Saiu o Vol. 20, Nº 1, 2015 da revista REDES
(tema do número: "Redes, Governança e Participação"):
https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/issue/current
Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional.
sexta-feira, maio 29, 2015
quinta-feira, maio 21, 2015
quarta-feira, maio 13, 2015
"VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional - Inscrições abertas"
«
Convidamos todos a participar do VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional
Inscrições de trabalhos completos:
Até 31 de maio de 2015
Divulgação dos trabalhos aceitos:
14 de julho de 2015
Período:
De 9 a 11 de setembro de 2015
Tema central:
Globalização em tempos de Regionalização – repercussões no território
Local:
Anfiteatro do bloco 18
Universidade de Santa cruz do Sul – UNISC
Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Público alvo:
Pesquisadores e profissionais que atuam na área do Desenvolvimento Regional, acadêmicos de cursos de graduação e pós-graduação e público em geral.
Coordenação:
Profª Drª Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Marco André Cadoná
Informações:
e-mail: sidr@unisc.br
site: www.unisc.br/sidr»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
segunda-feira, maio 11, 2015
"Acessibilidade e SIG no planeamento em saúde: uma abordagem baseada em modelos de alocação-localização"
"As políticas e as práticas de planeamento em saúde devem
promover o acesso aos cuidados de saúde primários, onde a distribuição dos
equipamentos e a acessibilidade da população assumem particular relevância. O
sistema de saúde deve proporcionar níveis de acessibilidade adequados a cada
grupo funcional, particularmente nos territórios dotados de uma população mais
envelhecida. O aumento do número de idosos torna mais premente o papel que as
políticas públicas de saúde podem ter na
redução das desigualdades em saúde. Neste artigo, pretende-se avaliar o
contributo dos modelos de localização
para a identificação da localização mais adequada dos serviços de saúde e comparar como variam os níveis de
acessibilidade entre as soluções propostas pelos vários modelos. Da aplicação
empírica conduzida retirou-se que estas
soluções permitem obter ganhos em termos de acessibilidade melhorando a
proximidade dos equipamentos aos utentes."
(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado na Revista Portuguesa de Estudos regionais, Nº 38, 2015, 1º Quadrimestre, págs. 3-18 (trabalho em co-autoria com Vitor Ribeiro, Paula Cristina Remoaldo e Javier Gutiérrez)
(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado na Revista Portuguesa de Estudos regionais, Nº 38, 2015, 1º Quadrimestre, págs. 3-18 (trabalho em co-autoria com Vitor Ribeiro, Paula Cristina Remoaldo e Javier Gutiérrez)
quarta-feira, abril 29, 2015
“The Environmental Impacts of Hosting the ´2012 Guimarães European Capital of Culture` as Perceived by the Local Community”
"This paper presents the results of an evaluation of the perceptions of the environmental impacts of the 2012 European Capital of Culture (ECOC) on the hosting community of Guimarães, a World Heritage Site. Data was obtained through a self-administered survey of 510 residents in the Guimarães municipality at the end of 2011. The primary results indicate that the residents acknowledged that hosting the event brought benefits to the city, but it also had negative impacts. The impacts perceived by residents were classified as socio-cultural, economic and environmental. The negative environmental impacts were the most pronounced."
(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado em Ambiente y Desarrollo, Vol. 19, Nº 36, 2015, págs. 25-38 (trabalho em co-autoria com Paula Cristina Remoaldo e Eduardo Duque)
segunda-feira, abril 27, 2015
A motivação dos visitantes e a promoção dos recursos endógenos no VI Festival de Pão-de-Ló em Felgueiras
Nos últimos anos, os festivais
tornaram-se práticas comuns nos diversos territórios e têm sido comummente
utilizados em estratégias de marketing
territorial, bem como para a construção de novas atrações turísticas.
Pelo
sexto ano consecutivo, a Câmara Municipal de Felgueiras organizou o Festival do Pão de Ló – Mostra Anual de
Pão-de-ló e Doces Tradicionais, durante os dias 28 e 29 de Março de 2015,
tendo em vista a promoção e a divulgação dos recursos endógenos do município. Segundo
dados da organização, o número de visitantes, em 2015, cifrou-se em 30000
pessoas, quando em 2014 se tinham registado 40000 visitantes, o que contribuiu para
uma quebra na ordem dos 25,0%. Ainda assim, entre 2010 e 2014, o evento
registou uma taxa de crescimento média anual de visitantes na ordem dos 18,9%.
A
crescente importância da organização de festivais para o desenvolvimento
regional e local e a ausência de um estudo sobre a motivação dos visitantes para
a participação no festival do pão-de-ló está na origem do presente ensaio. A
opção de aplicação do inquérito durante a realização do evento prende-se com: i)
a importância assumida pelo festival para a promoção dos produtos locais e
regionais e ii) a enorme afluência registada ao festival. Os principais
objetivos inerentes à sua aplicação são: i) aferir os padrões dos visitantes do
evento e ii) avaliar as principais motivações que estão na origem da visita ao
festival.
Tendo
em conta os pressupostos enunciados, após ter sido executado um pré-teste a 4
indivíduos, que permitiu eliminar certos enviesamentos, foi aplicado um
inquérito estruturado em 13 questões a 71 indivíduos, nos dias 28 de Março, entre
as 10h21m e as 12h15m, e 29 de Março, entre as 15h05m e as 17h11m, cujo período
de resposta se estimou, em média, de 4 minutos. Além disso, trata-se de uma
amostra não probabilística e que seguiu um critério de conveniência. Os dados
foram tratados através da utilização do pacote estatístico para as ciências
sociais (SPSS, versão 21.0).
De
uma forma geral, os respondentes são representativos do sexo feminino (53,5%) e
do sexo masculino (46,5%). Uma grande parte dos visitantes reside no município
de Felgueiras (63,4%), ao passo que 31,0% residem noutro município de Portugal
e 5,6% vivem noutro país (Espanha e França, designadamente). No que respeita ao
nível de qualificação, 70,5% possuem nível de ensino igual ou superior ao 3º
ciclo do ensino básico, dos quais 28,2% têm o nível básico concluído, 26,8% o
nível de ensino secundário e 15,5% apresentam nível de qualificação superior.
Os
principais meios de conhecimento da realização do festival utilizados foram as
redes sociais (30,3%), os amigos e familiares (29,2%) e o jornal/rádio (24,7%).
Acrescenta-se ao exposto que os visitantes participaram, em média, em 2 edições
do festival, sendo que 31,0% participavam pela primeira vez no evento quando
foram inquiridos.
Entre
os produtos promovidos pelos expositores, o pão-de-ló assume-se como o elemento
de preferência de 52,1% dos inquiridos. A par disso, 73,2% consumiram pão-de-ló
em período igual ou inferior a seis meses. Tal facto contribui para que uma das
motivações de visita ao festival de pão-de-ló esteja intrínseco à degustação dos
produtos, embora existam outras motivações significativas para a visita.
Através
da utilização da análise de clusters de
agrupamento não-hierárquico com recurso ao algoritmo k-means cluster para 11 itens sobre a motivação para a visita ao festival,
que variava numa escala de likert de
1= discordo completamente até 5= concordo completamente, permitiu-nos subdividir
a amostra em três grupos (k=3). A
comparação dos diferentes grupos revelou diferenças estatísticas significativas,
que motivaram a designação dos diferentes grupos do seguinte modo:
i)
Os
‘Culturalistas’ (25,4%), que visitam
com o intuito não só de participar no festival, mas também de visitar o Mosteiro
de Pombeiro e outras atrações do município durante o fim-de-semana (55,6%).
Trata-se, essencialmente, de indivíduos com níveis de qualificação mais
elevados que os restantes segmentos [com nível de ensino secundário (38,9%) e
curso superior (22,2%)], com idades inferiores (escalão etário dos 25 aos 44
anos= 44,4%) e de indivíduos não residentes no município de Felgueiras (83,3%).
ii)
Os
‘Experiencialistas’ (35,2%), que
embora tenham vários fins associados à sua participação no festival, a
motivação fundamental prende-se com a pretensão de experimentar os produtos
locais (72,0%), experienciar algo diferente (60,0%), aprender algumas tradições
e costumes (60,0%) e que estão, fundamentalmente, associados a indivíduos do
sexo masculino (64,0%).
iii) Os ’Consumistas’
(39,4%), que vão ao festival com a principal motivação de adquirirem
produtos endógenos (78,6%); trata-se sobretudo de indivíduos do sexo feminino
(67,9%).
Refira-se,
a propósito, que a segmentação através das motivações permite que a organização,
deste e de outros eventos, identifique as potencialidades e as oportunidades de
mercado e, em última estância, garanta a satisfação dos públicos-alvo. É, pois,
fundamental que se faça uma análise criteriosa das motivações de participação
dos visitantes, de modo a que seja possível criarem-se ferramentas de marketing poderosíssimas, assentes em
festivais e feiras locais que ajudem a potenciar os territórios.
Hélder
Lopes
Notas: 1 Fotografias do VI
Festival do Pão de Ló de Margaride, tiradas pelo autor, em 29.03.2015.
2 Se tiver
interesse em saber mais sobre o Festival do Pão-de-Ló, consultar a página
oficial do evento em: www.festivaldopaodelo.pt.
(Artigo
de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política
Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
Ecopista ou linha férrea? Que retorno para a população?
Ecopista foi a designação que a Rede Ferroviária Nacional, EP, vulgo REFER, adoptou para as Vias Verdes, a instalar nas linhas férreas desactivadas e que eram de sua propriedade (REFER). Com centenas de quilómetros de linhas férreas encerradas por todo o País, a empresa que tutelava todo esse espólio, com vista a reaproveitar estes troços, elaborou o denominado Plano Nacional de Ecopistas no ano de 2001 (REFER).
É desta forma que, em 14 de novembro de 2004, surge a primeira Ecopista do País denominada por Ecopista do Rio Minho - ERM - entre as vilas de Valença e Monção, aproveitando assim o ramal de Monção da linha do Minho (REFER), tendo ficado a
gestão desta infra-estrutura “… a cargo dos municípios de Valença e Monção pelo período de 25 anos” (COSTA, 2009, p.68).
Este troço de linha férrea com cerca de 16 kms de extensão foi “… desactivada em 31 de dezembro de 1989…” (ADRIANO, 2004), completando assim 74 anos (TORRES, 1958) de serviço às populações de três concelhos, Melgaço, Monção e Valença. Durante todo este tempo, era através do comboio que pessoas e bens circulavam com maior facilidade de e para este território. O estabelecimento de novas actividades económicas surge assim, em grande medida, fruto de todo o tráfego que surge junto aos locais de embarque.
Salvaguardando as devidas contextualizações, a linha férrea promoveu durante décadas a dinamização económica e social do território, permitindo não só que toda a população tivesse acesso a um meio de transporte acessível, como também que as mercadorias fossem transaccionadas com maior facilidade.
No caso da ERM, a mesma não originou a instalação de actividades económicas que de alguma forma promovessem as economias locais, ou aproveitassem os recursos endógenos em favor das populações locais.
Estudos de cariz económico, realizados na América do Norte, demonstram o potencial económico deste tipo de vias que os stakeholders locais tomaram a iniciativa de aproveitar (SOLUTIONS, 2002).
A mais-valia da existência desta infra-estrutura, para as populações locais, tem sido só ao nível do lazer, enquanto espaço para disfrutar de momentos tranquilos em contacto com a natureza. Não foi nem é considerada numa perspectiva mais abrangente, de forma a ser interpretada como ponto de abastecimento de clientes e visitantes, tanto para a dinamização de actividades económicas já existentes, como para a instalação de novas ou reconversão de outras. Desde os primeiros momentos, a ERM conseguiu atrair visitantes, no entanto, faltam motivos para a sua retenção tais como: a aposta no aproveitamento dos edifícios para a instalação de actividades de restauração e hotelaria, a dinamização de actividades outdoor cujo espaço de execução inclua a área das freguesias, a instalação de pontos de divulgação e promoção relativos a cada uma das freguesias que são abrangidas pela ERM e a realização de corredores de acesso ao interior dos aglomerados populacionais, entre outros.
Onze anos após a sua inauguração, urge definir uma estratégia que possa alavancar o desenvolvimento do território e através da qual a ERM continue a ser um dos pólos de atracção e evolua para um canal de serventia aos vários stakeholders locais. Para tal, torna-se necessário não só a promoção de estudos que aquilatem os diversos impactes desta infra-estrutura como também a recolha das várias propostas que têm vindo a ser feitas para a sua dinamização.
Tanto no caso do caminho de ferro como no da ERM, as populações ficaram com acesso a serviços que, em âmbitos distintos, as serviam, mas cujas implicações económicas para as comunidades são diametralmente opostas. Cabe a todos os interessados, públicos e privados, concertarem posições para um aproveitamento mais eficaz da infra-estrutura.
Nelson Labrujó
Bibliografia:
ADRIANO, Miranda (2004), "Valença-Monção: antiga linha de caminho de ferro reabre como ecopista”. Público, 09 de Novembro, Página consultada a 23 de Abril de 2015
COSTA, Anabela da Rocha – [Ecopista do Rio Minho: Propostas para a sua dinamização turística]. Viana do Castelo: [s.n.]. 2009. (Projecto final de Mestrado no Mestrado em Turismo, Inovação e Desenvolvimento)
REFER, [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www: http://www.refer.pt/MenuPrincipal/REFER/Patrimonio/Ecopistas.aspx?ArticleID=152#Artigo
SOLUTIONS, Trail Facts A Service of Interactive Marketing - “Heritage Rail Trail County Park 2001 User Survey and Economic Impact Analysis”. [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www http://atfiles.org/files/pdf/YorkEcon.pdf
TORRES, Carlos Manitto - “A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário”. [Em linha]. Lisboa: Gazeta dos caminhos de ferro 16-02-1958. [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1958/N1684/N1684_master/GazetaCFN1684.pdf
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
domingo, abril 19, 2015
PASOS, Revista de Turismo y Patrimonio Cultural: Número 13(3)
Publicado el Número 13(3) de
PASOS, Revista de Turismo y Patrimonio Cultural:
http://www.pasosonline.org/articulos/780-133
PASOS, Revista de Turismo y Patrimonio Cultural:
http://www.pasosonline.org/articulos/780-133
sexta-feira, março 27, 2015
DRd - Desenvolvimento Regional em debate: v. 5, n. 1 (2015)
«Caros leitores,
A revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate acaba de publicar seu último número, disponível em http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.
Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Valdir Roque Dallabrida
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
valdirroqued897@gmail.com
Professor e pesquisador com atuação no Mestrado em Desenvolvimento Regional da UnC.
Editor-chefe da Revista DRd.»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
segunda-feira, março 23, 2015
Recursos endógenos – mais que uma herança, uma oportunidade
O desenvolvimento e crescimento das comunidades humanas sempre se pautou pelo uso dos recursos dos territórios onde as mesmas se inseriam. A utilização dos vários bens que esses espaços proporcionavam levaram a que as comunidades se fixassem aproveitando estes recursos para a sua sobrevivência. Neste processo de uso do território, foram sendo criados hábitos, costumes característicos, indissociáveis da envolvente e que só assim faziam sentido devido a essa mesma condição, apesar de mais tarde se proceder a uma exploração mais intensa desses recursos pela comunidades humanas.
É neste sentido de apropriação humana dos recursos que os mesmos passam a ter um valor para além do objecto em si. Do simplesmente inerte, passam a deter uma valorização diversa – económica, cultural – que lhes confere significados diferentes. Os produtos são assim mais do que apenas um pedaço de rocha, madeira, fruto. São também uma composição matéria-homem. O bocado de pedra, quando esculpido de alguma forma pelo Homem, passa a um produto, no sentido em que existe uma modificação do objecto inerte original e, além desta sua característica intrínseca, é complementada com a arte stricto senso. Mas esta perspectiva do objecto humanizado, vai mais além do seu aspecto físico, prolongando-se para algo mais etéreo, como sendo todo o significado que pode ser atribuído a um qualquer objecto e/ou em que o mesmo se integra de alguma forma. Celebrações de carácter religioso, ou profano, são algumas destas heranças.
Além destas leituras sobre o conceito de recurso enquanto objecto e significado, é também aceitável reconhecê-lo como todo o “input da actividade económica de um território” (RIBEIRO e FREITAS SANTOS, 2006, p.8 ). Nesta perspectiva, os recursos tomam parte na dinâmica económica do território e bem assim passam a estar incluídos recursos, além dos materiais, humanos e culturais, como refere NATÁRIO et al. (2010) É nesta abrangência conceptual que os recursos endógenos são considerados no potencial económico do território. Para ultrapassar as dificuldades de desenvolvimento de territórios mais enfraquecidos, têm surgido propostas que apontam para o aproveitamento dos recursos existentes, tendo inclusivamente sido criado no âmbito de QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), o programa PROVERE (Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos).
A envolvência dos vários stakeholders, a valorização dos recursos endógenos ou a elaboração de estratégias de médio longo prazo, são algumas das componentes que tendem a promover o desenvolvimento territorial. Neste processo de desenvolvimento, o turismo surge como uma componente determinante, pois promove e atrai fluxos de visitantes, potenciais consumidores dos recursos do território já que “se están creando nuevos productos que intentan dar respuesta a las inquietudes de unos viajeros cada vez más activos y con una mayor motivación. Y entre estos productos destaca todo lo relacionado con las costumbres locales, con la gastronomía de un determinado lugar…” (RODRIGUEZ et al. 2013 p.42).
É pois assim, por maioria de razão, que a aposta num desenvolvimento sustentável continue a ser estimulada pelo Estado, não só por razões económicas, mas também pela defesa e protecção de saberes ancestrais que fazem parte da cultura do País.
Nelson Labrujó
Bibliografia:
RIBEIRO, J e SANTOS, J., Produtos do território e desenvolvimento local [Em linha]. Local de edição: ISEG/UTL 2006 [Consult. Mar, 2015]. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/4754
NATÁRIO, M., BRAGA, A., REI, C. A valorização dos recursos endógenos no desenvolvimento dos territórios rurais [Em linha]. Local de edição: Universidade do Minho 2010 [Consult. Março 2015]. Disponivel em: http://pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper580.pdf
RODRIGUEZ, Aurea, LOPEZ-GUZMAN, Tomás, GARCIA, Juan. Análisis del enoturista en la Denominación de Origen del Jerez-Xérès-Sherry (España) [Em linha]. Local de edição: Tourism & Management Studies, 2013 [Consult. Mar 2015]. Disponivel em: http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2182-84582013000200006&lang=pt
Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, PROVERE, [Em linha]. [Consult. Mar. 2015]. Disponivel em: http://www.novonorte.qren.pt/fotos/editor2/import/ccr-norte.pt/novonorte/brochuraprovere.pdf
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
X Jornadas Internacionais "Grandes Problemáticas do Espaço Europeu"
«Caros colegas
Segue em anexo informação sobre as X Jornadas Internacionais "Grandes Problemáticas do Espaço Europeu", que decorrererão a 29 e 30 de Maio do corrente ano.
O evento está alicerçado em 4 temas:
1- Ambiente, Desenvolvimento e Sustentabilidade;
2- Paisagem, Património e Turismo;
3- Economia e Ordenamento do Território;
4- Sociedade e Cultura;
5- Inovação, Educação e Ensino.
Podem aceder a informação mais completa em:
Está aberto o call até 6 de Abril.
Um abraço.
Paula Remoaldo»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
sexta-feira, março 20, 2015
Óbidos - de um território defensivo a lugar criativo: desafios em termos turísticos
A criatividade é um conceito cuja
popularidade tem-se associado a vários termos, tais como ‘creative cities’, ‘creative
class’ e ‘creative clusters’ (Tan
et al., 2013). Estes novos modelos de
desenvolvimento assentes na indústria criativa têm influenciado as práticas em
matéria de turismo. Com efeito, o turismo criativo identifica-se, atualmente,
como um fenómeno que reage ao turismo cultural tradicional, cada vez mais massificado
(Richards & Raimond, 2000). Em 2009, 40% das viagens realizadas a nível
mundial enquadravam-se no segmento do turismo cultural (OECD, 2009).
O turismo criativo surge, assim,
como uma alternativa para os consumidores que procuram novas experiências, mais
interativas, que possibilitem o desenvolvimento pessoal e o aumento do capital
criativo. À tradicional procura de património edificado, de museus e
monumentos, os visitantes tentam adquirir conhecimentos, habilidades, tradições
e qualidades indivisíveis dos locais que visitam.
O turismo criativo tornou-se num
segmento estratégico em países como a Áustria, Canadá, Espanha ou Nova Zelândia.
Em Portugal, não nos parece que exista um enfoque no turismo criativo, embora o
último PENT, com horizonte 2013-2015, comece a diagnosticar as falhas e
incertezas identificadas nas práticas deste segmento.
Neste contexto,
Óbidos é um caso paradigmático da aposta em turismo criativo. Não é apenas
identificado pelo seu património histórico, que se multiplica em souvenirs, como os postais, a ginja ou
os bordados, a par de um conjunto de outros elementos caraterizadores do
restante território nacional, dos quais são exemplos o galo de Barcelos ou a
loiça de Caldas da Rainha, mas também na valorização de diversos recursos
intangíveis, abrangentes da cultura, que valorizam as vertentes da experiência
e da co-criação, designadamente no desenvolvimento de conteúdos ricos em
multimédia e em narrativas. As comunidades virtuais e a presença nas redes
sociais insere-se em estratégias de marketing,
que se movem cada vez mais por certos valores, emoções, centrados na dimensão
interpessoal que se querem transmitir. Neste cômputo, identificam-se, em
Óbidos, eventos temáticos que têm ganhado visibilidade a nível nacional e
internacional, tais como o ‘Festival Internacional de Chocolate de Óbidos’, ‘Óbidos
Vila Natal’, ‘Festival de Ópera’, ‘Junho das Artes’ e o ‘Mercado Medieval’.
Este território é uma referência
nacional da unicidade, pelas suas caraterísticas históricas, culturais,
humanas, sociais e arquitetónicas, bem como pela sua localização. A ligação
entre o património e a contemporaneidade e a localização num corredor
rodoviário de ligação da Área Metropolitana de Porto à de Lisboa, nomeadamente
através do nó de entrada/saída da A8, permitem-lhe afirmar a excecionalidade,
que se repercute no sucesso das iniciativas que têm sido desenvolvidas no
âmbito da criatividade. Apesar da localização a Norte de Lisboa, a modernização
da linha do Oeste pode reforçar as suas potencialidades, tal como aconteceu com
os suburbanos do Porto, que permitem, atualmente, ligar lugares distantes de
Aveiro, Braga, Guimarães ou Póvoa de Varzim.
Apesar do município de Óbidos
apresentar níveis de especialização e qualificação da população relativamente
baixos (9,8% da população sem qualquer nível de ensino e taxa de analfabetismo
de 7,2%) e baixa densidade da estrutura
territorial (11 772 residentes e 3,2% da população da NUT III Oeste) (INE,
2012), parece, na nossa perspetiva, que soube desenvolver uma rede de massa
crítica que ultrapassa várias escalas e que mitiga o efeito de descontinuidade
espacial que carateriza todo o Oeste. Além disso, a imagem de Óbidos é fruto de
uma construção de algumas décadas, que é criada durante o Estado Novo e que
emana a portugalidade, que encontra a posição histórica na própria Reconquista
Cristã.
Os turistas que visitam Óbidos
pernoitam, em média, 2,9 noites e o município apresenta uma proporção de
hóspedes estrangeiros de 59,2%, em 2013 (INE, 2014). Para isso, contribui o
crescimento da oferta (capacidade de alojamento), que tem acompanhado a
tendência da procura (nº de dormidas), que entre 2009 e 2013 se cifrou numa
taxa de crescimento de 54,4% e 57,8%, respetivamente. Como é óbvio, existe uma
correlação muito forte entre as duas variáveis (r2= 0,94*),
para o período entre 2002 e 2013.
No entanto, a crescente procura
turística incrementa o risco de Óbidos se tornar numa ‘imagem demasiado atraente’ (Kotler et al., 1993), pois é certo que se trata de um território com uma
grande quantidade de visitantes, que se repercute em níveis de trânsito
bastante elevados ao longo do ano.
Podemos concluir que a recolocação
da procura turística em novos segmentos advém de públicos-alvo cada vez mais
exigentes e da necessidade de garantir a sustentabilidade territorial.
Arriscaríamos a dizer que é necessário que as linhas estratégicas em turismo se
redefinam em novas áreas temáticas e territoriais, projetadas a médio e longo
prazo, que incrementem a participação dos visitantes nas iniciativas locais.
Hélder Lopes
Bibliografia
INE,
I.P. (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Instituto
Nacional de Estatística: Lisboa.
INE,
I.P. (2014). Estatísticas do Turismo 2013. Instituto Nacional de Estatística:
Lisboa.
Kotler, P.,
Haider, D., & Rein, I. (1993). Marketing
Places. Attracting Investment, Industry and Tourism to Cities, States and
Nations. Free Press: New York.
OECD (2009). The Impact of Culture on Tourism. OECD:
Paris.
Richards, G.,
& Raymond, C. (2000). Creative tourism. ATLAS
News, 23,
16-20.
Tan, S., Kung, S., & Luh, D. (2013). A model of ‘creative experience’in creative tourism. Annals of Tourism Research, 41, 153-174.
Tan, S., Kung, S., & Luh, D. (2013). A model of ‘creative experience’in creative tourism. Annals of Tourism Research, 41, 153-174.
(*) Nível de significância de 5%.
Nota: foto da Vila de
Óbidos, tirada pelo autor, em 25.08.2014.
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
quarta-feira, março 04, 2015
"23rd Annual Colloquium Sustainable Rural Systems: Smart Answers for a Smiling Future"
«Caros colegas
Em nome da Comissão Organizadora venho por este meio informar-vos sobre o 23rd Annual Colloquium Sustainable Rural Systems: Smart Answers for a Smiling Future, no âmbito da International Geographical Union, a decorrer em Portugal entre 27 de Julho e 2 de Agosto do corrente ano.
As sessões temáticas são as seguintes:
- Landscape Heritage and Sustainable Tourism;
- Environment, Sustainability and Climate Change;
- Innovative and Smart Answers to Horizon 2020;
- Rural-Urban Interactions in a Changing Society;
- Social Challenges for a Smiling Future.
Encontram mais informação em:
Cumprimentos.
Paula Remoaldo»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Sessões Especiais do Congresso Europeu de Ciência Regional. Data limite de submissões 2 de Março
«CALL FOR PAPERS – data limite dia 2 de Março de 2015.
Para sessões especiais no âmbito do 21.º Congresso da APDR e do 55.º Congresso da ERSA “World Renaissance: Changing roles for people and places”, de 25 a 29 de Agosto, 2015 em Lisboa.
Seria bom que tivéssemos 25% dos 1000 participantes que possam conversar em português sobre ciência regional.
Sessões especiais:
Contributions of higher education systems for territorial development in Europe
Conceição Rego, Isabel Vieira, Carlos Vieira
Family and Regional Development
Tomaz Ponce Dentinho
Entrepreneurship and Regional Development
Luísa Cagica Carvalho, Virgínia Trigo, Ana Naia, Maria José Madeira Silva
Events and Tourism: contribution to local and regional development
Paula Remoaldo, José Cadima Ribeiro, Laurentina Vareiro
Maritime Clusters & Regions
Regina Salvador, Ana Correia, Abel Simões, Carlos Pereira da Silva
New directions and perspectives of regional development in Latin-American countries
Flávia Bliska
Rural Development in Timor-Leste: Changing rules for people and places
Pedro Damião Henriques, Maria Leonor da Silva Carvalho, Vanda Narciso, Elisa Bettencourt
Regional Disparities and Convergence
Gertrudes Saúde Guerreiro, António Bento Caleiro, António H. M. Guerreiro
Regional Policies in Latin America and Europe
Cassio Rolim
Os resumos devem ser enviados até ao dia 2 de Março através da plataforma: http://www.ersalisbon2015.org/
Nota: Se os coordenadores das sessões assim o entenderem, se os apresentadores tiverem dificuldade em apresentar os trabalhos em inglês e se só houver pessoas que entendem português na sala, os trabalhos podem ser apresentados em português no âmbito de sessões a enquadrar nos tempos do Congresso da APDR.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
sexta-feira, fevereiro 06, 2015
Fórum ABRATUR-15 - Chamada de trabalhos
«
Em 2015 a ABRATUR irá realizar seu primeiro evento reunindo pesquisadores, professores e alunos de pós-graduação de turismo e áreas correlatas a fim de trocar ideias e experiências sobre a internacionalização da pesquisa em turismo no Brasil.
O Fórum ABRATUR-15 será realizado entre os dias 8 e 10 de junho de 2015 na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP em São Paulo.
O evento será composto por palestras, mesas redondas e workshops sobre diferentes aspectos do processo de internacionalização da pesquisa em turismo. Dentre os temas discutidos, destacam-se o papel da internacionalização da pesquisa em turismo, a dinâmica da pesquisa em turismo no exterior, as experiências pessoais de diferentes pesquisadores, os desafios e as oportunidades para internacionalização da pesquisa em turismo no Brasil. O objetivo final do evento é promover a internacionalização, visando a maior integração da pesquisa brasileira com a pesquisa internacional, a fim de favorecer uma maior contribuição dessa atividade à sociedade.
Para maiores informações clique aqui.»
(reprodução de texto de apresentação do ´forum`indicado em título)
segunda-feira, fevereiro 02, 2015
"Perceptions of participants and residents of the impacts of the Braga 2012 European Youth Capital "
«The European Youth Capital is an
annual title awarded to a European city by the European Youth Forum, aiming to
strength the relationship between the municipalities and the European Union
institutions, with a particular focus on youth participation. Until now, little
is known about the impacts of hosting a European Youth Capital, being the
present investigation the first one dealing with this issue. The relative
success of the Braga (Portugal) 2012 European Youth Capital (EYC 2012) is
evaluated through the perception of the participants in five events performed.
The aim of the questionnaires applied was inquiring the opinion of respondents
on the activities of the EYC 2012, as well as the perceived impacts of the
mega-event. Additionally, we envisaged to know what had been their
participation in it by the time the questionnaire was implemented. A focus group was also implemented. This methodological approach was
used to clarify and complement certain dimensions of the data collected through
the survey applied to participants. We got a sample of 512 respondents,
applying the questionnaires among October and December 2012. From the results
obtained, we could conclude that the hosting of the CEJ did not attract a large
amount of visitors to the city. The younger respondents, who predominate in the
sample used (59% between 10 and 29 years old), tended to keep a more positive
assessment of the impacts of the EYC 2012, as well as women when compared to
men.»
Paula Remoaldo
Lab2pt,
Social Sciences Institute University of Minho, Guimarães, Portugal
(premoaldo@geografia.uminho.pt)
Eduardo
Duque
CECS/University
of Minho and Catholic University, Braga, Portugal
(eduardoduque@braga.ucp.pt)
J. Cadima
Ribeiro
NIPE, School
of Economics and Management, University of Minho, Braga, Portugal
(jcadima@eeg.uminho.pt)
(resumo de comunicação a apresentar nas IV JORNADAS IBEROAMERICANAS ´RECURSOS HUMANOS Y RESPONSABILIDAD SOCIAL`, que irão decorrer a 4,5 e 6 de Feveiro de 2015, na Universidade da Corunha, Campus de Ferrol (4 de Fevereiro) e da Corunha, Galiza, Espanha)
quinta-feira, janeiro 29, 2015
Call for Papers | 22nd APDR workshop | 24 April 2014 | Ponte de Lima
«Call for Papers
The Portuguese Association for Regional Development started a new cycle of workshops aimed at bringing together scientists that consider family as an institution with several and important interactions with economic and social development. This theme seems to have been dismissed by regional development scientists, even though it appears the family dimension is clearly relevant in educational processes and in dynamic migration, in transport systems, in social security systems and welfare services provision, in corporate sustainability and entrepreneurship, and in many other dimensions that influence the development of people and places.
The 20th APDR workshop (April 2014) was dedicated to this theme - Family and Development – and it was a first step in the direction of a more intense and rich debate about family and regional development. It is well known by demographers and sociologists that families may be quite different across Europe and across different regions of a single country. Evidence from diverse transition to adulthood patterns (age and dynamics of leaving home, forming independent households, living alone, forming unions and/or marrying, having a first child) is quite expressive about this. These differences, as others concerning ownership and family structures, are the result of different historical conditions and paths of change, as well of different strategies contemporary families adopt in order to cope with economic and sociopolitical contexts and dynamics.
On the other hand, family bonds are quite important in some corporate branches and/or in some territories and regions. The informal networks and the complex articulation between family and business strategies and management have been studied for years, with particular relevance in southern economies, such as Portugal, Spain and Italy. It is relevant to deepen our knowledge about these long lasting articulations, about their benefits as well as their undesirable effects, and about the way family and economy evolve in different places.
We are now willing to bring together, one more time, different scientific perspectives on the theme Family and Regional Development, with a particular attention being given to the Southern Europe. It is necessary to understand better family dynamics and diversity, how these affect social and economic processes at a regional scale, and to profound our knowledge about how family business imply the consideration of specific concepts and methodologies in order to provide a better understanding of this phenomenon, so important in our economies.
http://www.apdr.pt/evento_22/index.html
*Plenary session*
The Keynote Lecture will be delivered by David Sven Reher (Universidad Complutense de Madrid, Spain)
TOPICS 1. Family, education and development of people and places
2. Economies of scale and agglomeration of family models
3. Labour Market, Migration and Family
4. Spatial and temporal evolution of family businesses
5. Family, social security and welfare
IMPORTANT DATES
Until March 1st, 2015- Submission of abstracts
Until April 15th 2013 - Submission of full paper
Until April 15th 2013 – Registration April 24th 2013 - Workshop»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
The Portuguese Association for Regional Development started a new cycle of workshops aimed at bringing together scientists that consider family as an institution with several and important interactions with economic and social development. This theme seems to have been dismissed by regional development scientists, even though it appears the family dimension is clearly relevant in educational processes and in dynamic migration, in transport systems, in social security systems and welfare services provision, in corporate sustainability and entrepreneurship, and in many other dimensions that influence the development of people and places.
The 20th APDR workshop (April 2014) was dedicated to this theme - Family and Development – and it was a first step in the direction of a more intense and rich debate about family and regional development. It is well known by demographers and sociologists that families may be quite different across Europe and across different regions of a single country. Evidence from diverse transition to adulthood patterns (age and dynamics of leaving home, forming independent households, living alone, forming unions and/or marrying, having a first child) is quite expressive about this. These differences, as others concerning ownership and family structures, are the result of different historical conditions and paths of change, as well of different strategies contemporary families adopt in order to cope with economic and sociopolitical contexts and dynamics.
On the other hand, family bonds are quite important in some corporate branches and/or in some territories and regions. The informal networks and the complex articulation between family and business strategies and management have been studied for years, with particular relevance in southern economies, such as Portugal, Spain and Italy. It is relevant to deepen our knowledge about these long lasting articulations, about their benefits as well as their undesirable effects, and about the way family and economy evolve in different places.
We are now willing to bring together, one more time, different scientific perspectives on the theme Family and Regional Development, with a particular attention being given to the Southern Europe. It is necessary to understand better family dynamics and diversity, how these affect social and economic processes at a regional scale, and to profound our knowledge about how family business imply the consideration of specific concepts and methodologies in order to provide a better understanding of this phenomenon, so important in our economies.
http://www.apdr.pt/evento_22/index.html
*Plenary session*
The Keynote Lecture will be delivered by David Sven Reher (Universidad Complutense de Madrid, Spain)
TOPICS 1. Family, education and development of people and places
2. Economies of scale and agglomeration of family models
3. Labour Market, Migration and Family
4. Spatial and temporal evolution of family businesses
5. Family, social security and welfare
IMPORTANT DATES
Until March 1st, 2015- Submission of abstracts
Until April 15th 2013 - Submission of full paper
Until April 15th 2013 – Registration April 24th 2013 - Workshop»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)
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