quarta-feira, setembro 12, 2012

Revista Chão Urbano: está disponível novo número

«Como quarto número do ano XII, Chão Urbano traz dois artigos: um  sobre a problemática dos transportes metroviários no caso do Rio de Janeiro, analisando os impactos da linha 2 do metrô que serve aos subúrbios, na dinâmica de deslocamento imobiliário da metrópole; e outro sobre os impactos de transporte de produtos químicos e vulnerabilidade de áreas urbanas no caso de município da Bahia.
Chão Urbano está disponível no site: http://www.chaourbano.com.br/

Boa leitura!!!

Caso se interesse em submeter algum artigo para nossa revista, envie-o para o e-mail:artigoschaourbano@gmail.com para análise do comitê editorial.

Atenciosamente,
Equipe de edição da Revista Chão Urbano»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

terça-feira, setembro 11, 2012

"CALL FOR PAPERS | Special Workshop APDR ´Modelling for Accessibility and Regional Development`"

«CALL FOR PAPERS

Special Workshop APDR
 “Modelling for Accessibility and Regional Development” 

Deadline for submissions: 30 September 2012

Workshop Integrated on the seminar:

APPLIED RESEARCH AND MODELING ADVANCES ON ACCESSIBILITY IN SPATIAL DEVELOPMENT - JOINT MEETING

International seminar titled ‘APPLIED RESEARCH AND MODELING ADVANCES ON ACCESSIBILITY IN SPATIAL DEVELOPMENT - JOINT MEETING’ which represents a junction between two different international seminars but whose themes are related: the ‘5th Seminar of Spatial Econometrics in honor of Doctor J.H.P. Paelinck’  (dedicated to the theme of Econometrics Territorial with numerous applications in Europe and in the world) and the seminar ‘NECTAR - Network on European Communications and Transport Activities Research, Cluster 6 on Accessibility Meeting ’ (dedicated to the importance of accessibility in the development of European regions). This meeting will take place in Coimbra, on 26 and 27 October 2012, at the Department of Civil Engineering, University of Coimbra.

Although these two seminars have as primary objective scientific research and selection of works of excellence for possible publication, its junction also aims to present case studies on applications that demonstrate the relationship between accessibility and territorial economic development, using new analysis methodologies such as territorial econometrics.

All information about the seminar can be found here (http://metodos.upct.es/detaer/5JP/index.html), with some aspects still to be updated.

For members of APDR the Registration is 75 Euros (Non members is 100 Euros).
The dinner of the congress must be paid separately having the value of 30 Euros.

Deadline for submissions: 30 September 2012.

Abstracts should be submitted electronically, to apdr@apdr.pt, using the template that is available on http://www.apdr.pt/specialworkshop2012/abstract.html, indicating in the Subject“Special Workshop APDR, “Modelling for Accessibility and Regional Development”, Coimbra - Abstract".

Abstract submission should include:
1) Title of the Paper
2) Author Information
3) Abstract Text (500 words limit) should include:
    Objectives
    Data / Methods
    Results / Expected Results
4) Key words»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, setembro 10, 2012

DRd - Desenvolvimento Regional em debate

«Caros leitores,

Informamos que estamos recebendo artigos para o N. 3 da revista DRd, até dia 10 de outubro de 2012.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,

Valdir Roque Dallabrida
Editor da revista DRd
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
________________________________________________________________________
DRd - Desenvolvimento Regional em debate

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, setembro 07, 2012

"16th International CEMAT Symposium - 12th Workshops European Landscape Convention"

«16th INTERNATIONAL CEMAT SYMPOSIUM
and
12th Council of Europe Meeting of the Workshops for the implementation of the European Landscape Convention
“Vision for the future of Europe on territorial democracy:
Landscape as a new strategy for spatial planning”
Thessalonica, Greece, 2-3 October 2012

Dear Paula Cristina ,
We are pleased to invite you to participate in the 16th  International CEMAT Symposium and 12th Council of Europe Meeting of the Workshops for the implementation of the European Landscape Convention which the Council of Europe, Spatial Planning, Landscape and Cultural Heritage Division, is organising in co-operation with the Ministry of Environment, Energy and Climate Change of Greece.
You can find on the Council of Europe websites:
  • the draft programme of the Symposium and Meeting;
  • an online registration form to complete before 25 September 2012;
  • information on the hotels [you are invited to proceed with your own reservation].
at the following addresses:
Interpretation will be provided in English, French and Greek.
May I draw your attention to the fact that there are no registration fees and that your travel and subsistence costs will not be covered by the Council of Europe.
Participants requiring a visa for entry into Greece are requested to carry out all the necessary procedures themselves.
Please carry an identity document and this letter with you, as you will be required to show them when entering the meeting venue.
Contact:
Ms Nancy NUTTALL-BODIN,
Administrative Assistant
Tel. +33 (0)3 90 21 49 36
E- mail:  nancy.nuttall-bodin@coe.int»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por Paula Cristina Remoaldo)

quarta-feira, setembro 05, 2012

segunda-feira, setembro 03, 2012

"Globalization Trends And Regional Development"

(reprodução de folheto recebido da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Universidade dos Açores | Rua Capitão João D'Ávila | 9700-042 - Angra do Heroísmo
Tel/Fax: (+351) 295 332 001 | http://www.apdr.pt | E-mail: apdr@apdr.pt)

sábado, setembro 01, 2012

segunda-feira, agosto 27, 2012

16º Workshop APDR | Desenvolvimento e Assimetrias Regionais - características e medidas | 23 de Janeiro de 2013 | Instituto Superior Técnico

«1ª Chamada de Trabalhos
1st. CALL FOR PAPERS


Vai decorrer no Instituto Superior Técnico, Lisboa, a 25 de Janeiro de 2013, o 16º Workshop da APDR, dedicado ao temaDesenvolvimento e Assimetrias Regionais – características e medidas.

Convidamo-lo a apresentar comunicações nos seguintes temas:

 
i) Experiências de desenvolvimento regional e local;
ii) Concepção de medidas e indicadores compostos de desenvolvimento e de análise das assimetrias regionais;
iii) Caracterização de regiões e agrupamentos de regiões;
iv) Modelos de apoio à decisão pública para planeamento do desenvolvimento regional e local. Definição de políticas de desenvolvimento;
v) Assimetrias sectoriais de base regional e local (saúde, ensino, I&D, demografia, justiça, agricultura, indústria e serviços);
vi) Turismo e desenvolvimento;
vii) Software de representação espacial.

Posteriormente ao Workshop, os autores poderão submeter um artigo com o texto da sua apresentação, tendo em vista a publicação em número(s) especial(is) da RPER – Revista Portuguesa de Estudos Regionais.

Datas Importantes

  • 30 de Novembro de 2012 - Recepção dos resumos
  • 19 de Dezembro de 2012 – Comunicação de aceitação dos resumos
  • 10 de Janeiro de 2013 – Inscrição no Workshop para inclusão da comunicação no respetivo programa e usufruto do preço reduzido
  • 25 de Janeiro de 2013 - Realização do Workshop
  • 15 de Março de 2013 - Recepção dos artigos submetidos para publicação na RPER – Revista Portuguesa de Estudos Regionais
Inscrições e informações em: http://www.apdr.pt/evento_16/

Contamos consigo. Faça-nos chegar o seu contributo!

A Comissão Organizador

(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico, em 2012/07/25)

quinta-feira, agosto 23, 2012

terça-feira, agosto 21, 2012

domingo, agosto 19, 2012

Tarifas planas para o transporte público urbano? Notas de leitura

Numa conferência em que tive oportunidade de participar recentemente na Uberlândia, Brasil, fui confrontado com a informação de que, de um modo geral, nas cidades do Brasil são usadas tarifas únicas no transporte público rodoviário urbano tendo, depois, tido oportunidade de vivenciar a situação no local. Quem tratou esse assunto na dita conferência foi Geraldo Alves Souza, geógrafo e professor da Universidade Federal de Manaus, que lhe atribui uma conotação bastante negativa.
No dizer do académico que invoco, contra a ideia comumente aceite de que “a adoção de um único valor de tarifa para o transporte coletivo […] seria uma forma de promover a justiça social”, a partir da invocação do caso da cidade de Manaus, no Amazonas, ele vê nessa política um modo de, “ao mesmo tempo em que expressa o pouco esforço do poder público na gestão e aprimoramento do sistema de transporte coletivo urbano”, uma forma do poder político ir ao encontro do “interesse das elites políticas e econômicas deste país para consolidar um padrão de distribuição espacial da população que relega as pessoas de baixa renda à periferia das grandes cidades”. Cito, a propósito, passagens do resumo de uma comunicação produzida sobre a matéria pelo autor identificado, a que tive acesso mais tarde, gentilmente cedida pelo próprio [Souza, Geraldo Alves (2010), “Transporte Púbico a Preço único: reforçando as Desigualdades Sociais”, Conferência PLURIS 2010, Universidade do Algarve, Faro].  
Em grandes linhas, a tese defendida por Geraldo Alves Souza é a seguinte: contrariamente à ideia comumente aceite no Brasil de que a adoção de um valor único para a tarifa do transporte coletivo urbano teria por finalidade promover a justiça social - porque, tradicionalmente, a periferia tem sido ocupada pela população de baixo rendimento e tarifas diferenciadas de acordo com a distância das viagens elevariam as despesas com transportes de uma população já socialmente penalizada -, esta prática seria “uma forma ardilosa de levar a população pobre para a periferia da cidade e, ao livrar-se dela, a sociedade burguesa evita[ria] que os recursos destinados às classes média e alta sejam[fossem] divididos com esta população. Esta medida permite[iria] também que glebas de terra de excelente padrão e localização não sejam utilizadas para assentar essa população, permanecendo à disposição do capital imobiliário para empreendimentos de médio e alto padrões” (Souza, 2010, p. 2).
Adiantando argumentos, defende Geraldo Alves Souza (2010, p. 2) que “o ato de estabelecer residências em locais periféricos exerce forte impacto sobre a qualidade de vida dessa população, conforme apontado por Oliveira (2006), para quem o espaço socialmente produzido condiciona as relações entre os homens e, dependendo do lugar onde o indivíduo resida, trabalhe ou circule, esse homem pode ser mais ou menos cidadão e pode estar mais ou menos submetido a condições de violência. Assim, morar na periferia não representa apenas um tempo a mais nas viagens diárias mas a redução das oportunidades de realizações profissionais e pessoais”.
Em abono desta tese são produzidos argumentos vários ao longo do todo o texto que invoco e, como mencionado, como estudo de caso é tratada a situação da cidade de Manaus, uma urbe que apresentou um acentuado crescimento populacional nas últimas décadas, à semelhança do que ocorreu no restante país, e que se expandiu horizontalmente para norte “em um ritmo bem acima do necessário para abrigar a sua população” (Souza, 2010, p. 7).
A propósito do que sucedeu com esta cidade, no quadro da explicitação da problemática que versa e da tese que defende, acrescenta que “Uma das consequências desta dispersão da população é o exagerado aumento nas distâncias a serem vencidas pela população […] agravada pela escassez de vias arteriais com boa capacidade para receber o fluxo de veículos e ser utilizadas por linhas de ônibus. Em função disso, as linhas de ônibus são obrigadas a percorrer trechos com lentidão e congestionamentos de trânsito, com viagens que chegam a ultrapassar duas horas de duração em horários de picos” (Souza, 2010, p. 8).
A tese é interessante e a ilustração que dela se faz vai buscar bons argumentos à situação atualmente vivida no Brasil, de um modo geral, como pude perceber olhando a realidade de cidades como Uberlândia e Joinville, e, particularmente, ao caso de Manaus, que o autor tomou para estudo de caso. Pese isso, haverá que dizer que a realidade, olhada de fora do Brasil, se configura mais complexa do que a considerada pelo autor cujo trabalho invoco e nem todos os argumentos chamados à colação por Geraldo Alves Souza se configurarão igualmente pertinentes ou terão invocação legítima.
Em boa verdade, como fiz questão de lhe transmitir em breve comentário que lhe fiz chegar entretanto por correio eletrónico, a problemática afigura-se-me mais complexa do que aquilo que é por ele considerado, e não terá resposta única no Brasil e na Europa, por exemplo. No caso concreto de Portugal e da Europa, em geral, é sabido que a residência na periferia da cidade é escolhida muitas vezes por grupos com maior poder económico, que anseiam aceder a mais espaço, casas individualizadas e a ambientes mais tranquilos, suportados no transporte automóvel. Pelo contrário, os centros das cidades resultam ocupados pelos estratos mais pobres da população e, lamentavelmente, tendem a desagradar-se.
Por outro lado, levantando muitos problemas existentes na gestão do espaço urbano e do transporte em meio urbano, o texto de Geraldo Alves Souza, a meu ver, perde foco e consistência por trazer para a reflexão demasiados tópicos, sendo que alguns deles têm resposta autónoma da problemática do transporte público, como sejam o desenho e expressão espacial da cidade, que “facilmente” pode ser regulada pelos planos diretores e urbanísticos municipais, a especulação imobiliária, que também pode encontrar sede de regulação no quadro dos referidos instrumentos de planeamento municipal, entre outros, e a opção pela existência de um ou mais centros de serviços, por exemplo. Acresce que em Portugal e na Europa o emprego industrial está também crescentemente localizado na periferia urbana. Mais se pode dizer, não resultando daí diminuída a importância do contributo de Geraldo Alves Souza para o tratamento de uma tema de tão elevada sensibilidade social e pertinência socioeconómica.

J. Cadima Ribeiro

Referência: Souza, Geraldo Alves (2010), “Transporte Púbico a Preço único: Reforçando as Desigualdades Sociais”, Conferência PLURIS 2010, Universidade do Algarve, Faro.

“O mais importante é que as populações estejam informadas e possam participar"

Notícia Correio do Minho
António Vilela: “Não fazer nada seria ficar à mercê da Unidade Técnica”: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=63630

quinta-feira, agosto 16, 2012

Da origem da cidade da Uberlândia à figura do ´alinhador`

Na primeira ocasião em que ouvi o termo Uberlândia (cidade de), a imagem que me ocorreu à mente foi a de parque temático, por analogia com a de Disneylândia, tão lembrada entre nós portugueses e europeus. A pouco e pouco, fui tentando acostumar-me à ideia daquele lugar como cidade igual a tantas outras. A criatividade linguística dos brasileiros seria a resposta para a excentricidade do nome encontrado.
A coisa mudou de enfoque, e a minha curiosidade adensou-se quando, do alto, noite dentro, vislumbrei as luzes do alinhamento urbanístico que dá estrutura à cidade. Nunca vislumbrara algo tão estruturado, tão geometricamente regular e tão belo, enquanto desenho urbano. No solo, percorrendo os arruamentos, um após outro, tão bem alinhados, pude entender a razão da minha surpresa mas, também, verificar que a homogeneidade configurada pelas luzes não se materializava na analogia da qualidade estética e construtiva do edificado, se bem que, trazendo à memória visitas passadas a outras paragens brasileiras, a impressão positiva inicial não se desvaneceu, de todo. Eram outros lugares e, sobretudo, o Brasil vivia outros tempos (invoco visitas realizadas há 15 anos ou, mesmo, há 10 anos), na sua materialidade económica e social.
Encontrei alguns elementos de resposta para a curiosidade gerada sobre a história e o “desenho” da cidade da Uberlândia numa monografia que, por acaso, me chegou às mãos, oferecida por um professor da Universidade Federal da Uberlândia, José Santos Rosselvelt, obra de que foi cocoordenador e coautor. Abaixo, deixo a referência completa da obra. Acrescente-se que a cidade em causa, situada no interior do Estado de Minas Gerais, tem nesta altura uma população da ordem dos 700.000 habitantes, embora exista formalmente como cidade há pouco mais de um século, os primeiros 37 anos dos quais com uma denominação distinta da atual (Rosselvelt e Alves, 2005).
Na verdade, segundo os autores da obra antes invocada, “A origem do topónimo é datada de 1929 […], trinta e sete anos depois da elevação de São Pedro de Uberabinha â categoria de cidade” (Rosselvelt e Alves, 2005, p.72), tendo a nova denominação sido sugerida por João de Deus Faria e aprovada pela população, em plebiscito. Acrescenta-se na mesma obra que o termo resulta “da união de duas palavras – Uberis, que é de origem latina e significa fértil,  e ´Land`, que provém do germânico e significa terra” (Rosselvelt e Alves, 2005, pp.72/73). Não é sublinhado mas talvez devesse sê-lo que a designação anterior da povoação colhe no atravessamento do território em casa pelo Rio Uberabinha, pelo que a fertilidade de solos que se invoca terá em grande medida a sua razão de ser na existência deste curso de água, donde me parece ser de inteira justiça que tenha dado nome à cidade.
Muito mais remotamente, a fundação da cidade surge associada aos nomes de João Pereira da Rocha e de Felisberto Alves Carrejo, entre outros. O primeiro chegou às margens de um curso de água denominado Ribeirão São Pedro, em 1818, tendo em 1821 recebido uma carta de ´sesmeiro` que o habilitou a administrar um esaço que media “três léguas de comprimento por uma légua de largura, entre os rios Uberabinha e Araguari” (Rosselvelt e Alves, 2005, p.20). Anote-se que o Ribeirão São Pedro coincide hoje, em grande medida, com o traçado de um dos principais arruamentos da cidade (Avenida Rodon Pacheco), “convivendo” com ele encanado. O segundo fundou, em 1835, a primeira escola para alfabetizar menores, “escrevendo ele mesmo as lições e os exercícios para o ensino da leitura e da escrita” (Rosselvelt e Alves, 2005, p.21). Acrescentam os autores cuja obra venho citando que a instalação da escola e o seu contínuo funcionamento terão dado contributo decisivo para o robustecimento progressivo do povoado e a sua transformação, mais tarde, em cidade.
Vital para o progresso da cidade foi também a chegada da ´estrada de ferro`, que teve a sua estação ferroviária inaugurada em 21 de Dezembro de 1895 (Rosselvelt e Alves, 2005). Ironicamente, naquele que era o trajeto de penetração na localidade então, existe hoje uma via rodoviária larga onde, nas faixas esquerdas em cada sentido, que presumo que coincidam com a inserção pré-existente dos carris da linha, existe hoje uma via reservada a autocarros.
O traçado atual da cidade toma como referência originária um plano urbanístico datada de 1909 (primeiro plano urbanístico), da autoria do engenheiro Mellor Ferreira Amado. “O traçado reto e a padronização de quarteirões em malha de xadrez vinha ao encontro das aspirações dos políticos locais, que queriam ter representado, no espaço urbano, a modernização apresentada pela cidade”  (Rosselvelt e Alves, 2005, p.22).
A propósito do traçado de Uberlândia, cumprirá que se diga que este vem na linha de modelos urbanísticos usados precedentemente na envolvente, nomeadamente em Araguari, onde teve protagonismo central a figura do “alinhador”, personagem encarregue pela Câmara Municipal, aquando da elevação daquela povoação a cidade, em 1888, de estabelecer o seu traçado, e que exerceu essa função até 1895. A partir dessa data, “o engenheiro Achiles Widulick, responsável pelo trecho em construção da Cia. Mogiana de Estrada de Ferro, percurso Araguari-São Pedro do Uberbinha (Uberlândia), elaborou a primeira planta projetando a delimitação urbana”.
Resultado do esforço pioneiro do “alinhador” ou do trabalho continuado do “alinhador” e do engenheiro da empresa responsável pela construção da ´estrada de ferro`, o que é certo é que o modelo urbanístico fez escola, ao ponto de informar o desenho urbano até aos dias de hoje.
Nem todos, digo, os responsáveis pelo planeamento urbanístico feito hoje em dia, se reverão nesse modelo urbanístico. O que é certo, no entanto, é que apresenta inúmeras virtualidades, a menos notável das quais mas nem por isso pouco impressiva será a imagem noturna que projeta, pontoada pelos candeeiros da iluminação púbica.

J. Cadima Ribeiro

Referência: Rosselvelt, José Santos e Alves, Kelen Borges [Coord.] (2005), Registro do património cultural edificado das áreas diretamente afetadas, do entorno e de influência das usinas hidrelétricas de Capim I e II, Composer, Uberlândia.