Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território, à economia do turismo e ao desenvolvimento regional.
sexta-feira, julho 27, 2018
quarta-feira, junho 20, 2018
“Cultural destinations` attributes and tourists` satisfaction: differences between first time and repeated visits”
“Cultural destinations` attributes and tourists` satisfaction: differences between first time and repeated visits”, Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional, Vol. 14, N. 3, 2018, pp. 48-75.
Laurentina Vareiro
J. Cadima Ribeiro
Paula Remoaldo
segunda-feira, junho 04, 2018
Turismo Espacial
O
Turismo Espacial é um fenómeno recente, que consiste em viagens especializadas
realizadas por indivíduos que apresentam como objetivo principal o puro lazer.
Este tipo de turismo é inovador e não está ao alcance de todos, uma vez que se
destina excecionalmente a indivíduos com elevado rendimento. O transporte é
assegurado pelo programa espacial russo, em parceria com a empresa norte
americana Space Adventures.
Além
do avultado investimento a ser realizado para a viagem, o candidato a turista
espacial precisa de cumprir um conjunto de testes a nível físico como
psicológico, ou seja, pode ser reprovado e impedido de viajar caso apresente
alguma anomalia ou deficiência em qualquer etapa de treino, sendo este efetuado
na “Cidade das Estrelas” (área do programa espacial russo). Nesta cidade, é
realizado um treino intensivo em que são simuladas as condições de adaptação à
microgravidade encontrada nas aeronaves espaciais em órbita.
Quais
são os objetivos do turismo espacial?
O
turismo espacial é um passo importante que marca o séc. XXI, tal como o turismo
aéreo marcou o séc. XX. Entre 2001 e 2011, o turismo espacial estava
interligado com as viagens científicas, ou seja, os milionários pagavam uma
fortuna para viajarem juntamente com os astronautas. O início dessa tendência
começou em 2001, quando o primeiro turista espacial, o americano Denis Tito, desembolsou
20 milhões de dólares para acompanhar os astronautas numa viagem com fins
científicos.
Até
o momento, pouco menos de uma dezena de milionários participaram nas viagens ao
espaço. Atualmente, a ideia passa por desvincular as viagens ao espaço dos fins
científicos e que possam realmente ser feitas com o intuito de lazer. O turismo
espacial está prestes a ser popularizado, originando um maior número de
participantes e de viagens.
As
principais atrações no turismo espacial são a experiência em si, a fantástica
sensação de observar o planeta Terra desde o espaço, a elevação do status quo (“eu estive no espaço”), e as
vantagens da ausência de gravidade, por exemplo, o potencial para desportos
extremos e benefícios na saúde, sobretudo para pessoas mais idosas.
O
que é necessário fazer para ir ao espaço?
Desde
já, é necessário muito dinheiro, por isso só alguns magnatas conseguiram fazer
a viagem ao espaço por meio de companhias americanas e russas.
Como
ir ao espaço atualmente?
O
novo turismo espacial prevê que as viagens sejam feitas já em 2018, em
aeronaves próprias para esse tipo de viagem, estando a cargo da empresa Virgin Galactic. Em 2016, esta empresa
recebeu o licenciamento para as viagens comerciais ao espaço.
As primeiras 700 passagens já foram vendidas e
têm um custo a rondar os 250 mil dólares. Contrariamente aos voos científicos,
haverá voos suborbitais a 100 km de altitude, sendo que os viajantes poderão
sentir a falta de gravidade, e assim visualizarem o planeta Terra numa
perspetiva completamente diferente do habitual (curvatura do planeta).
Nas
viagens já vendidas pela Virgin Galactic,
o perfil dos viajantes não deixa de ser algo curioso, uma vez que existem
clientes de todas as idades, inclusive crianças de 10 anos. Deste modo, é
possível viajar ao espaço sem qualquer limite etário.
As
viagens ao espaço são um fenómeno relativamente recente, que já aconteceram e
que, atualmente, ganham cada vez mais força, dado o forte investimento das
empresas e organizações, que estão colaborando em projetos civis para enviar
pessoas ao espaço. Assim, os indivíduos sairão beneficiados, pois um maior
número de empresas significa que as viagens serão mais acessíveis aos bolsos de
mais consumidores.
Marcos Andrade
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
Madeira como melhor destino insular do mundo
A ilha da Madeira foi
condecorada como melhor destino insular do mundo em 2017, pelos World Travel Awards, tendo já repetido
este feito em 2015 e 2016. A votação que premiou o destino Madeira incluiu mais
17 concorrentes, nomeadamente: as ilhas Ambergris Caye, Bali, Barbados, Ilhas
Cook, Cozumel, Creta, Fiji, Havai, Jamaica, Maldivas, Maurícias, Santa Lúcia,
Sardenha, Seychelles, Sicília, Turks & Caicos e Zanzibar.
O arquipélago da Madeira é um dos mais prestigiados destinos
turísticos e um dos mais antigos da Europa. O arquipélago é constituído pela
ilha da Madeira, ilha do Porto Santo, Desertas e Selvagens, estando estas duas
últimas inabitadas.
O que torna a Madeira tão especial pelos prémios recebidos?
A Madeira é um destino muito seguro, sendo ideal para passar
férias com a família, amigos ou colegas. Apresenta hotéis fantásticos, com
condições excelentes, jardins de sonho, natureza e atividades culturais, vida
noturna e excelentes restaurantes, que a tornam um local único. Graças à localização
privilegiada e à sua origem vulcânica, os visitantes podem desfrutar de
temperaturas agradáveis, inclusive na água do mar, em qualquer época do ano.
A cidade cosmopolita e carismática do Funchal, capital da
Madeira, abriga o maior centro turístico, comercial e cultural de todo o
arquipélago. Nesta cidade, é possível passar no centro histórico, a Zona Velha,
que possuiu muitos edifícios históricos nas ruas, além de bares e restaurantes
para provar não só a melhor da gastronomia como também a agitada vida noturna
do Funchal. Além disso, também poderá ser apreciado o Projeto das Portas
Pintadas, que é uma galeria de arte a céu aberto. Dentro desta cidade, um
incrível passeio de teleférico leva os passageiros até ao Monte, a parte alta
da capital, em 20 minutos. A paisagem é extremamente fascinante. Uma excelente
alternativa para retornar do Monte até a outro lugar (Livramento) é através do
tradicional transporte madeirense, carros de cesto, que proporciona muita
adrenalina aos turistas, num percurso de 2 km. Ainda vale a pena visitar um
conjunto de Museus imperdíveis, como o Museu do Açúcar, o Museu da Quinta das
Cruzes, o Museu Frederico de Freitas e o Museu da Arte Sacra.
As caminhadas pela ilha são a melhor forma de descobrir os
seus segredos, havendo a opção do transporte automóvel. Dando a volta à ilha,
descobre-se povoados pitorescos, como é o caso de Câmara de Lobos, principal
centro de pesca de peixe-espada. Continuando para oeste, é encontrado o Cabo
Girão, o cabo mais alto da Europa (580 metros de altitude). Passando pelas
localidades da Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta, Paul do Mar e Ponta do
Pargo, teremos percorrido toda a zona sul da ilha. Por outro lado, no norte da
ilha, chegamos ao Porto Moniz, cuja principal atração são as piscinas naturais
formadas a partir de rocha vulcânica. Ainda na região norte, Santana apresenta
alguns miradouros a partir dos quais as vistas são espetaculares.
Posteriormente, ao passar Santana, o caminho leva-nos até ao
Caniçal, antigo centro da indústria baleeira da Madeira. A Ponta de São
Lourenço é o extremo mais oriental da ilha, no qual as vistas sobre as costas
da Madeira e da ilha do Porto Santo são magníficas. A cidade de Machico fica
localizada no local onde chegaram pela primeira vez os descobridores da ilha,
sendo destacável a Capela dos Milagres e os fortes que testemunharam a
necessidade de defesa contra os ataques de piratas.
Por todo o mundo, a Madeira é conhecida pela sua beleza
natural, mas também pelos jardins e parques que são cuidadosamente tratados e
mostram a sua grande diversidade de flores, plantas e árvores. As levadas,
canais de irrigação espalhados por toda a ilha, criados pela necessidade
de transportar água do norte para o sul da ilha, são fontes de grande atração
dos turistas pelo incrível contacto direto com a natureza. Adicionalmente, a
floresta Laurissilva é um ponto obrigatório para os amantes da natureza, tendo
esta sido considerada Património Natural da Humanidade pela UNESCO, em 1999. A
região apresenta ainda dois picos muito conhecidos, que são o Pico do Areeiro e
o Pico Ruivo, sendo estes dos picos mais altos de Portugal.
Relativamente à gastronomia madeirense, porque não experimentar
o vinho da Madeira, a poncha, os bolos de mel, a espetada regional, o peixe
espada preto, o milho cozido, as lapas, e bolo do caco?
Os
vinhos e os bordados tradicionais são uma parte intrínseca da cultura
portuguesa, sendo que o primeiro conquistou adeptos em todo o mundo devido aos
seus aromas deliciosos e de caráter único, enquanto o segundo apresenta-se como
uma excelente opção de souvenir.
Para os amantes dos deportos radicais, o canyoning, rapel, mountain bike e surf são
apenas algumas das alternativas para os turistas que gostam de atividades de
pura adrenalina. Contrariamente, para os amantes de futebol existe o museu do
Cristiano Ronaldo e a sua estátua na Avenida do Mar (junto ao porto do
Funchal). Além disso, não esquecer que o melhor jogador do mundo, Cristiano
Ronaldo, é natural desta ilha e, portanto, desperta curiosidade de muitos
visitantes que queiram visitar a região.
Por fim, os eventos tradicionais muito conhecidos, como as
Festas de Carnaval, a Festa da Flor, o Festival do Atlântico, Festa do Vinho,
Mercado Quinhentista e Festas de Natal e Fim de Ano, são apenas alguns dos
eventos que marcam o ano e que poderão ser visitados.
Deste modo, retrato
os pontos que acho que melhor distinguem a nível turístico a ilha da Madeira
relativamente aos outros destinos, sendo a Madeira um pequeno paraíso
português, situado na imensidão do oceano atlântico, conhecida sobretudo por
ser a “Pérola do Atlântico”.
Marcos
Andrade
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
O mundo encantado da sardinha portuguesa: a casa oriental do Porto como fator turístico
A Casa Oriental, fundada no ano de 1910, foi
uma das casas de comércio mais antigas da cidade invicta. Situada junto à Torre
dos Clérigos (mais concretamente na zona da Cordoaria), primitivamente inicia
por comercializar produtos das colónias africanas e orientais, tal como café,
chocolate e chás, sendo ainda possível verificar na sua fachada – considerada Património
da cidade - a sua representação de um cenário da África Colonial, sendo um ponto atrativo para
todos os visitantes e turistas que vêm visitar a cidade invicta. Contudo, no
presente, tudo o que resiste na casa oriente é somente a fachada histórica, já
que a loja sofreu uma grande inovação/desenvolvimento, tanto a nível de
marketing como a nível económico e criativo.
Recentemente, a empresa COMUR (Fábrica das
Conservas da Murtosa) inseriu-se na antiga Casa Oriental e, através das suas
latas de conserva, criou o conceito “O Mundo Fantástico da Sardinha Portuguesa”,
como homenagem «que há muito era devida a um dos peixes mais fantásticos do
Mundo e, de todos, o que mais histórias tem para contar» (Comur, 2017).
Tratando-se numa loja “típica” que se diferencia de todas as lojas existentes da cidade do Porto, este estabelecimento é dedicado sobretudo ao povo portuense - soalho típico português/portuense, criando a nostalgia dos soalhos das casas das nossas avós -, assim como a todos os portugueses e turistas que a queiram visitar. Ao ingressamos na mesma, através da sua decoração, obtemos a sensação de entramos num mundo encantado, tal como o conto da “Alice no País das Maravilhas”. Contudo, há quem afirme que nos dá a ilusão de um circo/feira popular, devido aos mini-carrosséis existentes no estabelecimento, e através da banda sonora cativante.
Rodeados de milhares de conservas de
sardinha, que se encontram impressas e datadas do ano de 1916 até ao ano
corrente - em cada lata encontra-se registado um momento histórico marcante
desse mesmo ano, mais o nascimento de duas personalidades mais relevantes nessa
data -, como é o exemplo da data de 1955, em que o acontecimento histórico
escolhido foi a campanha pelos direitos dos negros Americanos e o nascimento de
duas personalidades marcantes escolhidas, Bill Gates e Steve Jobs.
Como nos descreve o site oficial da Comum, «A loja propõe-se revisitar o último século
da história de Portugal e do Mundo, promovendo também com isso uma reflexão
sobre o último centenário das conservas de peixe em
Portugal» (Comur, 2017). Estas conservas são cada vez mais adquiridas
pelos turistas e visitantes da cidade, que acabam por adquirir mais que uma lata
para oferecer como prenda aos seus familiares e amigos ou até mesmo para eles
próprios, para zelar como lembrança dessa mesma viagem. Outro ponto alusivo nas lojas é o tema ligado “ao
valor da máquina do tempo” que, através do
seu relógio de cordas - que se encontra no teto da loja- e através da própria
farda dos funcionários que nos abordam de forma simpática, projeta-nos para as
viagens ao passado.
O estabelecimento a cada ano que passa, tem
surgido como um verdadeiro sucesso, atraindo genuinamente cada vez mais
turistas e visitantes portugueses, que revelam que a razão de ir à loja é a
atratividade da lata e também para provar pela primeira vez a
sardinha em conserva.
Graça
Cristina Pinto dos Reis
Referências bibliográficas
https://www.mundofantasticodasardinha.pt/
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
Património Azulejar Português
O azulejo é uma peça de
cerâmica de pouca espessura, usualmente quadrada, em que uma das faces é
vidrada, resultado da cozedura de um revestimento geralmente denominado como
esmalte, que se torna impermeável e brilhante. A palavra azulejo vem da expressão árabe al-zuleique, palavra que significa pequena pedra lisa e polida.
A arte da azulejaria criou
raízes na Península Ibérica por influência dos árabes, após a conquista da
Península Ibérica pelos árabes, que trouxeram os mosaicos para adornar as paredes
dos seus palácios, dando-lhes brilho e ostentação. O estilo cativou espanhóis e
portugueses. Os artesãos pegaram na técnica mourisca de azulejaria e
simplificaram-na, adaptando-a aos padrões ocidentais. Os primeiros exemplares
usados em Portugal, os Hispano mouriscos, vieram nos
finais do século XV, de Sevilha, e serviram para ornamentar as paredes de
palácios e igrejas. Passados cerca de setenta anos, em 1560, começam a surgir
em Lisboa as oficinas de olaria, que
produziam azulejos segundo a técnica de faiança que fora importada de Itália.
A partir do século XIX, o
azulejo sai dos palácios e das igrejas e começa a ser usado nas fachadas dos
edifícios. No século XX, o azulejo começa a ser usado nas estações de caminho-de-ferro
e metro; alguns são assinados por artistas conhecidos.
O azulejo é um elemento
bastante popular da cultura artística portuguesa e um símbolo turístico muito
apreciado. Ornamentam janelas, estações
ferroviárias, paredes de casas e prédios ou templos.
Em Portugal, existem muitos lugares históricos com azulejos, como
por exemplo a estação de São Bento, no Porto, o Museu do Azulejo, em Lisboa, a
Fábrica de Cerâmica da Viúva Lamego, em Sintra, o Palácio Nacional de Sintra, o
Palácio nacional de Queluz, o Palácio Fronteira, a igreja de Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego.
Lisboa
tem um museu dedicado ao tema, o Museu Nacional do Azulejo, onde se pode
conhecer toda a sua história, a evolução técnica e artística, desde os
primeiros tempos até à produção contemporânea. A coleção do museu contém a
produção azulejar da segunda metade do século XV até à atualidade
O azulejo é um património
de interesse cultural e turístico para o nosso país pelo reconhecimento por
parte dos turistas que nos visitam, um bem verdadeiramente de valor universal.
É por isso que os azulejos, muitas vezes são roubados e vendidos aos turistas.
Para um português, os azulejos são uma coisa banal, pois estamos rodeados de
edifícios com fachadas dessa arte cultural, mas para um turista estrangeiro pode
ser uma arte pouco existente nos países deles, e é também uma recordação do
país que visitaram. Apesar de nos últimos dez anos os roubos de azulejos terem
diminuído bastante, ainda há igrejas e palácios que são vandalizados.
Em Lisboa, desde 2013, é
proibido demolir edifícios com fachadas de azulejos sem autorização prévia. Os
azulejos roubados costumam ser vendidos em feiras da ladra, com diversos
preços.
É importante ter atenção
a esse património, pois a deterioração dos edifícios, a realização de
intervenções desadequadas e o roubo e comercialização fazem com que se perca
muito do património artístico cultural. Sabemos que existem pessoas que viajam
para Portugal com o propósito de comprar azulejos. O turismo não só pode como
deve ajudar na resolução deste problema.
Criar uma base de dados
para o património cerâmico em Portugal e, também, a inclusão, nesta missão, dos
contributos que sustentem o reconhecimento público para as boas práticas de
salvaguarda, os projetos criativos e a edição de um guia nacional do azulejo
podem ajudar a preservar o património azulejar no país. O plano nacional
poderia ser desenvolvido através da cooperação de entidades públicas e
privadas, de especialistas, artistas e cidadãos.
Existe um website dedicado à salvaguarda e
valorização do património azulejar português: http://www.sosazulejo.com/. O Projeto “SOS
Azulejo” é uma iniciativa do Museu da Polícia Judiciária, e veio da necessidade
de diminuir os roubos e a destruição do património azulejar português.
Isa Micaela Guimarães da Silva
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
sexta-feira, junho 01, 2018
domingo, maio 27, 2018
Um mergulho na aldeia submersa do Gerês
O Parque Nacional Peneda-Gerês
(PNPG) foi criado pelo Decreto-Lei nº 187/71, de 8 de maio, com o intuito de
realizar um planeamento capaz de valorizar as atividades humanas e os recursos
naturais dessa área montanhosa do Norte de Portugal. Trata-se da primeira Área
Protegida criada no nosso país e ainda permanece como a única com o estatuto de
Parque Nacional. Mas se com esta classificação se pretendia preservar e
defender esta área das alterações provocadas pela intervenção humana direta, a
verdade é que, inusitadamente, foi também em 1971, através da construção de uma
barragem, que as águas do Rio Homem “engoliram” para sempre a aldeia de
Vilarinho da Furna, levando ao êxodo de 57 famílias.
Vilarinho da Furna era
uma aldeia comunitária milenar situada no sopé da Serra Amarela, em pleno PNPG.
Tal como é típico das populações das regiões de montanha, as suas gentes
enfrentavam o ambiente hostil promovendo diferentes estratégias adaptativas, concretamente,
o povo de Vilarinho, para além de acatar as leis vigentes no território
nacional, tinha também as suas próprias leis internas, que eram
escrupulosamente respeitadas por todos. Havia uma Junta composta por um Zelador
que era acompanhado por seis membros e realizavam-se assembleias semanais com
toda a comunidade. O Zelador era também o juiz de todos os crimes (exceto o
homicídio, por ser da competência dos tribunais) e na aldeia existia um
sentimento de solidariedade que envolvia todo o povo, o qual seguia o lema de “Todos
por Todos”.
A construção da barragem
afogou para sempre a aldeia de Vilarinho e com ela levou os pastos, os terrenos
de cultivo, a paisagem, a herança de tempos imemoriais e de uma forma de
organização comunitária rara e ímpar. Após a submersão da aldeia, que ficou
imortalizada no poema “Requiem”, de Miguel Torga, surgiu o Museu Etnográfico de
Vilarinho da Furna, construído pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, em
1981, e os seus antigos habitantes formaram a associação – AFURNA, com a missão
de defesa do património etnográfico, cultural e ambiental desta zona.
Em períodos de seca
extrema, quem por ali passa consegue vislumbrar o que resta da aldeia fantasma,
nomeadamente os muros e caminhos fortemente romanizados, recordando o preço
pago pela intervenção humana, sob os auspícios da modernidade e do progresso.
Nos últimos anos, provavelmente
fruto do crescente interesse pelo Turismo de Aventura, têm sido organizadas
atividades pontuais de Turismo de Mergulho na barragem de Vilarinho das Furnas,
por entidades especializadas. Quem teve o privilégio de fazer esta viagem no
tempo, refere que nas águas profundas do rio conseguiu sentir uma ligação à
aldeia e ao seu povo. O profundo silêncio e calma das águas, a presença das
ruas quase intactas, dos murados e das árvores outrora frondosas, permitiu
vislumbrar os tempos idos de uma aldeia como já não há mais nenhuma, vivendo
esta experiência como se se tratasse da descoberta de um tesouro.
Parece-nos que um maior
investimento neste tipo de atividade turística-recreativa poderá conformar uma
interessante estratégia de diversificação da oferta turística no PNPG, conciliando-a
com a preservação da memória cultural e etnográfica da aldeia afundada. A
atividade de mergulho, para além de aliar uma certa adrenalina pela atividade
em si, permite uma viagem no tempo e na história e o acesso a um “mundo” desconhecido
para a maioria das pessoas, o que de alguma forma pode ajudar a redimir a perda
de Vilarinho.
Bruna
Ferreira
Webgrafia:
Bibliografia:
Cunha, J. (2017). Turismo, Natureza, Património e
Memória nas comunidades de montanha. Recursos e sustentabilidade no Parque
Nacional da Peneda-Gerês. International
Journal of Scientific Management and Tourism, 3(1), 339-355.
Rodrigues, C.
(2001). Turismo de natureza - O desporto de natureza e a emergência de novos
conceitos de lazer. Disponivel em http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:8Zg0uvVIX7gJ:www.geografia.uminho.pt/uploads/carla.doc+&cd=1&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
quarta-feira, maio 16, 2018
REDES: v. 23, n. 2 (2018)
REDES: saiu o v. 23, n. 2 (2018):
Redes de Cooperação, Arranjos Produtivos e Desenvolvimento Regional
Redes de Cooperação, Arranjos Produtivos e Desenvolvimento Regional
terça-feira, maio 15, 2018
quinta-feira, maio 10, 2018
Passagem de ano na Ilha da Madeira
A
Madeira é uma ilha repleta de tradições caraterísticas e de eventos peculiares,
que cada vez mais são conhecidos nos quatro cantos do mundo. Um deles é a
passagem de ano. Este espetáculo foi reconhecido oficialmente pelo livro de
recordes do Guiness, em 2006, como o "O
maior espetáculo de fogo-de-artifício do Mundo".
Este
evento fortalece a identidade da ilha visto que, nesta época, milhares de
turistas visitam a região. No ano transato, chegaram à ilha cerca de 40 mil
turistas entre o dia 28 e 31 de Dezembro por via aérea e cerca de 20 mil
turistas por via marítima (num total de dez navios, sendo que há navios que
ficam fundeados no porto, enquanto outros ficam ao largo) com o simples
propósito de assistir à famosa passagem de ano. A administração dos portos da
Madeira registou o maior movimento dos últimos dez anos na Pontinha no dia 31
de Dezembro.
O
governo regional investe a cada ano cerca de 1 milhão de euros em oito minutos
de fogo-de-artifício, disparado de 37 postos, que envolve cerca de 132 mil
disparos. Todos estes postos são colocados na cidade do Funchal, localizados na
orla marítima e baixa citadina, no anfiteatro do Funchal, e no mar. Neste dia,
a cidade está ainda com as deslumbrantes iluminações postas para a época
festiva, o que atrai as pessoas para a realização de passeios, principalmente
na avenida do mar, antes da meia-noite chegar.
Tradicionalmente,
a maioria das pessoas de toda a ilha deslocam-se para o Funchal para assistir a
este grande evento. Umas optam por passá-lo em casa ou na casa de algum
familiar, com vista propícia a ver o fogo-de-artificio, outras optam por ver do
centro da cidade. Variam mesmo de ano para ano o local de onde presenciam a
experiência, que pode ser vivida de diferentes maneiras dependendo do lugar de
onde se encontram. Os oito minutos são vividos intensamente (cheios de
sentimentos e emoções) devido ao céu iluminado das mais diversas cores e pelos
ruídos intensos provenientes tanto do fogo-de-artifício como das buzinas dos
navios. Na minha opinião, a principal razão que leva a este evento ser
reconhecido mundialmente é, para quem participa, a facilidade com que somos
envolvidos pela experiência, devido a não haver apenas uma frente de fogo-de-artifício
mas sim em toda a volta da cidade.
Posto
isto, este evento é bastante apreciado tanto pelos residentes como pelos
turistas provenientes de todas as partes do mundo, que vê as expetativas
elevadas devido ao reconhecimento positivo do acontecimento. O governo regional
empenha a sua força para que essas expetativas sejam superadas, com vista à
promoção de novas visitas à ilha e a transmitir uma boa imagem.
Concluo
aconselhando a quem tiver a possibilidade de transitar de ano vivendo desta
experiência que o faça, pois é inesquecível.
Diogo José Sousa Teixeira
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
terça-feira, maio 08, 2018
Turismo militar em Guimarães: um “campo” subaproveitado
Guimarães é uma cidade impregnada de um
forte significado simbólico e cultural. Considerada a cidade “Berço da Nação”,
por ser a cidade onde nasceu o primeiro rei de Portugal, detém uma componente histórica
rica e notável. A acreditação do seu Centro Histórico como Património Cultural
da Humanidade, em dezembro de 2011, pela UNESCO, veio aumentar ainda mais o seu
potencial em termos turísticos. E a atribuição da menção de Cidade Europeia da
Cultura, no ano de 2012, também permitiu, de forma exponencial, dar a conhecer
o vasto património cultural desta cidade. Consequentemente, tem sido notório o
crescimento do turismo no centro urbano de Guimarães.
O Turismo é um fenómeno global com
acentuadas diferenciações e, no que concerne à cidade de Guimarães, sobressai o
Turismo Cultural, que se tem vindo a revelar como uma mais-valia em termos de
fatores de desenvolvimento local. Trata-se de um ato económico pois possibilita
a satisfação de uma necessidade da parte do turista e, para além disso,
contribui para o desenvolvimento alargado de vários setores da atividade
económica, concretamente, no que se refere ao fornecimento de bens e serviços,
contribuindo para a criação e manutenção de inúmeros postos de trabalho.
Porque os impactes criados pelo turismo
têm uma tradução essencialmente local, importa que as diversas políticas de
atuação, na área do turismo, sejam objeto de um planeamento estratégico capaz
de criar cadeias de valor, e que permita a satisfação dos turistas, ou seja,
que vá no sentido das suas necessidades.
Efetivamente, o turismo não é uma área
estanque e as necessidades em termos de turismo vão sofrendo evoluções ao longo
do tempo. Assim, não obstante a reconhecida importância da cidade de Guimarães
e do seu inigualável património e valor histórico, urge refletir sobre as
tendências atuais, a fim de responder às novas exigências e aspirações da parte
dos turistas.
Neste contexto, o Turismo Militar, como
segmento do Turismo Cultural, criado em 2014 pelo Ministério da Defesa Nacional
Português, tem-se vindo a assumir como um novo e promissor elemento que tem
vindo a ser impulsionado especialmente na região centro. Descrito como um
projeto cultural inovador, agregador e atrativo, tem um enorme potencial em
termos de mercado interno e externo. Uma das abordagens do Turismo Militar
consiste na valorização dos Campos de Batalha, nomeadamente através do “storytelling”.
No que concerne à cidade de Guimarães,
esta “respira” história e no seu centro histórico existem monumentos de grande
destaque, como por exemplo o Castelo de Guimarães ou o Paço dos Duques, que se
tornaram locais de visita obrigatória. Contudo,
a cerca de cinco quilómetros do centro, concretamente, em S. Torcato, existe um
Campo de Batalha que muitos desconhecem – o Campo da Ataca. Terá sido nesse
local que, em 24 de junho de 1128, D. Afonso Henriques venceu os espanhóis e
conquistou a soberania do Condado, iniciando-se o processo de independência de
Portugal.
Apesar de em 1996, ter sido inaugurado
nesse local um arranjo artístico-monumental que celebra este importante
acontecimento, com sete estátuas de cinco metros, muitos desconhecem a sua
existência, situação para a qual contribuem a parca sinalização e as difíceis
acessibilidades.
Inclusivamente, as festividades com cariz
histórico, de que são exemplo as Festas Afonsinas e as Festas Gualterianas,
circunscrevem-se sempre ao centro da cidade, deixando de parte este local tão
rico de história. Parece-nos assim que o Campo da Ataca é um local promissor,
mas subaproveitado, e que poderia vir a constituir um dos pontos-chave na
exploração do Turismo Militar no Norte de Portugal.
Em jeito de desafio, compete aos agentes
locais da cidade de Guimarães adotar uma atitude proativa face ao novo Turismo
Militar, partindo dos recursos valiosos que a cidade já detém, e não só
incrementar o turismo no centro histórico mas alargá-lo também à periferia.
Bruna
Ferreira
Bibliografia
Coelho, J. (2011). Turismo
Militar como segmento do Turismo Cultural: Memória, Acervos, Expografias e
Fruição Turística. (Mestrado em em Desenvolvimento de Produtos de Turismo
Cultural), Instituto Politécnico de Tomar. Disponivel em: file:///C:/Users/Asus/Downloads/Turismo%20Militar_JPCoelho.pdf
Marques, V. (2011). Turismo
cultural em Guimarães : o perfil e as motivações do visitante. (Mestrado em
Património e Turismo Cultural), Universidade do Minho. Disponivel em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/18041/1/Tese%20-%20Vitor%20Marques%20-%202011.pdf
Webgrafia
http://visao.sapo.pt/exame/2016-04-14-Portugal-na-rota-do-turismo-militar
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
sexta-feira, maio 04, 2018
TURISMO EM SÍTIOS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL
Com o advento do processo de
globalização, tem-se obtido cada vez mais informação e uma grande facilidade
para o turismo. Ao falarmos em turismo em sítios do Património Mundial, vale
destacar a importância da compreensão destes tanto a nível mundial como para o
local em que se encontram, e nas inúmeras possibilidades que geram em torno de
si.
A receita gerada pelo turismo
nestes locais vem a fornecer um meio de sobrevivência para a manutenção e gestão desses sítios que, por vezes,
carecem de apoio governamental e de uma divulgação maior para a preservação,
salvaguarda e programas educacionais e de informações.
O turismo nos dá a condição de aproximação e compreensão do
património natural e cultural, como nos apresenta a Convenção do Património
Mundial, promovendo suporte financeiro a longo prazo para a gestão do sítio,
para as comunidades locais e para os operadores de turismo. Porém, o excesso de turistas e a falta de
informação quanto à preservação podem acarretar problemas ao Valor Universal Excepcional[1] e degradar a experiência da qualidade da visita do
turista ao local, quando da não adequação das instalações oferecidas.
Os sítios de Património
Mundial são destinos maravilhosos que atraem um grande número de visitantes,
gerando benefícios econômicos através da marca Património Mundial e oferecendo grandes contribuições
para as economias regionais e nacionais. Gestores dos bens de património
mundial por vezes não se dão conta do retorno econômico do turismo para as
atividades de gestão no campo. As pesquisas realizadas revelam que os
visitantes não se incomodam de pagar taxas de visitação se uma parte
substancial destas forem destinadas à manutenção, proteção e custos operacionais destes sítios. O desafio
entretanto é respeitar
os objetivos de conservação (material e imaterial) da Convenção do Património
Mundial com fulcro em um turismo que seja
ao mesmo tempo sustentável e equitativo.
Sítios de Património Mundial devem
ser locais de importância, os quais transmitam conhecimento relacionado com os
seus valores de maneira específica e também em expressão da perícia na gestação das áreas protegidas
de modo a assegurar a continuidade da preservação do local e do bem.
O artigo 27 da Convenção do
Património Mundial[2] menciona de modo taxativo qual
o papel dos programas e informações
educacionais :
“ Artigo 27
1.Os Estados-partes da presente Convenção esforçar-se-ão por todos
os meios apropriados, especialmente por intermédio dos programas de educação e de informação, em intensificar o respeito e o apreço de seu povo pelo património cultural e natural definido nos artigos 1 e 2 da
Convenção”.
Entretanto, para desenvolver
projetos educacionais que possam vislumbrar êxito, faz-se necessário o empenho da
equipe de gestão dos Sítios de Património Mundial juntamente com a comunidade
local, pois esta interação aponta a importância do local, de suas necessidades,
gerando um orgulho para os membros da comunidade e uma relevância do sítio, a nível nacional e, se possível, global.
Os projetos educacionais nesses
Sítios de Património Mundial são de extrema importância pois tratam dos
chamados direitos de terceira geração, como classifica Bonavides[3], a saber:
direito ao desenvolvimento, à paz, ao meio ambiente, à comunicação e ao património comum da humanidade.
Encontra-se a plena afirmação
desses direitos no Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos adotado
pela Assembléia
Geral da ONU, em 1966, cujo artigo 1º afirma: “Todos os povos têm direito à autodeterminação (...). Em virtude desse direito,
determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu
desenvolvimento econômico, social e cultural”[4].
Salvaguardar é um dever de todos para com todos. O património é um legado para as presentes e futuras
gerações.
Andrea Caetano Moleirinho
BONAVIDES,
Paulo. Curso de Direito
Constitucional. 7. ed. São Paulo: Malheiros, 1997.
Convenção para Protecção do Património
Mundial, Cultural e Natural. Disponível em: http://www.patrimoniocultural.gov.pt/media/uploads/cc/ConvencaoparaaProteccaodoPatrimonioMundialCulturaleNatural.pdf.
COSTA,
Beatriz Souza. A
Proteção do Proteção Cultural como um Direito Fundamental: Património Cultural e sua Tutela
Jurídica. Rio de Janeiro: Editora Lumen Júris,
2009.
Gestão do
Patrimônio Mundial natural - Brasília: UNESCO Brasil, IPHAN, 2016.
[1]
O VUE é descrito nas Diretrizes Operacionais como: “significado
cultural e/ou natural que é excepcional a
ponto de transcender as fronteiras nacionais e ser importantes para gerações presentes
e futuras de toda a humanidade. Como tal, a proteção permanente deste património é da mais alta importância para toda comunidade internacional ( Parágrafo
49 ).
[2] Convenção para Protecção do Património Mundial,
Cultural e Natural. Disponível em http://www.patrimoniocultural.gov.pt/media/uploads/cc/ConvencaoparaaProteccaodoPatrimonioMundialCulturaleNatural.pdf. Acesso em 18 de abril de 2018.
[4] COSTA,Beatriz Souza. A Proteção
do Património Cultural como um Direito Fundamental: Patrimònio
Cultural e sua Tutela Jurídica. Rio de Janeiro: Editora Lumen Júris, 2009.
p.44-45.
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2017/2018)
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