quinta-feira, agosto 05, 2010

Modelos de regionalização

Depois de passar alguns anos na penumbra, a problemática da regionalização tem vindo a ser aflorada nos últimos tempos em diversos meios. E não o terá sido mais porventura em razão da crise financeira e económica que se instalou nos dois últimos anos. É sabido tratar-se de um tema complexo, pese embora todos parecerem sentir-se à-vontade para dissertar sobre ele.
Pode-se pegar no tema de diversos modos, mas há duas dimensões que são centrais: i) a da devolução do poder aos cidadãos, quer dizer, a do aprofundamento da democracia, trazendo o exercício do poder para mais próximo dos cidadãos e propiciando uma mais directa relação entre eleitores e eleitos do que aquela que resulta das representações políticas de âmbito nacional; e ii) a do desenvolvimento, na medida em que se perceba os territórios e os seus agentes como a sede primeira e central de recursos, capacidades e iniciativas que ditarão a afirmação económica de lugares e regiões ou a sua negação. Conforme se deduzirá, estas não são problemáticas disjuntas, na própria medida em que dificilmente há iniciativa e, sobretudo, projecto económico e social, sem liderança e sem algum nível de institucionalização. A eficácia das lideranças é que é diferenciável, como são diferenciáveis as opções em matéria de organização político-administrativa do território que podem ser postas em prática.
Mesmo que se admita não ser seguro que a regionalização (na sua operacionalização objectiva) dará resposta aos problemas sobre que importa actuar, a verdade é que, no caso português, parece ser muito questionável que alguém (aparte a minoria instalada nas sedes partidárias nacionais) considere aceitável a situação existente em termos de (in)equidade de desenvolvimento social e regional. Nesse enquadramento, o contexto de crise económica e de desequilíbrio das contas públicas pode até servir para tornar mais patente a necessidade de uma efectiva reforma do Estado, de que a regionalização, muito mais que todos os discursos e leis ditas enfeudadas a projectos de reforma estrutural, poderá ser expressão substantiva.
Na discussão havida em Portugal, ocorre amiúde discutir-se o modelo base, aparecendo isso como se houvesse solução única ou alternativas muito escassas. Nessa discussão, esquece-se a variedade, em termos de capacitação político-administrativa e de dimensão territorial, que existe aqui ao lado, na Europa. Dito de outro modo, sendo certo que não existirá um modelo que encaixe, automaticamente, no caso português, em razão das suas condicionantes histórias, culturais e geográficas, não será, por outra parte, difícil encontrar soluções noutros lugares que se aproximem das da realidade nacional e possam, daí, ser fonte inspiradora do modelo a adoptar.
Por outro lado, invoca-se comummente a tradição de poder local existente em Portugal, esquecendo-se que a dita tradição remonta a 1976, isto é, à “revolução dos cravos”, já que só a partir dessa data tivemos um poder local eleito, que se fez “forte” na medida dos resultados em matéria de criação de infra-estruturas e equipamentos (de desenvolvimento local) que produziu e que, naturalmente, gerou reconhecimento nas populações beneficiadas. Essa foi a melhor forma de criar e robustecer a tradição local, tal como poderá suceder com o poder regional a constituir. Assim aconteceu igualmente com os poderes regionais que foram instalados nas ilhas, pese embora os intérpretes que têm tido.
Diz-se, também, que Portugal é demasiado pequeno para ser organizado em regiões, como se se tratasse de coisa inquestionável. Que não é assim dizem-no os casos da Suíça e da Áustria, que são países bem mais pequenos do que o nosso e, que, mais do que serem estados regionalizados, estão organizados como estados federais.
Mesmo nos países com maior dimensão territorial que Portugal, coexistem regiões maiores com outras que não apresentam diferença relevante face às 5 entidades geográficas do Continente configuradas pelos espaços de intervenção das CCDRs (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve). Em Espanha, por exemplo, onde a dimensão média das regiões é de cerca de 2,2 milhões de habitantes, existem outras que não ultrapassam os 250 mil. Por outro lado, no caso da Dinamarca, a população das 14 regiões varia entre 200 e 600 mil habitantes e, no caso da Itália, a média da população das regiões é de 2,8 milhões de habitantes, tendo a região menos populosa 115 mil. Até na Alemanha existem regiões que abrangem uma população de 1,5 milhões de habitantes.
Do que se anota, resulta evidente a existência de uma grande diversidade de situações em matéria de institucionalização regional na Europa. Não obstante, o que entra pelos olhos e é denominador comum é que “os países europeus mais desenvolvidos são aqueles que possuem administração regional intermédia descentralizada” (Selénio Portugal). Acresce que não é por se implementar um processo de descentralização administrativa que o Estado terá que deixar de ser unitário. Demonstração disso são os países nórdicos e a França.

J. Cadima Ribeiro

Nota: alguma informação de base usada neste texto foi retirada de relatório produzido por Selénio Portugal no âmbito de uma u.c. do Mestrado em Economia, Mercado e Políticas Públicas, que está a realizar na EEG/UMinho.

(reprodução de artigo de opinião publicado na edição de 2010/08/05 do Jornal de Leiria)

terça-feira, agosto 03, 2010

"Actas / Proceedings On-Line - 16.º Congresso da APDR"

«Caros Participantes /Dear Participants,

Serve o presente para informar que as Actas do 16º Congresso da APDR estão disponíveis on-line http://www.apdr.pt/congresso/2010/ / It is a pleasure to inform that are now available on-line the 16th APDR Congress http://www.apdr.pt/congresso/2010/

Para aceder, basta entrar na opção ACTAS/ PROCEEDINGS”. Os artigos estão organizados por sessões e possuem paginação contínua. /To consult it please press “ACTAS/ PROCEEDINGS”. The papers are organized by parallel sessions and have a continuous pagination.

Como indicado no PDF “Capa com ISBN”, o ISBN é 978-989-96353-1-9. /As you can see in the PDF “Capa com ISBN” (“Cover Page”), this publication ISBN is 978-989-96353-1-9.

Por favor divulguem esta informação junto dos co-autores do vosso artigo que não puderam ir ao Congresso/ Please inform your co-authors which or not able to go to the Congress about this.

Com os nossos melhores cumprimentos e esperando reencontrá-los em 2011 / Hoping to meet in the 2011 Congress.

Elisabete Martins

Secretariado da APDR»

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem identificada)

sábado, julho 31, 2010

Regionalização: o modelo base

Na discussão havida em Portugal sobre a regionalização, ocorre amiúde discutir-se o modelo base, aparecendo isso como se houvesse solução única ou alternativas muito escassas. Nessa discussão, esquece-se a variedade, em termos de capacitação político-administrativa e de dimensão territorial, que existe aqui ao lado, na Europa. Dito de outro modo, sendo certo que não existirá um modelo que encaixe, automaticamente, no caso português, em razão das suas condicionantes histórias, culturais e geográficas, não será, por outra parte, difícil encontrar soluções noutros lugares que se aproximem das da realidade nacional e possam, daí, ser fonte inspiradora do modelo a adoptar.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 29, 2010

Tradição de poder local e regionalização

Invoca-se comummente a tradição de poder local existente em Portugal, esquecendo-se que a dita tradição remonta a 1976, isto é, à “revolução dos cravos”, já que só a partir dessa data tivemos um poder local eleito, que se fez “forte” na medida dos resultados em matéria de criação de infra-estruturas e equipamentos (de desenvolvimento local) que produziu e que, naturalmente, gerou reconhecimento nas populações beneficiadas. Essa foi a melhor forma de criar e robustecer a tradição local, tal como poderá suceder com o poder regional a constituir. Assim aconteceu igualmente com os poderes regionais que foram instalados nas ilhas, pese embora os intérpretes que têm tido.
J. Cadima Ribeiro

terça-feira, julho 27, 2010

"As novas regiões devem ter competências fundamentalmente de natureza executiva e administrativa"

"Aquilo que se defende numa fase inicial, é que as novas regiões devem ter competências fundamentalmente de natureza executiva e administrativa, nunca de natureza legislativa (aliás, tal como está previsto na legislação). Destaca-se as que se prendem com o planeamento do desenvolvimento: infra-estruturas diversas, equipamentos, intervenção nas áreas da educação, formação profissional, acção social, cultura, património, desporto, turismo, ambiente, recursos hídricos, protecção civil, etc. Mais importante ainda, e essencial na acção das futuras regiões, as funções que se prendem com o fomento da actividade económica, com a criação de emprego e ordenamento do território."

Selénio Portugal

(excerto de relatório produzido no âmbito da unidade curricular "Projecto" do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

sábado, julho 24, 2010

A evolução do turismo cultural e os desafios que se colocam aos pequenos núcleos urbanos: o caso de Ponte de Lima

O turismo cultural é um fenómeno complexo, sendo por isso difícil formular uma estratégia consistente e de resultados seguros para o sector. Em Portugal, apesar do turismo cultural ter suscitado o interesse de um número elevado de cientistas sociais, continua ausente uma reflexão sobre as perspectivas da sua evolução a médio prazo, e sobre como pequenos núcleos urbanos, como Ponte de Lima, podem dele tirar partido para o seu desenvolvimento.
Com base nestes dados, dá-se notícia nesta comunicação de uma investigação que teve como objectivos: analisar a dinâmica do turismo cultural à escala internacional, nacional e regional; avaliar o potencial do seu desenvolvimento em Ponte de Lima; caracterizar a estratégia de desenvolvimento turístico seguida pelo município; e aferir a possibilidade de uma reorientação de política para um produto turístico mais activo/criativo. Para isso, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas a agentes locais e regionais ligados ao turismo. As questões usadas centraram-se nas estratégias de planeamento e de marketing turístico conduzidas, e nos recursos de que Ponte de Lima dispõe.

Mécia Mota
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro


(resumo de comunicação submetida ao I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA - Produtos e Destinos Turísticos de Excelência -, a decorrer em 1 e 2 de Outubro de 2010, em Barcelos)

quinta-feira, julho 22, 2010

Lack of will

"The difference between a successful person and others is not a lack of strength, not a lack of knowledge, but rather a lack of will."

Vince Lombardi

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 20, Issue 627 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 19, 2010

sexta-feira, julho 16, 2010

Diz-me onde moras...

"As nossas cidades tenderão crescentemente a ser como as americanas; quer dizer: ´diz-me onde moras, dir-te-ei quem és!`"
José Costa
(excerto de comentário produzido no âmbito de provas públicas de doutoramente que hoje decorrreram na EEG/UMinho)

quinta-feira, julho 15, 2010

O Baixo Minho caracteriza-se por...

A NUT II Norte é, actualmente, um dos territórios mais populosos e pobres da U. E..
No contexto da NUTII em causa, o Minho:
i) tem um papel essencial, pelo peso económico e demográfico;
ii) trata-se de um tecido empresarial marcado pela presença de sectores industriais “tradicionais” , com forte orientação para a exportação;
ii) é detentor de uma forte identidade história e cultural e de um património, material e imaterial, muito rico.
O Baixo Minho caracteriza-se também:
- pelo densa malha empresarial, constituída por pequenas e médias unidades empresariais, de raiz familiar (têxtil e vestuário);
- pela existência de um núcleo de actividades recentes, de maior intensidade tecnológica (tecnologias de informação e comunicação);
- por um sector emergente, com grande potencial (turismo cultural; turismo de natureza);
- pela presença de instituições de ensino superior, de investigação e de desenvolvimento com razoável massa crítica e potencial (UMinho; Laboratório Internacional Ibérico de Nano-tecnologias; …).

Nuno Pinto Bastos
J. Cadima Ribeiro

(excerto de comunicação intitulada "O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica", apresentada no 16º Congresso da APDR, que decorreu na Universidade da Madeira, Funchal, entre 5 e 10 de Julho de 2010)

segunda-feira, julho 12, 2010

Lançamento de Livro: GUIMARÃES “DUAS VILAS, UM SÓ POVO”. ESTUDO DE HISTÓRIA URBANA (1250-1389)

«Lançamento do Livro da Profª Conceição Falcão
14. Julho. 2010 / 18hs / Museu Nogueira da Silva

O CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro
GUIMARÃES “DUAS VILAS, UM SÓ POVO”. ESTUDO DE HISTÓRIA URBANA (1250-1389)
de Maria da Conceição Falcão Ferreira
A apresentação, a cargo de Maria Manuela dos Reis Martins, terá lugar no próximo dia 14 de Julho, quarta-feira, pelas 18h00, no Museu Nogueira da Silva (Braga).»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico no final da passada semana; mensagem proveniente de InfoICS)

sábado, julho 10, 2010

"O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica"

«Embora se tenha configurado como resposta a uma política pública nacional, o “Quadrilátero” deve ser entendido como o primeiro passo de um processo amplo que envolve a programação estratégica de investimentos e a respectiva concretização, que fomentem a competitividade e afirmação nacional e internacional do território.
Sobre esta dimensão da razão de ser da rede, considere-se o testemunho do entrevistado I.
Dizia este que a rede urbana emergira como resposta a dois desafios:
i) “O primeiro, resulta da consciência que, após a entrada na Comunidade Europeia, a competição deixou de se fazer país a país […] e passou a fazer-se região a região, cidade a cidade, no interior da comunidade. A natureza da competitividade territorial mudou e mudou de escala sobretudo”;
ii) “A segunda constatação é que o sistema urbano português tem uma evidente fragilidade:
- temos uma área metropolitana que tem uma massa crítica que é significativa em termos europeus, que é Lisboa;
- temos uma segunda área metropolitana que é a do Porto, que já é menos importante em termos de dimensão para a competitividade internacional; e,
- temos depois uma rede de cidades que todas elas padecem de uma dificuldade que é a sua pequena dimensão”.»

Nuno Pinto Bastos
J. Cadima Ribeiro


(excerto de comunicação intitulada "O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica", apresentada no 16º Congresso da APDR, que decorre(u) na Universidade da Madeira, Funchal, entre 5 e 10 de Julho de 2010)

terça-feira, julho 06, 2010

Conversas sobre nós: do potencial turístico dos territórios às deficiências de organização e de estratégia de promoção turística (2)

1. O CER, Centro de Estudos Regionais, uma associação cívica sedeada em Viana do Castelo, tem vindo a promover um ciclo de conferências que, sugestivamente, intitulou “Novas conversas sobre nós”. A última das conferências ocorreu há pouco mais de uma semana e teve como orador convidado o signatário deste texto. O tema versado foi: “Alto Minho: destino turístico cultural e criativo?”. Em boa verdade, o tema que me havia sido proposto não contemplava a forma interrogativa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e o Baixo-Minho, juntamente com várias outras parcelas do território nacional, não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança no Baixo-Minho e nesses outros territórios do país a que aludo também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão “novas” porque serão início de conversa.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, julho 04, 2010

sexta-feira, julho 02, 2010

Leiria: "A Cultura em Noite de São João"

«A Adlei promoveu em Leiria, no passado dia 23 de Junho, "A CULTURA EM NOITE DE S. JOÃO". E, a propósito da Cultura, as pessoas conversaram, trocaram ideias, comungaram do espírito sanjoanino com vinho, pão e arte.
A Direcção apresenta aos seus associados uma síntese desta iniciativa, que remetemos em anexo. Enviamos também o link da notícia do Região de Leiria "Ideias para a cultura de Leiria num debate com gente à porta".
*
(reprodução parcial do corpo principal de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

segunda-feira, junho 28, 2010

O turismo criativo

Os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas.
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J. Cadima Ribeiro

sábado, junho 26, 2010

A procura de novos caminhos: o Minho-Lima, um destino de turismo cultural criativo?

O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas.

Será o Minho-Lima capaz de posicionar-se neste mercado?

Para lá chegar, precisará de posicionar-se como destino de turismo cultural, que não é ainda, pese o seu potencial de recursos culturais.
Para lá chegar, muito antes, precisará de:
consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, será necessário que todos os agentes, públicos e privados, desenvolvam acções no sentido de uma utilização mais eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum;
e, adicionalmente, de:
i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos;
ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade/alto nível;
iii) resolver algumas fragilidades ao nível das acessibilidades;
iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente;
v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector e na qualificação dos serviços prestados;
vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa ao associativismo e à cooperação;
vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território;
viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, junho 25, 2010

“Alto Minho: destino turístico cultural e criativo” ?

Conferência “Alto Minho, destino turístico cultural e criativo”

[CER - Centro de Estudos Regionais
Novas Conversas sobre nós
25 de Junho de 2010 / 21,00 horas
ESTG/IPVC, Viana do Castelo]

quinta-feira, junho 24, 2010

"Mouras encantadas, bruxas, almas penadas, lobisomens e que +"

«O projecto MEMÓRIAMEDIA tem o prazer de anunciar o lançamento do trabalho de recolha realizado no concelho de Torres Vedras – freguesias da Maceira, Matacães e A-dos-Cunhados.
Assista ao documentário sobre as mais variadas histórias deste concelho – mouras encantadas, as danças de roda, as festas e romarias, o mistério das bruxas, das almas penadas e dos lobisomens.
Parceria Fábrica das Histórias – Casa Jaime Humbelino e Câmara Municipal de Torres Vedras.

O projecto MEMORIAMEDIA tem como objectivo fixar por meios multimédia momentos da tradição oral, organizar e divulgar os conteúdos no formato web-vídeo. Este projecto resulta de parceria entre o I.E.L.T – Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa e Memória Imaterial - Cooperativa Cultural CRL
--
Memoria Imaterial
Cooperativa Cultural - CRL
http://www.memoriamedia.net/
móvel 962619496
móvel 918107756»
*
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

terça-feira, junho 22, 2010

"A receptividade e postura dos habitantes do destino turístico são peça essencial da atractividade do lugar"

Impactos percebidos pelos residentes de Guimarães do desenvolvimento turístico da cidade

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa)

"XXXVI Reunión de Estudios Regionales Elvas-Badajoz. ÚLTIMO RECORDATORIO"

"Estimados miembros de la AECR,
Os recordamos que el plazo límite e improrrogable para el envío de resúmenes a la XXXVI Reunión de Estudios Regionales es el próximo viernes, día 25 de junio.
La dirección online de la Reunión es http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/, en la que podréis consultar las diferentes Áreas Temáticas del Congreso.
También os recordamos que es preciso registrarse online (login) para gestionar las cuestiones personales relativas a la inscripción y envío de resúmenes y comunicaciones.
Por último, os agradeceríamos que colaboraseis en la difusión del Congreso, transmitiendo esta información entre vuestros contactos.
Comité Organizador de la XXXVI RER"
(reprodução de mensagem entretanto recebida, com a proveniência identificada)

segunda-feira, junho 21, 2010

Projecto de alta velocidade em Portugal

A questão da alta velocidade em Portugal é um assunto importante e deve ser muito reflectido, pois pode ter uma importância fundamental para que o nosso país passa dar um passo decisivo na sua relação com a Europa e com o mundo.
Para Portugal como um país periférico em relação a Europa, a RAV (rede de alta velocidade), com ligação a Espanha e posteriormente a toda a Europa comunitária é no meu entender muito importante, ligando o país de um modo mais rápido e ambientalmente sustentável ao restante espaço europeu.
Pode ainda ser de vital importância para Portugal a sua posição geográfica, encostado ao Atlântico, pois se por um lado está muito periférico em relação ao centro da Europa está por outro lado no centro do mundo, se tivermos em linha de conta o comercio mundial que está em plena expansão, na época da globalização. As relações privilegiadas que Portugal tem com vários países do continente africano e o Brasil, assim como as boas relações com os países latino - americanos, torna o nosso país mais central relativamente aos restantes países do mundo. Podendo com isso ser uma porta preferencial de entrada e saída de produtos nas trocas comercias da Europa com o resto do mundo e vice - versa, tornando-se uma importante plataforma comercial, tirando assim importantes receitas financeiras.
Penso que este projecto da alta velocidade é muito importante para Portugal mas também para a Europa comunitária. Pois abre-lhe portas com acesso facilitado e mais económico, pois se o transporte de mercadorias for feito por via naval até aos nossos portos de mar e a partir de cá em transporte ferroviário, torna-se economicamente mais rentável e com uma logística mais fácil do que o transporte por via aérea. É por este facto que o projecto da alta velocidade ferroviária prevê a ligação com os portos de mar de Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines. Para o país ficar bem melhor servido de infra-estruturas ferroviárias é também importante os locais de interface de ligação previstos com a rede ferroviária existente.
Acho que esta questão da alta velocidade ferroviária portuguesa tem sido mal explicada ao povo e também serva de arma de arremesso politico por parte da oposição de direita ao governo e também de alguma comunicação social, que com a desculpa da crise económica, tenta-se fazer passar a ideia que é mais um projecto megalómano e despesista do governo, que só serve os interesses de alguns e pode hipotecar as gerações futuras.
Isto não é bem assim, se observarmos atentamente os dados, verifica-se que o financiamento da obra tem um grande apoio da UE (união europeia) e de investidores privados. Afinal o Estado Português e todos nós só suportamos cerca de 37% do custo da linha, os fundos comunitários 18% e com os lucros da exploração paga-se 45%, desse investimento. Mas ao contrario do que se diz são principalmente as gerações futuras a usufruir de mais-valias como a diminuição do tempo de viagem entre as principais cidades do país, com mais uma alternativa de transporte rápido para a Europa comunitária, menores custos energéticos e ambientais, menos acidentes rodoviários, mais emprego e um aumento do PIB (produto interno bruto) e das receitas fiscais.
Outra forma de viabilizar o projecto são as PPP (parcerias público - privadas), pois permite antecipar uma importante percentagem do financiamento necessário para a construção, assegurando a necessária sustentabilidade orçamental no curto e no longo prazos, na medida em que dilui os encargos do Estado durante um prolongado período de concessão. Claro que esta solução provoca um aumento dos custos de financiamento, que no entanto é compensado pela diminuição expressiva da exposição do Estado ao risco e por ganhos de eficiência.
A oportunidade para o arranque da obra no meu entender pode ser este, porque é em épocas de crise que os investimentos são fundamentais para contribuírem na retoma económica, é nesta altura que tem maiores reflexos na redução de custos com materiais e mão de obra, por outro lado as empresas por falta de grandes obras podem dar orçamentos mais baixos para garantir a concessão, baixando o custo final da obra. Além disso é uma oportunidade à criação de emprego e para desenvolver a tecnologia, a inovação, a competitividade da economia e a coesão social e territorial do país. Os fundos comunitários destinados a alta velocidade, no (QREN 2007 - 2013) Quadro de referência estratégico Nacional, na ordem dos 1487 milhões de euros são por si também uma oportunidade para mais investimento no país.
No ambiente os benefícios de viajar de comboio são evidentes, com a redução significativa da produção de CO2 e com uma eficiência energética até 5 vezes maior que o avião ou automóvel, com a redução da poluição e das alterações climáticas e ainda com a diminuição da sinistralidade. Os benefícios externos do projecto poderão atingir 245 milhões de euros/ano, tendo como ano de referência 2025.
A rede de alta velocidade (RAV) em Portugal à médio - longo prazo é positiva para Portugal, segundo os estudos feitos por vários organismos e economistas nacionais e internacionais. E como se pode verificar também pela experiência de outros países da EU, que já possuem a vários anos a rede de alta velocidade ferroviária. Por outro lado nosso país deve contribuir para rede europeia de transportes ferroviários que está prevista ser concluída até o ano de 2025, para a todos os 27 países do espaço Europeu. Mostrando assim um grande esforço económico e politico da comissão europeia para se atingir este objectivo.

Américo José Vieira de Castro

(artigo de opinião elaborado no âmbito da u.c. Economia Política e Regional do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

"Clusters" e a Competitividade Regional

Segundo Porter (1998), um cluster "trata-se de concentrações geográficas de empresas interligadas, fornecedores especializados, provedores de serviços, empresas em indústrias, englobando tanto pequenas empresas como grandes estruturas empresariais e as instituições que lhe estão associadas – universidades, agências públicas de certificação, e standards, associações empresariais – em áreas específicas que competem e cooperam entre si".
Os clusters aumentam a produção, fomentam a inovação e promovem uma maior eficácia no aproveitamento dos recursos disponíveis de uma determinada região, fruto de uma grande cooperação entre entidades. O estabelecimento dos clusters passa por uma cooperação para a competitividade regional e local que leva a uma redução de custos de transacção, estimulam a complementaridade no uso dos recursos e promovem um aumento das competências.
A localização do cluster é uma vantagem competitiva, sendo certo que determinadas regiões organizam as suas políticas económicas e sociais em redor de Clusters, partindo de uma idealização de intervenção circunscrita, de forma a potenciar as sinergias locais relativamente ao crescimento e inovação económica. Contudo, a implantação de clusters deve seguir um decurso natural, apoiado nas empresas e não somente em medidas de entidades públicas, precavendo-se assim da volatilidade política. Relativamente ao papel das autoridades locais na cooperação ao desenvolvimento de clusters de base regional, este deverá passar por focar alguns pontos fundamentais, tais como, a mobilização, o diagnóstico, a colaboração estratégica e a implementação e avaliação.
Em Portugal encontra-se bem vincado a presença de alguns clusters regionais desenvolvidos e geograficamente concentrados como são o caso, da cortiça, o calçado, as pedras ornamentais e os moldes. Além destes também é possível verificar no país a presença de clusters em desenvolvimento, tais como, os produtos florestais, os têxteis, vestuário e imobiliário, e clusters que podem e devem ser desenvolvidos, como o turismo, vinho, automóvel.
No entanto, a maioria destes clusters demonstra pouca solidez dada a falta de indústrias relacionadas e de suporte. A problemática dos clusters em Portugal tem origem no facto destes se apoiarem muitas vezes na exploração dos recursos naturais e humanos, ao contrário do que seria desejado. O ideal seria apoiarem-se no conhecimento capaz de gerar valor e inovação.
Num período de crise económico-social, onde vemos diariamente empresas fechando a suas portas, colocando milhares de pessoas no desemprego, era de todo pertinente uma politica de clusters coesa, associada a áreas de actividades inovadoras, científicas e tecnológicas, capazes de ser instrumentos impulsionadores da competitividade nacional e fomentar o desenvolvimento regional. É fundamental uma reestruturação na economia portuguesa, capaz de criar empresas empreendedoras, criativas e que em conjunto consigam ser competitivas no mercado internacional, de forma a reduzir as importações, aumentando a exportações.
Diversos países europeus adoptaram politicas clusters eficazes e com excelentes resultados, tendo uma balança comercial mais equilibrada que a portuguesa, ex. Espanha, Finlândia e Suécia. Desta forma, acho fundamental o desenvolvimento económico alicerçado, em diversos sectores ainda não explorados, numa política de clusters, nomeadamente no turismo, nas novas tecnologias, na investigação aproveitando os milhares de licenciados desempregados e outros relacionados com a nossa extensa costa marítima, permitindo assim impulsionar as economias regionais e a sua produtividade.

André Alberto da Costa Lima
(artigo de opinião elaborado no âmbito da u.c. Economia Política e Regional do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

“Quadrilátero Urbano do Baixo Minho”

Numa época em que os mercados internacionais são cada vez mais competitivos e globalizados verifica-se uma necessidade crescente de cooperação entre as cidades de pequenas dimensões, com o objectivo de enfrentarem esta nova realidade internacional e a forte concorrência que esta representa. Neste contexto, tem-se vindo a observar diversos exemplos de cooperação entre cidades de pequenas dimensões, que visam, fundamentalmente, aumentar a sua capacidade produtiva e populacional e minimizar os custos necessários ao seu desenvolvimento, como por exemplo ao nível das infra-estruturas. Este é o caso do designado “Quadrilátero Urbano do Baixo Minho” que reúne quatro municípios - Barcelos, Braga, Guimarães e Famalicão -, formando uma rede urbana mais competitiva. No seu total, este quadrilátero urbano reúne cerca de 600 mil pessoas, segundo os dados de 2006 do INE, e beneficia da proximidade existente entre estes quatro pólos urbanos.
Este projecto denominado de “Quadrilátero Urbano para a Competitividade, a Inovação e a Internacionalização”, para além dos municípios já referidos, conta com a parceria de diversas entidades como é o caso da Universidade do Minho, da Associação Industrial do Minho e do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal. Enquadra-se numa iniciativa governamental denominada Política de Cidades POLIS XXI, e visa vencer as fragilidades do sistema urbano nacional, responder às necessidades cada vez mais complexas que as cidades enfrentam e fazer destas cidades motores efectivos do desenvolvimento das regiões e do País.
As principais acções previstas a implementar neste projecto passam pela instalação de uma malha regional de fibra óptica, pela criação de um sistema integrado de mobilidade e de transportes e pela melhoria da produtividade das empresas (Bastos & Ribeiro, 2010).
A instalação de uma malha regional de fibra óptica constitui uma necessidade da sociedade moderna, pois cada vez mais as telecomunicações assumem um papel determinante na vida das empresas e da sociedade em geral. Esta permitirá uma maior capacidade e velocidade de transmissão da informação, numa era em que a sociedade é cada vez mais digital. Relativamente à criação de um sistema integrado de mobilidade e transportes, consideramos que é fundamental uma intervenção que reestruture as possibilidades actuais e que crie alternativas mais eficientes. Embora já existam ligações rodoviárias rápidas (auto-estradas) que estabelecem a ligação das diferentes cidades do quadrilátero, estas implicam custos para os seus utilizadores, o que condiciona a sua utilização diária. As alternativas existentes não permitem uma deslocação rápida entre os diferentes espaços, sendo por norma estradas nacionais, pouco eficientes, que nas horas de ponta apresentam graves problemas em escoar o trânsito. Uma das possibilidades seria o desenvolvimento de uma rede de transportes alternativos, que passaria, essencialmente, pelos caminhos-de-ferro. Este meio de transporte poderá constituir uma boa alternativa em termos económicos, ambientais, bem como ao nível da eficiência e da eficácia.
No que diz respeito à melhoria da produtividade das empresas, este parece ser um campo de destaque pois, de um modo geral, o sector empresarial desta região tem vindo a sofrer, nas últimas décadas, uma perda significativa da sua dinâmica dando a sensação de ter “parado no tempo”, agarrando-se a um sistema produtivo tradicional e pouco competitivo. Assim sendo, é decisivo que estes municípios criem condições que estimulem a criatividade dos jovens empresários e das próprias empresas, de modo a dinamizar os mercados existentes e a criar novos mercados alternativos. É fundamental que sejam adoptadas medidas que incentivem as empresas regionais a apostarem na qualidade e nos mercados mais elitistas, pois, deste modo, poderemos criar a diferença em relação aos mercados que têm surgido nas últimas décadas. A título de exemplo poder-se-á referir a marca de calçado “Fly London”, produzida numa fábrica em Guimarães, que domina actualmente os mercados Britânicos.
Em suma, num período em que domina um cenário mundial de crise é importante que se desenvolvam estratégias para dinamizar as regiões portuguesas. O projecto do “Quadrilátero Urbano do Minho” poderá ser uma iniciativa extremamente importante para o desenvolvimento destas regiões que, de um modo geral, tem vindo a sofrer, nas últimas décadas, de uma perda significativa da dinâmica empresarial.
Consideramos que o desenvolvimento destas acções trará imensas mais-valias para a dinamização económica desta região, na medida em que dinamizará áreas cruciais para um crescimento económico mais sustentável e ajustado aos desafios actuais. Para atingir os objectivos propostos, é essencial a implementação efectiva dos projectos, e uma gestão eficiente e eficaz dos recursos destinados para aquele fim, o que, lamentavelmente, nem sempre se verifica no nosso país. Trata-se de um projecto que envolve um grande investimento de capitais, cujo retorno poderá ser multiplicado caso as verbas sejam devidamente aplicadas.
José Manuel Castro Salgado

Bibliografia

Bastos, N. P. & Ribeiro, J. C. (2010). O Quadrilátero Urbano do Baixo Minho para a Competitividade e Inovação. Braga: Universidade do Minho – Escola de Economia e Gestão.
(artigo de opinião elaborado no âmbito da u.c. Economia Política e Regional do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

sexta-feira, junho 18, 2010

Escalas y políticas del desarrollo regional. Desafíos para América Latina

Escalas y políticas del desarrollo regional. Desafíos para América Latina
Víctor Ramiro Fernández y Carlos Brandão
Directores

Autores
Carlos Brandão, Víctor Ramiro Fernández, Sara González, Rosa Moura, Jamie Peck, Blanca Rebeca Ramírez, Valdir Roque Dallabrida, Erik Swyngedouw, Carlos Vainer.

Editorial Miño y Dávila
Mayo de 2010.
ISBN 978-84-92613-39-7

Desde 1980 se viene dando un impulso fundamental, especialmente por parte de la geografía política del mundo anglosajón, al debate sobre el concepto y el papel de las escalas en el marco de análisis de la noción de espacio y sus vínculos con la constante redefinición de las relaciones sociales y económicas. La temática de las escalas espaciales ha venido ganando relevancia en un gran número de disciplinas de las ciencias sociales. El abordaje de la realidad en términos de escalas y de "narrativas escalares" ha contribuido a la comprensión de la forma en que se han venido entramando espacialmente las complejas estrategias e intervenciones de actores sociales e institucionales heterogéneos, que procuran preservar, ampliar y redefinir el sistema de poder, a veces en cooperación y a veces en lucha sobre "otros". Ello desafía constantemente a examinar esas estrategias, sus efectos y respuestas, así como sus vínculos con los procesos y dinámicas de desigualdad social y territorial que ganan cotidianamente lugar bajo el sistema capitalista. Desde una perspectiva dominantemente latinoamericana, que no obstante dialoga con las contribuciones relevantes del mundo europeo y anglosajón, el presente libro recoge ese desafío, y trata de dar cuenta de la centralidad de la problemática de las escalas para el análisis de las dinámicas regionales y urbanas y el desentrañamiento de las limitaciones presentes en muchos de los enfoques del desarrollo territorial que han dominado recientemente. El poder y sus inequidades, los intereses contrapuestos y las dinámicas social y espacialmente contradictorias desarrolladas por el capitalismo, recorren y, en gran medida, terminan hilvanando los trabajos de este libro, que procura no agotarse en diagnósticos y avanzar en la provisión de insumos para escenarios alternativos.
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(reprodução parcial de mensagem promocional que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

quinta-feira, junho 17, 2010

“Infrastructures and productivity: an updated survey”

“The relationship between infrastructures and productivity has been the subject of an ongoing debate during the last two decades. The available empirical evidence is inconclusive and its interpretation is complicated by econometric problems that have not been fully solved. This paper surveys the relevant literature, focusing on studies that estimate aggregate production functions or growth regressions, and extracts some tentative conclusions. On the whole, my reading of the evidence is that there are sufficient indications that public infrastructure investment contributes significantly to productivity growth, at least for countries where a saturation point has not been reached. The returns to such investment are probably quite high in early stages, when infrastructures are scarce and basic networks have not been completed, but fall sharply thereafter. Hence, appropriate infrastructure provision is probably a key input for development policy, even if it does not hold the key to rapid productivity growth in advanced countries where transportation and communications needs are already adequately served.”

Angel de la Fuente

Date: 2010-06-02
Keywords: infrastructures, public capital, productivity
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:aub:autbar:831.10&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

terça-feira, junho 15, 2010

A importância da Economia para a Geografia

A Geografia por muitos autores é caracterizada como uma ciência que estuda as características dos fenômenos da Terra, ou a descrição da superfície terrestre, ou o estudo do espaço, ou ainda o estudo da individualidade dos lugares, entre outros. MORAES (1983), considera que esta concepção usual é ao mesmo tempo a de maior vaguidade. “Pois, a superfície da Terra é o teatro privilegiado (por muito tempo o único) de toda reflexão científica, o que desautoriza a colocação de seu estudo como uma especificidade de uma só disciplina.” (MORAES, 1983:31)
Neste contexto, a ciência Geográfica por muito tempo limitou-se apenas na descrição da Terra, por isto sua origem etimológica é Geo Terra e Grafia Descrição, dessa forma, a Geografia ao descrever todas as manifestações dos fenômenos na superfície terrestre poderia ser considerada como uma ciência síntese de todas as demais. Esta definição pode ser apoiada por algumas das concepções formuladas por Kant, o que, para este autor, segundo MORAES (1983) “haveria duas classes de ciências, as especulativas, apoiadas na razão, e as empíricas, apoiadas na observação e nas sensações. (MORAES, 1983:31)
À Geografia caberia buscar as inter-relações entre fenômenos de qualidades distintas que coabitam numa determinada porção do espaço terrestre. Surgindo assim uma nova definição, citada por ANDRADE (2008), em que, a Geografia seria ”a ciência que estuda a distribuição dos fenômenos físicos, biológicos e humanos pela superfície da Terra” (MARTONNE, citado por ANDRADE, 2008).
Está nova concepção pode ser considerada como um avanço, pois, a Geografia deixou de ter como principal característica a descrição e passou também a explicar como e por que da distribuição física e socioeconômica no espaço.
Nesta perspectiva, entre todas as disciplinas e ciências que contribuem com a Geografia, a Economia se mostra como sendo de suma importância, principalmente pelo modelo de desenvolvimento e crescimento econômico adotado pelos mais diversos países a partir da segunda metade do século XX, considerando o modelo capitalista, além de, considerar os aspectos da globalização.
Dessa forma, a Economia, mostra-se importante não só por várias de suas teorias ajudar a explicar os mais diversos fenômenos sociais, ambientais e econômicos e sim porque através dos aspectos econômicos pode ser definido a organização ou reorganização do espaço. Como já mencionado, a Geografia sendo uma ciência que analisa todos os aspectos referentes e inseridos no espaço não poderia desconsiderar a Economia como uma ciência base, principalmente ao considerar que muitas das teorias econômicas contribuem para justificar e analisar o espaço.
Nos dias de hoje, a Economia não é apenas considerada como um motor para o crescimento e desenvolvimento, em muitos casos, é o “norte” ela pode delimitar e hierarquizar em diferentes escalas, seja, o município, região ou país a funcionalidade e, a partir dela, medidas políticas serem tomadas. Além, de ser uma ciência que permite também fazer análises de fatos cotidianos, desigualdade social, geração de empregos, sistema previdenciário, entre outros.
A importância da Economia para a Geografia é na mesma proporção que da Geografia para a Economia, como citado por SANTOS (2003) ao analisar as novas necessidades do capitalismo deveriam implicar no desenvolvimento de uma teoria do espaço posta a serviço do capital. O mesmo retrata que “desde a II Guerra Mundial, um número crescente de economistas começou a se interessar por problemas do espaço, enquanto os geógrafos preocuparam-se mais com problemas econômicos.”(SANTOS, 2003:19)
Ou seja, na ciência não existe um saber único ou mesmo delimitação de áreas de saberes, uma ciência pode se apoiar na outra e vice-versa, e mesmo diversos ditos “especialistas” ou profissionais de uma área do saber podem contribuir para a ciência que não de sua especialidade.

Dalila Santos[1]
[1] Dalila de Fátima Moreira dos Santos – Geógrafa formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais- Brasil e atual mestranda do curso de Geografia – Planeamento e Gestão do Território da Universidade do Minho Portugal. Email: <moreira_dalila@yahoo.com.br >

Principais Referências Bibliográficas
ANDRADE, Manuel Correia. Geografia da Sociedade. Recife. 2008. Editora Universitária UFPE. 2ª Edição
DINIZ, Clélio Campolina e LEMOS, Mauro Borges (ORG). Economia e Território. Minas Gerais. 2005. Editora UFMG
DOWBOR, Ladislau e KILSZTAJN, Samuel (Org). Economia Social no Brasil. São Paulo. 2001. Edirora SENAC
MORAES, Antônio Carlos Robert. Geografia – pequena história critica. 1983. Editora AnnaBlume. 20ª Edição
SANTOS, MILTON. Economia Espacial – Criticas e Alternativas. São Paulo. 2003. Editora da Universidade de São Paulo. 2ª Edição
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(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular Economia e Política Regional do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

segunda-feira, junho 14, 2010

Congresso: Empreendorismo e valorização sustentável do território

I CONGRESSO INTERNACIONAL EMPREENDEDORISMO E VALORIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DO TERRITÓRIO

Local de Realização:
Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Refóios do Lima 4990-706 Ponte de Lima
Telef: 258 909 740 Fax: 258 909 779
Site: http://www.esa.ipvc.pt/
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Perí­odo de Realização:
17 e 18 de Junho de 2010

(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

domingo, junho 13, 2010

7.º Workshop da APDR e 36.ª Reunião de Estudos Regionais da Associação Espanhola

«Caro Colega,
A APDR e a AECR acordaram conjugar a realização do 7.º Workshop da APDR com a 36.ª Reunião de Estudos Regionais da Associação Espanhola. No dia 17 de Novembro, quarta-feira, realizar-se-á o workshop da APDR em Elvas e nos dias 18 e 19 de Novembro haverá sessões da Reunião de Estudos Regionais da Associação Espanhola em Badajoz.
A organização está a cargo da Universidade de Extremadura em estreita relação com a Escola Superior Agrária de Elvas e a Universidade de Évora. Aconselhamos todos a inscreverem-se no Workshop e na Reunião de Estudos Regionais; no entanto é possível inscreverem-se apenas no workshop. Tudo é feito a partir da página do International Meeting Regional Science, Badajoz - Elvas: http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/
Julgo ser importante participarmos activamente em grande número. Por um lado porque os temas do Congresso e do Workshop são muito interessantes. Por outro lado porque estamos interessados em repetir a experiência para o ano quando organizarmos o nosso Congresso em Bragança e pedirmos aos nossos colegas da Associação Espanhola para integrarem um workshop na Galiza ou em Léon.
Com os melhores cumprimentos,

Tomaz Ponce Dentinho

Direcção da APDR»
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(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 2010/06/11, com a proveniência identificada)

sexta-feira, junho 11, 2010

Conferência “Alto Minho, destino turístico cultural e criativo”

«CONVITE
O CER comemora o Iº Centenário da República
Depois da exposição sobre o pensamento do Presidente da Iª República, Bernardino Machado, sobre Descentralização das Funções do Estado e o papel do Municipalismo na República, seguida da Conferência do Doutor Norberto Cunho sobre as ideias políticas, sociais e religiosas deste Presidente, chegou o momento de mais uma das "Novas Conversas sobre nós"

Dia 25 de Junho 2010 / 21 horas
Conferência "Alto Minho, destino turístico cultural e criativo"
Pelo Professor Doutor Cadima Ribeiro, Universidade do Minho
Entrada livre
Local: ESTG, Avenida do Atlântico, Viana do Castelo.
Co-organização: CER, ESTG, Núcleo APS.
Apoio especial: Câmara Municipal de Viana do Castelo

Contactos sobre esta e outras iniciativas
CER – Largo Instituto Histórico do Alto Minho, à Matriz, Viana do Castelo
Telefone 258 828 192
"Novas Conversas sobre nós" 2010-2011»
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(reprodução parcial de folheto de divulgação de conferência, da autoria da entidade organiizadora)

quarta-feira, junho 09, 2010

Seminário Internacional Brasil, Espanha e Portugal: Recursos Naturais, Sistemas de Informação Geográfica e Processos Sociais

«Prezados,
O Grupo de Pesquisa Assentamentos e o Mestrado em Extensão Rural da Universidade Federal de Viçosa (UFV) realizarão nos dias 01 e 02 de julho de 2010 o I Seminário Internacional Brasil, Espanha e Portugal: Recursos Naturais, Sistemas de Informação Geográfica e Processos Sociais.
O seminário será um espaço para apresentar e debater junto à comunidade universitária e profissionais das áreas de ciências agrárias, ciências sociais e geografia, as potencialidades e limites das novas tecnologias associadas ao uso dos Sistemas de Informação Geográfica (SIGs) nas análises de temas ambientais e socioeconômicos. O evento contará com professores de reconhecida experiência internacional na utilização dos SIGs e na abordagem e avaliação de sua eficácia quando associados ao manejo e gestão dos recursos naturais e dos processos de desenvolvimento sustentável.
Local: Auditório do Departamento de Economia Rural (DER/UFV)
[...]
Maiores informações e inscrições pelo site: http://www.assentamentos.com.br/
Valores para inscrição:
R$ 20,00 – Estudantes de Curso Técnico e Graduação
R$ 25,00 – Estudantes de Pós-graduação
R$ 30,00 – Professore e Profissionais
** Os participantes inscritos no evento receberão uma publicação com artigos dos prelecionistas.»
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(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)

segunda-feira, junho 07, 2010

I Encontro CITCEM

«I Encontro CITCEM
Família, Espaço e Património
26 - 27 de Novembro 2010
O Centro de Investigação Transdisciplinar - Cultura, Espaço e Memória (Faculdade de Letras da Universidade do Porto / Universidade do Minho) organiza um encontro pluridisciplinar intitulado "Família, Espaço e Património" que decorrerá nos dias 26 e 27 de Novembro de 2010 na Universidade do Minho - campus de Azurém (Guimarães).
Call for papers/envio de propostas até 15 de Junho 2010/e-mail: citcem@letras.up.pt»

(reprodução de mensagem de correio electrónico entretanto recebida; cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

sábado, junho 05, 2010

European Society for Rural Sociology 2010: curso de Verão

«Caros Colegas
Vai realizar-se no Instituto de Estudios Sociales Avanzados, em Cordoba, Espanha, a próxima Summer School da European Society for Rural Sociology, entre 4 e 10 de Outubro.
A ESRS promove, de 2 em 2 anos, desde 1985, Summer Schools subordinadas a diversas temáticas, com o objectivo de reunir doutorandos e pós-doutorandos e especialistas na área dos estudos rurais.
A edição de 2010 da ESRS Summer School tem como tema global «Looking at the rural, thinking about the global: New challenges and opportunities for rural studies and rural agency» - http://www.iesa.csic.es/archivo/flyer_SummerSchool_eng.pdf
A submissão de resumos dos doutorandos e pós-doutorandos interessados em participar nesta Summer School deve ser feita até ao dia 10 de Junho de 2010 para o email: mjrivera@iesa.csic.es
A frequência da Summer School é gratuita (registo, alojamento e participação), tendo os participantes apenas que suportar os custos de viagem.
Mais informações poderão ser encontradas no website da 2010 ESRS Summer School: http://www.iesa.csic.es/summerschool/index.php
Com os melhores cumprimentos

Elisabete Figueiredo»

(reprodução de mensagem que me caiu enttretanto na caica de correio electrónico, com a proveniência identificada - elisa@ua.pt)

quinta-feira, junho 03, 2010

Recuperação e revitalização de centros históricos

«. Nas cidades europeias de média/pequena dimensão, constata-se que a recuperação do centro histórico foi feita com o compromisso entre as novas dinâmicas comerciais e o comércio tradicional. Há que tirar partido da iniciativa privada para retirar contrapartidas públicas. Neste momento não é necessário um Centro Comercial para a actividade económica do Centro Histórico morrer. Ela já está moribunda;
· A instalação de serviços públicos, de residências de estudantes e reconversão de um certo número de ruas em grandes superfícies comerciais poderá ser muito profícuo para a revitalização do centro.»

ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria

(excerto de "Memorando de Reunião da ADLEI – Conselho Consultivo", de 30 de Abril de 2010)

segunda-feira, maio 31, 2010

XXXVI Reunión de Estudios Regionales (Elvas-Badajoz)

«Anuncio importante y urgente: XXXVI Reunión de Estudios Regionales (Elvas-Badajoz) - 17-19 noviembre de 2010
Estimados colegas:
Como ya os hemos informado con anterioridad, la XXXVI Reunión de Estudios Regionales se celebrará este año en colaboración con la Asociación Portuguesa de Desarrollo Regional (APDR) en forma de un International Meeting bajo el lema "THE FUTURE OF THE COHESION POLICY". Las fechas son del 17 al 19 de noviembre de 2010, y las localidades en las que se desarrollarán el Workshop y la presentación de ponencias y de trabajos son Elvas (Portugal) y Badajoz, respectivamente.
Os informamos que ya está disponible la traducción al inglés de la página web del Meeting y os invitamos a que la visitéis. También queremos animaros a que presentéis vuestras contribuciones, pidiendo, además, que trasmitáis esta información a aquellas personas que puedan estar interesadas.
Comité Organizador de la XXXVI RER»
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(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

“Universities’ Entrepreneurship Education and Regional Development: a Stakeholders’ Approach”

“It is assumed that entrepreneurship education encourage the growth of new businesses, exploiting the entrepreneurial spirit within higher education sector. Additionally, entrepreneurship higher education is supposed to play a relevant role in the development of enterprising citizens and in the development regions through an ongoing process of knowledge creation and delivery. In this research we will explore what roles are attributed to entrepreneurship education in the literature with regard to regional development as well as the influence and relationship of the main intervening stakeholders. The aim is to present a conceptual model which integrate the contributions of both strands of literature and, at the same time, highlight the interplay between the several stakeholders involved in HEI’s entrepreneurship education and regional development.”

Aminda do Paço (Departamento de Gestão e Economia, Universidade da Beira Interior)
João Ferreira, Mário Raposo, Ricardo G. Rodrigues e Anabela Dinis (Departamento de Gestão e Economia, Universidade da Beira Interior)

Date: 2010
Keywords: Entrepreneurship education, university, regional development, stakeholders
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:csh:wpecon:td02_2010&r=edu
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(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, maio 30, 2010

LOCALIZAÇÃO DAS ACTIVIDADES E SUA DINÂMICA (III)

Em trabalho datado de 1948, é HOOVER quem também sugere que as economias a que se refere originalmente WEBER podem ser consideradas a três níveis: em primeiro lugar, as economias de escala associadas à eficiência técnica e organizacional da empresa; em segundo lugar, as economias de localização, quando as empresas se localizam na vizinhança umas das outras e operam no mesmo sector ou sectores associados; e, em terceiro lugar, as economias de urbanização, que resultam da acessibilidade a infra-estruturas, serviços à produção, mão-de-obra qualificada, fornecedores e clientes. Todavia, do mesmo modo que se podem gerar economias de aglomeração, pode haver deseconomias decorrentes, por exemplo, do congestionamento do tráfego ou de mais elevados encargos salariais.
O pressuposto da existência de um espaço entendido como um plano homogéneo onde cada ponto pode ser uma localização óptima para a empresa foi igualmente objecto de críticas. Para aproximar o modelo da realidade foram desenvolvidas novas métricas ou impostas restrições espaciais.
As imperfeições da concorrência foram introduzidas na teoria da localização por HOTELLING, dando lugar a um novo campo de estudo preocupado com a localização socialmente óptima. Em particular, o autor antes mencionado destaca os dois aspectos seguintes: i) mesmo na presença de custos de transporte, subsiste uma tendência natural das empresas para se agrupar no espaço, nomeadamente nas principais cidades; ii) nem sempre a solução competitiva resultante da acção das forças de mercado coincide com a que seria desejável do ponto de vista do interesse público.
O desenvolvimento teórico mais significativo, no entanto, pertenceu a LÖSCH, que produziu uma síntese integradora dos contributos anteriores e alargou o problema da localização industrial a todo o sistema económico, sugerindo uma teoria de equilíbrio espacial geral que se mantém ainda razoavelmente actual.

José Freitas Santos
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, maio 27, 2010

LOCALIZAÇÃO DAS ACTIVIDADES E SUA DINÂMICA (II)

A observação da inserção das actividades económicas no espaço permite reter algumas regularidades. Estas foram apreendidas de forma intuitiva desde finais do século XVIII, a partir de estudos empíricos da organização espacial da sociedade e da distribuição das actividades agrícolas, realizados por CANTILLON e VON THÜNEN, respectivamente.
Johann H. VON THÜNEN desenvolveu o primeiro modelo que se baseia na hipótese de um espaço de produção contínuo e de um mercado de destino único, puntiforme. O seu modelo está na origem do corpo de teorias que respeitam à estruturação do espaço agrícola e à localização urbana das actividades económicas (CAPELLO, 2007).
Considerado unanimemente como responsável pela elaboração da primeira teoria geral da localização industrial, Alfred WEBER é um dos autores a quem os investigadores da localização muito devem. Desconhecidos são, ainda hoje, os trabalhos que, debruçando-se sobre a problemática da localização industrial, nele não se fundamentem ou a ele não façam referência. No entanto, um tributo justo deve ser prestado, igualmente, a LAUNHARDT que, no nos finais do século XIX, lançou os alicerces para a construção daquilo que viria a designar-se por teoria da localização industrial. A sugestão de que os custos de transporte teriam influência dominante na localização da empresa industrial, que vamos encontrar em Alfred WEBER, foi primeiramente introduzida por este autor na sua obra de 1885, havendo noutras obras do mesmo autor produzidas antes dessa data referências no mesmo sentido (SIMÕES LOPES, 1980).
A proposta de WEBER repousa em três grandes ordens de factores explicativos da localização industrial: em primeiro lugar, surgem os custos de transporte; seguem-se os custos da mão-de-obra; e, por último, temos as forças de aglomeração (positivas e negativas). Assumindo um quadro de hipóteses relativamente restritivo mas, porventura, apropriado para a economia da sua época (um país isolado; consumidores concentrados em centros urbanos pré-determinados; mercados perfeitamente competitivos; custos de transporte uniformes em termos de preço/distância; certos recursos naturais - água e materiais de construção - ubíquos, enquanto outros - energia e matérias-primas industriais - se ofereceriam localizados; e factor trabalho disponível apenas em certos lugares e sem mobilidade), na medida em que os custos de transporte constituíssem uma parte considerável dos custos totais, WEBER concluía que a localização das empresas resultaria da ponderação entre os custos de transporte por unidade de distância da matéria-prima e do produto transformado.
José Freitas Santos
J. Cadima Ribeiro
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[- CAPELLO, Roberta (2007), Regional Economics, Routledge, New York.
- SIMÕES LOPES, António (1980), Desenvolvimento Regional: Problemática, Teoria e Modelos, Edição Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa.]

terça-feira, maio 25, 2010

Percepção por parte dos residentes de Guimarães dos benefícios do desenvolvimento turístico

A cultura enquanto elemento básico de atracção é responsável por entre 35% e 70% de toda a actividade turística na Europa. Isto num contexto em que o turismo se tem constituído numa das actividades económicas que maior crescimento tem registado nas últimas décadas e é encarado como um dos sectores-chave do presente século. Dentro do sector, espera-se que o turismo cultural seja um dos segmentos mais dinâmicos. Tendo presente a importância económica da actividade e o crescimento acelerado que vem experimentando, os seus impactos precisam de ser antecipados, compreendidos, planeados e monitorizados, para que eventuais efeitos negativos possam ser evitados ou minimizados.
As preferências e comportamentos dos turistas têm vindo a alterar-se. Os turistas da actualidade são cada vez mais sofisticados e exigentes. A crescente valorização de destinos menos massificados, da qualidade do atendimento, de férias mais activas e personalizadas, de um contacto mais próximo com a natureza, da descoberta do desconhecido e da singularidade do produto turístico têm que ver com essa evolução da hierarquia das motivações dos turistas. Nesse contexto, a cultura, tradições e modos de vida constituem factores de atracção que assumem relevância incrementada.
O turismo actua como incentivo ao restauro e preservação do património histórico. Além disso, a actividade turística pode funcionar como um importante factor de valorização das práticas locais, do artesanato, e das festividades e cerimónias comunitárias, que, de outro modo, correriam o risco de desaparecer.
Na vertente oposta, o turismo pode ser um factor de marginalização da população e alimentar tensões sociais sempre que seja pensado sem levar em linha de conta os valores locais e não seja capaz de gerar benefício económico que possa ser apropriado pela comunidade local. Um perigo para a sustentabilidade a longo prazo de um destino turístico será também a adopção de manifestações culturais não autênticas, como festas e danças criadas em função dos turistas ou a banalização comercial das práticas culturais locais.
As primeiras pesquisas feitas sobre as percepções dos residentes dos efeitos do turismo remontam aos anos 70 do século passado. Como seria de esperar, os residentes olham com bons olhos os benefícios, mas são muito sensíveis aos impactos negativos da actividade. Concretamente, aqueles que retiram benefícios tendem a defender o desenvolvimento do sector, enquanto que os residentes que aproveitam pouco ou não tiram vantagem alguma tendem a opor-se-lhe. Desta forma, um bom entendimento do tipo de turismo que os habitantes locais estão disponíveis para acolher reduz o potencial de conflito.
Do trabalho de inquirição dos residentes de Guimarães recentemente conduzido por Laurentina Vareiro, Paula Remoaldo, Vítor Marques e pelo signatário deste texto, no quadro de um projecto de investigação com maior fôlego, entre outros, obtiveram-se os resultados que passo a apresentar.
Uma questão central do inquérito aplicado respeitava à opinião que os residentes do município mantinham sobre o turismo, isto é, em que medida entendiam ser a actividade benéfica para o desenvolvimento de Guimarães. Daí pôde concluir-se que 98,2% dos inquiridos mantinha uma opinião favorável ao desenvolvimento do sector. De notar, ainda, que não se identificaram diferenças significativas de opinião consoante os respondentes eram do sexo masculino ou feminino.
Uma outra resposta a merecer destaque é a que se obteve para a pergunta sobre se, pessoalmente, o inquirido tirava benefício do turismo. Neste caso, a informação que resultou foi que a opinião esmagadoramente positiva que se refere no parágrafo precedente não era resultado das expectativas de benefício directo, sendo os residentes mais jovens (entre os 15 e os 24 anos) aqueles que revelavam uma maior expectativa nesse domínio. Isso poderá ter que ver com a respectiva antevisão de criação de empregos, de que possam aproveitar.
Mesmo se as opiniões favoráveis foram um denominador comum a todos os níveis educacionais, a pontuação da afirmação de que o turismo é bom para o município foi mais elevada entre os residentes detentores de maiores habilitações académicas.
Um resultado que também vale a pena analisar é o que se prende com os impactos da actividade turística. Neste âmbito, apareceu como mais valorizado o que se prende com o contacto que o turismo viabiliza com outras culturas, seguido pelo do encorajamento à preservação da cultura e do artesanato locais. As percepções de que o desenvolvimento da actividade permite a conservação e restauro de edifícios históricos, cria empregos e contribui para o aumento da oferta de serviços para os residentes surgem como 3º, 4º e 5º efeitos esperados.
De um modo geral, os resultados do inquérito confirmam o que a investigação empírica realizada internacionalmente vinha evidenciando sobre as atitudes e expectativas dos residentes de lugares turísticos.
No caso de Guimarães, é verdade que o município tem feito uma importante aposta no turismo, particularmente nos derradeiros dez anos, mas, se se pretende que o sector venha a constituir um dos motores do seu desenvolvimento, a percepção mantida pela comunidade local dos seus efeitos tem que estar bem presente nas estratégias que sejam definidas. Isso é necessário mesmo que, como foi evidenciado, os residentes mantenham uma percepção muito favorável dos benefícios que se podem gerar. É que, mesmo percebendo efeitos positivos importantes, não deixam também de enunciar preocupações e receios. A isso me referirei noutro texto, logo que surja a oportunidade de retomar os resultados do estudo que invoco acima.

J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, maio 23, 2010

LOCALIZAÇÃO DAS ACTIVIDADES E SUA DINÂMICA (I)

O quadro conceptual que informa a teoria da localização da empresa começou a ser construído nos finais do século XVIII, suportado em estudos empíricos da organização espacial da sociedade e da distribuição das actividades. Johann H. VON THÜNEN foi o responsável pelo modelo que está na origem do corpo de teorias que respeitam à estruturação do espaço agrícola e à localização urbana das actividades económicas. Alfred WEBER, por sua vez, é unanimemente considerado como o responsável pela elaboração da primeira teoria geral da localização industrial.
O problema locativo foi progressivamente emergindo no contexto do debate teórico mantido, tornando complexo em demasia aquilo que para a empresa industrial é mais simples, e deixou de adiantar quaisquer “novos” factores de localização. A verdade é que os fluxos inter-regionais de factores de produção e de mercadorias ou a localização, em simultâneo, de todas as actividades económicas no espaço transcendem os interesses imediatos do empresário. Para além disso, é duvidoso que as preocupações do empresário se centrem na procura da localização “ideal” ou óptima através da minimização dos custos ou da maximização dos lucros.
Aparte isso, os autores das teorias de localização só tardiamente se preocuparam com dimensões fundamentais da vida económica actual como são a localização da empresa estrangeira, as diferenças de comportamento locativo entre a empresa doméstica e a estrangeira ou a implantação de empresas de alta tecnologia, que normalmente se concretiza em áreas circunscritas geograficamente.
Se uma grande parte dos modelos de localização interpretam as escolhas de localização das empresas à luz dos dois grandes determinantes que são os custos de transporte, por uma lado, e as economias de aglomeração, por outro, obviamente que o respectivo valor interpretativo é ainda mais questionado quando, como na actualidade, por força de inovações várias (tecnológicas, organizacionais, ou outras) os ditos custos assumem uma pequena incidência no valor final das mercadorias na indústria e o quadro territorial de actuação da empresa é global.
Para explicar os desenvolvimentos recentes em matéria de localização da empresa e organização das actividades têm vindo a emergir contributos centrados no conceito de operação em rede, sejam redes de empresas sejam redes de cidades. Estes contributos vêm fornecendo “interpretações mais convincentes e mais coerentes” (CAPELLO, 2007, p.79) da localização empresarial observada nalguns lugares e dos padrões territoriais emergentes. Esta operação em rede permite às empresas e aos centros parceiros desenvolverem especializações complementares que, por força da respectiva complementaridade de produtos/processos, lhes garante as economias de escala e de aglomeração próprias das grandes empresas e de centros maiores e lhes permite servir mercados comuns de forma competitiva.

José Freitas Santos
J. Cadima Ribeiro

(CAPELLO, Roberta (2007), Regional Economics, Routledge, New York.)

segunda-feira, maio 17, 2010

“The impact of mega-events on tourist arrivals”

“While a mega-event is scheduled at least once every year somewhere in the world, these events are rare occurrences for the host cities and countries. The benefits of such events seem lucrative; the very fact that many countries bid to host these events suggests that the benefits - be they tangible or intangible - more often than not outweigh the costs. Using a standard gravity model of bilateral tourism flows between 200 countries from 1995 to 2006, this paper measures a very direct benefit of such mega-events: the increase in tourist arrivals to the host country. Although ex ante expectations are that tourism numbers would increase significantly during such an event, a growing literature points to the careful appraisal of possible tourist displacement, i.e. 'regular' tourists that change their behaviour when a mega-event is held, either shifting their trip to a different time or different location. This may result in reduced tourism gain, or even loss. In general, results suggest that mega-events promote tourism but the gain is dependent on the type of mega-event, the participating countries, the host country’s level of development, and whether the event is held during the peak- or off-season.”

Johan Fourie
Maria Santana-Gallego

Date: 2010
Keywords: Mega-events, panel data, development, international tourism
URL: http://www.econrsa.org/wp171.html
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, maio 13, 2010

REDES: publicação de nova edição

«Caros leitores,
A Revista Redes acaba de publicar seu último número em
http://online.unisc.br/seer/index.php/redes. Convidamos todos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens de interesse.
Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,
Prof. Dr. Marcos Artêmio Fischborn Ferreira
Editor Chefe
Grasiela da Conceição
Editora Assistente
Redes
Vol. 15, No 1 (2010)
Sumário
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(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, com a origem identificada)

terça-feira, maio 11, 2010

"DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?"

«AMIGOS E COLEGAS
Comunico que acaba de ser editado pela Editora EDUNISC, da Universidade de Santa Cruz do Sul, meu novo livro: DESENVOLVIMENTO REGIONAL: Por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?
Trata-se de uma obra que sintetiza nas suas 212 páginas, as principais correntes teóricas sobre desenvolvimento, desde os autores clássicos até os contemporâneos.
Informações: Telefone: (51) 3715-9202.
Abraços
Prof. Dr. Valdir Roque Dallabrida
Geógrafo Econômico, Doutor em Desenvolvimento Regional
Professor do Mestrado em Desenvolvimento Regional-UnC-Canoinhas-SC»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

segunda-feira, maio 10, 2010

Portal do Ordenamento do Território e do Urbanismo

«Exmo(a). Senhor(a)
O Portal do Ordenamento do Território e do Urbanismo
(http://www.territorioportugal.pt/), criado em Janeiro de 2008 para apoiar a política de divulgação e comunicação da DGOTDU, foi concebido com uma dupla finalidade:
Enquadrar a nova página institucional da DGOTDU na Web, o acesso público ao SNIT e a futura página institucional do Observatório do Ordenamento do Território e do Urbanismo;
Abrir um espaço de divulgação e debate, para utilização pela comunidade técnica e científica e por todos os interessados nestes temas.
Para concretizar melhor esta segunda finalidade, a DGOTDU preparou recentemente um interface que facilita o envio de notícias para publicação no Portal. Convidamo-lo a usá-lo, para divulgar novas publicações, seminários, conferências nacionais e internacionais, cursos, exposições ou outros eventos directamente relacionados com a temática do ordenamento doterritório e o desenvolvimento urbano. Consulte as instruções de utilização aqui.
Aproveito esta oportunidade para informar de que a DGOTDU concretizou recentemente um outro objectivo da sua política de divulgação técnica: a disponibilização da versão integral das suas publicações para leitura na Web. Encontram-se já disponíveis as publicações mais recentes. Estamos certos de que é uma boa notícia, em particular, para os alunos e docentes das nossas universidades.
Estamos a trabalhar para disponibilizar novas funcionalidades no Portal. Se tiver alguma sugestão que nos ajude a melhorar o seu desempenho como espaço de divulgação e discussão destas matérias não hesite em nos contactar (ddc@dgotdu.pt).
Maio de 2010
O Director-Geral
Vitor Campos»
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(reprodução de mensagem de correio electrónico entretanto recebida; cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

EURORURAL 10 Conference

«Dear colleagues,
Enclosed you will find the 2nd circular of the EURORURAL ´10 conference. If you are interested in participation, complete please the registration form on
which will generate also your conference fee according to the services asked.
The definitive programme will be distributed at the beginning of the conference according to the actual participation. Let me ask you to send the registration till May 31, 2010 if possible.
Later registration will be also accepted but it is possible that some services (time for presentations, excursion, accommodation) will be limited.
Looking forward to meet you in Brno,
Antonin Vaishar»
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(reprodução do corpo principal de mensagem de correio electrónico que me chegou entretanto; cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

sábado, maio 08, 2010

International Meeting on Regional Science (Badajoz-Elvas, 2010)

«International Meeting on Regional Science

7.º Workshop - APDR
XXXVI Reunión de Estudios Regionales - AECR
Badajoz - Elvas
17th to 19th november 2010

A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR) e a Associação Espanhola de Ciência Regional (AECR) acordaram conjugar a realização do 7.º Workshop da APDR com a 36.ª Reunião de Estudos Regionais da Associação Espanhola.

O tema deste International Meeting on Regional Science é “THE FUTURE OF THE COHESION POLICY”.

O Meeting iniciar-se-á na quarta-feira, 17 de Novembro, em Elvas, com um workshop cujo tema será “Frontiers and Regional Development”. O congresso continuará na quinta e sexta-feira, 18 e 19 de Novembro, em Badajoz (Espanha).

Para mais informações: http://www.reunionesdeestudiosregionales.org/index.php

Com os melhores cumprimentos,

Elisabete Martins
Secretariado da APDR»
*
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional - apdr@mail.telepac.pt

sexta-feira, maio 07, 2010

Seminário: "Landscape Monitoring in peri-urban areas: how to deal with it ?"

«Seminar & Short-course
Landscape Monitoring in peri-urban areas:how to deal with it ?
24-26 May 2010
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Universidade Nova de Lisboa
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(reprodução de mensagem que me caiu enttetanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por APDR - apdr@mail.telepac.pt)

“O diferencial de cada local é que determinará o tipo de desenvolvimento que terá”

“Tratado a partir da concepção da contradição do próprio sistema capitalista, que nega suas regras, o desenvolvimento configura-se como movimento, como processo, percebido de forma diferenciada para cada localidade, para cada região.
Pensar o desenvolvimento regional, considerando aspectos econômicos (competitividade), sociais (sustentabilidade), mediados pela condição político-ético-ideológica (flexibilidade), é considerar o local e o global na condição dialética de ser, respeitando o passado e tendo as perspectivas futuras de cada região. Para tanto, o diferencial de cada local é que determinará o tipo de desenvolvimento que terá.”

Valdir Roque Dallabrida
Cíntia Agostini

(excerto do artigo “Desenvolvimento Local e Regional em Questão: uma Compreensão a Partir do Enfoque de uma ´Economia Política Neogramsciana` do Desenvolvimento Contemporâneo”, Revista DESENVOLVIMENTO EM QUESTÃO, ano 7 , n. 14, Jul./Dez., 2009, p. 9-41)

quinta-feira, maio 06, 2010

IEB: Application Doctoral Scholarship

«Dear Colleague,
The Barcelona Institute of Economics (IEB) offers 2 PhD Scholarships for 4 years, starting in September 2010. The yearly amount of the stipend is around 15.000 €.
We look for students who graduated after 2006 and who aim at enrolling at the PhD program in Economics at University of Barcelona. We prefer candidates holding a Master in Economics (or a DEA, for Spain) by the summer of 2010.
The successful candidates will develop their research under the supervision of IEB researchers belonging to the Research Programs “Fiscal Federalism” (Heads: Prof. Albert Solé-Ollé & Prof. Núria Bosch-Roca) and “Cities and Innovation” (Heads: Prof. Elisabet Viladecans and José García). We expect candidates to have interest in the research topics covered by these programs: Fiscal Federalism, Political Economy, Economics of Taxation and Public Economics, in the first program, and Urban Economics and Economics of Innovation, in the second one.
The IEB provides an excellent research-oriented environment, as it regularly organizes research events such as seminars, workshops and summer schools. The candidate will be encouraged to actively participate in all these events.
Applications should be submitted to ieb.calls@ub.edu before May 30th (at the latest) indicating, in the title of the message, ‘Application to Doctoral Scholarship’. You will be informed of the committee's decision by the end of the second week of June.
Full details of the application are provided in the attached document. For further information, please visit http://www.ieb.ub.edu/ or send an e-mail to ieb.calls@ub.edu.
Feel free to distribute this information among those colleagues you think might be interested.Best regards, Albert Solé-Ollé
Núria Bosch-Roca
Elisabet Viladecans
José García»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

segunda-feira, maio 03, 2010

Novas edições da Revista Chão Urbano

«Estamos lançando os dois primeiros números de Chão Urbano Ano X! São já então dez anos desta nossa publicação voltada para o debate e divulgação de estudos no campo da pesquisa do planejamento do território em suas várias escalas e diferentes dimensões de sua problemática: infra-estrutura ligada a habitabilidade; a circulação; transportes e mobilidade; governança; modelos, planos e projetos urbano-metropolitanos entre outros assuntos.
Em breve a revista irá apresentar-se sob novo formato e estará sendo indexada.
Renovamos, ao completar 10 anos, nosso compromisso acadêmico-científico de editar uma publicação aberta a todos aqueles que se dedicam a pesquisa e debate sobre o território.
Acesse: http://chaourbano.blogspot.com/»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

Seminário "METRÓPOLES EM DISCUSSÃO: práticas e investigação"

«Cara(o)s membros da Geografia.pt,
O primeiro Seminário “METRÓPOLES EM DISCUSSÃO: práticas e investigação” realiza-se a 19, 20 e 21 de Maio na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.
[...].
Os meus agradecimentos com saudações geográficas
José António Tenedório»
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(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida; cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

domingo, maio 02, 2010