segunda-feira, março 05, 2012

AAWE Wine Economics: Call for Papers

«Dear wine friends,

the 6th Annual Conference of the American Association of Wine Economists (AAWE) will be held from June 7-10, 2012 at Princeton University. The Call for Papers has been extended to March 15. Please submit your abstract by March 15 to
aawe@wine-economics.org.

Please also check out the Journal of Wine Economics http://www.wine-economics.org/journal/, now published by Cambridge University Press on behalf of the Association. In order to receive the Journal of Wine Economics (hard copy and online access) join AAWE.  You can sign up or renew your membership at http://wine-economics.org/membership/. It is just $49 per year.

Best wishes,

Karl Storchmann»

(reprodução de mensagem entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Do it

"If you can dream it, you can do it."

Walt Disney

 (citação extraída de SBANC Newsletter, February 28, Issue 707 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Memória de um tempo longínquo

«Entre o serviço que me foi distribuído nesse primeiro ano (1982/1983) estavam cadeiras como Macroeconomia, Moeda e Crédito, Economia Regional e Local, e Análise de Projectos de Investimento, que continuei a leccionar nos anos seguintes.» 

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

"2nd Call for Papers | 18th APDR Congress"

«2nd Call for Papers | 18th APDR Congress | 
Innovation and Regional Dynamics | 
14th-16th June 2012 | Faro, Portugal

  • Abstract Submission Deadline: March 15th, 2012
  • Results of the review process will be communicated to authors by aproximately: April 15th, 2012
You must have an account for an online submission (abstract and/or paper) or to register.
For a first visit, please CLICK HERE.
You have already an account, please CLICK HERE.

Guidelines for Abstracts: Abstracts are accepted in the following languages: Portuguese, English or Spanish. The papers can be presented in one of these three languages and parallel sessions will be organized by language to facilitate the participation of people who do not speak Portuguese.
The text should not exceed 1.500 characters (including spaces).

Subthemes:
  • Innovation and Regional Dynamics
  • Innovation and Territory
  • Teaching and Research in Regional Science
  • Regional development policies
  • Globalization and regional development
  • Spatial dimensions of the crisis of the state
  • Urban Sustainability
  • Transport networks and territory
  • Tourism and sustainable development
  • Local and rural development
  • Economics of natural resources and environmental (6th Congress Nature Management and Conservation Sessions)
  • Nature Management and Conservation (6th Congress Nature Management and Conservation Sessions)
  • Operational Models of Regional Economics
  • Instruments of spatial planning
  • Regionalization and Regional and Local Finance
  • Spatial Econometrics

Mais informação em http://www.apdr.pt/congresso/2012/EN_Index.html»


(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

"Informe IEB sobre Federalismo Fiscal '11 / IEB's Report on Fiscal Federalism '11"

«Buenos días,

El Instituto de Economía de Barcelona (IEB), publica anualmente el Informe IEB sobre Federalismo Fiscal, con contribuciones de expertos del IEB y de otras universidades del mundo. El informe de este año, dirigido por los catedráticos de Hacienda Pública e investigadores del IEB Núria Bosch y Albert Solé-Ollé, pretende enriquecer un debate necesario y urgente sobre la grave situación financiera de los municipios con el análisis de economistas de prestigio. Adjunto les hacemos llegar la web desde donde podrán tener acceso al documento completo de manera gratuita, tanto en su versión en castellano como en su versión en inglés.


Good moorning,

The Barcelona Economics Institute (IEB) publishes an annual IEB Report on Fiscal Federalism, with contributions from experts at both the IEB and at universities around the world. This year?s report, coordinated by the professors of public finance and IEB researchers, Núria Bosch and Albert Sole-Olle, seeks to contribute to the urgent debate on the grave financial situation currently faced by the municipalities with the opinion and analyses of leading economists. Please find attached the web link where you can access the full report (both in Spanish and in English) free of charge.




(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, fevereiro 19, 2012

Guimarães Capital Europeia da Cultura

Artigo ComUM
A Capital Europeia da Cultura 2012 vista a partir das notícias publicadas em 2011 nos jornais:

Post Scriptum: 
«[...] Não respondi aos comentários que li sobre o texto que publiquei no ComUM porque, genericamente, fazem considerações sobre o que não conhecem e vêem imprecisões  onde deveriam ser capazes de observar factos e dados, com as limitações que decorrem da metodologia de análise que foi adoptada, que, obviamente, tem limitações. Abro aqui uma excepção em razão da atenção pessoal de uma mensagem que me chegou por circuito fechado.
O texto tem duas dimensões: uma em que retenho brevemente  resultados de um trabalho de investigação; outra em que me refiro a uma leitura subjectiva, como a adjectivo, sem preconceitos, mas que nem por isso deixa de reportar-se a factos, observados por mim.
Obviamente, aceito leituras diferentes dos mesmos factos mas não insinuações e considerações atiradas para o ar. Note-se que o estudo existe e quem quisesse esclarecer o rigor dos dados usados podia aceder a eles, desde que os pedisse e tivesse vontade de tirar as dúvidas que lhe ocorreram.
Conforme terá  sido percebido por quem quis "ler o texto", eu estive em Guimarães no dia da abertura da CEC2012. O caos a que assisti vai muito para além do que comentei. Dois ecrãs gigantes a transmitir o espectáculo que se realizou no Largo do Toural ficaram muito aquém do que era necessário. Alguém escreveu que estariam nas ruas e praças do centro da cidade 50 ou 60 mil pessoas, o que não custa admitir. Sobre a incapacidade da restauração de dar resposta às solicitações, ainda ninguém se atreveu a proclamar o contrário, o que me surpreende.
No que à "batalha das almofadas" se refere, poder-se-á sempre dizer que se tratou de uma iniciativa à margem da CEC, o que não contesto, mas ninguém lhe retira a dimensão de ridículo que carrega e a circunstância de aparecer intrometida no programa de iniciativas culturais de Guimarães Capital Europeia da Cultura, isto é, quem olhasse para o que corria em Guimarães em matéria de animação, ia  incontornavelmente ser confrontado com o inusitado do dito evento, quer a comissão organizadora da CEC quisesse ou não.
Fico-me por aqui, para já. Continuarei a estudar os impactos da CEC 2012 durante e depois do evento e a seguir o que se for passando, de olhos bem abertos, para ver melhor e aprender mais. Faço questão de ser diferente daqueles que já sabiam tudo quando nasceram e que nunca têm dúvidas»

Post Scriptum (2):
«O que é particularmente curioso é que não me referi em momento algum do texto a outra realidade que não fosse a de Guimarães, pelo que não poderia antecipar que houvesse criticas a vir daí, isto é, fundadas na problemática da não concertação entre Guimarães, Barcelos, Braga e Famalicão, entre outras cidades vizinhas, na organização e gestão do evento. Isso assinalando, fica ainda mais claro para mim que algumas das críticas recebidas não têm nada que ver com os factos que retive, em leitura objectiva ou subjectiva.
Obviamente que, depois de substituída Cristina Azevedo, alguma coisa melhorou, mas o registo pelos jornais das peripécias que levaram à sua queda já eram indeléveis.
O que se passou com a restauração não podia passar-se. É por isso é que faz sentido haver planeamento e se criam infra-estruturas "ad hoc" em momentos como aquele. Não estou a dizer que se podia dar resposta de qualidade. Estou a dizer que se podia ter dado alguma resposta, se alguém tivesse pensado atempadamente no assunto.
E para o restante período da CEC, vai ficar tudo como está agora nessa dimensão, também?
»

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, fevereiro 14, 2012

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

ERSA Congress 2012: Call for Papers

Bratislava Congress

Call for Papers:                    Ersa Congress 2012 
Only 8 days to go!
Regions in Motion: Breaking the Path

Bratislava, 21-25 August 2012


Reminder:
The Call for abstracts/papers is open until the
17th February 2012

To view the themes of the congress: General themes and Special Sessions' themes

To obtain more details on the Submissions' guidelines and the F.A.Q.

To login to the  Congress Participant Area

Don't miss this chance! Submit now!»



(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

II Workshop on Urban Economics - Call for papers

«Dear colleague:



This is a reminder that March 2, 2012 is the deadline for submission of papers for the II Workshop on Urban Economics organised by the Barcelona Institute of Economics (IEB), which will be held in  

Barcelona from June 4 to 5, 2012.

We invite you to submit a paper. The Workshop covers many aspects of Urban Economics, and both theoretical and empirical papers are welcome. For further information, see attached file or visit our page.

Feel free to distribute this information among those colleagues you think might be interested.

We look forward to seeing you at the Workshop!

Organizing Committee

PS: Apologies for cross-posting.
----------
IEB

Universitat de Barcelona

Fac. d'Economia i Empresa

Carrer Tinent Coronel Valenzuela, 1-11
08034 Barcelona
Tel.: + 34 93 403 46 46
Fax: + 34 93 403 98 32

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

"Projetos foram apresentados ontem no posto de turismo de Vila Nova de Famalicão"

Notícia Diário do Minho
Quadrilátero Urbano cria cartão cultural:


terça-feira, janeiro 31, 2012

Documentário "Barrocal do Douro _ memórias dos que ficam"

«O projecto Memóriamedia tem o prazer de apresentar o documentário



Este trabalho, gravado em Barrocal do Douro em Setembro de 2010, está disponível na secção “Lugares” do site www.memoriamedia.net. Um documentário realizado entre alguns dos últimos habitantes de um enclave do modernismo arquitectónico erguido nos anos 50 do século XX para dar apoio à construção e funcionamento da barragem do Barrocal, Picote.

Um projecto que contou com o apoio da Frauga – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote e Terra Master – Ecomuseu da Terra de Miranda

O  MEMORIAMEDIA tem como objectivo fixar por meios multimédia momentos da tradição oral, histórias de vida e histórias de lugares, organizar e divulgar os conteúdos no formato web-vídeo. Este projecto resulta de parceria entre o I.E.L.T – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa  e Memória Imaterial - Cooperativa Cultural CRL.
-- 
Memoria Imaterial
Cooperativa Cultural - CRL
móvel 962619496
móvel 918107756»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, janeiro 29, 2012

Mudanças e importância do UEFA EURO 2012 ™ para Varsóvia e seus arredores

As duas palavras "A Polónia e a Ucrânia", faladas por Michel Platini a 18 de abril de 2007, foram aprovadas pelos polacos com grande entusiasmo. Sedes da final do UEFA EURO 2012 ™, é para estes países uma grande honra e é também uma oportunidade para a promoção do desporto e para recolher benefícios financeiros para os todos os polacos e ucranianos, e acima de tudo para as cidades-sede. A apresentação oficial do logotipo do Campeonato Europeu de 2012 foi realizada na praça Mikhailovsky, a 14 de Dezembro de 2009, e em Kiev. O logotipo refere-se aos organizadores e à cultura de ambos os países, os polacos e ucranianos. O elemento central desta composição é a bola. A partir desta, cresce, do lado ocidental, flores brancas e vermelhas, uma cor que simboliza a Polónia, e do lado direito, flores em azul e amarelo, com as cores da Ucrânia.
O Campeonato Europeu de futebol em 2012 será realizado em oito estádios. Estes são: o Estádio Nacional de Varsóvia, em Gdansk; PGE Arena Estádio Municipal de Poznan; Wroclaw Municipal Stadium; Estádio Olímpico de Kiev; Donbass Arena, em Donetsk; Metalist Kharkiv; e Lviv Arena. Além dos oito cidades anfitriãs, o Euro 2012 contará com a presença de outras localidades como centros de acolhimento do Euro 2012, onde se vão treinar para as equipas de futebol nacionais. Em 2011, as várias representações, em cooperação com a UEFA, escolheram os centros de residência definitiva. Na Polónia, vão estar 13 equipas, e 3 equipas na Ucrânia. Entre estas cidades, na região de Mazovia,  estão: Legionowo, Varsóvia, Józefów, Warka e Pulawy. Nos últimos meses, foram visitadas por muitas delegações de associações nacionais de futebol. Todos os centros de acolhimento têm um padrão de 4 a 5 estrelas. Legionowo preparou para os jogadores um moderno hotel de Wellness & Spa Warszawianka, que oferece não só um centro de conferências, mas também espaços de lazer atraentes, que incluem um centro de bem-estar e spa. Os jogadores podem treinar no estádio municipal. Todo o complexo está situado 37 km da capital. A equipa que decidiu alojar-se em Varsóvia, ficará no elegante hotel Le Meridien Bristol, situado no coração da capital. Para chegar ao Estádio Nacional demora menos de 10 minutos. Holiday Inn é outro hotel que estará esperando uma representação nacional. Este foi o local de alojamento escolhido por Józefów. Este centro não é apenas um centro de bem-estar bem, mas também um centro de grandes negócios, localizado a cerca de 20 km de Varsóvia. Os treinos da equipa que aí fica alojada realizar-se-ão no Estádio Municipal de Sulejówek, cidade situada junto a Varsóvia. Para uma equipa que escolheu ficar em Warka Sielanka Hotel, está seleccionado um centro de formação adjacente. O hotel está localizado a apenas 60 km de Varsóvia. Pulawy preparou o Rei Casimir Hotel, que é um complexo desportivo moderno, localizado perto da floresta. As equipas serão capazes de treinar no Estádio Municipal, em Pulawy. Finalmente, nas proximidades de Mazovia vão ficar as equipas nacionais da Croácia (Warka), da Grécia, que escolheu Jachranka, cidade a 20 km de Varsóvia e centro de conferências comumente conhecido. A Rússia vai viver em Varsóvia, no Le Meridien Bristol, e claro, a equipa nacional polaca também vai ficar em Varsóvia, mas no Hotel Hyatt.                
Em Varsóvia, o Campeonato Europeu tem significancia em termos de longo prazo. A construção de novas instalações desportivas, a expansão de estradas, ferrovias e aeroportos, a ampliação da cadeia de hotéis e instalações de catering serão importantes não só no contexto do torneio. O UEFA EURO 2012 ™ é o primeiro investimento que Varsóvia está esperando há anos e que afecta favoravelmente a vida de Varsóvia. Organizá-lo, significa que a nossa cidade será ainda mais atraente para os investidores e turistas de todo o mundo. Em 2009, começámos o boom da construção na capital dos maiores investimentos ligados ao UEFA EURO 2012. Um dos projetos mais importantes foi a construção de aeroporto Warszawa-Modlin. Este é o primeiro em décadas. É  um novo aeroporto polaco para lidar com os primeiros passageiros e deve estar pronto em junho, pouco antes do início do UEFA EURO 2012 ™. Este investimento no futuro vai trazer muita coisa boa para os habitantes de Mazovia, porque o aeroporto de Fryderyk Chopin, em Varsóvia, está muito lotado.
Varsóvia e áreas próximas são uma das aglomerações urbanas da Polônia. Municípios, como Legionowo Sulejówek estão localizados quase dentro dos limites de Varsóvia. Em termos de infra-estrutura rodoviária, está muito bem ligado a Varsóvia, porque a maioria das pessoas trabalha na capital. Apresentada em 1899 pelo economista Inglês Alfred Marshall, a definição de  "distrito industrial” (aglomeração) explica muito bem porque a cidade de Warsaw vai também beneficiar do UEFA EURO 2012 ™. De acordo com Marshall, os distritos industriais são caracterizadas por um grande movimento de pessoas e bens, e grande comércio de serviços. Um distrito industrial é um aglomerado de vilas e aldeias vizinhas, que constituem um corpo comum através da integração ou complementaridade das diferentes formas de infra-estrutura que possuem e a utilização mútua das potencialidades que esses lugares têm. É possível aumentar a competitividade por causa desse modelo de localização e organização das actividade produtivas. Existem modernos sistemas de infra-estrutura urbana que permitam a articulação de funções e a cooperação urbana. Os benefícios de aglomeração são decorrentes da utilização conjunta de componentes do sistema e melhor utilização dos recursos disponíveis. Em razão disso, o UEFA EURO 2012 ™ trará benefícios não só de Varsóvia mas também a pequenas cidades situadas em torno dela. Para cidades menores, serem centros de acolhimento de equipa nacionais é um desafio enorme e é até possível que venham a beneficiar mais do que Varsóvia da organização do campeonato.

Justyna Garbacz


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, janeiro 26, 2012

XXXVIII RER - Congreso de la Asociación Española de Ciencia Regional - Bilbao'2012

«Sres. y Sras.,
Queremos anunciarles ya el Congreso Anual de la Asociación Española de Ciencia Regional, la XXXVIII Reunión de Estudios  Regionales, que se celebrará en Bilbao los días 22 y 23 de noviembre de 2012.
La sede del Congreso será la Deusto Business School y el Paraninfo de la Universidad del País Vasco. 
El título del tema principal es The Challenge of Regional Development in a world of changing hegemonies: Knowledge, competitiveness and austerity”.

Las Áreas Temáticas para el Congreso son:
1.        Crecimiento, convergencia regional y políticas de cohesión
2.        Distritos industriales, clusters y política industrial
3.        Turismo
4.        Empresas, innovación y competitividad
5.        Desarrollo urbano y municipal
6.        Transporte, movilidad e infraestructuras
7.        Energía, sostenibilidad, recursos naturales y medio ambiente
8.        Población, movimientos migratorios y mercado de trabajo
9.        Gobierno, ordenación del territorio, viviendas, servicios públicos y fiscalidad.
10.      Sociedad del conocimiento, universidades e investigación
11.      Métodos de análisis regional

La planificación del calendario que se propone es la siguiente:
Presentación de resúmenes:  hasta el 31 Mayo de 2012
Selección de resúmenes:  30 Junio de 2012
Presentación de trabajos:  hasta el 30 Septiembre de 2012

Próximamente los contenidos de la web serán  implementados con más informaciones al respecto.
Esperamos contar con su participación en esta nueva edición del congreso anual de la AECR y seguimos en contacto.

Atentamente,

Comité Organizador de la XXXVIII RER»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

Os Municípios que se tornam ´capitais`

            Tem sido hábito dos municípios portugueses afirmarem-se como sendo uma Capital. De norte a sul do país, cinquenta e três dos trezentos e oito municípios assumem-se como entidades de referência. São vários os elementos que os distinguem dos demais congéneres, desde a sopa de pedra, ao barroco, passando pela cutelaria, leitão, vinho, mármore, entre muitos outros temas que fazem parte da identidade das Terras. Não obstante esta diversidade de factores, todos eles “perseguem” um mesmo objectivo: a captação de visitantes.
            Numa perpesctiva mais minuciosa, podemos salientar alguns factores que levam alguns municípios a afirmarem-se como Capital. Por um lado, são vários os acontecimentos históricos que permitem a afirmação nacional do município, nomeadamente o seu crescimento ao longo de décadas, incluse séculos, como é o caso da cidade de Coimbra, a Capital do Saber Português. Por outro lado, existem também aqueles múnicipios que procuram uma característica própria e invulgar susceptivel de os diferenciar dos demais, para assim se poderem evidenciar, adoptando medidas de promoçao do turismo específicas com o fim de atrair um número cada vez maior de visitantes, promovendo simultaneamente a atividade e o crescimento económico na localidade, como por exemplo  a Marinha Grande que é a Capital do Vidro, aproveitando a indústria local e criando um mudeu do vidro de forma a divulgar a produção local aos visitantes, conseguindo com isso captar mais clientes.
            Actualmente e, face ao que antecede, é possível associarmos determinadas localidades a algo que as identifique, por exemplo, Vinhai à capital do fumeiro, Mirandela à capital da alheira, Favaios à capital do moscatel, Felgueiras e Ponte de Lima à dupla capital do do vinho verde, Almeirim à capital da sopa de pedra, entre muitos outras, mas há também aquelas que surpreendem a maioria das pessoas pelo seu carácter invulgar, como é o caso de Linhares à capital do parapente.
Num ano em que a cultura, mais que nunca, está levar o nome do nosso país a vários cantos do mundo, não podemos deixar de fazer referência ao facto de termos, orgulhosamente, a Capital da Europeia da Cultura, Guimarães, e a Capital Europeia da Juventude, Braga, concentradas numa só região, mais concretamente, no coração Minho. Estes acontecimentos também contribuirão para a divulgação e promoção da atividade local, atraíndo à escala internacional inúmeros turistas.
            Imaginemos agora se cada município procurasse na sua terra e nas suas gentes um motivo de eleição para se intitular de capital. Tal tornaria, aos poucos e poucos, o nosso país mais competitivo, e contribuiria fortemente para a dinamização e comercialização dos produtos locais.
Havendo possibilidade e disponibilidade das entidades locais para a promoção da identidade de cada um dos seus municípios, o seu crescimento e visibilidade nacional e internacional seria maior bem como, constituiria uma medida de combate à desertificação e tentativa de coesão territorial.
Da mesma forma que, ao longo de décadas, ou mesmo séculos, as feiras locais serviram as populações trazendo vendedores com produtos importantes, por outro lado, também influenciavam as trocas comerciais entre agentes locais. Aproveitando esta ideia de que, em alguns casos, os vendedores externos vinham às localidades trazer produtos, a existência de localidades capitais de algum produto ou serviço implica o acontecimento contrário, passando a ser as gentes de fora da localidade a procurarem nesta produtos únicos. Com isso, as gentes locais beneficiam pois os grandes acontecimentos locais que promovem a divulgação da capital traz às localidades inúmeros visitantes, promovendo claramente o crescimento do comércio local.
Seria de todo importante que os municípios portugueses se concentrassem na promoção de produtos locais de forma a serem reconhecidos como Capital, atraíndo a sí o comércio e, consequentementepromovendo o crescimento económico. 
Manuel Mendes

Listagem das Capitais de Portugal:
- Almeirim: Sopa da Pedra 
- Alvaiázere: Chícaro (*) 
- Anadia: Espumante (*) 
- Armamar: Maça da Montanha 
- Barrancos: Presunto (*) 
- Bombarral: Pera Rocha 
- Bucelas: Arinto (*) 
- Braga: Barroco 
- Caldas da Rainha: Cerâmica / Comércio Tradicional (*) 
- Caldas das Taipas: Cutelaria (*) 
- Cartaxo: Vinho 
- Castelo de Paiva: Águas Bravas (*) 
- Celorico da Beira: Queijo da Serra (*) 
- Coimbra: Saber Português 
- Entroncamento: Comboio 
- Estremoz: Mármore 
- Favaios: Moscatel 
- Felgueiras: Calçado / Vinho Verde (*) 
- Ferreira do Zêzere: Ovo (*) 
- Fundão: Cereja 
- Golegã: Cavalo (*) 
- Linhares: Parapente 
- Lousã: Papel e Livro 
- Marinha Grande: Vidro 
- Marvão: Castanha 
- Mealhada: Leitão 
- Melgaço: Rafting (*) 
- Miranda do Corvo: Chanfana (*) 
- Mirandela: Alheira 
- Montemor-o-Velho: Arroz 
- Montijo: Porco 
- Moura: Azeite Alentejano 
- Óbidos: Chocolate 
- Olhão: Marisco 
- Ourique: Porco Alentejano 
- Paços de Ferreira: Móvel (*) 
- Paredes: Design (*) 
- Penacova: Lampreia (*) 
- Peniche: Onda (*) 
- Ponte de Lima: Vinho Verde 
- Portimão: Sardinha 
- Póvoa da Lomba: Caracol 
- Resende: Cereja (*) 
- Rogil: Batata Doce 
- Santa Luzia: Polvo 
- Santarém: Gótico 
- São Brás de Alportel: Cortiça 
- São João da Madeira: Calçado (*) 
- Valpaços: Folar 
- Vila Nova de Famalicão: Automóvel Antigo (*) 
- Vila Nova de Poiares: “Universal” da Chanfana / Artefacto e Gastronomia 
- Vila Pouca de Aguiar: Granito (*) 
- Vinhais: Fumeiro 
(*) Marcas registadas 


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Estratégia de promoção de Varsóvia antes do UEFA EURO 2012

A organização do UEFA EURO 2012 é um sério desafio para a Polônia, mas também uma oportunidade única para promover o nosso país na Europa e em todo o mundo. Um ano antes do torneio foi lancada uma campanha promocional com o envolvimento dos ministérios (Ministério do Desporto e Turismo, Ministério dos Negócios Estrangeiros, Ministério da Cultura), governos locais e agências governamentais responsáveis ​​pela promoção nacional (Organização polaca do Turismo, Adam Mickiewicz Institute). A campanha promocional foi coordenada com as ações relacionadas com a Presidência polaca na União Europeia no segundo semestre de 2011. Milhares de fãs de futebol irão visitar a Polónia - estas serão as pessoas que não necessariamente escolheriam o nosso país como destino de férias. Esta é a nossa oportunidade de construir a imagem de marca - Polónia - através da experiência direta e imediata, bem como o "boca a boca" positivo, a mensagem repassada pelos fãs, turistas, jornalistas e atletas que vão visitar o nosso país. Pois, como os estudos mostram, na maioria das vezes as opiniões sobre a Polónia de estrangeiros que vivem ou visitam o nosso país são positivas. Isto significa que o contato direto é a nossa força. UEFA EURO 2012 vai facilitar o contato a milhares de potenciais amigos da Polónia.
As autoridades do país estão a fazer tudo para fazer publicidade à Polónia e ajudar os estrangeiros a vir cá. Para este efeito, lançou uma série de iniciativas, tais como guia polaco. O guia polaco é um guia eletrônico que abrange todas as linguas, criado especialmente para os turistas estrangeiros e espectadores que irão visitar a Polônia durante o Euro 2012. Está agora disponível em 6 idiomas (polaco, Inglês, Espanhol, Russo, Alemão e Francês). Os turistas e fãs de toda a Europa a partir de hoje podem encontrar em suas línguas nativas tais informações sobre a Polónia e a sua lingua, as cidades anfitriãs do torneio, o transporte público, atrações turísticas, alojamento, estádios e Fan Zones.
Em conexão com o Campeonato são esperados mais de um milhão de fãs que visitarão a Polônia. Para lidar com todos os convidados serão treinados mais de 8.000 voluntários, que darão apoio em locais estratégicos, como aeroportos, estádios, estações ferroviárias e nos centros das cidades e áreas para os fãs. As autoridades polacas estão à espera que através da organização do evento vá ocorrer o efeito chamado “efeito de Barcelona”, ​​ou seja, o aumento da atratividade do nosso país. Prevê-se que após o UEFA EURO 2012, nos anos 2013-2020, a Polónia será visitada cada ano por cerca de 500 mil ou mais pessoas.
Varsóvia apresentou o filme com que quer atrair fãs para escolher o Euro 2012. O cenário é simples: Ele: é bonito, jovem empresário que está em Varsóvia para negócios; Ela: é bonita, loira e encontra-se a fazer um passeio. Eles encontram-se no hotel, na Parte Nova da cidade, e ele começa a correr atrás dela. E, na verdade, começa a persegui-la porque a loira começa a correr mais rápido, salta de cima da Poniatowski ponte, dando um salto para dentro do rio Vistula, depois escala a fachada BUW-u, correndo através do telhado do estádio do Legia, após Krakowskie Przedmieście e, eventualmente, chega ao Estádio The National. Lá, ele de repente percebe que está atrasado. Então, vamos encontrá-lo subindo as escadas de um edifício moderno onde a empresa provavelmente já espera os convidados, entre eles esta a loira. A loira simboliza a Polónia e o homem a Ucrânia.
Este cenário foi comprado pela Agência de Promoção de Capital no mercado aberto. Em seguida, anunciou um concurso para a realização do filme. Ganhou um estúdio de cinema que ofereceu o menor preço: 505 mil. .  A corrida é uma desculpa para mostrar no contexto do euro muitos lugares bonitos. O telespectador vai-se surpreender que Varsóvia tem muitos deles, alguns extremamente modernos. "Contexto do Euro" é rodado nos estádios. Embora as autoridades de Varsóvia tenham pago meio milhão de zlotys, poucas pessoas gostam este filme.
O vídeo no YouTube foi visto mais de 80 mil pessoas. O filme foi avaliado positivamente por menos de 200 pessoas. "Infelizmente, muito fraco, artificial, má história. Grande pena"- é um dos comentários abaixo do vídeo. Mais, o filme é quase idêntico à publicidade corporativa japonesa Fujitsu. O anúncio Fujitsu também é um homem e uma mulher. O seu percurso dá voltas, envolve acrobacias como parkour, exatamente o mesmo que na publicidade sobre Varsóvia.

Justyna Garbacz


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]

Association of Critical Heritage Studies: call for abstracts

Association of Critical Heritage Studies
 Inaugural Conference, Gothenburg, Sweden
 5-8 June 2012
'The Re/theorisation of Heritage Studies'

Deadline for individual abstracts on papers or performances: 31 January 2012

                                     Call for Papers.pdf
The inaugural conference of the Association of Critical Heritage Studies will be held at the University of Gothenburg, Sweden, in June 2012. The Association of Critical Heritage Studies, to be launched at this conference, will establish in association with the International Journal of Heritage Studies (IJHS) an extensive network of heritage scholars across the globe in order to debate and discuss cutting-edge research in the field of heritage studies. We see Heritage Studies as emerging from diverse disciplinary fields, in particular public history, memory studies, museology, cultural heritage, tourism studies, architecture and planning, conservation as well as cultural geography, sociology, cultural studies and policy, anthropology, archaeology and ethnomusicology, artistic research and artistic practices, and encourage people working in those areas to submit papers or propose sessions/workshops that address the inter-disciplinary nature of Heritage Studies.

This conference will develop current theoretical debates to make sense of the nature and meaning of heritage. As such, we invite submissions from people working within the ‘broad church’ of the current flowering of contemporary heritage studies.

Papers should encourage cross-cutting thinking and should not be afraid to try to theorise what heritage studies is and where it should go. They should be underpinned by an active move away from site- and artefact-based definitions of heritage in a traditional sense and should pursue instead a range of methodologies and questions aiming at interdisciplinarity stemming from social science, scholarly traditions, natural science, and also areas such as artistic practices, and the performing arts.
[...]
Deadline for individual abstracts on papers or performances: 31 January 2012.

Selected papers and/or sessions could be published in IJHS.

Abstracts should be sent to:
Bosse Lagerqvist (Organisation committee)
E-mail: bosse.lagerqvist@conservation.gu.se
Fax: +46 31 786 4703
University of Gothenburg, Conservation
P.O. Box 130
SE-405 30 Gothenburg, Sweden»

(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, reenviada por Paula Cristina Remoaldo)

terça-feira, janeiro 24, 2012

IC 35: Castelo de Paiva merece

             A comunidade urbana do Vale do Sousa, composta pelos municípios de Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, inserida na NUT III da Sub-região do Tâmega, tal como todas as comunidades urbanas, tem como objetivos a criação de laços de união, o crescimento e a coesão social em cada município membro.
              Tendo em consideração a doutrina defendida pelos clássicos nas teorias de dispersão territorial, podemos considerar que o município de Penafiel, pela sua área territorial, população e PIB per capita, entre outros indicadores, teria ao seu dispor todas as condições para ser o centro mais urbano que os demais parceiros, em que todos os municípios periféricos gravitariam em seu redor. Tal não significaria uma desvalorização dos restantes municípios, mas antes teria de ser perspetivado num sentido estratégico de crescimento.   Consequentemente ao facto de Penafiel ser o centro gravitacional de toda a região, os demais municípios estariam periféricos. 
          Tal como foi defendido por Christaller (1893-1969) e desenvolvido por Lösch (1906-1945), na decisão sobre a localização das empresas devemos ter em conta dois importantes fatores, nomeadamente o alcance atingido pelo bem produzido e o limiar da procura. Desta forma, a presença destes fatores, seria mais benéfica para a região no sentido de que o ganho geral alcançado poderia ser superior à soma do ganho das partes.
             Por outro lado, Alfred Weber (1868-1958), considerava que as empresas tinham uma "certa tendência" para se localizarem em áreas cujo custo de transporte era mais reduzido, sendo que tal localização seria mais próxima não só da matéria-prima como inclusive da mão-de-obra disponível, podendo optar pelo seu público-alvo. Assim, quanto maior for o nível de captação de empregadores, maior será, consequentemente, o desenvolvimento territorial onde tal investimento for efetuado.
              Tendo em consideração as teorias defendidas pelos "clássicos" supra referidos, é com clara evidência que podemos confirmar a existência de diversos fatores económicos favoráveis à construção do IC35. Assim, a sua construção encurtaria, em termos temporais, a ligação entre os municípios periféricos uma vez que, atualmente, Castelo de Paiva, é o único município que não dispõe de qualquer ligação rápida com a Comunidade Urbana e, simultaneamente, os custos de localização das empresas com sede em Castelo de Paiva seriam mais reduzidos, na medida em que o alcance do bem seria maior o que, por sua vez, implicaria uma subida do limiar da procura na sua localização territorial.
            E, se os motivos económicos não são suficientes, recordemos a noite de 4 de Março de 2001, em que foram feitas promessas e assumidos compromissos e, onze anos depois, o IC 35 não está ainda concluído, nem sequer 5% de todo o seu trajeto que pretende ligar Penafiel a Sever do Vouga, passando por Castelo de Paiva, Arouca e Vale de Cambra.
           Os 13km que separam Entre-os-Rios a Penafiel pela EN 106, nestes últimos 11 anos já vitimizaram mais pessoas (mortos e feridos graves) que a queda da ponte Hintze Ribeiro, com uma diferença: a ponte além de ser reconstruída, foi construída ao seu lado uma outra para lado nenhum, mas a estrada mantém-se silenciosa, com filas intermináveis e acidentes quase diários.
            As restrições orçamentais, por muito válidas e querentes que possam ser neste tempo de crise, em que os cortes cegos nem sempre salvaguardam princípios básicos como a igualdade e a coesão social, torna-se legítimo questionarmo-nos se os motivos referenciados não são suficientes para que Castelo de Paiva deixe de ser o único município do Vale do Sousa sem acesso rápido a um centro urbano quer a norte, quer a sul ou ao litoral. Estarão assegurados os 30 minutos vitais que distanciam ao Hospital Padre Américo ou São Sebastião?
            O IC 35, além de ser vital para ligar Castelo de Paiva a norte, facilitará a eliminação de barreiras de interioridade que o município de Arouca também sofre. Mais que ser imprescindível e benéfica, tanto em termos económicos como sociais, a construção do IC 35, torna se justa, pois Castelo de Paiva merece que a obra prometida ganhe contornos estruturais.

Manuel Mendes 


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]

quarta-feira, janeiro 18, 2012

"[REDES] Publicação de nova edição"

"A Revista Redes acaba de publicar seu novo número em
Convidamos todos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.

Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,

Profa. Virginia Elisabeta Etges
Prof. Silvio Cezar Arend
Editores"


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

terça-feira, janeiro 17, 2012

Frigideiras do Cantinho – o rosto da cultura histórica gastronómica de Braga

No remoto ano de 1796, no reinado de D.Maria I, abria em Braga o estabelecimento «Frigideiras do Cantinho». A particularidade deste espaço comercial, o mais antigo do género, prende-se com a forte relação que possui com um produto em especial, ao homenagear em nome, e na confecção, um folhado de carne com características muito peculiares. O que parecia então apenas mais um estabelecimento, foi uma prova espectacular da resistência ao esquecimento, através da manutenção da sua forte cultura histórica.
Este local foi criado para a confecção e comercialização especificamente das frigideiras, tendo mantido até à actualidade a receita, com um segredo transmitido de geração em geração, sendo que comercializa ainda hoje outros exemplos da doçaria portuguesa e regional minhota.
No entanto, para quem ainda não provou o famoso folhado que dá nome ao estabelecimento, é pertinente conjecturar: mas qual é o segredo secular desta iguaria? As frigideiras, consideradas património da cidade, são confeccionadas com carne de vitela moída enrolada num folhado em forma de pastel, o que impreterivelmente leva margarina e banha. Como é de calcular tem bastantes calorias, mas o sabor é único, e faz com que tenha muita procura em Braga, por turistas, e até locais, que aproveitam a visita ao centro da cidade para frequentar as instalações. Segundo reza a lenda, tudo começou há mais de 200 anos quando uma senhora natural de Braga começou a fazer a receita e a passá-la de mão em mão.
O estabelecimento original conta agora com outros dois estabelecimentos, para além da “casa mãe”, todos com a mesma gerência de forma a perpetuar o legado histórico de igual forma. A gerência garante que a receita se mantém até à actualidade, sendo que o segredo foi transmitido de geração em geração, e sendo isso mesmo o que as torna únicas e procuradas por visitantes de toda a parte. Actualmente o negócio está na família há duas gerações, depois de ter sido herdado. A necessidade em abrir um espaço maior veio do simples facto de que a crescente procura necessitava de uma oferta bastante maior. No entanto, os cuidados passaram por não perder a mística que envolve este produto regional secular, e como tal, todo o negócio ficou na família.
A secularidade da receita é tal que a gerência assegura que até Almeida Garrett invocou as Frigideiras de Braga na famosa obra “Viagens da Minha Terra”, assim como Júlio Dinis, nos «Serões da Província», de 1870, se referia a esta secular iguaria. Aliás, esta curiosidade histórica é um motivo de orgulho e é celebrado na placa pendurada nas paredes remodeladas da casa.
Um dos símbolos de Braga, surge e prospera num contexto histórico, rodeada de marcos relevantes na cidade, como a Sé ou a Arcada, bebendo da potencialidade turística da cidade. Os seus objectivos ultrapassam os de bem servir o cliente, na medida em que cumprem até propósitos educativos. A este título refiram-se as ruínas romanas, séc. III, IV, visíveis no subsolo do estabelecimento comercial, único exemplo do género.
Fundada nos finais do século XVIII, em 1796, esta pastelaria, confunde-se com a própria história do folhado de carne que lhe dá nome, tornando-se num estandarte da doçaria minhota e um ponto indispensável num roteiro turístico pelo património histórico de Braga.

Miguel Gomes

[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]