Notícia JN
Prédio no centro histórico licitado por um euro foi vendido por 37 mil:
http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=2584055
Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional.
segunda-feira, junho 04, 2012
sexta-feira, junho 01, 2012
"Workshop: ´Desenvolvimento Económico Através da Actividade Produtiva para o Mercado Global`"
«A inscrição é gratuita e deverá ser feita através do endereço electrónico ceni@ceni.pt indicando o nome, empresa e contacto.»
(reprodução do corpo principal de mensagem e de imagem que me caíram entretanto na caixa de correio electrónico, provenientes da entidade identificada)
quinta-feira, maio 31, 2012
"Regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica"
«Diário da República, 1ª série - Nº 105 - 30 de maio de 2012
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei nº 22/2012
de 30 de maio
Aprova o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica
sábado, maio 26, 2012
" Llamada de resúmenes a la XXXVIII Reunión de Estudios Regionales (Bilbao)"
«Llamada a los resúmenes a la XXXVIII Reunión de Estudios Regionales (Bilbao) – 22/23 noviembre de 2012
Como ya sabéis la XXXVIII Reunión de Estudios Regionales se organiza este año por la Asociación del País Vasco y Navarra de Ciencia Regional y por el Departamento de Economía Aplicada V (Universidad del País Vasco), Orkestra-Instituto Vasco de Competitividad y la Deusto Business School, en forma de un International Meeting bajo el lema The Challenge of Regional Development in a world of changing hegemonies: Knowledge, competitiveness and austerity”.Las fechas son del 22 al 23 de noviembre de 2012 y el lugar de celebración, Bilbao.
Os adjuntamos los trípticos anunciadores y podéis encontrar mayor información en http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/. Os rogamos hagáis la máxima difusión posible entre vuestros contactos.
Os recordamos, además, que es preciso registrarse on line para gestionar las cuestiones personales (inscripción y comunicación) relativas al Congreso. Este requisito no será necesario si ya fue realizado en Reuniones anteriores.
Ya a menos de un mes de la finalización de la fecha de admisión de resúmenes (20 de junio) les animamos a que subáis vuestros trabajos… ahora sólo unas líneas, sólo el abstract.
Disculpad las molestias que os pueda ocasionar la recepción de este mensaje desde diferentes listas de distribución.
Esperamos tus trabajos!!!
Comité Organizador de la XXXVIII RER»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
sexta-feira, maio 25, 2012
Guimarães 2012
(título de mensagem, datada de 25/05/2012, disponível em Place Management & Branding)
domingo, maio 20, 2012
"É preciso que os cidadãos se identifiquem com o Quadrilátero"
Notícia Correio do Minho
Lógica de vales inconsequente para o progresso:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=61586
Lógica de vales inconsequente para o progresso:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=61586
sexta-feira, maio 18, 2012
"14º Workshop APDR | Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional"
É
com satisfação que convidamos a comunidade académica, empresarial,
agentes de desenvolvimento local e regional, decisores púbicos e
instituições públicas a submeter um caso de estudo ao 14º Workshop Empreendedorismo e Desenvolvimento Regional,
a realizar na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto
Politécnico de Setúbal no dia 9 de Outubro de 2012 em co-organização
com a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR).
Os autores poderão submeter as suas propostas no site da APDR: http://www.apdr.pt/evento_14/,
onde encontrarão todas as instruções relacionadas com as regras para a
submissão dos casos de estudo, relacionados com o empreendedorismo e
considerando o seu impacto no desenvolvimento dos territórios. Uma
seleção de estudos de caso, em cada um dos temas, será publicada em
livro.
A apresentação das comunicações poderá ser em português, castelhano ou inglês.
Os
artigos a submeter deverão enquadrar-se nas grandes temáticas propostas
(os tópicos propostos para cada temática são meramente indicativos para
enquadrar os trabalhos, não se pretendendo restritivos):
1. Politicas
públicas de promoção do empreendedorismo (Politicas públicas e
programas públicos com impacto regional na promoção do empreendedorismo)
2. Empreendedorismo
e inovação social (Projetos e programas inovadores públicos ou privados
de empreendedorismo social com impacto regional)
3. Ensino
superior, transferência de conhecimento e criação de empresas
(Programas, iniciativas e estimulo à educação para o empreendedorismo e
transferência de conhecimento no ensino superior para a região)
4. Empreendedorismo, inovação e criação de
valor regional (Casos de setores/empresas com impacto regional –
indústria, serviços, agricultura - enquadráveis por nível de
tecnologia, dimensão empresarial, estrutura da indústria, tipo de
propriedade)
5. Empreendedorismo e internacionalização (Casos de internacionalização/Investimento Direto Estrangeiro com impactos regionais)
- Outros temas relacionados com o empreendedorismo e desenvolvimento regional considerados relevantes
As datas relevantes são as seguintes:
§ Até 30 de Junho de 2012 - Recepção de resumos
§ 30 de Julho de 2012 – Comunicação de aceitação dos resumos
§ Até 15 de Setembro de 2012 - Recepção dos artigos
§ 28 de Setembro de 2012 – Comunicação da aceitação dos artigos
§ 1 de Outubro de 2012 – Inscrição na conferência para inclusão da comunicação no programa do Workshop
§ 9 de Outubro de 2012 - Realização do Workshop
Contamos consigo. Faça-nos chegar o seu contributo!
A Comissão Organizadora»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
"A expressão ´capital de…` é um elemento distintivo de qualquer cidade ou território"
Resposta às questões do jornalista
Arménio Santos, do Jornal+,
quinzenário regional do Vale do Sousa, recebidas em 2012/05/09
[O meu contacto
surge devido ao impacto do estudo feito pelo seu aluno de mestrado, Manuel
Mendes, sobre as "capitais" do nosso país. Nesse trabalho, estão
contemplados Paços de Ferreira, Paredes e Felgueiras, nomeadamente, pelo que
teria todo o interesse em abordar algumas questões tendo-o como interlocutor,
dado o seu domínio da área da economia e desenvolvimento regional.]
P: O recurso à chancela de "capital" é
uma boa estratégia promocional dos municípios para valorizarem aquilo que os
distingue? Porquê?
R: A expressão “capital de…”
é um elemento distintivo de qualquer cidade ou território, isto é, tem uma
conotação positiva no comum dos indivíduos. A essa luz, pode ser capitalizada
como instrumento de marketing, É isso que muitos municípios têm vindo a fazer,
uns de forma mais consistente e eficaz que outros. A eficácia tem também que
ver com os recursos ou capacidades que se pretende relevar e com a forma e a
qualidade da mensagem difundida.
P: Qual a melhor forma de conseguir esse
desiderato?
R: Do meu ponto de vista, em
primeiro lugar, a mensagem a passar deve ter fundamento na realidade
local/regional e, se possível, fazer apelo de elementos que, de alguma forma,
invoquem um certo imaginário que possa existir associado a esse território ou,
alternativamente, ir ao encontro das referências presentes dos indivíduos. Por
outro lado, como digo, é preciso saber veicular essa mensagem, o que leva a
tê-la como peça de uma estratégia de promoção da imagem de um certo sítio,
cidade ou município.
P: No caso da nossa região, Paços de Ferreira
adoptou a Capital do Móvel. O que ganhou com isso?
R: Paços de Ferreira é
exemplo de uma situação em que se pretendeu consagrar uma imagem claramente
enfeudada na dinâmica e na tradição industrial local. A adopção da “marca” territorial
foi uma forma de consagrar, trazer para o domínio do simbólico, esse
saber-fazer e tradição. Adoptando a designação de Capital do Móvel terá
pretendido também inibir outros municípios onde a actividade invocada também
tem forte expressão de o fazerem, isto é, reclamarem para si essa designação.
Paredes, por exemplo, teria legitimidade, igualmente, para adoptar essa
“marca”.
P: Paredes, que até produz mais mobiliário,
tentou, através da marca Rota dos Móveis, reposicionar-se. Já foi tarde?
R: Ter iniciativa, ser capaz
de jogar na antecipação é um mérito. Paços de Ferreira foi-o, no domínio
invocado. Ser capaz de reverter dados iniciais que se configuram negativos é
expressão também de inteligência e de competência. Nesse sentido, creio que Paredes
foi capaz de dar resposta adequada à dificuldade com que estava confrontada,
isto é, capitalizar a imagem de relação com o sector e de
vizinhança/complementaridade com Paços de Ferreira. A aposta na Rota dos Móveis
é um dos elementos da resposta que encontrou. Outro foi, segundo julgo saber, a
adopção da designação de “Capital do Design”, que não só pode ser imediatamente
ligada à indústria do mobiliário como transmite a ideia de modernidade e de
criatividade.
P: Já defendeu, no seu blogue, que os municípios
devem procurar marcas distintivas para atrair visitantes e dinamizar a economia
local. Este processo é - ou deveria ser - natural?
R: Durante muito tempo, os
teóricos do desenvolvimento regional e local olharam para o desenvolvimento dos
territórios como sendo o resultado do aporte externo de recursos e de
orientações de política. Hoje tem-se uma leitura radicalmente diferente, da
qual sobressaem as ideias de que são os recursos e competências locais,
incluindo a capacidade de gerar e tornar efectivas lideranças internas, que
estão na origem da maioria dos processos de desenvolvimento. Por isso, quando
se fala em aproveitar e capitalizar os atributos locais não é doutra coisa que
se está a falar senão da de dar corpo a estas novas visões da construção das
políticas de desenvolvimento territorial e do desenvolvimento, de um modo
geral. Entretanto, o desenvolvimento é um processo, não é um estádio. Como tal,
carece de ser planeado e estimulado, de forma a tirar o melhor partido dos
recursos ao dispor das comunidades. A qualidade da liderança faz diferença
desse ponto de vista, maior, amiúde, que a dotação inicial de recursos.
P: Manuel Mendes refere, no seu estudo, que há
casos como o de Felgueiras e São João da Madeira, que reclamam o
"calçado". Como se resolve o problema?
R: Não penso que seja caso
para dramatizar situações como a que assinala, se bem que já foram invocados os
casos de Paços de Ferreira e de Paredes em que foi possível chegar a uma
solução mutuamente satisfatória. Acredito que, da mesma forma, seja possível
encontrar uma resposta para Felgueiras e S. João da Madeira que evite
duplicação de “marcas”, sem que algum dos municípios tenha que abdicar de
construir a sua a partir dos seus atributos identitários.
P: Não deveria haver um mecanismo que
orientasse a apropriação da nomenclatura comercial "Capital" por
parte de um município?
R: Tanto quanto sei,
aplicam-se a este caso as mesmas regras que às marcas comerciais, no sentido
restrito (empresarial) do termo. É também verdade que muitas das designações
adoptadas pelos municípios não foram ainda juridicamente formalizadas, pelo que
a disputa que possa existir em torno de uma marca tem natureza diferente da que
decorreria em sede formal. Essa opção por manter a marca no domínio do uso informal
pode ser expressão da menor relevância que é atribuída a esse elemento de
marketing da imagem ou de menor consciência da importância dele na valorização
dos territórios e dos seus recursos com valia socioeconómica.
Não sou capaz de concluir
que haveria vantagem em autonomizar este domínio de consagração formal da marca
do que está institucionalmente definido. Em todo o caso, há uma instância que
pode funcionar como instância de concertação entre os municípios também neste
âmbito. Refiro-me à Associação Nacional de Municípios.
Braga, 13 de Maio de
2012
J. Cadima Ribeiro
terça-feira, maio 15, 2012
"Vinhos & Gastronomia: XIX Enometrics"
«Enometrics XIX
VDQS 19th Annual Conference
COIMBRA & VISEU, Portugal; May 30 to June 02, 2012
É já no próximo dia 30 que terá início o XIX Enometrics, um encontro internacional que reúne investigadores da área da vinha, do vinho e da gastronomia (http://www.vdqs.net/uk/ - ver Coimbra).
Organizado pelas Vineyard Data
Quantification Society, European Association of Wine Economist e
Society for Quantification in Gastronomy, o encontro realiza-se pela 1ª
vez em Portugal, nas cidades de Coimbra (ESAC) e Viseu (Solar do Dão),
com visita às regiões do Dão e Douro.
Estão agendadas cerca de 50 comunicações
provenientes de vários países europeus, mas também dos Estados Unidos,
Chile, Canadá, Austrália e Japão, entre outros.
A organização local negociou um preço especial de 100 Euros para participantes portugueses, incluindo a participação no congresso, eventos sociais e visita de campo.
Não perca esta oportunidade!!!
Inscreva-se directamente no site da VDQS!!!
Difunda esta informação a todos os potenciais interessados!!!»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
segunda-feira, maio 14, 2012
"8ª edição das Jornadas de Geografia e Planeamento *Cidades, criatividade(s) e sustentabilidade(s)*- ´Call for posters and papers`"
«Exmo(a). Sr(a),
O Departamento de Geografia da Universidade do Minho vai realizar a 8ª edição das Jornadas de Geografia e Planeamento, *Cidades, criatividade(s) e sustentabilidade(s)*,
que irá decorrer numa conjuntura nacional difícil em termos económicos
e financeiros, cujo impacto também se fará sentir no território, em
geral e nas cidades, em particular. Este facto levará à necessidade de
abordagens mais sustentadas e mais racionais na gestão urbana, focadas
na valorização das cidades enquanto suporte da qualidade de vida das
populações, da criatividade, do desenvolvimento económico e da
sustentabilidade ambiental.
O
programa das VIII Jornadas de Geografia e Planeamento prevê, além de
vários painéis de cariz científico, uma mesa-redonda dedicada a
“Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012” e um programa social que
inclui um conjunto de iniciativas e actividades de âmbito cultural,
enquadradas na temática deste evento.
A
comissão organizadora tem todo o gosto em contar com a vossa presença e
participação nas diferentes actividades previstas nas 8JPG. Recordamos
que os interessados poderão *enviar um resumo para poster ou
comunicação até ao dia 30 de Junho*.
[...]
Com os melhores cumprimentos.
A comissão organizadora
António Vieira
Francisco Costa
Paula Remoaldo»
(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 2012/05/11, proveniente de cics@ics.uminho.pt)
sexta-feira, maio 11, 2012
CEC Guimarães 2012
Artigo Notícias de Guimarães
PLATAFORMA DAS ARTES VAI DAR PREJUÍZO DE UM MILHÃO POR ANO:
http://www.noticiasdeguimaraes.com/segundo-estudo-de-sustentabilidade-pedido-pela-camara-de-guimaraes-plataforma-das-artes-vai-dar-prejuizo-de-um-milhao-por-ano
PLATAFORMA DAS ARTES VAI DAR PREJUÍZO DE UM MILHÃO POR ANO:
http://www.noticiasdeguimaraes.com/segundo-estudo-de-sustentabilidade-pedido-pela-camara-de-guimaraes-plataforma-das-artes-vai-dar-prejuizo-de-um-milhao-por-ano
terça-feira, maio 08, 2012
Revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate
«Caros leitores,
A revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate acaba de publicar seu último número, disponível em http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.
Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Valdir Roque Dallabrida
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
Professor e pesquisador com atuação no Mestrado em Desenvolvimento
Regional da UnC. Editor-chefe da Revista DRd.
DRd - Desenvolvimento Regional em debate
v. 1, n. 1 (2011)
Sumário
[...]»
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)
sábado, maio 05, 2012
Viagem Medieval de Santa Maria da Feira – uma aposta certeira
A Viagem Medieval de Santa
Maria da Feira aconteceu pela primeira vez em 1996, na Praça d´Armas do Castelo,
recreando acontecimentos e episódios que marcaram a história nacional da idade
média, mas rapidamente prosperou e na sua XV edição (2011) ocupava já todo o
centro histórico de Santa Maria da Feira.
Este evento é, na minha opinião,
o maior evento recreativo da época medieval em Portugal. Não posso
dizer que fui a todos, mas ao longo dos últimos dez anos participei nos mais
sonantes e não há nenhum que se lhe compare na dimensão, na caracterização, nem
mesmo no investimento feito, quer ao nível financeiro, quer no que toca a
capital humano. De acordo com o website
da autarquia, “este projecto diferencia-se pelo rigor histórico, dimensão
(espacial e temporal) e envolvimento da população e o associativismo local”.
Na maior parte dos eventos
desta natureza, os artesãos, feirantes e comerciantes, são os mesmos, contudo o
espaço dinamizado em Santa
Maria da Feira é enorme, podendo albergar uma quantidade de
“estabelecimentos” muito maior. De acordo com a organização do evento, que
resulta de uma parceria da autarquia com Federação das Coletividade de Cultura
e Recreio da Feira, a última edição, em 2011 teve, durante os dez dias da
Viagem Medieval, mais de meio milhão de visitantes. É um número surpreendente,
se considerarmos que é equivalente a um vigésimo da população nacional.
Contudo a Viagem Medieval, como
muitos eventos desta natureza, enfrenta problemas de sustentabilidade, situação
que no último ano foi contrariada com a cobrança do valor simbólico de €2
referente a uma pulseira, que era de aquisição obrigatória em determinados
horários. Muitos foram os protestos e vários autóctones se insurgiram contra
esta medida, criando blogues e intervindo na comunicação social, afirmando que
seria um entrave à participação de turistas e que esta acção levaria a um
enorme decréscimo nos visitantes.
Ora, Paulo Sérgio Pais,
administrador do evento afirmou que era expectável a venda de 200 mil pulseiras
e que no final tinham vendido 229 mil, superando assim as expectativas. Atestou
ainda que “a entrada paga não teve qualquer efeito no número de visitantes nas
áreas temáticas pagas”, bem como o aumento na venda de merchandising, que quase duplicou de 2010 para 2011. No seguimento
desta linha de pensamento, foi ainda assegurado que este valor significa que a
Viagem Medieval atingiu no ano de 2011 a sua auto-sustentabilidade económica, em
que a receita das pulseiras cobriu a parte da Câmara Municipal, retirando assim
do orçamento camarário este encargo.
Julgo que esta medida prova
duas coisas: a primeira, é que num ano de crise económica, Santa Maria da Feira
soube aproveitar as suas qualidades organizacionais e não foram os €2 cobrados
pela pulseira, que afastaram os interessados em integrar esta iniciativa; em
segundo lugar, acredito que o valor cobrado, que é claramente simbólico, não é
selectivo de público, tornando acessível a todos a vivência de um imaginário que
nos transporta para os tempos áureos da grande nação que é Portugal.
Não obstante a continuação da
realização desta Viagem Medieval e de tantas outras iniciativas do género, que
acontecem um pouco por tudo país, na tentativa de afirmar o rico património
histórico e cultural das mais diversas localidades, creio que urge repensar a
realização de tantos eventos medievais por esse país fora, visto que se torna
uma pouco exaustiva a aposta nesta temática.
Como um óptimo exemplo disso,
ressalvo exactamente o concelho da Vila de Santa Maria da Feira, que
diversificou nestes últimos 10 anos a sua oferta cultural, criando diversos
eventos ao longo do ano, que tornam sustentável o turismo local. Destaco assim,
a “Festa das Fogaceiras”, os “Encontros com a música” e o “Imaginarius –
Festival Internacional de Teatro de Rua”. Este último decorre já no próximo mês
de Maio e tal como a Viagem Medieval é uma aposta ganha da autarquia, que traz
ao concelho milhares de turistas durante a sua realização.
Jorge Carneiro Leão
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
sexta-feira, maio 04, 2012
Investimento direto estrangeiro: será que vale sempre a pena? O caso do investimento da Pescanova, no concelho de Mira, Distrito de Coimbra, em 2007
Este artigo
versa uma chamada de atenção para o investimento estrangeiro, com
comparticipações elevadas do estado diretas e indiretas e a preservação da
natureza.
Foi criada a
maior unidade mundial de aquicultura de produção de rodovalho, na zona Sul da
Praia de Mira, a 500
metros da costa, em plena Rede Natura
2000, no concelho de Mira, Distrito de Coimbra. A Acuinova filial do grupo
Espanhol Pescanova investiu 140 milhões de euros nesta unidade de produção, foi
reconhecida como PIN – Potencial Interesse Nacional. O contributo do estado
português acordado é de sensivelmente 45 milhões de euros e 42 hectares de terreno,
existindo o compromisso de criação de 200 postos de trabalho por parte da
Pescanova. A fábrica foi inaugurada em 21 de Junho de 2009. Mais de dois anos
após o início de laboração ainda só tinham empregado 106 pessoas, o que não
correspondia à perspetiva inicial.
Situações como
esta, com elevado investimento financeiro por parte do estado tendo como
contrapartida 200 postos de trabalho, na melhor das hipóteses e fazendo as
contas por alto, os 45 milhões de euros, multiplicando 200 postos de
trabalho por 14 meses e posteriormente multiplicar por 10, o equivalente a 10
anos de atividade equivalia a 28.000 salários. Dividindo por 45 milhões de
euros por 28.000 salários o resultado é de 1607 euros por mês para cada
funcionário, por isso eles vieram para Portugal, que bom negócio para eles, dez
anos de ordenados pagos e 42
hectares de terreno.
No decreto-Lei
n.º 174/2008 de 26 de Agosto, no artigo 1, terceiro ponto é reconhecido como
sendo PIN – Potencial Interesse Nacional, projetos que representem um investimento
global superior a 25 milhões de euros, assim como é referido no mesmo artigo,
ponto dois, alínea VI) Balanço económico externo, nomeadamente no aumento de
exportações ou na redução de importações. Estes dois argumentos convergem para
que o investimento da Pescanova seja um PIN por ter um investimento muito
superior a 25 milhões de euros e a empresa espera produzir 7000 toneladas de
rodovalho por ano sendo 99% para exportação. Em relação à exportação, é muito
interessante porque toda a produção para exportação é vendida à mesma empresa,
que pertence ao grupo Pescanova, e está instalada em Espanha. Só depois
vende para o resto da Europa e mundo. Possivelmente o que acontece é venderem a
um preço pouco superior ao de custo, à empresa do grupo e as mais-valias para a
Acuinova serem muito baixas. No mesmo decreto-Lei no ponto “8 –
Sustentabilidade ambiental, alinea a) Compatibilidade com os valores naturais
presentes, designadamente com as áreas protegidas e com a Rede Natura 2000…”.
O Sitio de
Interesse Comunitário da Rede Natura 2000 das Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas
têm a área de 20 511 ha
distribuídos pelo Concelhos de Cantanhede 13%, Figueira da Foz 18%, Mira 51% e
Vagos 12%. O Concelho de Mira com 6340 ha . No respetivo Plano Setorial estão
referenciadas como fatores de ameaça, a ‘pressão turística, construção de
campos de golfe, eutrofização do sistema lagunar, invasão por espécies
infestantes, drenagens agrícolas e captações de água, incêndios, extração de
inertes, efeitos das obras de proteção costeira (esporões), prática de
desportos motorizados e pisoteio das dunas. As orientações de gestão referidas
no mesmo documento são a salvaguarda da faixa litoral, destacando-se os habitats dunares e a flora associada, área
dunar esta que foi ocupada por 42 hectares da Empresa Acuinova.
A Pescanova
antes tinha tentado instalar este projeto na Costa da Muerte, na Galiza, mas
foi chumbado pelas autoridades regionais, que invocaram questões ambientais.
Existe uma opinião cada vez mais unanime de que
o Decreto-Lei n.º 76/2011 de 20 de
Junho, que vêm substituir o Decreto-Lei n.º 174/2008 de 26 de Agosto,
vem facilitar
a subversão dos valores naturais em relação aos interesses económicos e
baixa nitidamente o patamar de exigência para ser considerado PIN – baixando
por exemplo o investimento de 25 milhões de euros para 10 milhões.
O investimento
direto estrangeiro é de grande importância para a economia portuguesa, mas não
pode ser visto como a única solução para o desenvolvimento económico de
Portugal e para resolver os problemas estruturais da economia. Na minha opinião
quando o investimento tem apoios do estado diretos ou indiretos através de
exceção de impostos devem ser tomadas precauções, para quando deixar de
interessar à empresa manter-se em Portugal, se deslocalizar sem pagar
indeminizações correspondentes ao investimento inicial do estado. Não devemos
esquecer o caso de muitas empresas ligadas por exemplo ao calçado e ao
vestuário que se deslocalizaram para outros países com mão-de-obra mais barata,
criando elevados índices de desemprego nas áreas onde estavam instaladas,
criando uma forte retração no desenvolvimento desses locais.
Paulo Azevedo
Bibliografia
Sites:
http://alencastre.ipapercms.dk/SAPPortugal/sapclubportugal/n37/?Page=40
consultado em 22 de Abril de 2012.
http://www.drapc.min-agricultura.pt/base/documentos/bol_informativo_10_1109.pdf
consultado em 22 de Abril de 2012
http://expresso.sapo.pt/mira-socrates-inaugura-unidade-da-pescanova-com-orgulho-na-administracao-portuguesa=f522024
consultado e 17 de Abril de 2012
http://www.jn.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=683482
consultado em 17 de Abril de 2012
http://portal.icnb.pt/NR/rdonlyres/064A6C30-12C6-4EA9-B4F8
AE3F420135BE/0/SIC_Dunas_Mira_Gandara_Gafanhas.pdf consultado em 17 de
Abril de 2012
Legislação:
Decreto-Lei n.º 174/2008 de 26 de Agosto
Decreto-Lei n.º 76/2011 de 20 de Junho
(artigo de opinião produzido no âmbito da
unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em
Geografia, do ICS/UMinho)
quinta-feira, maio 03, 2012
Regionalização: uma questão politica?
A regionalização surgiu no sistema político português em
1976. Fazia parte de um projeto que visava a descentralização do Estado
português, interpretada como um caminho fundamental na consolidação das
aspirações democráticas que teve o seu início com o fim do Estado Novo.
Apesar de consagrada na Constituição da República Portuguesa
em 1976 nos artigos 238o, 256o e seguintes, com o passar
dos anos e com um sistema político-partidário cada vez mais fervoroso, a
regionalização começou por esbarrar em contradições e impasses que levaram a um
sucessivo adiamento, que culminou com a alteração na constituição deste
processo ambicioso de reforma estatal que inviabiliza praticamente a sua
aplicação.
Numa altura em que muito se tem debatido e opinado sobre o
Documento Verde da Reforma da Administração Local, questiono-me se num contexto
em que as regiões administrativas fossem uma realidade nacional, se as
disparidades e a falta de coesão económica seriam tão evidentes como são nos
dias de hoje. A intervenção externa que assiste económica e financeiramente
Portugal propõe diminuir o número de freguesias e com isso fazer uma redução
drástica nos custos. Apesar de não ser admitido pelo ministro que tutela esta
pasta, esta reforma vem no meu entender apoiar o ideal da regionalização, em
que é necessária maior autonomia para os municípios, impondo ao mesmo tempo
maior rigor nas contas que cada um terá que efetuar. Mas as grandes questões que
se impõe são: de onde é que vêm os apoios financeiros para as regiões? E como é
feita essa mesma distribuição de fundos?
A regionalização proporcionaria às regiões um desenvolvimento
mais elevado e mais sustentado e com maior proximidade, algo que o sistema
atual não permite devido à ausência de conhecimento da realidade local. Para se
desenvolver um país, não se pode apenas devolver determinadas regiões,
apresentá-las perante o exterior como sendo o seu todo nacional. É necessário
olhar para todo o território que com muito sangue derramado foi conquistado há
muitos séculos atrás. É necessário apoiar as regiões que estão mais afastadas
dos grandes aglomerados urbanos e desenvolver estas. Como é do conhecimento
geral, com o sistema administrativo em vigor estas regiões nunca serão
desenvolvidas. É por isso necessário que se veja uma nação que não obstante as
diferenças culturais, até de certa forma linguísticas, representa uma singular
identidade nacional.
Em termos de regionalização mas não só nesta matéria, o que
assistimos em Portugal é a uma diferença de planos que têm também diferentes
ritmos de atuar. Existe uma grande diferença entre o discurso e a prática. Acredito
que não seja só no nosso país que isto aconteça, e apesar de muitas das vezes
nos darmos por habituados e a um certo conformismo por este tipo de atuação, o
certo é que muito dos discursos se tivessem sidos colocados em prática,
provavelmente neste momento estaríamos noutro patamar tanto a nível regional
como a nível nacional. A regionalização fazendo parte das coisas da lógica,
nunca fez parte da lógica das coisas, e na altura em que aconteceu em Portugal
um referendo, a campanha que se assistiu baseou-se na má informação às pessoas
sobre o que implicava realmente todo este processo, acabando assim por, a
quando do momento de decisão por parte da população, este projeto não ser
viabilizado.
Atualmente, para que este processo seja posto em prática é
necessário efetuar um referendo a nível nacional, seguido de um a nível local,
o que torna muito difícil a sua aprovação.
A descentralização do
poder poderá ser vista como um passo para o crescimento regional, que por sua
vez impulsiona o crescimento económico, passando assim o governo central a
estar liberto de determinadas funções, focalizando-se assim noutras matérias
que visem a sustentabilidade financeira e económica do país, e por outro lado
as regiões passam a deter maior autonomia e liberdade de ação. A
responsabilidade passará a ser mais elevada, mas penso que uma organização
administrativa por regiões levará a um crescimento mais sustentado e
equilibrado.
Em suma, o avanço neste
sentido passa acima de tudo e primeiramente por uma mudança de mentalidade, não
só a nível político mas também de toda a sociedade. É necessária uma maior
interação entre governos e população, dando assim uma maior ação participativa à
sociedade e a oportunidade desta contribuir para o desenvolvimento regional e
nacional. Uma reforma administrativa através de regiões seria uma oportunidade
muito interessante para o desenvolvimento nacional.
Sérgio Soares
Chão Urbano nº2 - Ano XII - Março/Abril 2012
«Lançamento de Chão Urbano nº2 - Ano XII - Março/Abril 2012
Informamos o lançamento da edição nº2 de Chão Urbano - Ano XII Março/Abril 2012, disponível no sitewww.chaourbano.com.br, com artigo "Cidade e Reconstrução: Uma análise psicossocial do espaço citadino após inundação" que discorre sobre a representação da imagem de cidade e as relações de seus habitantes com o lugar, tomando o caso de São Luiz do Paraitinga.
Lembramos que os interessados em subter artigos para serem publicados na Revista Chão Urbano podem submetê-los a análise do comitê editorial, enviando um e-mail com os dados dos autores e o artigo em anexo, para o endereço:
artigoschaourbano@gmail.com
artigoschaourbano@gmail.com
Boa Leitura!!!
Agradecemos aos autores dos artigos pela colaboração!
Att. Mauro Kleiman
Editor Chão Urbano»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)
5th International Wine Tourism Conference
«5th International Wine Tourism Conference 15 - 17 March 2013
http://www.iwinetc.com/
2013 International Wine Tourism Conference Croatia
Very often overlooked by tourists making a beeline for the coast, Zagreb is a fascinating destination on its own, combining the best of Eastern and Western Europe. As the political, economic and cultural capital of Croatia, the city throbs with energy but has retained a good deal of old-world graciousness. The sober Austro-Hungarian buildings in the town centre house elegant restaurants and fashionable boutiques along with scruffy pubs and rowdy beer halls.
When many people think of Croatia they do not think of wine tourism. Think again!
Call for Papers
Please refer to the information and Guidelines for Completing the Speaker Proposal Form before you submit a speaker proposal.
The deadline for speaker proposal submissions is Sunday 30 September 2012.
Proposals may be for talks, workshops, panel discussions, or as a contribution to a symposium. We aim to let you know whether your proposal has been accepted by mid October 2012. All speakers are expected to attend the two-day conference.»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, recebida de
| eduardo.hsoliveira@gmail.com em nome de Eduardo Oliveira) |
quarta-feira, maio 02, 2012
A importância dos símbolos para o desenvolvimento regional: o caso do Galo de Barcelos
Os símbolos assumem uma
importância generalizada no desenvolvimento regional de vários países,
tornando-se muitas vezes essa marca regional uma marca internacional, o que
leva a que toda a economia regional e nacional se desenvolva e consiga
capitalizar esses símbolos em fontes de rendimento para a sua área. Símbolos
como Maria da Fonte, na Povoa de Lanhoso, D. Afonso Henriques, em Guimarães, os
barcos Rebelos, no Douro, O Galo, em Barcelos, são símbolos importantes na região
Norte e que ajudam na captação de turistas e a uma movimentação da economia
local. Na sua maioria, estes símbolos estão conectados à captação de turistas
para uma região, contudo, podemos observar que nos últimos tempos muitos destes
símbolos são usados na moda por estilistas nacionais e internacionais, havendo
assim um novo sector de mercado a explorar.
Nesta linha de pensamento
encontramos um dos símbolos mais importantes a nível regional e nacional, o
Galo de Barcelos. O Galo de Barcelos, através da importância do turismo
religioso, conseguiu década após década se manter atualizado com a era social
em que foi vivendo, e com a lenda em que está incorporado foi possível que
várias animações e divulgações fossem feitas para dar a conhecer a sua história.
As divulgações a que foi sujeita a Lenda do Galo estão sempre associadas à
cidade de Barcelos, que ao ter divulgação vai também divulgar a região do Minho,
onde está incorporada, o que torna este processo no fundo uma bola de neve,
pois havendo uma valorização local segurar-se-á uma regional e uma nacional.
O Galo de Barcelos foi um
dos símbolos que passou por esses processos, pois se formos a alguns mapas mais
antigos da divisão de Portugal por regiões, podemos ver em alguns o Galo na
região do Minho, e se quisermos numa escala maior podemos ver que em alguns
mapas da Europa, por cima da nossa área geográfica, vemos mais uma vez um Galo
de Barcelos.
É de realçar que a Cidade
de Barcelos teve um forte desenvolvimento muito devido à Lenda, contudo manteve
uma tradicionalidade e uma autenticidade em todas as suas atividades ao nível
do comércio local, onde o artesanato assume um domínio forte no comércio e onde
o Figurado de Barcelos, figuras em barro com sátira social evidente, está em crescente. Esta
atividade é trabalhada em todo o concelho e partiu da criação dos famosos Galos
de Barcelos, feitos em barro.
Sempre que existe algum
evento ou demonstração da cidade para a região ou a nível nacional e
internacional, a utilização do galo de Barcelos é quase sempre requisitada,
isto para haver logo uma identificação do evento com a cidade. Isto ao nível da
publicidade do local é bastante bom pois o leitor consegue identificar
facilmente através dos símbolos utilizados.
Podemos então concluir
que os símbolos são imagens de marca fortes para a dinamização e para o
desenvolvimento regional. Um desses casos é o Galo de Barcelos, que ao longo da
sua história construiu e fortificou a sua imagem a nível regional, nacional, e
internacional. Com isto temos uma cidade que ganhou desenvolvimento pois soube
aproveitar um dos símbolos presentes na da sua história.
Luis Marques
terça-feira, maio 01, 2012
O Autocaravanismo e o Impacto Regional
O Autocaravanismo é uma forma de turismo já antiga e que tem
vindo a evoluir bastante durantes as ultimas décadas até aos dias de hoje.
França e Alemanha são dos países com mais praticantes desta forma de turismo. Em
Portugal, esta prática tem vindo a aumentar, sendo o Algarve a região com mais
visitas e com mais afluência dos autocaravanistas pelas suas características
tanto de clima como de projeção para o estrangeiro, embora todo o resto de
Portugal continental tenha visto os números de visitas aumentar nestes últimos
anos, onde a prática deste tipo de turismo também aumentou entre os
portugueses.
Este nicho de turismo é uma fonte de desenvolvimento
turístico para uma região, embora ainda haja alguns conflitos tanto com a
população local como com as autoridades. A falta de um ordenamento e de planos
que regulamentem o estacionamento, a pernoita, a falta de áreas próprias para
receber este tipo de viaturas fazem com que o parqueamento desregulado e
aleatório, as descargas de líquidos para locais impróprios e o “acampamento” na
via pública sejam problemas e descaracterizem uma forma de turismo e de lazer
perfeitamente legal e geradora de desenvolvimento. Sabendo que outros países que,
têm muitos praticantes desta modalidade, recebem muitas visitas de turistas
estrangeiros em autocaravana, começaram a desenvolver-se mecanismos de atuação
e regulamentação para que esta modalidade fosse bem organizada e com legislação
própria. Em Portugal, isso ainda não acontece, pelo que temos de nos reger pela
legislação automóvel para compreender os limites deste tipo de turismo e atuar
em caso de incumprimento.
Segundo a legislação automóvel, a autocaravana é considerado
como um veículo ligeiro, e por isso podendo estacionar em locais apropriados
para este tipo de veículos, não podendo os autocaravanistas no entanto abrir
toldos, mesas, janelas, bem como acampar na via pública, tendo para isso que ir
para os parques de campismo. Muitas vezes o que acontece nos parques de
campismo é não terem as condições mínimas para receberem estes veículos ou
praticarem preços altos para a pernoita dos mesmos, o que faz com que a
alienação dos autocaravanistas aos parques de campismo seja grande e a pernoita
fora dos parques de campismo seja a escolha mais habitual.
O Autocaravanismo é um nicho de turismo que necessita de um
perfil de utilizador bastante específico e que prescinda de certa qualidade de
vida proporcionada por hotéis ou resorts
de luxo, a habitação secundária que algumas pessoas possuem, pois neste tipo de
turismo para, além do conforto limitado proporcionado pela autocaravana, todas
as atividades normais praticadas em casa terão de ser praticadas também na
autocaravana. O gosto pela liberdade de movimentos, pela Natureza e pelo
convívio são motivos que levam o autocaravanistas a gostar de e a praticar este
tipo de turismo. Encontramos no Autocaravanismo várias fachas etárias, desde o
jovem até ao sénior, embora a facha etária mais marcante seja dos 50 anos para
cima, pois a maioria já está reformada e com mais tempo para desfrutar deste
tipo de turismo.
Esta vertente de turismo pode ser uma fonte de
desenvolvimento pois este género de turista gosta de visitar, para além das
praias, os centros históricos das cidades e conhecer a cultura e a história dos
locais que visitam, deixando sempre algum retorno económico no comércio. Para
além do gasóleo que as viaturas necessitam para a sua deslocação, os
autocaravanistas procuram fazer as suas compras de alimentação no comércio
local, bem como também alguma compra que possa caracterizar a localidade ou a região.
O Autocaravanismo vem combater a questão da sazonalidade dos territórios
turísticos, pois as entradas de turistas em autocaravana registam-se durante
todo o ano. Estas visitam repetem-se mais vezes do que a visita do “turistas
normais” bem como a duração da estadia por parte dos autocaravanistas também é
superior do que a dos “turistas normais”.
Eu penso que é importante um olhar mais atento para este tipo
de turismo. É um nicho de turismo em ascensão e com perspetivas de crescimento
nos próximos anos. É necessário criar legislação apropriada e criar planos bem
como infraestruturas que alberguem os autocaravanistas e as autocaravanas para
que estes desfrutem da região visitada e sem problemas e conflitos com a
população local. É um tipo de turismo que pode trazer algum dinamismo e
desenvolvimento à região se esta pensar e desenvolver estratégias de atração e
criar condições para que estes turistas possam visitar estas regiões sem
problemas.
Bruno Araújo
Bibliografia
Domingues,
A.; Ramos, A. – Autocaravanismo – de
fonte de conflitos a nicho de oportunidades, Abordagem estratégica para o
destino Algarve, CCDR Algarve.
segunda-feira, abril 30, 2012
Contributo das Feiras do Fumeiro para o Desenvolvimento Regional
O desenvolvimento regional é
fundamental para ultrapassar a crise que Portugal atravessa e, com esse
objectivo, cada região tenta desenvolver-se através do seu potencial turístico
aproveitando algo que a diferencie das outras, como a sua história, monumentos,
gastronomia. Quando a região não dispõe desse factor diferencial, ele é
inventado, como, por exemplo, Óbidos que criou o festival do chocolate com o
objectivo de atrair um número maior de turistas, mas o chocolate não tem nenhum
relacionamento com a história da cidade.
Várias regiões usam, para
atrair turistas, as Feiras do Fumeiro que, apesar de serem realizadas em muitas
regiões têm sempre bastante afluência. Normalmente, quando há um grande número
de regiões que apresentam o mesmo tipo de oferta turística, acabam por não ter
sucesso nos seus projectos ou umas terem mais que outras pois o turista não tem
interesse em visitar vários sítios para ver uma coisa que já viu no primeiro
sitio onde esteve.
Existem, em Portugal, vários locais
onde se realizam Feiras do Fumeiro, sendo estes Montalegre, Melgaço, Baião,
Vinhais, Vieira do Minho, Boticas, entre outros. Por haver várias Feiras do Fumeiro,
principalmente no norte do país, os municípios que as realizam tentam
evidenciar outro aspecto que caracteriza a região juntando-o com o fumeiro,
como é o caso de Melgaço, onde se realiza a Feira do Fumeiro e do Alvarinho,
que é o vinho típico da região. Deste modo o turista já se pode sentir mais
tentado a visitar a feira pois, além de provar o fumeiro (que pode já ter
experimentado noutra feira), pode também provar o vinho típico da região.
As Feiras do Fumeiro proporcionam ao turista
um ambiente e uma vivência muito típicos dos espaços rurais, coisa que vários
desses visitantes não estão habituados pois vivem num ambiente citadino, onde o
convívio com os outros habitantes é muito reduzido. Este é um dos factores que
mais atrai os visitantes destas feiras pois aproveitam para relaxar e se
distanciarem por algum tempo da vida stressante da cidade.
Estes eventos são muito
vantajosos para a cidade que o organiza e para a região pois, além de atrair
vários turistas durante a feira, podem provocar neles vontade de regressar
noutras alturas do ano, aumentando o turismo da região e contribuindo bastante
para a economia local.
A mostra dos produtos leva a
que os visitantes, se gostarem deles, os comprem durante o ano e não apenas
durante a feira e, por isso, a economia da região beneficia com a Feira do Fumeiro
assim como os produtores, que vendem os seus produtos em maior número. São
estes os grandes objectivos destas feiras: a mostra dos produtos regionais e da
região em si. Se
gostarem da feira e da região, os visitantes podem voltar nos anos seguintes e,
ainda, levar outros visitantes, fazendo com que a feira tenha cada vez mais
sucesso e que o turismo da região aumente, assim como a venda dos seus
produtos.
Deste modo as Festas do Fumeiro
são muito benéficas para o desenvolvimento das regiões, pois servem para que estas
sejam mais conhecidas no exterior e suscitem o interesse dos turistas para que
as visitem e, também, adquiram produtos que sejam nelas produzidos.
Para que as regiões se
desenvolvam é necessário que se mostrem para o exterior e que encontrem formas
de atrair visitantes. Existem várias formas de fazer com que isso aconteça e a
realização das Feiras do Fumeiro é uma boa forma pois, além de darem a conhecer
a região, fazem com que os visitantes provem a gastronomia e os produtos
regionais podendo aumentar bastante a sua comercialização fora da região e até
do país.
O facto de haver vários locais
a realizar este tipo de feiras pode ser um factor negativo pois se não houver
algum factor que os diferencie, como já foi referido anteriormente, os turistas
podem não se sentir motivados a visitar todas ou grande parte das feiras do
fumeiro.
Rui Pereira
A Estação Ferroviária do Arco de Baúlhe – um Exemplo de Valorização Histórico-Cultural de uma Região
Encerrada
em 1990 por questões económicas, a Linha do Tâmega foi em tempos uma ligação
muito importante entre os municípios de Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto
e Amarante. O tráfego ferroviário de passageiros e mercadorias passou de um
realidade que durou cerca de 81 anos para uma mera miragem interpretada como o
atrasar do processo de desenvolvimento da sub-região do Tâmega.
Foi
enorme o investimento feito na linha, quer no material dos próprios carris quer
nos belos materiais que compõem ainda hoje as inúmeras estações que a
alimentaram durante o século XX. A realidade actual é deprimente: a maioria das
estações e apeadeiros foram esquecidos e estão a ruir. O que fazer para
contrariar este fenómeno?
A
estação do Arco de Baúlhe será talvez aquela que melhor estado de conservação
demonstra, podendo servir mesmo de exemplo e modelo de reabilitação de espaços
carregados de cultura e história. Tanto os espaços exteriores como os
interiores mereceram a atenção da autarquia de Cabeceiras de Basto nos momentos
de recuperação da estação, projecto este que visou a reconverção no Museu
“Terras de Basto”. O Núcleo Museológico de Arco de Baúlhe ocupa as antigas
instalações de estacionamento de material circulante da estação e reflecte os
costumes, as práticas culturais e os momentos de história protagonizados pelo
povo das Terras de Basto.
A
antiga estação do Arco de Baúlhe é nos dias correntes ponto de paragem para
turistas que visitam e usufruem das qualidades da sub-região do Tâmega mas
também para as visitas de estudo das escolas locais, onde os alunos aprendem um
pouco da história dos antepassados mais chegados.
Ao
contrário do que seria de esperar, a estação não morreu mas, graças ao
excelente trabalho da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, ela permanece
cheia de vida e tem forte presença na vida e no orgulho dos habitantes da
região. O museu criou algum emprego qualificado (guias) mas também algum pouco
qualificado (manutenção e limpezas dos espaços interiores e circundantes),
atrai turistas para a região, que “vestem a pele” de consumidores do comércio e
dos serviços locais. Para além de tudo isto, é bom ter noção que caso este
cenário nunca se tivesse desenvolvido teríamos hoje mais uma estação arruinada
e portanto um ponto negro no mapa.
Embora
o exemplo de Cabeceiras de Basto seja muito bom, não é único. Uma das modas nos
processos de recuperação de linhas de ferro desactivadas é as ciclopistas. A
linha do corgo é um excelente exemplo no Norte de Portugal, dada a construção
da pista de ciclismo de 6 km
que liga Vila Pouca de Aguiar a Vidago, paralela à linha férrea que ligou estes
dois pólos urbanos e encerrou a 1 de Janeiro de 1990. Mas para além destes
exemplos surgem outros, desde a conversão das estações em moradias, espaços de
comércio e serviços locais. A principal preocupação deve passar por jamais
deixar os espaços destinados ao abandono e à ruína. O panorama geral da Linha
do Tâmega é preocupante pois apenas duas ou três estações são utilizadas, num
percurso de 58 km .
É necessário dar vida aos locais que no passado foram alvos de grandes
investimentos por parte do Estado Português e que ainda reflectem belos traços
de arquitectura estrutural, passando por aí também a valorização dos valores
culturais, históricos e territoriais das populações assim como o seu contributo
para a economia local.
André
Filipe Castro Pereira
domingo, abril 29, 2012
Desenvolvimento Rural em Portugal
O conceito
de desenvolvimento rural tem sido um motivo de reflecção na Europa e um pouco
por todo o mundo. O conceito poderá ser definido, de uma forma simples, como a
melhoria das condições de vida dos residentes nas áreas rurais, integrando a
economia, a cultura e a política destas regiões. Onde temos que considerar a
relação com a natureza, a responsabilidade cívica em áreas que não são
densamente povoadas e que dependem do urbano, ou seja, o seu perfil de
desenvolvimento depende da dimensão das cidades de proximidade.
O rural
não é todo ele homogéneo, nem deve ser encarado como tal. Devemos olhar para
cada caso específico com um objecto de análise, física e humana do espaço, tal
como é difícil chegar a um consenso na definição de rural, talvez porque existam
‘vários rurais’, e cada um deles com características únicas; as tradições, a
paisagem, a economia, a agricultura entre outros factores que contribuem para
grandes diferenças num pais tão pequeno. Até se torna desconcertante em alguns
casos mencionar o desenvolvimento, pois este não existe e parece não ter forma
nem lugar. No entanto, noutros locais, este desenvolvimento é visível e muito
bem aceite pelas suas populações.
Relativamente
aos programas de financiamento, as políticas mais relevantes no contexto
europeu são as políticas agrárias da PAC (Politica Agrícola Comum), que está
idealizado para englobar todos os países, independentemente da sua escala, mas
que não vai de encontro ao financiamento das pequenas explorações, uma
realidade bem presente no Norte de Portugal, (minifúndios). Contamos ainda com
o programa das políticas estruturais de desenvolvimento regional e as políticas
de coesão económica e social do QREN (Quadro de Referência Estratégica Nacional).
Este disponibiliza um pacote de ajudas destinadas ao sector agrário e meios
rurais, através do FEDER (Fundo de Desenvolvimento Regional), do LIDERII
(Ligação entre acções de Desenvolvimento da Economia Rural), entre outros, com
o principal objectivo de fomentar o desenvolvimento rural.
Em
Portugal muito se tem debatido a necessidade de desenvolver o espaço rural, sendo
este vasto e bastante diversificado, grande parte em condições de abandono, com
uma população bastante reduzida e idosa, pois existem aldeias onde não nasce
uma criança há mais de cinquenta anos. Temos assistido a vários projectos de
reabilitação ou valorização do património rural, com o principal propósito de
incentivar o turismo, o TER (turismo em espaço rural). O TER é sem dúvida uma
oportunidade de desenvolvimento rural, aliado a uma divulgação adequada e a bons
produtos turísticos, que podem dinamizar uma área rural, na criação de emprego,
na procura dos produtos locais, entre outras actividades que ajudam no
desenvolvimento económico dessas localidades. Mas esta actividade turística em
espaço rural não tem só vantagens. A mudança dos hábitos quotidianos dos
habitantes locais é um dos principais transtornos.
A
agricultura e a silvicultura deveriam ser valorizadas em Portugal, sobretudo
com o objectivo de promover um melhor desenvolvimento rural. Embora o espaço
rural não seja apenas agricultura ou silvicultura, pois sempre estiveram
presentes, sendo estas fontes de rendimento das populações e de subsistência, formas
de desenvolvimento sustentável, aproveitando recursos sem os esgotar e
preservando a paisagem na utilização de terrenos cultiváveis.
Actualmente
em Portugal temos assistido ao apoia do governo aos jovens agricultores através
do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural), defendendo que a revitalização
do tecido produtivo no sector da agricultura, em Portugal, é uma prioridade do
desenvolvimento económico. Sendo um excelente princípio, na minha opinião,
basta olharmos para os países mais desenvolvidos para perceber que a
agricultura é uma base económica importante.
Mas os
jovens agricultores representam 2,9% dos agricultores em Portugal, o que relativamente
aos outros países da União Europeia é insuficiente. Contudo, estes trazem mais
conhecimento ao sector, mais inovação, novas ideias, que são sempre bem-vindas.
Na minha opinião, a agricultara deve fazer parte do plano de desenvolvimento
rural em Portugal, de uma forma sustentada, impulsionando a economia rural na
criação de emprego, na fixação de população, sendo esta, uma forma de autonomia
local e regional no território rural do nosso país.
Alice
Prata
Subscrever:
Mensagens (Atom)



