sexta-feira, novembro 08, 2013

A mobilidade ferroviária transfronteiriça na Euroregião Galiza-Norte de Portugal

A mobilidade na Euroregião é um factor impulsionante das demais variáveis económicas, sendo um importante contributo para o desenvolvimento económico e social. A EuroRegião Galiza-Norte de Portugal tem inerentes vários factores de sucesso para uma concretização positiva da mobilidade transfronteiriça - entre eles encontramos a proximidade geográfica, laços linguísticos e culturais e o interesse da população - que justificam o investimento mais proactivo na mobilidade. É um sector em crescimento que contribui largamente para o objectivo de reforçar a competitividade territorial e que se reveste de uma potencialidade estratégica que se cruza com interesses locais, nacionais e de integração europeia.
Com a adesão de Portugal e Espanha à União Europeia (UE), em 1986, o Noroeste Peninsular contava com uma rede de transportes estrategicamente muito débil e com conexões insuficientes. Neste contexto, os Fundos Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e o de Coesão tiveram um importante papel para o desenvolvimento dos transportes ferroviários – era importante esta concretização para consolidar o Mercado Único e para uma coesão económica. Porém, em comparação com o resto da Europa, as infraestruturas de transportes, nomeadamente do transporte ferroviário, ainda estão com um atraso de evolução considerável. O seu avanço não acompanhou a necessidade diária no tráfego de pessoas e mercadoria.
Actualmente, o transporte ferroviário que faz a conexão, do lado Português, é a linha do Minho. Esta linha, demorada e pouco inovadora, não responde à necessidade de cooperação transfronteiriça nem contribui em larga escala para um dinamismo socioeconómico transfronteiriço. Deparamo-nos com infraestruturas de transportes pouco aptas ao desenvolvimento do espaço económico, mas também a contactos socioculturais. A viagem na Linha do Minho ocorre em horários nada estrategicamente funcionais, a preços elevados e tempo de viagem alargardo. Não são factores convidativos a usufruir destes serviços. É clara a necessidade de intervenção neste sector de forma a incrementar a qualidade e a capacidade de resposta às necessidades que se atravessam além fronteiras.
A aposta na linha de alta velocidade Porto-Vigo é fundamental para atingir outros objectivos de cooperação territorial no que respeita à mobilidade de mercadoras e pessoas, o que contribui para uma coesão económica e social de ambas as regiões. Para isso, os erros da actual estrutura ferroviária da Linha do Minho têm de ser corrigidos e adaptados aos modelos de infraestruturas modernas. Apesar destas necessidades, o projecto da linha de alta velocidade Porto-Vigo foi adiado devido ao contexto de crise actual, apesar dos fundos comunitários cobrirem grande parte das despesas deste projecto.
Paralelamente, é possível identificar numerosas vantagens económicas que poderão invalidar a decisão do Governo Português de não dar prioridade à nova linha de alta velocidade. No contexto de uma dinâmica demográfica razoável, onde é notória a escassez de oportunidades económicas e de emprego, revela-se urgente a aposta numa abertura regional. A integração do Norte de Portugal com a Galiza tem crescido a nível económico, educacional e empresarial, com um potencial de cooperação bastante elevado, o que justifica a aposta num incremento da mobilidade da população através das vias ferroviárias. Assim, associaríamos a crescente procura a um desenvolvimento regional em concordância com as políticas comunitárias, em especial com a Política Regional e a de Transportes.
Como considerações finais, podemos destacar que, apesar dos avanços históricos desde a adesão à UE, a abordagem da mobilidade transfronteiriça no sector ferroviário carece de uma planificação estratégica. A estruturação deste tipo de mobilidade não se adequa às necessidades reais da população e dos sectores comerciais dos centros urbanos da Galiza e do Norte de Portugal. Esta total desadequação da realidade apenas coloca entraves a uma harmoniosa cooperação territorial, que poderia dar uma resposta eficaz ao desenvolvimento em multisectores locais.
Estamos perante uma negligência do intercâmbio de pessoas, mercadorias e empresas, cujos interesses não estão correctamente defendidos nos programas de mobilidade ferroviária actuais. O cenário actual é de um mercado apto a enquadrar uma estreita cooperação territorial de forma a fomentar positivamente o contesto económicosocial e, para isso, é necessário criar ligações capazes de albergar este dinamismo regional. É neste sentido que devem ser quebradas possíveis barreiras na mobilidade no sector ferroviário e quebrar a dependência excessiva de transporte automóvel.

Verónica Dias

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

Cooperação Transfronteiriça da EuroRegião Galiza-Norte de Portugal:alguns casos de sucesso

A cooperação Transfronteiriça da Euro-Região Galiza-Norte de Portugal é datada de 2008 e surge como primeira Euro-Região da Península Ibérica. Um modelo que pode, assim, ser visto como exemplo, na medida em que fez ressurgir velhas afinidades apagadas por séculos de História, muitas das vezes, controversos.
Com a entrada de Portugal e Espanha na, então, Comunidade Económica Europeia (CEE), ocorre um desenvolvimento constante das relações inter-regionais, que é, posteriormente, afirmado pelo Programa de Cooperação Transfronteiriça Espanha-Portugal 2007-2013, que já conta com um vasto leque de projetos conjuntos, grande parte dos quais co-financiados pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Numa luta permanente pela procura de proximidade, a prioridade do programa tem incidido sobre: o fomento da competitividade e promoção de emprego; o meio ambiente, património e ambiente natural; as acessibilidades e ordenação territorial; o fomento da cooperação e integração económica e social.
Mas, para que uma cooperação surta o efeito pretendido, obtendo o empenho necessário das partes envolvidas, urge que estas obtenham igual benefício a nível social, económico, administrativo, cultural, infra-estrutural e/ou tecnológico.
Com este intuito foram, então, desenvolvidas ideias realizáveis e, grande parte, já realizadas, como é o caso do Projeto Euro-Região Termal e da Água, no qual intervêm quatro entidades portuguesas e três espanholas, com o objetivo de obter um pólo de referência da oferta termal de alta qualidade da Europa, focando-se na Eurocidade Chaves-Verín.
Passando para o setor dos vinhos, surge o projeto “Rotas do Vinho da Euro-Região Galiza-Norte de Portugal”, também ele co-financiado pelo FEDER. Este projeto visa a criação e promoção das Rotas do Vinho como instrumento público-privado de cooperação, para melhorar a competitividade da indústria vitivinícola e o desenvolvimento do enoturismo. Deste modo, é promovida a competitividade do vinho como estratégia da economia da EuroRegião, assim como melhora a cooperação público-privada, a internacionalização das PME, o aumento do número de enoturistas e a diversificação do meio ambiente.
Excedem uma centena o número de projetos que podiam aqui ser exibidos dado o seu carater de sucesso - como é o caso do Euroclustex ou o Bioemprende -, no entanto, há um merecedor de maior destaque, dada a novidade da sua apresentação. Trata-se do projeto “InveNNta” que foi, recentemente, lançado, numa parceria entre o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia de Braga e o Instituto de Investigação de Santiago de Compostela.
Um projeto que irá desenvolver inovadores dispositivos úteis à área da saúde, assim como capacitar investigadores e técnicos na área da nanomedicina e na transferência de conhecimento no que confere ao diagnóstico e terapia para o cancro e doenças neurológicas. Também esta iniciativa é, tal como todos os projetos, encarada como meio de fortalecimento à relação e colaboração com a Galiza. Pretende-se transformar o INL e o IDSS em centros de referência, promovendo a Euro-Região Galiza-Norte de Portugal para a participação em projetos europeus.
Visando uma plena integração europeia, é necessário que não se fiquem por estes projetos os esforços, mas que se criem, continuamente, novas ideias dignas de apoios, apostando numa identidade cultural e idiomática que facilita o processo, agilizando as viagens entre os lados de uma fronteira que se vai tornando cada vez mais ténue. É necessário que o esforço não parta, exclusivamente, dos governos ou das entidades públicas e/ou privadas mas de cada individuo, para que os benefícios atinjam, igualmente, cada cidadão.
Com o lema “Conhecer para compreender”, a União Europeia tem procurado, incessantemente, obter uma Europa dos cidadãos que se respeitem na diversidade. Apesar da Euro-Região Galiza-Norte de Portugal ainda ter um longo caminho a percorrer neste sentido, há que congratulá-la pelo esforço empenhado e pelas relações, até então criadas na procura de um benefício comum, que tem apostado, fortemente, numa cooperação de competitividade.

Ana Maria Silva

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

O programa de cooperação transfronteiriça Espanha-Portugal, 2007-2013

O programa de cooperação transfronteiriça Espanha-Portugal, 2007-2013 centra-se, sobretudo, nas áreas da competitividade e emprego, ambiente, ordenamento do território e integração socioeconómica, pois foi considerado que estes eram os pontos mais importantes a desenvolver nas regiões fronteiriças de ambos os países. Este programa é financiado sobretudo por fundos europeus, o que traduz bem a importância da União Europeia na cooperação entre estados, ainda que estes sejam vizinhos, algo que, na minha opinião, poderia indiciar algumas dificuldades na cooperação bilateral caso este apoio não existisse.
Dentro deste programa, estão definidas 5 regiões principais (Galiza-Norte de Portugal, Norte de Portugal-Castela e Leão, Centro-Castela e Leão, Alentejo-Centro-Extremadura e Alentejo-Algarve-Andaluzia) que englobam sete províncias espanholas e dez regiões NUT III portuguesas, que, dentro do contexto de cada um dos países, assumem uma grande importância, pois estas regiões representam uma fatia significativa do território, população e economia de cada país.
Uma das euro-regiões englobadas no programa, é a euro-região Galiza-Norte de Portugal, para a qual as prioridades de acção são a cooperação no âmbito do mar, internacionalização das PME, cooperação no domínio ambiental e integração social e institucional, sendo que, pessoalmente, e tendo em conta as características de ambas as regiões, estas são as áreas mais adequadas para cooperação.
Como em todos os programas operacionais, existem organismos de acompanhamento, nomeadamente a autoridade de gestão, sob a alçada do ministério da economia espanhol, a autoridade de certificação, sob a alçada do ministério do ambiente e ordenamento do território português, a autoridade de auditoria, que é supervisionada por ambos os países, sendo que depois existem diversos comités, nomeadamente, o comité de acompanhamento, o comité de gestão e os comités territoriais, em que se estabelece um por cada região para garantir a proximidade com as áreas nas quais o programa está em vigor. Existem ainda os coordenadores regionais e nacionais, que são os interlocutores do programa com as regiões, e um secretariado técnico conjunto. Estes organismos são da maior importância pois são responsáveis pelo bom funcionamento do programa, garantindo que este é bem executado, algo que se traduzirá em benefício para ambos os países e para as suas populações.
No que diz respeito ao futuro, já está a ser preparado o próximo programa (2014-2020), que se encontra neste momento em fase de consulta, existindo já uma versão provisória. Pessoalmente, creio que este programa se deveria concentrar em áreas fundamentais como a cooperação empresarial, as politicas de emprego e o desenvolvimento sustentável, isto porque, estando concentrados nestas áreas, permitira às populações de ambos os países obter uma resposta fundamental aos seus maiores problemas, como a crise económica e o desemprego, que atingem fortemente quer a Galiza quer o norte de Portugal, ao mesmo tempo que posteriormente seria encontrada uma solução para o desenvolvimento ser sustentado, atenuando as quebras cíclicas da economia, ao mesmo tempo que o ambiente era protegido e os recursos de cada região eram explorados de forma responsável.
Por último, como consideração pessoal sobre a generalidade do programa, creio que foi convenientemente desenhado e que corresponde às expectativas/anseios das populações das regiões/países envolvidos. Sobre a euro-região Galiza-Norte de Portugal, creio que o programa foi bem desenhado, porque corresponde aos problemas, realidade e expectativas da população, visto que aborda áreas que são fulcrais e estruturantes para ambas as regiões.
Espero que, no futuro, este tipo de programas assuma uma maior importância, pois a cooperação traz benefícios significativos para os intervenientes, uma vez que podem aproveitar da melhor forma o que de melhor as regiões podem oferecer.

Pedro Araújo

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

Características sócio-económicas da Euroregião Galiza-Norte de Portugal e cooperação transfronteiriça

A relação entre Portugal e Espanha foi pautada por anos de distanciamento motivado pelos regimes ditatoriais instituídos em ambos os países. Porém, com a sua democratização e a entrada na actual União Europeia, houve uma abertura ao diálogo que permitiu dar passos largos numa maior integração. Este trabalho centrar-se-á na análise de características sócio-económicas da Euroregião Galiza-Norte de Portugal e o modo como a sua situação influenciará o desenvolvimento da cooperação transfronteiriça. 
A proximidade histórica e linguística galaico-portuguesa torna-se o factor facilitador da cooperação entre os dois territórios. Este espaço transfronteiriço, apesar de se assemelhar em determinados aspectos e, por isso, apresentar uma certa equidade, oculta divergências e desequilíbrios que se podem sintetizar de forma concreta. O Norte de Portugal, ainda que de dimensão inferior, é a região mais povoada e mais activa do ponto de vista laboral; em contrapartida, a Galiza demonstra uma produtividade superior. No entanto, as duas regiões revelam potencialidades que permitem colmatar as vulnerabilidades de cada uma. Exemplo disso é que, apesar da abundância demográfica verificada no lado português, relativamente ao espanhol, o Norte de Portugal depara-se com um fenómeno designado por litoralização, que se traduz por uma perda de densidade populacional nas sub-regiões interiores, como é o caso de Alto Trás-os-Montes. Deste modo, verificam-se grandes assimetrias regionais que acentuam o carácter marginal do interior português, que é caracterizado por uma população envelhecida e uma redução da natalidade.  
O contexto actual da Euroregião revela uma estagnação demográfica. Não obstante, a região Norte de Portugal através do recurso a mão-de-obra mais barata por meio de custos salariais mais baixos, apresenta uma taxa de actividade mais elevada relativamente à Galiza, a qual demonstra elevados índices de desemprego. Situação esta que tem vindo a agravar-se ao longo dos anos devido à crise económica e financeira.
A Euroregião caracteriza-se, ainda, por uma diversidade de recursos primários – terra, mar, rios - que resultaram, durante várias décadas, no sustentáculo de uma significativa massa populacional. Todavia, este sustento foi ultrapassado pelo surgimento de novas actividades económicas, como é o caso da indústria transformadora, e pela emergência de processos de modernização e inovação, dos quais resulta hoje a base económica da Galiza e do Norte de Portugal. 
Apesar da perda de importância do sector primário, a Galiza apresenta uma forte representação de actividades agrícolas e pesqueiras. Contudo, actualmente são os sectores dos serviços, da indústria alimentar – Pescanova -, material de transporte, têxtil e confecção – Zara - que representam quase metade do sector de actividade desta região e que, por essa mesma razão, constituem os principais empregadores e precursores de resultados mais favoráveis de produtividade. No que diz respeito à região Norte de Portugal, esta apresenta um perfil mais industrial.
Embora sejam notórias as diferenças relativas ao sector de actividade económica das duas regiões, em ambas as realidades o sector do turismo é considerado um dos maiores potenciais da Euroregião e, por atrair um maior número de pessoas e capitais, representa um dos factores de maior investimento. A aposta neste sector é essencialmente visível na área do turismo ambiental e cultural, na qual tem sido realizados esforços conjuntos na protecção e valorização de áreas com elevado potencial, sendo de merecedor destaque o Parque Natural Peneda-Gerês.
A partir da análise destas variáveis, poder-se-á concluir que a Euroregião Galiza-Norte de Portugal tem capacidade para continuar a adoptar estratégias elaboradas por ambos os lados da fronteira, orientadas para a intensificação da cooperação. Estratégias que devem passar pela diminuição das clivagens demográficas, apostando na cultura empresarial de que a região é característica. Este potencial empreendedor irá criar postos de trabalho, tornando os dois espaços atractivos à circulação de pessoas.
Importa apostar na promoção turística, tendo em conta a preservação dos recursos naturais que a região oferece, assim como na melhoria da prestação de serviços, equipamentos e infra-estruturas. Deste modo, a Euroregião demonstrará capacidade de ser competitiva e apta a responder aos desafios da globalização. E, apesar das especificidades de cada uma, os factores identitários em comum não são suficientes para travar relações mais próximas. Torna-se, assim, necessário apostar no potencial para contrariar as debilidades de que são feitas e as ameaças a que estão expostas.

Maria Pedro Gonçalves Ferreira 

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

Cooperação transfronteiriça na Euroregião: o papel da Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal

No âmbito da unidade curricular Bases Estruturais da Euroregião Galiza-Norte de Portugal, torna-se essencial analisar a cooperação transfronteiriça na Euroregião, nomeadamente qual o papel da Comunidade de Trabalho Galiza-Norte de Portugal 
A ideia de fronteira associa-se normalmente ao limítrofe do território, “território que fica na vizinhança da linha que demarca dois ou mais países” (Ratti,1993,p.26). No caso português, a Espanha torna-se a única fronteira física (terrestre), assim, este torna-se o mercado mais próximo e interessante para Portugal e existe uma maior facilidade na troca de produtos, bens e serviços. 
Quando em 1991 se institucionalizou a Comunidade de Trabalho, houve uma aproximação entre a Xunta da Galiza e a Comissão de Coordenação da Região Norte, em que o principal objecto era a criação de um “mercado transfronteiriço”, que requer, sobretudo, a eliminação das fronteiras físicas e das fronteiras técnicas, de maneira a eliminar os obstáculos e facilitar a cooperação entre estados. O principal objectivo desta aproximação era o desenvolvimento de uma estratégia comum e planos de desenvolvimento regional. 
Esta comunidade de Trabalho, apesar do seu carácter permanente, não tem personalidade jurídica, quer isto dizer que está directamente dependente dos seus membros e não da sua vontade própria, desta forma o seu trabalho centra-se na prossecução dos acordos e objectivos em conformidade com as instituições signatárias da comunidade, ou seja, o desenvolvimento de actividades de planeamento estratégico.
Como não dispõe de recursos financeiros e técnicos próprios, o seu orçamento depende de incentivos económicos que chegam de fundos estruturais (exemplo: FEDER) e deve ser distribuído de forma igualitária pelas duas regiões.
Actualmente, a comunidade é constituída por nove comissões que desenvolvem os planos de acção comum para as duas regiões: quatro comissões sectoriais (Eficiência Energética e Cidadania, Desenvolvimento Económico e Turístico, Desenvolvimento Sustentável e Planeamento e Inovação); quatro comissões territoriais e de cooperação (CTC do Vale do Tâmega, CTC do Vale do Cávado, CTC do Vale do Minho e CTC do Vale do Lima) - estas quatro comissões agregam, ao mesmo tempo, instituições e actores das duas zonas de cooperação; e, por fim, uma comissão mais especializada, estabelecida pelo Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, que se debruça especificamente sobre a política urbana das cidades que constituem o próprio eixo.
As Comissões Sectoriais já permitiram até ao momento desenvolver uma série de projectos que possibilitaram uma grande aproximação e dinamização, quer económica, quer turística e territorial, nas duas regiões. Conseguiu-se o desenvolvimento de infra-estruturas, o desenvolvimento de parcerias no âmbito da educação e formação (intercâmbios escolares), o investimento no emprego, com a criação de um centro de emprego Transfronteiriço (pertencente à rede EURES), o desenvolvimento do turismo, com especial destaque para os “Caminhos de Santiago”, a publicação de um Guia Turístico (Guia da Raia) com enfoque sobretudo no Minho e, por fim, a cooperação económica, através de esforços conjuntos para o desenvolvimento industrial e técnico (exemplo: Multinacional Espanhola - Inditex,  em que uma grande parte dos seus produtos são fabricados no Minho; e Centro de Nanotecnologia, de Braga).
Numa análise mais crítica, podemos ver que foram retirados vários benefícios desta cooperação transfronteiriça, como o melhoramento na oferta de produtos, bens e serviços, maior facilidade nas trocas comerciais, desenvolvimento da actividade económica, empresarial e das infra-estruturas. Isto foi, sem dúvida, um salto qualitativo nas relações entre as duas regiões. 
No entanto, temos de olhar para a Euroregião como “duas regiões com estratégias e objectivos semelhantes”, o que por vezes se torna incompatível com os interesses das unidades políticas centrais, isto é, o facto de ser, de certa forma, uma comunidade estritamente administrativa. É de referir, ainda, que este pode ser interpretado como um processo e uma cooperação unicamente para “disfarçar” a inexistência de autonomia regional, nomeadamente em Portugal.
Em suma, apesar dos resultados não serem totalmente satisfatórios, esta cooperação transfronteiriça tem permitido a “promoção externa” dos territórios, o reconhecimento das potencialidades e fragilidades (recursos comuns), a concepção de uma estratégia de acção comum que permite obter uma melhor eficácia, tanto na oferta de bens e serviços como no fomento da cooperação e competitividade (gerar riqueza, empregos e turistas), assim como a criação de um mercado global. Crê-se que, com alguns ajustes e maior transparência, este projecto possa finalmente traduzir os resultados esperados. 

Juliana Silva

Nota: Este trabalho não se rege pelas regras do novo acordo ortográfico.

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

Breve reflexão sobre o mercado de trabalho na Euroregião Galiza-Norte de Portugal

A preocupação com a atual conjuntura europeia e particularmente com as elevadas taxas de desemprego em Portugal e Espanha, bem como com o desafio proposto relativo ao crescimento inclusivo (com foco no aumento da taxa de participação no mercado de trabalho) presente na estratégia Europa 2020 e os objetivos coesão territorial neste âmbito incentivaram a elaboração deste artigo. 
As atuais taxas de desemprego em Espanha (26,2%) e Portugal (16,5%) são das mais elevadas na União Europeia, ocupando estes países a segunda e terceira posição, respetivamente, no ranking dos países membros com maior nível de desemprego, o que por si só já constitui um grande desafio para estes países na década que se avizinha.
No contexto da Euroregião Galiza-Norte de Portugal, o cenário do mercado de trabalho também não se mostra favorável ao alcance das metas propostas pela estratégia Europa 2020, embora a taxa de desemprego na Galiza seja inferior à média nacional de Espanha. 
No período 2010-2013, verificou-se um agravamento da taxa de desemprego tanto na região Norte de Portugal (4,6 p.p.) como na Galiza (6,2 p.p.), sendo a maior taxa e a maior subida pertencentes à Galiza. A taxa de atividade no Norte de Portugal decresceu 1,7 p.p. e, curiosamente, sobiu (0,06 p.p.) na Galiza. Quanto à população ativa, verificou-se um decréscimo maior na região Norte de Portugal (65200 indivíduos), comparando com a Galiza (17700 indivíduos).
Numa análise à mobilidade de indivíduos e trabalhadores na Euroregião, e mesmo considerando o total da população residente no Norte de Portugal e na Galiza, pôde observar-se ao longo do tempo um desequilíbrio, uma vez que existem muitos mais indivíduos de nacionalidade portuguesa a residir e trabalhar na Galiza que o inverso. 
Os trabalhadores com nacionalidade espanhola e com remunerações declaradas no Norte de Portugal eram, em 2012, apenas 1668 (1000 Homens e 668 Mulheres). Na Galiza, a maioria dos trabalhadores estrangeiros trabalhava nos serviços de hotelaria e restauração, no entanto, a maioria dos contratos de trabalho celebrados com trabalhadores portugueses foi no setor da construção, seguido do setor da hotelaria e restauração. No Norte de Portugal, os trabalhadores espanhóis estavam maioritariamente a trabalhar no setor da indústria transformadora ou no setor do comércio por grosso, a retalho e reparação de veículos automóveis e motociclos
Considerando a existência de projetos comuns desenvolvidos pelas entidades parceiras da Euroregião e tendo em conta os dados apresentados, pode-se, de certa forma, concluir que a Galiza é muito mais atrativa para trabalhar do que o Norte de Portugal, mesmo apresentando uma taxa de desemprego mais elevada e uma população menos numerosa. Um dos motivos desta atratividade é o facto de os salários serem mais elevados na Galiza. No entanto, de acordo com os sindicatos, os trabalhadores portugueses estariam a ser alvo de discriminação quanto às condições de trabalho, nomeadamente no setor da construção. As diferenças na legislação laboral, a falta de informação sobre esta por parte dos trabalhadores e o facto das ofertas de trabalho serem precárias são também apontados como fragilidades pelo EURES Transfronteiriço Norte de Portugal-Galiza.
Assim, este cenário poderá ser merecedor de uma maior atenção no sentido do um ajustamento, pois poderá potenciar conflitos ao invés de cooperação e coesão, afastando-se daqueles que são os objetivos propostos pela política de coesão para a cooperação transfronteiriça e também dos objetivos da estratégia Europa 2020 neste âmbito.

Ana Margarida Jordão Neves

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

domingo, novembro 03, 2013

O teatro, elemento de cooperação territorial

Nos últimos anos temos assistido a um maior intercâmbio entre companhias de teatro, sejam elas profissionais ou amadoras, entre Portugal e a região Espanhola da Galiza, situação esta protagonizada através da organização de mostras e festivais de teatro, iniciativas de co-produção, encontros institucionais e alguns espectáculos, promovidos individualmente por instituições de ambos os lados da fronteira.
Neste sentido, o intercâmbio cultural, e neste caso específico, ao nível do teatro, visa promover a multiculturalidade das regiões envolvidas, portuguesa e galega, bem como dinamizar as ofertas das mesmas. Devemos, então, reflectir sobre este tema, a sua importância e relevância para os diferentes povos e qual o seu impacto no dia-a-dia das pessoas.
Numa situação mais específica, como a da cidade de Braga e se esta limitar à sua oferta cultural ao nível do teatro com base apenas nas suas companhias teatrais residentes, quer elas sejam profissionais ou amadoras, estaremos também a limitar o acesso da população à cultura, ficando esta “refém” da disponibilidade e da capacidade de desenvolvimento de actividades da sua própria oferta. Este intercâmbio teatral permite, entre outros aspectos, ultrapassar barreiras culturais, a promoção cultural, aumentar a oferta de espectáculos, uma gestão eficiente e com maior rentabilidade de recursos instalados, sendo este último ponto essencial e assumindo nesta fase de dificuldades económicas extrema importância.
Para percebermos a importância deste último ponto vejamos o caso do Teatro Circo de Braga, que mensalmente é obrigado a manter determinados recursos para “oferecer” os seus espectáculos, independentemente do número dos mesmos, o que pode representar um défice no aproveitamento dos recursos. Assim, se nesse mesmo espaço temporal se realizassem o maior número de espectáculos possível, os recursos necessários à sua realização teriam um melhor aproveitamento, não representando um incremento substancial das despesas, o que confirma que uma maior oferta não implica necessariamente uma duplicação dos custos.
Assim, quanto maior for a capacidade organizativa e o intercâmbio, mais beneficiadas serão as companhias ou associações teatrais e, acima de tudo, será um enorme benefício para as comunidades abrangidas por estas iniciativas, quer ao nível da oferta cultural, quer através de um incremento económico no turismo em toda a sua abrangência (hotéis, restaurantes, museus, transportes, etc), com impacto directo no aumento dos indicadores de qualidade de vida das populações beneficiadas por estas iniciativas.
Deste modo, quanto maior for o investimento nesta partilha de experiências e nesta mobilização dos agentes culturais e, aqui, concretamente no universo teatral, mais benefícios e mais estímulos terão os seus intervenientes directos e a população, permitindo uma optimização dos custos, rubrica esta que nos últimos anos tem sofrido elevados cortes por parte das entidades locais e nacionais, não se prevendo num futuro próximo a inversão da situação.
Devemos então, cada vez mais, assegurar este tipo de actividades de intercâmbio com iniciativas devidamente organizadas, tentar o envolvimento concertado de todas as instituições com responsabilidade neste domínio, e “olhar” para a cultura promovida pelo teatro como um investimento capaz de promover culturas, promover a qualidade de vida das populações, promover o desenvolvimento socioeconómico e a cooperação territorial.

 José Joaquim Gomes Faria

(texto de opinião produzido no âmbito da uc. Bases Estruturais da Euro-região Galiza-Norte de Portugal, do Mestrado em Politicas Comunitárias e Cooperação Territorial da EEG e do ICS/UMinho)

domingo, outubro 27, 2013

"DRd - Desenvolvimento Regional em debate publica nova edição"

«Caros leitores,

A revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate acaba de publicar seu último número, disponível em http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Valdir Roque Dallabrida
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
valdirroqued897@gmail.com
Professor e pesquisador com atuação no Mestrado em Desenvolvimento
Regional da UnC. Editor-chefe da Revista DRd.

DRd - Desenvolvimento Regional em debate
v. 3, n. 2 (2013)
Sumário

Editorial
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Editorial (1-3)
        Valdir Roque Dallabrida,        Luis Paulo Mascarenhas

Artigos
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Estrategias de desarrollo territorial para tiempos de crisis. Una interpretación desde la periferia europea (4-26)
        Ricardo Mendez Gutierrez del Valle

Antropologia do desenvolvimento: relações entre cultura, política e economia (27-51)
        Walter Marcos Knaesel Birkner,  Sandro Luiz Bazzanella

Da governança à governança territorial colaborativa: uma agenda para o futuro do Desenvolvimento Regional (52-65)
        Margarida Pereira

Em busca de uma racionalidade territorial multiníveis nos processos de governança regional: o exemplo da Região do Algarve (66-85)
        António Manuel Alhinho Covas,   Maria Mercês Cabrita de Mendonça Covas

Empoderamento de comunidades rurais como prática de revitalização de aldeias (86-99)
        Hermínia Júlia de Castro Fernandes Gonçalves,   Ana Alexandra
Marta-Costa,    Artur Cristóvão

Capital social y desarrollo territorial en la ciudad de México: una reflexión a partir de los presupuestos participativos (100-113)
        Maria de Lourdes Marquina Sanchez

Abordagem estratégica dos processos de desenvolvimento socioeconômico regional: o caso do COREDE VRP (114-134)
        João Carlos Bugs,       Dieter Rugard Siedenberg

Gestão social no contexto das políticas públicas de saúde: uma reflexão por meio do sistema único de saúde (135-153)
        Shirle Rosângela Meira de Miranda,      Roseane do Socorro Brabo da
Silva,  Karla Christina Neves de Souza

Percepção de atores sociais sobre gestão estratégica e gestão social no âmbito da política de desenvolvimento territorial no Brasil (154-175)
        Carlos Douglas Oliveira,        Mireya Eugenia Perafán, Marcelo Antonio
Conterato

Planejamento e desenvolvimento: a exploração mineral no território nacional (176-200)
        Gleicy Vasques Santos

Resenhas
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Resenha: A caminho da 2ª ruralidade: uma introdução à temática dos sistemas territoriais (201-203)
        Jairo Marchesan
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DRd - Desenvolvimento Regional em debate


(reprodução de mensagem entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, outubro 18, 2013

"Call for papers | 10th World Congress of the RSAI, May 26-30, 2014, Bangkok, Thailand"

«Call for Papers


The Regional Science Association International (RSAI) invites regional scientists, policy makers and researchers of related disciplines to participate in the 10th World Congress. The Congress will be hosted by the Faculty of Architecture and Planning, Thammasat University, Bangkok. It will be held at the Imperial Queen’s Park Hotel in Bangkok, Thailand, May 26-30, 2014 on the theme of

Socioeconomic Integration and Transformation: Reshaping Local, Regional, and Global Spaces

The Congress will feature several world-renowned keynote speakers on cutting-edge urban and regional science and policy issues, expert panels, research presentations and posters. It will be attended by 500 delegates from the worldwide community of regional scientists.

Research topics related to the theme of the congress are particularly welcome, but the conference will be open to other topics within the broader contours of the regional science, urban and regional studies, geographical sciences and planning, and development. Anticipated sub-themes of the congress include the following:

·         Emerging challenges for regional development
·         Vision and management of sustainable cities
·         Energy, development, and sustainability
·         Rural and local development
·         Accessibility, infrastructure and regional economic growth
·         Social capital and regional development
·         Agglomeration, clusters, congestion and policy
·         Crisis of public finances, governance and regional development
·         Globalization and regional competitiveness
·         Cross-border cooperation and development
·         Migration, cultural networks and regional development
·         Foreign direct investment
·         Social segregation, poverty and social policy
·         Spatial labor markets
·         Climate change and sustainable regional development
·         Entrepreneurship, networks and innovation
·         Innovation, knowledge economy and regional development
·         Geographical information science and spatial analysis
·         Spatial econometrics
·         New frontiers in regional science: theory and methodology
·         Infrastructure, transportation and communication
·         Land use, real estate and housing markets
·         Facility location modeling
·         Tourism, cultural industries and regional development
·         Urban governance and cities regeneration
·         The computable city
·         City systems and systems of cities
·         Spatial organization and social media
·         Territorial marketing
·         Advances in I-O and CGE modeling
·         Food security
·         Global cities
·         Southeast Asian regional economic integration
·         Politics, ethnicity, and empowerment

We invite formal paper presentations as well as posters (deadline of December 1st, 2013). Organizers of special session are also welcome. The abstract submission portal is now open, along with the congress registration system. Full information on the venue, abstract submission, registration, schedule of events, accommodation and travel information is posted at http://www.2014worldcongress.regionalscience.org. Delegates will soon be able to register for workshops and tutorials.

Feel free to contact the secretariat of the Congress at 2014worldcongress@regionalscience.org for further information. We look forward to welcoming you in the dazzling city of Bangkok in May 2014.

Jean-Claude Thill, RSAI President
Tomaz Dentinho, RSAI Executive Director»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, outubro 04, 2013

"Extended Call for Papers - 19th Workshop APDR - 29th November 2013, University of Algarve, Faro"

«"Resilient territories: innovation and creativity for new modes of regional development"


CALL FOR PAPERS
ABSTRACT SUBMISSION DEADLINE: October 12, 2013 - NEW DATE!

The conference intends to contribute for the definition and advancing of the scientific agenda in the topics of resilience, innovation and regional creativity. The stabilization of this agenda and the informed discussion about different conceptualizations is crucial for the alignment and engagement of the scientific community in the study of these crucial topics. The conference is also focused in informing policy and decision-makers, in different levels of action, about the advancements of conceptualization in these domains. This may have relevant impacts in the process of planning, designing new policy measures and instruments, specifically for the implementation of Research and Innovation Strategies for Smart Specialization (RIS 3), that can help the construction of more resilient territories in Europe.

This workshop also integrates a focus group discussion about “Human Capital and Related Variety in the Maritime Economy” developed by HARVEST Atlantic – Harnessing all resources valuable to economies of seaside territories on the Atlantic, project co-financed by the European cooperation program INTERREG Atlantic Area, through the European Regional Development Fund (ERDF).

For more information see:  http://www.apdr.pt/evento_19/index.html

Thank you for your kind attention and support. We look forward to meet you at the conference.»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, setembro 26, 2013

"III Congresso Internacional de Turismo ESG/IPCA"

«Caro colega,

Informamos que a inscrição on-line relativa ao III Congresso Internacional de Turismo da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, que decorrerá de 18 a 19 de outubro de 2013, já está disponível em 

Para quaisquer esclarecimento, poderá contactar-nos através deste e-mail.

Esperamos recebê-lo em outubro.

Com os melhores cumprimentos,
P/Comissão Organizadora
Raquel Mendes»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, setembro 12, 2013

"Chamada de artigos - Cadernos Metrópole 32 - gentrificação da cidade contemporânea"

«CHAMADA – CADERNOS METRÓPOLES Nº 32
Os Editores Científicos e a Comissão Editorial da revista Cadernos Metrópole convidam para a organização do v. 16 nº 32 os pesquisadores das diversas áreas de conhecimento, que abordam a questão urbana e regional, a enviarem textos sobre o tema:
Desenvolvimento desigual e gentrificação da cidade contemporânea
Os artigos devem remeter, especialmente, ao pensamento do geógrafo escocês, radicado nos EUA, Neil Smith (1954-2012), fortemente influenciado por David Harvey. A ideia é discutir, em particular, como o conceito de “gentrificação” pode ser utilizado para compreender e explicar a “produção de espaço” na cidade contemporânea, tanto no que se refere à recente onda de promoção de grandes projetos icônicos e espetaculares, quase sempre assinados por arquitetos de grife, quanto no que se refere à continuidade crônica do “desenvolvimento desigual”.
Smith explica que a existência de áreas centrais degradadas e de oportunidades de obtenção de rendas fundiárias é geradora de “gentrificação”, ou seja, favorece as práticas especulativas dos agentes do mercado imobiliário, em particular o residencial, que, tendo por base investimentos significantes do Estado, conseguem enobrecer certas áreas da cidade, com isso transformando os preços praticados no mercado ao criar submercados imobiliários para classes de renda mais alta.
Fruto do desenvolvimento desigual, tal processo induz à “gentrificação”, situação em que os mais pobres deixam as áreas renovadas ou porque os custos de sua manutenção no local tornam-se insustentáveis ou porque são irrecusáveis as ofertas de compra de seus imóveis. Assim, o “novo urbanismo revanchista” impulsiona a produção capitalista, ao invés de impulsionar a reprodução social. A “gentrificação” é, assim, no contexto da globalização, uma estratégia urbana generalizada do capital.
Data-limite para envio dos trabalhos: 15 DE OUTUBRO DE 2013

INSTRUÇÕES AOS AUTORES
ESCOPO E POLÍTICA EDITORIAL
A revista Cadernos Metrópole, de periodicidade semestral, tem como enfoque o debate de questões ligadas aos processos de urbanização e à questão urbana, nas diferentes formas que assume na realidade contemporânea. Trata-se de periódico dirigido à comunidade acadêmica em geral, especialmente, às áreas de Arquitetura e Urbanismo, Planejamento Urbano e Regional, Geografia, Demografia e Ciências Sociais.
A revista publica textos de pesquisadores e estudiosos da temática urbana, que dialogam com o debate sobre os efeitos das transformações socioespaciais no condicionamento do sistema político-institucional das cidades e os desafios colocados à adoção de modelos de gestão baseados na governança urbana.
CHAMADA DE TRABALHOS
A revista Cadernos Metrópole é composta de um núcleo temático, com chamada de trabalho específica, e um de temas livres relacionados às áreas citadas. Os textos temáticos deverão ser encaminhados dentro do prazo estabelecido e deverão atender aos requisitos exigidos na chamada, os textos livres terão fluxo contínuo de recebimento.
Os artigos podem ser redigidos em língua portuguesa ou espanhola. Os artigos apresentados em outros idiomas serão traduzidos para o português. Na versão eletrônica, os textos serão publicados no idioma original enviado pelos autores,  em inglês, francês, italiano ou espanhol, além do português.
Os trabalhos submetidos à Cadernos Metrópole devem ser enviados pelo sistema, da seguinte maneira: (1) se o/s autor/es não possuir/em cadastro ainda, favor clicar aqui; (2) no cadastro, preencher principalmente os seguintes campos: nome, e-mail, instituição (vínculo), e no campo "Resumo da Biografia" definir sua titulação mais alta, lugar de trabalho e função de cada um; (3) depois de cadastrado, o autor deve acessar o sistema clicando aqui."
É imprescindível o envio do Instrumento Particular de Autorização e Cessão de Direitos Autorais, datado e assinado pelo(s) autor(es).
AVALIAÇÃO DOS ARTIGOS
Os artigos recebidos para publicação deverão ser inéditos e serão submetidos à apreciação dos membros do Conselho Editorial e de consultores ad hoc para emissão de pareceres. Os artigos receberão duas avaliações e, se necessário, uma terceira. Será respeitado o anonimato tanto dos autores quanto dos pareceristas.
Caberá aos Editores Científicos e à Comissão Editorial a seleção final dos textos recomendados para publicação pelos pareceristas, levando-se em conta sua consistência acadêmico-científica, clareza de ideias, relevância, originalidade e oportunidade do tema.»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por Paula Cristina Remoaldo)

segunda-feira, setembro 09, 2013

RPER foi indexada na WEBQUALIS

«Caros membros do Conselho Editorial da Revista Portuguesa de Estudos Regionais (RPER)
É com o maior prazer que vos venho informar que a RPER foi indexada na WEBQUALIS (um índex brasileiro da CAPES, que é a agência que efetua a avaliação dos estudos pós-graduados no Brasil). Por favor consultem 
 A RPER foi classificada na área de “Planejamento Urbano e Regional” no estrato B3 [...]. Quero neste momento exprimir o meu agradecimento aos membros brasileiros deste Conselho Editorial pela sua relevante ajuda neste processo.
Cordiais saudações
Pedro N. Ramos
(Diretor da RPER)»

(reprodução de mensagem de correi electrónico entretanto recebida da entidade identificada)

segunda-feira, setembro 02, 2013

Workshop "Resilient territories: innovation and creativity for new modes of regional development" - 29th November 2013, University of Algarve

«"Resilient territories: innovation and creativity for new modes of regional development"

CALL FOR PAPERS
ABSTRACT SUBMISSION DEADLINE: October 5, 2013

The conference intends to contribute for the definition and advancing of the scientific agenda in the topics of resilience, innovation and regional creativity. The stabilization of this agenda and the informed discussion about different conceptualizations is crucial for the alignment and engagement of the scientific community in the study of these crucial topics. The conference is also focused in informing policy and decision-makers, in different levels of action, about the advancements of conceptualization in these domains. This may have relevant impacts in the process of planning, designing new policy measures and instruments, specifically for the implementation of Research and Innovation Strategies for Smart Specialization (RIS 3), that can help the construction of more resilient territories in Europe.

This workshop also integrates a focus group discussion about “Human Capital and Related Variety in the Maritime Economy” developed by HARVEST Atlantic – Harnessing all resources valuable to economies of seaside territories on the Atlantic, project co-financed by the European cooperation program INTERREG Atlantic Area, through the European Regional Development Fund (ERDF).

For more information see:  http://www.apdr.pt/evento_19/index.html

Thank you for your kind attention and support. We look forward to meet you at the conference.

Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Universidade dos Açores | Rua Capitão João D'Ávila | 9700-042 - Angra do Heroísmo
Tel/Fax: (+351) 295 332 001 | http://www.apdr.pt | E-mail: apdr@apdr.pt»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, agosto 24, 2013

“Regional Disparities in Per Capita Income in India: Convergence or Divergence?”

The paper looks at the latest evidence of what has been happening to regional disparities in per capita income (measured as Gross State Domestic Product per capita) in India over the first decade of the twenty first century (1999/00 to 2010/11) by estimating cross section equations for unconditional and conditional beta convergence and sigma convergence across thirty two regions (twenty-eight States and four Union Territories). There is no evidence of unconditional convergence, but weak evidence of conditional convergence controlling for population growth; credit growth; male literacy; the share of agriculture in State GDP, and State expenditure as a share of State GDP. Sigma divergence has increased continuously, except among the poorest States.

Rowan Cherodian
A.P.Thirlwall

Date: 2013-08
Keywords: Regional Growth; India; Convergence/Divergence
URL: 

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, agosto 23, 2013

"Perceptions of residents of the hosting of the ´Guimarães 2012 European Capital of Culture`: an ´ex-ante` approach"

«The European Capital of Culture is an annual mega-event, which can be a good way of challenging and engaging local citizens, generating feelings of common citizenship. Besides, it is an ideal opportunity to promote the restructuring of the hosting urban space. However, the success of, both, the organization and the city that hosts the cultural event, depend on the commitment of residents towards it and of the consistency of the tourism attractions and activities supplied, and of the capacity of anticipating and monitoring the evolution of the tourists` preferences. The present study aims to assess the intention to participate and the impacts perceived by residents of Guimarães (northwest of Portugal) of the hosting of one of the 2012 European Capitals of Culture (2012 ECOC) in the ex-ante period (the year of 2011). Through a convenience sample of 510 surveys applied to the local population, complemented by semi-structured interviews to local and regional actors, conducted between October and December 2011, we tried to identify some of these potential impacts. According to the results we got, only 42.4% of residents had a reasonable prior knowledge of the mega-event and, with regard to participation, only 14.9% intended to participate. Compared to the study of Melville et al. (2010), referred to the Liverpool 2008 ECOC, we believe it is useful to retain that 57% of the population had a prior reasonable knowledge about the mega-event.»

Paula Remoaldo
J. Cadima Ribeiro
Mécia Mota

(título e resumo de comunicação a apresentar no 53rd ERSA Congress, a decorrer em Palermo, Itália, de 27 a 31 de Agosto de 2013)

terça-feira, agosto 20, 2013

"Resilient territories: innovation and creativity for new modes of regional development": CALL FOR PAPERS

«
"Resilient territories: innovation and creativity for new modes of regional development"

CALL FOR PAPERS
ABSTRACT SUBMISSION DEADLINE: October 5, 2013

The conference intends to contribute for the definition and advancing of the scientific agenda in the topics of resilience, innovation and regional creativity. The stabilization of this agenda and the informed discussion about different conceptualizations is crucial for the alignment and engagement of the scientific community in the study of these crucial topics. The conference is also focused in informing policy and decision-makers, in different levels of action, about the advancements of conceptualization in these domains. This may have relevant impacts in the process of planning, designing new policy measures and instruments, specifically for the implementation of Research and Innovation Strategies for Smart Specialization (RIS 3), that can help the construction of more resilient territories in Europe.

This workshop also integrates a focus group discussion about “Human Capital and Related Variety in the Maritime Economy” developed by HARVEST Atlantic – Harnessing all resources valuable to economies of seaside territories on the Atlantic, project co-financed by the European cooperation program INTERREG Atlantic Area, through the European Regional Development Fund (ERDF).

For more information see:  http://www.apdr.pt/evento_19/index.html

Thank you for your kind attention and support. We look forward to meet you at the conference.

Julieta Rosa
Eventos & Comunicação
CIEO - Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações
Universidade do Algarve | Campus de Gambelas
FE | Edifício 9 | 8005-139 Faro
Tel: +351 289 800 900 (ext. 7161)
E-mail: jarosa@ualg.pt

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, agosto 07, 2013

When one has success

"When one has success, the answer is not to undo that success. It is to continue what has been done."

Charles Schumer

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 6, Issue 779 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, julho 30, 2013

"IEB: 1st MEETING ON TRANSPORT ECONOMICS AND INFRASTRUCTURE - Call for Papers"

«Dear colleague:
The Barcelona Institute of Economics (IEB) is pleased to announce its 1st MEETING ON TRANSPORT ECONOMICS AND INFRASTRUCTURE  which will be held in Barcelona on the 14 of February, 2014. For further information, see attached file or visit http://www.ieb.ub.edu  
Feel free to distribute this information among those colleagues you think might be interested.
We look forward to seeing you at the Meeting! 

Organizing Committee

----- 
IEB
Universitat de Barcelona
Fac. d'Economia i Empresa
Espai de Recerca en Economia
Carrer del Tinent Coronel Valenzuela, 1-11
08034 Barcelona
Tel.: + 34 93 403 46 46
Fax: + 34 93 403 98 32
www.ieb.ub.edu»


(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, julho 11, 2013

"O Vale do Lima e as Terras de Geraz"


(reprodução de Mensagem/imagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Centro de Investigação em Ciências Sociais, Instituto de Ciências Sociais, UMinho)

Nota: chama-se a atenção para a alteração entretanto ocorrida da data de lançamento do livro.