terça-feira, abril 28, 2026

Revista Portuguesa de Estudos Regionais: issue N. 74 (May 2026) published

It is a pleasure to inform you that the issue n74 (May 2026) of our journal (Revista Portuguesa de Estudos Regionais / Portuguese Review of Regional Studies) is now online. You can accede to it using the following link:

https://review-rper.com/index.php/rper/issue/view/74


I take the opportunity to inform you, as well, that the next issue will be a special issue on “Innovative Approaches in Education, Technology and Tourism for Sustainable Development”, having as Guest- Editors Rui Alexandre Castanho, João Vidal Carvalho and António Abreu. This issue will be published next summer.


Best regards,      

 

J. Cadima Ribeiro

(Editor-in-chief)

quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Número Especial da RPER: apêlo à submissão de artigos

segunda-feira, dezembro 22, 2025

sexta-feira, dezembro 19, 2025

• “Visitors’ Satisfaction and Loyalty Towards Protected Areas: Exploring the Role of Motivations and Perceived Quality”

 

Abstract

Visitor satisfaction and loyalty are critical for the sustainability of protected areas (PAs). However, there is a substantial knowledge gap regarding the dynamic influences of motivation and perceived quality on these variables. To address this gap, this study examines the complex relationships between visitor motivations and the perceived quality of PA attributes, and their role as contributors to satisfaction and loyalty. A survey was conducted among visitors of a Portuguese PA, yielding 316 questionnaires. The results from the PLS-SEM model indicate that only nature and relaxation motivation directly affects satisfaction. Motivations can have different effects on the perceived quality of various PA attributes, and these attributes mediate the motivation-satisfaction relationship to different degrees. Satisfaction was found to mediate the quality-loyalty relationship. These findings contribute to the underdeveloped body of knowledge regarding the antecedents of satisfaction and loyalty in PAs, while providing substantial management implications for the park under analysis.

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01490400.2023.2285348


sexta-feira, dezembro 12, 2025

“Sustentabilidade e Políticas Públicas”: relatório da Sessão Temática realizada no dia 22 de setembro de 2025

Conselho Superior de Estatísta / Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial

"Foram divulgados no sítio do CSE (cse.ine.pt) em “Eventos”, o programa, as apresentações (comunicações) e o Relatório da Sessão (conclusões) relativos à Sessão Temática sobre “Sustentabilidade e Políticas Públicas”, realizada no dia 22 de setembro de 2025".

terça-feira, setembro 23, 2025

Apesentação pública do livro ´O Desafio Crítico da Sustentabilidade`: intervenção na cerimónia

Boa tarde!

 

As primeiras palavras que quero aqui deixar são de agradecimento ao Professor José Mendes e à Fundação Mestre Casais por se terem disponibilizado para o patrocinar e financiar a respetiva edição em papel. Agradeço-lhes, também, a organização desta sessão de apresentação pública.

 

Agradeço, ainda, aos autores que quiseram/puderam associar-se a este evento, entre os quais identifiquei a presença na sala, para além do Prof. José Mendes, que também é autor, dos Profs. José Vieira, Rui Alexandre Castanho e Ivo Oliveira, aparte o Prof. José Mendes, que também é autor.

 

Muito obrigado a todos os presentes!

 

 

Em breves palavras, gostaria de vos dizer que o que me levou a avançar com esta edição prende-se com o momento atual do debate sobre Sustentabilidade, nas suas expressões ambiental, económica e social, mas resulta igualmente de referências longínquas que mantenho sobre este debate.

 

Essas referências remontam a 1972 e 1973, e ao meu ingresso na Universidade Técnica de Lisboa, ocasião em que vários elementos marcantes do debate então gerado foram sendo trazidos para o contexto da minha formação académica.

 

No momento em que o essencial do meu percurso académico, se encerrou, com a minha aposentação recente, achei que fazia sentido recuperar essas referências e ajudar a fazer um ponto de situação do que que foi ocorrendo ao longo de várias décadas.

 

Quando menciono o ano de 1972, quero, obviamente, invocar o livro “Os Limites do Crescimento”, de Meadows et al. (1972), do qual, como principal conclusão, se podia extrair que o Homem estava à beira de uma catástrofe ecológica, a menos que se conseguisse reduzir para uma taxa zero a evolução da população mundial e da produção industrial.

 

Com é geralmente sabido, o livro captou enorme atenção e desencadeou grande controversa sobre os resultados a que se chegou e as hipóteses de partida que foram assumidas.

 

Uma premissa base era a de que o crescimento infinito era impossível num planeta finito.

 

Dos estudos que então fiz enquanto estudante de Economia, percebi que o risco de catástrofe para a humanidade que o trabalho de Meadows et al. (1972) enunciava tinha muito de paralelo com o que fora proclamado cerca de cento e setenta anos antes por Thomas R. Malthus, no seu “Ensaio sobre o Princípio da População”.

 

Aí, Malthus (1826) dizia que as pessoas tenderiam a multiplicar-se exponencialmente enquanto a provisão de alimentos, na melhor das hipóteses, tenderia a aumentar a uma taxa constante.

 

Daí retirava a “profecia” de que tenderiam a ser a fome e a guerra a corrigir os desequilíbrios de ajustamento entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos naturais que viessem a gerar-se, periodicamente.

 

Embora com fundamento diferente do de Thomas Malthus, e sem o dramatismo enunciado por aquele, também em David Ricardo (1975[1817]), um dos fundadores da Economia Política, podem encontrar-se preocupações com a dinâmica de crescimento das economias, a longo-prazo.

 

Na perspetiva de Ricardo (1975[1817]), mais cedo ou mais tarde, o rendimento nacional deixaria de crescer ou atingiria um estado estacionário.

 

Para tal tenderiam a contribuir a queda tendencial da taxa de lucro e a estagnação do progresso técnico.

 

O combate à estagnação do progresso técnico poderia, entretanto, e por algum tempo, ser feito através da mecanização e das descobertas que pudessem ser conseguidas na agricultura que se traduzissem em aumento do rendimento das terras, assim como através do recurso à importação de bens agrícolas (Ricardo, 1975[1817]).

 

Retornando ao texto “Os Limites do Crescimento”, o facto de nas décadas seguintes terem ocorrido grandes avanços tecnológicos e de terem sido descobertas novas reservas de energia fóssil acabou por afastar a problemática da sustentabilidade do debate público corrente, aparecendo as iniciativas da ONU sobre o ambiente como o grande contraponto a esse “esquecimento”.

 

Esse debate alargado só voltou a emergir mais tarde, quando graves problemas sociais e ambientais, com consequências económicas incontornáveis, se tornaram fenómenos recorrentes.

 

No rescaldo do debate lançado no início da década de setenta, na década seguinte, a ideia de desenvolvimento “sustentável”, em leitura que integra as dimensões ecológica, social e económica, foi progressivamente fazendo percurso.

 

O lançamento do Relatório Brundtland (1987) (Brundtland, 1988[1987]), da iniciativa da Comissão sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidos (ONU), é a expressão mais conhecida desse trajeto.

 

É daí (Brundtland, 1988[1987]) que resultou o conceito de desenvolvimento sustentável, apresentado como a forma pela qual as atuais gerações satisfazem as suas necessidades sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as delas.

 

Obrigado!

 

J. Cadima Ribeiro

Braga, Hotel Meliã, 23 de setembro de 2025

“A Sustentabilidade tem que ser um compromisso de todos!”