quarta-feira, maio 28, 2008

Conferências: "encontro de jovens investigadores"; colóquio sobre "periferias urbanas"

1º Encontro Português de Jovens Investigadores na Área do Planeamento Regional e Urbano

Irá ter lugar no próximo dia 14 de Julho o 1º Encontro Português de Jovens Investigadores na Área do Planeamento Regional e Urbano (EPIPRU), a realizar no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra.
Dirigido a jovens investigadores, bem como aos seus orientadores académicos, este encontro pretende colmatar a ausência de espaços de partilha de experiências de investigação na área do planeamento regional e urbano. Pretende-se também motivar a criação de plataformas de trabalho extra-instituições e que no futuro possam servir a prática de planeamento.
O encontro, que se pretende informal, é vocacionado para investigadores que tenham desenvolvido pelo menos um ano de investigação no âmbito da sua tese de doutoramento e que ainda não a tenham concluído. O objectivo não é apresentar resultados, mas sim discutir e relacionar objectivos e métodos de investigação.
Cada investigador é convidado a enviar um "extended abstract" com duas páginas A4, de acordo com modelo disponibilizado em
até ao dia 30 de Maio. Este deverá descrever a investigação em curso, indicando os seus objectivos e métodos, e deverá ser anexado à ficha de inscrição com os dados de identificação necessários.

A aceitação dos trabalhos será comunicada até 15 de Junho e o programa final será divulgado a 20 de Junho. Serão seleccionados 15 investigadores para participarem no encontro de acordo com a relevância do trabalho para os objectivos de debate e partilha de experiências enunciados. Os investigadores seleccionados deverão preparar uma apresentação de Power Point com cerca de 15 slides para uma comunicação de um máximo de 15 minutos, a cumprir rigorosamente, permitindo concentrar o encontro num único dia e assegurando o necessário espaço para o debate. As línguas admitidas para o encontro são o Português e o Inglês. Todos os orientadores dos investigadores participantes serão convidados a assistir.
O encontro conta com uma comissão de selecção dos participantes que integra os professores Manuel Fernandes de Sá (FAUP), Paulo Pinho (FEUP) e António Pais Antunes (FCTUC).
O objectivo desta reunião é alargar a plataforma de comunicação entre a comunidade de investigadores em Planeamento em Portugal.
Mais informação em:
*
Colóquio "Periferias Urbanas, entre Norma e Inovação"

Colóquio "Periferias Urbanas, entre Norma e Inovação, nas cidades da Europa do Sul".
Este colóquio terá lugar entre 11 e 14 de Junho de 2008 na cidade de Bordéus.
O programa está também disponível em
onde poderão igualmente encontrar outras informações sobre o colóquio e sobre inscrições, deslocações e estadia.
Este encontro contará com a presença de investigadores portugueses, franceses e espanhóis, na área da Geografia e outras ciências sociais dedicadas ao estudo da cidade contemporânea.
Para mais informações
O Comité de Organização
Isabel Pato - 962307806
Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa
-
(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

terça-feira, maio 27, 2008

Da decisão à gestão da mobilidade

Na conjuntura actual do aumento de combustíveis e do uso excessivo do automóvel em detrimento do uso do transporte colectivo, as decisões políticas constituem marcos decisivos para o futuro. No entanto, o passado recente tem revelado decisões que pouco têm de sustentável na melhoria da mobilidade das populações.
O Livro Branco dos Transportes na União Europeia indica o caminho da gestão sustentável da mobilidade favorecendo o transporte ferroviário em detrimento dos transportes rodoviários, pelos conhecidos problemas ambientais e sociais.
No entanto, as decisões nacionais têm-se pautado por medidas que favorecem o transporte individual.
Veja-se o caso do Comboio de Alta Velocidade (AV), cujo traçado esteve dependente do traçado de uma rede externa à nossa (rede Espanhola para o comboio de alta velocidade) o que condiciona o futuro económico da região Norte. De facto, sabendo que o AV será um transporte vocacionado principalmente para o transporte de mercadorias, uma vez que não consegue competir em termos de tempo/custo com o transporte aéreo no que diz respeito ao transporte de passageiros para distancias superiores a 600km, a rede em formato “L” acaba por favorecer Lisboa, colocando-a mais perto da Europa. Em contrapartida, a Região Norte e Centro, onde a concentração de empresas e indústrias é maior, fica marginalizada face à rede ferroviária, o que favorece o transporte rodoviário para colocar os produtos na Europa.
Esta situação não se colocaria no caso do traçado do AV ser em formato “T” ligando Porto a Lisboa e ao mesmo tempo a Madrid mas por Salamanca e não por Badajoz como é o traçado actual. Neste cenário a rede de AV acabaria por servir uma área de potencial utilização muito maior do que a servida pela rede em “L” aprovada.
No entanto, mesmo com a estratégia assumida pelo governo parece-nos haver três situações que suscitam algumas dúvidas.
Comecemos pelo aeroporto de Alcochete; o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) prevê uma estação de AV para servir esta futura infra-estrutura aeroportuária. Na nossa opinião é uma opção errada, uma vez que a população da Área Metropolitana de Lisboa (AML) dificilmente tomará o Comboio AV para percorrer uma distância tão reduzida. Por seu turno a região do Alentejo não tem população potencial utilizadora do aeroporto suficiente que justifique a estação em Alcochete.
Badajoz verá o seu aeroporto remodelado e o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) não será um hub vocacionado para o público espanhol.
A população que se desloca desde o Norte de Portugal vinda de AV pode perfeitamente, na Estação de Lisboa Oriente, tomar um comboio convencional até ao NAL, desde que essa troca seja feita de forma eficiente.
A segunda situação prende-se com uma eventual linha entre Aveiro e Salamanca. Uma vez que a opção “T” não foi adoptada, não nos parece pertinente a construção desta linha, uma vez que Aveiro, Viseu e Guarda não tem massa critica suficiente para uma ligação a Salamanca por AV. Como alternativa a esta linha, para o escoamento de mercadorias, temos a Linha do Douro, que liga o Porto ao Pocinho (Concelho de Vila Nova de Foz Côa) mas que outrora ligava o Porto a Salamanca, sendo que o canal ainda existe, pelo que as obras de recuperação ficariam bem mais baratas do que a construção de uma nova linha.
A terceira situação está novamente ligada às questões aeroportuárias. O traçado inicial não contempla uma ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro (ASC), o que na nossa óptica vai prejudicar gravemente esta infra-estrutura. Uma grande parte do catchement área deste aeroporto provém da Galiza, nomeadamente da zona sul e assim sendo parece-nos viável uma ligação ao ASC. Nos moldes previstos qualquer pessoa que se desloque ao ASC vinda de AV terá de se apear na Estação de Porto Campanhã e tomar o light rail da Metro do Porto, e terá assim de prolongar a sua viagem por mais 30 minutos (caso venha do Sul) ou mesmo 45, caso venha da Galiza.
O MOPTC, através da Secretária de Estado Ana Paula Vitorino, garantiu que fica reservado um canal entre Braga e o ASC para, assim que se justifique, lançar uma nova linha. Enquanto isso, entre Braga e o Porto o AV circula pela actual Linha do Minho.
Na nossa óptica, vai-se desenvolver o seguinte cenário: sem a possibilidade de ligação directa ao ASC o AV deixa de constituir uma mais valia para os espanhóis e assim perderá competitividade, e como tal, nunca se justificará a construção da ligação ao ASC, entrando-se assim num ciclo vicioso.
Temos também algumas dúvidas acerca da viabilidade da circulação do AV na actual Linha do Minho, uma vez que se trata duma linha altamente congestionada, nomeadamente entre Braga e Porto, aumentando este tráfego à medida que nos aproximamos do Porto.
Trata-se então de um exemplo em que a decisão política não avaliou devidamente as consequências na mobilidade e o impacto no desenvolvimento económico de uma região, pondo em causa as estratégias nacionais e os princípios consagrados a nível internacional quanto ao tema mobilidade.

Carlos Eiras
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

segunda-feira, maio 26, 2008

Localização da indústria e dos serviços: referências

Ribeiro, J. Cadima e José de Freitas Santos, "A Localização da Indústria". In Costa, José da Silva, coord. - Compêndio de Economia Regional, APDR, Coimbra, 73-91.

Ribeiro, J. Cadima e José de Freitas Santos, "A Localização dos Serviços". In Costa, José da Silva, coord., - Compêndio de Economia Regional, APDR, Coimbra, 82-90.

sábado, maio 24, 2008

RENT XXII- Research in Entrepreneurship and Small Business

«Dear Colleague,
With this message, we are would like to remind you that the submission deadline for
RENT XXII- Research in Entrepreneurship and Small Business
(COVILHÃ, PORTUGAL, NOVEMBER 20-21, 2008) is June 1st, 2008
(to be acceptable, proposals MUST only be submitted through the conference web site:
The main theme for the 22nd Annual RENT Conference is: Entrepreneurship as an Engine for Regional Development
.
We are taking this opportunity to remind you of the following events that might also be of interest to you :
Submission deadline : June 30, 2008
Submission deadline : May 26, 2008
4th Workshop on Expatriation Las Palmas de Gran Canaria, Spain - October 23-24
Submission deadline : June 30, 2008
Doctoral Tutorial I on Entrepreneurship and Innovation London, U.K. - November 17-18
Details to be announced
5th Workshop on Corporate Governance Brussels, Belgium - November 27-28
Submission deadline : September 1, 2008
Submission deadline : June 30, 2008
Application deadline : October 1, 2008
Please feel free to circulate this information to colleagues who could be interested.
Sincerely
G. Michelante
.
EIASM
PLACE DE BROUCKÈRE-PLEIN 31
1000 BRUSSELS, BELGIUM
Tel: (32) 2 2266662
Fax: 32 2 5121929
Please check your personal profile in the EIASM online database:
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico ontem, com a proveniência identificada)

terça-feira, maio 13, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

Produtos do território e desenvolvimento regional

NIPE - Livros e Capítulos de Livros - 2006:

Ribeiro, J. Cadima e Santos, J. Freitas, "Produtos do território e desenvolvimento local", Ensaios de Homenagem a António Simões Lopes, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, pp. 165-183.



quinta-feira, maio 08, 2008

INNOVATION for DEVELOPMENT: International Conference Series

«Assunto: CIEO: Divulgação - INNOVATION for DEVELOPMENT: International Conference Series

Caro(a) Colega,

Fomentar o conhecimento e o debate sobre competitividade, empreendedorismo, sustentabilidade, sistemas de informação geográfica, políticas regionais de inovação, entre outros temas, é o objectivo principal do programa “INNOVATION for DEVELOPMENT – International Conference Series”, promovido pela Universidade do Algarve, numa organização conjunta do CIEO - Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações e do CRIA – Centro Regional para a Inovação do Algarve.


Esta iniciativa, financiada pelo INTERREG III A através do TransInov – Projecto Transfronteiriço de Inovação e Cooperação Empresarial, destina-se a todos os interessados nestes domínios temáticos da Região do Algarve e da Província de Huelva, nomeadamente agentes de promoção de empreendedorismo e transferência de tecnologia, empresários, quadros da administração pública e de associações empresariais, docentes, investigadores, alunos do ensino superior, entre outros.

Contando com a participação de um painel de oradores de prestígio internacional, este evento engloba sete conferências, de inscrição gratuita, distribuídas por seis sextas-feiras nos meses de Maio e Junho.

Contamos com a sua presença. As inscrições deverão ser feitas no CRIA, tal como indicado na brochura em anexo.

Cordialmente,

Teresa de Noronha

Presidente, CIEO

CIEO - Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações
UALG - Universidade do Algarve
Campus de Gambelas
Telf.: 289800900
http://www.cieo.ualg.pt»

(reprodução de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico)

terça-feira, maio 06, 2008

Mobilidade no Concelho de Braga

Via Aberta para o Eléctrico, Metro ou Comboio (III)

(título de mensagem, datada de 06 de Maio de 2008, disponível em Avenida Central)

A dinâmica estrutural recente do Minho e do país: seus reflexos no emprego

Entre 2000 e 2007, a população activa no país registou um crescimento de 7,5 %, resultante do aumento da população do grupo etário dos 15-64 anos (4,6%) e da sua taxa de actividade, que subiu de 60,9% para 62,6%. No mesmo período, a população com emprego cresceu 3%, variando de 5020,9 mil pessoas em 2000 para 5169,7 mil em 2007. Por sua vez, o desemprego total, no quarto trimestre de 2007, afectava 439,5 milhares de pessoas - 7,8% da população activa, uma das taxas mais elevadas da União Europeia a 27.
Na NUT II (unidade estatística de nível II) Norte, a população empregada ascendia, em 2007, a 1800,7 mil (34,8% do emprego do país) e o desemprego atingia 186 mil trabalhadores (41,5% do desemprego do país) – 9,4% da população activa, embora no último trimestre de 2007 tenha registado uma taxa ligeiramente menor (9,1%). A taxa de desemprego na NUT II Norte é, desde 2003, mais elevada do que no país devido, sobretudo, à maior exposição dos sectores produtivos tradicionais à concorrência dos países asiáticos e dos novos membros da União Europeia.
Se considerarmos entretanto apenas o emprego não público por conta de outrem e os dados de 2005, os números para o país e para a NUT II Norte atingiam, respectivamente, 2855059 e 994988 activos, sendo que, destes, se destacava o Grande Porto, com cerca de 13% do emprego do país, e as NUTs III do Cávado e do Ave, que representavam 10% do emprego do país, no seu conjunto.
Estes dados e este desempenho em matéria de emprego são, insiste-se, resultado da conjuntura económica geral e da transformação da estrutura da produtiva que se vinha registando no país e nas unidades territoriais retidas, com justificação significativa na perda de competitividade dos sectores produtivos predominantes em termos nacionais e nas NUTs em análise. Concretamente, entre 1996 e 2005, o emprego por conta de outrem da NUT II Norte perdeu posição relativa no emprego do país (-1,4%), devido sobretudo à quebra em termos absolutos do emprego no sector secundário nas NUTs do Grande Porto e Ave, não compensada pelo crescimento do emprego no sector terciário.
Fruto de dinâmicas diferenciadas, a insipiência da industrialização e da terciarização no Minho-Lima e uma menor dependência do sector secundário na NUT III Cávado, os resultados destas unidades territoriais foram ligeiramente melhores, mas não particularmente auspiciosos.
Estando em causa uma profunda reestruturação produtiva do país e de cada uma das suas parcelas territoriais, como suporte de um tecido produtivo menos dependente de salários baixos e de produção sub-contratada de produtos relativamente banais, poder-se-ia assumir a necessidade do país dispor de uma mão-de-obra mais qualificada. Que se passava então nesta vertente?
A mesma fonte estatística (Quadros de Pessoal, Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social) indicava-nos, a esse respeito, que Portugal continuava em 2005 a registar indicadores muito menos favoráveis que a maioria dos países da União Europeia em matéria de formação dos seus recursos humanos. A evolução entre 2000 e 2005 foi, todavia, positiva. Com efeito, desceu de modo significativo (-9,5%, em média, no país e nas unidades territoriais em referência) o peso dos trabalhadores com habilitação igual ou inferior ao 1º ciclo (apesar de, em 2005, representar ainda cerca de ¼ dos trabalhadores), subindo o peso dos trabalhadores com qualificação mais elevada, em particular, os habilitados com ensino secundário e superior.
Assim, o peso dos trabalhadores, nas NUTs III em estudo, com os 2º e 3º ciclos de formação académica era superior ao observado, em média, no país. O contrário sucedia com os trabalhadores com ensino secundário e superior. Importa, no entanto, não esquecer o défice geral de qualificação dos recursos humanos de Portugal, antes referido.
Tudo considerado, estes indicadores são bem elucidativos do caminho que importa percorrer para construir no país e nestes territórios um tecido produtivo que, sendo qualificado e internacionalmente competitivo, possa ser gerador de emprego e portador de nova esperança para as suas populações.
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")
Nota: o texto que aqui se divulga é uma adaptação da versão pubicada no jornal referenciado

segunda-feira, maio 05, 2008

Llamada a las comunicaciones de la XXXIV RER y el X Congreso de la ACCR

«Sras y Sres.,
Ya está disponible la información sobre la XXXIV Reunión de Estudios Regionales: POLÍTICA REGIONAL EUROPEA Y SU INCIDENCIA EN ESPAÑA. ECONOMÍA, SOCIEDAD Y MEDIO AMBIENTE - X Congreso de la Asociación Andaluza de Ciencia Regional: EL OLIVAR ANDALUZ: TERRITORIO Y ECONOMÍA que tendrá lugar en Baeza/Jaén del 27 al 29 de noviembre de 2008. Más información en la página
web:
http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/

IMPORTANTÍSIMO: Llamada urgente a la presentación de resúmenes!!! (os adjuntamos el modelo de abstract a utilizar para subirlo como explica la web en
http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/modelo_abstract.php
Esperamos contar con su participación.
Atentamente,

Conxita Rodríguez i Izquierdo
Secretaria AECR
C/ Princesa, 1 4º - 08003 Barcelona
Teléfono y Fax: 93-310.11.12
E-mail: info@aecr.org
Página Web: www.aecr.org»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, maio 02, 2008

Portuguese olive oil and the price of regional products

NIPE - Actas de Conferências - 2004:

Ribeiro, J. Cadima, e J. de Freitas Santos, "Portuguese Olive Oil and the Price of Regional Products: Does Designation of Origin Really Matters?", Congress de la Associación Española de Ciencia Regional - XXX Reunión de Estudios Regionales, Barcelona - Espanha, Novembro, ed. CD-ROM.

quinta-feira, abril 24, 2008

2º Congresso "A Casa Nobre: um património para o futuro"

«Vimos pelo presente remeter a V. Exa ficheiro digital com o programa, e respectiva ficha de inscrição, do II Congresso Internacional Casa Nobre: Um Património para o Futuro, que terá lugar nos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, no Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
Aproveitamos o ensejo para apresentar a nossa disponibilidade para qualquer informação adicional, agradecendo o Vosso apoio para a melhor difusão do evento.

Com os melhores cumprimentos,
pela Comissão Organizadora
(Nuno Soares; Director da Casa das Artes de AVV)

Contactos:
2º Congresso Internacional "A Casa Nobre: Um Património para o Futuro"
Casa das Artes de Arcos de Valdevez, Jardim dos Centenários
4970-433 Arcos de Valdevez
Email: casanobre@cmav.pt
http://casanobre.congresso.googlepages.com/
Tel. 258 520 280»
*
(reprodução de mensagem, intitulada "II Congresso Internacional Casa Nobre: Um Património para o Futuro", com a proveniência que se indica, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

terça-feira, abril 22, 2008

Research in Entrepreneurship and Small Business

«Call for Papers

RENT XXII - RESEARCH IN ENTREPRENEURSHIP AND SMALL BUSINESS

Dias 20 e 21 de Novembro de 2008, na Universidade da Beira Interior.
Prazo para submissão de resumos: 1 de Junho de 2008.

Para mais informações consulte os documentos em anexo e visite o site:
http://www.eiasm.org/frontoffice/event_announcement.asp?event_id=587»
*
(reprodução de mensagem de correio electrónico recebida nesta data, intitulada "Divulgação de evento externo - RENT XXII" e proveniente de APDR - apdr@mail.telepac.pt)

sábado, abril 19, 2008

"A centralização de procedimentos e de decisões é um absurdo"

«Capital portuguesa é maior do que Xangai e Madrid
Se um extra-terrestre aterrasse de repente no mundo, o que veria durante o dia seriam montes e vales, cidades, montanhas e oceanos. Mas à noite, "o que veria não eram cidades nem países, mas sim um conjunto de regiões produtivas que não se enquadram no nosso conceito de regiões ou fronteiras administrativas".
Para olhar para este novo mundo, Richard Florida (ver perfil) usa um modelo baseado na quantidade de luz que se pode ver do espaço em determinado território, que é depois compensado com indicadores oficiais para determinadas regiões.
Assim se explica que a mega-região de Lisboa, que ocupa a 34ª posição à frente de megaregiões como Xangai, Madrid ou Berlim, Singapura ou Banguecoque, comece em Setúbal e se estenda pelo litoral até ao norte da Galiza.
O conceito, muito comentada nos Estados Unidos, mas ainda pouco difundido na Europa, é da autoria de Richard Florida, um guru do desenvolvimento territorial e da economia das cidades.
Numa curta passagem por Lisboa, a convite da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e da Ordem dos Economistas, o economista explicou ao Diário Económico que "a centralização de procedimentos e de decisões é um absurdo". Porquê? Florida dá exemplos: "o que aconteceu com a Google, a Microsoft ou a Toyota, no Japão, foi que olharam para as pessoas e perceberam que ter um chefe a mandar e muitos trabalhadores a obedecer era muito pior que ter um chefe a comandar e muitos trabalhadores a pensar, a criar, a inovar".
Florida analisa a relação entre a população e o desenvolvimento económico, e conclui que "as pessoas que se exprimem livremente e que são elas próprias na vida diária são as que mais conseguem criar e inovar, e são, por isso, as que mais trazem mais valor para as empresas". Esta mudança, diz, "está ao nível da importância da revolução industrial", defende o autor, que sublinha que "o crescimento económico passa pela capacidade dos países expandirem a criatividade de cada um a toda a sociedade".»
*
(reprodução integral de notícia, datada de 08/04/18 e assinada por Mário Baptista, publicada pelo Diário Económico)

quinta-feira, abril 17, 2008

NUTsIII e trapalhadas governamentais

"Caro [...],
Obrigado por partilhar connosco a sua perplexidade. A minha não é menor. Adicionalmente, não percebo porque é que as NUTsIII são para aqui chamadas, introduzindo a maior das confusões, aparte a questão de não ser assegurada a produção de informação estatística ajustada para acompanhar a evolução destas unidades territoriais. O governo definirá as áreas das associações de municípios como lhe apetecer, embora devesse ter um qualquer racional técnico por detrás, o que não é o caso.
Tendo presente os secretários de estado que estão ligados a estas questões da gestão territorial, nada fazia adivinhar esta trapalhada. Obviamente, as asneiras políticas recentes deste governo vão no sentido contrário ao que exprimo antes.
Um abraço,

J. Cadima Ribeiro"
*
(reprodução de mensagem electrónica reagindo a comentário produzido por colega na sequência da publicação do Decreto-Lei n.º 68/2008, de 14 de Abril, "que confere coerência a unidades territoriais definidas com base nas NUTS III")

terça-feira, abril 15, 2008

"Esta intervenção, apesar de efémera, [...] tem o mérito de nos convocar para o debate"

"O velho Rossio das Caldas da Rainha, cujas origens remontam aos finais do século XV, apareceu diferente este fim de semana. Conseguiu surpreender-nos: pela comoção, pela provocação, pela imaginação."
.
(extracto de mensagem, datada de 08/04/06 e intitulada "Praça", disponível em Cidade imaginária)

terça-feira, abril 08, 2008

A dinâmica económica estrutural recente do Minho

O Minho tem uma estrutura produtiva caracterizada pela forte presença de sectores produtores de bens transaccionáveis, muito sensíveis à concorrência dos novos países emergentes. A especialização em sectores que experimentam forte processo de ajustamento estrutural tem sido a principal causa do fraco desempenho do emprego nos últimos anos.
No entanto, os serviços, nomeadamente os serviços de apoio às empresas, a prestação de cuidados de saúde e a acção social apresentam dinâmicas positivas, embora insuficientes para absorverem a mão-de-obra libertada pelos sectores tradicionais. A importância das actividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D) mantém-se também inferior à média nacional, quer em termos do peso relativo do investimento no produto, quer em termos dos recursos humanos afectos a esta actividade. Assim sucede ainda que no Cávado e no Ave se observem novas dinâmicas, associadas à presença da Universidade do Minho.
Para a leitura da dinâmica económica do Minho acabada de fazer concorrem, por um lado, alguns dados conhecidos sobre a evolução do desemprego, das exportações e do investimento em I&D e, por outro lado, a análise da evolução da actividade económica das NUT III Minho-Lima, Cávado e Ave realizada com o recurso à “análise das componentes de variação” ou shift-share, na designação inglesa.
Esta técnica decompõe o crescimento de uma dada variável (o emprego, por exemplo) em factores distintos que possam influenciar o seu comportamento. Estes factores ou componentes pretendem captar o efeito da dinâmica macroeconómica global, da composição sectorial da região (componente estrutural) e, ainda, o efeito de outros factores específicos da região (componente regional ou diferencial) no crescimento desta.
A componente nacional representa o crescimento que a região teria se tivesse a mesma variação observada a nível nacional. No entanto, é de esperar que só por coincidência a estrutura económica regional seja idêntica à nacional. É baseado neste facto que se inclui a chamada componente estrutural. Como, adicionalmente, nada garante que o crescimento de cada sector ou actividade a nível regional seja idêntico ao observado a nível nacional, importa que essa diferença seja igualmente sublinhada. A componente regional ou concorrencial capta precisamente esta diferença, isto é, mede o desvio do crescimento regional relativamente aquilo que era esperado caso cada sector se tivesse comportado do mesmo modo que a nível nacional. Se esta componente é positiva, o modelo aponta para a existência de vantagens comparativas regionais (por exemplo, melhores infra-estruturas ou maior produtividade do trabalho), que favorecem crescimentos sectoriais regionais mais elevados.
A análise das componentes de variação foi aqui realizada para dois períodos temporais distintos (1996-2000 e 2001-2005), utilizando dados referentes ao emprego não público por conta de outrem, nos sectores secundário e terciário.
Os resultados alcançados permitem concluir que a componente estrutural em ambos os sub-períodos e para todas as NUT III em análise foi negativa (em razão de dificuldades decorrentes do perfil de especialização) [Tabelas 1 e 2]. Por sua vez, a componente regional apresentou um comportamento favorável, com a excepção do Cávado, no primeiro período, circunstância essa que indicia alguma inconsistência competitiva.
[Tabelas 1 e 2]*
Em maior detalhe, comparando as três sub-regiões, verificamos que há diferenças significativas na dinâmica do emprego entre elas. Em termos de crescimento médio anual efectivo do emprego por conta de outrem, apenas a NUT do Minho-Lima observou um crescimento superior à média nacional em ambos os períodos. O desempenho negativo da componente estrutural em todas as NUT, por sua vez, demonstra uma forte dependência de sectores que estão em contracção do emprego a nível nacional. No entanto, os dados evidenciados em termos da componente regional (positiva, com a excepção já sublinhada da NUT Cávado, no primeiro período) revelam que as empresas locais tendem a perder menos emprego que as congéneres, do mesmo sector, localizadas noutras regiões do país.
Estes dados são significativos e têm óbvia utilidade para fins de planeamento, assim as entidades públicas locais e nacionais os queiram considerar, já que constatar situações pouco releva se não existir vontade de actuar sobre elas, corrigindo problemas e potenciando recursos e capacidades dos territórios.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião a publicar em próxima edição do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")
* não reproduzidas, por razões técnicas

segunda-feira, abril 07, 2008

1.º Congresso de Economia da Euro-região Galiza & Norte de Portugal

1.º Congresso de Economia da Euro-região Galiza & Norte de Portugal / Construindo em Cooperação

Temos o gosto de trazer ao seu conhecimento que se irá realizar nos próximos dias 25 e 26 de Setembro, na cidade de Vigo, o evento em ref.ª, o qual tem como organizador principal o recém-criado Conselho Galego de Economistas, órgão de cúpula que congrega os Colégios Territoriais de Pontevedra, Lugo, Ourense e Corunha, do Conselho Geral de Economistas de Espanha.
[...]
Pense em participar no evento que lhe estamos a anunciar e, para já, informe-se com mais detalhe sobre o mesmo no site
<http://www.congresoeurorrexion.com/>.
*
(extractos de mensagem de correio electrónico, de divulgação do evento em epígrafe, recebida, proveniente de drn@ordemeconomistas.pt)

quinta-feira, abril 03, 2008

XXXIV Reunión de Estudios Regionales

"Novedades AECR 02/04/2008
XXXIV Reunión de Estudios Regionales - X Congreso de la A.Andaluza de Ciencia Regional
asociación española de ciencia regional
C/ Princesa, 1 - 4ª planta
08003 Barcelona
Tel. y fax: (93) 310 11 12
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico recebida em 08/04/02)

domingo, março 30, 2008

A Crise do Comércio Tradicional

Está na moda falar do comércio tradicional.
Naturalmente que falar deste sector é falar da crise que este atravessa. Basta percorrer as ruas dos nossos centros urbanos para rapidamente tomarmos consciência da realidade. Lojas históricas fecham, dando lugares a novas, outras permanecem. Se, por um lado, os novos estabelecimentos que vão abrindo, em muitos casos, de “novo” apenas têm a referência à data de abertura, mantendo velhos problemas do comércio tradicional, não é menos verdade que a manutenção de alguns estabelecimentos apenas tem como único objectivo a manutenção dos postos de trabalho dos donos, muitas vezes também proprietários do espaço, retirando o cunho económico pelo qual se deve pautar todo e qualquer estabelecimento comercial.
Os problemas do comércio tradicional são vários, a maioria de fácil identificação mas de difícil resolução.
A eterna questão dos horários de funcionamento é algo constantemente debatido nos noticiários nacionais. Recentemente, foram autuadas algumas superfícies comerciais por se encontrarem abertas para além do período estabelecido na lei. No entanto, mais do que fazer noticia sobre as ilegalidades cometidas por estas superfícies, deve-se tentar compreender, primariamente, o porquê, quais os motivos que as levaram a praticar esta mesma ilegalidade. A identificação da resposta também aqui me parece óbvia. A abertura ao público durante este período compensa financeiramente a despesa para pagamento da coima.
Parece-me claro que este assunto está a ser analisado de um ponto de vista contrário ao que deveria de ser, isto é, é obvio que em vez do ajuste do horário tendo como ponto de referência o praticado pelo comércio tradicional, o padrão deveria de ser o horário praticado pelas grandes superfícies comerciais, o qual se prova ajustado às reais necessidades da sociedade actual, tendo em conta o ritmo de vida existente nos dias de hoje. Mais do que obrigar os consumidores a ajustarem-se a horários rígidos, inflexíveis, a solução passa por ajustar os horários de acordo com as necessidades do seu público-alvo.
No seguimento desta adaptação, surge um outro aspecto. Mais do que a simples questão dos horários, a percepção das necessidades dos consumidores, criando outras tantas pelo caminho é, sem dúvida, a grande mais-valia dos Centros Comerciais. Nestes espaços já se encontra presente a consciência de que o paradigma comercial mudou, sofreu mutações ao longo das últimas décadas. O processo de efectivamente concretizar uma compra deixou de ser a mais importante variável, descendo na hierarquia de valores, ocupando actualmente, em muitas ocasiões, um lugar secundário aquando das motivações para deslocações às superfícies comerciais.
Mais do que um lugar de compras, os novos centros comerciais são espaços de lazer e ócio, onde é possível passear, recriar-se num ambiente fechado, mas pensado ao pormenor, onde a artificialização do espaço é tal que nos transmite segurança e conforto. Actualmente, grande parte das compras são feitas “por impulso”. A criação destes espaços, dando oportunidade ao aparecimento destes impulsos, revela-se, por isso, uma grande mais-valia.
Desta forma, há que destacar as unidades de gestão dos diversos centros comerciais que, apercebendo-se da alteração de paradigma, formataram as suas estruturas, modificando-as, fazendo-as corresponder às crescentes necessidades dos consumidores. Começaram assim a ser trabalhados os aspectos relacionados com o marketing, com a comunicação interna e externa, criando diversos eventos de animação, alterando a estrutura física dos edifícios de forma a satisfazerem a necessidade de lazer, levando inerentemente a um aumento do consumo.
A solução para o comércio tradicional poderá assim passar pelo agrupamento e criação de unidades de gestão profissionalizadas, capazes de mais eficazmente, provocar as alterações necessárias para a sua revitalização comercial. Segundo documento da Câmara Municipal de Coimbra, baseado no investigador Carlos Balsas, é crucial a passagem, por parte dos responsáveis do sector, de comerciantes a empresários, orientando-se por princípios de mercado.
No entanto, é óbvio que, antes da criação de estruturas de gestão, urge a tomada de consciência da necessidade da existência desta unidade por parte dos comerciantes, não devendo este passo ser encarado com desconfiança mas com a humildade de quem reconhece os seus próprios erros, sendo capaz de dar um passo em frente.

Pedro Guimarães
*
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia do ICS/UMinho, edição de 2007/2008)

quinta-feira, março 27, 2008

Conference on Energy, Environment, Ecosystems and Sustainable Development

«Caros Sócios,
Vimos por este meio divulgar o seguinte convite da Universidade do Algarve:
Dear Colleagues,
Please, see attached the announcement for The Special Session in RURAL SUSTAINABILITY in The 4th IASME/WSEAS International Conference on ENERGY, ENVIRONMENT, ECOSYSTEMS and SUSTAINABLE DEVELOPMENT.
We have extended the deadline for your short drafts (four pages maximum) to the 2nd April.
For more information:
Best regards,
Teresa de Noronha»
*
(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico ontem, proveniente de APDR - apdr@mail.telepac.pt)

terça-feira, março 25, 2008

Estratégias de articulação e organização territorial para a região Norte

A competitividade territorial é actualmente um objectivo político de primeira ordem. A construção de um território económico competitivo implica assumir a dialéctica que resulta da confrontação entre o global e o local. Neste contexto, a forma de organização do território revela-se como um elemento de uma importância capital. A visão do território como um contentor de recursos desarticulados está actualmente desactualizada. O entendimento do espaço como uma componente neutral, com funções de suporte, não responde aos desafios da racionalidade competitiva dominante. Presentemente, o território assume-se como um factor de competitividade de grande relevância, pelas vantagens em termos de disponibilidade de recursos e de redução de custos que pode chegar a induzir. Obviamente, a dimensão dessas vantagens dependerá, em grande medida, da forma de organização territorial e, sobretudo, da adaptabilidade da estrutura resultante às necessidades internas e às exigências da competição externa.
O modelo territorial da região Norte deve, neste sentido, ser objecto de uma re-configuração, destinada a conseguir uma estrutura mais flexível e adaptativa, que permita uma aproximação directa aos recursos e serviços e uma redução dos custos externos, de acesso e mobilidade e, inclusivamente, de gestão dos serviços comuns. O sistema de planeamento e organização do território que dominou durante décadas as intervenções de política pública e que se construiu à volta do grande centro polarizador, o Porto, contribuiu para a intensificação das assimetrias espaciais, ao retro-alimentar as dinâmicas polarizadoras associadas aos intensos desequilíbrios em termos de dimensão urbana.
Actualmente o território da região Norte caracteriza-se, do ponto de vista espacial, pela existência de seis tipos de áreas: i) a Área Metropolitana do Porto (AMP), que tem o seu centro na cidade do Porto, e que é um espaço predominantemente urbano onde se constatam intensas relações de interdependência funcional interna; ii) uma malha urbano-industrial descontínua, que circunda a referida área metropolitana e que está integrada por cidades de pequena e média dimensão, com algumas funções terciárias, e por contínuos rururbanos, sem funções claramente definidas; iii) uma área de consolidação urbana, a nordeste da área metropolitana do Porto, com dinâmicas territoriais, produtivas e de prestação de serviços tendencialmente autónomas, constituída pelo quadrilátero formado pelas cidades de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos; iv) os centros polarizadores, que emergem isolados e desarticulados em locais distantes das áreas urbanas enunciadas (nomeadamente no interior Transmontano), e que polarizam os territórios envolventes, atraindo as funções mais qualificadas e o emprego não agrário; v) as áreas de intermediação, onde prevalecem os conflitos no uso dos solos, a escassa dotação de infra-estruturas básicas e os espaços urbanos fragmentados e desqualificados; e, v) as áreas rurais, caracterizadas por uma estrutura económica frágil, cada vez mais dependente das transferências do Estado, pelos baixos níveis de prestação de serviços e pelas dificuldades de articulação com os centros urbanos mais próximos.
A multiplicidade tipológica das áreas definidas e a variedade dos espaços com características urbanas delimitados evidenciam a desadequação das políticas territoriais tradicionalmente implementadas, assentes num paradigma monocêntrico, promovido, em parte, pelo modelo político-administrativo vigente e a desconcentração de competências ao nível territorial, que, paradoxalmente, reproduz o modelo nacional e origina centralização à escala regional. Essas políticas territoriais, que promovem as dinâmicas e vínculos centrípetos e subalternizam os territórios externos ao centro, são manifestamente inapropriadas em contextos espaciais com múltiplas dinâmicas urbanas funcionalmente independentes. A necessária re-configuração territorial deve basear-se, consequentemente, num policentrismo adaptado, assumindo um conceito de centro mais vasto, retirando-lhe parte do seu conteúdo geográfico e potenciando o seu significado funcional. Esse modelo policêntrico deve definir-se, pelo menos parcialmente, por oposição aos modelos monocêntrico e difuso, dado que o primeiro estabelece uma hierarquia espacial muito rígida, que abafa as dinâmicas alheias ao centro dominante, e o segundo assume tacitamente a ausência de hierarquia espacial, reduzindo as vantagens derivadas da diferenciação dos territórios.
As estratégias territoriais para a região Norte devem combinar a coesão e a competitividade territorial. A implementação dessas estratégias implica assumir o diagnóstico anterior e definir, consequentemente, áreas funcionais consistentes em termos de dimensão, conectividade, actividade económica e atractividade, e em termos de partilha institucional e de experiência no desenvolvimento de projectos comuns. A criação de estruturas organizativas nessas áreas funcionais, para a implementação de políticas e o desenvolvimento de projectos, seria um grande avanço para a consolidação de um modelo territorial de base policêntrica. Sem dúvida, este seria muito mais adequado para potenciar a competitividade territorial de espaços como o quadrilátero de desenvolvimento Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos, ao permitir a definição de objectivos e estratégias territoriais mais apropriados e ao garantir uma tomada de decisões mais descentralizada e autónoma.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
*
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, março 24, 2008

"Minho: Portagens Contestadas"

Portagens contestadas
"Tratando-se da única alternativa, deveria haver mais cuidado com a EN103, mas o que vemos são obras constantes. Um infindável número de pontos de estrangulamento à normal circulação. Obrigam mesmo a optar pela auto-estrada", afirma José Queirós, um dos contestatários ao modelo de portagens em vigor.
Aprofundando o estudo sobre as despesas que os minhotos têm de suportar, Pedro Morgado pegou na máquina de calcular "As contas são fáceis de fazer. Braga e Guimarães estão à distância de 13,8 quilómetros através da A11, uma auto-estrada concessionada à AENOR. Este troço tem um preço de 1,35 euros. Já na CREL, por exemplo, o troço de 14 quilómetros entre Pontinha e Zambujal custa 1,15 euros".
A aproximação de eleições deverá trazer o assunto de volta às agendas partidárias, mas para já os políticos não aprofundam a questão.
*
(reprodução de mensagem de correio electrónico recebida nesta data, proveniente de joaosousabraga@gmail.com)

sábado, março 22, 2008

Special session on the governance of rural areas and agrofood systems (48th Congress of the ERSA, Liverpool 27-31 August 2008)

«Announcement :
After Paris2007, André Torre and Jean-Baptiste Traversac are organising a special session focusing on the governance of rural areas and agrofood systems.
The renewal of the rural territories recombines their social structure. Inside these sphere bilateral agreements, agricultural markets, organizations, firms and all others significant institutions are affected and redesigned by the economic changes induced by external and internal pressures. On one side, the food systems are under constant changes on their periphery (i.e. in their relation with the other rural spheres) but also in their core activities. Labor profiles, technical changes, forward and backward partnerships are in permanent evolution involving new organizational paradigms. On the other side, the industrial, residential and transport infrastructures are generating lots of positive and negative externalities on agriculture and environment. Contributors will present theoretical and empirical findings on the new trends of the rural and regional agricultural developments.
Your communications on the following emphases are particularly welcome:
(1) Norms and rules frameworks in rural territories
(2) Networks of innovators inside the agrifood systems
(3) Food market policies at a regional scale
(4) Local supports for the renewal of agricultural practices
(5) Geographic indications, international comparisons
(5) Tools for Sustainable Development in rural areas
(6) Land use conflicts
(7) Agricultural proximities
For registration, please send your abstract to:
André Torre at torre@agroparistech.fr
and J.B. Traversac at
before April the 25th
Liverpool 2008 Special Session
Territorial Governance, Rural Areas and Agrofood Systems
48th Congress of the European Regional Science Association
Liverpool, 27 – 31 August 2008
--
Sylvie Rouleau
UMR SADAPT,
Agroparistech
16 rue Claude Bernard
75231 Paris cedex
http://www.versailles-grignon.inra.fr/sadapt/equipes/proximites »
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico recebida ontem, com a origem que se identifica)

quinta-feira, março 20, 2008

IV Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional

IV SEMINARIO INTERNACIONAL SOBRE

DESENVOLVIMENTO REGIONAL

IV INTERNATIONAL SEMINAR ON REGIONAL DEVELOPMENT


Santa Cruz do Sul - Rio Grande do Sul - BRASIL

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL - UNISC

22, 23 e 24 de Outubro de 2008

TEMA CENTRAL

GESTÃO TERRITORIAL E DESENVOLVIMENTO REGIONAL: A AGENDA POLÍTICA E DE PESQUISA


EIXOS TEMÁTICOS

    1. Refletindo sobre a agenda de pesquisa em gestão territorial e desenvolvimento regional
    2. Gestão territorial, conflitos ambientais e desenvolvimento

3. Gestão territorial e desenvolvimento urbano e regional: Exigências e obstáculos da governança multinível

Evento “A Internacional” Qualis CAPES - Comitê Planejamento Urbano e Regional/Demografia

Contatos: sidr4@unisc.br / marcos.ferreira@pq.cnpq.br

*

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico recebida hoje, proveniente de danielac@unisc.br)

quarta-feira, março 19, 2008

"Minho: As Portagens Mais Caras do País"


Os minhotos que diariamente se deslocam pela A11 entre Braga e Guimarães para trabalhar pagam mais 120 euros/ano em portagens do que os residentes da área de Lisboa.
As contas são fáceis de fazer: Braga e Guimarães estão à distância de 13,8 quilómetros através da A11, uma autoestrada concessionada à AENOR. Este troço tem um preço de 1,35 €. Já na CREL, por exemplo, o troço de 14 quilómetros entre Pontinha e Zambujal custa 1,15 €.
Em cada viagem de idêntica distância, os habitantes das duas maiores cidades do Minho desembolsam mais 0,20 € por cada 14 quilómetros de viagem. Assim, se um minhoto trabalhar 300 dias por ano na cidade vizinha, terá que pagar às Concessionárias e ao Estado Português mais 120 euros do que um lisboeta em idêntica situação.
-
Retirado do blogue Avenida Central
É esta a coesão nacional do nosso Governo?
Vamos continuar a pagar mais do que os outros?»
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(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico ontem, proveniente de joaosousabraga@gmail.com)

terça-feira, março 18, 2008

Conference Announcement: The Right to the City: New Challenges, New Issues. 11.10 - 15.10 2008

«ESF-LiU Conference
The Right to the City: New Challenges, New Issues
Chaired by Prof. Bernard Jouve, University of Lyon
Dates: 11.10 - 15.10 2008
Location: Vadstena, Sweden
Some grants are available for young researchers to cover the conference fee and travel costs.
Further information: www.esf.org/conferences/08264
or Ms. Anne Blondeel-Oman (ablondeel@esf.org
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico recebida nesta data, com a proveniência que se identifica)

sexta-feira, março 14, 2008

RPER: memória

Revista Portuguesa de Estudos Regionais N.º 03

"Um Contributo para a Delimitação da Área Metropolitana do Noroeste de Portugal"
Autor: Rui António Rodrigues Santos ; António Nelson Rodrigues Silva - Resumo
"Política de Inovação: Filiação Histórica e Relação com as Políticas de Desenvolvimento Territorial"
Autor: Domingos Santos - Resumo
"Matriz Input-Output e Comércio Inter-Regional da Região Centro (Portugal)"
Autor: Ana Lúcia Marto Sargento ; Pedro Nogueira Ramos - Resumo
"Factores de Macrolocalização dos Centros Comerciais em Portugal"
Autor: J. Cadima Ribeiro ; J. Freitas Santos - Resumo

terça-feira, março 11, 2008

Turismo no espaço rural e desenvolvimento local

Num dos trabalhos académicos que foram pioneiros em Portugal no tratamento da temática do Turismo no Espaço Rural (TER), escrevia eu em Outubro de 1991 que era usual esperar-se do desenvolvimento desta actividade contributos em termos de: i) redução de excedentes (agrícolas) de produção; ii) retenção da população rural; iii) incremento do rendimento das famílias rurais; iv) obtenção de uma economia mais diversificada; e v) protecção do meio rural.
Alguns destes contributos antecipados mereceriam tratamento mais detalhado. Deixemos essa análise para futura oportunidade para, sumariamente, nos concentrarmos no enunciado das dificuldades que subsistem. Antes, porém, talvez valha a pena voltar ao estudo de há 17 anos para reter duas das suas conclusões: uma primeira que sublinhava “a redescoberta operada ao longo das décadas mais recentes da atracção pela natureza por parte das populações citadinas”; e uma segunda onde se enunciava “a confirmação da existência de potencialidades a aproveitar e de um mercado que se vem alargando”.
Que o turismo é hoje em dia um dos sectores que mais forte impulso vem dando ao crescimento económico em muitos lugares, da Europa ao Norte de África, do Sudeste Asiático à América do Sul e Central, disso não restam dúvidas. Entretanto, ao mesmo tempo que movimenta anualmente milhões de pessoas e de euros, o turismo surge, amiúde, como fortemente delapidador de recursos naturais e de património e identidade dos territórios.
Pela sua natureza de produto ligado à valorização económica de patrimónios culturais, arquitectónicos e paisagístico-ambientais, o TER tem que tomar particular cuidado com a preservação dos recursos que lhe dão o seu potencial. Dito de outro modo, no turismo existe um paradoxo que é necessário levar em devida conta: quanto mais atractivo é um produto e um destino turístico maior é a probabilidade de sofrerem impactes negativos pela respectiva excessiva exploração. Isto que é válido para qualquer manifestação do fenómeno turístico, é-o ainda mais para o produto turístico aqui em análise.
Em Portugal, o Turismo no Espaço Rural surgiu em termos experimentais no ano de 1979, em dois ou três locais, ente os quais Ponte de Lima. Foi regulado em 1986 através do Decreto-Lei n.º 256/86, de 27 de Agosto. As modalidades que passaram então a compor o TER eram: o Turismo de Habitação; o Turismo Rural e o Agroturismo. Mais tarde, a estas modalidades vieram juntar-se as Casas de Campo e os Hotéis Rurais.
O recente desenvolvimento deste produto encontra explicação na necessidade de retorno a vivências mais naturais, mais humanizadas das populações urbanas, assim como na procura de recreação e lazer por parte daquelas. O primeiro problema é que, nesta nova definição da função do espaço rural, as actividades agrárias quase não cabem, e essa é uma dimensão essencial para preservar o ambiente, a paisagem típica e a identidade rural desses espaços. A incapacidade do sector agrícola de oferecer níveis de rendimento satisfatórios a quem dele vive, se, por um lado, leva a que as populações procurem fontes de rendimento complementares e/ou alternativas, como é o TER, representa, por outro lado, um enorme risco.
Ao disponibilizar alojamento em pequenas localidades, o TER permite que os turistas deixem de ser aí, necessariamente, turistas de passagem, mas o turista dificilmente abandonará tal estatuto se não encontrar nesses lugares outros produtos e serviços, como a gastronomia, o artesanato, as belezas naturais e manifestações culturais de diversa índole, incluindo as tradicionais. Ora estes recursos e serviços podem não existir ou não serem oferecidos de modo permanente. Se assim for, importa assegurar a oferta dos produtos e serviços que se revelem necessários para dar sustentabilidade à vocação turística do território por via da cooperação entre operadores turísticos ou entre estes e outras entidades, públicas e privadas.
As problemáticas antes enunciadas são apenas amostra da dificuldade do projecto de elevação de alguns espaços rurais a destinos turísticos; são amostra de dificuldades vividas por lugares bem próximos daqui. Se quisermos pôr nomes, podemos chamar-lhes Povoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Caminha, etc., para não mencionar já Ponte de Lima.
Seguindo Francisco Diniz (1999), são (eram) quatro as fraquezas maiores do turismo rural; a saber: i) ao turismo rural são afectadas funções anti-económicas, como a função de solidariedade e de protecção do património, ao invés da função de redistribuição de possíveis mais-valias económicas; ii) subsiste uma relativa indefinição das tendências do mercado; iii) persiste uma evidente inexistência de estruturas de suporte à comercialização e distribuição do produto; e, do mesmo modo, iv) é inquestionável a falta de profissionalismo de muitos dos operadores existentes (e dos actores que intervêm na promoção do produto).
Padecendo de todos esses males e dificuldades, porque alguns ainda persistem, o TER permanece mais promessa que realidade em termos de resultados em matéria de desenvolvimento local.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

sexta-feira, março 07, 2008

Sítio do 14º Congresso da APDR - Tomar, Julho de 2008

«Caríssimos Sócios:
Vimos informar que se encontra on-line o site do 14º Congresso da APDR/2º Congresso de Conservação e Gestão da Natureza.
Poderão visitar-nos em http://www.apdr.pt/congresso/2008/

Com os nossos melhores cumprimentos,
Rita Azevedo
*****************************************************
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Praça D. Dinis - Colégio S. Jerónimo Apartado 3010
3001-401 COIMBRA
telf.:239 836 068 / fax:239 820 750
e-mail:apdr@mail.telepac.pt
web:www.apdr.pt»


(reprodução integral de mensagem recebida entretanto, com a proveniência que se identifica)

quinta-feira, março 06, 2008

Produtos regionais e desenvolvimento

Desde os anos 80 do século XX que é relativamente consensual entre os estudiosos do desenvolvimento que as grandes empresas não constituem o único motor do crescimento económico. Este resultado decorre da constatação de que há um número crescente de pequenas empresas de iniciativa local, algumas vezes localizadas em regiões rurais, que laboram produtos regionais de elevada qualidade, que colocam nos mercados nacionais e externos. O sucesso dessas empresas tira proveito, amiúde, da preservação de certas tradições em matéria de produtos típicos desses territórios (produtos regionais).
Quer isso dizer que as especificidades das regiões, associadas às suas histórias, geografias e culturas, podem ser mobilizadas para qualificar os bens e serviços que oferecem. Assim sendo, é expectável que as empresas locais usem as referências territoriais para incrementar o valor dos seus produtos e sustentar a diferenciação face a competidores. Para que essa estratégia obtenha sucesso é necessário que os consumidores valorizem a qualidade desses produtos e que, a nível de oferta, haja quem perceba a oportunidade de negócio que esses bens encerram.
Tal também significa que não basta ter ideias. É preciso que as ideias sejam secundadas por capacidade de realização e de estabelecimento de uma estratégia de mercado conveniente. A este nível, note-se que estão longe de ser despiciendas aspectos aparentemente tão elementares quanto o são a embalagem, a etiqueta e a marca que se usam.
Peça basilar neste processo é a possibilidade de tirar partido de Designações de Origem Protegida ou figuras legais similares, que protegem certos produtos típicos regionais. Essa protecção, aparte impedir a apropriação por operadores externos ao território do produto em causa, garante-lhes a reputação junto dos consumidores, ao obrigar os respectivos produtores ao uso dos ingredientes e dos procedimentos de fabrico e de conservação configurados pela tradição.
Um exemplo de aproveitamento comercial de um produto típico de uma das regiões portuguesas é o da Queijos Matias. Este caso também ilustra a relevância da estratégia de negócio e do funcionamento em rede.
A empresa de cariz familiar Queijos Matias, Lda., localizada em Seia, é um pequeno produtor de queijo da Denominação de Origem Protegida (DOP) Serra da Estrela, que comercializa os seus produtos sob a marca Casa Matias, sobretudo. Esta actividade faz parte de uma tradição de família, que há mais de dois séculos se dedica à produção de queijo da Serra.
Este tipo de queijo é produzido a partir de leite de ovelha, por processos tradicionais. Além da preservação dos métodos tradicionais de fabrico do queijo, os rebanhos da empresa são constituídos exclusivamente por ovinos da raça Bordaleira, que é conhecida por ser “a raça nacional de melhor aptidão leiteira”. Todos os dias efectuam a ordenha, da qual é feita uma selecção criteriosa do leite.
O crescimento da empresa tem sido prosseguido através da conquista de pequenos nichos de mercado, baseado na aquisição, em 1992, do certificado de produto oriundo de região com Denominação de Origem Protegida. Hoje em dia, no mercado nacional, a Queijos Matias, coloca a sua produção sobretudo em super e hipermercados (Continente, Makro e El Corte Inglês, entre outros), sob as suas próprias marcas ou as das cadeias de distribuição com que opera. A relação mantida com o Grupo Carrefour, que até há pouco tempo comercializava 40% da produção total, viabilizou que a firma pudesse vender o seu queijo também nos mercados externos, nomeadamente em Espanha, França e Brasil. Comercializa o seu produto, ainda, nos Estados Unidos, em Itália, no Luxemburgo, na Suiça e no Japão.
Em 2001, na sequência do crescimento do negócio, a Queijos Matias decidiu estabelecer uma parceria com 25 outros produtores da região DOP, por forma a ter acesso à respectiva produção leiteira, o que lhe permitiu alcançar, no ano de 2004, uma produção de 50 toneladas.
Um impulso importante para a expansão da empresa e a divulgação dos seus produtos no mercado internacional foi a participação em várias feiras e concursos internacionais. Além disso, “a Casa Matias foi a primeira empresa portuguesa a aderir ao movimento Caseus Montanus, entidade com sede em Itália e que se dedica a preservar, manter e divulgar os queijos de montanha europeus”.
J. Cadima Ribeiro
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(artigo publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

sábado, março 01, 2008

The vision must be followed by the venture

"The vision must be followed by the venture. It is not enough to stare up the steps - we must step up the stairs."

Vance Havne

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 26, Issue 508-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Dispersão territorial e planeamento

A teoria económica sugere que a localização da população e da actividade produtiva no território não deve ser totalmente deixada ao acaso. Isto é, a distribuição aleatória dos assentamentos é geradora de deseconomias e custos de graves repercussões sobre o bem-estar geral das populações. Os sistemas urbanos deveriam idealmente modelar-se com base na capacidade/incapacidade dos seus nós para gerar economias externas. Isto é, os assentamentos deveriam crescer e desenvolver-se enquanto têm capacidade para gerar as referidas economias e, no momento em que os custos de congestionamento começassem a aflorar, o crescimento deveria deslocar-se para um outro ponto do território onde surgissem de novo naturalmente. A lógica inerente a esta argumentação assenta no reforço do peso do urbano face ao rural, dado que o primeiro actua como catalisador das economias externas espaciais, pela sua configuração compacta, densa, multifuncional e complexa, a sua morfologia continua e a sua disponibilidade de capital físico e social. A modelação desse padrão ideal de crescimento dos sistemas de assentamentos não é possível sem um processo sistematizado de planeamento territorial à escala regional, que balize e ordene a expansão e reorganização da população e da actividade produtiva.
A falta de instrumentos de planeamento territorial a nível supra-municipal, durante décadas, em Portugal, facilitou o desenvolvimento de fenómenos espaciais indesejáveis pelas suas consequências económicas, paisagísticas, ambientais, etc. Um dos aspectos resultantes dessa falta de planeamento, no caso português, e mais concretamente, no caso do Minho, é a profunda dispersão da população. Nesta região a dispersão populacional não é um fenómeno novo. A predominância das actividades agrícolas e a necessidade associada de dispor de terras de cultivo reproduziu sistematicamente o modelo subjacente durante séculos. Contudo, a dispersão dos assentamentos tem-se intensificado nos últimos cinquenta anos (provavelmente com mais profusão nos últimos vinte e cinco), como consequência de vários processos e tendências de diferente relevância, alheios à ausência de políticas de ordenamento territorial, anteriormente enunciada.
Em primeiro lugar existe uma série de factores relacionados com a mobilidade que claramente intensificaram o processo de dispersão. De um lado, a possibilidade de dispor de um ou mais automóveis por lar e, por outro, a redução em termos reais, do preço dos combustíveis desde início da década de oitenta. A proliferação do automóvel configura um modelo de mobilidade que favorece a disseminação espacial e a permeabilidade em direcção a territórios não ocupados. Neste sentido convém destacar que, enquanto que o transporte público em geral, e o caminho-de-ferro em particular, tendem a gerar e reforçar nós, o transporte individual promove a ocupação massiva do território. A facilitação da mobilidade promovida pelo modelo preponderante incentivou o surgimento de edificações totalmente alheadas da lógica de crescimento dos núcleos rurais.
O segundo grupo de factores relaciona-se com o incremento da procura de habitação em locais não urbanos. Um primeiro determinante deste incremento da procura é a compra e construção de habitações, por parte de emigrantes Portugueses no exterior, bem por questões afectivas ou vinculadas a um potencial retorno ou bem como forma de investimento, aproveitando, no período pré-euro, a fortaleza das moedas nas que auferiam os seus rendimentos do trabalho. Um outro determinante da ocupação do solo em espaços não consolidados é a crescente procura de locais de residência (segunda) e de lazer (fim de semana) fora dos espaços urbanos congestionados. É importante referir que enquanto que a procura associada ao primeiro dos determinantes apontados está claramente em queda, a induzida pelo segundo continua a ser extremamente pujante em concelhos com boas ligações à rede rodoviária principal (por exemplo, Ponte de Lima). Existe ainda um terceiro factor que tem promovido a procura de solo e habitação em espaços desestruturados, o qual está vinculado ao surgimento de oportunidades de emprego em concelhos com uma oferta urbana pouco qualificada (por exemplo, Arcos de Valdevez).
O último grupo inclui os factores de oferta promotores de dispersão no território Minhoto. De um lado, o conhecido abandono das terras rurais. Os seus proprietários deixam de vê-las como um activo produtivo gerador de rendas e passam a vê-las como um activo especulativo susceptível de venda (para fins residenciais/industriais), expropriação (para a construção de infra-estruturas) ou aluguer (por exemplo, aos produtores de energia eólica). O resultado desta mudança de paradigma é a utilização cada vez mais residual das terras para usos agrários ou florestais. De outro lado, a oferta de solo urbanizado em espaços relativamente bem comunicados, disponível a um preço significativamente mais baixo que nos espaços urbanos densos. Este fenómeno surge, em grande medida, pelos incentivos que os autarcas das freguesias rurais têm para promover o crescimento da população residente, que resultam da perpetuação dos mecanismos de repartição financeira assentes em critérios demográficos.
No discurso teórico ortodoxo sobre o ordenamento do território existe uma preponderância das dimensões de diagnóstico face às de intervenção propriamente dita. Implicitamente assume-se que a intervenção em situações complexas não é possível ou que não faz sentido pelos magros resultados que se antecipam. Esta perspectiva é seguramente demasiado pessimista e provavelmente excessivamente descomprometida. É evidente que problemas como os da dispersão não são susceptíveis de uma correcção integral, mas a utilização dos mecanismos adequados pode contribuir para minimizar os seus impactos de modo significativo. A confrontação da teoria com o mundo real exige uma via de compromisso que permita introduzir certos elementos de planeamento, que reduzam as consequências indesejáveis da distribuição ad hoc da população e da actividade económica.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ

(artigo de opinião publicado na edição de ontem do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

terça-feira, fevereiro 26, 2008

"Entre 1995 e 2006, a RN foi a única região portuguesa a crescer claramente abaixo do ritmo médio da UE"


(título de mensagem, datada de 08/02/26, disponível em A destreza das dúvidas)
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Comentário: um bom texto de análise económica, o de Manuel Herédia Cabral, que "aqui" se recupera; o artigo só peca por deixar de lado as questões político-institucionais e de liderança. É que, como uso dizer, o norte termina na Trofa, na margem esquerda do Rio Ave. Depois começa o Minho. Infelizmente, continua a haver muita gente com um papel decisivo na gestão do território que nem isto compreeendeu, ainda.

“Why are some Spanish regions so much more efficient than others?”

“This article investigates the main sources of heterogeneity in regional efficiency. We estimate a translog stochastic frontier production function in the analysis of Spanish regions in the period 1964-1996, to attempt to measure and explain changes in technical efficiency. Our results confirm that regional inefficiency is significantly and positively correlated with the ratio of public capital to private capital. The proportion of service industries in the private capital, the proportion of public capital devoted to transport infrastructures, the industrial specialization, and spatial spillovers from transport infrastructures in neighbouring regions significantly contributed to improve regional efficiency.”

Jaume Puig
Jaime Pinilla

Date: 2008-02
Keywords: Regional efficiency, Regional spillovers, Human capital, Public capital
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:upf:upfgen:1067&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

A successful life is …

"A successful life is one that is lived through understanding and pursuing one's own path, not chasing after the dreams of others."

Chin-Ning Chu

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 19, Issue 507-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

domingo, fevereiro 17, 2008

Desenvolvimento Urbano em Vila do Conde

Vila do Conde encetou, desde há alguns anos, uma política de desenvolvimento local onde a cultura ocupa um lugar privilegiado.
Perante o valioso e notável conjunto monumental, a Câmara Municipal deu corpo a um projecto integrado que incidiu, numa primeira fase, na instalação de equipamentos em edifícios de valor patrimonial reconhecido, à qual sucedeu um grande esforço na valorização do espaço público da sua área central.
Os investimentos efectuados fundamentam-se num plano de desenvolvimento local integrado, tendente a promover a classificação urbana da cidade, afirmando princípios identitários em função de alguns espectros de degradação que pairavam sobre Vila do Conde há alguns anos atrás.
A deterioração progressiva da zona central da cidade, a tendência “centrípeta” da vizinha cidade do Porto e o perigo tendencial para a transformação de Vila do Conde como cidade dormitório na periferia da área metropolitana, alertaram a Câmara Municipal para a necessidade objectiva de estabelecer um plano faseado para a sua requalificação urbana.
Em face da riqueza do seu património, Vila do Conde promoveu um forte investimento no seu Património Arquitectónico, tendo como particular finalidade o desenvolvimento de uma forte componente de turismo cultural, a par da sua tradicional vocação balnear.
O Centro Histórico de Vila do Conde, tem vindo a ser alvo de uma atitude de preservação centrada, sobretudo, no património construído. As acções de recuperação levadas a cabo pelo Município abrangem maioritariamente os edifícios enquanto exemplos e incentivos a serem seguidos pelos particulares.
A intervenção, em termos genéricos, funda-se em princípios que conjugam as especificidades de cada rua ou largo, no seu carácter antigo ou presente, tendo também subjacente uma preocupação de homogeneização global que incorpora alguma da experiência anteriormente adquirida neste âmbito e que deverá ser prosseguida em obras futuras.
As intervenções na área do Centro Histórico correspondem à resolução de problemas chave dentro do tecido urbano da cidade, enquadrando e direccionando as sinergias resultantes do plano de desenvolvimento local, que representa um papel preponderante na estratégia de incorporação, na economia local, de uma componente ligada ao turismo cultural.
A credibilidade da actuação Camarária no campo do turismo cultural, tem servido como padrão de referência a nível nacional e internacional, sendo caso estudado e publicado em documentos patrocinados pela Direcção de Desenvolvimento Regional da União Europeia.
A oportunidade de alargar o âmbito e estrutura tradicional da actividade turística em Vila do Conde, criará condições optimizadas para a oferta de programas complementares à enorme quantidade de pessoas que durante todo o ano frequentam a cidade. Estes fluxos turísticos oriundos de várias proveniências, das quais se destacam a vizinha cidade e periferia do Porto, todo o Vale do Ave e até da Galiza, demandam Vila do Conde não só durante os meses da época balnear, mas também em fins-de-semana prolongados. Podemos, portanto e com propriedade, referir que o turismo em Vila do Conde ultrapassa os conceitos de turismo sazonal, para se afirmar como uma procura verdadeiramente anual. Urge assim reforçar as ofertas de turismo cultural que complementem a política municipal de organização, promoção, apoio e suporte às múltiplas manifestações culturais de carácter sazonal.
A actuação camarária definida pela sua prática em termos de política urbana aposta, também, na valorização e revitalização do património edificado, patente no aumento das dinâmicas culturais e na visibilidade supra local que as têm revestido. De facto a Câmara Municipal tem feito acompanhar a sua política de recuperação e reabilitação de edifícios com valor arquitectónico, do incremento de actividades de índole cultural e artística, instalando aí equipamentos indutores de novas actividades de suporte ao turismo cultural.
Espera-se com todas estas realizações uma afirmação da indústria cultural, a partir do enorme investimento disposto na recuperação do Centro Histórico que servirão como polo de animação e revitalização do património cultural municipal, contribuindo para a afirmação da identidade local e consequente valorização e desenvolvimento do programa de turismo cultural em curso.
Maria Alexandrina da Silva Costa Cruz
[texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas (2º ciclo), da EEG/UMinho]

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

14º Congresso da APDR

«www.apdr.pt/congresso/2008/index.html

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) vai organizar o seu 14ª Congresso Anual em Tomar, nos dias 4 e 5 de Julho de 2008 o qual, à semelhança do ocorrido em 2007, se conjuga com o 2º Congresso de Gestão e Conservação da Natureza. A iniciativa conta com o apoio científico e logístico do Departamento de Território, Arqueologia e Património da Escola Superior de Tecnologia de Tomar do Instituto Politécnico de Tomar (IPT) e reúne a colaboração de outras sociedades científicas como a Associação Portuguesa de Economia Agrária (APDEA) ou da Sociedade Portuguesa de Estudos Rurais (SPER).

Tema
Desenvolvimento, Administração e Governança Local

Como reconhecemos crescentemente, o desenvolvimento dos territórios que compõem um país é um processo económico, social e político que está muito dependente da qualidade e “espessura” das instituições que estão no território e das quais se espera a assunção de uma importante parte da responsabilidade de concepção, implementação e avaliação das políticas de desenvolvimento, proporcionando condições de sustentabilidade económica, ambiental e financeira. É essa a temática principal que a APDR propõe para discussão em Tomar. Como é hábito nos Congressos da APDR, são também bem-vindas comunicações que se insiram em outras áreas do Desenvolvimento Regional ou Regional Science.

Local e Data
4 e 5 Julho de 2008

Departamento de Território, Arqueologia e Património da
Escola Superior de Tecnologia de Tomar (ESTT) do
Instituto Politécnico de Tomar (IPT).

Lista Provisória de Sessões Paralelas
1. Desenvolvimento, Administração e Governança Local
2. Cidades criativas, cultura e estratégia territorial
3. Economia pública local e desenvolvimento
4. Governança e desenvolvimento rural
5. Relações transfronteiriças, modelos de governança e desenvolvimento
6. Inovação, empreendorismo e território
7. Mobilidade urbana, transportes e desenvolvimento sustentável
8. A alta velocidade, o novo aeroporto e o desenvolvimento regional em Portugal
9. A gestão e conservação da natureza no contexto regional e local
10. Turismo, património e sustentabilidade local
11. Ordenamento do território, planeamento e políticas de solos em Portugal
12. A problemática dos territórios de baixa densidade
13. Recursos da Natureza e desenvolvimento
14. Métodos e indicadores regionais e locais

Prazos limite
Recepção das propostas de comunicação (abstracts): 14 de Março 2008
(A resposta sobre aceitação dos resumos será dada até 28 de Março de 2008)

Recepção de Comunicações: 30 de Maio de 2008
(A resposta sobre aceitação das comunicações será dada até 15 de Junho de 2008)

Tanto os resumos como as comunicações deverão sempre ser remetidos o mais cedo possível para que a Organização possa enviar a sua decisão aos autores antes dos prazos limite.

Especificação para resumos
Os resumos deverão ser enviados para apdr@mail.telepac.pt até 14 de Março de 2008.
Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol ou inglês.

O texto deverá ocupar uma página A4 em Times New Roman 12, espaçamento de 1 linha, com margens de 2.5 cm em baixo, cima e à direita e 3 cm à esquerda. Máximo de 40 linhas
Na página deverá figurar o primeiro e último nome do(s) autor(es), instituição e contacto do autor (ou autores).

As comunicações referentes a resumos aceites devem ser submetidas dentro dos prazos indicados. A aceitação do resumo não implica a aceitação da comunicação.

Contactos Secretariado

Rita Azevedo

APDR»
*
(reprodução integral de apelo a comunicações recebido da entidade identificada)