Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional.
quinta-feira, setembro 13, 2012
quarta-feira, setembro 12, 2012
Revista Chão Urbano: está disponível novo número
«Como quarto número do ano XII, Chão Urbano
traz dois artigos: um sobre a problemática dos transportes
metroviários no caso do Rio de Janeiro, analisando os impactos da linha
2 do metrô que serve aos subúrbios, na dinâmica de deslocamento
imobiliário da metrópole; e outro sobre os impactos de transporte de
produtos químicos e vulnerabilidade de áreas urbanas no caso de
município da Bahia.
Chão Urbano está disponível no site: http://www.chaourbano.com.br/
Boa leitura!!!
Caso se interesse em submeter algum artigo para nossa revista, envie-o para o e-mail:artigoschaourbano@gmail.com para análise do comitê editorial.
Atenciosamente,
Equipe de edição da Revista Chão Urbano»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
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Dinâmicas Urbanas,
Informação,
Investigação,
Publicações
terça-feira, setembro 11, 2012
"CALL FOR PAPERS | Special Workshop APDR ´Modelling for Accessibility and Regional Development`"
«CALL FOR PAPERS
Special Workshop APDR
“Modelling for Accessibility and Regional Development”
Deadline for submissions: 30 September 2012
Workshop Integrated on the seminar:
APPLIED RESEARCH AND MODELING ADVANCES ON ACCESSIBILITY IN SPATIAL DEVELOPMENT - JOINT MEETING
International
seminar titled ‘APPLIED RESEARCH AND MODELING ADVANCES ON ACCESSIBILITY
IN SPATIAL DEVELOPMENT - JOINT MEETING’ which represents a junction
between two different international seminars but whose themes are
related: the ‘5th Seminar of Spatial Econometrics in honor of Doctor
J.H.P. Paelinck’ (dedicated to the theme of Econometrics Territorial
with numerous applications in Europe and in the world) and the seminar
‘NECTAR - Network on European Communications and Transport Activities
Research, Cluster 6 on Accessibility Meeting ’ (dedicated to the
importance of accessibility in the development of European regions).
This meeting will take place in Coimbra, on 26 and 27 October 2012, at
the Department of Civil Engineering, University of Coimbra.
Although
these two seminars have as primary objective scientific research and
selection of works of excellence for possible publication, its junction
also aims to present case studies on applications that demonstrate the
relationship between accessibility and territorial economic
development, using new analysis methodologies such as territorial
econometrics.
All information about the seminar can be found here (http://metodos.upct.es/detaer/5JP/index.html), with some aspects still to be updated.
For members of APDR the Registration is 75 Euros (Non members is 100 Euros).
The dinner of the congress must be paid separately having the value of 30 Euros.
Deadline for submissions: 30 September 2012.
Abstracts should be submitted electronically, to apdr@apdr.pt, using the template that is available on http://www.apdr.pt/specialworkshop2012/abstract.html, indicating in the Subject“Special Workshop APDR, “Modelling for Accessibility and Regional Development”, Coimbra - Abstract".
Abstract submission should include:
1) Title of the Paper
2) Author Information
3) Abstract Text (500 words limit) should include:
Objectives
Data / Methods
Results / Expected Results
4) Key words»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
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Conferências,
Informação,
Investigação
segunda-feira, setembro 10, 2012
DRd - Desenvolvimento Regional em debate
«Caros leitores,
Informamos que estamos recebendo artigos para o N. 3 da revista DRd, até dia 10 de outubro de 2012.
Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Valdir Roque Dallabrida
Editor da revista DRd
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
________________________________________________________________________
DRd - Desenvolvimento Regional em debate
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
domingo, setembro 09, 2012
sexta-feira, setembro 07, 2012
"16th International CEMAT Symposium - 12th Workshops European Landscape Convention"
«16th INTERNATIONAL CEMAT SYMPOSIUM
and
12th Council of Europe Meeting of the Workshops for the implementation of the European Landscape Convention
12th Council of Europe Meeting of the Workshops for the implementation of the European Landscape Convention
“Vision for the future of Europe on territorial democracy:
Landscape as a new strategy for spatial planning”
Landscape as a new strategy for spatial planning”
Thessalonica, Greece, 2-3 October 2012
We are pleased to invite you to participate in the 16th
International CEMAT Symposium and 12th Council of Europe Meeting of the
Workshops for the implementation of the European Landscape Convention
which the Council of Europe, Spatial Planning, Landscape and Cultural
Heritage Division, is organising in co-operation with the Ministry
of Environment, Energy and Climate Change of Greece.
You can find on the Council of Europe websites:
- the draft programme of the Symposium and Meeting;
- an online registration form to complete before 25 September 2012;
- information on the hotels [you are invited to proceed with your own reservation].
at the following addresses:
Interpretation will be provided in English, French and Greek.
May I draw your attention to the fact that there are no registration fees and that your travel and subsistence costs will not be covered by the Council of Europe.
Participants requiring a visa for entry into Greece are requested to carry out all the necessary procedures themselves.
Please
carry an identity document and this letter with you, as you will be
required to show them when entering the meeting venue.
Contact:
Ms Nancy NUTTALL-BODIN,
Administrative Assistant
Tel. +33 (0)3 90 21 49 36
E- mail: nancy.nuttall-bodin@coe.int»
Administrative Assistant
Tel. +33 (0)3 90 21 49 36
E- mail: nancy.nuttall-bodin@coe.int»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por Paula Cristina Remoaldo)
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Conferências,
Recursos do Território
quinta-feira, setembro 06, 2012
Braga 2012: Capital Europeia da Juventude
Notícia Correio do Minho
Noite Branca com 250 voluntários:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=63977
Noite Branca com 250 voluntários:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=63977
quarta-feira, setembro 05, 2012
segunda-feira, setembro 03, 2012
"Globalization Trends And Regional Development"
(reprodução de folheto recebido da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Universidade dos Açores | Rua Capitão João D'Ávila | 9700-042 - Angra do Heroísmo
Tel/Fax: (+351) 295 332 001 | http://www.apdr.pt | E-mail: apdr@apdr.pt)
domingo, setembro 02, 2012
sábado, setembro 01, 2012
quarta-feira, agosto 29, 2012
segunda-feira, agosto 27, 2012
16º Workshop APDR | Desenvolvimento e Assimetrias Regionais - características e medidas | 23 de Janeiro de 2013 | Instituto Superior Técnico
«1ª Chamada de Trabalhos
1st. CALL FOR PAPERS
Vai decorrer no Instituto Superior Técnico, Lisboa, a 25 de Janeiro de 2013, o 16º Workshop da APDR, dedicado ao temaDesenvolvimento e Assimetrias Regionais – características e medidas.
Convidamo-lo a apresentar comunicações nos seguintes temas:
i) Experiências de desenvolvimento regional e local;
ii) Concepção de medidas e indicadores compostos de desenvolvimento e de análise das assimetrias regionais;
iii) Caracterização de regiões e agrupamentos de regiões;
iv) Modelos de apoio à decisão pública para planeamento do desenvolvimento regional e local. Definição de políticas de desenvolvimento;
v) Assimetrias sectoriais de base regional e local (saúde, ensino, I&D, demografia, justiça, agricultura, indústria e serviços);
vi) Turismo e desenvolvimento;
vii) Software de representação espacial.
Posteriormente ao Workshop, os autores poderão submeter um artigo com o texto da sua apresentação, tendo em vista a publicação em número(s) especial(is) da RPER – Revista Portuguesa de Estudos Regionais.
Datas Importantes
- 30 de Novembro de 2012 - Recepção dos resumos
- 19 de Dezembro de 2012 – Comunicação de aceitação dos resumos
- 10 de Janeiro de 2013 – Inscrição no Workshop para inclusão da comunicação no respetivo programa e usufruto do preço reduzido
- 25 de Janeiro de 2013 - Realização do Workshop
- 15 de Março de 2013 - Recepção dos artigos submetidos para publicação na RPER – Revista Portuguesa de Estudos Regionais
Inscrições e informações em: http://www.apdr.pt/evento_16/
Contamos consigo. Faça-nos chegar o seu contributo!
A Comissão Organizadora»
(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico, em 2012/07/25)
sábado, agosto 25, 2012
"A autarquia está agora à procura de financiamento para o projeto"
Notícia Correio do Minho
Parque aquático de Braga substitui piscina e multiusos:
http://www.diariodominho.pt/conteudos/46970
Parque aquático de Braga substitui piscina e multiusos:
http://www.diariodominho.pt/conteudos/46970
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Dinâmicas Urbanas,
Infra-estruturas,
Notícia
quinta-feira, agosto 23, 2012
terça-feira, agosto 21, 2012
domingo, agosto 19, 2012
Tarifas planas para o transporte público urbano? Notas de leitura
Numa
conferência em que tive oportunidade de participar recentemente na Uberlândia,
Brasil, fui confrontado com a informação de que, de um modo geral, nas cidades
do Brasil são usadas tarifas únicas no transporte público rodoviário urbano
tendo, depois, tido oportunidade de vivenciar a situação no local. Quem tratou
esse assunto na dita conferência foi Geraldo Alves Souza, geógrafo e professor
da Universidade Federal de Manaus, que lhe atribui uma conotação bastante negativa.
No
dizer do académico que invoco, contra a
ideia comumente aceite de que “a adoção de um único valor de tarifa para o
transporte coletivo […] seria uma forma de promover a justiça social”, a partir
da invocação do caso da cidade de Manaus, no Amazonas, ele vê nessa política um
modo de, “ao mesmo tempo em que expressa o pouco esforço do poder público na gestão
e aprimoramento do sistema de transporte coletivo urbano”, uma forma do poder
político ir ao encontro do “interesse das elites políticas e econômicas deste
país para consolidar um padrão de distribuição espacial da população que relega
as pessoas de baixa renda à periferia das grandes cidades”. Cito, a propósito,
passagens do resumo de uma comunicação produzida sobre a matéria pelo autor identificado,
a que tive acesso mais tarde, gentilmente cedida pelo próprio [Souza, Geraldo Alves (2010), “Transporte Púbico a
Preço único: reforçando as Desigualdades Sociais”, Conferência PLURIS 2010,
Universidade do Algarve, Faro].
Em grandes linhas, a tese defendida por Geraldo Alves Souza é a seguinte: contrariamente à ideia comumente
aceite no Brasil de que a adoção de um valor único para a tarifa do transporte coletivo
urbano teria por finalidade promover a justiça social - porque, tradicionalmente, a periferia
tem sido ocupada pela população de baixo rendimento e tarifas diferenciadas de acordo
com a distância das viagens elevariam as despesas com transportes de uma população já
socialmente penalizada -, esta prática seria “uma forma ardilosa de levar a
população pobre para a periferia da cidade e, ao livrar-se dela, a sociedade burguesa
evita[ria] que os recursos destinados às classes média e alta sejam[fossem] divididos com
esta população. Esta medida permite[iria] também que glebas de terra de
excelente padrão e localização não sejam utilizadas para assentar essa
população, permanecendo à disposição do capital imobiliário para empreendimentos
de médio e alto padrões” (Souza, 2010, p. 2).
Adiantando argumentos, defende Geraldo Alves Souza (2010,
p. 2) que “o ato de estabelecer residências em locais
periféricos exerce forte impacto sobre a qualidade de vida dessa população,
conforme apontado por Oliveira (2006), para quem o espaço socialmente produzido condiciona as relações entre os homens
e, dependendo do lugar onde o indivíduo resida, trabalhe ou circule, esse homem
pode ser mais ou menos cidadão e pode estar mais ou menos submetido a condições
de violência. Assim, morar na periferia não representa apenas um tempo a
mais nas viagens diárias mas a redução das oportunidades de realizações
profissionais e pessoais”.
Em abono desta tese são produzidos argumentos
vários ao longo do todo o texto que invoco e, como mencionado, como estudo de
caso é tratada a situação da cidade de Manaus, uma urbe que apresentou um
acentuado crescimento populacional nas últimas décadas, à semelhança do que
ocorreu no restante país, e que se expandiu horizontalmente para norte “em um
ritmo bem acima do necessário para abrigar a sua população” (Souza, 2010, p. 7).
A propósito do que sucedeu com esta cidade, no
quadro da explicitação da problemática que versa e da tese que defende, acrescenta
que “Uma das consequências desta dispersão da população é o exagerado aumento
nas distâncias a serem vencidas pela população […] agravada pela escassez de
vias arteriais com boa capacidade para receber o fluxo de veículos e ser utilizadas
por linhas de ônibus. Em função disso, as linhas de ônibus são obrigadas a percorrer
trechos com lentidão e congestionamentos de trânsito, com viagens que chegam a ultrapassar
duas horas de duração em horários de picos” (Souza, 2010, p. 8).
A tese é interessante e a ilustração que dela
se faz vai buscar bons argumentos à situação atualmente vivida no Brasil, de um
modo geral, como pude perceber olhando a realidade de cidades como Uberlândia e
Joinville, e, particularmente, ao caso de Manaus, que o autor tomou para estudo
de caso. Pese isso, haverá que dizer que a realidade, olhada de fora do Brasil,
se configura mais complexa do que a considerada pelo autor cujo trabalho invoco
e nem todos os argumentos chamados à colação por Geraldo Alves Souza se configurarão
igualmente pertinentes ou terão invocação legítima.
Em
boa verdade, como fiz questão de lhe transmitir em breve comentário que lhe fiz
chegar entretanto por correio eletrónico, a problemática afigura-se-me mais complexa
do que aquilo que é por ele considerado, e não terá resposta única no Brasil e
na Europa, por exemplo. No caso concreto de Portugal e da Europa, em geral, é
sabido que a residência na periferia da cidade é escolhida muitas vezes por
grupos com maior poder económico, que anseiam aceder a mais espaço, casas
individualizadas e a ambientes mais tranquilos, suportados no transporte automóvel.
Pelo contrário, os centros das cidades resultam ocupados pelos estratos mais
pobres da população e, lamentavelmente, tendem a desagradar-se.
Por
outro lado, levantando muitos problemas existentes na gestão do espaço urbano e
do transporte em meio urbano, o texto de Geraldo Alves Souza, a meu ver, perde
foco e consistência por trazer para a reflexão demasiados tópicos, sendo que
alguns deles têm resposta autónoma da problemática do transporte público, como sejam
o desenho e expressão espacial da cidade, que “facilmente” pode ser regulada pelos
planos diretores e urbanísticos municipais, a especulação imobiliária, que também
pode encontrar sede de regulação no quadro dos referidos instrumentos de
planeamento municipal, entre outros, e a opção pela existência de um ou mais
centros de serviços, por exemplo. Acresce que em Portugal e na Europa o emprego
industrial está também crescentemente localizado na periferia urbana. Mais se pode dizer, não resultando daí
diminuída a importância do contributo de Geraldo
Alves Souza para o tratamento de uma tema de tão elevada sensibilidade social e
pertinência socioeconómica.
J. Cadima Ribeiro
Referência: Souza, Geraldo Alves (2010),
“Transporte Púbico a Preço único: Reforçando as Desigualdades Sociais”, Conferência
PLURIS 2010, Universidade do Algarve,
Faro.
“O mais importante é que as populações estejam informadas e possam participar"
Notícia Correio do Minho
António Vilela: “Não fazer nada seria ficar à mercê da Unidade Técnica”: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=63630
António Vilela: “Não fazer nada seria ficar à mercê da Unidade Técnica”: http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=63630
sábado, agosto 18, 2012
quinta-feira, agosto 16, 2012
Da origem da cidade da Uberlândia à figura do ´alinhador`
Na
primeira ocasião em que ouvi o termo Uberlândia (cidade de), a imagem que me
ocorreu à mente foi a de parque temático, por analogia com a de Disneylândia, tão
lembrada entre nós portugueses e europeus. A pouco e pouco, fui tentando
acostumar-me à ideia daquele lugar como cidade igual a tantas outras. A
criatividade linguística dos brasileiros seria a resposta para a excentricidade
do nome encontrado.
A
coisa mudou de enfoque, e a minha curiosidade adensou-se quando, do alto, noite
dentro, vislumbrei as luzes do alinhamento urbanístico que dá estrutura à
cidade. Nunca vislumbrara algo tão estruturado, tão geometricamente regular e
tão belo, enquanto desenho urbano. No solo, percorrendo os arruamentos, um após
outro, tão bem alinhados, pude entender a razão da minha surpresa mas, também,
verificar que a homogeneidade configurada pelas luzes não se materializava na analogia
da qualidade estética e construtiva do edificado, se bem que, trazendo à
memória visitas passadas a outras paragens brasileiras, a impressão positiva
inicial não se desvaneceu, de todo. Eram outros lugares e, sobretudo, o Brasil
vivia outros tempos (invoco visitas realizadas há 15 anos ou, mesmo, há 10
anos), na sua materialidade económica e social.
Encontrei
alguns elementos de resposta para a curiosidade gerada sobre a história e o
“desenho” da cidade da Uberlândia numa monografia que, por acaso, me chegou às
mãos, oferecida por um professor da Universidade Federal da Uberlândia, José Santos
Rosselvelt, obra de que foi cocoordenador e coautor. Abaixo, deixo a referência
completa da obra. Acrescente-se que a cidade em causa, situada no interior do
Estado de Minas Gerais, tem nesta altura uma população da ordem dos 700.000
habitantes, embora exista formalmente como cidade há pouco mais de um século,
os primeiros 37 anos dos quais com uma denominação distinta da atual (Rosselvelt e Alves,
2005).
Na verdade, segundo
os autores da obra antes invocada, “A origem do topónimo é datada de 1929 […],
trinta e sete anos depois da elevação de São Pedro de Uberabinha â categoria de
cidade” (Rosselvelt e Alves,
2005, p.72), tendo a nova denominação sido sugerida por João de Deus Faria e
aprovada pela população, em plebiscito. Acrescenta-se na mesma obra que o termo
resulta “da união de duas palavras – Uberis, que é de origem latina e significa
fértil, e ´Land`, que provém do
germânico e significa terra” (Rosselvelt e Alves, 2005, pp.72/73). Não é
sublinhado mas talvez devesse sê-lo que a designação anterior da povoação colhe
no atravessamento do território em casa pelo Rio Uberabinha, pelo que a
fertilidade de solos que se invoca terá em grande medida a sua razão de ser na
existência deste curso de água, donde me parece ser de inteira justiça que
tenha dado nome à cidade.
Muito mais remotamente,
a fundação da cidade surge associada aos nomes de João Pereira da Rocha e de
Felisberto Alves Carrejo, entre outros. O primeiro chegou às margens de um
curso de água denominado Ribeirão São Pedro, em 1818, tendo em 1821 recebido
uma carta de ´sesmeiro` que o habilitou a administrar um esaço que media “três
léguas de comprimento por uma légua de largura, entre os rios Uberabinha e
Araguari” (Rosselvelt e Alves,
2005, p.20). Anote-se que o Ribeirão São Pedro coincide hoje, em grande medida,
com o traçado de um dos principais arruamentos da cidade (Avenida Rodon
Pacheco), “convivendo” com ele encanado. O segundo fundou, em 1835, a primeira
escola para alfabetizar menores, “escrevendo ele mesmo as lições e os
exercícios para o ensino da leitura e da escrita” (Rosselvelt e Alves,
2005, p.21). Acrescentam os autores cuja obra venho citando que a instalação da
escola e o seu contínuo funcionamento terão dado contributo decisivo para o
robustecimento progressivo do povoado e a sua transformação, mais tarde, em
cidade.
Vital para o
progresso da cidade foi também a chegada da ´estrada de ferro`, que teve a sua
estação ferroviária inaugurada em 21 de Dezembro de 1895 (Rosselvelt e Alves, 2005). Ironicamente, naquele que era o
trajeto de penetração na localidade então, existe hoje uma via rodoviária larga
onde, nas faixas esquerdas em cada sentido, que presumo que coincidam com a
inserção pré-existente dos carris da linha, existe hoje uma via reservada a
autocarros.
O traçado atual da
cidade toma como referência originária um plano urbanístico datada de 1909
(primeiro plano urbanístico), da autoria do engenheiro Mellor Ferreira Amado.
“O traçado reto e a padronização de quarteirões em malha de xadrez vinha ao
encontro das aspirações dos políticos locais, que queriam ter representado, no
espaço urbano, a modernização apresentada pela cidade” (Rosselvelt e Alves,
2005, p.22).
A propósito do
traçado de Uberlândia, cumprirá que se diga que este vem na linha de modelos
urbanísticos usados precedentemente na envolvente, nomeadamente em Araguari,
onde teve protagonismo central a figura do “alinhador”, personagem encarregue
pela Câmara Municipal, aquando da elevação daquela povoação a cidade, em 1888,
de estabelecer o seu traçado, e que exerceu essa função até 1895. A partir dessa
data, “o engenheiro Achiles Widulick, responsável pelo trecho em construção da
Cia. Mogiana de Estrada de Ferro, percurso Araguari-São Pedro do Uberbinha
(Uberlândia), elaborou a primeira planta projetando a delimitação urbana”.
Resultado do esforço pioneiro
do “alinhador” ou do trabalho continuado do “alinhador” e do engenheiro da
empresa responsável pela construção da ´estrada de ferro`, o que é certo é que
o modelo urbanístico fez escola, ao ponto de informar o desenho urbano até aos
dias de hoje.
Nem todos, digo, os
responsáveis pelo planeamento urbanístico feito hoje em dia, se reverão nesse
modelo urbanístico. O que é certo, no entanto, é que apresenta inúmeras
virtualidades, a menos notável das quais mas nem por isso pouco impressiva será
a imagem noturna que projeta, pontoada pelos candeeiros da iluminação púbica.
J. Cadima Ribeiro
Referência: Rosselvelt, José Santos e Alves, Kelen Borges [Coord.] (2005),
Registro do património cultural edificado
das áreas diretamente afetadas, do entorno e de influência das usinas
hidrelétricas de Capim I e II, Composer, Uberlândia.
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