quarta-feira, outubro 20, 2010

O fenómeno da litoralização e o crescente abandono das área rurais em Portugal: causas e consequências

Longe estão os tempos em que se pensava que ter uma casa e um terreno produtivo no campo era sinónimo de qualidade de vida.
Como se tem vindo a constatar, o conceito da litoralização está vem presente na nossa realidade. Este diz respeito ao processo de progressiva concentração de pessoas e de actividades ao longo da parte litoral do país, sem que o interior acompanhe este ritmo.
Este fenómeno verificou-se com maior intensidade a partir da década de sessenta, como consequência da evolução económica e demográfica verificada em Portugal.
Os principais acontecimentos que estiveram na base da saída de pessoas das zonas interiores foram, essencialmente, o êxodo rural e a emigração que originou um rápido e acentuado crescimento das principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto, levando neste contexto a outro conceito, designado por bipolarização. Actualmente a Área Metropolitana de Lisboa tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, o que representa 27% da população do nosso país, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem cerca de 18% da população total. Ou seja, as duas metrópoles juntas têm praticamente metade de toda a população residente em Portugal. Estes números mostram que temos, sem dúvida, um país desequilibrado e litoralizado.
As causas aliadas à crescente litoralização do país prendem-se com factores de ordem natural, como: o clima, o relevo, disponibilidades hídricas, fertilidade dos solos, mas sobretudo está relacionado com factores como: a busca de empregos com melhores níveis de salário, melhor qualidade a nível de escolas, universidades, maior existência de infra-estruturas e serviços (hospitais, transportes, educação). Também a sua situação geográfica condiciona a maior instalação e o desenvolvimento das actividades económicas, como é o caso de maior diversificação de indústrias e serviços. No caso de Portugal, tal verifica-se mais na faixa litoral entre Braga e Setúbal.
Ora, isto acarreta diversas consequências tanto para as áreas de chegada, como nas áreas de partida. Em relação ao aumento da população no litoral, isto leva a problemas de cariz social, uma vez que várias cidades vêm chegar grandes aglomerados de pessoas, nas quais estas não dispõem de todos os recursos necessários para dar resposta às necessidades de toda a população. Os empregos tornam-se insuficientes, levando, assim a situações de desemprego, e com isto, crescente aumento da pobreza e da marginalidade. A litoralização faz com que haja cada vez menos qualidade de vida no litoral, faz diminuir a qualidade dos serviços prestados, aumenta a poluição e a pressão demográfica, com todos os problemas que lhe estão associados.
Os problemas aliados às zonas rurais em consequência do êxodo rural são, entre outros: desertificação de aldeias, envelhecimento da população, decréscimo da natalidade. Com a diminuição da população rural decresce a arrecadação de impostos, diminui o turismo nestas zonas, perda de costumes e práticas locais. Impede o aproveitamento de todas as potencialidades dos territórios afectados (recursos naturais, aptidão para a agricultura e agro-indústria, posicionamento estratégico, etc.)
A combinação destes dois fenómenos aumenta os custos para o país, pois os serviços no interior não podem ser fechados (por muito poucas pessoas que lá vivam, não podem ficar a 300quilometros do hospital mais próximo), e os serviços no litoral têm de ser melhorados para dar resposta à população crescente.
Este problema é grave, e pode tornar-se insustentável para um país em dificuldades económicas. Por isso torna-se urgente que as entidades competentes se preocupem e encontrem soluções viáveis para tal realidade.
Tem-se vindo a falar de possíveis soluções para potencializar o interior e aumentar a sua atractividade. Desta forma, seria importante apostar em áreas para as quais estas estão dotadas. Assim um possível projecto seria a aposta forte no desenvolvimento do turismo rural, do turismo termal e do turismo sénior. Este poderia ser uma mais-valia, uma vez que o interior é dotado de vários recursos que levariam a um bom desenvolvimento deste projecto.
Isto seria, possivelmente, uma forma de fixar população, uma vez que com tais serviços iria proporcionar criação de emprego, construção de infra-estruturas, desenvolvimento e consumo de produtos tradicionais e locais, traria vários turistas que teriam de consumir dos serviços da região… Outra solução a ter em conta seria a melhoria das acessibilidades nas regiões interiores, como a construção de auto-estradas, linhas ferroviárias que ligassem as pessoas às principais cidades litorais para que estas possam usufruir dos serviços aqui prestados. Assim, tentar-se-ia impedir o abandono destas das suas regiões de origem.
Em jeito de conclusão, é importante referir, que um país não mede o seu grau de desenvolvimento pelo elevado número de pessoas sediadas nas grandes cidades. Mas sim, pela sua capacidade produtiva, pelos seus níveis de riqueza… Por isso, é tempo de mudar mentalidades e apostar noutras áreas para as quais o nosso país tem recursos para tal.

Marisa Rodrigues

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (IV)

"Qual é a importância do Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "Numa perspectiva de adequado aproveitamento dos recursos e de ordenamento do território, o planeamento territorial é um instrumento de grande utilidade, ao monitorizar a evolução económica, social, ambiental de um certo território e ao estabelecer quadros desejáveis de evolução do sistema e, depois, ao estabelecer modelos de controle dessa evolução. Obviamente, para ser efectivo, têm que existir recursos e mobilizar-se vontades, e a estratégia tem que ser adequada à natureza dos problemas subsistentes e do território em causa".
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J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 19, 2010

Sistema urbano: o caso português

As cidades primordialmente como resultado da apropriação de excedentes das zonas rurais próximas e depois como produtoras de bens e serviços consumidos no seu interior e territórios circundantes, assumiram sempre um papel fulcral na economia. São pólos dinamizadores de crescimento e desenvolvimento, através de mecanismos de atracção e difusão de recursos, bens e serviços.
A teoria dos espaços urbanos procura explicar como os agentes económicos e as suas actividades se distribuem e relacionam dentro de um espaço urbano (cidade) e como se organizam os diferentes espaços urbanos, uns com os outros (rede urbana). Os produtores concentrarão os seus estabelecimentos de modo a maximizar o aproveitamento de economias de escala e a minimizar os custos de distância. O objectivo dos consumidores é minimizar o custo de distância, que pode implicar a concentração de alguns produtores num mesmo centro. A teoria dos lugares centrais de Christaller diz-nos que os produtores tendem a localizar-se em “lugares centrais” onde vivem parte dos consumidores dos seus bens e serviços, assim se o consumo é frequente os produtores tendem a localizar-se junto dos consumidores. Christaller e Losch defendem também que os centros urbanos mais qualificados são os que estão em condições de prestar bens e serviços mais qualificados. Devido à crescente mobilidade de factores a viabilidade económica passou a ser garantida não apenas pela dimensão mas também pelo estabelecimento de relações e parcerias entre agentes localizados em territórios que podem ter grandes distâncias físicas entre si. Sabemos hoje que dimensão não é sinónimo de competitividade, veja-se o exemplo de Londres e da Cidade do México.
Planear uma rede urbana (centros de vária dimensão convenientemente hierarquizados) equilibrada ou avaliar se uma já existente o é, não é de todo uma tarefa simples. Portugal devido à sua falta de tradição na área do planeamento tem sentido as consequências, com uma rede urbana marcadamente desproporcional. A lei do escalonamento urbano ou rank-size ajuda-nos a compreender a forma com a rede urbana está organizada. O principal resultado deste modelo indica que a população de uma cidade, tende a ser igual à população da cidade maior, dividida pela posição que ocupa dentro da hierarquia urbana em termos do seu tamanho. De notar que a cidade principal/capital, é em muitos países uma excepção a esta regra visto que a dimensão da cidade é maior do que a prevista pela regra rank-size.
Olhemos agora para o caso específico português. Se existe um termo para caracterizar a rede urbana em Portugal é o de desequilíbrio, quer internamente, quer em relação ao exterior. As duas maiores cidades portuguesas (Lisboa e Porto) são gigantes face às restantes cidades do país, no entanto são muito pequenas em relação às grandes cidades europeias, quando deveriam desempenhar funções equivalentes às destas. O desequilíbrio interno não acontece apenas em termos demográficos, mas também em termos de equipamentos, taxas de crescimento, entre outros. Existem quatros grandes tendências no sistema urbano português: peso estável das áreas metropolitanas no total da população residente; reforço das cidades médias (centros urbanos do litoral); dinamismo de alguns centros do interior em contexto de despovoamento; maior policentrismo (as cidades a funcionar como “nós” com os quais se formará uma rede interurbana) e suburbanização no interior das áreas metropolitanas (perda de população para as zonas periféricas). Das maiores falhas da actual organização territorial, destaco a subvalorização dos recursos naturais; a expansão urbana desordenada; a ineficiência de infra-estruturas e sistemas de apoio à competitividade e a distribuição desajustada de infra-estruturas e equipamentos colectivos.
A região Norte tal como as restantes regiões do país apresenta imensas falhas na sua rede urbana, associada a uma produtividade baixa e a um desemprego crescente Combater estes problemas requer melhorias no planeamento urbano da região, tais como: estruturar a rede urbana e reforçar o policentrismo; tirar maior partido das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias; concentrar recursos qualificados em espaços de qualidade; aumentar a cooperação transfronteiriça e transnacional e valorizar o imenso património cultural. Em 2007 foi aprovado o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), que se encontra em fase de implementação. Para 2025 o PNPOT prevê que Portugal seja um espaço sustentável e bem ordenado; uma economia competitiva, integrada e aberta; um território equitativo e uma sociedade criativa com sentido de cidadania.
Ao longo dos anos programas bem-intencionadas têm sido implementados, mas por diversas razões não cumpriram os objectivos a que se propuseram. A situação financeira delicada que o país atravessa certamente irá comprometer muitas das medidas inicialmente previstas, contudo o problema nem sempre foi a falta de recursos mas também a imensa falta de vontade política.

Raquel Rodrigues Alves
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

Referências Bibliográficas
COSTA, José Silva (coordenador), Compêndio de Economia Regional; Colecção APDR; Junho 2002
OCDE, Estudos territoriais da OCDE: Portugal; Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional; Outubro 2008
http://www.territorioportugal.pt/pnpot/Storage/pdfs/PNPOT_RELATORIO.pdf

Urbanização em Portugal

A urbanização das sociedades foi um dos fenómenos mais marcantes do século XX e está intimamente relacionado com o processo de industrialização pós 2ª guerra mundial.
O processo de industrialização baseou-se numa grande mobilidade geográfica, nomeadamente, no êxodo rural para as grandes áreas industriais, e no alargamento das bacias de emprego, com a expansão da urbanização in situ (mudança de actividades económicas e modo de vida), permitindo a satisfação das crescentes necessidades de mão – de - obra, nas zonas de maior acessibilidade onde se encontram as indústrias.
Esta relação do processo de urbanização com a industrialização, e a concentração de mão – de – obra nos locais de maior acessibilidade, tem provocado no nosso país um agravamento da bipolarização e da litoralização, conduzindo a alguns problemas tais como a poluição e degradação ambiental, congestionamento de infra-estruturas.
Algumas cidades no nosso país, principalmente no Interior, em busca do desenvolvimento, procuram atrair a indústria através da criação de parques industriais, mas por outro lado, as zonas já urbanizadas tentam afastar a indústria da sua proximidade, de forma a minimizar os impactos negativos por ela causados.
Apesar desta relação entre a urbanização e a industrialização, torna-se cada vez mais evidente a concentração do sector terciário nas cidades. Esta progressiva terciarização do espaço urbano pode ser justificada por vários factores, entre eles, o aumento dos tempos livres e do lazer, maior mobilidade populacional com os progressos nas comunicações e transportes. Estes factores são potenciadores de certos problemas, como o congestionamento, mas também são uma via para a sua diminuição.
Desta forma o crescimento das cidades está ligado tanto ao processo de industrialização como ao de terciarização. Desde sempre que as cidades estiveram relacionadas com a aglomeração de actividades e funções terciárias potenciadas pela intensidade de relações com a sua área de influência. Isto explica a importância de numerosas cidades do Interior, que apesar de serem pólos de relativa atracção face a região envolvente, vão mantendo ao longo do tempo funções de centralidade em relação ao espaço envolvente.
A relação de cada cidade com o espaço envolvente, começando pelo fornecimento de determinados bens, serviços ou por funções a área envolvente, vai-se alterando ao longo do tempo, evoluindo progressivamente, devido à industrialização e/ou a terciarização, para formas diferenciadas.
Quanto maior a importância da cidade, mais esta vai possuindo funções mais especializadas, que outros centros de ordem inferior não exerce, sendo assim mais importante a sua área de influência. A ocorrência destas funções centrais, sobrepõe-se no espaço, segundo a lógica da rede, potenciando-se o desenvolvimento de alguns dos centros, favorecidos por determinadas condições económicas, físicas. Vários modelos quer de base económica quer de base geográfica têm sido desenvolvidos, de forma a tentar explicar cientificamente a constatação empírica desta lógica de organização espacial, sendo o mais conhecido o da hierarquização de lugares centrais.
Portugal é um país onde é visível a falta de centros urbanos de nível intermédio, existindo um grande número de pequenas cidades, que desempenham funções de ordem inferior e duas cidades (Porto e Lisboa bastante diferenciadas entre si), associadas a funções de alto nível.
O processo de urbanização provoca uma inevitável alteração dos padrões de consumo pessoas, não só por causa da assimilação dos espaços rurais de algumas características do modo de vida urbano, como por todas as influências que as populações rurais transportam consigo para as cidades.
Associado ao processo de industrialização no nosso país, temos problemas (alguns mencionados anteriormente) que afectam as cidades portuguesas e criam deseconomias de externas. Desta forma é imprescindível uma intervenção dos poderes públicos de modo a corrigir estes problemas.
Em Portugal a perspectiva de planeamento de forma a reduzir os desequilíbrios inter - regionais tem sido relativamente alcançada, sobretudo nos últimos anos, à excepção do agravamento da bipolarização (referido anteriormente). No entanto, problemas como os desequilíbrios inter – regionais, nomeadamente no espaço mais rural, têm vindo a agravarem-se. Estes desequilíbrios surgem entre as populações que já têm acesso a infra-estruturas e serviços de que anteriormente não beneficiavam e as outras, onde não é compensador investir.
O fenómeno de urbanização encontra-se em acentuada expansão, provocando mudanças estruturais nas relações económicas, sociais, na organização espacial, causando novas formas intermediárias entre o rural e o urbano e diluindo as diferenças entre as duas formas. Perante isto fará sentido falar de espaço urbano e rural ou é necessário analisar apenas as diferentes formas de organização das relações económicas, sócias e culturais?

Diana Sofia Oliveira da Silva
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

segunda-feira, outubro 18, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (III)

"A origem das práticas de Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "O planeamento, numa perspectiva macroeconómica, terá emergido no contexto da gestão das economias de direcção central (Estado) dos países da Europa de leste. Os países ocidentais seguiram-nos com um planeamento do tipo indicativo após a 2ª guerra mundial, nomeadamente no contexto da reconstrução da Europa e da implementação do Plano Marshall. No quadro do combate aos desequilíbrios regionais que começam a evidenciar-se na Europa, nomeadamente, progressivamente foram sendo definidas políticas de desenvolvimento regional e algum planeamento foi tendo expressão territorializada. No caso português, essas preocupações com o desenvolvimento regional emergem a partir do Plano Intercalar de Fomento, em meados dos anos sessenta, e sobretudo no 3º Plano de Fomento".

J. Cadima Ribeiro

sábado, outubro 16, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (II)

"O que é Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "Trata-se de um processo que, partindo de um levantamento e análise de situação e dos recursos disponíveis, visa fazer evoluir um certo sistema territorial num certo sentido, balizado por orientações de longo-prazo e objectivos ou metas operacionais de médio e/ou médio-longo prazo."

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, outubro 15, 2010

quinta-feira, outubro 14, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial`

"Os territórios têm as suas identidades. Para intervir neles, é preciso conhecê-los e definir objectivos de evolução que considerem essas especificidades. Planear é definir um conjunto de acções e projectos, numa perspectiva de médio-longo prazos, tendentes a fazer evoluir os territórios na direcção pretendida, mediante certos recursos e certa mobilização de agentes."
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J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, outubro 13, 2010

The moments that take our breath away

"Life is not measured by the number of breathes we take, but by the moments that take our breath away."
[Anonymous]
(citação extraída de SBANC Newsletter, October 12, Issue 640 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, outubro 12, 2010

Desenvolvimento regional; desenvolvimento nacional

1. Ouvindo acerca de semana e meia as declarações feitas para os telejornais por Teixeira dos Santos e José Sócrates sobre a situação económico-financeira nacional e as medidas que o governo se propunha tomar para debelar o défice público, não pude deixar de pensar que um incompetente nunca admite a sua incompetência. Conclui daí que um e outro já tinham assegurado o seu lugar no livro da pequena história de Portugal.
Tenha-se a-propósito presente que o país vive um período de estagnação económica desde 2001 e que as receitas em que se insiste para nos tirar da crise são as mesmas que nos arrastaram para este quadro de dívida, de anemia estrutural e de descrença. Nesse contexto, há quem venha falando (alguns, há um par de anos) da premência de se estabelecerem pactos políticos. Alternativamente, eu sou a favor de um pacto social, isto é, de um pacto entre agentes e estruturas económicas e sociais e uns poucos agentes políticos que conservem a noção de serviço público, que nos permita descolar do quadro lamacento, sem projecto para o país e as suas gentes para que nos deixámos empurrar.
2. No mesmo contexto, vieram-me também à memória as respostas que, na véspera, dera a um estudante de mestrado que me fizera chegar um pedido de ajuda. Ocorreram-me essas questões e ocorreu-me o ingrato que é remar contra a maré. Esse pensamento ia-me desfilando na cabeça à medida que ia escutando as palavras de assentimento, de conformismo de uns quantos economistas e fazedores de opinião que apareceram de seguida a comentar as medidas anunciadas pelo governo.
3. Uma das perguntas que me fora endereçada repostava-se a "Quais são(eram) as nossas vantagens competitivas (Zona costeira? Ponto geográfico? Energias Renováveis?....?)?". Apeteceu-me logo então sublinhar que o problema de desenvolvimento do país resultava muito mais de outras coisas que da ausência ou da escassez de recursos. Acabei por lá chegar mas, antes, sublinhei que:
“No que se refere a áreas de oportunidade, as energias renováveis são claramente uma oportunidade a explorar, mas o turismo, em diversas dimensões, também o é e tem sido subaproveitado. Na dimensão potencial turístico e energético, a zona costeira é uma fonte potencial de vantagens competitivas. Tem é que ser convenientemente explorada, como muitos outros atributos, incluindo o posicionamento geográfico.
A meu ver, os territórios e os países, de um modo geral, devem constituir carteiras de produtos e organizá-los de modo a tirar deles o melhor partido económico, muito mais do que fazer apostas em factores ou produtos isolados. Para tal é preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal, nos tempos mais recentes, pelo menos”.
Pois é: escassas, escassas mesmo em Portugal são a ousadia, a iniciativa, o sentido de projecto e a conformação de lideranças sociais que não sejam circunstanciais, que não olhem só para o umbigo, que ponham as regiões, o país em primeiro lugar.
4. E já que falo de recursos dos territórios e de turismo, em particular, sugere-se-me perguntar por onde anda e a que conduziu a reorganização das regiões turísticas que o primeiro governo de José Sócrates tão empenhadamente levou a cabo? A que resultados (em matéria de captação de visitantes e de promoção de imagem dos destinos turísticos nacionais) conduziu? Sei entretanto que em muitas terras deste país (mesmo nalgumas com importantes recursos turísticos e algum caminho feito de afirmação no sector) subsiste a carência de aposta em estratégias articuladas com outros municípios vizinhos em matéria de agendas conjuntas de eventos culturais e na disponibilização de roteiros turísticos (em comum). Sei que em matéria de promoção turística uns são tidos como filhos e outros como enteados. Sei que o caminho que importa fazer em matéria de oferta turística, no sentido de produtos mais “sofisticados” e visando clientelas mais exigentes, está, em grande medida, por fazer, pese todos PENTs (leia-se: planos nacionais de desenvolvimento turístico) que se tenham elaborado.
Digam-me lá se é por falta de recursos turísticos (natureza, nas suas diferentes expressões; património material e imaterial; equipamentos de hotelaria e restauração; programação cultural; singularidade e autenticidade, nas suas expressão física e humana; cortesia do acolhimento por arte dos residentes) que o país se mantém aquém daquilo a que podia aspirar em termos de desenvolvimento (e receita) turística?

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/10/12 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de coluna regular, denominada "A Riqueza das Regiões")

sábado, outubro 09, 2010

1º CONGRESSO DE CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU: "Call for Papers"

«GABÚ – 24 A 30 DE JANEIRO 2011
OS DESAFIOS DA CIÊNCIA REGIONAL NA ÁFRICA OCIDENTAL

A organização do 1.º Congresso de Ciência e Desenvolvimento Regional na Guiné-Bissau (http://www.apdr.pt/encontros/guine/index.html) tem como objectivo o lançamento da Ciência Regional no país, na Região Africana onde se situa e em África, e tem como pressupostos interli-gados: i) que o saber, o conhecimento e a informação são essenciais ao desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios; ii) que o saber, o conhecimento e a informação devem ser criados localmente e integrados globalmente; iii) e que a ciência regional permite – completando e complementando outras abordagens - integrar e dar escala aos vários saberes disciplinares e plurais da Guiné-Bissau tornando-os mais efectivos em termos do desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios do país.
[...]
DATAS IMPORTANTES
30 de Outubro de 2010 - Recepção de Resumos
2 de Novembro de 2010 - Aceitação dos Resumos
15 de Dezembro de 2010 - Recepção final das Comunicações

SUBMISSÃO DE RESUMOS
Para Submeter um resumo (e/ou Paper) deve ter uma conta

Regras para resumo: Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol, inglês e francês. O texto não pode ultrapassar
os 3000 caracteres (incluindo espaços

CONTACTOS/ CONTACTS
Presidente da Comissão de Organização
Augusto Idrissa Embalo
Email: idrissaembalo@hotmail.com
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa - INEP
Bairro de Ajuda, 2° Fase, P. O. Box 112, Bissau, Guiné-Bissau
Tel: (+ 245) 674 77 98
Vice-Presidente da Comissão de Organização
Tomaz Ponce Dentinho
Email: tomazdentinho@uac.pt

Secretariado
Elisabete Martins
Email: apdr@apdr.pt; elisabete.martins@apdr.pt
Internet: http://www.apdr.pt/
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional - APDR
Universidade dos Açores - DCA
9701-851 Angra do Heroísmo
Terceira, Açores, Portugal
Fax: (+351) 295 402 205
Tel.: (+351) 295 332 001»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

JIIDE 2010

«Meus Caros,
Aproxima-se a realização das JIIDE 2010, as primeiras jornadas ibéricas de infra-estruturas de dados espaciais, que decorrerão de 27 a 29 de Outubro em Lisboa.
Visite o site http://www.usig.pt/ para mais informações e, se ainda não o fez, não deixe de efectuar a sua inscrição. O prazo para as inscrições normais está a expirar.
Qualquer esclarecimento pode ser pedido por e-mail para: jiide2010@usig.pt
Esperamos poder contar com a Vossa presença.
Com os melhores cumprimentos.
A Comissão Organizadora das JIIDE 2010»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

sexta-feira, outubro 08, 2010

Desenvolvimento turístico

Digam-me lá se é por falta de recursos turísticos (natureza, nas suas diferentes expressões; património material e imaterial; equipamentos de hotelaria e restauração; programação cultural; singularidade e autenticidade, nas suas expressão física e humana; cortesia do acolhimento por arte dos residentes) que o país se mantém aquém daquilo a que podia aspirar em termos de desenvolvimento (e receita) turística?
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J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 05, 2010

Don't ask what the world needs

"Don't ask what the world needs. Ask what makes you come alive, and go do it. Because what the world needs is people who have come alive."

Howard Thurman

(citação extraída de SBANC Newsletter, October 5, Issue 639-2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

domingo, outubro 03, 2010

Prémio "Villa Portela"


«Caro(a) associado(a),
Segue em anexo o Regulamento do Prémio Villa Portela, instituído pelo Eng.º Ricardo Charters d'Azevedo e pela ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria, o Instituto Politécnico de Leiria e a Gradiva.
Trata-se de um Prémio que visa promover e distinguir projectos de investigação em História Local (distrito de Leiria e Ourém), no valor de 2.000 Euros, com periodicidade bienal, a atribuir pela primeira vez em 2011.
Com os nossos melhores cumprimentos.

A Presidente da Direcção,
Anabela Graça
ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria
Centro Associativo Municipal - Sala 12 -(Mercado Municipal de Leiria - ala nascente 1º andar)Apartado 110
22401-801Leiria
Telefone: 244 815160 (Segundas e Quintas das 17h30 às 19h30)
Fax: 244 815161

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)

quarta-feira, setembro 29, 2010

Intellectual growth

"Intellectual growth should commence at birth and cease only at death."

Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 28, Issue 638 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

sexta-feira, setembro 24, 2010

Projecto "Cuidando do Planeta"

O Instituto Worldwatch lança o Projecto Cuidando do Planeta em Português
http://www.cuidandodoplaneta.org/

Washington, D.C. – O Instituto Worldwatch anunciou hoje o lançamento da versão em Português do seu popular website Cuidando do Planeta. O Instituto Worldwatch é uma organização de pesquisa independente sediada em Washington, D.C., reconhecida por líderes de opinião em todo o mundo pela sua acessibilidade e análise factual de assuntos globais críticos. Desde 2009 que o projecto Cuidando do Planeta utiliza uma grande variedade de ferramentas de pesquisa e de comunicação para avaliar meios inovadores e ambientalmente sustentáveis de aliviar a fome e a pobreza a nível mundial.

(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com origem na entidade identificada)

"E-Commerce: A key driver to achieving a digital single market in Europe"

The 2nd Annual European E-Commerce Conference 2010

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa)

quarta-feira, setembro 22, 2010

I Congresso Internacional de Turismo: "Produtos e Destinos Turísticos de Excelência"

01 e 02 de Outubro de 2010 . Escola Superior de Gestão . Barcelos
http://www.ipca.pt/cit

Sexta, 01 Outubro
09h00 - Registo
10h00 - Sessão de Abertura – Auditório 1
10h30 - Sessão Plenária 1 – Auditório 1
César Castaneda – Director of Operations of CED (Centro Mundial de Excelência dos Destinos), Canadá
Nuno Fazenda – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e Estrutura de Missão do Douro (EMD), Portugal
Coffe-Break
11h45 - Sessões Paralelas
13h00 - Almoço
15h00 - Sessão Plenária 2 – Auditório 1
Miguel Pazos – Universidade de Santiago de Compostela, Espanha
Coffe-Break
16h00 - Sessões Paralelas
Pausa
20h00 - Jantar Oficial

Sábado, 02 Outubro
9h00 - Sessões Paralelas
Coffe-Break
11h00 - Sessão Plenária 3 – Auditório 1
Dóris Ruschmann – Vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo, Brasil
Dimitrios Buhalis – International Centre for Tourism & Hospitality Research, Bournemouth University, UK
12h00 - Sessão de Encerramento
12h30 - Almoço
Tarde - Programa Cultural

Contactos e Inscrições
IPCA – Escola Superior de Gestão
Campus do IPCA,
4750-810 Barcelos
Portugal
Tel.: (+351) 253 802 500
Fax: (+351) 253 8021 111
Email: cit@ipca.pt

segunda-feira, setembro 20, 2010

CONFERÊNCIA: "Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia"

«CONFERÊNCIA
'Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia'
24 de Setembro de 2010
18h00
Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho, Gualtar, Braga


Decorrerá no dia 24 de Setembro, às 18h00, no Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, em Gualtar, Braga, a Conferência inaugural do Mestrado em Políticas Comunitárias e Cooperação Territorial, subordinada ao tema “Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia”, apresentada pelo Professor Doutor Luis Dominguez (Universidade de Vigo).
Informações adicionais:
Professora Ana Paula Brandão
Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho
Tel.: 253 604524
Email: abrandao@eeg.uminho.pt»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

quarta-feira, setembro 15, 2010

International Conference ´Advances in Tourism Economics 2011`: CALL FOR PAPERS

Advances in Tourism Economics 2011
14 - 15 April 2011
Lisboa, Universidade Lusíada
Portugal

«ATE 2011 is the 4th edition of the conference series on Advances in Tourism Economics. The 2011 conference is jointly organized by the Portuguese Association for Tourism Research and Development (APIDT) and the Research Centre in Tourism, Innovation and Services (CITIS) of Universidade Lusíada de Lisboa. This year's conference will be held in Lisbon, Portugal, on 14 - 15 April 2011, at the premises of Universidade Lusíada de Lisboa. This year’s conference aims to bring together prominent economists and other researchers with a special interest on the tourism phenomenon to debate recent advances in tourism economics and management. By focusing on the theme of recent advances, ATE 2011 will provide another opportunity for gathering, analysing, and debating state-of-the-art academic research on this recent field of economic science.
The ATE conference series has now consolidated its objectives twofold, while aiming at bringing together researchers interested on the tourism phenomenon to debate recent advances in the field we have also developed over the years an associated publication series strongly committed at publishing a selection of papers presented in our conferences. Henceforth, a selection of the papers presented at ATE 2011 will be again proposed for publication either in a special issue of the Journal Tourism Economics or at the respective Conference Book (proceedings by Springer -Verlag).
DEADLINES: * Submission of abstracts (maximum of 500 words): 30 November 2010 *
* Notification of accepted abstracts: until the second week of December 2010 *
Conference Advances in Tourism Economics 2009
Universidade Lusíada de Lisboa
CITIS - Centro de Investigação em Turismo, Inovação e Serviços
Rua da Junqueira, 188-198
1349-001 Lisboa
Portugal E-mail: ate2011@apidt.com
Phone: +351 213 611 500;
Fax: 351 213 638 307
Website: http://ate2011.apidt.com/ (on-line from 7 October 2010 on

(reprodução do anexo de mensagem que me caiu no início da semana na caixa de correio electrónico; c.f. mensagem imediatamente abaixo)

terça-feira, setembro 14, 2010

ATE2011 - Call for Papers

«Dear Colleagues:
I am pleased to inform you that our next conference is already in motion.
Here are the details:
* 4th International Conference on Advances in Tourism Economics *
Location: Lisbon, Portugal
Dates: 14-15 April 2011
Deadline for paper submissions: 30 November 2010
JEL classification(s): A, C, D, F, M, N, O, Q, R, Z
Further information at: http://ate2011.apidt.com/ (on-line from 7 October
2010 on)
I would appreciate if you could pass through this information.
Many thanks in advance.
Kind regards,

Álvaro Matias, Chair
International conference Advances in Tourism Economics 2011
Rua da Junqueira, 188-198
1349-001 Lisboa
Portugal
E-mail: ate2011@apidt.com»
(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

segunda-feira, setembro 13, 2010

"Mais da metade da população mundial está nas cidades"

Notícia Geodireito
Cidades já consomem 70% dos recursos naturais do planeta:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3036&acao=DetalheNoticia

Lançamento do livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional"

«Caros Associados,
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vem pelo presente convidar V. Ex.ªs para o lançamento do livro “Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional”
- http://www.apdr.pt/livros/
O Livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional" vai ser lançado no próximo dia 15 de Setembro, pelas 10h30, no Instituto Superior Técnico (Sala V1.01 no Pavilhão de Engenharia Civil e Arquitectura (localizada no 1º piso) - Campus Universitário da Alameda)
Esta obra foi coordenada pelo Prof. Doutor José Manuel Viegas e pelo Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho, sob a chancela do Observatório do QREN, tendo contado com o contributo de vários autores.
O evento contará com a presença do Dr. Paulo Areosa Feio (Coordenador do Observatório do QREN), Dr. Joaquim Bernardo (Coordenador-adjunto do Observatório do QREN) e do Dr. Duarte Rodrigues (Coordenador-adjunto do Observatório do QREN) e incluirá uma mesa redonda com alguns dos autores do livro, nomeadamente:
Prof. Doutor António Gomes de Menezes (Universidade dos Açores)
Prof. Doutor Carlos A. Silva (IST da Universidade Técnica de Lisboa.)
Prof. Doutor Eduardo Anselmo Castro (Universidade de Aveiro)
Prof.ª Doutora Isabel Joaquina Ramos (Universidade de Évora)
Prof. Doutor João Lourenço Marques (Universidade de Aveiro)
Prof. Doutor João Luis César das Neves (Universidade Católica Portuguesa)
Prof. Doutor José Dias Coelho (Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa/ APDSI) Prof. Doutor José Manuel Viegas (IST da Universidade Técnica de Lisboa.)
Prof. Doutor José Pedro Pontes (ISEG da Universidade Técnica de Lisboa)
Prof. Doutor Rui Nuno Baleiras (Universidade do Minho)
Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho (Universidade dos Açores/ APDR)
Agradecemos desde já a vossa atenção. E esperamos poder contar com a presença de V. Ex.ªs no Lançamento do Livro.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins
Secretariado da APDR»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp., proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, setembro 10, 2010

Call for Papers - SIEF 2011 - 'People Make Places - ways of feeling the world`

«Caros Colegas
Apenas para relembrar que a Societé Internationale d´Ethnologie et de Folklore (SIEF), organiza em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa, de 17 a 21 de Abril de 2011, o seu 10º Congresso, subordinado ao tema – People Make Places – Ways of feeling the world.
Encontra-se aberto (até 15 de Outubro de 2010) o Call for papers para os diversos paineis que versam sobre 3 grandes temáticas: Shaping lives, Creativity and Emotions e Ecology and Ethics (Lista de Paineis aqui: http://www.nomadit.co.uk/sief/sief2011/panels.php5)
Chamo particular atenção para o painel P303 - What is shaping rural futures? From perceptions to outcomes, que organizo em conjunto com Luís Silva (ver informação detalhada deste painel aqui:
e para o qual gostaríamos de contar com as vossas propostas.
As propostas devem ser submetidas online, através do site do SIEF, seguindo as instruções constantes do website:
http://www.nomadit.co.uk/sief/sief2011/callforpapers.html
Gostaríamos que divulgassem esta iniciativa entre os vossos contactos e pedimos desculpas pela duplicação de informação.
Esperando contar com o vosso interesse e participação no 10º Congresso do SIEF e especialmente no painel P303, subscrevo-me
Com os melhores cumprimentos
Elisabete Figueiredo»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, setembro 09, 2010

Desenvolvimento Regional: notícia de um livro que me chegou do outro lado do Atlântico

“Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” é o título de um livro (edição UNISC, Santa Cruz do Sul, 2010) sobre a problemática em título que o seu autor, Valdir Roque Dallabrida, me fez chegar há um par de meses. Como não basta vontade para que possamos fazer certas coisas, só nestes últimos dias tive oportunidade de fazer a sua leitura e, mesmo assim, a correr.
Trata-se de uma obra com objectivos didácticos, onde, conforme escreve no Prefácio Carlos Brandão, Valdir Dallabrida, actualmente professor da Universidade do Contestado, Santa Catarina, Brasil, “busca sintetizar as diversas abordagens teóricas que buscaram enfrentar esse enigma: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” (p.9). Conclui o prefaciador que o “livro é oportuno e bem-vindo e poderá contribuir para sanar essa enorme lacuna de textos sintéticos e didácticos que busquem melhor qualificar o debate sobre o que faz o desenvolvimento de uma região e como promovê-lo” (p.12).
Neste sentido, da qualificação do debate sobre o desenvolvimento dos territórios e, até, do país, diria que contributos de natureza similar fazem falta igualmente em Portugal, se bem que a falta de qualidade do debate público a que amiúde se assiste resulte mais da desqualificação dos intervenientes que da ausência de informação técnico-científica de base. Recordando um pensamento que vi reproduzido não há muito tempo num blogue, diria a propósito, que “É impossível derrotar um ignorante em argumentação” (William G. McAdoo) e será porventura daí que relevará a qualidade do debate (político e técnico) que temos.
Encontrei no livro em causa muitas ideias em que me reconheço, nomeadamente as que insistem i) na inviabilidade de prosseguir aproximações de natureza disciplinar na interpretação das realidades complexas das regiões e na construção de respostas em matéria do seu desenvolvimento, e ii) na inviabilidade e/ou inutilidade de uma teoria geral do desenvolvimento, em razão da dita complexidade dos territórios, decorrente de determinantes endógenos (história, geografia, contexto económico e social, instituições, cultura) e exógenos (relacionamento económico, social e político com o restante território nacional e com o exterior) que são sempre singulares.
Como foi invocado, o autor do texto definiu o objectivo ambicioso de “fazer uma breve síntese das principais abordagens teóricas sobre desenvolvimento” (cf., Introdução, p.7) e, para mais, fazê-lo com recurso a uma linguagem simples, que permita ir além da “clientela académica”. Era um enorme desafio esse e será, porventura, essa uma das limitações maiores da obra. Isto é, nunca seria fácil dar notícia em poucas páginas (212) dos contributos em matéria de desenvolvimento do território de autores que vão de Quesnay, Adam Smith e Alfred Marshall a Albert Hirschman, Paul Krugman e Vázquez-Barquero, passando por Celso Furtado e S. Boisier, entre muitos outros.
Confesso, a propósito, que tive dificuldade em reconhecer no texto alguns autores, ficando-me a dúvida se foi a brevidade da referência que fez parecer reduzida a sua contribuição ou se Valdir Dallabrida fez das ideias daqueles leitura diferente daquela que eu faço. Meramente a título de exemplo, da referência que a dada altura faz a François Perroux retenho que este vê o desenvolvimento como “combinações de transformações de ordem mental e social de uma população que lhe possibilita o aumento cumulativo e duradouro do seu produto real global” (p.159), à semelhança de Hirschman e Myrdal, outros autores da corrente do crescimento desequilibrado, seus contemporâneos. Modestamente, penso que, nessa dimensão de pensar social e institucionalmente as dinâmicas económicas territoriais, Albert Hirschman e Gunnar Myrdal foram mais longe que Perroux, até por a contribuição deste último relevar de uma aproximação muito mais micro aos fenómenos económicos.
Sem descurar a importância e contributo para a compreensão das realidades brasileira e da América Latina, também me parece discutível o destaque que tem no livro Celso Furtado, que conheço muito mais como autor do crescimento e do desenvolvimento prosseguindo abordagens macroeconómicas que aproximações territorializadas. O autor da obra terá querido render a sua homenagem a Celso Furtado, o que é legitimo. O problema é o desequilíbrio que tal destaque introduz no texto.
Lendo esta obra de Valdir Dallabrida, voltei a confrontar-me com algo que se me sugeriu deste o primeiro contacto que mantive com investigadores brasileiros, mesmo que tal não seja tão presente nele quanto noutros que conheci: refiro-me ao universo distinto de leituras e referências que parece ser mantido pelos académicos europeus e da América Latina. Haverá razões para tal, sobretudo no passado. Não sei se em expressão disso, causou-me estranheza ver atribuída a “paternidade” da Teoria da Base Económica de Exportação a D.C. North (p.52) e referida a sua génese entre as décadas de 50 e 60 do século XX (p.50). Para mim, a primeira grande referência que se me sugere quando se invoca a Teoria da Base é H. Hoyt (1936-1939), sendo certo que as ideias básicas que dão corpo à teoria serão bem mais antigos.
O trabalho dado a conhecer “agora” por Vadir Dallabrida merece bem uma recensão que vá para além da brevidade destas notas. É ele próprio que o solicita, “para que, no futuro, se possa aperfeiçoar o texto” (p.21.). Não estando eu em condições da fazer nesta sede, talvez esta invocação leve quem a possa materializar a ler a obra e a produzir um contributo para esse efeito mais expressivo.

J. Cadima Ribeiro

(versão "alargada" de artigo de opinião publicado na edição de 2010/09/09 do Jornal de Leiria)

quarta-feira, setembro 08, 2010

Success is a journey

"Success is a journey, not a destination."

Ben Sweetland

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 7, Issue 635 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, setembro 06, 2010

"Muitas ideias em que me reconheço"

Encontrei no livro em causa [Valdir Roque Dallabrida, 2010, “Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?”, edição UNISC, Santa Cruz do Sul] muitas ideias em que me reconheço, nomeadamente as que insistem i) na inviabilidade de prosseguir aproximações de natureza disciplinar na interpretação das realidades complexas das regiões e na construção de respostas em matéria do seu desenvolvimento, e ii) na inviabilidade e/ou inutilidade de uma teoria geral do desenvolvimento, em razão da dita complexidade dos territórios, decorrente de determinantes endógenos (história, geografia, contexto económico e social, instituições, cultura) e exógenos (relacionamento económico, social e político com o restante território nacional e com o exterior) que são sempre singulares.

J. Cadima Ribeiro

sábado, setembro 04, 2010

Lançamento do livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional"

«Caros Associados,
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vem pelo presente convidar V. Ex.ªs para o lançamento do livro “Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional”. - http://www.apdr.pt/livros/
O Livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional" vai ser lançado no próximo dia 15 de Setembro, pelas 10h30, no Instituto Superior Técnico (Sala V1.01 no Pavilhão de Engenharia Civil e Arquitectura (localizada no 1º piso) - Campus Universitário da Alameda) .
Esta obra foi coordenada pelo Prof. Doutor José Manuel Viegas e pelo Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho, sob a chancela do Observatório do QREN, tendo contado com o contributo de vários autores.
O evento incluirá uma mesa redonda sobre o tema do Livro, com os coordenadores e alguns autores.
Agradecemos desde já a vossa atenção. E esperamos poder contar com a presença de V. Ex.ªs no Lançamento do Livro.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins
Secretariado da APDR»
*
(reprodução de mensagem que entretanto me caiu na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

sexta-feira, setembro 03, 2010

Redes: Vol. 15, No 2 (2010)

«Caros leitores,
Redes acaba de publicar seu novo número em
http://online.unisc.br/seer/index.php/redes.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens
de interesse.
Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,

Profª. Drª. Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Silvio Cezar Arend
Editores

Grasiela da Conceição
Assistente Editorial
revistaredes@unisc.br

Redes
Vol. 15, No 2 (2010)
Sumário
http://online.unisc.br/seer/index.php/redes/issue/view/7
9»
*
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, agosto 28, 2010

Turismo criativo em Ponte de Lima e em Paredes de Coura

«Um exemplo de turismo criativo em Ponte de Lima serão os Serões de História Local, que numa edição futura poderão já prever a participação dos turistas estrangeiros. É uma iniciativa tímida, ainda, mesmo que vá no bom sentido. A Oficina da Natureza, por seu lado, também nos deu indicação que existem muitas actividades do dia-a-dia que podem ser transformadas em actividades turísticas lúdicas. É outro passo que importa dar e aprofundar, dos muitos que é necessário planear tendo em vista o desenvolvimento do projecto turístico sólido a que nos referimos ao longo do artigo.

Um outro exemplo, vindo de Paredes de Coura, é o de uma actividade que aí realizam e que designam “Cores, Sabores e Tradições”, onde, de manhã, fazem um percurso pedestre, de tarde vão para o Museu de Paredes de Coura e põem as pessoas a fazer biscoitos de milho na eira. Depois, enquanto os biscoitos cozem, fazem o circuito do Museu e, por fim, fazem um lanche.»

J. Cadima Ribeiro
Paula Cristina Remoaldo
Mécia Mota

(excerto da conclusão de artigo intitulado "Alto Minho: destino de turismo cultural?", a publicar em próximo número da revista Estudos Regionais, do CER, Viana do Castelo)

sábado, agosto 21, 2010

sexta-feira, agosto 20, 2010

Relançamento de "Chão Urbano" e Chamada de Artigos

«Prezados e Prezadas,
Estamos relançando oficialmente a Revista Eletrónica Chão Urbano. A revista está completando seu décimo ano de ediçãoo, mas a partir de Julho de 2010 obtivemos sua indexação (ISSN). Contando agora com um Comité Editorial ampliado, composto por profissionais Professores Doutores e Pesquisadores do campo de estudos sobre o territrio em suas diferentes dimensões e escalas, a revista mantém-se como espaço de debate e veiculação de conhecimento em diversas problemáticas como as questões da infra-estrutura ligada a habitabilidade e a circulação; transportes e mobilidade; governança; modelos, planos e projetos urbano-metropolitanos; planejamento e desenvolvimento regional; recursos hídricos e áreas afins.
A revista pode ser consultada em seu novo site http://www.chaourbano.com.br/, onde encontra-se além os números mais recentes publicados, abas de Notícias e Quem Somos.

Chamada de Artigos
Com Chão Urbano inaugurando seu novo formato estamos fazendo concomitantemente uma chamada de artigos para os próximos números. Os artigos devem ser enviados para artigoschaourbano@gmail.com.
Na aba Quem somos em Como Participar estão todas as normas para envio de artigos. Como se trata de recebimento em fluxo contínuo, sendo a revista bimestral, se algum proponente de artigo tiver preferência por publicação em determinado bimestre do ano deve enviar seu artigo até 45 dias antes do início do 1 mês do bimestre (por exemplo: se algum quiser publicar seu artigo no nº 6 do ano X - Novembro/Dezembro de 2010 deve enviar seu artigo até 15 de setembro e assim em diante).»
*
(reprodução integral de mensagem de correiuo electrónico entretanto recebida, com origem na entidade identificada no corpo da mensagem)

quarta-feira, agosto 18, 2010

“Turismo criativo”

«Se se associa, tradicionalmente, o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição mais activa do produto por parte do visitante.
Richards (2000) e Richards e Raymond (2000) identificaram o crescimento recente de um fenómeno a que chamaram “turismo criativo”, e que tomaram como a reacção ao turismo cultural tradicional.»

Mécia Mota
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro


(excerto de comunicação submetida ao I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA - Produtos e Destinos Turísticos de Excelência -, a decorrer em 1 e 2 de Outubro de 2010, em Barcelos)

segunda-feira, agosto 16, 2010

"O modelo de desenvolvimento social que importa que se construa"

«Tal qual os grandes objectivos, o autor preservou nesta edição a estrutura original do livro, onde é curioso constatar a presença de um capítulo sobre a agricultura e a alimentação, outro sobre os processos de industrialização e ainda outro relativo aos serviços, temas mais habituais em textos centrados nas questões do crescimento e do desenvolvimento. Faz todo o sentido dar destaque a estes temas num livro de introdução à economia escrito numa altura em que as questões da fome e da pobreza voltaram a adquirir tanta visibilidade. Reter esses temas é também uma forma de participar no processo de reflexão sobre o modelo de desenvolvimento social que importa que se construa. Outras dimensões da realidade em construção poderiam ter sido mais destacadas, como, por exemplo, o papel das tecnologias de informação e comunicação na consolidação de uma nova ordem económica global e de um novo paradigma de desenvolvimento. O livro corria entretanto o risco de mudar de natureza, o que porventura não seria desejado pelo seu autor.»

J. Cadima Ribeiro

(excerto de prefácio da segunda edição do livro Economia Básica, de Xulio Pardellas de Blás, Edicións Xerais de Galicia, Vigo, 2009).

sábado, agosto 14, 2010

A evolução do turismo cultural e os desafios que se colocam aos pequenos núcleos urbanos: o caso de Ponte de Lima (II)

«Na dimensão recursos turísticos de Ponte de Lima, sublinhou-se a riqueza que a caracteriza em recursos naturais, patrimoniais e imateriais, que, por sua vez, permitem a potenciação de novos produtos turísticos. Destaca-se, em particular, o Centro Histórico, as Lagoas de Bertiandos e São Pedro d´Arcos, a Quinta de Pentieiros, a Serra de Arga, a proximidade ao P.N.P.G., o rio Lima, e uma diversidade de eventos culturais, uns com profunda raiz histórica, outros de génese mais recente.

Sendo evidentes as falhas constatadas em matéria de promoção turística, uma componente de resposta poderá ser encontrada no desenvolvimento de parcerias com cidades vizinhas, comungando vários elementos de identidade e atributos com valia para o turismo, a nível de estratégia de comunicação e marketing. Como ponto de partida, tem-se a imagem muito positiva de que Ponte de Lima dispõe, que pode ser veiculada junto de novos públicos.»

Mécia Mota
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro


(excerto de comunicação submetida ao
I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA - Produtos e Destinos Turísticos de Excelência -, a decorrer em 1 e 2 de Outubro de 2010, em Barcelos)

terça-feira, agosto 10, 2010

sábado, agosto 07, 2010

O turismo cultural urbano e o seu impacto na população residente: O caso de Guimarães

O turismo é uma actividade económica que, para além dos prestadores e receptores de serviços turísticos, mobiliza a globalidade de um espaço humano e geográfico. A actividade turística só pode criar fortes bases para um desenvolvimento sustentado se contar com a participação e apoio das gentes locais. Em razão disso, qualquer projecto, na área do turismo, como noutras, tem uma mais-valia importante se puder entusiasmar e motivar as gentes locais, que são parte relevante do produto turístico que uma qualquer região pode oferecer.
Guimarães tem realizado um esforço importante na promoção da actividade turística, posicionando-se como um destino de turismo urbano e cultural. Para recolher informação sobre a percepção dos residentes de Guimarães sobre o desenvolvimento do sector turístico, estes foram recentemente questionados pela via de um inquérito que procurou cobrir todas as faixas etárias da população e todo o município. Alguns resultados desse inquérito são apresentados nesta comunicação.

Vítor Marques
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro
Laurentina Cruz Vareiro


(resumo de comunicação submetida ao I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA - Produtos e Destinos Turísticos de Excelência -, a decorrer em 1 e 2 de Outubro de 2010, em Barcelos)

quinta-feira, agosto 05, 2010

Modelos de regionalização

Depois de passar alguns anos na penumbra, a problemática da regionalização tem vindo a ser aflorada nos últimos tempos em diversos meios. E não o terá sido mais porventura em razão da crise financeira e económica que se instalou nos dois últimos anos. É sabido tratar-se de um tema complexo, pese embora todos parecerem sentir-se à-vontade para dissertar sobre ele.
Pode-se pegar no tema de diversos modos, mas há duas dimensões que são centrais: i) a da devolução do poder aos cidadãos, quer dizer, a do aprofundamento da democracia, trazendo o exercício do poder para mais próximo dos cidadãos e propiciando uma mais directa relação entre eleitores e eleitos do que aquela que resulta das representações políticas de âmbito nacional; e ii) a do desenvolvimento, na medida em que se perceba os territórios e os seus agentes como a sede primeira e central de recursos, capacidades e iniciativas que ditarão a afirmação económica de lugares e regiões ou a sua negação. Conforme se deduzirá, estas não são problemáticas disjuntas, na própria medida em que dificilmente há iniciativa e, sobretudo, projecto económico e social, sem liderança e sem algum nível de institucionalização. A eficácia das lideranças é que é diferenciável, como são diferenciáveis as opções em matéria de organização político-administrativa do território que podem ser postas em prática.
Mesmo que se admita não ser seguro que a regionalização (na sua operacionalização objectiva) dará resposta aos problemas sobre que importa actuar, a verdade é que, no caso português, parece ser muito questionável que alguém (aparte a minoria instalada nas sedes partidárias nacionais) considere aceitável a situação existente em termos de (in)equidade de desenvolvimento social e regional. Nesse enquadramento, o contexto de crise económica e de desequilíbrio das contas públicas pode até servir para tornar mais patente a necessidade de uma efectiva reforma do Estado, de que a regionalização, muito mais que todos os discursos e leis ditas enfeudadas a projectos de reforma estrutural, poderá ser expressão substantiva.
Na discussão havida em Portugal, ocorre amiúde discutir-se o modelo base, aparecendo isso como se houvesse solução única ou alternativas muito escassas. Nessa discussão, esquece-se a variedade, em termos de capacitação político-administrativa e de dimensão territorial, que existe aqui ao lado, na Europa. Dito de outro modo, sendo certo que não existirá um modelo que encaixe, automaticamente, no caso português, em razão das suas condicionantes histórias, culturais e geográficas, não será, por outra parte, difícil encontrar soluções noutros lugares que se aproximem das da realidade nacional e possam, daí, ser fonte inspiradora do modelo a adoptar.
Por outro lado, invoca-se comummente a tradição de poder local existente em Portugal, esquecendo-se que a dita tradição remonta a 1976, isto é, à “revolução dos cravos”, já que só a partir dessa data tivemos um poder local eleito, que se fez “forte” na medida dos resultados em matéria de criação de infra-estruturas e equipamentos (de desenvolvimento local) que produziu e que, naturalmente, gerou reconhecimento nas populações beneficiadas. Essa foi a melhor forma de criar e robustecer a tradição local, tal como poderá suceder com o poder regional a constituir. Assim aconteceu igualmente com os poderes regionais que foram instalados nas ilhas, pese embora os intérpretes que têm tido.
Diz-se, também, que Portugal é demasiado pequeno para ser organizado em regiões, como se se tratasse de coisa inquestionável. Que não é assim dizem-no os casos da Suíça e da Áustria, que são países bem mais pequenos do que o nosso e, que, mais do que serem estados regionalizados, estão organizados como estados federais.
Mesmo nos países com maior dimensão territorial que Portugal, coexistem regiões maiores com outras que não apresentam diferença relevante face às 5 entidades geográficas do Continente configuradas pelos espaços de intervenção das CCDRs (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve). Em Espanha, por exemplo, onde a dimensão média das regiões é de cerca de 2,2 milhões de habitantes, existem outras que não ultrapassam os 250 mil. Por outro lado, no caso da Dinamarca, a população das 14 regiões varia entre 200 e 600 mil habitantes e, no caso da Itália, a média da população das regiões é de 2,8 milhões de habitantes, tendo a região menos populosa 115 mil. Até na Alemanha existem regiões que abrangem uma população de 1,5 milhões de habitantes.
Do que se anota, resulta evidente a existência de uma grande diversidade de situações em matéria de institucionalização regional na Europa. Não obstante, o que entra pelos olhos e é denominador comum é que “os países europeus mais desenvolvidos são aqueles que possuem administração regional intermédia descentralizada” (Selénio Portugal). Acresce que não é por se implementar um processo de descentralização administrativa que o Estado terá que deixar de ser unitário. Demonstração disso são os países nórdicos e a França.

J. Cadima Ribeiro

Nota: alguma informação de base usada neste texto foi retirada de relatório produzido por Selénio Portugal no âmbito de uma u.c. do Mestrado em Economia, Mercado e Políticas Públicas, que está a realizar na EEG/UMinho.

(reprodução de artigo de opinião publicado na edição de 2010/08/05 do Jornal de Leiria)

terça-feira, agosto 03, 2010

"Actas / Proceedings On-Line - 16.º Congresso da APDR"

«Caros Participantes /Dear Participants,

Serve o presente para informar que as Actas do 16º Congresso da APDR estão disponíveis on-line http://www.apdr.pt/congresso/2010/ / It is a pleasure to inform that are now available on-line the 16th APDR Congress http://www.apdr.pt/congresso/2010/

Para aceder, basta entrar na opção ACTAS/ PROCEEDINGS”. Os artigos estão organizados por sessões e possuem paginação contínua. /To consult it please press “ACTAS/ PROCEEDINGS”. The papers are organized by parallel sessions and have a continuous pagination.

Como indicado no PDF “Capa com ISBN”, o ISBN é 978-989-96353-1-9. /As you can see in the PDF “Capa com ISBN” (“Cover Page”), this publication ISBN is 978-989-96353-1-9.

Por favor divulguem esta informação junto dos co-autores do vosso artigo que não puderam ir ao Congresso/ Please inform your co-authors which or not able to go to the Congress about this.

Com os nossos melhores cumprimentos e esperando reencontrá-los em 2011 / Hoping to meet in the 2011 Congress.

Elisabete Martins

Secretariado da APDR»

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem identificada)

sábado, julho 31, 2010

Regionalização: o modelo base

Na discussão havida em Portugal sobre a regionalização, ocorre amiúde discutir-se o modelo base, aparecendo isso como se houvesse solução única ou alternativas muito escassas. Nessa discussão, esquece-se a variedade, em termos de capacitação político-administrativa e de dimensão territorial, que existe aqui ao lado, na Europa. Dito de outro modo, sendo certo que não existirá um modelo que encaixe, automaticamente, no caso português, em razão das suas condicionantes histórias, culturais e geográficas, não será, por outra parte, difícil encontrar soluções noutros lugares que se aproximem das da realidade nacional e possam, daí, ser fonte inspiradora do modelo a adoptar.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 29, 2010

Tradição de poder local e regionalização

Invoca-se comummente a tradição de poder local existente em Portugal, esquecendo-se que a dita tradição remonta a 1976, isto é, à “revolução dos cravos”, já que só a partir dessa data tivemos um poder local eleito, que se fez “forte” na medida dos resultados em matéria de criação de infra-estruturas e equipamentos (de desenvolvimento local) que produziu e que, naturalmente, gerou reconhecimento nas populações beneficiadas. Essa foi a melhor forma de criar e robustecer a tradição local, tal como poderá suceder com o poder regional a constituir. Assim aconteceu igualmente com os poderes regionais que foram instalados nas ilhas, pese embora os intérpretes que têm tido.
J. Cadima Ribeiro

terça-feira, julho 27, 2010

"As novas regiões devem ter competências fundamentalmente de natureza executiva e administrativa"

"Aquilo que se defende numa fase inicial, é que as novas regiões devem ter competências fundamentalmente de natureza executiva e administrativa, nunca de natureza legislativa (aliás, tal como está previsto na legislação). Destaca-se as que se prendem com o planeamento do desenvolvimento: infra-estruturas diversas, equipamentos, intervenção nas áreas da educação, formação profissional, acção social, cultura, património, desporto, turismo, ambiente, recursos hídricos, protecção civil, etc. Mais importante ainda, e essencial na acção das futuras regiões, as funções que se prendem com o fomento da actividade económica, com a criação de emprego e ordenamento do território."

Selénio Portugal

(excerto de relatório produzido no âmbito da unidade curricular "Projecto" do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

sábado, julho 24, 2010

A evolução do turismo cultural e os desafios que se colocam aos pequenos núcleos urbanos: o caso de Ponte de Lima

O turismo cultural é um fenómeno complexo, sendo por isso difícil formular uma estratégia consistente e de resultados seguros para o sector. Em Portugal, apesar do turismo cultural ter suscitado o interesse de um número elevado de cientistas sociais, continua ausente uma reflexão sobre as perspectivas da sua evolução a médio prazo, e sobre como pequenos núcleos urbanos, como Ponte de Lima, podem dele tirar partido para o seu desenvolvimento.
Com base nestes dados, dá-se notícia nesta comunicação de uma investigação que teve como objectivos: analisar a dinâmica do turismo cultural à escala internacional, nacional e regional; avaliar o potencial do seu desenvolvimento em Ponte de Lima; caracterizar a estratégia de desenvolvimento turístico seguida pelo município; e aferir a possibilidade de uma reorientação de política para um produto turístico mais activo/criativo. Para isso, realizaram-se entrevistas semi-estruturadas a agentes locais e regionais ligados ao turismo. As questões usadas centraram-se nas estratégias de planeamento e de marketing turístico conduzidas, e nos recursos de que Ponte de Lima dispõe.

Mécia Mota
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro


(resumo de comunicação submetida ao I Congresso Internacional de Turismo da ESG/IPCA - Produtos e Destinos Turísticos de Excelência -, a decorrer em 1 e 2 de Outubro de 2010, em Barcelos)

quinta-feira, julho 22, 2010

Lack of will

"The difference between a successful person and others is not a lack of strength, not a lack of knowledge, but rather a lack of will."

Vince Lombardi

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 20, Issue 627 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, julho 19, 2010

sexta-feira, julho 16, 2010

Diz-me onde moras...

"As nossas cidades tenderão crescentemente a ser como as americanas; quer dizer: ´diz-me onde moras, dir-te-ei quem és!`"
José Costa
(excerto de comentário produzido no âmbito de provas públicas de doutoramente que hoje decorrreram na EEG/UMinho)

quinta-feira, julho 15, 2010

O Baixo Minho caracteriza-se por...

A NUT II Norte é, actualmente, um dos territórios mais populosos e pobres da U. E..
No contexto da NUTII em causa, o Minho:
i) tem um papel essencial, pelo peso económico e demográfico;
ii) trata-se de um tecido empresarial marcado pela presença de sectores industriais “tradicionais” , com forte orientação para a exportação;
ii) é detentor de uma forte identidade história e cultural e de um património, material e imaterial, muito rico.
O Baixo Minho caracteriza-se também:
- pelo densa malha empresarial, constituída por pequenas e médias unidades empresariais, de raiz familiar (têxtil e vestuário);
- pela existência de um núcleo de actividades recentes, de maior intensidade tecnológica (tecnologias de informação e comunicação);
- por um sector emergente, com grande potencial (turismo cultural; turismo de natureza);
- pela presença de instituições de ensino superior, de investigação e de desenvolvimento com razoável massa crítica e potencial (UMinho; Laboratório Internacional Ibérico de Nano-tecnologias; …).

Nuno Pinto Bastos
J. Cadima Ribeiro

(excerto de comunicação intitulada "O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica", apresentada no 16º Congresso da APDR, que decorreu na Universidade da Madeira, Funchal, entre 5 e 10 de Julho de 2010)

segunda-feira, julho 12, 2010

Lançamento de Livro: GUIMARÃES “DUAS VILAS, UM SÓ POVO”. ESTUDO DE HISTÓRIA URBANA (1250-1389)

«Lançamento do Livro da Profª Conceição Falcão
14. Julho. 2010 / 18hs / Museu Nogueira da Silva

O CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória» e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro
GUIMARÃES “DUAS VILAS, UM SÓ POVO”. ESTUDO DE HISTÓRIA URBANA (1250-1389)
de Maria da Conceição Falcão Ferreira
A apresentação, a cargo de Maria Manuela dos Reis Martins, terá lugar no próximo dia 14 de Julho, quarta-feira, pelas 18h00, no Museu Nogueira da Silva (Braga).»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico no final da passada semana; mensagem proveniente de InfoICS)

sábado, julho 10, 2010

"O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica"

«Embora se tenha configurado como resposta a uma política pública nacional, o “Quadrilátero” deve ser entendido como o primeiro passo de um processo amplo que envolve a programação estratégica de investimentos e a respectiva concretização, que fomentem a competitividade e afirmação nacional e internacional do território.
Sobre esta dimensão da razão de ser da rede, considere-se o testemunho do entrevistado I.
Dizia este que a rede urbana emergira como resposta a dois desafios:
i) “O primeiro, resulta da consciência que, após a entrada na Comunidade Europeia, a competição deixou de se fazer país a país […] e passou a fazer-se região a região, cidade a cidade, no interior da comunidade. A natureza da competitividade territorial mudou e mudou de escala sobretudo”;
ii) “A segunda constatação é que o sistema urbano português tem uma evidente fragilidade:
- temos uma área metropolitana que tem uma massa crítica que é significativa em termos europeus, que é Lisboa;
- temos uma segunda área metropolitana que é a do Porto, que já é menos importante em termos de dimensão para a competitividade internacional; e,
- temos depois uma rede de cidades que todas elas padecem de uma dificuldade que é a sua pequena dimensão”.»

Nuno Pinto Bastos
J. Cadima Ribeiro


(excerto de comunicação intitulada "O Quadrilátero Urbano enquanto região metropolitana policêntrica", apresentada no 16º Congresso da APDR, que decorre(u) na Universidade da Madeira, Funchal, entre 5 e 10 de Julho de 2010)

terça-feira, julho 06, 2010

Conversas sobre nós: do potencial turístico dos territórios às deficiências de organização e de estratégia de promoção turística (2)

1. O CER, Centro de Estudos Regionais, uma associação cívica sedeada em Viana do Castelo, tem vindo a promover um ciclo de conferências que, sugestivamente, intitulou “Novas conversas sobre nós”. A última das conferências ocorreu há pouco mais de uma semana e teve como orador convidado o signatário deste texto. O tema versado foi: “Alto Minho: destino turístico cultural e criativo?”. Em boa verdade, o tema que me havia sido proposto não contemplava a forma interrogativa.
2. O elemento de amarragem da intervenção foi um levantamento que havia sido feito, via inquérito, sobre as preferências ou escolhas de visitantes reais ou potenciais do Alto-Minho. As preferências que era suposto serem explicitadas reportavam-se aos recursos turísticos ofertados pelo território em causa. Os resultados a que se chegou foram os seguintes: os recursos turísticos mais valorizados pelos inquiridos foram os Recursos Históricos, seguidos dos Recursos Naturais-Água.
3. Os resultados obtidos no âmbito do mencionado estudo revelaram-se interessantes especialmente por tornarem patente a inadequação da estratégia promocional que vinha sendo conduzida, centrada no Património Religioso e no Artesanato, atributos que se revelaram ter menor relevância no contexto da hierarquia de preferências dos inquiridos.
4. Pegando com maior detalhe nos resultados do estudo, podia adicionalmente constatar-se o seguinte: i) no âmbito dos Recursos Históricos, apareciam positivamente ponderados o Património Arqueológico e o Património Civil; ii) no âmbito dos Recursos Etnográficos, o mesmo se verificava relativamente às Festas e à Gastronomia; e iii) no contexto dos Recursos Naturais-Terra, surgiam positivamente apreciados os Parques Nacionais ou de Paisagem Protegida. Ora estes são recursos que caem no âmbito de perfis de procura turística mais recentes, onde a dimensão cultura, singularidade e ambiente natural têm lugar de destaque, e era daqui que surgia o pretexto para questionar a viabilidade de configurar o Alto-Minho como um destino de turismo cultural.
5. A problemática da criatividade a que fazia apelo o título da conferência surgia colocada mais adiante e prendia-se com a ideia que, se se pode assimilar o turismo cultural a visitas a monumentos e locais históricos, é também possível uma aproximação que considere uma fruição cultural mais activa. Esta problematização foi sendo feita por vários autores a partir do virar do século XX, confrontados que foram com o crescimento daquilo a chamaram “turismo criativo”. Defendem os ditos autores que os consumidores do turismo criativo procuram experiências interactivas para ajudar no seu desenvolvimento pessoal e aumentar o seu capital criativo. O turismo criativo envolve não apenas ver, não apenas “estar lá”, mas uma interacção reflexiva por parte dos turistas. Ora, era neste contexto que a questão sobre se o Alto-Minho seria capaz de posicionar-se nesse mercado poderia ser colocada. Era também daqui que surgia a oportunidade de dar um formato interrogativo ao tema da dita conferência.
6. A verdade é que, para lá chegar, o território em causa precisará, antes, de posicionar-se como destino de turismo cultural, dado que não o é, pese o seu potencial em recursos culturais. A verdade é que, digo, para lá chegar, o Minho-Lima precisará antes de consolidar-se como destino turístico enquanto tal, quer dizer, terá que conseguir que os agentes da actividade turística desenvolvam acções no sentido de uma utilização eficiente dos recursos endógenos, bem como definam e, consequentemente, promovam uma imagem da sub-região como destino turístico comum. E, adicionalmente, carecerá de: i) superar a ausência de uma cuidada organização e administração dos recursos turísticos; ii) ultrapassar a escassa oferta de alojamento e de restauração de qualidade; iii) resolver fragilidades ao nível das acessibilidades; iv) desenvolver um plano de oferta de eventos e actividades de animação mais regular e mais consistente; v) apostar na qualificação dos recursos humanos ao serviço do sector; vi) desenvolver uma cultura empresarial mais propensa à cooperação; vii) superar as lacunas graves existentes na promoção turística do território; e viii) enfrentar as indefinições em matéria de estratégia e organização do sector e contribuir para a construção de uma nova organização institucional (e territorial) do turismo regional e nacional.
7. Foi este o diagnóstico que propus aos participantes no fórum, procurando sublinhar a distância a que o dito território se situa daquilo que pode ser equacionado em matéria de um projecto turístico que faça apelo às dimensões culturais, perspectivadas de uma forma mais activa ou mais passiva. Trago aqui essa problemática e invoco aqui o evento porque, em se tratando da realidade do desenvolvimento turístico, o Alto-Minho e o Baixo-Minho, juntamente com várias outras parcelas do território nacional, não estão colocados perante realidades e constrangimentos muito diversos. Invoco a vivência que experimentei porque acho que o pontapé de saída para a mudança no Baixo-Minho e nesses outros territórios do país a que aludo também têm que ser “as conversas sobre nós”, que porventura não serão “novas” porque serão início de conversa.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

domingo, julho 04, 2010

sexta-feira, julho 02, 2010

Leiria: "A Cultura em Noite de São João"

«A Adlei promoveu em Leiria, no passado dia 23 de Junho, "A CULTURA EM NOITE DE S. JOÃO". E, a propósito da Cultura, as pessoas conversaram, trocaram ideias, comungaram do espírito sanjoanino com vinho, pão e arte.
A Direcção apresenta aos seus associados uma síntese desta iniciativa, que remetemos em anexo. Enviamos também o link da notícia do Região de Leiria "Ideias para a cultura de Leiria num debate com gente à porta".
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(reprodução parcial do corpo principal de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)