quarta-feira, julho 01, 2015

quinta-feira, junho 25, 2015

Olhares sobre o Turísmo e o Marketing Territorial dos Lugares

Dentro de uma perspectiva de contribuição para a visibilidade de determinados territórios, estão inseridas inquestionavelmente as questões do marketing sobre a imagem dos lugares. Através da exposição, e super exploração das paisagens naturais e culturais, e tendo ainda como foco a incansável promoção destes, nos mais diversos níveis de cenários, sejam eles regionais, nacionais ou internacionais, as empresas publicitárias, e até os governos, exacerbam o seu poder sobre os detalhes que fazem de cada local um lugar específico.
O apelo visual é algo que está intrinsecamente ligado às novas formas de promoção dos lugares. É através dele que ocorre o “aprisionamento do olhar” do turísta, buscando focalizar objetivamente naquilo que se quer vender. Os territórios tornam-se assim produtos a serem consumidos cotidianamente, nos mais diversos níveis e sentidos possíveis. Assim sendo, as cidades turísticas contemporâneas representam uma nova e extraordinária forma de urbanização, porque elas são organizadas não para a produção, como o foram as cidades industriais, mas para o consumo de bens, serviços e paisagens. Estas cidades erguem-se unicamente voltadas para o consumo e para o lazer (Luchiari, 1998).
Neste sentido, o mercado das imagens, possibilitado pela urbanização turística dos lugares, e impulsionado grandemente pelos programas publicitários das grandes empresas (que frequentam quase sempre os imaginários sociais, através dos outdoors, do marketing digital, das propagandas de rádio e TV), criou um diálogo entre as velhas e as novas formas e funções dos espaços. Esse movimento dialético coloca em evidência a relação entre o local e o global, através do surgimento de novos hábitos, formas de se comunicar, mercadorias, novos postos de trabalho, dentre outros costumes que são agregados às realidades dos territórios turísticos/urbanos contemporâneos. Segundo (Cruz, 2003), o grau de urbanização de determinada localidade tem, pois, relação direta com a possibilidade de desenvolvimento turístico de seu território. 
O olhar moderno voltou-se para as paisagens turísticas valorizando nelas o sentido que havia sido perdido no ritmo veloz com o qual passamos pelas paisagens sem vê-las. As transformações que ocorrem no cenário mundial, através dos elementos impostos pelos processos de globalização, provocam a sensação de que hoje olha-se para os lugares e não se vêem. Os olhares dos turistas contemporâneos, neste sentido, direcionados pelos veículos de comunicação em massa, conduziram o imaginário coletivo a revalorizar a natureza, a cultura e mesmo o simulacro que, queiramos ou não, é natureza e cultura construídas socialmente.
Vivemos pois numa sociedade onde valoriza-se grandemente a reprodução de valores, dando ênfase a espetáculos e sabores que há muito perderam a autenticidade. Isto nos leva a considerar que, no período atual, a capacidade técnica da reprodutibilidade é tão ou mais importante que a própria autenticidade perdida. Afinal, a identidade dos lugares não é a cristalização de um passado sacralizado (Luchiari, 1998), e sim a permanente afirmação de um presente local em mutação, que a todo instante se comunica com o global.

Carlos Riccelly Guimarães

Bibliografia
CRUZ, Rita de Cássia Ariza da . Introdução à geografia do turismo. 2. ed. São Paulo: Roca, 2003.
LUCHIARI, Maria Tereza D. P. Urbanização turística - um novo nexo entre o lugar e o mundo. In: LIMA, Luiz Cruz (Org.). Da cidade ao campo: a diversidade do saber-fazer turístico. Fortaleza: Ed. UECE, 1998.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

Globalização – a Lógica das Empresas Globais

As sociedades globalizadas encontram-se nos dias atuais cada vez mais conectadas. Através dos veículos de comunicação e informação faz-se possível interagir de forma instantânea com um número cada vez maior de lugares que se pretende, para os mais diversos fins. O mundo globalizado como o concebemos hoje (e que teve seu embrião com a implementação dos projetos coloniais do século XVI), pôs em vigor o consumo de espaços, territórios, lugares e culturas de uma forma jamais vista anteriormente na história da humanidade.
É a partir da 2ª Guerra Mundial que a produção de mercadorias em grande escala, o grande avanço das tecnologias de informação e comunicação, os movimentos migratórios populacionais internacionais, os fluxos de mercadorias, e as novas divisões territoriais do trabalho, ganharam um enorme impulso. Este é um período denominado de técnico-científico-informacional (SANTOS, 2003) e, diga-se de passagem, tem como protagonistas, e controladores, as grandes empresas multinacionais, e grandes conglomerados econômicos, que por sua vez alteram toda a dinâmica global, das sociedades locais, de tempos em tempos, para que seus interesses econômicos sejam alcançados.
As empresas globais “não têm pátria”, e não parece-nos contraditório dizer que as mesmas empresas que contribuem para o elevado desenvolvimento tecnológico atrelado aos grandes níveis de cientificidade, e geração de empregos qualificados em alguns lugares específicos do globo (Europa Ocidental, Estados Unidos, e Japão), sejam responsáveis (sendo importante perceber que há em diversos países do mundo, uma diminuição da ação dos Estados Nacionais no que diz respeito à implementação de políticas públicas que beneficiem as populações) pelo aumento e proliferação do desemprego, criação de subempregos e escravidão em outros, como a América Latina, Ásia e África, isso tudo em pleno século XXI.
As novas tecnologias [utilizadas pelas grandes empresas] na condição de objetos devem ser compreendidas em conjunto com o sistema de normas e regulações a que estão associadas. A flexibilidade locacional das empresas, possível tecnicamente, vem junto com as políticas de flexibilização da legislação trabalhista, [que as beneficia] (GONÇALVES e HAESBAERT, 2006). A diminuição do papel do Estado vem atrelado aos acordos fechados com essas empresas antes de sua fixação nos territórios dos países. A oferta de mão de obra barata, os incentivos fiscais, a concessão dos terrenos, a construção das infraestruturas necessárias para o transporte de mercadoria, por parte do Estado, e a geração de empregos por parte das empresas fazem parte do pacote.
Assim sendo, estes elementos que são impostos provocam uma reação, das classes sociais, que organizam-se em sindicatos, através dos quais buscam incessantemente fazer com que os seus direitos sejam respeitados, e as desigualdades entre as partes sejam amenizadas. O Estado, por sua vez, contraditoriamente, entra como um regulador dos conflitos, propondo um acordo de paz entre as partes, mas, utilizando-se para isso do poder de polícia.
É importante percebermos qual a lógica das empresas globais, bem como da sua relação com os Estados nacionais. Para quem são direcionadas as ações ocorridas no tecido social? A quem serve verdadeiramente o Estado? Qual o nosso papel enquanto sujeitos produtores do conhecimento?

Carlos Riccelly Guimarães

Bibliografia
COSTA, Rogério H. da e GONÇALVES, Carlos Walter Porto – A nova desordem mundial / São Paulo: Editora UNESP, 2006 – 160p : il. – (Paradidáticos. Série Poder).
SANTOS, Milton – Por uma outra globalização: do pensamento único 6' ed. à consciência universal / Milton Santos. - 6* ed. – Rio de Janeiro: Record, 2003.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

quinta-feira, junho 18, 2015

"CIT 2015 - International Congress on Tourism: call for papers"

«CALL FOR PAPERS
CIT 2015
International Congress on Tourism
3rd-5th December, 2015 
Guimarães, Portugal 

We are pleased to invite you to participate in the fourth edition of the International Congress on Tourism (CIT 2015), organized by the Polytechnic Institute of Cávado and Ave (IPCA) in cooperation with the Municipality of Guimarães and the Porto and North Tourism Entity (Guimarães delegation). The congress will be held on the 3rd, 4th, and 5th of December 2015 under the main theme "Tourism for the 21st Century".

CIT 2015 addresses several issues related to the future of tourism in the 21st century with a "back to basics" approach to new challenges and trends. Tourism can be the "fuel" for the economy, creating new societies and contributing to a new paradigm of a democratic system of governance. In addition to its importance to the global economy and job creation, tourism can contribute to peace and intercultural communication. This “happiness industry” can contribute to the trade balance as well as environmental and socio-economic sustainability.

This forum involves the core trilateral for planning and development success in the industry, including researchers, business community, policy makers and engineers who, directly and indirectly, influence the future of this sector.
»»» Scope and topics
Paper submission is open to the academic and business communities with relevant research in tourism. Considering that the congress aims to foster shared discussion between academia and industry professionals, scientific and technical articles, posters, and case studies are welcome. The recommended topics (but not limited to) include: 

  1. Cultural Tourism and Heritage
  2. Economy and Tourism Management
  3. Entrepreneurship in Tourism
  4. Euro Cities and Tourism
  5. Experiences of Tourism
  6. Hotel Management
  7. Green cities and tourism
  8. Land and Tourism Development
  9. Marketing and Consumer Behavior in Tourism
 10. Smart Cities
 11. Technology and Innovation in Tourism
 12. Tourism and Food and Wine
 13. Tourism, Mobility, and Transport
 14. Tourism and sustainability
»»» Typology of submissions

Authors are invited to submit an extended abstract of no more than 300 words, by no later than July 25. After evaluation, authors of accepted abstracts will be invited to prepare the full paper for submission until September 30. The acceptance of an abstract does not mean the acceptance of the full paper. 
Abstract submission is advisable but not mandatory.
Papers must be original and not under review for any other outlet. All submitted full papers will be subject of a double blind review by at least two members of the scientific committee. 
Submissions should preferably be written in English, although Portuguese and Spanish can also be considered. 

»»» Submission process
To submit an abstract for the IV International Congress on Tourism ESG/IPCA, you must send the abstract file (Word format) to cit2015@ipca.pt. For further information, please consult http://www.ipca.pt/cit2015

»»» Publication opportunities
All papers will be subject of a double-blind review. Authors of selected papers will be invited to extend and adapt the paper for publication in a special issue of the journal Tékhne: Review of Applied Management Studies, in the first semester of 2016 (http://www.journals.elsevier.com/tekhne-review-of-applied-management-studies/).

»»» Important dates
Abstract submission deadline (300 words) | 25th of July 2015
Acceptance notification (abstract)| 31th of July 2015
Full paper submission deadline| 30th of September 2015
Acceptance notification (full paper) | 20th of October 2015
Registration and payment for authors| 10th of November 2015
Registration and payment for general public| 20th of November 2015
Congress | 3-5 of December 2015

»»» Venue
The congress will take place in the city of Guimarães (UNESCO World Heritage Site), a city with tourism potential and heritage references at the regional, national, and international levels. The venue for this event is the Centro Cultural Vila Flor, in the Vila Flor Palace, an 18th century building and national cultural icon located in the historic center of Guimarães. The combination of the history and surroundings of the Centro Cultural Vila Flor, in addition to the magnificent gardens and wonderful architecture, and the social events offered in parallel to the congress, create a perfect setting for the debate on tourism and the paradigms for its future. The Vila Flor Palace is reflective of this city where culture is open to all audiences.

»»» Organization
 - School of Management of the Polytechnic Institute of Cávado and Ave 
 - City Council of Guimarães
 - Porto and North Tourism Entity (Guimarães delegation)

»»» Sponsors
The Caixa Geral de Depósitos is the official sponsor of this International Congress on Tourism. »

(reprodução de me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, maio 29, 2015

REDES: Vol. 20, Nº 1, 2015

Saiu o Vol. 20, Nº 1, 2015 da revista REDES 
(tema do número: "Redes, Governança e Participação"):
https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/issue/current

quinta-feira, maio 21, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

"VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional - Inscrições abertas"

«

Convidamos todos a participar do VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional
Inscrições de trabalhos completos:
Até 31 de maio de 2015
Divulgação dos trabalhos aceitos:
14 de julho de 2015
Período:
De 9 a 11 de setembro de 2015
Tema central:
Globalização em tempos de Regionalização – repercussões no território
Local:
Anfiteatro do bloco 18
Universidade de Santa cruz do Sul – UNISC
Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Público alvo:
Pesquisadores e profissionais que atuam na área do Desenvolvimento Regional, acadêmicos de cursos de graduação e pós-graduação e público em geral.
Coordenação:
Profª Drª Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Marco André Cadoná
Informações:
e-mailsidr@unisc.br

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, maio 11, 2015

"Acessibilidade e SIG no planeamento em saúde: uma abordagem baseada em modelos de alocação-localização"

"As políticas e as práticas de planeamento em saúde devem promover o acesso aos cuidados de saúde primários, onde a distribuição dos equipamentos e a acessibilidade da população assumem particular relevância. O sistema de saúde deve proporcionar níveis de acessibilidade adequados a cada grupo funcional, particularmente nos territórios dotados de uma população mais envelhecida. O aumento do número de idosos torna mais premente o papel que as políticas públicas de saúde podem ter na redução das desigualdades em saúde. Neste artigo, pretende-se avaliar o contributo dos modelos de localização para a identificação da localização mais adequada dos serviços de saúde e comparar como variam os níveis de acessibilidade entre as soluções propostas pelos vários modelos. Da aplicação empírica conduzida retirou-se que estas soluções permitem obter ganhos em termos de acessibilidade melhorando a proximidade dos equipamentos aos utentes."

(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado na Revista Portuguesa de Estudos regionais, Nº 38, 2015, 1º Quadrimestre, págs. 3-18 (trabalho em co-autoria com Vitor Ribeiro, Paula Cristina Remoaldo e Javier Gutiérrez)

quarta-feira, abril 29, 2015

“The Environmental Impacts of Hosting the ´2012 Guimarães European Capital of Culture` as Perceived by the Local Community”

"This paper presents the results of an evaluation of the perceptions of the environmental impacts of the 2012 European Capital of Culture (ECOC) on the hosting community of Guimarães, a World Heritage Site. Data was obtained through a self-administered survey of 510 residents in the Guimarães municipality at the end of 2011. The primary results indicate that the residents acknowledged that hosting the event brought benefits to the city, but it also had negative impacts. The impacts perceived by residents were classified as socio-cultural, economic and environmental. The negative environmental impacts were the most pronounced."

(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado em Ambiente y Desarrollo, Vol. 19, Nº 36, 2015, págs. 25-38 (trabalho em co-autoria com Paula Cristina Remoaldo e Eduardo Duque)

segunda-feira, abril 27, 2015

A motivação dos visitantes e a promoção dos recursos endógenos no VI Festival de Pão-de-Ló em Felgueiras

Nos últimos anos, os festivais tornaram-se práticas comuns nos diversos territórios e têm sido comummente utilizados em estratégias de marketing territorial, bem como para a construção de novas atrações turísticas.
Pelo sexto ano consecutivo, a Câmara Municipal de Felgueiras organizou o Festival do Pão de Ló – Mostra Anual de Pão-de-ló e Doces Tradicionais, durante os dias 28 e 29 de Março de 2015, tendo em vista a promoção e a divulgação dos recursos endógenos do município. Segundo dados da organização, o número de visitantes, em 2015, cifrou-se em 30000 pessoas, quando em 2014 se tinham registado 40000 visitantes, o que contribuiu para uma quebra na ordem dos 25,0%. Ainda assim, entre 2010 e 2014, o evento registou uma taxa de crescimento média anual de visitantes na ordem dos 18,9%.
A crescente importância da organização de festivais para o desenvolvimento regional e local e a ausência de um estudo sobre a motivação dos visitantes para a participação no festival do pão-de-ló está na origem do presente ensaio. A opção de aplicação do inquérito durante a realização do evento prende-se com: i) a importância assumida pelo festival para a promoção dos produtos locais e regionais e ii) a enorme afluência registada ao festival. Os principais objetivos inerentes à sua aplicação são: i) aferir os padrões dos visitantes do evento e ii) avaliar as principais motivações que estão na origem da visita ao festival.
Tendo em conta os pressupostos enunciados, após ter sido executado um pré-teste a 4 indivíduos, que permitiu eliminar certos enviesamentos, foi aplicado um inquérito estruturado em 13 questões a 71 indivíduos, nos dias 28 de Março, entre as 10h21m e as 12h15m, e 29 de Março, entre as 15h05m e as 17h11m, cujo período de resposta se estimou, em média, de 4 minutos. Além disso, trata-se de uma amostra não probabilística e que seguiu um critério de conveniência. Os dados foram tratados através da utilização do pacote estatístico para as ciências sociais (SPSS, versão 21.0).
De uma forma geral, os respondentes são representativos do sexo feminino (53,5%) e do sexo masculino (46,5%). Uma grande parte dos visitantes reside no município de Felgueiras (63,4%), ao passo que 31,0% residem noutro município de Portugal e 5,6% vivem noutro país (Espanha e França, designadamente). No que respeita ao nível de qualificação, 70,5% possuem nível de ensino igual ou superior ao 3º ciclo do ensino básico, dos quais 28,2% têm o nível básico concluído, 26,8% o nível de ensino secundário e 15,5% apresentam nível de qualificação superior.
Os principais meios de conhecimento da realização do festival utilizados foram as redes sociais (30,3%), os amigos e familiares (29,2%) e o jornal/rádio (24,7%). Acrescenta-se ao exposto que os visitantes participaram, em média, em 2 edições do festival, sendo que 31,0% participavam pela primeira vez no evento quando foram inquiridos.
Entre os produtos promovidos pelos expositores, o pão-de-ló assume-se como o elemento de preferência de 52,1% dos inquiridos. A par disso, 73,2% consumiram pão-de-ló em período igual ou inferior a seis meses. Tal facto contribui para que uma das motivações de visita ao festival de pão-de-ló esteja intrínseco à degustação dos produtos, embora existam outras motivações significativas para a visita.
Através da utilização da análise de clusters de agrupamento não-hierárquico com recurso ao algoritmo k-means cluster para 11 itens sobre a motivação para a visita ao festival, que variava numa escala de likert de 1= discordo completamente até 5= concordo completamente, permitiu-nos subdividir a amostra em três grupos (k=3). A comparação dos diferentes grupos revelou diferenças estatísticas significativas, que motivaram a designação dos diferentes grupos do seguinte modo:
i)     Os ‘Culturalistas’ (25,4%), que visitam com o intuito não só de participar no festival, mas também de visitar o Mosteiro de Pombeiro e outras atrações do município durante o fim-de-semana (55,6%). Trata-se, essencialmente, de indivíduos com níveis de qualificação mais elevados que os restantes segmentos [com nível de ensino secundário (38,9%) e curso superior (22,2%)], com idades inferiores (escalão etário dos 25 aos 44 anos= 44,4%) e de indivíduos não residentes no município de Felgueiras (83,3%).
ii)   Os ‘Experiencialistas’ (35,2%), que embora tenham vários fins associados à sua participação no festival, a motivação fundamental prende-se com a pretensão de experimentar os produtos locais (72,0%), experienciar algo diferente (60,0%), aprender algumas tradições e costumes (60,0%) e que estão, fundamentalmente, associados a indivíduos do sexo masculino (64,0%).
iii)  Os ’Consumistas’ (39,4%), que vão ao festival com a principal motivação de adquirirem produtos endógenos (78,6%); trata-se sobretudo de indivíduos do sexo feminino (67,9%).
Refira-se, a propósito, que a segmentação através das motivações permite que a organização, deste e de outros eventos, identifique as potencialidades e as oportunidades de mercado e, em última estância, garanta a satisfação dos públicos-alvo. É, pois, fundamental que se faça uma análise criteriosa das motivações de participação dos visitantes, de modo a que seja possível criarem-se ferramentas de marketing poderosíssimas, assentes em festivais e feiras locais que ajudem a potenciar os territórios.

Hélder Lopes

Notas: 1 Fotografias do VI Festival do Pão de Ló de Margaride, tiradas pelo autor, em 29.03.2015.
2 Se tiver interesse em saber mais sobre o Festival do Pão-de-Ló, consultar a página oficial do evento em: www.festivaldopaodelo.pt.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

Ecopista ou linha férrea? Que retorno para a população?

Ecopista foi a designação que a Rede Ferroviária Nacional, EP, vulgo REFER, adoptou para as Vias Verdes, a instalar nas linhas férreas desactivadas e que eram de sua propriedade (REFER). Com centenas de quilómetros de linhas férreas encerradas por todo o País, a empresa que tutelava todo esse espólio, com vista a reaproveitar estes troços, elaborou o denominado Plano Nacional de Ecopistas no ano de 2001 (REFER).
É desta forma que, em 14 de novembro de 2004, surge a primeira Ecopista do País denominada por Ecopista do Rio Minho - ERM - entre as vilas de Valença e Monção, aproveitando assim o ramal de Monção da linha do Minho (REFER), tendo ficado a
gestão desta infra-estrutura “… a cargo dos municípios de Valença e Monção pelo período de 25 anos” (COSTA, 2009, p.68).
Este troço de linha férrea com cerca de 16 kms de extensão foi “… desactivada em 31 de dezembro de 1989…” (ADRIANO, 2004), completando assim 74 anos (TORRES, 1958) de serviço às populações de três concelhos, Melgaço, Monção e Valença. Durante todo este tempo, era através do comboio que pessoas e bens circulavam com maior facilidade de e para este território. O estabelecimento de novas actividades económicas surge assim, em grande medida, fruto de todo o tráfego que surge junto aos locais de embarque.
Salvaguardando as devidas contextualizações, a linha férrea promoveu durante décadas a dinamização económica e social do território, permitindo não só que toda a população tivesse acesso a um meio de transporte acessível, como também que as mercadorias fossem transaccionadas com maior facilidade.
No caso da ERM, a mesma não originou a instalação de actividades económicas que de alguma forma promovessem as economias locais, ou aproveitassem os recursos endógenos em favor das populações locais.
Estudos de cariz económico, realizados na América do Norte, demonstram o potencial económico deste tipo de vias que os stakeholders locais tomaram a iniciativa de aproveitar (SOLUTIONS, 2002).
A mais-valia da existência desta infra-estrutura, para as populações locais, tem sido só ao nível do lazer, enquanto espaço para disfrutar de momentos tranquilos em contacto com a natureza. Não foi nem é considerada numa perspectiva mais abrangente, de forma a ser interpretada como ponto de abastecimento de clientes e visitantes, tanto para a dinamização de actividades económicas já existentes, como para a instalação de novas ou reconversão de outras. Desde os primeiros momentos, a ERM conseguiu atrair visitantes, no entanto, faltam motivos para a sua retenção tais como: a aposta no aproveitamento dos edifícios para a instalação de actividades de restauração e hotelaria, a dinamização de actividades outdoor cujo espaço de execução inclua a área das freguesias, a instalação de pontos de divulgação e promoção relativos a cada uma das freguesias que são abrangidas pela ERM e a realização de corredores de acesso ao interior dos aglomerados populacionais, entre outros.
Onze anos após a sua inauguração, urge definir uma estratégia que possa alavancar o desenvolvimento do território e através da qual a ERM continue a ser um dos pólos de atracção e evolua para um canal de serventia aos vários stakeholders locais. Para tal, torna-se necessário não só a promoção de estudos que aquilatem os diversos impactes desta infra-estrutura como também a recolha das várias propostas que têm vindo a ser feitas para a sua dinamização.
Tanto no caso do caminho de ferro como no da ERM, as populações ficaram com acesso a serviços que, em âmbitos distintos, as serviam, mas cujas implicações económicas para as comunidades são diametralmente opostas. Cabe a todos os interessados, públicos e privados, concertarem posições para um aproveitamento mais eficaz da infra-estrutura.

Nelson Labrujó

Bibliografia:
ADRIANO, Miranda (2004), "Valença-Monção: antiga linha de caminho de ferro reabre como ecopista”. Público, 09 de Novembro, Página consultada a 23 de Abril de 2015
COSTA, Anabela da Rocha – [Ecopista do Rio Minho: Propostas para a sua dinamização turística]. Viana do Castelo: [s.n.]. 2009. (Projecto final de Mestrado no Mestrado em Turismo, Inovação e Desenvolvimento)
REFER, [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www: http://www.refer.pt/MenuPrincipal/REFER/Patrimonio/Ecopistas.aspx?ArticleID=152#Artigo
SOLUTIONS, Trail Facts A Service of Interactive Marketing - “Heritage Rail Trail County Park 2001 User Survey and Economic Impact Analysis”. [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www http://atfiles.org/files/pdf/YorkEcon.pdf
TORRES, Carlos Manitto - “A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário”. [Em linha]. Lisboa: Gazeta dos caminhos de ferro 16-02-1958. [Em linha] . [Consult. 23 Abril.2015]. Disponível na www http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1958/N1684/N1684_master/GazetaCFN1684.pdf

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho) 

sexta-feira, março 27, 2015

DRd - Desenvolvimento Regional em debate: v. 5, n. 1 (2015)

«Caros leitores,

A revista DRd - Desenvolvimento Regional em debate acaba de publicar seu último número, disponível em http://www.periodicos.unc.br/index.php/drd.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e outros itens de seu interesse.

Agradecemos seu interesse e apoio contínuo em nosso trabalho,
Valdir Roque Dallabrida
Universidade do Contestado
Fone 47-91541468
Fax 47-36226696
valdirroqued897@gmail.com
Professor e pesquisador com atuação no Mestrado em Desenvolvimento Regional da UnC. 
Editor-chefe da Revista DRd.»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, março 23, 2015

Recursos endógenos – mais que uma herança, uma oportunidade

O desenvolvimento e crescimento das comunidades humanas sempre se pautou pelo uso dos recursos dos territórios onde as mesmas se inseriam. A utilização dos vários bens que esses espaços proporcionavam levaram a que as comunidades se fixassem aproveitando estes recursos para a sua sobrevivência. Neste processo de uso do território, foram sendo criados hábitos, costumes característicos, indissociáveis da envolvente e que só assim faziam sentido devido a essa mesma condição, apesar de mais tarde se proceder a uma exploração mais intensa desses recursos pela comunidades humanas.
É neste sentido de apropriação humana dos recursos que os mesmos passam a ter um valor para além do objecto em si. Do simplesmente inerte, passam a deter uma valorização diversa – económica, cultural – que lhes confere significados diferentes. Os produtos são assim mais do que apenas um pedaço de rocha, madeira, fruto. São também uma composição matéria-homem. O bocado de pedra, quando esculpido de alguma forma pelo Homem, passa a um produto, no sentido em que existe uma modificação do objecto inerte original e, além desta sua característica intrínseca, é complementada com a arte stricto senso. Mas esta perspectiva do objecto humanizado, vai mais além do seu aspecto físico, prolongando-se para algo mais etéreo, como sendo todo o significado que pode ser atribuído a um qualquer objecto e/ou em que o mesmo se integra de alguma forma. Celebrações de carácter religioso, ou profano, são algumas destas heranças.
Além destas leituras sobre o conceito de recurso enquanto objecto e significado, é também aceitável reconhecê-lo como todo o “input da actividade económica de um território” (RIBEIRO e FREITAS SANTOS, 2006, p.8 ). Nesta perspectiva, os recursos tomam parte na dinâmica económica do território e bem assim passam a estar incluídos recursos, além dos materiais, humanos e culturais, como refere NATÁRIO et al. (2010) É nesta abrangência conceptual que os recursos endógenos são considerados no potencial económico do território. Para ultrapassar as dificuldades de desenvolvimento de territórios mais enfraquecidos, têm surgido propostas que apontam para o aproveitamento dos recursos existentes, tendo inclusivamente sido criado no âmbito de QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional), o programa PROVERE (Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos). 
A envolvência dos vários stakeholders, a valorização dos recursos endógenos ou a elaboração de estratégias de médio longo prazo, são algumas das componentes que tendem a promover o desenvolvimento territorial. Neste processo de desenvolvimento, o turismo surge como uma componente determinante, pois promove e atrai fluxos de visitantes, potenciais consumidores dos recursos do território já que “se están creando nuevos productos que intentan dar respuesta a las inquietudes de unos viajeros cada vez más activos y con una mayor motivación. Y entre estos productos destaca todo lo relacionado con las costumbres locales, con la gastronomía de un determinado lugar…” (RODRIGUEZ et al. 2013 p.42).
É pois assim, por maioria de razão, que a aposta num desenvolvimento sustentável continue a ser estimulada pelo Estado, não só por razões económicas, mas também pela defesa e protecção de saberes ancestrais que fazem parte da cultura do País.

Nelson Labrujó

Bibliografia:
RIBEIRO, J e SANTOS, J., Produtos do território e desenvolvimento local [Em linha]. Local de edição: ISEG/UTL 2006 [Consult. Mar, 2015]. Disponível em: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/4754
NATÁRIO, M., BRAGA, A., REI, C. A valorização dos recursos endógenos no desenvolvimento dos territórios rurais [Em linha]. Local de edição: Universidade do Minho 2010 [Consult. Março 2015]. Disponivel em: http://pluris2010.civil.uminho.pt/Actas/PDF/Paper580.pdf
RODRIGUEZ, Aurea, LOPEZ-GUZMAN, Tomás, GARCIA, Juan. Análisis del enoturista en la Denominación de Origen del Jerez-Xérès-Sherry (España) [Em linha]. Local de edição: Tourism & Management Studies, 2013 [Consult. Mar 2015]. Disponivel em: http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2182-84582013000200006&lang=pt
Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, PROVERE, [Em linha]. [Consult. Mar. 2015]. Disponivel em: http://www.novonorte.qren.pt/fotos/editor2/import/ccr-norte.pt/novonorte/brochuraprovere.pdf

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho) 

X Jornadas Internacionais "Grandes Problemáticas do Espaço Europeu"

«Caros colegas

Segue em anexo informação sobre as X Jornadas Internacionais "Grandes Problemáticas do Espaço Europeu", que decorrererão a 29 e 30 de Maio do corrente ano.

O evento está alicerçado em 4 temas:

1- Ambiente, Desenvolvimento e Sustentabilidade;

2- Paisagem, Património e Turismo;
3- Economia e Ordenamento do Território;
4- Sociedade e Cultura;
5- Inovação, Educação e Ensino. 

Podem aceder a informação mais completa em: 

Está aberto o call até 6 de Abril.
Um abraço.
Paula Remoaldo»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, março 20, 2015

Óbidos - de um território defensivo a lugar criativo: desafios em termos turísticos

A criatividade é um conceito cuja popularidade tem-se associado a vários termos, tais como ‘creative cities’, ‘creative class’ e ‘creative clusters’ (Tan et al., 2013). Estes novos modelos de desenvolvimento assentes na indústria criativa têm influenciado as práticas em matéria de turismo. Com efeito, o turismo criativo identifica-se, atualmente, como um fenómeno que reage ao turismo cultural tradicional, cada vez mais massificado (Richards & Raimond, 2000). Em 2009, 40% das viagens realizadas a nível mundial enquadravam-se no segmento do turismo cultural (OECD, 2009).
O turismo criativo surge, assim, como uma alternativa para os consumidores que procuram novas experiências, mais interativas, que possibilitem o desenvolvimento pessoal e o aumento do capital criativo. À tradicional procura de património edificado, de museus e monumentos, os visitantes tentam adquirir conhecimentos, habilidades, tradições e qualidades indivisíveis dos locais que visitam.

O turismo criativo tornou-se num segmento estratégico em países como a Áustria, Canadá, Espanha ou Nova Zelândia. Em Portugal, não nos parece que exista um enfoque no turismo criativo, embora o último PENT, com horizonte 2013-2015, comece a diagnosticar as falhas e incertezas identificadas nas práticas deste segmento.
Neste contexto, Óbidos é um caso paradigmático da aposta em turismo criativo. Não é apenas identificado pelo seu património histórico, que se multiplica em souvenirs, como os postais, a ginja ou os bordados, a par de um conjunto de outros elementos caraterizadores do restante território nacional, dos quais são exemplos o galo de Barcelos ou a loiça de Caldas da Rainha, mas também na valorização de diversos recursos intangíveis, abrangentes da cultura, que valorizam as vertentes da experiência e da co-criação, designadamente no desenvolvimento de conteúdos ricos em multimédia e em narrativas. As comunidades virtuais e a presença nas redes sociais insere-se em estratégias de marketing, que se movem cada vez mais por certos valores, emoções, centrados na dimensão interpessoal que se querem transmitir. Neste cômputo, identificam-se, em Óbidos, eventos temáticos que têm ganhado visibilidade a nível nacional e internacional, tais como o ‘Festival Internacional de Chocolate de Óbidos’, ‘Óbidos Vila Natal’, ‘Festival de Ópera’, ‘Junho das Artes’ e o ‘Mercado Medieval’.
Este território é uma referência nacional da unicidade, pelas suas caraterísticas históricas, culturais, humanas, sociais e arquitetónicas, bem como pela sua localização. A ligação entre o património e a contemporaneidade e a localização num corredor rodoviário de ligação da Área Metropolitana de Porto à de Lisboa, nomeadamente através do nó de entrada/saída da A8, permitem-lhe afirmar a excecionalidade, que se repercute no sucesso das iniciativas que têm sido desenvolvidas no âmbito da criatividade. Apesar da localização a Norte de Lisboa, a modernização da linha do Oeste pode reforçar as suas potencialidades, tal como aconteceu com os suburbanos do Porto, que permitem, atualmente, ligar lugares distantes de Aveiro, Braga, Guimarães ou Póvoa de Varzim.
Apesar do município de Óbidos apresentar níveis de especialização e qualificação da população relativamente baixos (9,8% da população sem qualquer nível de ensino e taxa de analfabetismo de 7,2%) e baixa densidade da estrutura territorial (11 772 residentes e 3,2% da população da NUT III Oeste) (INE, 2012), parece, na nossa perspetiva, que soube desenvolver uma rede de massa crítica que ultrapassa várias escalas e que mitiga o efeito de descontinuidade espacial que carateriza todo o Oeste. Além disso, a imagem de Óbidos é fruto de uma construção de algumas décadas, que é criada durante o Estado Novo e que emana a portugalidade, que encontra a posição histórica na própria Reconquista Cristã.
Os turistas que visitam Óbidos pernoitam, em média, 2,9 noites e o município apresenta uma proporção de hóspedes estrangeiros de 59,2%, em 2013 (INE, 2014). Para isso, contribui o crescimento da oferta (capacidade de alojamento), que tem acompanhado a tendência da procura (nº de dormidas), que entre 2009 e 2013 se cifrou numa taxa de crescimento de 54,4% e 57,8%, respetivamente. Como é óbvio, existe uma correlação muito forte entre as duas variáveis (r2= 0,94*), para o período entre 2002 e 2013.
No entanto, a crescente procura turística incrementa o risco de Óbidos se tornar numa ‘imagem demasiado atraente’ (Kotler et al., 1993), pois é certo que se trata de um território com uma grande quantidade de visitantes, que se repercute em níveis de trânsito bastante elevados ao longo do ano.
Podemos concluir que a recolocação da procura turística em novos segmentos advém de públicos-alvo cada vez mais exigentes e da necessidade de garantir a sustentabilidade territorial. Arriscaríamos a dizer que é necessário que as linhas estratégicas em turismo se redefinam em novas áreas temáticas e territoriais, projetadas a médio e longo prazo, que incrementem a participação dos visitantes nas iniciativas locais.

Hélder Lopes

Bibliografia
INE, I.P. (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Centro. Instituto Nacional de Estatística: Lisboa.
INE, I.P. (2014). Estatísticas do Turismo 2013. Instituto Nacional de Estatística: Lisboa.
Kotler, P., Haider, D., & Rein, I. (1993). Marketing Places. Attracting Investment, Industry and Tourism to Cities, States and Nations. Free Press: New York.
OECD (2009). The Impact of Culture on Tourism. OECD: Paris.
Richards, G., & Raymond, C. (2000). Creative tourism. ATLAS News, 23, 16-20.
Tan, S., Kung, S., & Luh, D. (2013). A model of ‘creative experience’in creative tourism. Annals of Tourism Research, 41, 153-174.

(*) Nível de significância de 5%.

Nota: foto da Vila de Óbidos, tirada pelo autor, em 25.08.2014.

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho) 

quarta-feira, março 04, 2015

"23rd Annual Colloquium Sustainable Rural Systems: Smart Answers for a Smiling Future"

«Caros colegas


Em nome da Comissão Organizadora venho por este meio informar-vos sobre o 23rd Annual Colloquium Sustainable Rural Systems: Smart Answers for a Smiling Future, no âmbito da International Geographical Union, a decorrer em Portugal entre 27 de Julho e 2 de Agosto do corrente ano.

As sessões temáticas são as seguintes:

  • Landscape Heritage and Sustainable Tourism;
  • Environment, Sustainability and Climate Change;
  • Innovative and Smart Answers to Horizon 2020;
  • Rural-Urban Interactions in a Changing Society;
  • Social Challenges for a Smiling Future.

Encontram mais informação em: 



Cumprimentos.
Paula Remoaldo»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)