terça-feira, abril 03, 2012

Portugal e a coesão territorial

Portugal para além de ser um país pequeno, localizado na ‘periferia da europa’, possui uma vasta riqueza cultural, histórica, geográfica e social, embora não sejam só coisas boas que emergem. A grande disparidade entre interior e litoral é neste momento preocupante.
Tem-se assistido ao abandono generalizado do interior do país, o que actualmente se reflecte em marcas praticamente irreversíveis. Em muitas aldeias a população activa abandonou essas regiões interiores, muitas vezes por falta de trabalho, outras vezes porque tal tornou-se numa oportunidade de melhorar a sua qualidade de vida. Isto fez com que hoje em dia se assista a taxas de natalidade quase inexistentes. Este abandono generalizado também é sentido no território: os campos agrícolas transformam-se em matas que vão evoluindo e ocupando o espaço.
É certo que os municípios do interior ultimamente demonstraram um grande esforço de dinamização desta região, com o principal objectivo de fixar a população, muitas vezes apoiados pelo investimento público, na implementação de infra-estruturas viárias, em incentivos fiscais, etc. No entanto, verificamos que a estratégia não resultou.
Os resultados dos censos 2011 demonstraram que dos 308 Municípios portugueses, 199 perderem população nos últimos dez anos, mas, para além disso, temos 37 Municípios com menos de 5000 habitantes. As estimativas para a população portuguesa não apontam para grandes mudanças demográficas: em 2015, estima-se que 70% da população se localize nas grandes Áreas Metropolitanas: Lisboa e Porto. Nesta estimativa também se localizam as cidades médias com o indicador que não excederão os 200.000 habitantes.
 As cidades médias devem ser parte integrante e fundamental do sucesso da coesão territorial. A sua dimensão é decisiva, na medida em que as necessidades dos seus habitantes devem ser correspondidas, tais como a garantia de serviços gerais, equipamentos, infra-estruturas, entre outros, que garantem a fixação da população. Essas cidades devem estar em condições de promover uma boa dinamização económica, mas também necessitam de oferecer uma boa forma de promover um desenvolvimento mais sustentado do território nacional.
No Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), está definida como orientação estratégica garantir a equidade territorial no provimento de infra-estruturas de equipamentos colectivos, generalizando o acesso aos serviços, promovendo assim a coesão social. No entanto o acesso aos serviços por parte das populações do interior (maioritariamente) tem sido cada vez mais restrito. Nos últimos anos assistimos ao encerramento de vários serviços em todo o país, mas de uma forma mais marcada no interior do país.
Este género de decisão política não vai de encontro ao que foi aprovado no PNPOT, referido anteriormente, mas traz consequências para as populações que se vêem obrigadas a percorrer vários quilómetros para receberem uma resposta às suas necessidades. As auto-estradas, funcionando no território como uma infra-estrutura, na minha opinião não deveriam ser interpretadas como resolução do problema.  
Com falta de recursos humanos, empresas e instituições, o interior do país fica bastante condicionado no que concerne ao desenvolvimento social e económico, sendo que a aposta no desenvolvimento das cidades médias sustentadas, em territórios mais deprimidos, seria fundamental numa tentativa de melhorar a coesão social.

Alice Prata

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

terça-feira, março 27, 2012

Turismo em Espaço Rural, uma aposta para o desenvolvimento do interior do país?

Apesar da sua pequena dimensão, Portugal apresenta desigualdades bastante acentuadas ao longo do seu território, sendo estas disparidades reflectidas  tanto a nível económico, social, infra-estruturas, turístico, entre outros.
Um dado preocupante é o facto de cerca de 80% da população estar  localizada em 20% do território nacional, ou seja, verifica-se uma forte pressão populacinal sobre o território no litoral, enquanto que o interior sofre de despovoamento. Tal situação deve-se ao facto de  sempre se ter optado por se desenvolver o litoral quer a nível industrial, quer a nível de implementação de infra-estruturas e do turismo. Torna-se fulcral o combate ao despovoamento do interior do país, tendo como consequência a empregabilidade da população nesta região e assim proporcinar a sua fixação e atração para a mesma.
O Turismo em Espaço Rural (Ter), apesar de ser  uma das modalidades mais recentes que formam a actividade turistíca em Portugal, pode ser aproveitada para uma reinserção do interior. São diversos os autores, como Cristovão (1999) e Cànoves (2006), que dão importância à questão do papel do turismo na revitalização da economia nos espaços rurais, bem como o Plano Estratégico Nacional para o Desenvolvimento Rural (2007), que considera a receita que provém do turismo um contributo para a diversificação das economias locais rurais. O PENT (Plano Estratégico Nacional para o Turismo, 2007), considera vários produtos que se localizam nas áreas rurais, como sendo estratégicos para a actividade turística.
Esta modalidade poderá diversificar e revitalizar a economia das áreas rurais, pois aproveita não só residências rurais tradicionais, como também monumentos de valor patrimonial, entre outros edifícios subaproveitados das funções anteriores. Para além disso, são ainda englobadas unidades de Turismo de Habitação, de Turismo Rural, de Agroturismo, casas de campo e parques de campismo.
Torna-se um segmento para uma contribuição favorável da produção e venda de produtos tradicionais, da sustentação de rendimento dos agricultores e um fomento para o artesanato. Poderá ser vista ainda como uma dinamização de iniciativas culturais, como a divulgação de festas e romarias.
Sendo assim, esta actividade poderia colmatar algumas das deficiências no sector agrícola, proporcionar o desenvolvimento de novos serviços, preservar o património e recuperá-lo, incentivar a construção de infra-estruturas e equipamentos de apoio, criação de empregos, fixação da população e por consequência a produção de lucros económicos.
O Turismo em Espaço Rural desde que devidamente gerido e  planeado pode assegurar um bom complemento para a economia das localidades rurais e ainda atenuar problemas como o despovoamento, mantendo não apenas os idosos nas áreas rurais, mas também os jovens dessas mesmas áreas e a atração de outos cidadãos para aí se fixarem. Neste sentido, torna-se imprescindível o desenvolvimento de esforços para fomentar esta actividade no interior do país, pois não basta a criação dos empreendimentos, mas também é funcral dar a conhecer os locais não só a nível nacional e proporcionar boas condições e boas ofertas.
Para que o Turismo em Espaço Rural em Portugal possa desempenhar as suas funções (sociais, económicas e culturais), este necessita de ganhar importância e dimensão.

Cláudia Teles 

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

sábado, março 24, 2012

[Lista-iiete] Convocatoria para la presentación de artículos

           «La revista Documentos y Aportes en Administración Pública y Gestión Estatal (DAAPGE), convoca a investigadores y profesionales vinculados a la problemática del Estado y la administración pública, regional, nacional e internacional a enviar artículos para su publicación para el número 19 (Diciembre de 2012).
Plazo para el envío de trabajos: 5 de Agosto de 2012
Adjuntamos al presente correo más información.
Saludos cordiales,
Instituto de Investigación Estado, Territorio y Economía
--
Instituto de Investigación Estado, Territorio y Economía
Facultad de Ciencias Económicas - Universidad Nacional del Litoral
Moreno 2557, CP S3000CVE, Santa Fe, Argentina. Oficinas 3.07 y 3.12.
Tel: +54 (342) 4585610 interno 169. Email: iiete@unl.edu.ar»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, março 17, 2012

"Estratégias Empresariais de Base Territorial: o caso Symington e a produção de Vinho do Porto"

«Numa época em que as fronteiras físicas se esbatem e os negócios assumem uma natureza cada vez mais global, não são raros os casos de empresas que partindo de uma base regional limitada conseguiram impor-se nos mercados internacionais. O uso de referências de origem dos produtos é, frequente, um elemento central na estratégia de abordagem dos mercados prosseguida. As designações de origem permitem, quando bem exploradas, incrementar o valor dos produtos ao mesmo tempo que os diferenciam da concorrência. No contexto dos produtos portugueses de origem protegida, o vinho surge como exemplo de um produto regional que conseguiu impor-se pela sua inovação (produtiva e técnica) e por um elevado grau de profissionalização da gestão. De entre os vinhos produzidos em Portugal, o Vinho do Porto é o mais reconhecido nos mercados internacionais. Na abordagem às razões do percurso seguido por uma empresa portuguesa, de perfil familiar, a operar neste sector, a Symington, usou-se a metodologia do estudo de caso. Por essa via, espera-se ser capaz de sinalizar não só os factores críticos subjacentes ao sucesso alcançado por aquela empresa como algumas das dimensões que importará cuidar por parte de outras empresas que pretendam seguir-lhe o percurso. Procurará derivar-se daí, também, alguns focos de atenção a manter pelos agentes públicos preocupados com o desenvolvimento do território.»

J. Freitas Santos
J. Cadima Ribeiro

(resumo de artigo cientifico entretanto produzido e submetido para publicação em revista brasileira do ambito científico do desenvolvimento regional)

terça-feira, março 13, 2012

Estratégia de marketing de uma cidade ou de um concelho

«João Paulo Silva, Diário de Leiria, jpsilva@diarioleiria.pt (2012/03/12)
Estou a contactá-lo do Diário de Leiria. Vimos a notícia na Lusa sobre a sua investigação e vamos publicar um artigo, dando especial enfoque ao caso de Leiria. 
 Já agora solicitamos um breve comentário seu, se tal lhe for possível: o que pode representar para um distrito como Leiria o facto de a sua capital - o concelho de Leiria - não ser capital de nada (ao invés da vizinha Marinha Grande, de Caldas da Rainha ou mesmo Alvaiázere)? Isto representa uma ameça? Significa que é um concelho pouco competitivo?» 

«R: O texto sobre a problemática que versa não é da minha autoria mas da de um aluno de mestrado que tive no 1º semestre lectivo. Esse texto foi divulgado no blogue que uso como fórum para apoio à disciplina e, daí, chegou ao conhecimento público, nomeadamente de alguém da LUSA. 
A adopção de uma designação de capital de isto ou daquilo é um elemento da estratégia de marketing de uma cidade ou de um concelho. Outras cidades ou concelhos podem adoptar outras estratégias promocionais. 
No caso de Leiria, não conheço o que fazem neste âmbito. Porventura, não farão nada, o que será pena. 
As estratégias deste tipo constroem-se a partir de pontos fortes que as cidades ou municípios entendem ter. Leiria também terá algo que a distinga, e que possa ter valia como atractivo turístico-cultural, isto, aparte o Castelo, digamos assim. Porventura, o festival gótico que ultimamente se passou a organizar, anualmente, no Castelo, poderá ser o tal elemento distintivo e promocional que a cidade poderá usar. Estou a especular em relação à matéria.» 

 J. Cadima Ribeiro

"Se cada município procurasse um motivo para ser uma ´capital`, o país ficaria mais competitivo"

Notícia RTP Notícias
Dos móveis, aos míscaros e ao marisco, Portugal é um país com mais de 50 "capitais":
http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=534673&tm=8&layout=121&visual=49

domingo, março 11, 2012

Does gender affect attitudes and motivations towards a world heritage destination site? The case of Guimarães

«The city of Guimarães, in the northwest of Portugal, is a place of strong symbolic and cultural significance. The nomination by U.N.E.S.C.O. of its historical centre as world heritage, in December 2001, enlarged its tourism potential. 
This paper aims presenting a few results of a survey held in three different periods of 2010 and 2011, trying to capture the Guimarães tourist profile and gender perceptions towards a destination site, as well as motivations to visit that site.
For this, we made use of a quantitative technique. The preliminary results suggest that being a heritage site and the possibility of touring around in the region have a significant effect on tourists’ choice of Guimarães destination. Regarding tourists motivations, the results we got also revealed that there were no significant differences by gender. A similar result is attained in what concerns age and education.

Keywords: Tourism motivations; gender; cultural tourism; Guimarães.»

Paula Cristina Remoaldo
Laurentina Vareiro
J. Cadima Ribeiro
J. Freitas Santos

(resumo de comunicação apresentada na "International Conference - Gender issues: Implications for leisure and tourism", que decorreu na Universidade Aveiro, Portugal, de 1 a 3 de Março de 2012)

quarta-feira, março 07, 2012

"August Lösch Prize: Final Call"

«Dear colleague,

As a final reminder, I would like to draw your attention again to this years granting of the August Lösch Prize by the city of Heidenheim.
Contributions are requested to be submitted to this mail-address before March 16th.

Link to further information:
http://www.uni-kiel.de/ifr/index.php?id=326&doc=august_loesch_prize

Johannes Bröcker»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, março 05, 2012

AAWE Wine Economics: Call for Papers

«Dear wine friends,

the 6th Annual Conference of the American Association of Wine Economists (AAWE) will be held from June 7-10, 2012 at Princeton University. The Call for Papers has been extended to March 15. Please submit your abstract by March 15 to
aawe@wine-economics.org.

Please also check out the Journal of Wine Economics http://www.wine-economics.org/journal/, now published by Cambridge University Press on behalf of the Association. In order to receive the Journal of Wine Economics (hard copy and online access) join AAWE.  You can sign up or renew your membership at http://wine-economics.org/membership/. It is just $49 per year.

Best wishes,

Karl Storchmann»

(reprodução de mensagem entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Do it

"If you can dream it, you can do it."

Walt Disney

 (citação extraída de SBANC Newsletter, February 28, Issue 707 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Memória de um tempo longínquo

«Entre o serviço que me foi distribuído nesse primeiro ano (1982/1983) estavam cadeiras como Macroeconomia, Moeda e Crédito, Economia Regional e Local, e Análise de Projectos de Investimento, que continuei a leccionar nos anos seguintes.» 

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

"2nd Call for Papers | 18th APDR Congress"

«2nd Call for Papers | 18th APDR Congress | 
Innovation and Regional Dynamics | 
14th-16th June 2012 | Faro, Portugal

  • Abstract Submission Deadline: March 15th, 2012
  • Results of the review process will be communicated to authors by aproximately: April 15th, 2012
You must have an account for an online submission (abstract and/or paper) or to register.
For a first visit, please CLICK HERE.
You have already an account, please CLICK HERE.

Guidelines for Abstracts: Abstracts are accepted in the following languages: Portuguese, English or Spanish. The papers can be presented in one of these three languages and parallel sessions will be organized by language to facilitate the participation of people who do not speak Portuguese.
The text should not exceed 1.500 characters (including spaces).

Subthemes:
  • Innovation and Regional Dynamics
  • Innovation and Territory
  • Teaching and Research in Regional Science
  • Regional development policies
  • Globalization and regional development
  • Spatial dimensions of the crisis of the state
  • Urban Sustainability
  • Transport networks and territory
  • Tourism and sustainable development
  • Local and rural development
  • Economics of natural resources and environmental (6th Congress Nature Management and Conservation Sessions)
  • Nature Management and Conservation (6th Congress Nature Management and Conservation Sessions)
  • Operational Models of Regional Economics
  • Instruments of spatial planning
  • Regionalization and Regional and Local Finance
  • Spatial Econometrics

Mais informação em http://www.apdr.pt/congresso/2012/EN_Index.html»


(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

"Informe IEB sobre Federalismo Fiscal '11 / IEB's Report on Fiscal Federalism '11"

«Buenos días,

El Instituto de Economía de Barcelona (IEB), publica anualmente el Informe IEB sobre Federalismo Fiscal, con contribuciones de expertos del IEB y de otras universidades del mundo. El informe de este año, dirigido por los catedráticos de Hacienda Pública e investigadores del IEB Núria Bosch y Albert Solé-Ollé, pretende enriquecer un debate necesario y urgente sobre la grave situación financiera de los municipios con el análisis de economistas de prestigio. Adjunto les hacemos llegar la web desde donde podrán tener acceso al documento completo de manera gratuita, tanto en su versión en castellano como en su versión en inglés.


Good moorning,

The Barcelona Economics Institute (IEB) publishes an annual IEB Report on Fiscal Federalism, with contributions from experts at both the IEB and at universities around the world. This year?s report, coordinated by the professors of public finance and IEB researchers, Núria Bosch and Albert Sole-Olle, seeks to contribute to the urgent debate on the grave financial situation currently faced by the municipalities with the opinion and analyses of leading economists. Please find attached the web link where you can access the full report (both in Spanish and in English) free of charge.




(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, fevereiro 19, 2012

Guimarães Capital Europeia da Cultura

Artigo ComUM
A Capital Europeia da Cultura 2012 vista a partir das notícias publicadas em 2011 nos jornais:

Post Scriptum: 
«[...] Não respondi aos comentários que li sobre o texto que publiquei no ComUM porque, genericamente, fazem considerações sobre o que não conhecem e vêem imprecisões  onde deveriam ser capazes de observar factos e dados, com as limitações que decorrem da metodologia de análise que foi adoptada, que, obviamente, tem limitações. Abro aqui uma excepção em razão da atenção pessoal de uma mensagem que me chegou por circuito fechado.
O texto tem duas dimensões: uma em que retenho brevemente  resultados de um trabalho de investigação; outra em que me refiro a uma leitura subjectiva, como a adjectivo, sem preconceitos, mas que nem por isso deixa de reportar-se a factos, observados por mim.
Obviamente, aceito leituras diferentes dos mesmos factos mas não insinuações e considerações atiradas para o ar. Note-se que o estudo existe e quem quisesse esclarecer o rigor dos dados usados podia aceder a eles, desde que os pedisse e tivesse vontade de tirar as dúvidas que lhe ocorreram.
Conforme terá  sido percebido por quem quis "ler o texto", eu estive em Guimarães no dia da abertura da CEC2012. O caos a que assisti vai muito para além do que comentei. Dois ecrãs gigantes a transmitir o espectáculo que se realizou no Largo do Toural ficaram muito aquém do que era necessário. Alguém escreveu que estariam nas ruas e praças do centro da cidade 50 ou 60 mil pessoas, o que não custa admitir. Sobre a incapacidade da restauração de dar resposta às solicitações, ainda ninguém se atreveu a proclamar o contrário, o que me surpreende.
No que à "batalha das almofadas" se refere, poder-se-á sempre dizer que se tratou de uma iniciativa à margem da CEC, o que não contesto, mas ninguém lhe retira a dimensão de ridículo que carrega e a circunstância de aparecer intrometida no programa de iniciativas culturais de Guimarães Capital Europeia da Cultura, isto é, quem olhasse para o que corria em Guimarães em matéria de animação, ia  incontornavelmente ser confrontado com o inusitado do dito evento, quer a comissão organizadora da CEC quisesse ou não.
Fico-me por aqui, para já. Continuarei a estudar os impactos da CEC 2012 durante e depois do evento e a seguir o que se for passando, de olhos bem abertos, para ver melhor e aprender mais. Faço questão de ser diferente daqueles que já sabiam tudo quando nasceram e que nunca têm dúvidas»

Post Scriptum (2):
«O que é particularmente curioso é que não me referi em momento algum do texto a outra realidade que não fosse a de Guimarães, pelo que não poderia antecipar que houvesse criticas a vir daí, isto é, fundadas na problemática da não concertação entre Guimarães, Barcelos, Braga e Famalicão, entre outras cidades vizinhas, na organização e gestão do evento. Isso assinalando, fica ainda mais claro para mim que algumas das críticas recebidas não têm nada que ver com os factos que retive, em leitura objectiva ou subjectiva.
Obviamente que, depois de substituída Cristina Azevedo, alguma coisa melhorou, mas o registo pelos jornais das peripécias que levaram à sua queda já eram indeléveis.
O que se passou com a restauração não podia passar-se. É por isso é que faz sentido haver planeamento e se criam infra-estruturas "ad hoc" em momentos como aquele. Não estou a dizer que se podia dar resposta de qualidade. Estou a dizer que se podia ter dado alguma resposta, se alguém tivesse pensado atempadamente no assunto.
E para o restante período da CEC, vai ficar tudo como está agora nessa dimensão, também?
»

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, fevereiro 14, 2012

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

ERSA Congress 2012: Call for Papers

Bratislava Congress

Call for Papers:                    Ersa Congress 2012 
Only 8 days to go!
Regions in Motion: Breaking the Path

Bratislava, 21-25 August 2012


Reminder:
The Call for abstracts/papers is open until the
17th February 2012

To view the themes of the congress: General themes and Special Sessions' themes

To obtain more details on the Submissions' guidelines and the F.A.Q.

To login to the  Congress Participant Area

Don't miss this chance! Submit now!»



(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

II Workshop on Urban Economics - Call for papers

«Dear colleague:



This is a reminder that March 2, 2012 is the deadline for submission of papers for the II Workshop on Urban Economics organised by the Barcelona Institute of Economics (IEB), which will be held in  

Barcelona from June 4 to 5, 2012.

We invite you to submit a paper. The Workshop covers many aspects of Urban Economics, and both theoretical and empirical papers are welcome. For further information, see attached file or visit our page.

Feel free to distribute this information among those colleagues you think might be interested.

We look forward to seeing you at the Workshop!

Organizing Committee

PS: Apologies for cross-posting.
----------
IEB

Universitat de Barcelona

Fac. d'Economia i Empresa

Carrer Tinent Coronel Valenzuela, 1-11
08034 Barcelona
Tel.: + 34 93 403 46 46
Fax: + 34 93 403 98 32

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

"Projetos foram apresentados ontem no posto de turismo de Vila Nova de Famalicão"

Notícia Diário do Minho
Quadrilátero Urbano cria cartão cultural:


terça-feira, janeiro 31, 2012

Documentário "Barrocal do Douro _ memórias dos que ficam"

«O projecto Memóriamedia tem o prazer de apresentar o documentário



Este trabalho, gravado em Barrocal do Douro em Setembro de 2010, está disponível na secção “Lugares” do site www.memoriamedia.net. Um documentário realizado entre alguns dos últimos habitantes de um enclave do modernismo arquitectónico erguido nos anos 50 do século XX para dar apoio à construção e funcionamento da barragem do Barrocal, Picote.

Um projecto que contou com o apoio da Frauga – Associação para o Desenvolvimento Integrado de Picote e Terra Master – Ecomuseu da Terra de Miranda

O  MEMORIAMEDIA tem como objectivo fixar por meios multimédia momentos da tradição oral, histórias de vida e histórias de lugares, organizar e divulgar os conteúdos no formato web-vídeo. Este projecto resulta de parceria entre o I.E.L.T – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa  e Memória Imaterial - Cooperativa Cultural CRL.
-- 
Memoria Imaterial
Cooperativa Cultural - CRL
móvel 962619496
móvel 918107756»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, janeiro 29, 2012

Mudanças e importância do UEFA EURO 2012 ™ para Varsóvia e seus arredores

As duas palavras "A Polónia e a Ucrânia", faladas por Michel Platini a 18 de abril de 2007, foram aprovadas pelos polacos com grande entusiasmo. Sedes da final do UEFA EURO 2012 ™, é para estes países uma grande honra e é também uma oportunidade para a promoção do desporto e para recolher benefícios financeiros para os todos os polacos e ucranianos, e acima de tudo para as cidades-sede. A apresentação oficial do logotipo do Campeonato Europeu de 2012 foi realizada na praça Mikhailovsky, a 14 de Dezembro de 2009, e em Kiev. O logotipo refere-se aos organizadores e à cultura de ambos os países, os polacos e ucranianos. O elemento central desta composição é a bola. A partir desta, cresce, do lado ocidental, flores brancas e vermelhas, uma cor que simboliza a Polónia, e do lado direito, flores em azul e amarelo, com as cores da Ucrânia.
O Campeonato Europeu de futebol em 2012 será realizado em oito estádios. Estes são: o Estádio Nacional de Varsóvia, em Gdansk; PGE Arena Estádio Municipal de Poznan; Wroclaw Municipal Stadium; Estádio Olímpico de Kiev; Donbass Arena, em Donetsk; Metalist Kharkiv; e Lviv Arena. Além dos oito cidades anfitriãs, o Euro 2012 contará com a presença de outras localidades como centros de acolhimento do Euro 2012, onde se vão treinar para as equipas de futebol nacionais. Em 2011, as várias representações, em cooperação com a UEFA, escolheram os centros de residência definitiva. Na Polónia, vão estar 13 equipas, e 3 equipas na Ucrânia. Entre estas cidades, na região de Mazovia,  estão: Legionowo, Varsóvia, Józefów, Warka e Pulawy. Nos últimos meses, foram visitadas por muitas delegações de associações nacionais de futebol. Todos os centros de acolhimento têm um padrão de 4 a 5 estrelas. Legionowo preparou para os jogadores um moderno hotel de Wellness & Spa Warszawianka, que oferece não só um centro de conferências, mas também espaços de lazer atraentes, que incluem um centro de bem-estar e spa. Os jogadores podem treinar no estádio municipal. Todo o complexo está situado 37 km da capital. A equipa que decidiu alojar-se em Varsóvia, ficará no elegante hotel Le Meridien Bristol, situado no coração da capital. Para chegar ao Estádio Nacional demora menos de 10 minutos. Holiday Inn é outro hotel que estará esperando uma representação nacional. Este foi o local de alojamento escolhido por Józefów. Este centro não é apenas um centro de bem-estar bem, mas também um centro de grandes negócios, localizado a cerca de 20 km de Varsóvia. Os treinos da equipa que aí fica alojada realizar-se-ão no Estádio Municipal de Sulejówek, cidade situada junto a Varsóvia. Para uma equipa que escolheu ficar em Warka Sielanka Hotel, está seleccionado um centro de formação adjacente. O hotel está localizado a apenas 60 km de Varsóvia. Pulawy preparou o Rei Casimir Hotel, que é um complexo desportivo moderno, localizado perto da floresta. As equipas serão capazes de treinar no Estádio Municipal, em Pulawy. Finalmente, nas proximidades de Mazovia vão ficar as equipas nacionais da Croácia (Warka), da Grécia, que escolheu Jachranka, cidade a 20 km de Varsóvia e centro de conferências comumente conhecido. A Rússia vai viver em Varsóvia, no Le Meridien Bristol, e claro, a equipa nacional polaca também vai ficar em Varsóvia, mas no Hotel Hyatt.                
Em Varsóvia, o Campeonato Europeu tem significancia em termos de longo prazo. A construção de novas instalações desportivas, a expansão de estradas, ferrovias e aeroportos, a ampliação da cadeia de hotéis e instalações de catering serão importantes não só no contexto do torneio. O UEFA EURO 2012 ™ é o primeiro investimento que Varsóvia está esperando há anos e que afecta favoravelmente a vida de Varsóvia. Organizá-lo, significa que a nossa cidade será ainda mais atraente para os investidores e turistas de todo o mundo. Em 2009, começámos o boom da construção na capital dos maiores investimentos ligados ao UEFA EURO 2012. Um dos projetos mais importantes foi a construção de aeroporto Warszawa-Modlin. Este é o primeiro em décadas. É  um novo aeroporto polaco para lidar com os primeiros passageiros e deve estar pronto em junho, pouco antes do início do UEFA EURO 2012 ™. Este investimento no futuro vai trazer muita coisa boa para os habitantes de Mazovia, porque o aeroporto de Fryderyk Chopin, em Varsóvia, está muito lotado.
Varsóvia e áreas próximas são uma das aglomerações urbanas da Polônia. Municípios, como Legionowo Sulejówek estão localizados quase dentro dos limites de Varsóvia. Em termos de infra-estrutura rodoviária, está muito bem ligado a Varsóvia, porque a maioria das pessoas trabalha na capital. Apresentada em 1899 pelo economista Inglês Alfred Marshall, a definição de  "distrito industrial” (aglomeração) explica muito bem porque a cidade de Warsaw vai também beneficiar do UEFA EURO 2012 ™. De acordo com Marshall, os distritos industriais são caracterizadas por um grande movimento de pessoas e bens, e grande comércio de serviços. Um distrito industrial é um aglomerado de vilas e aldeias vizinhas, que constituem um corpo comum através da integração ou complementaridade das diferentes formas de infra-estrutura que possuem e a utilização mútua das potencialidades que esses lugares têm. É possível aumentar a competitividade por causa desse modelo de localização e organização das actividade produtivas. Existem modernos sistemas de infra-estrutura urbana que permitam a articulação de funções e a cooperação urbana. Os benefícios de aglomeração são decorrentes da utilização conjunta de componentes do sistema e melhor utilização dos recursos disponíveis. Em razão disso, o UEFA EURO 2012 ™ trará benefícios não só de Varsóvia mas também a pequenas cidades situadas em torno dela. Para cidades menores, serem centros de acolhimento de equipa nacionais é um desafio enorme e é até possível que venham a beneficiar mais do que Varsóvia da organização do campeonato.

Justyna Garbacz


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, janeiro 26, 2012

XXXVIII RER - Congreso de la Asociación Española de Ciencia Regional - Bilbao'2012

«Sres. y Sras.,
Queremos anunciarles ya el Congreso Anual de la Asociación Española de Ciencia Regional, la XXXVIII Reunión de Estudios  Regionales, que se celebrará en Bilbao los días 22 y 23 de noviembre de 2012.
La sede del Congreso será la Deusto Business School y el Paraninfo de la Universidad del País Vasco. 
El título del tema principal es The Challenge of Regional Development in a world of changing hegemonies: Knowledge, competitiveness and austerity”.

Las Áreas Temáticas para el Congreso son:
1.        Crecimiento, convergencia regional y políticas de cohesión
2.        Distritos industriales, clusters y política industrial
3.        Turismo
4.        Empresas, innovación y competitividad
5.        Desarrollo urbano y municipal
6.        Transporte, movilidad e infraestructuras
7.        Energía, sostenibilidad, recursos naturales y medio ambiente
8.        Población, movimientos migratorios y mercado de trabajo
9.        Gobierno, ordenación del territorio, viviendas, servicios públicos y fiscalidad.
10.      Sociedad del conocimiento, universidades e investigación
11.      Métodos de análisis regional

La planificación del calendario que se propone es la siguiente:
Presentación de resúmenes:  hasta el 31 Mayo de 2012
Selección de resúmenes:  30 Junio de 2012
Presentación de trabajos:  hasta el 30 Septiembre de 2012

Próximamente los contenidos de la web serán  implementados con más informaciones al respecto.
Esperamos contar con su participación en esta nueva edición del congreso anual de la AECR y seguimos en contacto.

Atentamente,

Comité Organizador de la XXXVIII RER»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

Os Municípios que se tornam ´capitais`

            Tem sido hábito dos municípios portugueses afirmarem-se como sendo uma Capital. De norte a sul do país, cinquenta e três dos trezentos e oito municípios assumem-se como entidades de referência. São vários os elementos que os distinguem dos demais congéneres, desde a sopa de pedra, ao barroco, passando pela cutelaria, leitão, vinho, mármore, entre muitos outros temas que fazem parte da identidade das Terras. Não obstante esta diversidade de factores, todos eles “perseguem” um mesmo objectivo: a captação de visitantes.
            Numa perpesctiva mais minuciosa, podemos salientar alguns factores que levam alguns municípios a afirmarem-se como Capital. Por um lado, são vários os acontecimentos históricos que permitem a afirmação nacional do município, nomeadamente o seu crescimento ao longo de décadas, incluse séculos, como é o caso da cidade de Coimbra, a Capital do Saber Português. Por outro lado, existem também aqueles múnicipios que procuram uma característica própria e invulgar susceptivel de os diferenciar dos demais, para assim se poderem evidenciar, adoptando medidas de promoçao do turismo específicas com o fim de atrair um número cada vez maior de visitantes, promovendo simultaneamente a atividade e o crescimento económico na localidade, como por exemplo  a Marinha Grande que é a Capital do Vidro, aproveitando a indústria local e criando um mudeu do vidro de forma a divulgar a produção local aos visitantes, conseguindo com isso captar mais clientes.
            Actualmente e, face ao que antecede, é possível associarmos determinadas localidades a algo que as identifique, por exemplo, Vinhai à capital do fumeiro, Mirandela à capital da alheira, Favaios à capital do moscatel, Felgueiras e Ponte de Lima à dupla capital do do vinho verde, Almeirim à capital da sopa de pedra, entre muitos outras, mas há também aquelas que surpreendem a maioria das pessoas pelo seu carácter invulgar, como é o caso de Linhares à capital do parapente.
Num ano em que a cultura, mais que nunca, está levar o nome do nosso país a vários cantos do mundo, não podemos deixar de fazer referência ao facto de termos, orgulhosamente, a Capital da Europeia da Cultura, Guimarães, e a Capital Europeia da Juventude, Braga, concentradas numa só região, mais concretamente, no coração Minho. Estes acontecimentos também contribuirão para a divulgação e promoção da atividade local, atraíndo à escala internacional inúmeros turistas.
            Imaginemos agora se cada município procurasse na sua terra e nas suas gentes um motivo de eleição para se intitular de capital. Tal tornaria, aos poucos e poucos, o nosso país mais competitivo, e contribuiria fortemente para a dinamização e comercialização dos produtos locais.
Havendo possibilidade e disponibilidade das entidades locais para a promoção da identidade de cada um dos seus municípios, o seu crescimento e visibilidade nacional e internacional seria maior bem como, constituiria uma medida de combate à desertificação e tentativa de coesão territorial.
Da mesma forma que, ao longo de décadas, ou mesmo séculos, as feiras locais serviram as populações trazendo vendedores com produtos importantes, por outro lado, também influenciavam as trocas comerciais entre agentes locais. Aproveitando esta ideia de que, em alguns casos, os vendedores externos vinham às localidades trazer produtos, a existência de localidades capitais de algum produto ou serviço implica o acontecimento contrário, passando a ser as gentes de fora da localidade a procurarem nesta produtos únicos. Com isso, as gentes locais beneficiam pois os grandes acontecimentos locais que promovem a divulgação da capital traz às localidades inúmeros visitantes, promovendo claramente o crescimento do comércio local.
Seria de todo importante que os municípios portugueses se concentrassem na promoção de produtos locais de forma a serem reconhecidos como Capital, atraíndo a sí o comércio e, consequentementepromovendo o crescimento económico. 
Manuel Mendes

Listagem das Capitais de Portugal:
- Almeirim: Sopa da Pedra 
- Alvaiázere: Chícaro (*) 
- Anadia: Espumante (*) 
- Armamar: Maça da Montanha 
- Barrancos: Presunto (*) 
- Bombarral: Pera Rocha 
- Bucelas: Arinto (*) 
- Braga: Barroco 
- Caldas da Rainha: Cerâmica / Comércio Tradicional (*) 
- Caldas das Taipas: Cutelaria (*) 
- Cartaxo: Vinho 
- Castelo de Paiva: Águas Bravas (*) 
- Celorico da Beira: Queijo da Serra (*) 
- Coimbra: Saber Português 
- Entroncamento: Comboio 
- Estremoz: Mármore 
- Favaios: Moscatel 
- Felgueiras: Calçado / Vinho Verde (*) 
- Ferreira do Zêzere: Ovo (*) 
- Fundão: Cereja 
- Golegã: Cavalo (*) 
- Linhares: Parapente 
- Lousã: Papel e Livro 
- Marinha Grande: Vidro 
- Marvão: Castanha 
- Mealhada: Leitão 
- Melgaço: Rafting (*) 
- Miranda do Corvo: Chanfana (*) 
- Mirandela: Alheira 
- Montemor-o-Velho: Arroz 
- Montijo: Porco 
- Moura: Azeite Alentejano 
- Óbidos: Chocolate 
- Olhão: Marisco 
- Ourique: Porco Alentejano 
- Paços de Ferreira: Móvel (*) 
- Paredes: Design (*) 
- Penacova: Lampreia (*) 
- Peniche: Onda (*) 
- Ponte de Lima: Vinho Verde 
- Portimão: Sardinha 
- Póvoa da Lomba: Caracol 
- Resende: Cereja (*) 
- Rogil: Batata Doce 
- Santa Luzia: Polvo 
- Santarém: Gótico 
- São Brás de Alportel: Cortiça 
- São João da Madeira: Calçado (*) 
- Valpaços: Folar 
- Vila Nova de Famalicão: Automóvel Antigo (*) 
- Vila Nova de Poiares: “Universal” da Chanfana / Artefacto e Gastronomia 
- Vila Pouca de Aguiar: Granito (*) 
- Vinhais: Fumeiro 
(*) Marcas registadas 


[Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do curso de Mestrado em  Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo) da EEG/UMinho]