quarta-feira, outubro 01, 2014

“Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial: uma experiência gratificante de trabalho em parceria”

 «1.  A Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial (SPEBT) do Conselho Superior de Estatística (CSE) foi criada em 2005, no contexto de reestruturação feita das Secções daquele órgão de orientação e coordenação da produção de estatísticas oficiais em Portugal. O surgimento da Secção surgiu num momento particularmente delicado da gestão das entidades associadas à produção de estatísticas no nosso país e, em particular, do Instituto Nacional de Estatística (INE), posto que, algum tempo antes, se tinha assistido a um fortíssimo desinvestimento na produção de estatísticas de base sub-nacional, isto é, as chamadas estatísticas regionais e locais. Por isso, a criação da SPEBT acabou por adquirir significado político e gerou nas instituições envolvidas e nos utilizadores a expectativa que pudesse vir a contribuir decisivamente para a construção e/ou recuperação de baterias de indicadores sobre o território, a escala fina. Essa informação desagregada tornava-se necessária, desde logo, para monitorizar os impactes das políticas públicas, para suportar as intervenções de política “regional” e “local”, e, obviamente, também para apoiar a investigação a realizar e em matéria de desenvolvimento do território.

2.   Em expressão da situação que na ocasião se verificava em matéria de produção de estatísticas territoriais, uma primeira grande missão que foi cometida à SPEBT foi a construção de um “Sistema de Indicadores de Monitorização do Contexto em que se Desenrolam as Políticas Públicas”, oportunamente concretizado e cujo esforço de melhoria e atualização foi preservado até ao presente. Como entidades imediatamente interessadas na construção do dito Sistema de Indicadores estavam, entre outras, o “Observatório do QCA III/Grupo de Trabalho do QREN”, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, as Autarquias Locais, representadas pela respectiva Associação Nacional, e vários outros intervenientes na gestão de Fundos Estruturais e no acompanhamento das políticas públicas implementadas.

3.   Se as entidades produtoras de estatísticas estavam empenhadas em qualificar o serviço prestado e vê-lo adquirir pertinência social reforçada, os beneficiários das estatísticas estiveram nesse processo e estiveram na SPEBT a dar o seu contributo na identificação e afinação dos indicadores a integrar nesse Sistema de Indicadores que lhes permitisse melhor posicionar as políticas gizadas para os territórios e monitorizar os seus efeitos. Estava-se então, e continuou a estar-se no quadro de outras missões constantes dos planos de acção definidos em cada ano para a Secção, perante uma comunhão de interesses entre produtores e utilizadores de estatísticas e, como tal, justificava-se que o trabalho a realizar fosse realizado em parceria. Dentro deste espírito, a SPEBT foi construída, funcionou e mantém-se a atuar num quadro de parceria, isto é, foi integrando os parceiros que importava trazer para o seu seio no contexto de cada uma das ações que foi abraçando, suportada num núcleo base de produtores e utilizadores de informação estatística, onde o INE nunca deixou de ser a instituição de amarragem. Nessas parcerias de geometria variável foram-se encontrando representantes de instituições formalmente integrantes do Conselho Superior de Estatística e outras com o estatuto de convidadas. Importou sempre mais a eficácia e o produto/serviço visado do que o estatuto formal dos participantes.

4.      Recuperada a normalidade do funcionamento do CSE no final do ano de 2012, depois de um período de indefinição de orientações e atraso na nomeação dos membros do órgão, a SPEBT definiu como peça-chave do seu plano de ação para o período seguinte a “Atualização da Tipologia de Aréas Urbanas” do território nacional. Tarefa essa iniciada em Maio de 2013, com a constituição de uma Sessão Restrita da SPEBT, isto é um sub-grupo da Secção encarregue de dar corpo ao projecto, integrado pelos representantes das entidades mais imediatamente interessadas na problemática em causa. Tratava-se de fazer emergir uma nova Tipologia de Áreas Urbanas (TIPAU) que substituísse (atualizasse) a que estava em vigor, datada de 2009. Recomendavam essa actualização i) a disponibilização ocorrida dos resultados definitivos dos Censos de 2011, ii) a reorganização administrativa do território a nível de freguesias implementada em 2013, aparte iii) algumas alterações verificadas em matéria de ordenamento a nível local e qualificação de usos de solos, nomeadamente. A relevância e urgência dessa atualização prendia-se, por outro lado, com o uso que dessa classificação é feito em sede político-administrativa, uma vez que a TIPAU constitui critério central de distribuição de verbas pelas Freguesias (Fundo de Financiamento das Freguesias). No mesmo sentido ia a anunciada relevância acrescentada que a dimensão territorial é suposta ter nas políticas setoriais de âmbito europeu no contexto do período de programação da Política de Coesão que, de 2014, se estenderá até 2020.

5.  A Sessão Restrita da SPEBT realizou posteriormente as reuniões que se revelaram necessárias para fazer o acompanhamento do trabalho técnico produzido, num quadro de grande limitação de recursos, e o relatório final foi aprovado pela Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial nos últimos dias de Junho de 2014. Adicionalmente, nos termos do regimento do CSE, a Secção Permanente de Coordenação Estatística viria, também, em 15 de Julho de 2014, a sancionar formalmente o trabalho efetuado, para que os seus resultados pudessem ser usados no contexto político-administrativo definido. Significa isso que o trabalho se desenrolou por um período maior do que o inicialmente previsto, mas tal não deve ser lido como resultado de falta de empenho dos parceiros do processo na sua boa execução. Antes, ficou a dever-se ao estado diferenciado de maturação de algumas peças a que importava que o INE, a entidade executora da nova TIPAU, acedesse, nomeadamente no domínio do ordenamento do território municipal, e ao esforço mantido ao longo de todo o processo de se chegar a resultados que merecessem consenso entre os intervenientes, nas diferentes dimensões que importava considerar, incluindo a atribuição de designações às áreas urbanas com designação distintiva. Isso significou, nalguns casos, a necessidade de interacção múltiplas entre as partes envolvidas.

6.  Em matéria de resultado final, há que anotar a pretensão que foi mantida desde sempre que a nova classificação do país em “Áreas Predominantemente Urbanas” (APU), “Áreas Mediamente Urbanas” (AMU) e “Áreas Predominantemente Rurais” (APR), que acabou por receber a designação de TIPAU 2014, garantisse a comparabilidade com a versão anterior, isto é, com a TIPAU 2009, pese a reforma administrativa das Freguesias entretanto efetuada. Pretendeu-se e conseguiu-se assim evitar roturas de série. Não se avançou, como inicialmente chegou a ser equacionado, para a identificação de áreas urbanas funcionais. Ambiciona-se que esse possa ser um projecto a abraçar pela SPEBT num próximo plano de acção.

7.   Olhando para os resultados da TIPAU 2014, comparativamente com os da TIPAU 2009, retendo a Carta Administrativa Oficial de Portugal de 2010 (CAOP 2010), é interessante constatar que, quando se toma o indicador População Residente (decorrente dos dados apurados no Censos 2011) não é expressiva a diferença encontrada nos volumes relativos de indivíduos vivendo em Áreas Predominantemente Urbanas (70,7% de acordo com a TIPAU 2014, por contraponto de 69,1% segundo a TIPAU 2009), sendo os dados correspondentes para a população residente em Áreas Predominantemente Rurais 13,9% e 13,8%, respetivamente. E mesmo se se toma o número de Freguesias classificadas como APU, AMU e APR, os dados talvez se configurem mais próximos que o que poderia ser expectável; a saber: de acordo com a TIPAU 2014, pela ordem antes identificada, os resultados são 24,6%, 24,1% e 51,3%; nos termos da TIPAU 2009, tínhamos 22,4%, 26,0% e 51,6%. É caso para dizer que não foi a mudança da classificação administrativa do território que mudou o respectivo retrato em matéria de taxa de urbanização e a expressão que nesse contexto tomam as Freguesias com perfil predominantemente rural. 

8.    Tenho como papel essencial e imprescindível das entidades produtoras de estatísticas e das entidades que, de alguma forma, lhe estão associadas, coordenando a sua acção e definindo as suas matrizes de orientação, a disponibilização de informação de qualidade e socialmente pertinente, que permita aos indivíduos e às instituições obterem em cada momento retratos tão fiéis quanto possível das realidades do país e das suas regiões e localidades. Também é a partir dessa informação de qualidade que se criam condições para  o desenvolvimento de políticas corretores dos problemas identificados que sejam eficazes, desde que elas próprias sejam, também, bem pensadas e aplicadas. A esta luz, creio que a Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial tem estado à altura dos propósitos que presidiram à sua criação, de que o trabalho ultimamente realizado, a que me refiro acima, me parece boa ilustração. Como parte (menor) desse processo, congratulo-me por isso e, sobretudo, quero saudar o colectivo que tem dado corpo à SPEBT ao longo do tempo por ter sabido interpretar tão fielmente a missão dessa estrutura do Conselho Superior de Estatística.

J. Cadima Ribeiro
Presidente da Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial»
[Reprodução de texto hoje divulgado na homepage do sítio do Conselho Superior de Estatítica (CSE), em “Reflexões”. O artigo reporta-se aos trabalhos da Secção, criada em 2005, com enfoque no seu modelo de funcionamento em parceria, o qual tem permitido, através do trabalho conjunto das várias entidades envolvidas, obter resultados de grande relevância para o Sistema Estatístico Nacional e para os utilizadores.]

terça-feira, setembro 30, 2014

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo (4)

Momento 4

«Holistic refers to something that emphasizes the whole and the interdependence of its parts. It can be related with the more common used concept of interdisciplinary: the claim that most social and economic phenomena can not be fully understood or explained without undertaken an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.
The first contributes to this concept were produced by Hunziker and Krapf, in 1942. They rejected looking to tourism just as an economic phenomenon. Instead, they approached it as a human and economic activity and a composite phenomenon (Williams, 2004).
Another pioneering contribution came from Leiper (1979). Later he was followed by Murphy (1985) and Lew (2001), namely. Leiper advocated a systems approach towards tourism. Only this way, he claimed, one could fully understand destinations, generating areas, transit zones, the environment and tourism flows.
Going far, the call for developing an integrative approach able to deal with the economic, ecological and social systems has been made. In this context, the term panarchy has been used to identify a specific form of governance that would encompass all (partial) others.
Current research in tourism, mostly the case of tourism of experiences, has claimed the need of using holistic approaches. Studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with destinations competitiveness, as it arises from many factors, which include natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities, and geographical location.   
By 1985, Murphy underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach. According to it, if people have to live with the authorities` decisions, they must be demanded to take part on the formulation of the policies and on their application.
Sustainable tourism development only can be well succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
A few authors have claimed that the concept of sustainable development is, itself, holistic and multi-sectorial. It can be looked as pointing to forms of tourism that are "green" or "alternative". However, the concept has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.
Inquiring on the future, one can agree with Yeoman et al. (2012) that the future has already began, and that its primary drivers will be wealth, resources and technology. Being so, there is place for change on the type of products demanded and on the tourists` preferred destinations, together with the main emission markets.
Sustainable tourism development requires that researchers go on looking for, both, getting a broader understanding of tourism and making use of a variety of research tools, of quantitative and qualitative nature, which will allow to improve the rigor of the analysis.

Headwords: Community development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism

References
Leiper, N.
1979 The framework of tourism: towards a definition of tourism, tourist, and the tourism industry. Annals of Tourism Research 6(4): 390-407.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Methuen Inc.
Williams, S.
2004 Tourism: The nature and structure of tourism. London: Routledge.
Yeoman, I., Rebecca, T., Mars, M. and Wouters, M.
2012 2050 - Tomorrows tourism. Bristol: Channel View Publications.»


Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of Minho, Portugal
jcadima@eeg.uminho.pt

segunda-feira, setembro 29, 2014

Câmara Municipal de Braga: iniciativa "orçamento participativo"

"[...] Em relação ao Orçamento Participativo, o projeto que enviei para a Câmara Municipal foi selecionado e estará em votação de 29 de setembro a 3 de Outubro. Os residentes e estudantes do município poderão votar através do endereço  http://participe.cm-braga.pt e, se gostarem, escolher o projeto: turismo acessível - itinerários turísticos em Braga para pessoas com deficiência visual. Se entretanto puder divulgar aos seus alunos, agradecia.
[...]
Sandra Contente"

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, reencaminhada por Paula Cristina Remoaldo)

quinta-feira, setembro 25, 2014

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo (3)

Momento 3

«Holistic refers to something that emphasizes the importance of the whole and the interdependence of its parts. It can be related with the more common used concept of interdisciplinary, that is, the claim that most social and economic phenomena can not be full understood or explained without undertaken an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.
The first contributes to this concept were produced by Hunziker and Krapf, in 1942. They rejected looking to tourism just as an economic phenomenon. Instead, they approached it as a human and economic activity and a composite phenomenon (Williams, 2004).
Another pioneering contribution came from Leiper (1979). Later he was followed by Murphy (1985) and Lew (2001), among others. Leiper advocated a systems approach towards tourism. Only this way, he claimed, one could fully understand destinations, generating areas, transit zones, the environment and tourism flows.
Current research in tourism, mostly the case of tourism of experiences, has claimed the need of using holistic approaches. Studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with tourism destination competitiveness, as it arises from many factors, which include, among others, natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities, and geographical location.   
By 1985, Murphy underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach, which relates with the idea that, if people have to live with the authorities` decisions, they must be demanded to take part on the formulation of the policies and on their application.
Sustainable tourism development only can be well succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
A few authors have claimed that the concept of sustainable development is, itself, holistic and multi-sectorial. It can be looked as pointing to forms of tourism that are "green" or "alternative". However, the concept has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.
Sustainable tourism development requires that researchers go on looking for, both, getting a broader understanding of tourism and making use of a variety of research tools, of quantitative and qualitative nature, that will allow to improve the rigor of the analysis.
  
Headwords: Community development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism

References
Leiper, N.
1979 The framework of tourism: towards a definition of tourism, tourist, and the tourism industry. Annals of Tourism Research 6(4): 390-407.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Methuen Inc.
Williams, S.
2004 Tourism: The nature and structure of tourism. London: Routledge.»


Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of Minho, Portugal
jcadima@eeg.uminho.pt

sábado, setembro 20, 2014

´Call for papers`: IV Jornadas Iberoamericanas Recursos Humanos y Responsabilidad Social

«Nos complace invitarles a participar en las IV Jornadas Iberoamericanas Recursos Humanos y Responsabilidad Social.
Lugar de celebración: Presencial en Universidade da Coruña (Galicia-España) y Online.
Febrero 2015.
Fechas clave
30/09/2014: Simposio on line o presencial:  
LINK: CALL FOR SYMPOSIUM ABIERTO
30/09/2014: Envío de resúmenes (comunicaciones oral presencial, póster presencial, póster online, seminario online y presencial y videocomunicación):  
LINK: CALL FOR PAPERS   ABIERTO
15/12/2014: Panel de póster presencial especial de estudiantes (Grado, Licenciatura): 
LINK: CALL FOR PANEL ESTUDIANTES   ABIERTO
15/01/2015: Envío de exposiciones videopresentaciones: (youtube, ...) y póster virtuales (.jpg)

Envío de textos completos. Enviar al correo electrónico: 
jornadarrhhyrsc@gmail.com
(sólo en el caso de querer someter la comunicación a la valoración de la potencial publicación en alguna de las revistas de las jornadas o para el capítulo de libro): 
            1º envío: 15 /01/2015
            2º envío: 15 /02/ 2015 
Oportunidades de publicación
Publicación de trabajos:
Todos los trabajos científicos seleccionados por el Comité Científico, que cumplan con los estándares, las fechas de publicación y presentación, serán considerados para su publicación en uno de los dos formatos:
*Revistas colaboradoras con las jornadas: Link Journals
·         Tourism and Hospitality International Journal (Portugal)
·         Revista de Ciências da Educação (Brasil)
    ·         Revista Estudios Interdisciplinarios de la Organización (México)
·         Revista Cenário (Brasil)
Libro “Turismo Responsável, Acessível e Sênior
Serán considerados para publicación como capítulo de libro los mejores trabajos seleccionados por la Comisión Científica del evento y que tengan relación con la temática tratada en el libro. (Próximamente más información).
Temáticas:
  • Responsabilidad Social (Enseñanza Superior; Contexto Académico; Empresarial; Metodologías de investigación,…)
  • Turismo (Socialmente Responsable; Territorios Socialmente Responsables; Economía verde; Inclusivo; Cambios climáticos; Salud; Diversidad; Discapacidad; Género; Ética ...)
  • Organizaciones (Prevención de riesgos laborales; Cáncer; Empresa saludable; Recursos Humanos; Emprendimiento; Diversidad; Discapacidad; Género; Ética; Entorno laboral...)
  • Educación (Contexto excolar; Educación socio comunitaria y social; Currículum; Diversidad; Discapacidad; Género; Ética...)
  • Sostenibilidad  (Desarrollo Sostenible, ...)
  • Intervención comunitaria
  • Humanización
  • Políticas públicas
  • Igualdad
  • Otros
Atentamente,
Comité organizador de las IV Jornadas Iberoamericanas Recursos Humanos y Responsabilidad Social

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo (2)

Momento 2
«The word holistic refers to something that emphasizes the importance of the whole and the interdependence of its parts. It has different applications in several disciplines and it can be related with the more common used concept of interdisciplinary, that is, the claim that most social and economic phenomena, namely, can not be full understood or explained without undertaken an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.
The first contributes to this concept were produced by Walter Hunziker and Kurt Krapf, in 1942. They reject looking to tourism just as an economic phenomenon. Instead, they approach it as a human and economic activity and a composite phenomenon (Williams, 2004).
Another contribution came from Neil Leiper. Leiper (1979) advocated a systems approach towards tourism. Only following such kind of approach one could fully understand destinations, generating areas, transit zones, the environment and tourism flows, he claimed.  
In the present century, Lew (2001) was among those that have reinforced the importance of developing holistic and applied approaches to the research conducted on tourism.
Tourism is an activity that, besides being an economic and social phenomenon, has a spatial expression. All this gives to it a particular complexity, so, interdisciplinary approaches have special reasons to be followed. Furthermore, tourism planning and management should take into account all its impacts as the industry interacts with and appeals to the contribution of a whole set of activities present in the territories.
Current research in tourism, mostly in the case of the tourism of experiences, has claimed the need of following holistic approaches. In most cases, studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with tourism destination competitiveness, as it arises from many factors, which include, among others, natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities and geographical location.   
Previously, Murphy (1985) underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach, which relates with the idea that, if people have to live with the authorities’ decisions, they must be demanded to take part on the formulation of the policies and on their application. Residents are an integral part of the attractiveness of a destination.
Sustainable tourism development only can be well succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
Authors like Butler (1999) have claimed that the concept of sustainable development is, itself, holistic and multi-sectorial. It can be looked as pointing to forms of tourism that are "green" or "alternative". However, the concept has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.
Sustainable tourism development requires that researchers go on looking, both, to get a broader understanding of tourism and made use of a variety of research tools, of quantitative and qualitative nature, that allow them to improve the rigor of the analysis.  

Headwords: Community development; Tourism development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism.

References
Butler, R.
1999 Sustainable tourism: a state-of-the-art review. Tourism Geographies 1(1):7-25.
Leiper, N.
1979 The framework of tourism: towards a definition of tourism, tourist, and the tourism industry. Annals of Tourism Research 6(4): 390-407.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Metheun Inc.
Williams, S.
2004 Tourism: The nature and structure of tourism. London: Routledge.»


Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of Minho, Portugal
jcadima@eeg.uminho.pt

quinta-feira, setembro 18, 2014

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo

Momento 1:
«The word holistic refers to something that emphasizes the importance of the whole and the interdependence of its parts. It has different applications in several disciplines and it can be related with the more commonly used concept of interdisciplinary, that is, the claim that most social and economic phenomena, namely, can not be fully understood or explained without undertaking an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.
In social sciences, geographers and regional scientists were the ones that have appealed more to the use of this approach . Lew (2001) and Hall and Page (2006) are among those that have reinforced the importance of developing holistic and applied approaches to the research conducted on the tourism field.
The case of the tourism industry is the one of an activity that, besides being an economic and social phenomenon, has a spatial expression, all this given to it a particular complexity, so, where interdisciplinary approaches have special reasons to be followed. Furthermore, having in mind the way the industry interacts with and appeals to the contribution of many other activities present in the territory, tourism planning and management should take into account all its impacts .
Current research in tourism, mostly in the case of the tourism of experiences, has claimed the need of following holistic approaches, since previous studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with tourism destination competitiveness, as it arises from many factors, which include, among others, natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities and, of course, geographical location.   
Previously, Murphy (1985) underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach, which relates with the idea that, if people have to live with an authority’s decisions, they must be called  to take part in the formulation of the policies and on their application. That is, if the planning process includes the community the risk of failing to retain its sense of place is largely minimized (Murphy 1985). The residents are an integral part of the attractiveness of a tourism destination.
The holistic approach has particular pertinence when dealing with planning and the design of policies. Sustainable tourism development can only succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
According to the World Tourism Organization, sustainable tourism takes full account of its current and future economic, social and environmental impacts, addressing the needs of visitors, the industry, the environment and host communities. The WTO uses this concept since the 1990’s.
Other authors, like Butler (1999), have claimed that the concept of sustainable development is itself holistic and multi-sectorial. It points to forms of tourism that are "green" or "alternative" to the mass or more conventional ones. But  the concept of sustainable tourism has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.

Headwords: Community development; Tourism development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism.

References 
Butler, R.
1999 Sustainable tourism: a state-of-the-art review. Tourism Geographies 1(1):7-25.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Metheun Inc.
Hall, C.M. and S. Page
2006 The Geography of Tourism and Recreation: Environment, Place, and Space (3rd ed.). London: Routledge.»

Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of MinhoPortugal
jcadima@eeg.uminho.pt

quarta-feira, setembro 10, 2014

Call for Paper - 21.º Workshop da APDR - Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional

«APELO A CONTRIBUIÇÕES

Lisboa, 09 de setembro de 2014
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR), a EMPREEND, a Universidade Aberta e Câmara Municipal de Oeiras realizarão no dia 27 de novembro  de 2014 o Workshop APDR - Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional.
A existência de  condições e de infra-estruturas de apoio à promoção do empreendedorismo e inovação a nível regional constituem actualmente um tópico de estudo interessante que se desagrega em diversas temáticas com interesse para os empreendedores, académicos, fazedores de politícas públicas entre outros.
O wokshop é dirigida a dois tipos de público:
·         Professores, investigadores e estudantes do ensino superior;
·         Decisores e planeadores de política em instituições públicas e privadas;
·         Empreendedores cujas actividades dependam ou provoquem externalidades significativas no ambiente económico local e regional;
·         Líderes de desenvolvimento regional.
O tema  do empreendedorismo tem vindo a ser estudado por diversos investigadores em todo o mundo.  Os contributos para o seu estudo são multidisciplinares e diversos, bem como, os seus tópicos de interesse.
O Workshop “Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional” pretende criar um espaço de reflexão e de discussão sobre os temas do empreendedorismo considerando o seu impacto no desenvolvimento dos territórios. Serão apresentadas várias abordagens ao tema, permitindo a discussão de artigos e de casos de estudo que propõem soluções inovadoras, estratégias sustentáveis e de promoção do desenvolvimento e competitividade dos territórios.
O formato do workshop pretende incentivar  a discussão e partilha de conhecimentos entre os participantes.
O formato dos trabalhos deverá ser feito de acordo com o formato de artigo ou de estudo de caso. A apresentação das comunicações poderá ser em português, castelhano ou inglês.
Em termos de oportunidades de publicação, todos os artigos e casos selecionados para apresentação serão publicados em livro de atas digital com ISSN. Haverá a possibilidade de uma seleção de artigos e estudos de caso escritos em inglês virem a ser publicados em livro internacional intitulado “Handbook of Research on Entrepreneurial Success and its Impact on Regional Development” Luisa Carvalho (eds), IGI, 2015. Pode ainda ser editado um livro com artigos e casos selecionados em inglês, português ou castelhano.
Subtemas
-          O papel das instituições de ensino superior na criação e disseminação do empreendedorismo e inovação (educação para o empreendedorismo; transferência de conhecimento e tecnologia; I&D;  incubadoras e estruturas de apoio ao conhecimento e criação de empresas; impacto regional do ensino superior; spinoffs universitárias);
-          Organismos regionais e locais  de fomento do empreendedorismo de base regional (Casos e projetos relacionados com programas de organismos regionais; agencias de desenvolvimento local e /ou regional; centros de investigação; redes de transferência de conhecimento; redes e capital social);
-          Infraestruturas de apoio ao empreendedorismo (Parques/Espaços Tecnológicos/Redes de Espaços Tecnológicos;  Centros Tecnológicos/Redes de Centros Tecnológicos; Incubadoras e outras infraestruturas de apoio);
-          Infraestruturas empresariais e redes de base local (Associações e/ou Federações Empresariais; projetos ligados à sociedade civil e à economia social);
-          Financiamento (business angels; capital de risco; programas de apoio e outros recursos de suporte);
-          Barreiras para o desenvolvimento da capacidade criativa, inovadora e empreendedora das empresas  casos aplicados a regiões e estudos demográficos empresariais (itens possíveis cultura empresarial; contexto empresarial; politicas públicas nacionais e regionais; infraestruturas, agentes e redes, qualificação entre outros);
-          Estratégias empreendedoras empresariais aplicadas a um setor, programa, empresa ou região.
-          Outros temas relacionados que se enquadrem nos temas dos eventos.
Datas relevantes:
  • Até 5 de outubro de 2014 - Recepção de resumos
  • Até 5 de novembro de 2014 - Recepção dos artigos
  • 15 de Novembro de 2014 – Inscrição na conferência para inclusão da comunicação no programa do Workshop
  • 27 de novembro de 2014 - Realização do Workshop
Formatação e estrutura
Caso
Cada caso deverá fazer referência à área de conhecimento a que corresponde e a sua estrutura deverá conter:
o   resumo (na língua do caso) e “abstract” (resumo em língua inglesa, se diferente);
o   palavras-chave (até cinco);
o   introdução
o   desenvolvimento (porventura, várias secções)
o   conclusão
o   referências bibliográficas
o   exercícios (enunciados e propostas de resolução)
Artigo
Cada artigo deverá fazer referência à área de conhecimento a que corresponde e a sua estrutura deverá conter:
o   resumo (na língua do caso) e “abstract” (resumo em língua inglesa, se diferente);
o   palavras-chave (até cinco);
o   introdução
o   Revisão de literatura
o   Estudo empírico
o   conclusão
o   referências bibliográficas
-          Em ambos os casos a lista de referências bibliográficas apenas pode conter a identificação de fontes efectivamente consultadas e explicitamente referidas no texto do caso ou artigo propriamente. Todas as fontes referidas nos exercícios do caso, tanto as que já constem da lista anterior como fontes adicionais, deverão constar de nova lista a inserir no final das resoluções do caso.
-          Secções, equações, figuras, quadros e outros objectos deverão ser numerados sequencialmente (numeração árabe).
-          Cada texto não deverá ultrapassar os 37.500 carateres, incluindo espaços, mas excluindo figuras, quadros, referências bibliográficas e exercícios (nos casos).
-          Os exercícios  dos casos (enunciado e resolução) e as referências bibliográficas não relevam para a extensão indicada no número - mas solicita-se concisão nos respetivos textos.
-          Os textos em português podem ser escritos segundo o antigo ou o novo acordo ortográfico mas nunca segundo os dois em simultâneo.
Todas as informações em: http://www.apdr.pt/evento_21/index.html»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, setembro 05, 2014

11th Annual International Conference on Tourism

«11th Annual International Conference on Tourism 
8-11 June 2015, Athens, Greece
Call for Papers and Participation
The Tourism Research Unit of the Athens Institute for Education and Research (ATINER) organizes its 11th Annual International Conference on Tourism, 8-11 June 2015, Athens, Greece. The conference website is:  http://www.atiner.com/tourism.htm.
The aim of the conference is to bring together scholars, researchers and students from all areas of Tourism. Areas of interest include (but are not confined to):
  • Tourism and Economic Development
  • Tourism Geography
  • National and Regional Tourism Policy
  • European Union's Tourism Policy
  • Mega Events (Olympics Games) and Tourism
  • Hotel Management and Marketing
  • Restaurant Management and Marketing
  • Tourism Economics
  • Tourism Marketing
  • Tourism Management
  • Tourism (Travel) Law
  • Travel Agents and Tour Operators
  • Sports Tourism
  • International Tourist Organizations (i.e. WTO, WTTC etc).
  • Tourism Research and Methodology
  • Tourism, Recreation and Leisure
  • Tourism Education
You may participate as panel organizer, presenter of one paper, chair a session or observer.  For programs of previous conferences and other information, please visit the conference website: http://www.atiner.com/tourism.htm. 
Fee structure information is available on www.atiner.com/fees.htm.
Special arrangements will be made with a local luxury hotel for a limited number of rooms at a special conference rate. In addition, a number of special events will be organized: A Greek night of entertainment with dinner, a special one-day cruise to selected Greek islands, an archaeological tour of Athens and a one-day visit to Delphi. Details of the social program are available at http://www.atiner.com/2015/SOC-TOU.htm.
Please submit an abstract (email only) to: atiner@atiner.com, using the abstract submission form available at http://www.atiner.com/2015/FORM-TOU.doc by the 10 November 2014 to:  Dr. Valia Kasimati, Head, Tourism Research Unit, ATINER. Abstracts should include the following: Title of Paper, Full Name (s), Affiliation, Current Position, an email address, and at least 3 keywords that best describe the subject of your submission. Decisions are reached within 4 weeks.
If your submission is accepted, you will receive information on registration deadlines and paper submission requirements. Should you wish to participate in the Conference without presenting a paper, for example, to chair a session, to evaluate papers which are to be included in the conference proceedings or books, to contribute to the editing of a book, or any other contribution, please send an email to Dr. Gregory T. Papanikos, President, ATINER & Honorary Professor, University of Stirling, UK (gregory.papanikos@stir.ac.uk).  
The Athens Institute for Education and Research (ATINER) was established in 1995 as an independent world association of Academics and Researchers. Its mission is to act as a forum where Academics and Researchers from all over the world can meet in Athens, in order to exchange ideas on their research, and to discuss future developments in their disciplines.
Currently, ATINER is upgrading its system of mailing list. Please let us know if you want to receive emails from us. Typically, we will not send you more than 5 email alerts per year.»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)