
Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território, à economia do turismo e ao desenvolvimento regional.
It is a pleasure to inform you that the issue n. 74 (May 2026) of our journal (Revista Portuguesa de Estudos Regionais / Portuguese Review of Regional Studies) is now online. You can accede to it using the following link:
https://review-rper.com/index.
I take the opportunity to inform you, as well, that the next issue will be a special issue on “Innovative Approaches in Education, Technology and Tourism for Sustainable Development”, having as Guest- Editors Rui Alexandre Castanho, João Vidal Carvalho and António Abreu. This issue will be published next summer.
Best regards,
J. Cadima Ribeiro
(Editor-in-chief)
A infraestrutura digital – que abrange desde conectividade de banda larga e plataformas em nuvem até inteligência artificial e sistemas inteligentes – serve atualmente como facilitadora da inovação, da produtividade e da coesão territorial. No entanto, o acesso desigual a essas infraestruturas cria novas divisões digitais e reforça as disparidades regionais existentes.
Este número especial visa investigar o papel estratégico das infraestruturas digitais na promoção do desenvolvimento regional inclusivo, inteligente e sustentável.
Ler MaisLer mais sobre Número Especial da RPER sobre Infraestruturas Digitais e Competitividade Regional no Século X
Visitor satisfaction and loyalty are critical for the sustainability of protected areas (PAs). However, there is a substantial knowledge gap regarding the dynamic influences of motivation and perceived quality on these variables. To address this gap, this study examines the complex relationships between visitor motivations and the perceived quality of PA attributes, and their role as contributors to satisfaction and loyalty. A survey was conducted among visitors of a Portuguese PA, yielding 316 questionnaires. The results from the PLS-SEM model indicate that only nature and relaxation motivation directly affects satisfaction. Motivations can have different effects on the perceived quality of various PA attributes, and these attributes mediate the motivation-satisfaction relationship to different degrees. Satisfaction was found to mediate the quality-loyalty relationship. These findings contribute to the underdeveloped body of knowledge regarding the antecedents of satisfaction and loyalty in PAs, while providing substantial management implications for the park under analysis.
https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01490400.2023.2285348
Conselho Superior de Estatísta / Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial
"Foram divulgados no sítio do CSE (cse.ine.pt) em “Eventos”, o programa, as apresentações (comunicações) e o Relatório da Sessão (conclusões) relativos à Sessão Temática sobre “Sustentabilidade e Políticas Públicas”, realizada no dia 22 de setembro de 2025".
Boa tarde!
As primeiras
palavras que quero aqui deixar são de agradecimento ao Professor José Mendes e
à Fundação Mestre Casais por se terem disponibilizado para o patrocinar e
financiar a respetiva edição em papel. Agradeço-lhes, também, a organização
desta sessão de apresentação pública.
Agradeço,
ainda, aos autores que quiseram/puderam associar-se a este evento, entre os
quais identifiquei a presença na sala, para além do Prof. José Mendes, que
também é autor, dos Profs. José Vieira, Rui Alexandre Castanho e Ivo Oliveira, aparte
o Prof. José Mendes, que também é autor.
Muito obrigado
a todos os presentes!
Em breves
palavras, gostaria de vos dizer que o que me levou a avançar com esta edição
prende-se com o momento atual do debate sobre Sustentabilidade, nas suas
expressões ambiental, económica e social, mas resulta igualmente de referências
longínquas que mantenho sobre este debate.
Essas
referências remontam a 1972 e 1973, e ao meu ingresso na Universidade Técnica
de Lisboa, ocasião em que vários elementos marcantes do debate então gerado
foram sendo trazidos para o contexto da minha formação académica.
No momento em
que o essencial do meu percurso académico, se encerrou, com a minha aposentação
recente, achei que fazia sentido recuperar essas referências e ajudar a fazer
um ponto de situação do que que foi ocorrendo ao longo de várias décadas.
Quando menciono
o ano de 1972, quero, obviamente, invocar o livro “Os Limites do Crescimento”,
de Meadows et al. (1972), do qual,
como principal conclusão, se podia extrair que o Homem estava à beira de uma
catástrofe ecológica, a menos que se conseguisse reduzir para uma taxa zero a
evolução da população mundial e da produção industrial.
Com é geralmente
sabido, o livro captou enorme atenção e desencadeou grande controversa sobre os
resultados a que se chegou e as hipóteses de partida que foram assumidas.
Uma premissa
base era a de que o crescimento infinito era impossível num planeta finito.
Dos estudos que
então fiz enquanto estudante de Economia, percebi que o risco de catástrofe
para a humanidade que o trabalho de Meadows et
al. (1972) enunciava tinha muito de paralelo com o que fora proclamado cerca
de cento e setenta anos antes por Thomas R. Malthus, no seu “Ensaio sobre o
Princípio da População”.
Aí, Malthus (1826)
dizia que as pessoas tenderiam a multiplicar-se exponencialmente enquanto a
provisão de alimentos, na melhor das hipóteses, tenderia a aumentar a uma taxa
constante.
Daí retirava a “profecia”
de que tenderiam a ser a fome e a guerra a corrigir os desequilíbrios de
ajustamento entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos
naturais que viessem a gerar-se, periodicamente.
Embora com
fundamento diferente do de Thomas Malthus, e sem o dramatismo enunciado por
aquele, também em David Ricardo (1975[1817]), um dos fundadores da Economia
Política, podem encontrar-se preocupações com a dinâmica de crescimento das
economias, a longo-prazo.
Na perspetiva
de Ricardo (1975[1817]), mais cedo ou mais tarde, o rendimento nacional
deixaria de crescer ou atingiria um estado estacionário.
Para tal
tenderiam a contribuir a queda tendencial da taxa de lucro e a estagnação do
progresso técnico.
O combate à
estagnação do progresso técnico poderia, entretanto, e por algum tempo, ser
feito através da mecanização e das descobertas que pudessem ser conseguidas na
agricultura que se traduzissem em aumento do rendimento das terras, assim como
através do recurso à importação de bens agrícolas (Ricardo, 1975[1817]).
Retornando ao
texto “Os Limites do Crescimento”, o facto de nas décadas seguintes terem
ocorrido grandes avanços tecnológicos e de terem sido descobertas novas
reservas de energia fóssil acabou por afastar a problemática da
sustentabilidade do debate público corrente, aparecendo as iniciativas da ONU sobre
o ambiente como o grande contraponto a esse “esquecimento”.
Esse debate alargado
só voltou a emergir mais tarde, quando graves problemas sociais e ambientais,
com consequências económicas incontornáveis, se tornaram fenómenos recorrentes.
No rescaldo do debate lançado no início da década de
setenta, na década seguinte, a ideia de desenvolvimento “sustentável”, em
leitura que integra as dimensões ecológica, social e económica, foi
progressivamente fazendo percurso.
O lançamento do Relatório
Brundtland (1987) (Brundtland,
1988[1987]), da iniciativa da Comissão sobre
Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidos (ONU), é a expressão mais
conhecida desse trajeto.
É daí (Brundtland, 1988[1987]) que
resultou o conceito de desenvolvimento sustentável, apresentado como a forma
pela qual as atuais gerações satisfazem as suas necessidades sem comprometer a
capacidade das gerações futuras de satisfazerem as delas.
Obrigado!
J.
Cadima Ribeiro
Braga, Hotel
Meliã, 23 de setembro de 2025
“A
Sustentabilidade tem que ser um compromisso de todos!”