que valorizem os recursos nacionais e as características de cada região. O objectivo é promover a sobrevivência da economia portuguesa num contexto internacional e, de certa forma, impulsionar o desenvolvimento regional.
Surge aqui, a pertinência do papel da certificação de produtos tradicionais de qualidade, que diferencia e protege os produtos típicos/tradicionais das regiões, dos produtos similares produzidos por operadores externos, criando assim uma imagem de marca. Estes instrumentos valorizam um produto no mercado, devido à sua origem geográfica e ao seu modo de produção. É de salientar ainda, que os produtores que optam pelo uso da certificação aumentam consideravelmente o preço de venda do seu produto.
É de referir ainda que, segundo o PORDATA, as exportações de bens tem vindo, ao longo dos anos, a aumentar gradualmente o seu valor, tendo registado em 2010, 36.894.991 milhares de euros. Já as importações tem observado um maior aumento, de ano para ano, tendo então registado em 2010, 54.825.603 milhares de euros. É de notar então, uma balança comercial deficitária a nível dos bens, contudo, nos últimos dois anos esta tem vindo a diminuir.
É necessário criar uma “imagem de marca” do país, que diferencie os seus produtos dos produtos concorrentes e incorporar as características endógenas das regiões, promovendo o seu desenvolvimento. Devemos apresentar um produto de maior valor acrescento (de qualidade) e distinto dos outros existentes no mercado internacional.

Ana Sofia Ferreira Fernandes

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1.º ciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, dezembro 16, 2011

Recursos Humanos e Desenvolvimento Regional

Em Portugal verifica-se uma tendência gradual para o aumento do crescimento das grandes áreas urbanas. Tal facto verificou-se com a alteração das estruturas demográficas em virtude da persistência dos movimentos internos da população em direcção às cidades do litoral e às bacias de emprego existentes em torno daqueles centros urbanos, levando este agravamento das assimetrias regionais e espaciais a uma desarticulação progressiva entre territórios.
Um estudo efectuado às regiões NUTS II da UE mostra uma correlação positiva entre os níveis de educação mais elevados e o nível de rendimento per capita, i.e, quanto mais baixo o nível de educação mais baixa será a taxa de emprego. Assim, o investimento em capital humano impõe-se como fundamental para o desenvolvimento regional, mais ainda na era da globalização, onde a competitividade exige capacidade de actuação mas, simultaneamente, é geradora de oportunidades até então inacessíveis.
A formação de recursos humanos é vista como um dos pilares fundamentais da modernização humana, cultural, económica e social dos países. Para tanto terá contribuído o alargamento da rede de formação de ensino superior, universitário e politécnico, público e privado, que durante o último quartel do século XX se registou em todo o território nacional e que desempenharam um papel vital no apetrechamento e contínuo aperfeiçoamento das lideranças regionais capazes de romper o círculo vicioso do subdesenvolvimento interior.
Tendo presente o contributo do ensino superior, na formação de recursos humanos, parece fundamental realçar que esta acção é tanto maior quanto mais aprofundadas e orientadas forem as aprendizagens para as necessidades produtivas locais, contribuindo assim para a mobilização eficaz da totalidade dos recursos endógenos em cada região.
Portanto, para um desenvolvimento sustentado das regiões, importará reforçar não só a adequação dos cursos existentes ao tecido económico e produtivo regional mas ainda implementar a capacidade do sistema educativo para desempenhar um papel de relevo no processo de modernização humana, social e económica, agindo como elemento facilitador do processo de inovação empresarial e da atracção de novos habitantes.
Com a aproximação da escola ao mercado de emprego podem-se justificar os enormes investimentos em prol da educação e da formação com vista à satisfação das necessidades crescentes de mão-de-obra qualificada. No entanto, actualmente e ao contrário do esperado, tem-se verificado o encerramento de diversas escolas, tanto em localidades mais isoladas como nos grandes centros urbanos. Isto poderá levar ao aumento do abandono escolar, não sendo vantajoso para o desenvolvimento regional, dada a relação entre educação e o próprio desenvolvimento regional estabelecido anteriormente.
Paralelamente, a promoção da mobilidade dos diplomados contribuiria para uma deslocação do litoral para o interior, já que é de prever a fraca fixação dos jovens em áreas mais repulsivas ou dotadas de menores índices de crescimento económico e demográfico. Este facto leva-nos a colocar algumas reservas à capacidade destes territórios promoverem o seu desenvolvimento endógeno, a partir do aproveitamento dos recursos humanos (de nível universitário) e da fixação de diplomados oriundos dessas áreas ou mesmo de outras áreas de origem.
Embora existindo uma relação forte entre a educação e a economia, a educação não se assume como factor indispensável à sua acção, quer adequando a mão-de-obra ao sistema de emprego e tecnológico, quer socializando os comportamentos exigidos pelo sistema produtivo e pelo sistema de disfuncionalidades, como é o caso do desemprego.
O ambiente competitivo em que assenta, actualmente, o funcionamento das economias, exige ter em atenção o potencial de cada região, pelo que, a prestação de serviços públicos deve, pois, liderar/orientar os investimentos privados, no sentido de um melhor aproveitamento dos recursos existentes.

Cláudia Marília Vilariça dos Santos

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular Economia Regional do 3.º ano da Licenciatura em Economia da EEG/UMinho]

Alvarinho: a marca de uma região

Nascido num território único no mundo. Proveniente de uma casta singular que só cresce na Península Ibérica. Fruto de uma produção muito limitada e, por isso, exclusiva. Criado por homens que amam o culto da vinha e a excelência do vinho. Assim é o Alvarinho. Com um paladar leve e fresco, cor citrina e aroma delicado. Uma riqueza de extrema raridade. Um vinho tipicamente português, a casta alvarinho é uma das mais importantes variedades da Região dos Vinhos Verdes e um dos mais premiados internacionalmente.
Alvarinho é uma casta branca da espécie da Vitis vinífera originária do Noroeste da Península Ibérica. É uma casta branca de enorme nobreza e produz vinho de elevadíssima qualidade. Actualmente é plantada em diversas regiões de Portugal e do Mundo, mas é na sub-região de Monção e Melgaço que se revela e atinge o máximo das suas potencialidades.
Sendo Monção uma vila com tradições no cultivo da vinha, não é de estranhar que o vinho alvarinho seja originário de Monção. Nos últimos anos Melgaço tem-se destacado pela excelente qualidade dos seus vinhos e também pela correcta implementação do conceito do enoturismo, facto que lhe valeu a inclusão no nome da sub-região que era originalmente de Monção.
A localização geográfica das duas vilas, é caracterizada por um microclima único, por ser um clima temperado com Invernos frios e chuvosos e um Verão seco e ameno. Nessas regiões existiam, em 2006, cinquenta engarrafadores de vinho Alvarinho, cerca de 82%. As empresas sedeadas na Sub-região de Monção e Melgaço são responsáveis por 78% das 76 marcas presentes no mercado.
A Festa do Alvarinho e do Fumeiro decorre todos os anos por volta de Abril desde 1994 e é organizada pela câmara de Melgaço de forma a promover os produtos típicos da região, entre eles o alvarinho.
A região tem aproveitado para através do alvarinho para dar-se a conhecer, mostrando que tem outros pontos de interesse para além do alvarinho. Desta forma tenta atrair turismo e novos investidores para a região. Temos o enoturismo, que abrange muito mais do que apenas beber vinho, é também uma divulgação de toda a cultura local, paisagens, para além de acrescentar dinâmica ao comércio local.
Outro dos pontos de interesse é a gastronomia muito rica e também muito apreciada, sendo classificada como “Património Nacional” que “casa” muito bem com o excelente vinho. Podemos mesmo dizer que tanto o vinho como a gastronomia são muito bons separadamente, mas em conjunto são perfeitos.
Para além disto ainda tem muitos lugares de interesse, como os vários percursos pedestres (pontes, marcas românicas, megalitismo), o Parque Nacional da Peneda-Gerês, as pesqueiras do Rio Minho, tudo locais a visitar.
Sendo duas vilas muito antigas, têm também elas os seus castelos, significando as importância destas no passado e guardando neles imensas histórias e toda a cultura de uma região.
Os mais aventureiro têm à disposição um conjunto enorme e variado de actividades desportivas e lazer, para usufruírem de toda a região e fazendo desporto ao mesmo tempo. A região tem um enorme leque de desportos radicais que se podem praticar, fazendo-se valer das excelentes paisagens que tem em sua volta e do rio Minho. Tem ao dispor vários parques de lazer, óptimos para pic-nic e passeios em família. Dispõe de um centro termal para quem quiser relaxar e descontrair aproveitando as suas potencialidades terapêuticas.
Esta é uma região com imenso potencial que encontrou nela qualidades que lhe possibilitem crescer e desenvolver-se, sendo um bom exemplo do que melhor se faz e de que quando as pessoas acreditam nas suas qualidades e capacidades são capazes de fazer bem.

Marco Mota

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, dezembro 15, 2011

IFKAD-KCWS 2012 - Call for Abstracs

«IFKAD - KCWS 2012 joint conference
7th International Forum on Knowledge Asset Dynamics & 5th Knowledge Cities World Summit
13-15 June 2012, Matera-Italy

on the theme of
Knowledge, Innovation and Sustainability: Integrating Micro and Macro Perspectives
A joint conference for those at the forefront of the global knowledge-based debate

CALL FOR ABSTRACTS

This is the Call for Abstracs for the joint conference of the IFKAD-KCWS 2012 (7th International Forum on Knowledge Asset Dynamics and 5th Knowlegde Cities Wold Summit) on the theme of Knowledge, Sustainability and Management Innovations: Integrating Micro and Macro Perspectives, which will be held in Matera (Italy) during the days of 13-15 June 2012.

THEMES AND TOPICS:
The IFKAD-KCWS 2012 joint conference aims to integrate two distinctive but at the same time highly overlapping perspectives – micro and macro – on knowledge-based development at the firm, organisation and city levels. This international conference encourages discussions on three critical dimensions of the development of 21st century – knowledge, innovation and sustainability. The primary focus of the conference is academic and practitioner presentations and exchange of ideas. Theoretical, empirical and practitioner papers are invited addressing research topics which focus on the role of knowledge assets and knowledge-based development in firm, organisation and city value creation, planning, development and management from different perspectives.
You can see all detailed topics here


KEY DATES - IFKAD 2011
» Abstract submission deadline 25 January 2012
» Acceptance notification to authors 20 February 2012
» Early-Bird registration cut-off 31 March 2012
» Full paper submission deadline 20 April 2012
» Regular registration deadline 25 May 2012
» IFKAD-KCWS sessions 13-15 June 2012
[...]
SUBMISSION PROCEDURE:
The submission of the abstract should be done by using this electronic upload procedure of our website. All papers will undergo a double blind review process and all accepted papers will be included in the Conference proceedings. We kindly invite you to follow the authors' guidelines published on our website for structuring your abstract/paper.

PUBLICATION PLAN:
All accepted papers will be included in the Forum Proceedings with ISBN number. The proceedings will be submitted for inclusion in the Thomson Reuters Conference Proceedings Citation Index database.
Following the Conference, authors of the selected high quality papers will be invited to submit their papers for inclusion in Special Issues of following high-impact international academic journals:
» Measuring Business Excellence
» International Journal of Knowledge-Based Development
» Journal of Knowledge Management
» Journal of Intellectual Capital
» Knowledge Management Research and Practice
The publication plan is still under planning. Please check the website for updates.

For detailed information about this event, please visit the official website:

We thank you for your interest and wish you Marry Christmas and Happy New Year!
Sincerely Yours

Giovanni Schiuma, Tan Yigitcanlar and JC Spender
Chairmen of IFKAD-KCWS 2012»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, dezembro 14, 2011

Turismo em Trás-os-Montes

No passado dia 12 de Novembro o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, deslocou-se a Bragança, onde defendeu a importância da criação de uma imagem de marca para a região e para os produtos produzidos em Trás-os-Montes, de forma a cativar o exigente mercado externo. O governante referiu ainda que “Trás-os-Montes precisa de uma marca que seja visível e que identifique os símbolos da região, que não os símbolos tradicionais, são os símbolos de hoje, como a paisagem, o património, ou seja, a cultura e a natureza”. Na opinião de Francisco Viegas, a região tem a paisagem natural mais intocável do país, factor que poderá fomentar o turismo interno sendo um recurso que é preciso valorizar. Não poderia estar mais de acordo!
Trás-os-Montes e Alto Douro é uma região com grandes potencialidades turísticas devido às suas condições naturais únicas, à beleza das suas paisagens e ao seu riquíssimo património histórico, cultural e arqueológico. O contraste da paisagem onde se podem ver serras, terras férteis, rios e ribeiras ou monumentos históricos, fazem desta região um espaço natural encantador que convida ao repouso do olhar e não deixa indiferente a quem por ali passa. Um bom exemplo é o Parque Natural do Montesinho, um dos maiores parques naturais dos 12 existentes no país. Está situado no Nordeste Transmontano abarcando a parte norte dos concelhos de Bragança e Vinhais, que fazem parte da chamada Terra Fria Transmontana. Segundo a National Geographic, “nenhuma outra área protegida expressa tão bem o contraste das estações do ano como o Montesinho”. Entre tantos outros exemplos, destacam-se também as Termas de Carvalhelhos (de onde provém a conhecida água “Carvalhelhos”), a “Aquae Flaviae”1 romana que foi uma das mais florescentes cidades da Península - onde podemos encontrar, para além dos elementos romanos, dois fortes e um castelo que fizeram parte da história de Portugal, bem como as famosas Termas de Chaves - destacam-se também as inúmeras pontes romanas espalhadas por toda a região, o castelo de Bragança e o famoso dialecto “Mirandês” que pode ser encontrado em Miranda do Douro.
Nesta região, como em nenhuma outra do país, encontramos uma ampla variedade cultural aliada a um conceito de natureza “verde” e “puro”, onde o homem vive em quase perfeita comunhão com a natureza. É, portanto, uma região que merece ser divulgada e promovida nacional e internacionalmente, com vista a ser cada vez mais uma referência e preferência entre os turistas. O aumento do turismo nesta região beneficiaria não só a região como também o país, com a entrada de dinheiro vindo de fora, e na situação económica em que nos encontramos, Portugal precisa de se promover junto do exterior, exaltando o que de melhor tem.
Contudo, senhor secretário de Estado, não se estará a proceder de forma contrária nesta região, nomeadamente com o avultado preço pago nas auto-estradas que lhe dão acesso? Sim, porque um turista ao deparar-se com o dilema de pagar cerca de nove cêntimos por quilómetro na auto-estrada ou fazer uma viagem extremamente cansativa pela estrada nacional, demorando um largo número de horas a chegar, vai pensar duas vezes…em não ir! E todo o trabalho de promoção e divulgação da região para fins turísticos cai por terra, e o país “não sai do sítio”.

(1) Cidade de Chaves. Antigamente chamada de “Aquae Flaviae”.

Andreia Cunha

Fontes:

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate

«É com muita satisfação que anuncio que, a partir de hoje, a Revista Eletrônica do Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado-UnC - DRd-Desenvolvimento Regional em debate - poderá ser acessada no site:
[...]
A Comissão Editorial é composta por, no mínimo, cinco membros da Universidade do Contestado, acrescida da participação de membros externos, de diferentes áreas do conhecimento. A Comissão Editorial responde pela publicação da Revista, decidindo sobre as questões operacionais, tais como, composição, estética, programação de seções, de dossiês e de projetos a serem desenvolvidos.
Além de contarmos com a colaboração de todos no desempenho de sua função, contamos com o grupo na divulgação da revista, anunciando-a para seus contatos, esperando, também, contar com artigos para publicação nas próximas edições.
[...]
Valdir Roque Dallabrida [valdirroqued897@gmail.com]
Geógrafo, Doutor em Desenvolvimento Regional
Editor-Chefe da Revista DRd
Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional
UnC-Universidade do Contestado-Canoinhas-SC-Brasil»

(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

Valença renovou-se

Valença do Minho é uma cidade portuguesa situada no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e sub-região do Minho-Lima, com pouco mais de 14000(catorze mil) habitantes. O município é limitado a norte e a noroeste pela Galiza, província Espanhola. É também uma Cidade muito recente, tendo sido elevada a essa mesma categoria em 12 de Junho de 2009.

Desde o dia em que Valença se elevou a Cidade o panorama social foi-se alterando. Valença, além de alterar os órgãos camarários, transformou-se numa Cidade apetecível para habitar. A mudança dos supracitados órgãos fez alterar de forma positiva os padrões do consumo, começando assim a promover junto dos valencianos novas iniciativas.

A cidade Valenciana desde cedo se dedicou ao comércio, isto devido à sua proximidade com a Galiza. Esta especialização fez com que os habitantes do dito município se dedicassem inteiramente a um novo dia de trabalho durante todos os 7 dias que existem numa semana. As rotinas foram crescendo e os valencianos pensavam que nada mais havia a fazer do que de dia trabalhar e de noite ficar em casa.

Com a alteração dos órgãos camarários, mais vocacionados para a cultura, Valença ganhou magia. Deixou de apostar em espetáculos de grandes gastos nos quais havia pouca aderência para se apostar em projetos menos dispendiosos utilizando o mesmo orçamento que já existia no passado. Valença passou assim, a ter mais com menos. A reciclagem na cultura dos valencianos promovida pela Câmara Municipal fez ligar mais os valencianos a Valença assim como potenciou um novo e melhor Turismo.

Desde Outubro de 2009, mês em que se procedeu às últimas eleições autárquicas, o Concelho Valenciano já recebeu mais de 50 projetos nas mais variadas áreas da cultura.

Neste momento, Valença é a Cidade Presépio de Portugal. De 28 de Novembro a 12 de Janeiro, existirá nas ruas uma mostra colectiva com mais de 500 presépios. A Quinta do Pai Natal, um Concerto, Fortaleza de Chocolate e Feira de Artesanato, são as atividades que vão dinamizar Valença no próximos tempos e que fazem desta recente Cidade o destino de Natal do Noroeste Peninsular. A iniciativa surgiu da Câmara Municipal deste Concelho e envolve o comércio, as colectividades, as escolas e a população de um modo geral.

Pode-se dizer que os valencianos conseguiram atingir aquilo com que sempre sonharam: uma melhor qualidade de vida.

Fábio Veloso

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

domingo, dezembro 11, 2011

"O crescimento assimétrico é a causa principal da evolução das disparidades regionais"

Embora os territórios apresentem à partida dotações diferenciadas de recursos e capacidades, o crescimento assimétrico é a causa principal da evolução das disparidades regionais. Uma vez que se registe um menor nível de bem-estar num território, para que ele alcance a posição dos mais desenvolvidos, terá que crescer mais rapidamente que estes. Se, pelo contrário, crescer à mesma taxa, o fosso em termos de bem-estar aprofundar-se-á. Este acentuar das diferenças decorre do desnível inicial, posto que, crescendo à mesma taxa, terá ganhos absolutos maiores a região que partir de um nível de bem-estar superior.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, dezembro 09, 2011

"Redução de freguesias fortemente contestada": que comentários lhe merece este assunto?

«Redução de freguesias fortemente contestada
Miguel Relvas, ministro dos Assuntos Parlamentares, que tem a tutela da Administração Local, foi fortemente vaiado no sábado passado no Congresso Nacional de Freguesias, onde os 1700 delegados presentes fizeram sentir o seu descontentamento. A contestação à intenção do Governo de reduzir número de freguesias tem sido grande, argumentando os que se opõem à medida que não haverá poupança relevante e que se perderá a proximidade às populações. O Governo, por seu lado, defende que é necessário dar escala às freguesias portuguesas para reforçar as suas competências, para além de estar a dar cumprimento a uma orientação da troika.
Por outro lado, há quem considere que se deveria reduzir era o número de concelhos pois, para além de haver autarquias muito pequenas e com pouca população, aí sim, haveria uma grande redução de custos, já que as estruturas são muito mais pesadas.
Que comentários lhe merece este assunto?»

Resposta:
De forma muito breve, diria: i) a reforma da organização administrativa do território é algo que urge há muitas décadas e, infelizmente, tudo aponta para que não seja agora que se vai concretizar; ii) são válidos os argumentos de que não pode ser unicamente em nome de eventuais poupanças financeiras que essa reforma se deverá realizar e, mais importante, a relação de proximidade entre eleitos e eleitores não pode ser sacrificada; iii) é também verdade que uma reforma que se fique pela reorganização das freguesias não passará de uma pseudo-reforma; e iv) o ministro ter sido vaiado não é indicador claro de repúdio por parte dos que o vaiaram dos princípios que este veiculou em matéria da reforma uma vez que entre aqueles estariam muitos seus correligionários, e não só, que pressentem em qualquer reforma que se faça uma ameaça ao seu estatuto e prerrogativas enquanto dirigentes políticos e representantes de grupos de interesse instalados.

J. Cadima Ribeiro

(Resposta a questão colocada pela jornalista do Jornal de Leiria Raquel Silva, datada de 6 Dezembro de 2011)

quinta-feira, dezembro 08, 2011

"Call for Abstracts: XIII World Congress of Rural Sociology - Session 17 - LIVING, VISITING AND PROMOTING THE RURAL TOURISM EXPERIENCE"

«Dear All
Just to remind you that we are pleased to invite you to submit an abstract to the Session 17 - Living, Visiting and Promoting the Rural Tourism Experience of the XIII World Congress of Rural Sociology which will take place in the beautiful city of Lisbon, between July 29 and August 4, 2012.
Please find enclosed detailed information about the session. Abstracts should be submitted through http://irsa2012.com/event/irsa-2012/proposals/
until January, 15, 2012.
We kindly request you to disseminate this call among your contacts and networks.
Looking forward to receive your abstract proposals and to meet you under the incomparable light of Lisbon
Best Regards
The Organizers of Session 17
Elisabeth Kastenholz & Elisabete Figueiredo»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, dezembro 05, 2011

Fado: Património da Humanidade

Há uma música do Povo
Nem sei dizer se é um Fado
Que ouvindo-a há um ritmo novo
No ser que tenho guardado…
Fernando Pessoa

Foi com orgulho, alegria e satisfação, que depois de um grandioso elogio, Portugal acordou no passado dia 27 a ouvir fado, a ouvir o mais recente património imaterial da humanidade.
Durante largos anos, foi sentida a necessidade de criar uma distinção cultural a nível internacional de grande valor e representativo de uma sociedade, mas apenas em 2006 entrou em vigor a convenção para a salvaguarda do património cultural imaterial. Esta organização, defendeu que o património da cultura abrangesse tradições, expressões de vida, conhecimento e competências que constituíssem a cultura e a identidade de cada país.
Foi com base nas características acima descritas que a Câmara Municipal de Lisboa, juntamente com outras entidades, decidiu tornar o sonho realidade. Por isso, em Junho de 2010 assumiu que o fado seria candidatura a património cultural imaterial da humanidade. Decorridos 17 meses, em Bali, na Indonésia, o fado foi oficialmente considerado património da humanidade, e o que até há bem pouco tempo era “um género de grande versatilidade poética e musical” desconhecido para muitos tornara-se num reconhecimento internacional.
Apesar de ter sido a primeira vez que Portugal viu o seu nome associado à lista de patrimónios imateriais da humanidade, já continha alguns pontos de referência, como a título de exemplo o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém em Lisboa, e os Centros Históricos de Guimarães e Évora. Esta condecoração, veio sobretudo permitir a Portugal preservar na memória todas as canções de Amália, as canções de Lisboa, as canções de Portugal.
Com esta candidatura surgem um conjunto de acções, devidamente planeadas, como o estudo e a investigação do património do fado; a constituição de um arquivo digital de fonogramas de fado, com a perspectiva de estarem nas entidades arquivistas e museológicas; a promoção de roteiros temáticos do fado na cidade de Lisboa; a implementação de um programa educativo que promova, nos vários níveis de ensino, os conteúdos relacionados com o universo e cultura do fado, através de cursos de guitarra portuguesa, seminários e “workshops”.
Depois da festividade e orgulho com que foi vivido o reconhecimento do fado a nível internacional, os principais objectivos, em que se debruçou a minha análise, foram as vantagens e desvantagens que lhe estão inerentes.
De facto, este reconhecimento vem permitir comprovar ao Mundo que Portugal, apesar das dificuldades gravíssimas que enfrenta, não se resume “ao défice e à dívida pública” pois existem muitos outros aspectos, tal como o fado, de reconhecimento que lhe estão subjacentes e que permitem demonstrar a riqueza de um país pequeno à beira mar plantado.
Permite relembrar aos portugueses que o som que os levou ao reconhecimento jamais será esquecido, podendo também atrair jovens e adultos oriundos de países diferentes a conhecer a música que agora é património da humanidade.
No entanto, considero que apesar de ter sido um reconhecimento bastante importante e notório para o nosso país, pode não recair na melhor altura. Penso essencialmente, e uma vez que nos encontramos numa situação económico-financeira muitíssimo árdua, em que são necessários grandes esforços e sacrifícios, que a concretização das acções estabelecidas no acto da candidatura poderão tornar-se um investimento avultado, pois apesar dos patrocínios alcançados, é evidente um acréscimo financeiro necessário por parte do estado, nomeadamente, da área da cultura que considero de certa forma dispensável.

Ana Rita Marinho Carvalho

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, dezembro 02, 2011

Ecomuseu de Barroso – um ícone de desenvolvimento rural

É no “País Barrosão”, território de fronteira com a Galiza, plantado nos vales dos rios Cavado e Rabagão, com as serras das Alturas e do Larouco, sempre vigilantes, e um terço do seu território classificado com único Parque Nacional Português, o do Gerês, que se encontra o “Ecomuseu de Barroso”, que proporciona toda uma análise e reflexão sobre o desenvolvimento local e os projetos de turismo sustentado.
A ideia de um Ecomuseu para a região de Barroso resulta da consciência, mas também da preocupação de salvaguardar um património, nas suas múltiplas componentes, natural, cultural e sócio-económica, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento das populações. Por isso, se adotou um conceito de Museu do Território, o qual repousa na valorização dos seus recursos chave: a população e o património natural e cultural.
O Ecomoseu de Barroso não é um museu típico, na medida em que não se confina apenas a um espaço fisco. O seu objetivo reside em incentivar os processos de diversificação das atividades, nomeadamente as associadas ao ecoturismo e outras que propiciem uma melhoria socioeconómica e permitam encontrar novos motivos de fixação à terra, em colaboração com a comunidade local. Procurando, ainda, manter os níveis de sustentabilidade do desenvolvimento e alcançar uma revitalização agrícola do território.
Em suma, o Ecomuseu situa objetos no seu contexto, preserva conhecimentos técnicos e saberes locais, consciencializa e educa para os valores do património cultural; permite desenvolver programas de participação popular e contribui para o desenvolvimento da própria comunidade. Tem como princípio organizar eventos sempre em parceria com as forças vivas do concelho. Deste modo, o envolvimento da população local é essencial, porque facilita a sua sensibilização e mais facilmente se vai criando um movimento de preservação, garantido assim a sustentabilidade das organizações.
Os eventos organizados pelo Ecomuseu têm duas vertentes. A mais usual é a recuperação de tradições, que se encontram em risco de desaparecer, como é o caso das antigas cegadas do centeio à mão, a malhada a malho ou com a velhinha malhadeira ou mesmo a volta à aldeia para cantar os reis aos vizinhos. Em inferioridade, a tentativa de despertar a população para novos desafios, através do turismo sustentado, que tem como regra de desenvolvimento criar novas profissões e dar a conhecer pequenos recantos de mercado, que merecem ser desenvolvidos e aproveitados, como é o caso da apanha de cogumelos silvestres e a organização de provas de turismo ativo de natureza, de BTT e pedestres (Carrilheiras de Barrosos).
Trata-se, no fundo, de aproveitar os enormes recursos do concelho, na área do turismo em espaço rural, ecoturismo, turismo de habitação, gastronomia e agro-turismo, turismo desportivo de natureza, criando uma nova imagem aos produtos regionais, áreas onde a criação de riqueza é compatível com a manutenção do equilíbrio ambiental e a preservação da identidade do seu povo e respectivas tradições.
É apenas de lamentar as denominações de origem e as certificações dos produtos locais, que são de excelente qualidade, que deveriam reverter para o produtor, como maior receita, mas infelizmente representa mais um custo e não vislumbram canais de comercialização sérios, que incentivem o aumento de produção animal e agrícola.
Penso que o Ecomuseu está a originar novos empregos, bem como um turismo crescente, que não se pretende de massas, mas que deixe de ser tão sazonal.
O futuro desta região não passa pelo abandono da pastorícia, nem da agricultura, pois são essenciais para a preservação da paisagem, mas antes acrescidas de um extra que virá da procura turística.
Eis um claro exemplo, de que o Homem ao ter perceção das riquezas ambientais, culturais e de património histórico, pode reverter tudo isso em actividade económica, emprego e rendimento. É, então, necessário educar para sensibilizar os recursos humanos, para que as pessoas aprendam a gostar mais do que têm ao seu lado e, consequentemente, dar-lhe mais valor.
Tal como afirma Hugues de Varine:”Os processos e métodos de desenvolvimento local apoiam-se, necessariamente, sobre a cultura viva dos cidadãos: nenhum desenvolvimento pode ser sustentável sem uma participação dos cidadãos, participação essa, que deve fazer-se na linguagem da cultura”.
Assim, parece que a máxima, bem conhecida em Portugal: “para lá do Marão mandam os que lá estão” continua a ser atual.

Joana Cristina Alves Oliveira

Fontes:
-”O caso de desenvolvimento turístico de Montalegre: Uma ideia da Natureza”, de Ricardo Correia e Carlos Brito, inserido no livro “Casos de desenvolvimento Regional

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, dezembro 01, 2011

“Knowledge Spillovers and Knowledge Intensive Business Services: An Empirical Study”

“Knowledge is increasingly perceived as a central factor for company competitiveness. With the transfer of knowledge one of the core functions of knowledge intensive business service (KIBS) companies, the objective of our research incorporates analysis on how the transfer of knowledge takes place between the higher education sector and the KIBS universe. Our empirical results demonstrate that cooperation between KIBS and universities occurs independent of their location (rural or urban) and typology (professional or technological). We furthermore found that rural KIBS have increased their levels of graduate employment faster than their urban KIBS peers.”

Fernandes, Cristina
Ferreira, João

Date: 2011
Keywords: knowledge; spillovers; cooperation; universities; KIBS

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

terça-feira, novembro 29, 2011

Matosinhos lança redes para peixe graúdo

“Se há um domínio onde é visível uma melhoria é neste. Os portos têm que ser eficientes. O turismo de cruzeiros representa já hoje um volume de negócios anual na ordem dos 180 milhões de euros. Se soubermos aproveitar as infra-estruturas e articulá-las, estaremos a potenciar toda a região” - Dr. António Mendonça (Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações)
Inaugurado no passado dia 29 de Abril o novo cais de cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, estará pronto a receber os maiores navios de cruzeiros alguma vez construídos, como o "Queen Elizabeth" (que já marcou duas escalas em Leixões para o final deste ano), "Aurora" e "Oriana.
A infraestrutura custou cerca de 21 milhões de euros e demorou um ano a ser construída contudo o terminal de cruzeiros de Leixões, da autoria do arquitecto Luís Pedro Silva, tem um custo estimado de 49 milhões de euros e foi financiado em 51% pelo Programa Operacional Regional do Norte.
Até agora, o Porto de Leixões apenas podia receber navios até 250 metros de comprimento, embora a maior parte dos novos navios e dos navios que têm entrado nas rotas do Atlântico tenham entre 250 e 300 metros. A nova estrutura, com 343 metros, permite receber estes novos navios e multiplicar o número de passageiros que chegam a Leixões.
Os estudos de mercado realizados apontam que apenas cinco anos depois, em 2018, passarão anualmente por Leixões cerca de 110 navios de cruzeiro com mais de 125 mil passageiros, um acréscimo significativo na procura turística da região que providenciará uma receita anual de 11 milhões de euros para os sectores da restauração, transportes, compras, cultura e lazer do Porto e Norte de Portugal.
Segundo o Presidente do Conselho de Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL), Eng. Matos Fernandes, o cais dos novos fundos corresponde à primeira fase do Terminal de Cruzeiros de Leixões. A 10 de Maio arranca formalmente a segunda fase do projecto dedicada à construção da nova Estação de Passageiros, edifício central do complexo que irá albergar um espaço dedicado à produção e divulgação científica através do Pólo do Mar do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, que irá ocupar os dois pisos superiores do edifício do terminal, concentrando as investigações ligadas ao mar, dispersas pelas várias faculdades.
O novo Terminal de Cruzeiros é uma mais-valia para o desenvolvimento da oferta turística da região. É preciso reunir esforços e estabelecer parcerias para a definição de uma estratégia que atraia novas mercados e potencie ainda mais a forte ligação histórico-cultural entre Matosinhos e o Mar.

Emanuel Meira Rego

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, novembro 25, 2011

Transportes Públicos: as novas medidas

Os transportes públicos são, em determinados espaços urbanos, o único meio de transporte capaz de criar sustentabilidade na mobilidade dos cidadãos.
Com a ampliação das cidades (para além do centro), pela criação de novos espaços urbanos e a implementação de novas infra-estruturas rodoviárias torna-se mais necessário o uso de transporte, uma vez que este crescimento gera uma dispersão das actividades comerciais e residenciais, conduzindo a uma maior necessidade de deslocação da população. Note-se que este desenvolvimento atrai cada vez mais a população residente dos meios periféricos, sendo novamente importante a forma como a população se move.
Não esquecendo, os transportes públicos ajudam na diminuição do congestionamento do trânsito e da poluição atmosférica, sonora e visual tornando-se essenciais para o bem-estar da sociedade.
Com isto verifica-se a grande utilidade dos transportes públicos. Estes, apesar da facilidade no acesso ao crédito automóvel, continuam a ser mais rentáveis em comparação com o custo do transporte privado.
Os transportes públicos são utilizados em diversas situações, por todo o tipo de pessoas, como os trabalhadores que usam os autocarros como meio de deslocação para o emprego e os jovens para irem ter com amigos ao “outro lado” da cidade, cujas distâncias não podem ser feitas a pé, devido à duração do trajecto, ou até mesmo à falta de vontade.
Todavia, importa realçar que, no dia 11 de Novembro de 2011, o secretario de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, anunciou o corte dos descontos de cinquenta por cento que os idosos, estudantes e crianças têm nos passes sociais, ou seja, a subsidiação etária 4-18; sub-23 e sénior. Ou seja, com esta medida, os transportes públicos podem deixar de ser tão vantajosos, pondo em causa toda a sua utilidade e necessidade, referidas anteriormente, diminuindo o número de “viagens” da população.
Um caso particular é o dos TUB (Transportes Urbanos de Braga), que têm como objecto social a prestação do serviço de transporte urbano de passageiros no concelho de Braga, abrange a totalidade das freguesias, ou seja, 62 freguesias, com 76 linhas e 115 viaturas (dados do ano 2008). Actualmente, um estudante de Braga paga 19,15€ por mês, de acordo com o desconto do sub-23, caso utilize a coroa 3, isto é, a coroa máxima que permite andar por toda a cidade, mas, com esta medida, no dia 1 de Janeiro de 2012 pagará 38,30€ por mês, aumentando a despesa da família em transportes em, aproximadamente, 20€, o que na época que se vive de crise não nos deixa olhar esta medida com ânimo leve.
Contudo, o objectivo do Governo actual não é o de dar um término aos passes sociais, mas sim de melhorá-los de forma equitativa/justa para os cidadãos e para beneficiar as contas públicas.
Encontro-me em completa concordância com a sua implementação. A título de exemplo, hoje, um trabalhador com idade superior a 23 anos, que ganhe 700€ por mês, não tem direito a desconto, enquanto um estudante cujos pais têm rendimentos de 10 mil euros mensais já tem direito. Ou seja, os descontos não se devem reger pelas idades dos indivíduos, mas sim pela capacidade financeira das famílias, para que o uso de transportes públicos e, por conseguinte, o “viver a cidade” não se altere.

Joana Lamela Martins

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quarta-feira, novembro 23, 2011

CIM Alto Minho

A Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima, também designada por CIM Alto Minho, foi constituída em 2008, englobando os municípios que correspondem à Unidade Territorial Estatística de Nível III (NUT III) do Minho-Lima, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte do Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira.
Esta entidade foi criada com o propósito de fazer do Alto Minho “um espaço de excelência ambiental com capacidade de desenvolver uma nova conjugação de recursos e actividades turísticas, de energias renováveis, de acolhimento empresarial e de provisão de serviços de proximidade com qualidade e modernidade, que respondam aos desafios de competitividade, coesão e sustentabilidade”. Tendo como objectivos a prossecução do planeamento e gestão estratégica do desenvolvimento económico, social e ambiental do território por ela abrangido, assim como a participação na gestão de programas de apoio ao desenvolvimento da região no âmbito do Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN).
Com sede em Viana do Castelo, esta entidade pretende assegurar também a articulação das actuações entre os municípios e os serviços da administração central, nas áreas de redes de abastecimento público, infra-estruturas de saneamento básico, tratamento de águas residuais e resíduos urbanos, rede de equipamentos de saúde, rede educativa, conservação da natureza e recursos naturais, mobilidade e transporte, redes de equipamentos públicos, promoção do desenvolvimento económico, social e cultural e rede de equipamentos culturais, desportivos e de lazer.
A CIM Alto Minho tem desenvolvido diversos projectos próprios em diversas áreas de intervenção e outros que lhe foram atribuídos, tais como:
- Programa Territorial de Desenvolvimento (PTD), que promove factores de competitividade, inovação, empreendedorismo e valorização económica dos recursos tais como qualificação dos serviços colectivos de proximidade de educação e saneamento básico, melhoria das condições de acessibilidade e segurança intra-regional, melhoria da governação da administração local desenvolvimento local, sub-regional e transfronteiriço.
- Valorização e Promoção ambiental
- Desenvolvimento Economico e Promoção, formando conjuntamente com o Ave e Cávado e a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal, associações de desenvolvimento local e promotores privados, tem como objectivo promover uma Estratégia de Eficiência Colectiva, partindo de uma visão consensualizada do desenvolvimento do Minho Rural, assente em quatro áreas económicas fundamentais, o ambiente, o turismo, o agro-alimentar e a cultura/património.
- Ambiente e Ordenamento de Território
- Educação e Formação Profissional
- Cooperação Transfronteiriça
- Modernização da Administração Pública
- Economia do Mar
Em destaque, tem estado notícias em que a CIM e IPVC promoveram uma segunda etapa de formação em empreendedorismo escolar, tendo por base o manual “Ter ideias para mudar o mundo”, também em foco a CIM quer avançar com a elaboração de um Plano de Desenvolvimento designado “Alto Minho: Desafio 2020” que irá traçar as principais linhas de intervenção para o território nos próximos 10 anos e ainda a CIM Alto Minho e o Secretário de Estado da Administração Local iniciaram um “projecto-piloto de reforço do nível intermunicipal onde foram colocadas várias hipóteses sobre as possíveis áreas a transferir para o domínio da CIM Alto Minho, quer da parte da administração local quer da parte da administração central e que, por ganhos de escala e devido à proximidade necessária à sua gestão, possam ser melhor exercidas ao nível intermunicipal”.
Neste seguimento, é de referir a crescente importância desta entidade no que concerne a uma melhor gestão e promoção do Alto Minho, que por vezes fica meio esquecido para os portugueses, mas que valorizado e bem aproveitado é de grande valor, pelo que não pudemos esquecer dos que, fieis, vivem no início deste território tão belo que é Portugal.

Joana Araújo

Bibliografia:

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

sábado, novembro 19, 2011

Aula aberta: "Narrativas do património e práticas dos Lugares: o papel dos conteúdos nas estratégias turísticas"

«No âmbito da UC Turismo Rural e Urbano, 2º ano de GAT, estou a promover a realização de uma aula aberta intitulada:

"Narrativas do património e práticas dos Lugares: o papel dos conteúdos nas estratégias turísticas".

O orador convidado é o Dr. Álvaro Campelo, docente e investigador nas áreas de turismo em espaços rurais e espaços urbanos na Universidade Fernando Pessoa do Porto.
[...]
A aula decorrerá no próximo dia 21 de Novembro de 2011 (16h30/18h00), na sala 2, da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave em Barcelos.

Destinatários: alunos de GAT do 2º ano (e outros que, eventualmente, pretendam assistir à aula aberta).
[...]
Mécia da Cunha Mota"

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada - meciamota@gmail.com)

quinta-feira, novembro 17, 2011

"Open Call for Contributions for a new IGI-Global book: ´Technologies in Urban and Spatial Planning: Virtual Cities and Territories?`"

«Dear Colleague

We are pleased to announce an open Call for Contributions for a new IGI-Global book: Technologies in Urban and Spatial Planning: Virtual Cities and Territories?

The full document of the Call is attached to this message.

This book aims to present the state-of-the-art of the development and application of all kinds of new virtual technologies based on the use of hardware and software developed to represent and simulate virtual environments, built spaces, and buildings, and the interactions of these new technological solutions with policy making and design.

Proposals for contributions are due on December 31, 2011.

Please visit and bookmark www.vctbook.dec.uc.pt for detailed information about this editorial project.

We look forward to receiving your proposal for a contribution.

The Editors

Nuno Norte Pinto, José António Tenedório, António Pais Antunes and Josep Roca»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, novembro 14, 2011

Sintra – Património Mundial

Sintra é uma vila pertencente ao Distrito de Lisboa com cerca de 377249 habitantes, um dos municípios mais populosos de Portugal.
Podemos encontrar em Sintra uma paisagem cultural em que é possível recolher testemunhos de praticamente todas as épocas da história portuguesa. Na candidatura de Sintra a Património Mundial/Paisagem Cultural junto da UNESCO, tratou-se de classificar uma unidade cultural que permanecia intacta em relação a palácios e parques, casas senhoriais e respectivos hortos e bosques, palacetes e chalets inseridos no meio de uma exuberante vegetação, várias igrejas e capelas e claro a Serra de Sintra. Encontram-se muitos vestígios entre estes monumentos que apontam para ocupações desde há muitos anos.
Os mais antigos testemunhos de ocupação humana localizam-se num cume da Serra de Sintra. A ocupação datada do período Neolítico é encontrada junto à Capela do Castelo dos Mouros, pela presença de cerâmicas decoradas. Durante o Império Romano, César (49 a.C.) concedeu a Sintra o estatuto de Municupium Civium Romanoru. Foram encontrados vestígios romanos que sugerem a sua presença desde os séculos I a.C. e V d.C.. Enquanto vigorou o domínio Muçulmano surgiram os primeiros textos que referem explicitamente a Vila de Sintra como o centro urbano mais importante logo a seguir a Lisboa.
Durante o século XIX decorreu uma grande construção em Sintra, o palácio da Pena, obra marcante do romantismo português. Este palácio foi construído com o que restava do velho Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena (século XVI), mas conservando-lhe partes fundamentais (a igreja, o claustro, algumas dependências), adquirido por D. Fernando II. Embora sendo este o Palácio que dá reconhecimento a Sintra, existem outros; são eles: Palácio Nacional de Sintra, Palácio de Monserrate, Palácio dos Ribafrias e Palácio de Seteais.
Merecidamente, Sintra foi classificada Património Mundial, no âmbito da categoria “Paisagem Cultural”, no dia 6 de Dezembro de 1995.
Com o título de Património Mundial, as visitas a Sintra têm uma tendência crescente ao longo dos anos, por exemplo, no ano de 2010 recebeu cerca de 1,9 milhões de visitantes, cerca de 86,1% foram estrangeiros e 13,9% portugueses.
Em termos de receitas provenientes dos Monumentos, o Palácio da Pena é o mais visitado, e em 2006 esteve perto de 1,3 milhões de euros com 382 mil visitantes. Em comparação com o Palácio Nacional de Sintra que arrecadou 1 milhão de euros com cerca de 391 mil visitantes.
O facto de esta vila ter muitos registos do nosso passado histórico e ter tido reconhecimento por parte da UNESCO, fez com que os responsáveis por alguns dos mais famosos monumentos começassem a cobrar um preço simbólico pelas visitas.
Esta medida fez com que o valor dessas receitas pudesse ser usado para a manutenção do próprio monumento e para que pudessem ser contratados guias especializados, para que de alguma forma o preço cobrado ‘valesse a pena’ para os visitantes. Isto não fez com que a curiosidade de os visitar morresse nas pessoas, o que possivelmente alterou foi a época em que essas visitas pudessem ser feitas, por norma há mais afluência nas férias, sejam elas de verão, natal, páscoa… ou mesmo nos feriados ou fins-de-semana.
Hoje em dia, quase todos os monumentos podem ser visitados mediante um pagamento que pode incluir guia ou não. Falando nos palácios, o Palácio Nacional de Sintra cobra 7€ a cada visitante, já o Palácio da Pena varia os preços entre 9€ e 12€ dependendo da época do ano. Em relação a certos museus, uns são de entrada gratuita: Museu de História Natural de Sintra, Museu Ferreira de Castro, entre outros; já outros têm um custo que varia entre os 2,5€ e 4€ - Museu do Brinquedo, Museu Arqueológico de Odrinhas, etc.
Concluindo, Sintra é uma vila muito privilegiada tanto pela presença de inúmeros parques naturais como os monumentos falados anteriormente. Isso fez com que o número de visitantes aumentasse de ano para ano e hoje em dia as receitas excedem as expectativas. Fez também com que a vila crescesse em termos turísticos, construção de hotéis/casas de turismo rural de forma a oferecer conforto aos visitantes; restaurantes e pastelarias; e claro, todo o comércio que se desenvolveu pelo aumento de população.

Ana Isabel da Costa Miranda

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

As cutelarias como pilares de uma economia regional

A indústria transformadora da vila de Caldas das Taipas tem uma enorme dependência das metalúrgicas, uma vez que estas têm uma grande importância a nível de emprego e produção para a região. O sector metalúrgico nas Caldas das Taipas possuí três empresas muito importantes, que são a Herdmar, a Cutipol e a Dalper.
A Herdmar foi fundada em 1911 por Manuel Marques e funciona desde sempre como produtora de cutelarias de mesa. Através da persistência dos seus fundadores, conseguiu adaptar-se e ampliar-se, e já nos anos 50 exportava para as colónias portuguesas da altura. Nos anos 70 a empresa aumenta a quantidade produzida e passa a exportar também para a Europa, mas é nos anos 90 que a empresa atinge o topo através de aumentos na quantidade e qualidade da produção, e passa a exportar para todo mundo, através de vendas directas ou de agentes intermediários, fazendo com que o volume de negócios chegue aos cinco milhões de euros.
A Cutipol foi uma das primeiras metalúrgicas a nível nacional, e ao longo dos anos tem vindo a reunir esforços para desenvolver produtos inovadores, através de novos materiais e de diferentes designers, tudo na área das cutelarias de mesa. Actualmente, pretende destacar-se no mercado, através de um design de utensílios de mesa muito inovador, feito através de materiais mais leves e resistente, nunca se descuidando dos produtos com design tradicional.
Desde os anos 50 que o sucesso da Dalper é alicerçado num profundo conhecimento de materiais de primeira qualidade e numa permanente inovação tecnológica. Actualmente encontra-se representada em mais de 40 países, e justifica isto dizendo “a nossa gama de produtos transmite confiança e prestígio, aliando a funcionalidade ao requinte nos detalhes”. Esta empresa baseia a sua produção não só em cutelarias de mesa mas também em cerâmicas.
Estas três empresas são muito importantes a nível económico para a região porque têm um grande fluxo de produção e qualidade reconhecida, o que leva a uma maior procura, não só a nível interno como externo, das cutelarias de mesa produzidas nesta vila.
Este sector não é só importante pela procura e, consequentes, receitas que traz, mas também pela empregabilidade que traz para a região. Caldas das Taipas têm aproximadamente 5 mil habitantes, e as três empresas supraditas empregam cerca de 500 destes, ou seja, eles dão emprego a 10% da população da vila, tornando o sector fundamental para a sustentabilidade desta.
Actualmente, e no contexto do momento controverso que a economia portuguesa atravessa, algumas destas empresas estão a passar parte da sua produção para alguns países africanos, como por exemplo Marrocos, uma vez que os custos de produção são menores, já que os salários são mais baixos, uma situação que se está a tornar preocupante porque esta medida está a afectar seriamente os trabalhadores locais, que temem pelos seus empregos.
É pelo facto de as Caldas das Taipas possuírem as três maiores empresas metalúrgicas a nível nacional, que, esta pequena vila, se candidatou a capital da cutelaria. Uma forma de tentar aumentar, não só o seu prestígio, que já é elevado, mas também o das empresas, que ganhariam um novo folgo para a produção e empregabilidade, e, assim, talvez estas não sentissem a necessidade de “desviar” a sua produção para países onde os custos de produção são mais baixos.

José Luís Ferreira

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3.º ano do curso de Economia (1.ºciclo) da EEG/UMinho]

A problemática do desenvolvimento rural

Partindo de um conceito de rural incerto e frequentemente contestado, tem sido muito difícil chegar a um consenso quanto à natureza específica de processos de desenvolvimento rural, particularmente num contexto de mudanças aceleradas e reestruturações sucessivas. Um dos grandes problemas levantados pelo conceito da ruralidade consiste na sua natureza, tão do agrado dos teóricos da modernização, e na sua consequente definição pela negativa.
Se o destino das áreas rurais for determinado principalmente por interesses externos, aquilo que actualmente consideramos rural sofrerá, possivelmente, uma descaracterização por via da difusão e introdução de interesses e valores, perturbando, assim, as distinções entre rural e urbano. Implícitos na teoria da modernização estão determinados pressupostos sobre a dita “condição rural” que, correspondendo embora, de certa forma, à verdade, realçam exageradamente quer a falta de dinâmica e adaptabilidade interna do meio rural, quer a sua aversão às oportunidades de modernização proporcionadas por forças externas. Na minha perspectiva, há toda uma série de valores e atitudes que conduzem à estagnação económica e a uma relativa indiferenciação social. Esta visão retrata o mundo rural como relativamente análogo e estático, reunindo todas as características contrárias à ideia de modernidade, tão presente nos nossos dias.
Os habitantes rurais dependem largamente do sector primário em geral, e do uso, relativamente extensivo da terra em particular. Contudo, verifica-se actualmente que o número de habitantes que se dedicam a tempo inteiro à agricultura é tão pequeno que o estatuto rural pouco tem a ver com a existência e o funcionamento das explorações agrícolas. Verificamos facilmente que quanto mais uma região sofre um processo de diversificação das suas actividades económicas, mesmo mantendo o peso relativo do sector agrário, mais difícil é a sua definição simplesmente em termos do binómio rural-urbano. As mudanças no nível e natureza da actividade económica num dado território rural resultam de um conjunto de procedimentos e dependem, essencialmente, dos recursos locais, naturais, ou humanos, e da evolução histórica dos factores que condicionam o equilíbrio de poder entre forças locais, regionais, nacionais e internacionais.
Vista de uma perspectiva de longo prazo, a reestruturação gradual do sector rural resultou da articulação de uma série de sub-processos sectoriais que contribuíram para o reforço das assimetrias interterritoriais e continuam a condicionar as oportunidades de desenvolvimento local e regional. Embora existam experiências nacionais e regionais distintas, as duas forças que, a meu ver, e de uma forma interligada, maior impacto tiveram nos países europeus, nas últimas décadas, são aquelas associadas à reestruturação da economia agrária e ao aparecimento de novos usos produtivos e a progressiva diversificação do espaço rural.
Talvez seja possível, na minha opinião, criar oportunidades para que a economia rural se desenvolva, de uma maneira sustentável e endógena, baseada nas iniciativas territoriais e na consequente afirmação e concretização da autonomia local e na fixação de uma parte significativa do valor acrescentado criado.

Elsa Duarte Lopes

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3.º ano do curso de Economia (1.ºciclo) da EEG/UMinho]

sexta-feira, novembro 11, 2011

Fafe, na rota do património industrial do Ave

A constituição de uma rota do Património Industrial do Vale do Ave, levada a cabo pela ADRAVE (Associação de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave), com o apoio financeiro de fundos comunitários através do Programa Operacional da Região do Norte, assentou no objectivo principal de criar um percurso que permitisse compreender melhor a importância dos rios, em especial do rio ave, como pólo aglutinador da indústria da região. Para isso, em cada um dos oito concelhos do Vale do Ave (Fafe, Guimarães, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso, Vizela, Famalicão, Santo Tirso e Trofa, coincidente com a NUT III) procurou-se, por um lado, mostrar a diversidade e a qualidade das principais estruturas arquitectónicas industriais existentes, reconhecer a sua importância histórica e cultural e, por outro lado, ajudar a preservar este património industrial, inserindo-o na rota dos Itinerários Culturais do Conselho da Europa.
Por esse motivo, a Rota foi necessariamente condicionada por factores que se prendem com questões de acessibilidade, permissão de visita, potencialidades lúdicas e pedagógicas dos sítios e monumentos. Procurou-se, por outro lado, que os locais a visitar fossem elucidativos da diversidade e qualidade das estruturas e arquitecturas relacionadas com o património industrial e pré-industrial existente no Vale do Ave, estabelecendo-se também critérios de equidade entre os diversos municípios envolvidos. Por tal motivo, e independentemente de se chamar à atenção e incentivar à descoberta de outros vários pontos de interesse, foram evidenciados apenas, em cada concelho, até um máximo de três pólos de visita.
Assim, Fafe tem integrado neste percurso 3 importantes edifícios, seja, a Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro ("Fábrica do Ferro"), a Central Hidroeléctrica de Santa Rita e o Moinho de Casca de Gontim.
A Central Hidroeléctrica de Santa Rita está localizada no concelho de Fafe, na freguesia de Fornelos, na margem esquerda do Rio Vizela. Foi inaugurada a 5 de Outubro de 1914, uma das primeiras na região, e é exemplo da acção social orientada para o progresso, fruto de ideais de republicanos. Este empreendimento com o objectivo de enriquecer a rede eléctrica de serviço público, desempenhou um papel central na consolidação do desenvolvimento industrial, associado às já existentes fábricas do Bugio e do Ferro. A construção deste empreendimento ficou registado na imprensa local e na memória da população que a encarava como símbolo da evolução social e económica da Vila de Fafe. O espaço onde está construída a Central, pelas suas características naturais, permite uma optimização da obtenção da energia mecânica e, consequentemente, eléctrica.
Foi alvo de intervenção e restauro, apresentando-se, actualmente, como um local de excelência no que respeita à “Energia”, símbolo da capacidade humana de utilização dos engenhos e técnicas na exploração de recursos naturais potenciadores de crescimento económico e de reconhecimento histórico e social. Em virtude do seu interesse histórico e cultural - como marco importante do processo de electrificação no Noroeste de Portugal e dado o bom estado do equipamento, a Câmara Municipal de Fafe, entidade proprietária, decidiu musealizar as instalações, e os equipamentos, em bom estado de conservação, em meados dos anos 80, constituindo um museu regional de electricidade, o primeiro do seu género no país.
A Fábrica de Fiação e Tecidos de Fafe, embora fosse tradicionalmente designada de Fábrica do Ferro, foi fundada em 1887 num contexto de forte ruralidade.
Foi implantada num local onde tinha existido uma moagem e transformou-se num dos mais antigos e importantes estabelecimentos fabris da região, onde três anos após o seu nascimento já empregava 339 operários.
Nos anos 50/60 do século XX o número de trabalhadores ao serviço alcançou os 2000, e esse crescimento era acompanhado por apoios sociais como a atribuição de subsídios de reforma por doença, velhice ou invalidez, uma cantina, uma creche e um lactário. Em 1926, cria uma escola infantil anexa à creche e uma escola primária com seis professores cujo salário era inteiramente pago pela empresa.
A sua produção de fio e tecido destinava-se ao consumo nacional e internacional. E a energia necessária a essa produção provinha da sua central hidroeléctrica, com a particularidade de também ter instalado, como alternativa, um motor diesel de um transatlântico.
Porém, em Dezembro de 1994 foi alvo de um violento incêndio que destruiu parte das suas instalações. A partir do ano de 1999, com a nova administração, a empresa passou a designar-se de “Companhia de Fiação e Tecidos do Ferro, Lda”. Igualmente relevante nesta fábrica é toda a área envolvente ao edifício, onde se destaca o bairro operário, a casa do pessoal e todo um conjunto de equipamentos sociais construídos ao longo do tempo por esta empresa, nomeadamente, escola, cantina, loja do trabalhador e serviços médicos. São os actuais testemunhos materiais e simbólicos edificados e que representam o impacto da mudança social e económica deste espaço fabril no concelho de Fafe.
Quanto ao Moinho de casca de Gontim, não há registo da data da sua construção, mas sabe-se que está desactivado à cerca de 50 anos. O moinho insere-se numa propriedade agrícola perto da nascente do Rio Vizela e a sua função era transformar a casca de carvalho alvarinho numa substância com propriedades químicas muito úteis para a indústria dos curtumes. Encontra-se encerrado ao público.
Não se pretendeu em momento algum valorizar apenas o passado da região. Os mecanismos de identificação e valorização desta deverão ser lidos igualmente numa perspectiva de requalificação desta mais-valia do Vale do Ave, no que ele representa de capacidade criativa e empreendedora, da relação do Homem com o espaço que ocupa, gerindo os recursos que a natureza disponibiliza e ditando, deste modo, a sua dinâmica de futuro.

Joana Cristina Alves Oliveira

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3.º ano do curso de Economia (1.ºciclo) da EEG/UMinho]


quinta-feira, novembro 10, 2011

Território e Desenvolvimento Regional

Territórios e Desenvolvimento

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa)

Chão Urbano, Ano XI, Nº 6, Nov-Dez 2011

«Prezado (a),

Comunicamos que o novo número de Chão Urbano Ano XI Nº 6 Nov-Dez 2011 já esta disponível no site www.chaourbano.com.br, trazendo artigos sobre transporte e meio ambiente.

Boa leitura!

obs.: Relembramos que os envios de artigos para submissão ao Comitê Editorial da revista devem ser encaminhados a: artigoschaourbano@gmail.com

Agradecemos aos autores dos artigos pela colaboração.

Saudações
Mauro Kleiman
Editor de Chão Urbano»

(reprodução integral de mensagem que3 me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)