sábado, junho 29, 2013

"ERS_Conference"

«Dear Sir or Madam

It is our pleasure to inform you that the 5th Central European Conference in Regional Science – CERS will be held in Košice, Slovak Republic, between October 5 –8, 2014. 
The conference is being organised by the Faculty of Economics and Institute of Regional and Community Development at the Technical University of Košice, University of Economics in Bratislava, Slovak Section of the European Regional Science Association and German Speaking Section of the European Regional Science Association. The conference is devoted to representatives of universities, public and state administration, regional institutions, R & D centres and to all individuals or institutions interested in regional development.

More information about the Conference (e.g. conference topics, themes, keynote speakers, social activities) can be found at the conference website 
The Call for papers and Registration will be available from November, 2013.

Further distribution of this announcement to the relevant target group would be highly appreciated.
We look forward to your participation at the conference.
Please, find the First announcement in attachment.
Best regards

Oto Hudec
Vice-Dean of Faculty of Economics
TU Kosice, Slovakia»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, junho 24, 2013

Perceção dos participantes dos impactos da Capital Europeia da Juventude 2012

A Capital Europeia da Juventude é um título anual concedido a uma cidade europeia pelo European Youth Forum, visando o fortalecimento da relação entre os municípios e as instituições europeias, dando especial atenção à participação da juventude. Na presente comunicação faz-se a avaliação do sucesso relativo de Braga Capital Europeia da Juventude 2012 (CEJ 2012) através da perceção dos participantes de cinco eventos realizados. Em concreto, visou-se aferir a opinião dos inquiridos sobre a forma como se estavam a desenrolar as atividades da CEJ 2012, como percecionavam os impactos deste megaevento e qual a sua participação no mesmo até ao momento da inquirição. Obteve-se uma amostra de 512 inquiridos, tendo os questionários sido aplicados entre Outubro e Dezembro de 2012. A auscultação de residentes e visitantes foi complementada, em Janeiro de 2013, com a realização de um Focus Group. Dos resultados obtidos, releva-se a indicação de que não foi significativo o número de visitantes que a CEJ acolheu nos dias dos eventos agendados. Os jovens, que predominam na amostra (59% entre os 10 e os 29 anos de idade), tenderam a ser mais positivos em matéria da avaliação que fizeram da CEJ 2012, assim como foi encontrada uma opinião mais positiva entre as mulheres. 

Paula Remoaldo
CICS, Instituto de Ciências Sociais, Universidade do Minho, Guimarães
(premoaldo@geografia.uminho.pt)
Eduardo Duque
CICS/ICS/UMinho e Universidade Católica, Centro Regional de Braga
(ejduque@gmail.com)
Francisco Carballo-Cruz
NIPE, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, Braga
(fcarballo@eeg.uminho.pt)
J. Cadima Ribeiro
NIPE, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, Braga
(jcadima@eeg.uminho.pt)

(resumo de comunicação apresentada no 19.º Congresso da APDR - POLÍTICAS DE BASE REGIONAL E RECUPERAÇÃO ECONÓMICA -, a decorrer na Universidade do Minho, Braga, a  21 e 22 de Junho 2013)

sexta-feira, junho 21, 2013

19º Congresso da APDR: invocação da memória de António Simões Lopes






(fotos mostradas/invocadas no quadro de Sessão de Homenagem realizada em 20 de Junho de 2013, na Universidade do Minho, Braga, no 19º Congresso da APDR)



[Fotos trabalhadas e seleccionados por José Pedro Cadima e J. Cadima Ribeiro]

quinta-feira, junho 20, 2013

As Assimetrias Regionais em Portugal: análise da convergência versus divergência ao nível dos municípios

Há muito que a literatura empírica sublinha a realidade socioeconómica assimétrica que Portugal apresenta, contrastando sobretudo litoral e interior, mas também “Norte” e “Sul”. A presente comunicação analisa a evolução das assimetrias ao nível dos municípios do país. Na análise da convergência a que se procedeu usou-se como proxy do nível de bem-estar ou de desenvolvimento dos municípios o Indicador per capita de Poder de Compra (IpcPC) no período 1995-2009. A técnica de análise utilizada foi do tipo seccional, recorrendo ao método de estimação dos mínimos quadrados ordinários. Testa-se quer a convergência sigma (σ), que se manifesta através na diminuição da dispersão do rendimento entre as diferentes regiões ao longo do tempo, quer a convergência beta (β), em que se avalia a existência de uma correlação negativa entre o ritmo de crescimento de uma região e o seu estado de desenvolvimento inicial. Os resultados alcançados sugerem que: i) persistem divergências de desenvolvimento acentuadas entre os vários municípios portugueses; ii) no período em análise, se verificou convergência, quer absoluta, quer condicionada, entre os municípios; iii) é na convergência condicionada que se obtêm os resultados mais robustos.

José Ferreira Silva
J. Cadima Ribeiro

(resumo de comunicação apresentada no 19.º Congresso da APDRPOLÍTICAS DE BASE REGIONAL E RECUPERAÇÃO ECONÓMICA -, a decorrer na Universidade do Minho, Braga, a  21 e 22 de Junho 2013)

domingo, junho 09, 2013

"VI Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional - Inscrições prorrogadas até 17 de junho"

«Convidamos todos a participar do VI Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional


Inscrições de trabalhos completos:
Até 17 de junho de 2013

Divulgação dos trabalhos aceitos:
Até 31 de julho de 2013

Período:
De 4 a 6 de setembro de 2013

Tema central:
Crises do Capitalismo, Estado e Desenvolvimento Regional

Local:
Anfiteatro do bloco 18
Universidade de Santa cruz do Sul – UNISC
Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.

Público alvo:
Pesquisadores e profissionais que atuam na área do Desenvolvimento Regional, acadêmicos de cursos de graduação e pós-graduação e público em geral.

Coordenação:
Profª Drª Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Silvio Cezar Arend

Informações:
e-mail: sidr@unisc.br


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, junho 05, 2013

"Cities regeneration processes - Call for Papers"

«Call for Papers
Workshop on
“Cities regeneration processes: the role of entrepreneurs, residents and tourists”
Sept. 19 & 20, 2013
University of Le Havre (France)
deadline for submitting papers to the international workshop : June 30, 2013
Many metropolitan cities have been going through a process of regeneration to make themselves attractive destinations for increasingly mobile businesses to locate. The regeneration process has also focused on attracting new residents, tourists, conferences and events. The implication is that by attracting income either from business relocation or resident/visitor expenditure this will create additional expenditure leading to increased economic growth within the metropolitan area.
Whilst there have been many differing approaches to achieve these goals a commonality appears to be that they have been ‘managed’ by a network of private and public institutions. Recent literature has described this phenomenon as ‘Entrepreneurial Urban Growth.’ Two recent examples of metropolitan cities which have embarked on this journey are Le Havre in France and Glasgow in Scotland. This two day conference/workshop co-organized by Glasgow Caledonian University (GCU) and Le Havre University and sponsored by the Regional Studies Association, will explore the issues raised by these types of regeneration processes. Among them are the development and implementation of regeneration strategies ranging from cluster-oriented to cultural-oriented, the role of geographical and institutional proximities in enterprise development, partnerships between public and private for attracting entrepreneurial activity in the reconversion of former industrial areas in city centers, the finance and governance of regeneration processes in times of recession time, and so on. The workshop will therefore be of interest to researchers and policy makers alike, particularly in the fields of:
Urban geography, Enterprise development, Territorial governance, Networks, Local Public Finance, Tourism, Events Management, …
We encourage economists, geographers, planners, business scholar researchers as well as policy and entrepreneurial experts to submit their research and attend the workshops. English will be the working language.
Please submit to Pascal RICORDEL (pascal.ricordel@univ-lehavre.fr) a short abstract (200 words) plus either a copy of the final paper or 2-page detailed summary before June 30, 2013.
Organizing Committee: Jean-Marie BASSOUAMINA (EDEHN, Caisse des Dépôts et Consignation), Etienne FARVAQUE (EDHEN, Le Havre University), Arnaud LEMARCHAND (EDEHN, Le Havre University), Pascal RICORDEL (EDEHN, Le Havre University), Geoff WHITTAM (Glasgow Caledonian University)
Contact: Pascal RICORDEL (pascal.ricordel@univ-lehavre.fr)
Scientific Committee: Andy CUMBERS (Glasgow University), Mike DANSON (Heriot-Watt University), Etienne FARVAQUE (EDHEN, Le Havre University), Hugues JENNEQUIN (CREAM, Rouen University), Arnaud LEMARCHAND (EDEHN, Le Havre University), Jean-Jacques NOWAK (Lille University), Pascal RICORDEL (Le Havre University), Geoff WHITTAM (Glasgow Caledonian University),  

Important informations:
When:                                    Sept 19, 3013 – Sept 20, 2013
Where:                                   University of Le Havre (France)
New Submission Deadline: (June 30, 3013)
Submission address:          pascal.ricordel@univ-lehavre.fr
Notification Due:                  12 Jul, 2013
Final version due:                 Sept 1, 2013
No registration fee, diners and lunches will be included from Wednesday evening to Friday afternoon»
*********************************
(reprodução de anexo de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reenviada por Paulo Reis Mourão) 

Turismo em Espaço Rural

O turismo em espaço rural apresenta características que o tornam único e diferente de outras modalidades de turismo. O turismo em espaço rural apresenta diferentes oportunidades; em concreto, oferece aos seus utentes a oportunidade de vivenciar as práticas, cultura, gastronomia e tradições dos meios rurais. Tendo em atenção a potencialidade do turismo aliado ao desenvolvimento rural é de salientar que este se apresenta como uma das actividades mais bem colocadas para revitalizar a economia do tecido rural. Na verdade este sector de actividade consegue alicerçar em si os vários produtos endógenos da área rural, consegue incluir em si os recursos, as histórias, as tradições e cultura de cada região. Nas áreas rurais, o principal meio de subsistência da população está presente nas várias actividades agrícolas. Este factor pode ser muito limitante, uma vez que denuncia que este território está afecto apenas a uma actividade económica que em situações de crise pode ser o factor que porá em causa as economias das famílias e do território. O turismo pode ser considerado a alavanca de reabilitação da economia de um determinado espaço ou região.
A aposta em sectores diversificados da economia pode ser o ponto-chave e factor estrutural em situação de crise económica. Os produtos internos de uma região são os seus elementos de desenvolvimento, daí que sejam essenciais para a economia interna. Para além do turismo em espaço rural ser considerado um elemento dinamizador da economia é também um elemento que contribui para modificar de forma harmoniosa o espaço, ou seja, o estabelecimento de um sector terciário da economia num espaço eminentemente rural, por si só, já contribui para a alteração desse espaço, por outro lado, o estabelecimento do mesmo traz consigo os estabelecimento de outros serviços e infra-estruturas dando uma nova dinâmica ao território.
O estabelecimento de actividades turísticas, nomeadamente o turismo rural, em territórios rurais, representam uma contribuição positiva para a melhoria da economia rural. A este título, retenha-se: a sustentação do rendimento dos agricultores; a diversificação das atividades ligadas à exploração agrícola; a pluriatividade; a manutenção, a criação e a diversificação de empregos, em particular dos agricultores a tempo parcial; o desenvolvimento de novos serviços (de informação, de transporte, de comunicações, de animação); a conservação e a melhoria da natureza e do ambiente paisagístico; a sobrevivência dos pequenos agregados populacionais; o apoio à arte e ao artesanato rural; a dinamização de iniciativas culturais; a recuperação do património histórico; o incremento do papel das mulheres e dos idosos; a revitalização das coletividades, através do surgimento de novas dinâmicas, ideias e iniciativas (www.dgadr.pt).
Importa salientar que nem todas as zonas rurais reúnem condições para atrair e fixar população e possíveis utentes dos estabelecimentos turísticos. Neste sentido, é necessário a existência de determinados elementos, a fim de assegurar o sucesso. São eles: interesse da paisagem; especificidade da fauna e flora autóctones; respeito e harmonia da rusticidade do conjunto das construções, bem como dos materiais utilizados; interesses culturais, tais como monumentos e locais históricos, festas e romarias, e património étnico; proximidade de polos de comércio local; condições para práticas desportivas ou de lazer (caça, pesca, passeios); competência e eficácia na promoção da região e na comercialização das unidades existentes; qualidade das instalações de acolhimento e hospedagem e competência dos serviços prestados; possibilidade de participação na vida ativa das explorações agrícolas. Neste sentido, é necessário ter sempre em atenção e o espaço (www.dgadr.pt).

Ana Pereira

Sítios da Internet:
Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural - www.dgadr.pt

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

terça-feira, maio 28, 2013

"Crisis and Recentralization"

«As in previous years, the Barcelona Economics Institute presents its report on fiscal federalism, this year entitled "Crisis and Recentralization". The study reveals how in Spain and in other countries the response to the crisis has led to a substantial process of recentralization and the report seeks to answer the question as to whether decentralization has had a negative effect on the way in which the recession has evolved and on attempts to find a way out of it. The study has been undertaken by leading experts in Public Economics, including Núria Bosch and Albert Solé (Eds.), Santiago LagoJorge Martínez-Vázquez, Christian Lessmann and Jürgen von Hagen and in the Law, including Carles Viver Pi-Sunyer.
We hope that the study will be of interest to you and invite you to consult the IEB’s IV Fiscal Federalism Report by clicking HERE.

Institut d'Economia de Barcelona
Universitat de Barcelona
Fac. d'Economia i Empresa
C/Tinent Coronel Valenzuela, 1-11
08034 Barcelona
Tel.: + 34 93 403 46 46

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, provenkiente da entidade identificada)

Redes, Vol. 18, No 1 (2013)

«Caros leitores,

A Redes - Revista do Desenvolvimento Regional acaba de publicar seu novo número em 
Convidamos todos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.

Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,

Virginia Elisabeta Etges
Silvio Cezar Arend
Editores

Grasiela da Conceição
Assistente Editorial

Redes
Vol. 18, No 1 (2013)
Sumário

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, maio 22, 2013

The law of life

"Change is the law of life. And those who look only to the past or present are certain to miss the future."

John F. Kennedy

(citação extraída de SBANC Newsletter, Mai 21, Issue 768 - 2013, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, maio 13, 2013

Nova edição da Revista DRd.

«Anuncio com muita alegria que inserimos, na última sexta, no site, a nova edição da Revista DRd.
[...]
O site para acesso gratuito e universal da DRd é o seguinte: 
Contamos com a sua colaboração na divulgação de mais esta edição da DRd.»

(reprodução de excertos de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

domingo, maio 12, 2013

"CALL FOR PAPERS: 3rd REGIONAL CONFERENCE ON TOURISM RESEARCH"

«[The deadline for abstract submission has been extended until 31st May 2013)
Appreciate if you could forward this information to your own network

CALL FOR PAPERS


3rd REGIONAL CONFERENCE ON TOURISM RESEARCH 
(3rd RCTR)
DATE: 29-31 OCTOBER 2013
VENUE: BAYVIEW HOTEL, LANGKAWI, KEDAH, MALAYSIA
Website: rctr2013.wordpress.com
Submit Paper to: rctr2013@usm.my

ABSTRACT SUBMISSION DEADLINE:  31st May 2013
FULL PAPER SUBMISSION DEADLINE: 
1st August 2013
The 3rd Regional Conference on Tourism Research (3rd RCTR) is a beneficial programme organised by the Sustainable Tourism Research Cluster (STRC), Universiti Sains Malaysia in collaboration with the Langkawi Development Authority (LADA) of Kedah, Malaysia. In conjunction with the field study grant offered by the LADA, this conference is planned to provide a platform for industry players, researchers, academicians and students in tourism and hospitality industries to adhere and render their knowledge in tourism research topics and findings. 

Essentially, this conference is a continuation from the first conference (with the theme of 'The State of the Art and its Sustainability') and the second conference (with the theme of 'Venturing into New Tourism Research') which was held in 2010 and 2011 respectively. This year, the 3rd RCTR conference carries the theme of 'Innovation and Optimisation of Tourism Research' which focuses on a broad array of topics. 

FIELD OF RESEARCHES:

Island Tourism
Rural Tourism
Tourism Management
Medical Tourism
Eco-Tourism
Cultural Tourism
Environmental Tourism
Socio-Economic
Sustainable Tourism
Tourism Marketing
Hospitality and Services
Tourism Impact
Coastal Tourism
Tourism Planning and Development
Carrying Capacity
Stakeholders Involvement
Innovation and Information Technology

REFEREED CONFERENCE PROCEEDING
All accepted papers will undergo a blind peer review process and will be published in the refereed conference proceedings with ISBN.

CONFERENCE LUNCH
Throughout the programme, you will be provided with several meals that include morning and afternoon breaks and conference luncheon only.
Thus, we welcome you to this international gathering of worldwide academicians and researchers that will certainly portray universality and integration of higher educational studies.


ABSTRACT REQUIREMENTS

For those individuals or parties that are interested to submit their papers, kindly send your abstracts that consist of approximately 300 words each. Abstract should come with the complete name(s) and organisation(s) of the author(s), keywords and contact details concisely.

SECRETARIAT

(1) NORJANAH MOHD BAKRI
(2) MOHD FIRDOUS YACOB
Room 16, Ground Floor, Building H25
Sustainable Tourism Research Cluster (STRC)
Universiti Sains Malaysia (USM)
11800 Minden, Penang, Malaysia

Tel: +604-653 5850 Fax: +604-653 5101

Email: rctr2013@usm.my (for information and inquiries only)

          rctr2013.usm@gmail.com (for abstract and full paper submission)

For further clarification and information about this programme, please refer to the enclosed documents. Obviously, we seek your assistance to disseminate this beneficial information to other potential colleagues and friends.
Thank you for your kind attention and support. We look forward to meet you at the conference.»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, maio 08, 2013

"9th Congress ´Virtual City and Territory` - ´CITY MEMORY PEOPLE`"

«9° Congresso Città e Territorio Virtuale "CITTÀ MEMORIA GENTE"
9° Congreso Ciudad y Territorio Virtual - "CIUDAD MEMORIA GENTE"
9th Congress "Virtual City and Territory" - "CITY MEMORY PEOPLE"
Roma, 2-4 ottobre 2013

_IT
Stimati colleghi.

Siamo lieti di informarvi che è aperta la call al 9° Congresso Internazionale Città e Territorio Virtuale, “Città Memoria Gente”, che quest’anno è organizzato dal Dipartimento di Architettura dell’Università Roma Tre, che si svolgerà a Roma il 2, 3 e 4 ottobre 2013.
Troverete le informazioni sul sito del Congreso (www.9cvtroma2013.com)
Siamo lieti della vostra partecipazione.
Cordiali saluti.

_ES
 Estimadas y estimados.

Tenemos el placer de informaros que se ha abierto la convocatoria al 9º Congreso Internacional Ciudad y Territorio Virtual, “Ciudad Memoria Gente”, que este año organiza el Departamento de Arquitectura de la Universidad Roma Tre y que se realizará en Roma los días 2, 3 y 4 de octubre de 2013.
Encontraréis la información en la en la web del congreso (www.9cvtroma2013.com)
Esperamos contar con vuestra participación.
Cordialmente.
  
_EN
 Dear colleagues.

We are pleased to inform you that are open the call to the 9th International Congress on Virtual City and Territory, “City Memory People”, which this year is organized by the Department of Architecture of Roma Tre University and to be held in Rome on 2, 3 and 4 October 2013.
You will find the information on the conference website (www.9cvtroma2013.com)
We look forward to your participation.
Best regards.

Il Comitato Organizzativo / Comité Organizador / Organizing Committee
Mario Cerasoli (coordinatore) – Università Roma Tre (Italia)
Anna Laura Palazzo – Università Roma Tre (Italia)
Elena Battaglini – IRES Istituto Ricerche Economiche e Sociali (Italia)
Rolando Biere Arenas – UPC Universitat Politècnica de Catalunya (España)»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, maio 01, 2013

Pastel de Tentúgal

O pastel de Tentúgal é oriundo de uma vila, a qual lhe deu o nome, que está situada no concelho de Montemor-o-Velho. É um doce tipicamente conventual, confeccionado desde o final do século XIX, desenvolvido pelas freiras carmelitas do Convento de Nossa Senhora do Carmo, de Tentúgal. Os doces conventuais caracterizam-se por serem doces confeccionados nos conventos, e por serem compostos por grandes quantidades de açúcar e de gemas de ovos.
Há diversas variedades de massas folhadas nas receitas tipicamente conventuais, assim como vários recheios, em grande parte feitos com doce de ovos. As características do “Pastel de Tentúgal” encontram-se muito ligadas com o folhado, que é muito fino e bastante estaladiço que se encontra recheado com doce de ovos. Inicialmente, na sua confecção havia amêndoa ralada, que dava um gosto mais apetecível ao doce, mas esta foi abandonada.
O “Pastel de Tentúgal” é um doce que é feito com uma massa que é obtida a partir da junção de água e farinha e o seu recheio resulta da mistura de ovo com uma calda de açúcar, em que esta tem de se encontrar em ponto-pérola.
A receita e arte de confecção do pastel de Tentúgal foram ensinadas à Dona Conceição Faria por parte de uma familiar que era auxiliar no convento. Esta era dona de uma hospedaria onde iniciou a confecção e comercialização deste doce. Embora o seu nome inicial fosse “Palitos Folhados”, o nome deste produto foi alterado, uma vez que este era conhecido não só pelo seu aspecto e gosto refinado mas também pela sua qualidade e divulgação, factores o levaram a ser visto como um “pastel” em conjunto com o nome da vila, passando assim de “Palitos Folhados” a “Pastel de Tentúgal”.
Com o desenvolvimento da construção, após a implementação da Republica (1910), e o aparecimento das primeiras estradas, assim como dos primeiros automóveis, a expansão do produto foi feita de uma forma mais alargada, uma vez que vinham visitante de longe que ficavam na hospedaria e que provavam as iguarias da região, mas principalmente o “Pastel de Tentúgal”.
O legado da receita foi passado à Dona Branca Delgado, filha da Dona Conceição Faria, que manteve a sua confecção até aos anos 80. Nesta altura, o produto foi fortemente divulgado, principalmente com a procura por parte das classes mais abastadas e pelos professores e alunos da Universidade de Coimbra, que se deslocavam propositadamente para poderem apreciar e encomendar os “Pasteis de Tentúgal”. Posteriormente, a divulgação deste produto foi feita a nível nacional. 
O “Pastel de Tentúgal” pode apresentar-se de quatro formas diferentes:
- Palito e palito em miniatura; tem a forma de um cilindro ligeiramente achatado;
--  Meia-lua e meia-lua em miniatura.
A massa do “pastel de Tentúgal”, após a mistura dos ingredientes e da sua uniformização, era colocada num estrado de madeira, onde era esticada até à “exaustão” para se obter uma massa com uma textura muito fina, quase transparente. A secagem da massa era feita à temperatura ambiente. Nos dias mais húmidos a secagem da massa era feita com o uso de ventoinhas ou de maçaricos.
Relativamente ao recheio, este é constituído por gemas, ovos, açúcar, água e canela. Em primeiro lugar, coloca-se a água a ferver juntamente com o açúcar, até este ficar em ponto-pérola. De seguida, juntam-se os ovos inteiros e depois as gemas batidas. Tem de adquirir uma textura cremosa.
Com a comercialização deste produto em grande escala, foi necessário implementar medidas para que pudesse ser comercializado em diversos ponto do país. Uma das formas passou pela confecção do pastel, sendo depois feita a congelação em cru, para que este pudesse ser transportado e confeccionado.

Ana Rita Costa

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

Sporting Clube de Braga: uma marca local de (in)sucesso internacional

Prelúdio (começo ao de leve)
As primeiras manifestações do futebol deram-se na China por volta do ano 2.500 a.c.. Todavia, e apesar de o modus operandi ser semelhante ao do futebol moderno, esta actividade tinha na época uma conotação diferente, na medida em que se associava a rituais religiosos e militares. O futebol moderno, enquanto actividade desportiva profissional certificada e pautada segundo padrões de ética, surgiu somente no século XIX, na Inglaterra. A sua introdução na cidade dos arcebispos sucedeu, apenas, na década de dez do século XX, da qual, adveio a proliferação de diversos clubes, entre os quais o Liberdade FC, o Sport Clube de Braga e o Estrela Sport Clube.
Em 1921, um grupo de jovens adeptos afectos na sua grande maioria ao Sporting Clube de Portugal, entre os quais João Gomes (1º Presidente do SCB), fundaram oficialmente o SCBraga. Passados 26 anos da sua fundação, o SCB sagrou-se, pela 1ª vez na sua história, campeão da II Liga Portuguesa de Futebol, o que o conduziu à I Liga portuguesa de Futebol, na qual se manteve, ininterruptamente, durante 9 décadas.
Em 1950, foi inaugurado o Estádio 28 de Maio, nome pelo qual ficou conhecido até ao 25 de Abril de 1974 (actualmente designado por Estádio 1º de Maio). Após uma série de más classificações nas décadas de 50 e 60 do século XX, de descidas e subidas de divisão, o SCB retornou em 1964 à 1ª Liga Portuguesa de Futebol depois de se ter sagrado campeão da II Liga Portuguesa de Futebol. Em 1966, conquistou a Taça de Portugal ao vencer na “final do povo” o Vitória de Setúbal. Em 1969, desceu à II Liga Portuguesa de Futebol, tendo regressado somente em 1974 à I Liga Portuguesa de Futebol. É, desde então, o quarto clube português que se encontra há mais anos consecutivos na I Liga Portuguesa de Futebol. Em 1976, venceu a única edição realizada da Taça da Federação Portuguesa de Futebol.
Interlúdio (um novo começo)
Em 2003, António Salvador é eleito Presidente do SCB. Desde então, o clube qualificou-se sempre para as competições europeias, tendo, inclusive, conquistado a Taça Intertoto em 2008. A 30 de Setembro de 2003, é inaugurado o Estádio Municipal de Braga, cuja autoria é atribuída arquitecto Eduardo Souto Moura e ao engenheiro Rui Furtado. Na época 2009-2010, o SCB obteve a sua melhor classificação de sempre na I Liga Portuguesa de Futebol ao ter terminado no 2º lugar. Este óptimo resultado valeu-lhe, pela 1ª vez na sua perene história, a presença, na época 2010-2011, na tão prestigiada Liga do Campeões Europeus. Nesta, obteve, como resultado final, um honorável 3º lugar na fase de grupos que ditou, à posteriori, a sua classificação para os 16 avos da Liga Europa, na qual atingiu a final. A 13 de Maio de 2013, conquistou a 6ª edição da Taça da Liga, ao vencer na final o FCPorto.
De há 10 anos a esta parte, o número de associados afectos ao SCB aumentou, tendo, na actualidade, mais de 30 mil sócios. O Merchandising tornou-se, (…), um grande vector de sedimentação da marca SC Braga (…), com mais de 250 referências disponíveis (SCBraga, Relatório e Contas, 2011-2012).
Com base nestes pressupostos e atendendo ao facto de não existirem estudos relativos à afectividade e à percepção deste baluarte, optei por aplicar a 23, 24 e 25 de Abril de 2013 um inquérito a residentes e a não residentes do município de Braga, nas freguesias de São João do Souto, Sé e São José de São Lázaro, do município de Braga. A opção pela aplicação dos inquéritos nestas freguesias deveu-se à enorme afluência diária de cidadãos, residentes e não residentes do município de Braga. Os desideratos que pretendo efectivar com a sua aplicação são os seguintes: i) aferir a afectividade dos associados e não associados do SCB, residentes e não residentes do município de Braga; ii) indagar o grau de sucesso e o contributo que o SCB tem dado para a notoriedade do município de Braga.
Análise dos Inquéritos
Das 22 perguntas colocadas a 101 indivíduos residentes e não residentes do município de Braga (74 homens e 27 mulheres), nos dias 23, 24 e 25 de Abril de 2013, vertem-se as seguintes ilações:
i) 85 residem no município de Braga, 12 residem noutro município de Portugal Continental (Norte e Sul de Portugal) e 2 residem noutro país (Republica Checa, Brasil);
ii) 1,98% tem entre 0 e 14 anos, 86,14% tem entre 15 e 64 anos e 11,88% tem mais de 65 anos;
iii) 1,98% detém o 1º ciclo incompleto, 17,82% detém o 1º ciclo completo, 13,86% detém o 2º ciclo completo, 15,84% detém o 3º ciclo completo, 22,77% detém o grau de ensino superior;
iv) 39,39% dos inquiridos são simpatizantes e/ou sócios do SCB;
v) 13 inquiridos são sócios do SCB. Os anos de filiação variam entre os 2 anos (sócio mais recente) e os 52 anos (sócio mais antigo). A média de anos de filiação é de 16,46;
vi) Quando questionados sobre que títulos conhecem que o SCB conquistou, 78 referiram a Taça da Liga, 48 referiram a Taça de Portugal, 27 referiram a Taça Intertoto;
vii) 32,43% dos inquiridos referiram que o jogo que mais os marcou foi o Braga-Porto na Final da Taça da Liga Portuguesa, 2012-2013;
viii) 90 inquiridos concordam que os resultados obtidos no último decénio pelo SCBraga têm contribuído para a maior notoriedade da cidade de Braga;
ix) Nesta época desportiva, 78 inquiridos assistiram a pelo menos um jogo do SCBraga;
x) 13 inquiridos assistiram entre 2 e 5 jogos do SCB no Estádio AXA, para a 1ª Liga Portuguesa de Futebol;
xi) 25 inquiridos assistiram pela televisão entre 2 e 5 jogos do SCB no Estádio AXA, para a 1ª Liga Portuguesa de Futebol;
xii) 8 inquiridos assistiram a 1 jogo num estádio de uma equipa oponente do SCB, para a 1ª Liga Portuguesa de Futebol;
xiii) 30 inquiridos assistiram pela televisão entre 2 e 5 jogos do SCB nos estádios das equipas oponentes, para a 1ª Liga Portuguesa de Futebol;
xiv) 7 inquiridos assistiram a 1 jogo do SCB no Estádio AXA, para a Liga dos Campeões;
xv) 21 inquiridos assistiram pela televisão a todos os jogos do SCB no Estádio AXA, para a Liga dos Campeões;
xvi) 4 inquiridos assistiram a 1 jogo num estádio de uma equipa oponente do SCB, para a Liga dos Campeões;
xvii) 36 inquiridos assistiram pela televisão a todos os jogos nos estádios das equipas oponentes do SCB, para a Liga dos Campeões;
xviii) O jogo mais visto na presente época para a Taça de Portugal é o SCBraga-FCPorto (59 inquiridos);
xix) O jogo mais visto na presente época para a Taça da Liga é o SCBraga-FCPorto (71 inquiridos);
xx) O grau de satisfação em relação à presente época desportiva varia entre o muito mau (2,02%), o mau (1,01%), o razoável (22,22%), o bom (43,43%) e o muito bom (31,31%);
xxi) 51 inquiridos possuem pelo menos um objecto do SCB;
xxii) Por último, perguntou-se aos inquiridos se consideram o SCB um clube de sucesso ao que, 92 inquiridos responderam que sim, e somente 7 responderam que não. Os que responderam que sim justificaram-no dizendo que o sucesso do SCB se deve, sobretudo, ao Presidente do clube, António Salvador (46 inquiridos) e ao plantel de futebol (46 inquiridos). Os que responderam que não justificaram-no, disseram que se trata de um clube em crescimento e que precisa de conquistar mais títulos para que possa ser considerado como tal;
Em suma, o SCB é na actualidade um clube de sucesso e isso fica a dever-se, em boa parte, há liderança forte e coesa que o administra segundo princípios de pró-actividade, modernidade e cooperativismo. São exemplos paradigmáticos do sucesso do clube os bons resultados desportivos, e o número crescente de associados e de simpatizantes que se revêem nos seus êxitos. Não obstante, e tendo como suporte os resultados dos inquéritos, proponho, a título de sugestão, que se encete uma política de preços mais flexível, com bilhetes mais baratos e com quotas mensais mais baixas para sócios, que se incentive a ida aos estádios e que se permita a filiação de um maior número de indivíduos. 

Márcio Góis 








Referências Bibliográficas
Websites:
http://www.zerozero.pt (imagem SCBraga).
http://www.scbraga.pt/ (Sporting Clube de Braga).
Artigo:
SCBraga, Relatório e Contas, 2011-2012 (disponível em http://www.scbraga.pt/).

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

Aeroporto de Jericoacoara: o discurso das benesses sociais na economia regional do Ceará

Um jornal de grande circulação no estado do Ceará - Brasil vem publicando uma série de reportagens sobre a construção do aeroporto internacional de Jericoacoara – Ceará. Algo que poderia ser considerado normal, tendo em conta a importância que o equipamento terá para o desenvolvimento da região.
Após uma consulta no sítio do próprio jornal, verificamos 41 reportagens que foram feitas desde 2008. Neste sentido, conseguimos fazer uma espécie de retrospectiva de todo o processo de construção deste aeroporto, desde as licitações e deliberações de órgãos fiscalizadores até a finalização da pista de pouso e avanços em outras etapas. A obra ainda está em fase de conclusão.
Durante todo este período, que vai de 2008 até aos dias de hoje, tivemos a oportunidade de verificar algumas fragilidades orçamentárias, paralisações de trabalhos, manifestações da população local e promessas de um grande avanço para a economia local e regional. Em termos financeiros, o Governo Estadual investiu cerca de 64 milhões de Reais (aproximadamente 25 milhões de Euros). A maior parte foi financiada pelo próprio Estado, que ao mesmo tempo realizou parcerias com o Governo Federal através do Ministério do Turismo.
A grande questão está em saber quem serão os maiores beneficiados, sendo que o Governo aponta alguns setores que sairão favorecidos com esta construção. Assim, o aeroporto será construído na cidade de Cruz, localizada a aproximadamente 250 km de Fortaleza, no litoral oeste do estado do Ceará. O município de Jijoca de Jericoacoara, que fica a 15 km do aeroporto, terá como benefício um crescimento significativo na atração dos turistas, pois possui algumas das praias mais conhecidas no cenário nacional e internacional, tanto pelas suas belezas naturais como pela prática de esportes: o kitesurf e o windsurf. Também alguns municípios mais distantes, que ficam em um raio de aproximadamente 300 km de Cruz, tais como, São Benedito, Tianguá, Viçosa e Guaramiranga, por possuírem um clima mais ameno, diferenciado de todo o restante do estado, e que realizam cultivos de grande valor comercial, como o morango e a produção de flores, tanto para o mercado interno como para o externo, terão no aeroporto um grande facilitador para a dinamização do transporte das mercadorias.
Devemos pensar que por trás das benesses e seus beneficiados, não se houve falar dos prejuízos e muito menos dos que não serão favorecidos. Se, por um lado, o Governo quer incentivar o turismo ambiental em Jericoacoara, por outro, ignora que com o significativo aumento do fluxo de turistas num local que está protegida por fazer parte do Parque Nacional de Jericoacoara, a área precisará de estar minimamente preparada para a coleta do lixo, manutenção do esgoto sanitário, entre outras estruturas. Vale a pena lembrar que, por fazer parte de uma rota aérea, também sofrerá com a poluição sonora.
Do ponto de vista eleitoral, publicitar a construção de um aeroporto com a promessa de melhorar a economia pode resultar em muitos eleitores satisfeitos. O que muitos não sabem ou ainda não se deram conta é que muitos produtores de frutas e flores serão excluídos do mercado de exportação. Tudo isto porque nem todos possuem capacidade produtiva e/ou capital suficiente para a produção em larga escala e que possa suprir as exigências do mercado internacional. Ou seja, será vantajoso apenas para os maiores produtores, que possuem um maior poder de investimento.
Muitas vezes, os pequenos produtores são iludidos com a ideia de que com a implantação de um aeroporto e/ou outras infraestruturas, irão alavancar suas vendas. Contudo, muitas vezes, não se dão conta de que essas infraestruturas são criadas, em sua maior parte, para o beneficio de empresários e produtores bem sucedidos, que conseguem exercer influência na política por conta do dinheiro que será investido e que, consequentemente, gerará riqueza para o Estado. Outra ilusão é o fato de os moradores acreditarem que os postos de trabalho serão distribuídos igualitariamente, esquecendo-se que muitos cargos exigem formação e experiência.
Acreditamos que os fortes investimentos em infraestruturas no estado não devem ser cortados, mas precisamos discutir quem de fato será beneficiado com esses investimentos. Para além da discussão econômica, como geógrafos, não podemos nos esquecer dos fatores físicos, ambientais e sociais que estão envolvidos. Precisamos elaborar planos de controle de visitantes, aumentar a fiscalização nas áreas protegidas e investir em formação educacional e profissional nestas áreas, além de campanhas educativas para a manutenção e preservação de todo o parque nacional e suas áreas circunvizinhas, a fim de diminuir os impactos que serão causados com o aumento das visitas. Quanto aos pequenos produtores, o estado deve incentivar com a disponibilização de insumos (sementes), seguro-safra e até a oferta de cursos profissionalizantes para suprir a carência do mercado.

Ivna Machado

Referências:
NORDESTE, Diário do. (2013) Aeroporto de Jeri facilitara turismo ambiental. [On Line]. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1259936 Acesso em: 26 abril de 2013.
NORDESTE, Diário do. (2012) Fluxo de passageiros é o maior na década. [On Line]. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1199284 Acesso em: 25 abril de 2013.
NORDESTE, Diário do. (2009) Moradores reivindicam obras. [On Line]. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/m/materia.asp?codigo=634274 Acesso em: 25 abril de 2013. 

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

O uso do indicador PIB (Produto Interno Bruto) nas questões associadas ao desenvolvimento humano

O PIB (Produto Interno Bruto) retrata a economia de um país, ou seja, este representa o seu nível de desenvolvimento económico durante um ano e apresenta-se como um dos principais indicadores do potencial económico de cada país. É a soma anual de todas as actividades produtivas (bens e serviços) realizadas dentro do país, independentemente da “nacionalidade” das empresas e das remessas de lucros feitas por estas ao exterior. O produto interno bruto passou a ser utilizado a partir da Segunda Guerra Mundial como instrumento para medir a situação e o crescimento económico dos países e, por algum tempo, o PIB per capita (PIB dividido pela população do país) passou a ser um valorizado indicador da qualidade de vida das populações.
De referir que, desde na década de 1990, a ONU, além de utilizar o PIB per capita como indicador da qualidade de vida, passou a utilizar um índice mais abrangente para avaliar a mesma, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O Produto Interno Bruto pode ser influenciado por vários factores, nomeadamente o consumo patenteado pela população de um determinado país, o que apresenta uma influência directa na sua variação. Quando se assiste a uma contracção do consumo, o PIB anuncia um crescimento negativo. Claro que o nível de consumo por parte da sociedade está intimamente relacionado com o salário que esta aufere. Se o salário for superior, o consumo aumentará significativamente.
Todas estas questões são de extrema relevância uma vez que, se o país se encontrar numa boa situação, PIB com crescimento positivo, este irá reflectir-se em termos territoriais, ou seja, passamos a ter uma economia mais “movimentada”, e as apostas em serviços e infra-estruturas estarão em alta. O PIB é um bom indicador de análise territorial: se, por um lado, a contracção do consumo faz antever um crescimento negativo do PIB, esse elemento pode também ser utilizado para medir o nível de desenvolvimento ou a inexistência do mesmo nas regiões do país.
Os juros apresentam-se como um outro factor que influencia a positividade ou negatividade o crescimento do produto interno bruto: se os juros das prestações forem menores, existe parte substancial do salário que pode ser utilizada no consumo. Este facto contribui para o aumento do PIB. Grosso modo, os juros contribuem para a perturbação do crescimento do país. Um aspecto que contribui para a movimentação da economia e para o crescimento da mesma é o investimento efectuado pelas empresas, o facto de estas comprarem máquinas para a sua produção, expandirem actividades e contratarem trabalhadores contribui para a evolução da economia.
Os investimentos feitos por parte do governo no seu próprio país são um factor marcante no crescimento do produto interno bruto e na dinamização da economia. As exportações também se reflectem no produto interno bruto: quanto mais elevado for o volume das mesmas, maior será o dinheiro que entra no país e, logo, o investimento e o consumo aumentam. De ressalvar que, no apuramento do PIB não entram produtos ou serviços de empresas portuguesas no estrangeiro, nem envio de capital proveniente de emigrantes ou outras verbas que advenham da União Europeia. Por outro lado, são tidos em consideração os bens produzidos por estrangeiros no nosso país.
O crescimento do valor total do produto interno bruto, só por si, pode não difundir uma ideia exacta do comportamento da produção de um país. É sempre bom atender ao crescimento parcelar. Por exemplo, Portugal entre 1996 e 2005 teve um crescimento médio de 1,9 na agricultura, 2,2 em outros serviços, 1,8 na indústria e um crescimento médio de 9,6 nos serviços financeiros. O crescimento acentuado nos serviços financeiros é em grande parte fruto do facilitismo criado no acesso ao crédito, preconizando o endividamento das famílias. Esta disparidade entre os sectores "pode a curto prazo ser pouco saudável para a economia" (João Ferreira do Amaral, in Jornal de Negócios).
O produto interno bruto português é o mais baixo dos países sob assistência financeira, isto é, Portugal é o país que apresenta um PIB por habitante associado a um poder de compra reduzido. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística, Portugal apresenta um PIB per capita, expresso em paridade de poder de compra, mais baixo das economias do sul da Europa, designadas de PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), pelo sétimo ano consecutivo. Na União dos 27, Portugal ocupa a 18ª posição.
Relativamente ao PIB nacional por habitante, Portugal tem vindo a subir ao longo dos últimos anos face à média da União Europeia (100). Em 2004, Portugal situava-se em 75%, subindo para 77% em 2005, 78% em 2007 e 2008 e estagnando em 80% até 2010, isto, relativamente ao PIB per capita.
Em suma, o PIB, para além de ser utilizado como um indicador de desenvolvimento de um país, pode também ser utilizado para medir a inexistência do mesmo, dando lugar à criação de alternativas que contrariem esta tendência e potencializem o crescimento e desenvolvimento das regiões.

Ana Pereira

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)