Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional.
quarta-feira, julho 31, 2019
quarta-feira, julho 24, 2019
domingo, julho 07, 2019
Enoturismo no Brasil: um estudo comparativo dos perfis dos enoturistas do Vale dos Vinhedos e do Vale de São Francisco
O enoturismo tem apresentado importância crescente, mostrando-se como
alternativa de desenvolvimento para as regiões vitivinícolas. Entretanto, a
literatura aponta a existência de uma lacuna de informação sobre as
caraterísticas e comportamentos dos visitantes. Em razão disso, o presente
estudo tem como objetivo principal determinar o perfil dos visitantes das
regiões vitivinícolas brasileiras do Vale dos Vinhedos e do Vale de São
Francisco. Para atingir o objetivo mencionado, recorreu-se a dados qualitativos
e quantitativos sobre os enoturistas. Os inquéritos foram aplicados aos
turistas que visitaram essas regiões vinícolas e os dados foram submetidos a
técnicas estatísticas multivariadas com o objetivo de segmentar os visitantes.
Os resultados apontam que as visitas podem ter diferentes motivações. Percebeu-se, também, que os turistas de
vinho encontrados no Vale dos Vinhedos e no Vale de São Francisco têm perfis distintos. Em matéria
de estratificação, obtiveram-se
quatro segmentos: apaixonados; interessados; visitantes ocasionais; e indiferentes.
Os resultados da investigação realizada sugerem que conhecer melhor o perfil do
enoturista, seus comportamentos e motivações possibilita a implementação de
novas estratégias de marketing e ajuda a formatar a oferta.
Palavras-chave: Enoturismo; Perfil dos enoturistas; Motivações
de visita; Vale dos Vinhedos; Vale de
São Francisco
Bárbara Lima
J. Cadima Ribeiro
Vinícius Nunes
Bárbara Lima
J. Cadima Ribeiro
Vinícius Nunes
[Resumo de comunicação apresentada no 26º
Congresso da APDR (26th APDR Congress), genericamente subordinado ao tema
´Evidence-based territorial policymaking: formulation, implementation and
evaluation of the policy`, organizado pela Associação Portuguesa para o
Desenvolvimento Regional, que decorreu na Universidade de Aveiro, Aveiro, a 4 e
5 de julho de 2019; 27 págs. (trabalho em co-autoria)]
sexta-feira, maio 31, 2019
SCImago Journal & Country Rank, 2018: Revista Portuguesa de Estudos Regionais
É um resultado modesto mas, ainda assim, é um resultado positivo, se olhado numa perspetiva de continuidade e de posicionamento a longo prazo da Revista Portuguesa de Estudos Regionais (RPER). Premeia o esforço e dedicação de muita gente, da entidade promotora (APDR), aos membros do Conselho Editorial, ao secretariado da RPER e da APDR, e aos autores, que têm feito questão de reforçar o número de submissões em cada ano, reafirmando a credibilidade que a Revista lhes merece.
segunda-feira, maio 27, 2019
International Congress ´Tourism in Islands in the XXI Century: Dynamics and Challenges`: call for papers
sexta-feira, maio 24, 2019
REDES: v. 24, n. 2 (2019)
REDES: v. 24, n. 2 (2019)
Maio/ago. 2019 - Resiliência pós-desastres: recuperando o desenvolvimento regional
Maio/ago. 2019 - Resiliência pós-desastres: recuperando o desenvolvimento regional
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Publicações,
Territórios e Desenvolvimento
quarta-feira, maio 15, 2019
Desenvolvimento Regional em debate (DRd): Novidades sobre a DRd e convite
De:
Editoria do Periódico Desenvolvimento Regional em debate – DRd
Para:
Colegas Pesquisadores Internacionais
Referente:
Novidades sobre a DRd e convite
Caros
colegas
Nosso periódico – Desenvolvimento Regional em debate (DRd) –
iniciou 2019 com inovações em sua linha editorial. A principal, é mudança para
o sistema Publicação Contínua. Com
isso, o artigo submetido é publicado imediatamente após sua aprovação pelos
pares e revisão dos autores. Assim, conseguimos reduzir radicalmente o tempo
entre a submissão e a publicação.
Dentre outras inovações, estão, também novas indexações,
renovação de nosso Corpo Editorial e Avaliadores Científicos e ampliação das
formas de divulgação.
Além disso, estamos dando maior atenção ao propósito de
ampliar o número de artigos de autores de outros países, além do Brasil, por
exemplo, Portugal, Espanha e países latino-americanos e africanos. Lembramos
que os artigos podem ser escritos nas línguas portuguesa, espanhola e inglesa.
Como novidade, além da submissão de artigos para Publicação
Contínua, de forma ininterrupta, abrimos a possibilidade de Edição Especial
articulada por Programas de Pós-Graduação (Mestrado e/ou Doutorado), ou Grupos
de Pesquisa, com um mínimo de 10 e máximo de 20 artigos, versando sobre as dimensões econômica, organizacional, ambiental,
social, histórico-cultural e político-administrativa do desenvolvimento (local,
regional, territorial).
Nosso convite se dirige, em especial,
a você, tanto para submissão na forma de publicação contínua, como para
articulação de uma Edição Especial.
Ficamos à disposição para maiores
informações.
Santa Catarina, Brasil, 14 de
maio de 2019
Atenciosamente:
Prof. Dr. Valdir Roque Dallabrida
– Editor-chefe da revista DRd
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Publicações,
Territórios e Desenvolvimento
Revista Portuguesa de Estudos Regionais, nº 51 (2019): Editorial
During the last nineteen years, we have facilitated an increase of
publications related to creative tourism. In 2000, we began following a more
structured practice, and after the contribution of a few other authors (e.g., Pearce and Butler, 1993), Raymond and Richards convinced us to pursue the development of a new
segment of tourism, which can be considered an evolution of the massified cultural
one. In addition to the theoretical arguments that continue to be discussed (we
do not have yet a consensual definition), several study cases have been
published, and many institutions worldwide began to organize creative
initiatives with new tourists’ profiles. These new tourists have new
aspirations and can be seen as more responsible travellers with a desire to interact
deeply with the local community at the destination, to co-create, and to feel like
local citizens.
Creativity has become a condition and is helping destinations passing from
massified tourism to a cultural profile and creative solutions. It also became
a survival strategy for many destinations.
Even if medium-sized cities and rural areas can offer a valuable
contribution to the implementation of this tourism segment, urban spaces continue
to be the main focus, and creative tourism industries are
still more active and diverse in these areas. Nevertheless, the events of recent
years led us to believe that something is changing. This can be true for South
Europe, where creative tourism cases have increased greatly, perhaps because
the massified model is running out and inducing new offers. Because the
heritage wealth of these territories is very high, there are opportunities to apply
it in different ways.
The present
issue, the 51th of Portuguese Review of Regional Studies, entitled “Creative Tourism and the Community
Roles,” provides researchers and practitioners with a better
understanding of what creative tourism is and the community roles it brings, structured
in six papers.
This issue begins
with an interesting paper by Álvaro Dias, Mafalda Patuleia,
and
Georg Dutschke, entitled “Shared value creation, creative tourism, and local
community’s development: The role of cooperation as an antecedent.” It focuses on an unclear issue, i.e., how creative
tourism is developed in the context of rural communities with few resources and
without a clear view of the path to follow to generate profit from creativity
associated with local resources and pratices. Five cases were used, collected from
five countries (Brazil, Colombia, Mexico, Peru, and Portugal) through in-depth
interviews with local stakeholders.
The second paper, “Empowering Communities through Capacity Development: The Case of Misfat Al Abriyeen Project,” by Rogelio Flores and Carlos Costa, highlights a local project in Al Hamra, Oman. Transforming idle resources into useful, tourism assets, this paper revealed the significance of community empowerment through capacity development. As stated by the authors, “(…) this resulted in locals’ improved source of income, deeper understanding, and cultural interactions with tourists and appreciation of community assets.”
The second paper, “Empowering Communities through Capacity Development: The Case of Misfat Al Abriyeen Project,” by Rogelio Flores and Carlos Costa, highlights a local project in Al Hamra, Oman. Transforming idle resources into useful, tourism assets, this paper revealed the significance of community empowerment through capacity development. As stated by the authors, “(…) this resulted in locals’ improved source of income, deeper understanding, and cultural interactions with tourists and appreciation of community assets.”
Jorge Ramos, Veronika
Rosová, and Ana Cláudia Campos are the authors of the third paper and focus on “Sunny, windy, muddy, and salty creative tourism experience in a salt pan.” The Algarve
region was the selected location, and the paper refers to generating profit through
traditional elements of the Algarve landscape other than the sun and the sea, like
creative tourism experiences developed in the context
of the traditional activity of salt production.
The main objectives of the research undertaken were to analyse a co-creation approach within the
design of the tourism experience in a salt pan (salt production is an ancient
human activity) and to contribute to the design of experiential proposals
applied to the case of salt production. After
the literature review, which helps the reader understand the main
characteristics of creative tourism, the paper underlines that “Creative
tourism is believed to respond to the 21st century tourists’
aspirations.” In Portugal, we are still identifying the profile of creative tourists, and we can highlight that they expect the experiences they
face to be opportunities not only to learn about local cultures and
territories, but also to become engaged at different levels (e.g., sensorially,
intellectually, and emotionally).
The fourth paper (“The Potential
of Olive Oil for Creative Tourism Experiences in the Northern Region of
Portugal”), by Regina Bezerra and Alexandra Correia, is a good example of how linking
local products, food, gastronomy, and tourism can create a perfect symbiosis. The
case of olive oil tourism presents an opportunity for the development of
various creative activities and unique experiences.
The fifth paper discusses “Creative Tourism
Experiences in Guimarães: a
twofold analysis of visitors’ and suppliers’ perspectives,” written by Carla Melo, Alexandra Correia, Marta Cardoso
and Vítor Marques. Its focus is on urban spaces. It is a study using quantitative
and qualitative methods in order to understand both visitors (by using a
self-administrated questionnaire) and tourism service providers (by using a
semi-structured interview). A cultural destination, classified
as a World Heritage Site by UNESCO, was selected – the municipality of
Guimarães. One of the conclusions is that neither
visitors nor service providers associate Guimarães with creative tourism. This occurred
as the city’s promotion initiatives have been focused mainly on its heritage,
material, and immaterial offerings.
The last paper, entitled “Creative Tourism and Urban Sustainability: The Cases
of Lisbon and Oporto,” discusses the traditionally main cities in Portugal and
was developed by Cláudia Henriques and Maria Cristina Moreira. It analyses the growing
importance of creative tourism in Lisbon and Oporto. The authors assumed that culture and creativity
could be measured through a composite set of indicators. With consideration for
these two cities, a set of composite indicators that can be used to assess
cultural/creative tourism dynamic and policy are discussed. Two main domains were
considered: 1) cities and culture/creativity and 2) tourism and sustainability.
Some differences were
underlined within the two cities. While Lisbon reveals better performance related
to cultural vibrancy, creative economy, and an enabling environment when
considering Cultural and Creative Cities monitoring, Oporto seems to be better
positioned in terms of “Openness, Tolerance, & Trust”, “Graduates in arts
& humanities,” and “Graduates in ICT.”
These case studies confirm the existence of different ways
of approaching creative tourism and the community roles envisaged in different
territories, even if the Portuguese was the one most closely examined. I believe
that, in the next years, these tourism segments and territories (mainly the
rural ones) can continue to contribute to the implementation of more
sustainable development strategies and, this way, follow tourism paths that contradict
massified solutions.
Paula Remoaldo
(Guest Editor; Full Professor of the Department of
Geography of University of Minho)
terça-feira, maio 07, 2019
sábado, maio 04, 2019
“Vender” os nossos territórios
O título deste artigo
pode induzir a ideia de alienação de propriedade imobiliária. O verbo “vender”
implica, na sua interpretação mais tradicional, uma mudança de proprietário, um
novo dono para algo. Atualmente, este termo é utilizado em sentido mais lato,
quando queremos falar de promoção. É sobre isso que me vou debruçar neste texto
- vender o território, promover o território, realçar ou evidenciar as
qualidades do território, despertar a atenção para o território.
É inegável o poder da
comunicação, da publicidade, a forma como condiciona ou, pelo menos, influencia
a perceção das populações sobre determinado assunto. A televisão, a rádio e a
imprensa, há muito que tiram proveito da sua capacidade para entrar em casa das
pessoas, levando as mensagens que lhes são encomendadas.
Nos dias que correm, a
internet veio trazer algumas alterações e uma nova realidade. As redes sociais
ocupam hoje um lugar cimeiro enquanto canal de comunicação, sendo talvez a
forma mais rápida e acessível de chegar a determinados públicos-alvo.
A necessidade das
organizações comunicarem de forma sistematizada, com maior eficácia, tem feito
com que, ao longo dos últimos anos, tenha proliferado o número de empresas
especializadas nesta matéria - as agências de comunicação. São estas empresas
que, grosso modo, desenham e põem em prática as estratégias de comunicação das
entidades que as contratam para esse efeito.
A esta nova realidade não
ficaram alheios os políticos. Se há alguns anos o recurso a agências de
comunicação, nos meios políticos, era um exclusivo dos candidatos a Presidente
da República, Primeiro-ministro e, na melhor das hipóteses, aos candidatos à presidência
de algumas das maiores câmaras do país, a verdade é que hoje é uma prática
generalizada. Atrevo-me a dizer que serão escassos os casos de candidatos a
câmaras municipais que não têm ao seu serviço uma empresa de comunicação. Diria
até que os candidatos que não recorrem aos serviços destas agências, cada vez
mais dificilmente conseguem ganhar eleições.
É também comum que,
chegados ao poder, os eleitos mantenham os serviços dessas empresas. Agora já
não contratadas para promover o candidato e as suas propostas, mas para
organizar e gerir a comunicação do município com os seus munícipes e também com
o exterior, promovendo o território, vendendo o território.
Defendo que é essencial a
profissionalização da comunicação. Os municípios devem garantir uma boa
comunicação, com capacidade de divulgar o que de melhor é feito nos nossos
territórios, atraindo visitantes, turistas, investidores e mão-de-obra, contribuindo,
assim, para a atração e fixação de população.
As agências de comunicação conseguem alimentar as redes sociais, influenciar os meios de comunicação social, enfatizando o que de melhor acontece e se faz no território. Replicando as notícias através dos vários canais disponíveis, criam no público uma perceção de dinâmicas muito positiva.
No entanto, não sou
alheio aos perigos que isto representa. Se, por um lado, é importante esta
mensagem positiva, atraindo aqueles que estão fora do território e motivando os
que aí se encontram, pode também criar uma ilusão, ofuscando a realidade. Ao
funcionar como uma espécie de analgésico, pode-se gerar uma sensação de alívio
da dor, mas assim que seu efeito passar, porque passa, verificamos que a
maleita continua lá, que o problema se mantém ou, muito provavelmente, se
agravou.
O ideal e desejável é que
essas empresas de comunicação tenham a capacidade de transmitir e divulgar a
realidade, de uma forma positiva e construtiva, sim, mas resistindo à tentação,
sua ou de quem as contrata, de criar uma ilusão de realidade.
Apenas trabalhando em
cima da realidade podemos adotar medidas corretas, alicerçadas, e caminhar
todos no mesmo sentido, o sentido do bem comum.
Jorge
Ribeiro
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
segunda-feira, abril 29, 2019
Festas da Cidade e Gualterianas
Em
Portugal, existem por tradição muitas festas populares, romarias e procissões
que, ao longo dos anos, se vão tornando símbolos para as próprias cidades. E Guimarães
não é excepção.
Um
dos momentos mais esperados pelos vimaranenses são as Festas da Cidade e
Gualterianas. É de referenciar que as Festas da Cidade e Gualterianas, além de
serem um dos pontos mais altos das festas que existem na cidade Guimarães,
também são uma das maiores festas populares do Minho. Estas Festas têm uma
união harmoniosa entre o sagrado e o profano.
As
Festas da Cidade e Gualterianas são celebradas em honra de São Gualter e
surgiram em Guimarães, no ano de 1906. São celebradas sempre no primeiro
fim-de-semana do mês de Agosto. Estas Festas marcam a Cidade de Guimarães e os
vimaranenses mas, cada vez mais, existem turistas que visitam a Cidade onde nasceu
Portugal por esta altura, para conhecerem e viverem de perto as Festas da
Cidade e Gualterianas.
Durante
o primeiro fim-de-semana do mês de Agosto, podemos esperar vários dias de festa
e de alegria, onde se misturam tradições seculares com vivência de uma cidade
moderna e onde o espírito é unicamente de festa de alegria por parte dos
vimaranenses e turistas que por aqui passam nesta altura. São vários os números
que fazem parte destas festas, como a Batalha das Flores, o Cortejo do Linho e
a Marcha Gualteriana, entre outros…
A
Marcha Gualteriana tornou-se um ponto de referência das Festas Gualterianas,
mas durante muito tempo ela sofreu algumas modificações, existindo anos em que
a Marcha nem sequer saiu a rua. Esta marcha só em 1932 passou a ter o nome de
“Gualteriana”, para conseguir realçar o espírito bairrista e apelar ao empenho
e dedicação dos vimaranenses que ajudavam nesta Festa.
Mesmo
existindo estas dificuldades, atualmente a Marcha Gualteriana tornou-se uma
marca de qualidade, que há muito ultrapassou barreiras. Todos os anos, os
vimaranenses, com muito entusiasmo e a força que lhes é caraterística, levam a
Marcha Gualteriana para a rua, tornando esta uma “jóia” da coroa das Festa da
Cidade de Guimarães e Gualterianas.
Ana Sofia Freitas
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
Ana Sofia Freitas
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
Turismo ´Fashion`
Em 1991, nasceu aquele que é hoje o mais importante evento de moda em
Portugal – a ModaLisboa. Este surgiu
de um desafio proposto pelo Pelouro de Turismo da Câmara de Lisboa, com o
objetivo de mostrar a criatividade da moda portuguesa.
Com o decorrer dos anos, a indústria de moda em Portugal foi crescendo,
o que despontou a criação de uma estrutura mais eficiente para promover essa
indústria e divulgar o melhor da Moda Portuguesa para o mundo.
Surge então, em 1996, a Associação ModaLisboa, uma organização sem fins lucrativos, que tem como
missão a promoção e o desenvolvimento da Indústria de Moda em Portugal, bem
como do capital criativo nacional. Esta associação marcou o início de uma nova
etapa no percurso da ModaLisboa, uma
vez que toda a estrutura do projeto foi profundamente alterada: “mantiveram-se
os desfiles de moda portuguesa, mas a estes juntaram-se outras áreas com
ligação ao mundo da moda, como fotografia, ilustração, produção de imagens, design gráfico, multimédia e edição de
publicações” (Lisbonne Idée, 2019).
À semelhança do que acontece noutros países, a “ModaLisboa - Lisboa Fashion Week” é realizada duas
vezes por ano, em março e outubro, para apresentar as coleções de
Primavera/Verão e de Outono/Inverno dos principais estilistas portugueses.
O evento é dirigido a um público profissional constituído por imprensa,
compradores, indústria têxtil, assim como convidados dos criadores e
representantes de áreas artísticas, culturais, empresariais e institucionais ou,
simplesmente, “amantes da moda”. Recebe aproximadamente 20.000 convidados por
edição, que assistem ao vivo às apresentações das coleções dos criadores de
moda nacionais. Este é o principal projeto da associação, é o evento de moda com maior
reconhecimento em Portugal e um dos maiores eventos culturais da cidade de
Lisboa.
A Associação ModaLisboa também criou e produz outros
projetos importantes, tais como o concurso de jovens designers (Sangue
Novo), a pop-up
store Wonder Room e
as conferências Fast Talks.
A “ModaLisboa - Lisboa
Fashion Week” conta já com 52 edições realizadas, sendo que a última
decorreu ente os dias 7 e 10 de Março de 2019, no Pavilhão Carlos Lopes,
em Lisboa, com o tema “ModaLisboa #INSIGHT”.
Está prevista a realização de
um conjunto de eventos nas próximas edições da ModaLisboa, no sentido de fomentar o crescimento do evento Lisboa Fashion Week, “através de um
reposicionamento que opta pelo prestígio, inovação, criatividade e
diferenciação, respondendo de forma mais adequada à procura de públicos
internacionais e potenciando o crescimento da Indústria da Moda nacional” (Moda
Lisboa, 2019).
Em Outubro de 2019,
a ModaLisboa volta à passerelle com as novas propostas dos Criadores
Portugueses, onde estará presente o empenho e a determinação destes, com a
mesma energia e amor que este incrível evento nos habituou. O projeto será
desenvolvido em estreita ligação com parceiros estratégicos, entre eles, a
Câmara Municipal de Lisboa e a Entidade Regional de Turismo de Lisboa. O
projeto pretende aumentar a visibilidade e notoriedade internacional da Moda
Portuguesa e promover a região de Lisboa.
Célia Cristina Matos
Pereira
Referências
MODA LISBOA - Modalisboa Go Global. Portugal, 2019.
Disponível em: https://www.modalisboa.pt/pt/modalisboagoglobal.
Lisbonne Idée - Moda Lisboa, Onde Desfilam As Mais Belas
Criações De Portugal. Portugal,
2019. Disponível em: http://www.lisbonne-idee.pt/p3623-moda-lisboa-onde-desfilam-mais-belas-criacoes-portugal.html
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
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Territórios e Desenvolvimento,
Turismo
URBACT – mudanças de direção para cidades melhores (parte II)
As
cidades (ou vilas) envolvidas no projeto Urbact “Re-grow City”, têm em comum o facto de terem passado por longos
processos de declínio populacional e económico. Além da acentuada perda e
envelhecimento da população, as dinâmicas económicas são cada vez menores,
tornando os territórios pouco atrativos.
A cidade alemã de Altena, líder e exemplo a
seguir neste processo de partilha de boas práticas, mudou de dirigentes
políticos em 1999, quando o democrata cristão Andreas Hollstein se tornou Mayor. Desde então, têm sido adotadas
uma série de medidas, com resultados considerados positivos e, por isso,
merecedores de serem replicados nas cidades que fazem parte deste projeto:
Melgaço (Portugal), Aluksne (Letónia), Idrija (Eslovénia), Igoumenitsa
(Grécia), Isernia (Itália), Manresa (Espanha), Nyírbátor (Hungria).
Como já referido na primeira parte deste artigo,
publicada no mês passado, o declínio da cidade de Altena, que conta atualmente
com cerca de 19.000 habitantes, está muito ligado a mudanças nos sistemas de
produção da indústria do aço, da qual a sua economia estava muito dependente.
Segundo os atuais líderes daquela cidade alemã, a
situação foi-se agravando com as respostas adotadas pelos políticos de então.
Para tentar contrariar os efeitos desta perda de postos de trabalho e de
atratividade da cidade, os governantes da cidade optaram por fazer
investimentos pesados em infraestruturas e equipamentos públicos, como
bibliotecas, escolas e piscinas.
Apesar daquele ser um período de forte capacidade
financeira, os gestores municipais acabaram por gastar mais do que podiam e deviam.
Havia a ideia de que quem viesse a seguir traria sempre mais dinheiro. Altena
acabou por ficar numa situação de grande endividamento. Na opinião do atual Mayor de Altena, não houve a capacidade
de efetuar nenhuma reflexão sobre a mudança que se impunha na forma de gerir.
Com o tempo, devido ao grande endividamento
criado naqueles períodos, Altena deixou de ter dinheiro para investir e as
infraestruturas começaram a ficar ultrapassadas. Em consequência, a imagem de
Altena decaiu e as cidades vizinhas aproveitaram a oportunidade para atrair os
jovens, o que acarretou um envelhecimento cada vez maior da população residente.
A principal prioridade do novo executivo
consistiu no equilíbrio das contas do município. Numa primeira fase, o próprio Mayor começou por enviar um sinal à
população, dispensando o mercedes e o motorista, passando a deslocar-se num VW
Polo que ele próprio conduzia.
Seguidamente, o Conselho Municipal aprovou uma
série de medidas impopulares, que passavam pelo encerramento de uma das duas
piscinas públicas, redução de um terço do número de funcionários municipais,
encerramento de duas escolas primárias, redução do número de vereadores, corte
nos subsídios aos clubes desportivos e grupos de idosos. Durante estes
períodos, foi promovido e incentivado o diálogo com a população, na busca das
melhores soluções.
Tendo surgido a vontade de arranjar a rua
principal e não havendo orçamento municipal para o efeito, a população,
políticos incluídos, uniu-se e voluntariou-se para arranjar a rua, com o seu
trabalho. Foi possível perceber que as pessoas eram capazes de se unir à volta
de um projeto comum.
Deste trabalho de envolvimento da população, foi
desenvolvido um projeto de apoio à terceira idade. Ao fim de dois anos a
trabalhar com toda a população, desde os mais idosos até aos mais novos,
tentando perceber o que poderia ser mudado na cidade, no sentido de criar
melhores condições para as gerações mais velhas, percebeu-se que as pessoas
gostavam e eram capazes de trabalhar juntas. A Câmara Municipal passou a ter um
papel de apoio à população, assumindo esta, através dos voluntários, a
iniciativa das ações.
No final de um processo de dois anos, nasceu uma
associação de voluntários, chamada “Stellwerk” (fábrica de aço), onde as
pessoas coordenam e criam ideias em regime de voluntariado. Esta associação,
que conta com o apoio de 500 a 1000 voluntários, assume hoje um papel cimeiro
na vida da cidade.
Por outro lado, a cidade tinha muitas lojas
vazias, devido à falta de clientes, à evolução do comércio eletrónico, assim
como à idade avançada dos proprietários dessas lojas. Havia vontade e
necessidade de gerar uma nova vida para a cidade e surgiu a ideia de trazer
novas pessoas para aqueles espaços, dando-lhes a oportunidade de
experimentarem, durante 8 semanas, abrir uma loja, com o apoio financeiro do
município. No final desse período podiam decidir fechar ou manter o negócio. Fruto
desta ideia, além das lojas que vão abrindo e fechando, pelo menos 5 ou 6 lojas
mantém-se abertas, no centro da cidade, até aos dias de hoje.
Estamos perante o conceito, hoje já mais
difundido, de “pup-up shop”. Em português, o verbo 'to pop up' significa
aparecer súbita e inesperadamente. É assim que funcionam estas lojas,
tendencialmente temporárias, que abrem as portas em lugares estratégicos e a
maioria desaparece pouco tempo depois. O principal objetivo é despertar a
curiosidade no público. Por outro lado, podem funcionar também como uma forma
de os lojistas ou investidores testarem a recetividade às suas ideias,
produtos, serviços.
Estamos assim na presença de dois vetores claros
e distintos de intervenção. Um deles focado no envolvimento da sociedade, com a
criação de associações ou ONG capazes de atuar nos territórios e influenciar os
seus destinos, e outra que se prende com a revitalização urbana, através da
criação de dinâmicas nos centros urbanos.
Uma das caraterísticas deste programa é que as
cidades e vilas envolvidas têm que escolher qual a vertente onde querem atuar,
no caso em concreto, promover o associativismo e o envolvimento da população,
ou avançar como medidas de incentivo às “pop-up shops”.
No caso de Melgaço, a opção recaiu nas “pop-up
shops”. Cabe agora aos envolvidos no projeto irem para o terreno, ouvirem os
proprietários das dezenas de lojas fechadas e perceberem a sua recetividade
para a ideia, ouvirem os potenciais lojistas, conhecerem as suas ideias e
necessidades.
Se devidamente ouvidas todas as partes
interessadas, se tivermos em linha de conta as expectativas de cada um e se
forem criadas as condições necessárias, poderemos vir a assistir a um impacte bastante
positivo na vida do centro urbano de Melgaço.
Jorge
Ribeiro
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
Impactes da Feira Internacional das Camélias no território de Celorico de Basto
A
Feira Internacional das Camélias realiza-se todos os anos no município de
Celorico de Basto e nos últimos tem ganho cada vez mais relevância ao nível
municipal. Normalmente, este evento realiza-se no mês de março, durante um fim-de-semana
onde a vila de Celorico de Basto é enfeitada com centenas se não milhares de
camélias ao longo das suas avenidas. O evento decorre em época de transição de
estações, em que será de esperar a floração das japoneiras. Como se sabe,
trata-se de uma flor imponente, que com cores bastante vivas, normalmente
vermelho, mas também pode assumir cores mais claras.
Ao
longo evento, os visitantes podem usufruir de diversas experiências, como
exposições de camélias, com dezenas de trabalhos realizados por produtores e
pelas instituições do concelho, e assistir a desfiles onde a flor é acessório
fundamental. Na feira, é possível também encontrar produtos tradicionais que os
produtores conseguem de certa forma associar às camélias, como chás, doçarias,
licores, compotas, entre outros.
A
comunidade local também é peça fundamental na decoração e na contextualização
dos visitantes na festa, através da decoração de fachadas com símbolos alusivos
ao evento. Os negócios locais também são encorajados pela autarquia a
participar num concurso que consiste em decorar as montras das lojas com camélias
ou elementos caraterísticos. Assim, toda a vila toma uma silhueta diferente
durante o evento. A feira conta ainda com expositores, boa parte deles de
Espanha e pela primeira vez no ano passado contou com uma comitiva vinda
diretamente do Rio Grande do Sul. Este ano foi palco também, pela primeira vez,
da batalha de flores, onde os visitantes e locais atiram flores de camélia na
avenida frente à Camara Municipal.
Segundo
o presidente da câmara, em declarações produzidas no passado ano, o objetivo é
incrementar as atividades criadas e nunca perder o espírito inovador. Durante
as festividades, Celorico recebe milhares de turistas. Os setores do alojamento
e da restauração são os que mais beneficiam, dinamizando economicamente ambos.
O
que mais me cativou neste evento é que tem ganho proporções cada vez maiores
cada ano que passa. Celorico de Basto tinha no passado ano capacidade para
alojar 400 pessoas e devido à procura neste evento vai escalar o número para
600.
Francisco Maia
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “economia e Política Regional”, do curso de Mestrado em Geografia do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “economia e Política Regional”, do curso de Mestrado em Geografia do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
A indústria, parte integrante do património cultural
A indústria, enquanto motor de desenvolvimento
da sociedade, é uma parte integrante e indissociável da cultura de um povo ou
de uma comunidade.
São inúmeros os vestígios de um passado
industrial ativo e fervilhante, assim como são muitas as regiões que têm na
indústria o seu único impulsionador económico. Mas não tem de ser,
necessariamente, assim.
O setor turístico, ainda em fase de
crescimento em alguns locais, atingiu já a sua "maturidade" em vários
outros. Isto leva a que as cidades sintam a necessidade de se reinventar. De
inovar. Uma das formas, é tornar turisticamente atrativos alguns
"novos" aspetos. Falamos do legado industrial de uma comunidade como
atração turística.
Numa tentativa de valorização deste património
industrial, que também representa (entre outros fatores) a identidade dos
locais onde se encontra, tem vindo a verificar-se uma recuperação deste
património, e até mesmo uma musealização do mesmo. Esta recuperação leva à
valorização dos locais e áreas circundantes, que possam refletir valores de um
passado menos distante.
Porém, na minha opinião, o foco das
comunidades não deverá nunca centrar-se em apenas um único setor económico.
Desta forma, as cidades em que tal seja de algum modo possível, deverão aliar
as várias componentes da sua oferta turística, como sejam o turismo cultural e
o turismo industrial. Ambos os segmentos desta procura turística são igualmente
importantes e podem ser potenciados se a comunidade encontrar formas de os
conciliar, abrindo horizontes para que uma cidade possa atrair diferentes
públicos. Com isto, quero então dizer que, estes sectores se complementam
mutuamente.
Alguns exemplos desta cooperação podem ser
observados na cidade de Guimarães. O município tem vindo, continuamente, a
trabalhar numa recuperação de edifícios e zonas industriais em degradação
prolongada, como forma de valorizar o seu passado industrial e patrimonial.
Refiro-me, por exemplo, à indústria dos curtumes. Temos os exemplos da fábrica
da Ramada, que é atualmente utilizada para a realização de inúmeros eventos
culturais, assim como um Campus Universitário, da Casa da Memória, que ocupa o
lugar onde existiu anteriormente uma fábrica, do Laboratório da Paisagem (nos
arredores da cidade, em Creixomil), que foi uma empresa têxtil no início do
século XX. Numa procura de valorizar num sentido mais amplo este legado
patrimonial, Guimarães luta agora pela inclusão da Zona de Couros (onde ainda
se observam os vestígios da anterior industria dos curtumes) na zona
classificada pela Unesco.
Porém, Guimarães está longe de ser o único
exemplo desta valorização da indústria em associação à valorização patrimonial.
Outra cidade que poderíamos referir é Bilbau, que se caraterizava por ser uma cidade
industrial, com uma silhueta escura, soturna, e que conseguiu reinventar-se,
tornando-se num importante polo de turismo cultural. Essa revitalização teve
como principal eixo a construção do Museu Guggenheim, pelo Arquiteto Frank
Gerhy, que teve como consequência para a cidade um forte impulso na recuperação
patrimonial, social e cultural.
Uma cidade que não conseguia ultrapassar o
paradigma do turismo exclusivamente de negócios (em função da componente
industrial a que fiz referencia atrás), criou em si mesma outros atrativos que
potenciaram os visitantes empresariais, fazendo-os ficar mais tempo ou mesmo
regressar para visitar a componente cultural da cidade, ao mesmo tempo que
atraiu novos visitantes. Isto demostra que a cooperação entre diferentes
sectores económicos é uma mais-valia, e foi nesse sentido que a cidade Basca
trabalhou.
Há outros exemplos ainda: Dusseldorf, na
Alemanha, renovou-se de uma forma muito análoga a Bilbau, reconvertendo a zona
ribeirinha num projeto do mesmo arquiteto (Frank Gerhy); a cidade de Joinville,
no Brasil, que se carateriza como uma cidade industrial que, apesar de
sustentável por via desse sector económico, procura aumentar o turismo como
forma complementar de valorização da cidade.
Regressando ao exemplo inicial de Guimarães,
seria interessante que a cidade lograsse complementar os seus esforços na
divulgação da sua importância histórica, cultural e patrimonial com uma oferta
que proporcionasse, a quem a visita, informação sobre o seu legado industrial.
Isso permitiria, a prazo, conciliar o melhor de dois mundos: captar potenciais
clientes para o seu tecido empresarial e, simultaneamente, potenciar os atuais
visitantes industriais, de forma a que sintam vontade de regressar ou de ficar
para além das suas estadias profissionais.
É verdade que existem já algumas iniciativas
avulsas nesse sentido -nomeadamente um “Roteiro da Industria Têxtil"- mas
atrevo-me a dizer que, por motivos que desconheço, as mesmas não vêm obtendo os
resultados que aqui defendo como desejáveis e alcançáveis, se integrados numa
estratégia holística.
Em
conclusão, diria que, se em alguns casos esta visão de uma cidade como um todo indissociável
poderá ser uma necessidade e quiçá o caminho a seguir para impulsionar o
desenvolvimento económico, noutros casos, poderá ser um complemento e um fator
a acrescentar a uma cidade, que lhe permita criar para si uma maior autonomia
económica.
Rita
Miranda Pereira
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Património Cultural e Políticas de Desenvolvimento Regional”, do curso de Mestrado em Património Cultural do ICS, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2018/2019)
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