quarta-feira, novembro 10, 2010

O Turismo como Motor de Desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira

A Região Autónoma da Madeira confronta-se com uma permanência de constrangimentos ao seu desenvolvimento que decorrem da descontinuidade física e da localização distanciada das regiões centrais europeias, assim como de um conjunto de restrições estruturais particularmente intensas, nomeadamente as exíguas dimensões e o seu acentuado relevo.
Devido a estas condicionantes e às condições naturais favoráveis (clima, paisagem, flora e mar), o turismo assumiu um papel fulcral no crescimento e desenvolvimento da Região, não só por ser uma fonte de receitas externas, mas também por ter um efeito multiplicador em diversos sectores de actividade ligados ao turismo (comércio, artesanato, restauração, floricultura, …), fornecer um forte contributo para o emprego na Região e para a dinamização socioeconómica a nível local.
A oferta turística tem-se concentrado excessivamente no concelho do Funchal e zonas limítrofes, gerando problemas de sustentabilidade do desenvolvimento turístico nesta área. Devido a este facto, tem-se assistido nos últimos anos, a uma reestruturação para combater tal facto, tais como: aumento da oferta complementar (restaurantes, museus, estruturas de animação cultural e ligadas a actividades de lazer), construção de novas vias dentro da cidade e de novas vias de acesso a áreas rurais, desenvolvimento do Turismo Rural e de Habitação, aproveitamento da frente mar em diversas áreas do litoral para fins balneares, restauração de edifícios com vista a permitir a elaboração de um roteiro histórico-cultural, aumento das infra-estruturas e de serviços de apoio ao desenvolvimento de produtos turísticos associados à paisagem e natureza, a produtos ligados ao mar (náutica de recreio, desportos náuticos, turismo de cruzeiros) e a actividades desportivas, assim como na formatação de produtos turísticos estratégicos (congressos, negócios e percursos da natureza). Estas obras de melhoria e requalificação tiveram o financiamento de diversos fundos estruturais.
A Região Autónoma da Madeira tem vindo a sentir uma diminuição na taxa de ocupação desde 2008. Com a crise global actual estima-se que a situação venha a piorar. Visto o turismo ser um dos pilares centrais e motor da economia Madeirense, uma quebra significativa da captação de turistas pode ter um impacto devastador na economia e desenvolvimento da Região. Torna-se urgente não só gerir a crise, mas também ter uma posição estratégica mantendo a sua imagem de marca e avançando para uma fase de captação de novos turistas, de forma a abranger o maior tipo de turistas. Esta captação deve ser feita com base na redução dos preços da estadia e das viagens, mas essencialmente na diversificação de produtos.
Devido ao tipo de turistas que visitam a região, torna-se necessário captar um novo nicho de mercado, o dos turistas mais jovens oferecendo um vasto leque de actividades que suscitem interesse a este público-alvo, tais como: actividades recreativas, desportivas, de animação turística e de lazer. O desenvolvimento destas actividade aliado às condições naturais favoráveis da região fará da Região Autónoma da Madeira um destino único e de eleição, melhorando a imagem de marca e capacidade competitiva da mesma e conduzindo a um crescimento e desenvolvimento da economia regional.

Lisa Cunha

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

9º Workshop APDR - Descentralização Financeira e Desorçamentação

«9º Workshop da APDR 11 de Fevereiro de 2011
Braga – Universidade do Minho

O TEMA
Descentralização financeira e desorçamentação
O workshop sobre descentralização financeira e desorçamentação tem como principal finalidade servir de espaço de debate para os investigadores que estudam as possibilidades de descentralização financeira do Estado e as novas formas de gestão das finanças públicas, tanto a nível nacional como a nível regional e local. Pretende-se que sejam apresentados trabalhos sobre a situação actual nestas matérias, e sobre as alternativas, em termos políticos e estruturais, destinadas a melhorar a eficiência da despesa e a gestão dos fundos públicos.
Um dos objectivos fundamentais do encontro é fomentar o diálogo entre investigadores que estudam as questões próprias das temáticas do Workshop desde diferentes perspectivas e áreas do saber, ampliando o espectro habitual desde tipo de encontros (economistas e geógrafos) a outras áreas, como por exemplo o direito e a ciência política e da administração. Para obter referências válidas, que dêem pistas sobre modelos de descentralização bem sucedidos e sobre boas práticas em matéria de desorçamentação, promover-se-á a participação de investigadores estrangeiros, que apresentem trabalhos sobre a situação actual em países com Estados com maiores níveis de descentralização e modelos de gestão mais eficientes.

Sub-Temas
1. Finanças Locais
2. Descentralização Financeira
3. Descentralização Administrativa
4. Empresas Públicas / Empresas Municipais
5. Parcerias Público-Privadas

DATAS IMPORTANTES
29 de Dezembro de 2011 - Submissão de Resumos
05 de Janeiro de 2011 - Aceitação dos Resumos
30 de Janeiro de 2011 - Recepção final das Comunicações
11 de Fevereiro de 2011 - Workshop "Descentralização Financeira e Desorçamentação"

Submissão de Resumos
Para Submeter um resumo (e/ou Paper) deve ter uma conta.
[...]
Regras para resumo: Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol e inglês. O texto não pode ultrapassar os 3000 caracteres (incluindo espaços).

Inscrições
Para fazer a Inscrição no 9º Workshop da APDR, deve ter uma conta.
[...]
Tipos de Inscrição
- Inscrição Estudante (com menos de 33 anos) - 10 €
- Inscrição Normal - 50 €

COMISSÃO ORGANIZADORA
- Francisco Carballo-Cruz (Universidade do Minho)
- Paulo Mourão (Universidade do Minho)
- Tomaz Dentinho (Universidade dos Açores)

CONTACTOS
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional - APDR
Elisabete Martins
Email: apdr@apdr.pt; elisabete.martins@apdr.pt
Ana Fuentes Sánchez
Email: info@apdr.pt
Internet: http://www.apdr.pt/
Fax: (+351) 295 402 205/ Tel.: (+351) 295 332 001
Mais informação: http://www.apdr.pt/evento_9/ »

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que é identifica)

terça-feira, novembro 09, 2010

Do planeamento territorial aos efeitos no território de intervenções não convenientemente equacionadas

1. De quando em quando houve-se falar de planos nacionais e regionais de ordenamento do território, planos de desenvolvimento regional, de planos directores municipais e da respectiva revisão, de planos urbanísticos, etc., muitas figuras de planeamento do território para tão pouca organização e gestão estrutural das nossas cidades, municípios, regiões e país. Esta afirmação não é preciso explicá-la. Entra-nos pelos olhos dentro onde quer que estejamos ou nos desloquemos. É também verdade que o cidadão que reclama do caos urbano, da falta de espaços de fruição pública e da desestruturação dos espaços não-urbanos é, em grande medida, o mesmo que quer plantar a sua casita em qualquer pedaço de terra que tenha herdado e/ou que acha que solo urbano é solo urbanizável (leia-se: para construção).
2. Uma dimensão nem sempre presente nas acções de planeamento, de que resultam consequências gravosas em matéria de eficácia da intervenção planeada, é o reconhecimento de que os territórios têm as suas identidades. Para intervir neles consequentemente, é preciso conhecê-los e definir objectivos de evolução que considerem as realidades de partida, nas suas expressões tangível e intangível. Se planear é definir um conjunto de medidas e projectos, numa perspectiva de médio-longo prazos, tendentes a fazer evoluir os territórios numa direcção definida, mediante certos recursos e certa mobilização de agentes, compreender-se-á que ignorar as especificidades do objecto sobre o qual se pretende intervir é meio caminho andado para o fracasso.
3. Mas o que é, então, o planeamento territorial? No essencial, trata-se de um processo que, como se diz acima, visa fazer evoluir um sistema territorial num certo sentido, balizado por orientações de longo-prazo e objectivos ou metas operacionais de curto e médio prazos, partindo de um levantamento e análise de situação e dos recursos disponíveis. A sua desejabilidade prende-se com a possibilidade de se alcançarem resultados socialmente mais favoráveis, num horizonte temporal definido e, no mesmo passo, se optimizarem os recursos afectos à concretização dos objectivos que sejam estabelecidos.
4. Em termos modernos, as práticas de planeamento terão emergido no contexto da gestão das economias de direcção central (Estado) dos países da Europa de leste. Após a 2ª guerra mundial, os países ocidentais seguiram-nos com um planeamento do tipo indicativo, nomeadamente no contexto da reconstrução da Europa e da implementação do Plano Marshall. Na Europa, nomeadamente, no quadro do combate aos desequilíbrios regionais que começaram a evidenciar-se, progressivamente foram sendo definidas políticas de desenvolvimento regional e algum planeamento foi tendo expressão territorializada.
5. No caso português, as preocupações com o desenvolvimento regional emergem a partir do Plano Intercalar de Fomento, em meados dos anos sessenta, e sobretudo no 3º Plano de Fomento, que vigorou entre 1967 e 1973. Datam desta altura (1969) a criação das entidades que antecedem as actuais comissões de coordenação e desenvolvimento regional, concebidas como entidades desconcentradas da Administração Central (comissões consultivas regionais), votadas ao planeamento “regional”.
6. Podendo parecer tratar-se de um assunto lateral à problemática versada neste texto, pela respectiva actualidade, invoco aqui a questão do pagamento das auto-estradas, isto é, das designadas SCUTs, e, especificamente, da A28, que liga o Porto a Viana de Castelo e a Caminha. Neste enquadramento, o que se pretende sublinhar não é a injustiça de fazer todos pagar as auto-estradas que alguns utilizam sem sequer se invocarem princípios de equidade/redistribuição de riqueza social. Antes se quer chamar a atenção para as implicações que tal política de oferta de infra-estruturas viárias tem (tem tido) em matéria de ordenamento do território em referência.
7. Explicitamente, da invocação deste caso (A28) pretende-se que se conclua quanto a política de acessibilidades tem prestado um mau serviço a uma estruturação mais consequente e mais consistente da rede urbana do Entre Minho e Douro. Outro tanto se dirá do uso do solo e aproveitamento de recursos existentes, nomeadamente em matéria de potencial agrícola e pecuário, nesta área litoral do país. Esses efeitos nefastos bem podiam ter sido prevenidos por políticas que não pensassem a criação da A28 e respectivo modelo de financiamento no estrito contexto de uma política de acessibilidades, isto é, que equacionassem a dotação dos territórios de equipamentos em função dos respectivos recursos, capacidades e expectativas legítimas de desenvolvimento das suas populações. Isso seria, entretanto, peça de um modelo de intervenção suportado na existência de algum tipo de planeamento territorial.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/10/12 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de coluna regular, denominada "A Riqueza das Regiões")

segunda-feira, novembro 08, 2010

domingo, novembro 07, 2010

Política de oferta de infra-estruturas viárias e ordenamento do território

"O que se pretende sublinhar não é a injustiça de fazer todos pagar as auto-estradas que alguns utilizam sem sequer se invocarem princípios de equidade/redistribuição de riqueza social. Antes se quer chamar a atenção para as implicações que tal política de oferta de infra-estruturas viárias tem (tem tido) em matéria de ordenamento do território."
J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, novembro 05, 2010

O contributo do planeamento do território para uma sociedade coesa

O planeamento do território é visto, hoje em dia, como um instrumento fundamental para o desenvolvimento de determinado município. Este processo mostra-se preponderante na prevenção e resolução dos problemas urbanos. Partindo do conhecimento da realidade física e humana procura gerir a utilização do espaço de forma equilibrada, de modo a aproveitar as potencialidades e a criar condições de vida adequadas às necessidades da população.
O PDM- Plano Director Municipal- é um instrumento de gestão territorial que fixa as linhas gerais de ocupação do território municipal. Sendo este de carácter dinâmico (necessita de ser revisto num período máximo de 10 anos) torna-se possível a definição de novas estratégias que melhor correspondam a mudanças de necessidades da população ou potencializar novas oportunidades.
Quando é elaborada a revisão deste instrumento cabe à população mostrar aos seus autarcas qual a visão que têm do meio urbano e quais as suas ideias para o futuro. A elaboração do PDM deverá ter em vista um território organizado, uma sociedade coesa, um sistema urbano moderno, um meio ambiente como factor de bem-estar e oportunidade.
Os Planos de Pormenor representam também um papel essencial no planeamento do território. Estes desenvolvem e caracterizam propostas de organização espacial de qualquer área específica do concelho, definindo com detalhe a forma de ocupação. Este instrumento serve de base aos projectos de execução de infra-estruturas, da arquitectura dos edifícios e dos espaços exteriores, de acordo com as prioridades estabelecidas nos PDM.
No entanto, esta questão do planeamento do território nem sempre foi seguida pelas autarquias na tomada de decisão de construção de novas infra-estruturas.
Em Braga, o Vale de Lamaçães representa um exemplo de mau planeamento da cidade. O excesso de habitações retira o espaço para zonas verdes, praças, parques, entre outros equipamentos de lazer que possam melhorar a qualidade de vida dos seus residentes.
As Torres de Ofir, em Esposende, estão a ser “consumidas” pela erosão da costa. Estes três edifícios foram construídos numa área de paisagem protegida, sendo que em 2002 foi anunciada a sua demolição pelos problemas ambientais gerados por estas torres. No entanto, esta intenção nunca se concretizou devido aos custos que esta medida implicava. A indemnização que os proprietários reclamavam inviabilizou a destruição das mesmas.
A existência de um PDM devidamente pensado e regulado para melhor servir os interesses da população evitaria a existência de exemplos como este.
O prédio Coutinho, em Viana do Castelo, é outro exemplo do que não deveria ser feito. As grandes dimensões do imóvel ficam descontextualizados com o meio envolvente, sendo assim considerado como um atentado paisagístico de Viana do Castelo. A autarquia tem em vista a demolição do prédio ao abrigo do Programa Polis. No entanto, este processo é moroso por causa dos residentes do prédio. O lento processo de despejo tem-se arrastado ao longo dos anos. Em Novembro de 2009 apenas residiam 20 pessoas no prédio, sendo que este espaço já albergou 300 cidadãos vianenses.
O Programa Polis tem como principais objectivos a requalificação urbana tendo em conta a valorização ambiental, promover a criação de espaços verdes, áreas pedonais e diminuir o tráfego automóvel no centro das cidades.
Este programa não é solitário no que concerne à reabilitação e requalificação dos espaços urbanos. O programa PRAUD- Programa de Reabilitação das Áreas Urbanas Degradadas, o RECRIA, o REHABITA e o RECRIPH são exemplos de programas que estão ao dispor das Câmaras Municipais para reabilitar e requalificar as cidades promovendo sempre a valorização ambiental e o aumento da qualidade de vida dos cidadãos.
O exemplo do Parque da Ponte, em Braga, deve ser visto com bons olhos no que respeita à reabilitação de espaços urbanos. O trabalho recentemente efectuado permitiu que o parque se tornasse mais agradável para os cidadãos bracarenses, podendo estes aproveitar este espaço para melhor passar o seu tempo de lazer.
Actualmente, o excesso de densidade habitacional está a provocar estragos em algumas cidades, nomeadamente ao nível das cheias. A rede de saneamento torna-se assim insuficiente para satisfazer as necessidades dos seus utilizadores o que provoca dificuldades nos tempos de chuvas.
Na minha opinião, o planeamento do território poderá evitar imensos problemas futuros para a sociedade. Um bom planeamento promove um meio urbano agradável e organizado, onde o interesse e o bem-estar dos cidadãos deve ser o critério principal para a tomada de decisão.

Carlos Pereira

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

quinta-feira, novembro 04, 2010

11th International Conference on Urban History 'Cities & Societies in Comparative Perspective'

«Dear Colleagues and Friends,
You are warmly invited to take part in the 11th International Conference on Urban History 'Cities & Societies in Comparative Perspective', which will take place in Prague from the 29th August until the 1st September 2012.
Session proposals are welcome from 1 December 2010 until 1 March 2011. They can be submitted on the website http://www.eauh2012.com/ . In April 2011 session organizers will be informed if their session is accepted.
The European Association for Urban History encourages cross-disciplinary and international research on urban history. Therefore the Association invites you to submit sessions that are as comparative and interdisciplinary as possible. Furthermore, we give priority to sessions, which are co-organised by scholars from different countries/universities.
We look forward to welcoming you in Prague on 29th of August 2012.
Best regards,
The organizing committee of EAUH in Prague 2012.
EAUH-Prague2012@ff.cuni.cz»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, reenviada por Paula Cristina Remoaldo)

terça-feira, novembro 02, 2010

"Inauguradas há um ano, as hortas em Ponte de Lima contam com 36 lotes"

Notícia Correio do Minho
Ponte de Lima: colhe-se de tudo nas hortas urbanas, mesmo banhos de saúde e pedaços de paz:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=37408
*

sábado, outubro 30, 2010

Base económica e teoria da base económica de exportação

Actualmente, para estudar uma região, um dos problemas fundamentais é entender as suas relações com o restante território nacional e com o exterior. Sabemos que cada vez mais, os ganhos com exportações são fundamentais para satisfazer as necessidades da população, permitindo, com esses ganhos, cobrir os custos das importações necessárias.
Desta forma, a teoria da base económica pretende estudar e avaliar os fluxos de trocas de bens e serviços entre a região e o resto do mundo. Segundo esta teoria, a actividade total de uma região apresenta uma grande dicotomia entre as actividades básicas (de exportação) e as actividades locais (de mercado local).
As actividades básicas constituem o motor do crescimento regional. Os bens e serviços produzidos no sector básico são consumidos no exterior, dependendo do nível de rendimento do resto do mundo. Ou seja, a região pode crescer mesmo que uma grande percentagem da população não tenha poder de compra em expansão. Isto apenas è possível se a estrutura da produção se for adaptando ao crescimento do rendimento per capita do resto do mundo e não à procura interna. Assim, a população deverá importar cada vez mais variedade de bens e serviços (principalmente tecnologia), para fazer face às necessidades da procura interna. O sector básico apresentará maior dinamismo de crescimento e o sector de mercado local terá o seu crescimento limitado pela distribuição do rendimento e pelas interdependências que poderão aparecer com as exportações e as actividades de mercado interno.
Ao importar cada vez mais tecnologia, a região passa a ter uma rede industrial relativamente avançada. À medida que o processo de industrialização acelera, as exportações deixam de ser a maior explicação da formação do rendimento interno. Surgem novas variáveis como o investimento nas actividades locais e construções residenciais.
Assim, deve-se fazer a distinção entre base económica e base exportação. Enquanto o segundo termo só se refere às exportações, o primeiro engloba não só as exportações mas também as restantes variáveis que explicam o nível do produto local.
As actividades locais, que correspondem ao produto regional consumido pela população da região, identificam-se com a indústria tradicional, o comércio e os serviços urbanos. São actividades necessárias tanto à população como às actividades exportadoras.
A teoria da base económica tem limitações. Uma economia baseada nas exportações será vulnerável às oscilações conjunturais da economia nacional e internacional. Quanto mais a estrutura do sector exportador for especializada, mais a região será vulnerável às flutuações da economia nacional e internacional.
Hoje em dia, com a recente crise económica global, tem-se assistido à queda da economia em regiões em tempos bastante exportadoras e com grande dinamismo comercial. Não tendo tanta procura dos seus produtos por parte dos restantes países, também estes afectados pela crise, tornaram-se muito vulneráveis.
Poderá questionar-se se as actividades de mercado interno não levariam ao crescimento das actividades exportadoras. As indústrias exportadoras não poderão ser independentes das infra-estruturas económicas e sociais criadas pelo Estado; nenhuma delas poderá crescer sem os serviços oferecidos pelas cidades (energia, água, bancos, etc). Assim, as actividades locais de serviço são factores essenciais para atrair empresas a localizarem-se na região que se quer dinamizar.
Em Portugal, um tema bastante discutido é precisamente o do abandono das regiões rural/interiores a favor das zonas do litoral/urbanas. E para combater este mesmo abandono defende-se o melhoramento das infra-estruturas económicas e sociais das zonas rurais.
Conclui-se que a teoria da base economia é mais adequada para analisar uma pequena região agrícola, em que a presença industrial não é muito significativa, com poucos produtos tendo forte presença no sector exportador. À medida que a região se torna mais industrializada, mais auto-suficiente, as relações interindustriais locais tornam-se o motor do crescimento industrial e o principal facto explicativo da localização industrial.

Mariana Cristina de Sousa Pereira

[artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho]

"Cabia às empresas executoras da obra determinar quem era atingido e as quais benefícios eles teriam direito"

Notícia Instituto Geodireito
Decreto cria regras para atingidos por hidrelétricas:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3186&acao=DetalheNoticia
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quinta-feira, outubro 28, 2010

Distorções populacionais e centros de média dimensão

A rede urbana nacional apresenta-se desequilibrada, isto é, tem um grande número de centros de pequena dimensão, e dois grandes centros de nível mais elevado, faltando assim centros de média dimensão e importância. Apresentando um paralelismo entre a dimensão demográfica dos centros urbanos e o seu nível hierárquico, de acordo com as funções centrais que possuem. Por exemplo, as duas maiores cidades do país, Lisboa e Porto, são aquelas em que encontramos funções mais raras. Podemos ainda observar que a maioria dos centros urbanos localizam-se no litoral e à volta das duas grandes metrópoles. Estamos então, perante duas situações: a litoralização e a bipolarização.
A litoralização é o fenómeno que corresponde à maior concentração populacional na faixa do litoral, criando grandes desequilíbrios e assimetrias regionais. Ora, face a um litoral industrializado, dotado de serviços diversificados, de grandes redes de transportes e de comunicação, contrasta um interior de fraco dinamismo económico que não consegue fixar população.
Como sabemos a população tende a seguir o sentido da oferta e das oportunidades, e uma vez que dá-se a deslocação destas para o litoral, dá-se também o fluir da população. Seja por movimentos pendulares, migrações ou êxodo rural, os mais jovens tendem em alterar os seus estilos de vida, procurando áreas mais dinâmicas e atractivas.
Esta deslocação para o litoral originou um crescimento rápido das principais cidades aí localizadas e o aparecimento de novos núcleos urbanos sobretudo à volta das duas grandes metrópoles, gerando o notório desequilíbrio.
O excessivo congestionamento está a causar uma crescente pressão nos recursos. Temos um interior cada vez mais envelhecido e estagnado, com menor oferta económica, cultural e social, nos quais os municípios têm de assegurar a manutenção de um conjunto de actividades e serviços caros para servir uma população reduzida. Enquanto o litoral enfrenta uma grande perda de qualidade de vida e ambiental, resultante da expansão acelerada e desordenada fruto da ausência de planeamento e de uma especulação imobiliária desenfreada.
Contudo, apesar da grande litoralização a costa não é aproveitada como deve ser, não se tira partido do mar, nem dos portos, nem da posição estratégica que Portugal dispõe face à Europa como um bom local de entrada de rotas comerciais marítimas transatlânticas.
Já no interior, para além das capitais de distrito, existem poucas cidades e as que existem apresentam um número de habitantes relativamente baixo e sabemos que as regiões do país mais dinâmicas e mesmo mais desenvolvidas são aquelas que possuem cidades melhor posicionadas no sistema urbano. Deve-se, por isso assegurar cidades de média dimensão pois proporcionam consistência económica e social ao interior, partindo do princípio indiscutível de que a cidade dinamiza a sua área de influência.
Sobre estes aspectos, concluímos que será necessário promover o seu desenvolvimento. Dado que estas constituem elos de ligação entre os centros de diferente nível hierárquico e contribuem para o equilíbrio da rede urbana. Além de que são fundamentais para atrair população jovem, pois possuem actividades empregadoras, fornecem bens e serviços diversificados ao nível da saúde, educação, cultura, lazer e ajudam à difusão de ideias e à inovação.
Em suma, surgem consequentemente problemas com a carência de cidades médias, que bem distribuídas pelo território são capazes de polarizar e de manter a coesão interna e que com a ajuda de mais e melhores vias de comunicação e transporte, transformam áreas esquecidas em pólos de desenvolvimento. Há ainda o litoral que melhor aproveitado pode fazer a ligação do mundo com a Europa, bastando algum incentivo e espírito de descoberta, que já foi a marca do nosso país.

Marco António Machado Carneiro

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

terça-feira, outubro 26, 2010

"A política de acessibilidades tem prestado um mau serviço a uma estruturação mais consequente [...] da rede urbana do Entre Minho e Douro"

Pela actualidade da problemática, trago para esta 1ª página parte da resposta que dei a um leitor atento deste bloge (António Almeida Felizes), reagindo a um comentário e pergunta que me fez chegar na sequência da mensagem que publiquei logo abaixo sobre o pagamento das auto-estradas. Segue o dito excerto do texto:

Lendo o seu texto, sou levado a, genericamente, concordar consigo. Simplesmente, não é essa a tónica da minha tomada de posição, isto é, eu não comparo o Porto com Lisboa. A fazê-lo, tinha que compará-lo também com Braga, com Guimarães, com Leiria, etc. O que eu quero sublinhar é a injustiça de fazer todos pagar as auto-estradas que alguns utilizam sem sequer se invocarem princípios de equidade/redistribuição de riqueza social. Adicionalmente, quis chamar a atenção para a dimensão ordenamento do território da criação e gestão das infraestruturas, o que neste caso quer dizer que a política de acessibilidades tem prestado um mau serviço a uma estruturação mais consequente e mais consistente da rede urbana do Entre Minho e Douro e de todo o uso do solo e aproveitamento de recursos da referida área.
Esta é matéria complexa, que merece discussão mais aprofundada, sem dúvida, mas, pior que abordá-la pela rama é simplesmente ignorá-la.
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J. Cadima Ribeiro

"The gain varies depending on the type of mega-event"

“The impact of mega-sport events on tourist arrivals”

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa)

domingo, outubro 24, 2010

Pagamento das auto-estradas: para que não fique dúvida...

Para que não fique dúvida, informo que sempre paguei as auto-estradas que utilizo (a partir de Braga) e, contra a minha vontade, também as que outros utilizam, sobretudo no Porto e em Lisboa. Pagando eu, parece-me mais do que razoável que os demais utilizadores paguem também as que usam (e as pontes, de forma idêntica).
Notem entretanto que há outras dimensões associadas a esta problemática, nomeadamente as que se prendem com o ordenamento do território, matéria com que "ninguém" quis preocupar-se, até agora.

J. Cadima Ribeiro

sábado, outubro 23, 2010

sexta-feira, outubro 22, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (V)

"Qual problemáticas versa o Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "As metas a alcançar no contexto de uma certa acção de planeamento são as mais diversas, dependendo do ponto de partida existente e dos objectivos sociais que foram definidos, que podem prender-se com a sustentabilidade ambiental, o ordenamento das actividades e da ocupação do território, a criação de emprego e de rendimento, etc.. Os planos podem ter também diferente natureza e âmbito territorial: podem ser planos de desenvolvimento regional (nacional); podem ser planos de ordenamento do território, nacional, regional, local; podem ser planos de urbanização e planos de pormenor. No limite, todas estas figuras são planos territoriais, obviamente com ambições e complexidades distintas."

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, outubro 21, 2010

Southern Regional Science Association Annual Meeting, 50th Anniversary: Call for Papers

«We are pleased to issue the call for papers for the 2011 Southern Regional Science Association in New Orleans, Lousiana. We will meet at the Royal Sonesta Hotel Wednesday, March 23 through Sunday, March 27, 2011. The location in the heart of the French Quarter is ideal.
To participate, please send an abstract or proposed session to Program Chair Doug Woodward (University of South Carolina) by going to the conference website. Submissions will be accepted through March 1, 2011.
Each paper accepted for presentation in the 2011 SRSA meeting will be assigned a discussant. Participants will be given their discussants’ contact information and will be responsible for delivering a complete paper to that person by March 15, 2011.
Book a room at the Royal Sonesta Hotel using this link to take advantage of our discounted group rate.
Please contact the SRSA organizers at vjsorzano@gmail.com with any questions.
Also, stay in touch with the conference by visiting us on Facebook and subscribing to our new blog.
You can learn more about the SRSA at http://www.sras.org/
We hope you will join us in the French Quarter of New Orleans to celebrate our half century anniversary.
--
Doug Woodward
Director, Division of Research
Professor of Economics
Moore School of Business
University of South Carolina»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por Secretariado da APDR)

quarta-feira, outubro 20, 2010

O fenómeno da litoralização e o crescente abandono das área rurais em Portugal: causas e consequências

Longe estão os tempos em que se pensava que ter uma casa e um terreno produtivo no campo era sinónimo de qualidade de vida.
Como se tem vindo a constatar, o conceito da litoralização está vem presente na nossa realidade. Este diz respeito ao processo de progressiva concentração de pessoas e de actividades ao longo da parte litoral do país, sem que o interior acompanhe este ritmo.
Este fenómeno verificou-se com maior intensidade a partir da década de sessenta, como consequência da evolução económica e demográfica verificada em Portugal.
Os principais acontecimentos que estiveram na base da saída de pessoas das zonas interiores foram, essencialmente, o êxodo rural e a emigração que originou um rápido e acentuado crescimento das principais cidades portuguesas, Lisboa e Porto, levando neste contexto a outro conceito, designado por bipolarização. Actualmente a Área Metropolitana de Lisboa tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, o que representa 27% da população do nosso país, enquanto a Área Metropolitana do Porto tem cerca de 18% da população total. Ou seja, as duas metrópoles juntas têm praticamente metade de toda a população residente em Portugal. Estes números mostram que temos, sem dúvida, um país desequilibrado e litoralizado.
As causas aliadas à crescente litoralização do país prendem-se com factores de ordem natural, como: o clima, o relevo, disponibilidades hídricas, fertilidade dos solos, mas sobretudo está relacionado com factores como: a busca de empregos com melhores níveis de salário, melhor qualidade a nível de escolas, universidades, maior existência de infra-estruturas e serviços (hospitais, transportes, educação). Também a sua situação geográfica condiciona a maior instalação e o desenvolvimento das actividades económicas, como é o caso de maior diversificação de indústrias e serviços. No caso de Portugal, tal verifica-se mais na faixa litoral entre Braga e Setúbal.
Ora, isto acarreta diversas consequências tanto para as áreas de chegada, como nas áreas de partida. Em relação ao aumento da população no litoral, isto leva a problemas de cariz social, uma vez que várias cidades vêm chegar grandes aglomerados de pessoas, nas quais estas não dispõem de todos os recursos necessários para dar resposta às necessidades de toda a população. Os empregos tornam-se insuficientes, levando, assim a situações de desemprego, e com isto, crescente aumento da pobreza e da marginalidade. A litoralização faz com que haja cada vez menos qualidade de vida no litoral, faz diminuir a qualidade dos serviços prestados, aumenta a poluição e a pressão demográfica, com todos os problemas que lhe estão associados.
Os problemas aliados às zonas rurais em consequência do êxodo rural são, entre outros: desertificação de aldeias, envelhecimento da população, decréscimo da natalidade. Com a diminuição da população rural decresce a arrecadação de impostos, diminui o turismo nestas zonas, perda de costumes e práticas locais. Impede o aproveitamento de todas as potencialidades dos territórios afectados (recursos naturais, aptidão para a agricultura e agro-indústria, posicionamento estratégico, etc.)
A combinação destes dois fenómenos aumenta os custos para o país, pois os serviços no interior não podem ser fechados (por muito poucas pessoas que lá vivam, não podem ficar a 300quilometros do hospital mais próximo), e os serviços no litoral têm de ser melhorados para dar resposta à população crescente.
Este problema é grave, e pode tornar-se insustentável para um país em dificuldades económicas. Por isso torna-se urgente que as entidades competentes se preocupem e encontrem soluções viáveis para tal realidade.
Tem-se vindo a falar de possíveis soluções para potencializar o interior e aumentar a sua atractividade. Desta forma, seria importante apostar em áreas para as quais estas estão dotadas. Assim um possível projecto seria a aposta forte no desenvolvimento do turismo rural, do turismo termal e do turismo sénior. Este poderia ser uma mais-valia, uma vez que o interior é dotado de vários recursos que levariam a um bom desenvolvimento deste projecto.
Isto seria, possivelmente, uma forma de fixar população, uma vez que com tais serviços iria proporcionar criação de emprego, construção de infra-estruturas, desenvolvimento e consumo de produtos tradicionais e locais, traria vários turistas que teriam de consumir dos serviços da região… Outra solução a ter em conta seria a melhoria das acessibilidades nas regiões interiores, como a construção de auto-estradas, linhas ferroviárias que ligassem as pessoas às principais cidades litorais para que estas possam usufruir dos serviços aqui prestados. Assim, tentar-se-ia impedir o abandono destas das suas regiões de origem.
Em jeito de conclusão, é importante referir, que um país não mede o seu grau de desenvolvimento pelo elevado número de pessoas sediadas nas grandes cidades. Mas sim, pela sua capacidade produtiva, pelos seus níveis de riqueza… Por isso, é tempo de mudar mentalidades e apostar noutras áreas para as quais o nosso país tem recursos para tal.

Marisa Rodrigues

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (IV)

"Qual é a importância do Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "Numa perspectiva de adequado aproveitamento dos recursos e de ordenamento do território, o planeamento territorial é um instrumento de grande utilidade, ao monitorizar a evolução económica, social, ambiental de um certo território e ao estabelecer quadros desejáveis de evolução do sistema e, depois, ao estabelecer modelos de controle dessa evolução. Obviamente, para ser efectivo, têm que existir recursos e mobilizar-se vontades, e a estratégia tem que ser adequada à natureza dos problemas subsistentes e do território em causa".
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J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 19, 2010

Sistema urbano: o caso português

As cidades primordialmente como resultado da apropriação de excedentes das zonas rurais próximas e depois como produtoras de bens e serviços consumidos no seu interior e territórios circundantes, assumiram sempre um papel fulcral na economia. São pólos dinamizadores de crescimento e desenvolvimento, através de mecanismos de atracção e difusão de recursos, bens e serviços.
A teoria dos espaços urbanos procura explicar como os agentes económicos e as suas actividades se distribuem e relacionam dentro de um espaço urbano (cidade) e como se organizam os diferentes espaços urbanos, uns com os outros (rede urbana). Os produtores concentrarão os seus estabelecimentos de modo a maximizar o aproveitamento de economias de escala e a minimizar os custos de distância. O objectivo dos consumidores é minimizar o custo de distância, que pode implicar a concentração de alguns produtores num mesmo centro. A teoria dos lugares centrais de Christaller diz-nos que os produtores tendem a localizar-se em “lugares centrais” onde vivem parte dos consumidores dos seus bens e serviços, assim se o consumo é frequente os produtores tendem a localizar-se junto dos consumidores. Christaller e Losch defendem também que os centros urbanos mais qualificados são os que estão em condições de prestar bens e serviços mais qualificados. Devido à crescente mobilidade de factores a viabilidade económica passou a ser garantida não apenas pela dimensão mas também pelo estabelecimento de relações e parcerias entre agentes localizados em territórios que podem ter grandes distâncias físicas entre si. Sabemos hoje que dimensão não é sinónimo de competitividade, veja-se o exemplo de Londres e da Cidade do México.
Planear uma rede urbana (centros de vária dimensão convenientemente hierarquizados) equilibrada ou avaliar se uma já existente o é, não é de todo uma tarefa simples. Portugal devido à sua falta de tradição na área do planeamento tem sentido as consequências, com uma rede urbana marcadamente desproporcional. A lei do escalonamento urbano ou rank-size ajuda-nos a compreender a forma com a rede urbana está organizada. O principal resultado deste modelo indica que a população de uma cidade, tende a ser igual à população da cidade maior, dividida pela posição que ocupa dentro da hierarquia urbana em termos do seu tamanho. De notar que a cidade principal/capital, é em muitos países uma excepção a esta regra visto que a dimensão da cidade é maior do que a prevista pela regra rank-size.
Olhemos agora para o caso específico português. Se existe um termo para caracterizar a rede urbana em Portugal é o de desequilíbrio, quer internamente, quer em relação ao exterior. As duas maiores cidades portuguesas (Lisboa e Porto) são gigantes face às restantes cidades do país, no entanto são muito pequenas em relação às grandes cidades europeias, quando deveriam desempenhar funções equivalentes às destas. O desequilíbrio interno não acontece apenas em termos demográficos, mas também em termos de equipamentos, taxas de crescimento, entre outros. Existem quatros grandes tendências no sistema urbano português: peso estável das áreas metropolitanas no total da população residente; reforço das cidades médias (centros urbanos do litoral); dinamismo de alguns centros do interior em contexto de despovoamento; maior policentrismo (as cidades a funcionar como “nós” com os quais se formará uma rede interurbana) e suburbanização no interior das áreas metropolitanas (perda de população para as zonas periféricas). Das maiores falhas da actual organização territorial, destaco a subvalorização dos recursos naturais; a expansão urbana desordenada; a ineficiência de infra-estruturas e sistemas de apoio à competitividade e a distribuição desajustada de infra-estruturas e equipamentos colectivos.
A região Norte tal como as restantes regiões do país apresenta imensas falhas na sua rede urbana, associada a uma produtividade baixa e a um desemprego crescente Combater estes problemas requer melhorias no planeamento urbano da região, tais como: estruturar a rede urbana e reforçar o policentrismo; tirar maior partido das infra-estruturas portuárias e aeroportuárias; concentrar recursos qualificados em espaços de qualidade; aumentar a cooperação transfronteiriça e transnacional e valorizar o imenso património cultural. Em 2007 foi aprovado o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), que se encontra em fase de implementação. Para 2025 o PNPOT prevê que Portugal seja um espaço sustentável e bem ordenado; uma economia competitiva, integrada e aberta; um território equitativo e uma sociedade criativa com sentido de cidadania.
Ao longo dos anos programas bem-intencionadas têm sido implementados, mas por diversas razões não cumpriram os objectivos a que se propuseram. A situação financeira delicada que o país atravessa certamente irá comprometer muitas das medidas inicialmente previstas, contudo o problema nem sempre foi a falta de recursos mas também a imensa falta de vontade política.

Raquel Rodrigues Alves
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

Referências Bibliográficas
COSTA, José Silva (coordenador), Compêndio de Economia Regional; Colecção APDR; Junho 2002
OCDE, Estudos territoriais da OCDE: Portugal; Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional; Outubro 2008
http://www.territorioportugal.pt/pnpot/Storage/pdfs/PNPOT_RELATORIO.pdf

Urbanização em Portugal

A urbanização das sociedades foi um dos fenómenos mais marcantes do século XX e está intimamente relacionado com o processo de industrialização pós 2ª guerra mundial.
O processo de industrialização baseou-se numa grande mobilidade geográfica, nomeadamente, no êxodo rural para as grandes áreas industriais, e no alargamento das bacias de emprego, com a expansão da urbanização in situ (mudança de actividades económicas e modo de vida), permitindo a satisfação das crescentes necessidades de mão – de - obra, nas zonas de maior acessibilidade onde se encontram as indústrias.
Esta relação do processo de urbanização com a industrialização, e a concentração de mão – de – obra nos locais de maior acessibilidade, tem provocado no nosso país um agravamento da bipolarização e da litoralização, conduzindo a alguns problemas tais como a poluição e degradação ambiental, congestionamento de infra-estruturas.
Algumas cidades no nosso país, principalmente no Interior, em busca do desenvolvimento, procuram atrair a indústria através da criação de parques industriais, mas por outro lado, as zonas já urbanizadas tentam afastar a indústria da sua proximidade, de forma a minimizar os impactos negativos por ela causados.
Apesar desta relação entre a urbanização e a industrialização, torna-se cada vez mais evidente a concentração do sector terciário nas cidades. Esta progressiva terciarização do espaço urbano pode ser justificada por vários factores, entre eles, o aumento dos tempos livres e do lazer, maior mobilidade populacional com os progressos nas comunicações e transportes. Estes factores são potenciadores de certos problemas, como o congestionamento, mas também são uma via para a sua diminuição.
Desta forma o crescimento das cidades está ligado tanto ao processo de industrialização como ao de terciarização. Desde sempre que as cidades estiveram relacionadas com a aglomeração de actividades e funções terciárias potenciadas pela intensidade de relações com a sua área de influência. Isto explica a importância de numerosas cidades do Interior, que apesar de serem pólos de relativa atracção face a região envolvente, vão mantendo ao longo do tempo funções de centralidade em relação ao espaço envolvente.
A relação de cada cidade com o espaço envolvente, começando pelo fornecimento de determinados bens, serviços ou por funções a área envolvente, vai-se alterando ao longo do tempo, evoluindo progressivamente, devido à industrialização e/ou a terciarização, para formas diferenciadas.
Quanto maior a importância da cidade, mais esta vai possuindo funções mais especializadas, que outros centros de ordem inferior não exerce, sendo assim mais importante a sua área de influência. A ocorrência destas funções centrais, sobrepõe-se no espaço, segundo a lógica da rede, potenciando-se o desenvolvimento de alguns dos centros, favorecidos por determinadas condições económicas, físicas. Vários modelos quer de base económica quer de base geográfica têm sido desenvolvidos, de forma a tentar explicar cientificamente a constatação empírica desta lógica de organização espacial, sendo o mais conhecido o da hierarquização de lugares centrais.
Portugal é um país onde é visível a falta de centros urbanos de nível intermédio, existindo um grande número de pequenas cidades, que desempenham funções de ordem inferior e duas cidades (Porto e Lisboa bastante diferenciadas entre si), associadas a funções de alto nível.
O processo de urbanização provoca uma inevitável alteração dos padrões de consumo pessoas, não só por causa da assimilação dos espaços rurais de algumas características do modo de vida urbano, como por todas as influências que as populações rurais transportam consigo para as cidades.
Associado ao processo de industrialização no nosso país, temos problemas (alguns mencionados anteriormente) que afectam as cidades portuguesas e criam deseconomias de externas. Desta forma é imprescindível uma intervenção dos poderes públicos de modo a corrigir estes problemas.
Em Portugal a perspectiva de planeamento de forma a reduzir os desequilíbrios inter - regionais tem sido relativamente alcançada, sobretudo nos últimos anos, à excepção do agravamento da bipolarização (referido anteriormente). No entanto, problemas como os desequilíbrios inter – regionais, nomeadamente no espaço mais rural, têm vindo a agravarem-se. Estes desequilíbrios surgem entre as populações que já têm acesso a infra-estruturas e serviços de que anteriormente não beneficiavam e as outras, onde não é compensador investir.
O fenómeno de urbanização encontra-se em acentuada expansão, provocando mudanças estruturais nas relações económicas, sociais, na organização espacial, causando novas formas intermediárias entre o rural e o urbano e diluindo as diferenças entre as duas formas. Perante isto fará sentido falar de espaço urbano e rural ou é necessário analisar apenas as diferentes formas de organização das relações económicas, sócias e culturais?

Diana Sofia Oliveira da Silva
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia Regional” do 3º ano do Curso de Economia (1º ciclo) da EEG/UMinho)

segunda-feira, outubro 18, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (III)

"A origem das práticas de Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "O planeamento, numa perspectiva macroeconómica, terá emergido no contexto da gestão das economias de direcção central (Estado) dos países da Europa de leste. Os países ocidentais seguiram-nos com um planeamento do tipo indicativo após a 2ª guerra mundial, nomeadamente no contexto da reconstrução da Europa e da implementação do Plano Marshall. No quadro do combate aos desequilíbrios regionais que começam a evidenciar-se na Europa, nomeadamente, progressivamente foram sendo definidas políticas de desenvolvimento regional e algum planeamento foi tendo expressão territorializada. No caso português, essas preocupações com o desenvolvimento regional emergem a partir do Plano Intercalar de Fomento, em meados dos anos sessenta, e sobretudo no 3º Plano de Fomento".

J. Cadima Ribeiro

sábado, outubro 16, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial` (II)

"O que é Planeamento Territorial?" (pergunta formulada por SR/JM):
- "Trata-se de um processo que, partindo de um levantamento e análise de situação e dos recursos disponíveis, visa fazer evoluir um certo sistema territorial num certo sentido, balizado por orientações de longo-prazo e objectivos ou metas operacionais de médio e/ou médio-longo prazo."

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, outubro 15, 2010

quinta-feira, outubro 14, 2010

Em torno do conceito de ´planeamento territorial`

"Os territórios têm as suas identidades. Para intervir neles, é preciso conhecê-los e definir objectivos de evolução que considerem essas especificidades. Planear é definir um conjunto de acções e projectos, numa perspectiva de médio-longo prazos, tendentes a fazer evoluir os territórios na direcção pretendida, mediante certos recursos e certa mobilização de agentes."
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J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, outubro 13, 2010

The moments that take our breath away

"Life is not measured by the number of breathes we take, but by the moments that take our breath away."
[Anonymous]
(citação extraída de SBANC Newsletter, October 12, Issue 640 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, outubro 12, 2010

Desenvolvimento regional; desenvolvimento nacional

1. Ouvindo acerca de semana e meia as declarações feitas para os telejornais por Teixeira dos Santos e José Sócrates sobre a situação económico-financeira nacional e as medidas que o governo se propunha tomar para debelar o défice público, não pude deixar de pensar que um incompetente nunca admite a sua incompetência. Conclui daí que um e outro já tinham assegurado o seu lugar no livro da pequena história de Portugal.
Tenha-se a-propósito presente que o país vive um período de estagnação económica desde 2001 e que as receitas em que se insiste para nos tirar da crise são as mesmas que nos arrastaram para este quadro de dívida, de anemia estrutural e de descrença. Nesse contexto, há quem venha falando (alguns, há um par de anos) da premência de se estabelecerem pactos políticos. Alternativamente, eu sou a favor de um pacto social, isto é, de um pacto entre agentes e estruturas económicas e sociais e uns poucos agentes políticos que conservem a noção de serviço público, que nos permita descolar do quadro lamacento, sem projecto para o país e as suas gentes para que nos deixámos empurrar.
2. No mesmo contexto, vieram-me também à memória as respostas que, na véspera, dera a um estudante de mestrado que me fizera chegar um pedido de ajuda. Ocorreram-me essas questões e ocorreu-me o ingrato que é remar contra a maré. Esse pensamento ia-me desfilando na cabeça à medida que ia escutando as palavras de assentimento, de conformismo de uns quantos economistas e fazedores de opinião que apareceram de seguida a comentar as medidas anunciadas pelo governo.
3. Uma das perguntas que me fora endereçada repostava-se a "Quais são(eram) as nossas vantagens competitivas (Zona costeira? Ponto geográfico? Energias Renováveis?....?)?". Apeteceu-me logo então sublinhar que o problema de desenvolvimento do país resultava muito mais de outras coisas que da ausência ou da escassez de recursos. Acabei por lá chegar mas, antes, sublinhei que:
“No que se refere a áreas de oportunidade, as energias renováveis são claramente uma oportunidade a explorar, mas o turismo, em diversas dimensões, também o é e tem sido subaproveitado. Na dimensão potencial turístico e energético, a zona costeira é uma fonte potencial de vantagens competitivas. Tem é que ser convenientemente explorada, como muitos outros atributos, incluindo o posicionamento geográfico.
A meu ver, os territórios e os países, de um modo geral, devem constituir carteiras de produtos e organizá-los de modo a tirar deles o melhor partido económico, muito mais do que fazer apostas em factores ou produtos isolados. Para tal é preciso ter estratégia e capacidade de iniciativa e liderança, que são dimensões deficitárias em Portugal, nos tempos mais recentes, pelo menos”.
Pois é: escassas, escassas mesmo em Portugal são a ousadia, a iniciativa, o sentido de projecto e a conformação de lideranças sociais que não sejam circunstanciais, que não olhem só para o umbigo, que ponham as regiões, o país em primeiro lugar.
4. E já que falo de recursos dos territórios e de turismo, em particular, sugere-se-me perguntar por onde anda e a que conduziu a reorganização das regiões turísticas que o primeiro governo de José Sócrates tão empenhadamente levou a cabo? A que resultados (em matéria de captação de visitantes e de promoção de imagem dos destinos turísticos nacionais) conduziu? Sei entretanto que em muitas terras deste país (mesmo nalgumas com importantes recursos turísticos e algum caminho feito de afirmação no sector) subsiste a carência de aposta em estratégias articuladas com outros municípios vizinhos em matéria de agendas conjuntas de eventos culturais e na disponibilização de roteiros turísticos (em comum). Sei que em matéria de promoção turística uns são tidos como filhos e outros como enteados. Sei que o caminho que importa fazer em matéria de oferta turística, no sentido de produtos mais “sofisticados” e visando clientelas mais exigentes, está, em grande medida, por fazer, pese todos PENTs (leia-se: planos nacionais de desenvolvimento turístico) que se tenham elaborado.
Digam-me lá se é por falta de recursos turísticos (natureza, nas suas diferentes expressões; património material e imaterial; equipamentos de hotelaria e restauração; programação cultural; singularidade e autenticidade, nas suas expressão física e humana; cortesia do acolhimento por arte dos residentes) que o país se mantém aquém daquilo a que podia aspirar em termos de desenvolvimento (e receita) turística?

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/10/12 do Suplemento de Economia do Diário do Minho, no contexto de coluna regular, denominada "A Riqueza das Regiões")

sábado, outubro 09, 2010

1º CONGRESSO DE CIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO REGIONAL DA GUINÉ-BISSAU: "Call for Papers"

«GABÚ – 24 A 30 DE JANEIRO 2011
OS DESAFIOS DA CIÊNCIA REGIONAL NA ÁFRICA OCIDENTAL

A organização do 1.º Congresso de Ciência e Desenvolvimento Regional na Guiné-Bissau (http://www.apdr.pt/encontros/guine/index.html) tem como objectivo o lançamento da Ciência Regional no país, na Região Africana onde se situa e em África, e tem como pressupostos interli-gados: i) que o saber, o conhecimento e a informação são essenciais ao desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios; ii) que o saber, o conhecimento e a informação devem ser criados localmente e integrados globalmente; iii) e que a ciência regional permite – completando e complementando outras abordagens - integrar e dar escala aos vários saberes disciplinares e plurais da Guiné-Bissau tornando-os mais efectivos em termos do desenvolvimento sustentável das pessoas e dos sítios do país.
[...]
DATAS IMPORTANTES
30 de Outubro de 2010 - Recepção de Resumos
2 de Novembro de 2010 - Aceitação dos Resumos
15 de Dezembro de 2010 - Recepção final das Comunicações

SUBMISSÃO DE RESUMOS
Para Submeter um resumo (e/ou Paper) deve ter uma conta

Regras para resumo: Serão aceites resumos em qualquer uma das seguintes línguas: português, espanhol, inglês e francês. O texto não pode ultrapassar
os 3000 caracteres (incluindo espaços

CONTACTOS/ CONTACTS
Presidente da Comissão de Organização
Augusto Idrissa Embalo
Email: idrissaembalo@hotmail.com
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa - INEP
Bairro de Ajuda, 2° Fase, P. O. Box 112, Bissau, Guiné-Bissau
Tel: (+ 245) 674 77 98
Vice-Presidente da Comissão de Organização
Tomaz Ponce Dentinho
Email: tomazdentinho@uac.pt

Secretariado
Elisabete Martins
Email: apdr@apdr.pt; elisabete.martins@apdr.pt
Internet: http://www.apdr.pt/
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional - APDR
Universidade dos Açores - DCA
9701-851 Angra do Heroísmo
Terceira, Açores, Portugal
Fax: (+351) 295 402 205
Tel.: (+351) 295 332 001»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

JIIDE 2010

«Meus Caros,
Aproxima-se a realização das JIIDE 2010, as primeiras jornadas ibéricas de infra-estruturas de dados espaciais, que decorrerão de 27 a 29 de Outubro em Lisboa.
Visite o site http://www.usig.pt/ para mais informações e, se ainda não o fez, não deixe de efectuar a sua inscrição. O prazo para as inscrições normais está a expirar.
Qualquer esclarecimento pode ser pedido por e-mail para: jiide2010@usig.pt
Esperamos poder contar com a Vossa presença.
Com os melhores cumprimentos.
A Comissão Organizadora das JIIDE 2010»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

sexta-feira, outubro 08, 2010

Desenvolvimento turístico

Digam-me lá se é por falta de recursos turísticos (natureza, nas suas diferentes expressões; património material e imaterial; equipamentos de hotelaria e restauração; programação cultural; singularidade e autenticidade, nas suas expressão física e humana; cortesia do acolhimento por arte dos residentes) que o país se mantém aquém daquilo a que podia aspirar em termos de desenvolvimento (e receita) turística?
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J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 05, 2010

Don't ask what the world needs

"Don't ask what the world needs. Ask what makes you come alive, and go do it. Because what the world needs is people who have come alive."

Howard Thurman

(citação extraída de SBANC Newsletter, October 5, Issue 639-2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

domingo, outubro 03, 2010

Prémio "Villa Portela"


«Caro(a) associado(a),
Segue em anexo o Regulamento do Prémio Villa Portela, instituído pelo Eng.º Ricardo Charters d'Azevedo e pela ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria, em parceria com a Câmara Municipal de Leiria, o Instituto Politécnico de Leiria e a Gradiva.
Trata-se de um Prémio que visa promover e distinguir projectos de investigação em História Local (distrito de Leiria e Ourém), no valor de 2.000 Euros, com periodicidade bienal, a atribuir pela primeira vez em 2011.
Com os nossos melhores cumprimentos.

A Presidente da Direcção,
Anabela Graça
ADLEI - Associação para o Desenvolvimento de Leiria
Centro Associativo Municipal - Sala 12 -(Mercado Municipal de Leiria - ala nascente 1º andar)Apartado 110
22401-801Leiria
Telefone: 244 815160 (Segundas e Quintas das 17h30 às 19h30)
Fax: 244 815161

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)

quarta-feira, setembro 29, 2010

Intellectual growth

"Intellectual growth should commence at birth and cease only at death."

Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 28, Issue 638 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

sexta-feira, setembro 24, 2010

Projecto "Cuidando do Planeta"

O Instituto Worldwatch lança o Projecto Cuidando do Planeta em Português
http://www.cuidandodoplaneta.org/

Washington, D.C. – O Instituto Worldwatch anunciou hoje o lançamento da versão em Português do seu popular website Cuidando do Planeta. O Instituto Worldwatch é uma organização de pesquisa independente sediada em Washington, D.C., reconhecida por líderes de opinião em todo o mundo pela sua acessibilidade e análise factual de assuntos globais críticos. Desde 2009 que o projecto Cuidando do Planeta utiliza uma grande variedade de ferramentas de pesquisa e de comunicação para avaliar meios inovadores e ambientalmente sustentáveis de aliviar a fome e a pobreza a nível mundial.

(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com origem na entidade identificada)

"E-Commerce: A key driver to achieving a digital single market in Europe"

The 2nd Annual European E-Commerce Conference 2010

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Economia Portuguesa)

quarta-feira, setembro 22, 2010

I Congresso Internacional de Turismo: "Produtos e Destinos Turísticos de Excelência"

01 e 02 de Outubro de 2010 . Escola Superior de Gestão . Barcelos
http://www.ipca.pt/cit

Sexta, 01 Outubro
09h00 - Registo
10h00 - Sessão de Abertura – Auditório 1
10h30 - Sessão Plenária 1 – Auditório 1
César Castaneda – Director of Operations of CED (Centro Mundial de Excelência dos Destinos), Canadá
Nuno Fazenda – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) e Estrutura de Missão do Douro (EMD), Portugal
Coffe-Break
11h45 - Sessões Paralelas
13h00 - Almoço
15h00 - Sessão Plenária 2 – Auditório 1
Miguel Pazos – Universidade de Santiago de Compostela, Espanha
Coffe-Break
16h00 - Sessões Paralelas
Pausa
20h00 - Jantar Oficial

Sábado, 02 Outubro
9h00 - Sessões Paralelas
Coffe-Break
11h00 - Sessão Plenária 3 – Auditório 1
Dóris Ruschmann – Vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Turismo, Brasil
Dimitrios Buhalis – International Centre for Tourism & Hospitality Research, Bournemouth University, UK
12h00 - Sessão de Encerramento
12h30 - Almoço
Tarde - Programa Cultural

Contactos e Inscrições
IPCA – Escola Superior de Gestão
Campus do IPCA,
4750-810 Barcelos
Portugal
Tel.: (+351) 253 802 500
Fax: (+351) 253 8021 111
Email: cit@ipca.pt

segunda-feira, setembro 20, 2010

CONFERÊNCIA: "Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia"

«CONFERÊNCIA
'Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia'
24 de Setembro de 2010
18h00
Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho, Gualtar, Braga


Decorrerá no dia 24 de Setembro, às 18h00, no Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, em Gualtar, Braga, a Conferência inaugural do Mestrado em Políticas Comunitárias e Cooperação Territorial, subordinada ao tema “Nações e Regiões no Processo de Construção Europeia”, apresentada pelo Professor Doutor Luis Dominguez (Universidade de Vigo).
Informações adicionais:
Professora Ana Paula Brandão
Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho
Tel.: 253 604524
Email: abrandao@eeg.uminho.pt»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

quarta-feira, setembro 15, 2010

International Conference ´Advances in Tourism Economics 2011`: CALL FOR PAPERS

Advances in Tourism Economics 2011
14 - 15 April 2011
Lisboa, Universidade Lusíada
Portugal

«ATE 2011 is the 4th edition of the conference series on Advances in Tourism Economics. The 2011 conference is jointly organized by the Portuguese Association for Tourism Research and Development (APIDT) and the Research Centre in Tourism, Innovation and Services (CITIS) of Universidade Lusíada de Lisboa. This year's conference will be held in Lisbon, Portugal, on 14 - 15 April 2011, at the premises of Universidade Lusíada de Lisboa. This year’s conference aims to bring together prominent economists and other researchers with a special interest on the tourism phenomenon to debate recent advances in tourism economics and management. By focusing on the theme of recent advances, ATE 2011 will provide another opportunity for gathering, analysing, and debating state-of-the-art academic research on this recent field of economic science.
The ATE conference series has now consolidated its objectives twofold, while aiming at bringing together researchers interested on the tourism phenomenon to debate recent advances in the field we have also developed over the years an associated publication series strongly committed at publishing a selection of papers presented in our conferences. Henceforth, a selection of the papers presented at ATE 2011 will be again proposed for publication either in a special issue of the Journal Tourism Economics or at the respective Conference Book (proceedings by Springer -Verlag).
DEADLINES: * Submission of abstracts (maximum of 500 words): 30 November 2010 *
* Notification of accepted abstracts: until the second week of December 2010 *
Conference Advances in Tourism Economics 2009
Universidade Lusíada de Lisboa
CITIS - Centro de Investigação em Turismo, Inovação e Serviços
Rua da Junqueira, 188-198
1349-001 Lisboa
Portugal E-mail: ate2011@apidt.com
Phone: +351 213 611 500;
Fax: 351 213 638 307
Website: http://ate2011.apidt.com/ (on-line from 7 October 2010 on)»

(reprodução do anexo de mensagem que me caiu no início da semana na caixa de correio electrónico; c.f. mensagem imediatamente abaixo)

terça-feira, setembro 14, 2010

ATE2011 - Call for Papers

«Dear Colleagues:
I am pleased to inform you that our next conference is already in motion.
Here are the details:
* 4th International Conference on Advances in Tourism Economics *
Location: Lisbon, Portugal
Dates: 14-15 April 2011
Deadline for paper submissions: 30 November 2010
JEL classification(s): A, C, D, F, M, N, O, Q, R, Z
Further information at: http://ate2011.apidt.com/ (on-line from 7 October
2010 on)
I would appreciate if you could pass through this information.
Many thanks in advance.
Kind regards,

Álvaro Matias, Chair
International conference Advances in Tourism Economics 2011
Rua da Junqueira, 188-198
1349-001 Lisboa
Portugal
E-mail: ate2011@apidt.com»
(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

segunda-feira, setembro 13, 2010

"Mais da metade da população mundial está nas cidades"

Notícia Geodireito
Cidades já consomem 70% dos recursos naturais do planeta:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3036&acao=DetalheNoticia

Lançamento do livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional"

«Caros Associados,
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vem pelo presente convidar V. Ex.ªs para o lançamento do livro “Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional”
- http://www.apdr.pt/livros/
O Livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional" vai ser lançado no próximo dia 15 de Setembro, pelas 10h30, no Instituto Superior Técnico (Sala V1.01 no Pavilhão de Engenharia Civil e Arquitectura (localizada no 1º piso) - Campus Universitário da Alameda)
Esta obra foi coordenada pelo Prof. Doutor José Manuel Viegas e pelo Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho, sob a chancela do Observatório do QREN, tendo contado com o contributo de vários autores.
O evento contará com a presença do Dr. Paulo Areosa Feio (Coordenador do Observatório do QREN), Dr. Joaquim Bernardo (Coordenador-adjunto do Observatório do QREN) e do Dr. Duarte Rodrigues (Coordenador-adjunto do Observatório do QREN) e incluirá uma mesa redonda com alguns dos autores do livro, nomeadamente:
Prof. Doutor António Gomes de Menezes (Universidade dos Açores)
Prof. Doutor Carlos A. Silva (IST da Universidade Técnica de Lisboa.)
Prof. Doutor Eduardo Anselmo Castro (Universidade de Aveiro)
Prof.ª Doutora Isabel Joaquina Ramos (Universidade de Évora)
Prof. Doutor João Lourenço Marques (Universidade de Aveiro)
Prof. Doutor João Luis César das Neves (Universidade Católica Portuguesa)
Prof. Doutor José Dias Coelho (Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa/ APDSI) Prof. Doutor José Manuel Viegas (IST da Universidade Técnica de Lisboa.)
Prof. Doutor José Pedro Pontes (ISEG da Universidade Técnica de Lisboa)
Prof. Doutor Rui Nuno Baleiras (Universidade do Minho)
Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho (Universidade dos Açores/ APDR)
Agradecemos desde já a vossa atenção. E esperamos poder contar com a presença de V. Ex.ªs no Lançamento do Livro.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins
Secretariado da APDR»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp., proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, setembro 10, 2010

Call for Papers - SIEF 2011 - 'People Make Places - ways of feeling the world`

«Caros Colegas
Apenas para relembrar que a Societé Internationale d´Ethnologie et de Folklore (SIEF), organiza em Lisboa, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa, de 17 a 21 de Abril de 2011, o seu 10º Congresso, subordinado ao tema – People Make Places – Ways of feeling the world.
Encontra-se aberto (até 15 de Outubro de 2010) o Call for papers para os diversos paineis que versam sobre 3 grandes temáticas: Shaping lives, Creativity and Emotions e Ecology and Ethics (Lista de Paineis aqui: http://www.nomadit.co.uk/sief/sief2011/panels.php5)
Chamo particular atenção para o painel P303 - What is shaping rural futures? From perceptions to outcomes, que organizo em conjunto com Luís Silva (ver informação detalhada deste painel aqui:
e para o qual gostaríamos de contar com as vossas propostas.
As propostas devem ser submetidas online, através do site do SIEF, seguindo as instruções constantes do website:
http://www.nomadit.co.uk/sief/sief2011/callforpapers.html
Gostaríamos que divulgassem esta iniciativa entre os vossos contactos e pedimos desculpas pela duplicação de informação.
Esperando contar com o vosso interesse e participação no 10º Congresso do SIEF e especialmente no painel P303, subscrevo-me
Com os melhores cumprimentos
Elisabete Figueiredo»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, setembro 09, 2010

Desenvolvimento Regional: notícia de um livro que me chegou do outro lado do Atlântico

“Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” é o título de um livro (edição UNISC, Santa Cruz do Sul, 2010) sobre a problemática em título que o seu autor, Valdir Roque Dallabrida, me fez chegar há um par de meses. Como não basta vontade para que possamos fazer certas coisas, só nestes últimos dias tive oportunidade de fazer a sua leitura e, mesmo assim, a correr.
Trata-se de uma obra com objectivos didácticos, onde, conforme escreve no Prefácio Carlos Brandão, Valdir Dallabrida, actualmente professor da Universidade do Contestado, Santa Catarina, Brasil, “busca sintetizar as diversas abordagens teóricas que buscaram enfrentar esse enigma: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?” (p.9). Conclui o prefaciador que o “livro é oportuno e bem-vindo e poderá contribuir para sanar essa enorme lacuna de textos sintéticos e didácticos que busquem melhor qualificar o debate sobre o que faz o desenvolvimento de uma região e como promovê-lo” (p.12).
Neste sentido, da qualificação do debate sobre o desenvolvimento dos territórios e, até, do país, diria que contributos de natureza similar fazem falta igualmente em Portugal, se bem que a falta de qualidade do debate público a que amiúde se assiste resulte mais da desqualificação dos intervenientes que da ausência de informação técnico-científica de base. Recordando um pensamento que vi reproduzido não há muito tempo num blogue, diria a propósito, que “É impossível derrotar um ignorante em argumentação” (William G. McAdoo) e será porventura daí que relevará a qualidade do debate (político e técnico) que temos.
Encontrei no livro em causa muitas ideias em que me reconheço, nomeadamente as que insistem i) na inviabilidade de prosseguir aproximações de natureza disciplinar na interpretação das realidades complexas das regiões e na construção de respostas em matéria do seu desenvolvimento, e ii) na inviabilidade e/ou inutilidade de uma teoria geral do desenvolvimento, em razão da dita complexidade dos territórios, decorrente de determinantes endógenos (história, geografia, contexto económico e social, instituições, cultura) e exógenos (relacionamento económico, social e político com o restante território nacional e com o exterior) que são sempre singulares.
Como foi invocado, o autor do texto definiu o objectivo ambicioso de “fazer uma breve síntese das principais abordagens teóricas sobre desenvolvimento” (cf., Introdução, p.7) e, para mais, fazê-lo com recurso a uma linguagem simples, que permita ir além da “clientela académica”. Era um enorme desafio esse e será, porventura, essa uma das limitações maiores da obra. Isto é, nunca seria fácil dar notícia em poucas páginas (212) dos contributos em matéria de desenvolvimento do território de autores que vão de Quesnay, Adam Smith e Alfred Marshall a Albert Hirschman, Paul Krugman e Vázquez-Barquero, passando por Celso Furtado e S. Boisier, entre muitos outros.
Confesso, a propósito, que tive dificuldade em reconhecer no texto alguns autores, ficando-me a dúvida se foi a brevidade da referência que fez parecer reduzida a sua contribuição ou se Valdir Dallabrida fez das ideias daqueles leitura diferente daquela que eu faço. Meramente a título de exemplo, da referência que a dada altura faz a François Perroux retenho que este vê o desenvolvimento como “combinações de transformações de ordem mental e social de uma população que lhe possibilita o aumento cumulativo e duradouro do seu produto real global” (p.159), à semelhança de Hirschman e Myrdal, outros autores da corrente do crescimento desequilibrado, seus contemporâneos. Modestamente, penso que, nessa dimensão de pensar social e institucionalmente as dinâmicas económicas territoriais, Albert Hirschman e Gunnar Myrdal foram mais longe que Perroux, até por a contribuição deste último relevar de uma aproximação muito mais micro aos fenómenos económicos.
Sem descurar a importância e contributo para a compreensão das realidades brasileira e da América Latina, também me parece discutível o destaque que tem no livro Celso Furtado, que conheço muito mais como autor do crescimento e do desenvolvimento prosseguindo abordagens macroeconómicas que aproximações territorializadas. O autor da obra terá querido render a sua homenagem a Celso Furtado, o que é legitimo. O problema é o desequilíbrio que tal destaque introduz no texto.
Lendo esta obra de Valdir Dallabrida, voltei a confrontar-me com algo que se me sugeriu deste o primeiro contacto que mantive com investigadores brasileiros, mesmo que tal não seja tão presente nele quanto noutros que conheci: refiro-me ao universo distinto de leituras e referências que parece ser mantido pelos académicos europeus e da América Latina. Haverá razões para tal, sobretudo no passado. Não sei se em expressão disso, causou-me estranheza ver atribuída a “paternidade” da Teoria da Base Económica de Exportação a D.C. North (p.52) e referida a sua génese entre as décadas de 50 e 60 do século XX (p.50). Para mim, a primeira grande referência que se me sugere quando se invoca a Teoria da Base é H. Hoyt (1936-1939), sendo certo que as ideias básicas que dão corpo à teoria serão bem mais antigos.
O trabalho dado a conhecer “agora” por Vadir Dallabrida merece bem uma recensão que vá para além da brevidade destas notas. É ele próprio que o solicita, “para que, no futuro, se possa aperfeiçoar o texto” (p.21.). Não estando eu em condições da fazer nesta sede, talvez esta invocação leve quem a possa materializar a ler a obra e a produzir um contributo para esse efeito mais expressivo.

J. Cadima Ribeiro

(versão "alargada" de artigo de opinião publicado na edição de 2010/09/09 do Jornal de Leiria)

quarta-feira, setembro 08, 2010

Success is a journey

"Success is a journey, not a destination."

Ben Sweetland

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 7, Issue 635 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, setembro 06, 2010

"Muitas ideias em que me reconheço"

Encontrei no livro em causa [Valdir Roque Dallabrida, 2010, “Desenvolvimento Regional: por que algumas regiões se desenvolvem e outras não?”, edição UNISC, Santa Cruz do Sul] muitas ideias em que me reconheço, nomeadamente as que insistem i) na inviabilidade de prosseguir aproximações de natureza disciplinar na interpretação das realidades complexas das regiões e na construção de respostas em matéria do seu desenvolvimento, e ii) na inviabilidade e/ou inutilidade de uma teoria geral do desenvolvimento, em razão da dita complexidade dos territórios, decorrente de determinantes endógenos (história, geografia, contexto económico e social, instituições, cultura) e exógenos (relacionamento económico, social e político com o restante território nacional e com o exterior) que são sempre singulares.

J. Cadima Ribeiro

sábado, setembro 04, 2010

Lançamento do livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional"

«Caros Associados,
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional vem pelo presente convidar V. Ex.ªs para o lançamento do livro “Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional”. - http://www.apdr.pt/livros/
O Livro "Desafios Emergentes para o Desenvolvimento Regional" vai ser lançado no próximo dia 15 de Setembro, pelas 10h30, no Instituto Superior Técnico (Sala V1.01 no Pavilhão de Engenharia Civil e Arquitectura (localizada no 1º piso) - Campus Universitário da Alameda) .
Esta obra foi coordenada pelo Prof. Doutor José Manuel Viegas e pelo Prof. Doutor Tomaz Ponce Dentinho, sob a chancela do Observatório do QREN, tendo contado com o contributo de vários autores.
O evento incluirá uma mesa redonda sobre o tema do Livro, com os coordenadores e alguns autores.
Agradecemos desde já a vossa atenção. E esperamos poder contar com a presença de V. Ex.ªs no Lançamento do Livro.
Com os melhores cumprimentos,
Elisabete Martins
Secretariado da APDR»
*
(reprodução de mensagem que entretanto me caiu na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

sexta-feira, setembro 03, 2010

Redes: Vol. 15, No 2 (2010)

«Caros leitores,
Redes acaba de publicar seu novo número em
http://online.unisc.br/seer/index.php/redes.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itens
de interesse.
Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,

Profª. Drª. Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Silvio Cezar Arend
Editores

Grasiela da Conceição
Assistente Editorial
revistaredes@unisc.br

Redes
Vol. 15, No 2 (2010)
Sumário
http://online.unisc.br/seer/index.php/redes/issue/view/7
9»
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(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)