quinta-feira, Outubro 16, 2014

"Portugal não se resume a Lisboa e Porto"


(título de mensagem, datada de quinta-feira, 16 de Outubro de 2014, disponível em Economia Portuguesa e Europeia)

"A Fundación FCEER conmemora a sinatura do Tratado de Lisboa cunha xornada sobre fronteiras"

«Estimados/as amigos/as:
A Fundación Centro de Estudos Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal (FCEER) organiza unha xornadas coa colaboración das seis universidades de Galicia e do Norte de Portugal e da Complutense de Madrid que conmemorarán o 150 aniversario da sinatura do tratado de Lisboa, o Tratado de Límites dende a desembocadura do Miño ata a unión do río Caya co Guadiana entre España e Portugal. O encontro, os días 23 e 24 no salón de plenos do Concello de Tui, leva por título ‘Fronteiras. Cooperación e conflito no contexto internacional’ e está promovido polo Instituto Español de Estudos Estratéxicos.
De inscrición gratuíta e aforo limitado, formula unha reflexión sobre as fronteiras “como espazos de transición, amalgama e encontro”, pero tamén de conflito e rivalidade. Como explican os promotores das xornadas en relación ao Tratado de Lisboa, a demarcación da fronteira hispano-portuguesa non é unha operación técnicas senón que supón unha intervención “política e económica de primeiro orde”. Distinguen a dimensión política, que “ten que ver coa construción dunha identidade nacional” e a económica, “ao formar parte da definición dun mercado nacional que asegure o control do comercio e, polo tanto, a garantía da súa prosperidade”.
Ao longo dos dous días nos que se van desenvolver as xornadas están programadas un total de catro sesións específicas cos lema ‘A artificialidade das fronteiras como causa dos conflitos’, ‘ Os espazos marítimos xurisdicionais. Un reto á seguridade e desenvolvemento do século XXI’, ‘As fronteiras como zona de seguridade, cooperación e desenvolvemento’ e a última sobre ‘A cooperación transfronteiriza e a asociación entre territorios: realidade e retos’. Na xornada final, tamén está prevista a presentación do proxecto de eurocidade Tui-Valença.
(Fonte: xornal.usc.es)
Agradecemos a difusión a toda aquela persoa que poida estar interesada.

Un cordial saúdo,
GABINETE DE COMUNICACION DO CEER
Tel: 981563100 Ext 11149
comunicacion@fceer.org»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, Outubro 13, 2014

“Tourists’ perceptions of world heritage destinations: The case of Guimarães (Portugal)”

«Abstract

Guimarães is a UNESCO world heritage site, deemed as such in 2001 and hosted the 2012 European Capital of Culture. This paper examines the profile, destination image, and motivations of tourists’ visiting behaviors in Guimarães before the cultural event. Based on survey responses from 276 tourists, we found that tourists arriving in Guimarães had previously visited the two most important cities in the northern part of Portugal. These respondents were relatively young and well educated compared to the average tourists that visited Portugal. The results suggest that many tourists were aware of the city status as a world heritage site that encompasses a historic center, monuments, and architectural buildings. Furthermore, these perceptions shape the image of Guimarães, as the factor analysis indicates that “historical background and functionality” was the most reliable and valid factor behind the choice of visiting the city.»
Paula Cristina Remoaldo
J. Cadima Ribeiro
Laurentina Vareiro
J. Freitas Santos

(título e resumo de artigo entretanto publicado em Tourism and Hospitality Research, 2014, Nº14, págs. 206-218 - http://thr.sagepub.com/content/14/4/206.abstract)

segunda-feira, Outubro 06, 2014

Call for Paper - 21.º Workshop da APDR - Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional

«APELO A CONTRIBUIÇÕES

Lisboa, 06 de outubro de 2014
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional (APDR), a EMPREEND, a Universidade Aberta e Câmara Municipal de Oeiras realizarão no dia 27 de novembro  de 2014 o Workshop APDR - Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional.
A existência de  condições e de infra-estruturas de apoio à promoção do empreendedorismo e inovação a nível regional constituem actualmente um tópico de estudo interessante que se desagrega em diversas temáticas com interesse para os empreendedores, académicos, fazedores de politícas públicas entre outros.
O wokshop é dirigida a dois tipos de público:
·         Professores, investigadores e estudantes do ensino superior;
·         Decisores e planeadores de política em instituições públicas e privadas;
·         Empreendedores cujas actividades dependam ou provoquem externalidades significativas no ambiente económico local e regional;
·         Líderes de desenvolvimento regional.
O tema  do empreendedorismo tem vindo a ser estudado por diversos investigadores em todo o mundo.  Os contributos para o seu estudo são multidisciplinares e diversos, bem como, os seus tópicos de interesse.
O Workshop “Estratégias, infra-estruturas e redes empreendedoras para o desenvolvimento regional” pretende criar um espaço de reflexão e de discussão sobre os temas do empreendedorismo considerando o seu impacto no desenvolvimento dos territórios. Serão apresentadas várias abordagens ao tema, permitindo a discussão de artigos e de casos de estudo que propõem soluções inovadoras, estratégias sustentáveis e de promoção do desenvolvimento e competitividade dos territórios.
O formato do workshop pretende incentivar  a discussão e partilha de conhecimentos entre os participantes.
O formato dos trabalhos deverá ser feito de acordo com o formato de artigo ou de estudo de caso. A apresentação das comunicações poderá ser em português, castelhano ou inglês.
Em termos de oportunidades de publicação, todos os artigos e casos selecionados para apresentação serão publicados em livro de atas digital com ISSN. Haverá a possibilidade de uma seleção de artigos e estudos de caso escritos em inglês virem a ser publicados em livro internacional intitulado “Handbook of Research on Entrepreneurial Success and its Impact on Regional Development” Luisa Carvalho (eds), IGI, 2015. Pode ainda ser editado um livro com artigos e casos selecionados em inglês, português ou castelhano.
Subtemas
-          O papel das instituições de ensino superior na criação e disseminação do empreendedorismo e inovação (educação para o empreendedorismo; transferência de conhecimento e tecnologia; I&D;  incubadoras e estruturas de apoio ao conhecimento e criação de empresas; impacto regional do ensino superior; spinoffs universitárias);
-          Organismos regionais e locais  de fomento do empreendedorismo de base regional (Casos e projetos relacionados com programas de organismos regionais; agencias de desenvolvimento local e /ou regional; centros de investigação; redes de transferência de conhecimento; redes e capital social);
-          Infraestruturas de apoio ao empreendedorismo (Parques/Espaços Tecnológicos/Redes de Espaços Tecnológicos;  Centros Tecnológicos/Redes de Centros Tecnológicos; Incubadoras e outras infraestruturas de apoio);
-          Infraestruturas empresariais e redes de base local (Associações e/ou Federações Empresariais; projetos ligados à sociedade civil e à economia social);
-          Financiamento (business angels; capital de risco; programas de apoio e outros recursos de suporte);
-          Barreiras para o desenvolvimento da capacidade criativa, inovadora e empreendedora das empresas  casos aplicados a regiões e estudos demográficos empresariais (itens possíveis cultura empresarial; contexto empresarial; politicas públicas nacionais e regionais; infraestruturas, agentes e redes, qualificação entre outros);
-          Estratégias empreendedoras empresariais aplicadas a um setor, programa, empresa ou região.
-          Outros temas relacionados que se enquadrem nos temas dos eventos.
Datas relevantes:
  • Até 20 de outubro de 2014 - Recepção de resumos – NOVA DATA
  • Até 15 de novembro de 2014 - Recepção dos artigos
  • 15 de novembro de 2014 – Inscrição na conferência para inclusão da comunicação no programa do Workshop
  • 27 de novembro de 2014 - Realização do Workshop
Formatação e estrutura
Caso
Cada caso deverá fazer referência à área de conhecimento a que corresponde e a sua estrutura deverá conter:
o   palavras-chave (até cinco);
o   introdução
o   desenvolvimento (porventura, várias secções)
o   conclusão
o   referências bibliográficas
o   exercícios (enunciados e propostas de resolução)
Artigo
Cada artigo deverá fazer referência à área de conhecimento a que corresponde e a sua estrutura deverá conter:
o   resumo (na língua do caso) e “abstract” (resumo em língua inglesa, se diferente);
o   palavras-chave (até cinco);
o   introdução
o   Revisão de literatura
o   Estudo empírico
o   conclusão
o   referências bibliográficas
-          Em ambos os casos a lista de referências bibliográficas apenas pode conter a identificação de fontes efectivamente consultadas e explicitamente referidas no texto do caso ou artigo propriamente. Todas as fontes referidas nos exercícios do caso, tanto as que já constem da lista anterior como fontes adicionais, deverão constar de nova lista a inserir no final das resoluções do caso.
-          Secções, equações, figuras, quadros e outros objectos deverão ser numerados sequencialmente (numeração árabe).
-          Cada texto não deverá ultrapassar os 37.500 carateres, incluindo espaços, mas excluindo figuras, quadros, referências bibliográficas e exercícios (nos casos).
-          Os exercícios  dos casos (enunciado e resolução) e as referências bibliográficas não relevam para a extensão indicada no número - mas solicita-se concisão nos respetivos textos.
-          Os textos em português podem ser escritos segundo o antigo ou o novo acordo ortográfico mas nunca segundo os dois em simultâneo.
Todas as informações em: http://www.apdr.pt/evento_21/index.html»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, Outubro 04, 2014

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo (5)

Momento 5:

«Holistic refers to something that emphasizes the whole and the interdependence of its parts. It can be related with the more common used concept of interdisciplinary: the claim that most social and economic phenomena can not be fully understood or explained without undertaken an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.

The first contributes to this concept were produced by Hunziker and Krapf, in 1942. They rejected looking to tourism just as an economic phenomenon. Instead, they approached it as a human and economic activity and a composite phenomenon (Williams, 2004).
Another pioneering contribution came from Leiper (1979). Later he was followed by Murphy (1985) and Lew (2001), namely. Leiper advocated a systems approach towards tourism. Only this way, he claimed, one could fully understand destinations, generating areas, transit zones, the environment and tourism flows.
Going far, the call for developing an integrative approach able to deal with the economic, ecological and social systems has been made. In this context, the term panarchy has been used to identify a specific form of governance that would encompass all (partial) others.
Current research in tourism, mostly the case of tourism of experiences, has claimed the need of using holistic approaches. Studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with destinations competitiveness, as it arises from many factors, which include natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities, and geographical location.   
By 1985, Murphy underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach. According to it, if people have to live with the authorities` decisions, they must be demanded to take part on the formulation of the policies and on their application.
Sustainable tourism development only can be well succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
A few authors have claimed that the concept of sustainable development is, itself, holistic and multi-sectorial. It can be looked as pointing to forms of tourism that are "green" or "alternative". However, the concept has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.
Inquiring on the future, one can agree with Yeoman et al. (2012) that the future has already began, and that its primary drivers will be wealth, resources and technology. Being so, there is place for change on the type of products demanded and on the tourists` preferred destinations, together with the main emission markets.
Sustainable tourism development requires that researchers go on looking for, both, getting a broader understanding of tourism and making use of a variety of research tools, of quantitative and qualitative nature, which will allow to improve the rigor of the analysis.

Headwords: Community development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism

References
Leiper, N.
1979 The framework of tourism: towards a definition of tourism, tourist, and the tourism industry. Annals of Tourism Research 6(4): 390-407.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Methuen Inc.
Williams, S.
2004 Tourism: The nature and structure of tourism. London: Routledge.
Yeoman, I., Rebecca, T., Mars, M. and Wouters, M.
2012  2050 - Tomorrows tourism. Bristol: Channel View Publications.»

Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of Minho, Portugal
jcadima@eeg.uminho.pt

quinta-feira, Outubro 02, 2014

Iniciativa "orçamento participativo": "BragaMusicLab - Projetos e Ideias de Intervenção Artistíca-Musical"

«Bom dia
Num enorme desejo e esforço de contribuir para o desenvolvimento cultural na cidade de Braga apresentei um projecto de financiamento à Câmara Municipal de Braga (Orçamento Participativo). 
Venho pedir-vos que, identificando-se com este projecto, possam nele votar.
PROJETO OP15/PROJ-074 NO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO DO CONCELHO DE BRAGA: BragaMusicLab incide no campo da Cultura Musical Erudita com especial incidência no Património Musical Bracarense.

Projeto número:

OP15/PROJ-074

Área de intervenção:

Património (material e imaterial)

Título do projeto:

BragaMusicLab - Projetos e Ideias de Intervenção Artistíca-Musical


Descrição sucinta:

Projeto de intervenção no campo da Cultura Musical Erudita com especial incidência no Património Musical Bracarense.

Ações:

1. Festival Internacional de Música Bracara Augusta [ 5 concertos]

2. Filme documentário sobre o Theatro Circo
3. Centro de Estudos Musicológicos Virtual incidindo sobre o Património Musical Bracarense.
4.Criação de uma base de dados sobre Música em Braga: do passado ao presente.
5. Exposições temáticas: Para a História da Música em Braga [ 3 Exposições]


COMO FAZER: - Faça primeiro a sua inscrição no portal http://participe.cm-braga.pt/ - Depois VOTE de 29 de Setembro a 3 de Outubro no Projeto com o título "BragaMusicLab" OP15/PROJ-074
Os mais votados serão integrados na proposta de Orçamento e Plano de Atividades da Câmara Municipal de Braga. QUEM NÃO DISPÕE DE INTERNET poderá votar nas Juntas de Freguesia nos dias indicados para o efeito.
Muito obrigado pelo seu tempo. Se puder, pedimos-lhe para divulgar este projeto junto dos seus amigos e familiares porque todos os votos são importantes e decisivos.

Ficamos ao vosso dispor para quaisquer esclarecimentos relativos ao projeto.
Abraço amigo

Elisa Lessa
Companhia da Música - Fundação Bomfim
Mercado Cultural do Carandá

Pr. Cândido Pires, 4715-402 Braga

Tlf: 253 202 300/ 600, Tlm: 962 555 490

Webpage: www.companhiadamusica.com.pt »

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, Outubro 01, 2014

“Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial: uma experiência gratificante de trabalho em parceria”

 «1.  A Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial (SPEBT) do Conselho Superior de Estatística (CSE) foi criada em 2005, no contexto de reestruturação feita das Secções daquele órgão de orientação e coordenação da produção de estatísticas oficiais em Portugal. O surgimento da Secção surgiu num momento particularmente delicado da gestão das entidades associadas à produção de estatísticas no nosso país e, em particular, do Instituto Nacional de Estatística (INE), posto que, algum tempo antes, se tinha assistido a um fortíssimo desinvestimento na produção de estatísticas de base sub-nacional, isto é, as chamadas estatísticas regionais e locais. Por isso, a criação da SPEBT acabou por adquirir significado político e gerou nas instituições envolvidas e nos utilizadores a expectativa que pudesse vir a contribuir decisivamente para a construção e/ou recuperação de baterias de indicadores sobre o território, a escala fina. Essa informação desagregada tornava-se necessária, desde logo, para monitorizar os impactes das políticas públicas, para suportar as intervenções de política “regional” e “local”, e, obviamente, também para apoiar a investigação a realizar e em matéria de desenvolvimento do território.

2.   Em expressão da situação que na ocasião se verificava em matéria de produção de estatísticas territoriais, uma primeira grande missão que foi cometida à SPEBT foi a construção de um “Sistema de Indicadores de Monitorização do Contexto em que se Desenrolam as Políticas Públicas”, oportunamente concretizado e cujo esforço de melhoria e atualização foi preservado até ao presente. Como entidades imediatamente interessadas na construção do dito Sistema de Indicadores estavam, entre outras, o “Observatório do QCA III/Grupo de Trabalho do QREN”, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, as Autarquias Locais, representadas pela respectiva Associação Nacional, e vários outros intervenientes na gestão de Fundos Estruturais e no acompanhamento das políticas públicas implementadas.

3.   Se as entidades produtoras de estatísticas estavam empenhadas em qualificar o serviço prestado e vê-lo adquirir pertinência social reforçada, os beneficiários das estatísticas estiveram nesse processo e estiveram na SPEBT a dar o seu contributo na identificação e afinação dos indicadores a integrar nesse Sistema de Indicadores que lhes permitisse melhor posicionar as políticas gizadas para os territórios e monitorizar os seus efeitos. Estava-se então, e continuou a estar-se no quadro de outras missões constantes dos planos de acção definidos em cada ano para a Secção, perante uma comunhão de interesses entre produtores e utilizadores de estatísticas e, como tal, justificava-se que o trabalho a realizar fosse realizado em parceria. Dentro deste espírito, a SPEBT foi construída, funcionou e mantém-se a atuar num quadro de parceria, isto é, foi integrando os parceiros que importava trazer para o seu seio no contexto de cada uma das ações que foi abraçando, suportada num núcleo base de produtores e utilizadores de informação estatística, onde o INE nunca deixou de ser a instituição de amarragem. Nessas parcerias de geometria variável foram-se encontrando representantes de instituições formalmente integrantes do Conselho Superior de Estatística e outras com o estatuto de convidadas. Importou sempre mais a eficácia e o produto/serviço visado do que o estatuto formal dos participantes.

4.      Recuperada a normalidade do funcionamento do CSE no final do ano de 2012, depois de um período de indefinição de orientações e atraso na nomeação dos membros do órgão, a SPEBT definiu como peça-chave do seu plano de ação para o período seguinte a “Atualização da Tipologia de Aréas Urbanas” do território nacional. Tarefa essa iniciada em Maio de 2013, com a constituição de uma Sessão Restrita da SPEBT, isto é um sub-grupo da Secção encarregue de dar corpo ao projecto, integrado pelos representantes das entidades mais imediatamente interessadas na problemática em causa. Tratava-se de fazer emergir uma nova Tipologia de Áreas Urbanas (TIPAU) que substituísse (atualizasse) a que estava em vigor, datada de 2009. Recomendavam essa actualização i) a disponibilização ocorrida dos resultados definitivos dos Censos de 2011, ii) a reorganização administrativa do território a nível de freguesias implementada em 2013, aparte iii) algumas alterações verificadas em matéria de ordenamento a nível local e qualificação de usos de solos, nomeadamente. A relevância e urgência dessa atualização prendia-se, por outro lado, com o uso que dessa classificação é feito em sede político-administrativa, uma vez que a TIPAU constitui critério central de distribuição de verbas pelas Freguesias (Fundo de Financiamento das Freguesias). No mesmo sentido ia a anunciada relevância acrescentada que a dimensão territorial é suposta ter nas políticas setoriais de âmbito europeu no contexto do período de programação da Política de Coesão que, de 2014, se estenderá até 2020.

5.  A Sessão Restrita da SPEBT realizou posteriormente as reuniões que se revelaram necessárias para fazer o acompanhamento do trabalho técnico produzido, num quadro de grande limitação de recursos, e o relatório final foi aprovado pela Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial nos últimos dias de Junho de 2014. Adicionalmente, nos termos do regimento do CSE, a Secção Permanente de Coordenação Estatística viria, também, em 15 de Julho de 2014, a sancionar formalmente o trabalho efetuado, para que os seus resultados pudessem ser usados no contexto político-administrativo definido. Significa isso que o trabalho se desenrolou por um período maior do que o inicialmente previsto, mas tal não deve ser lido como resultado de falta de empenho dos parceiros do processo na sua boa execução. Antes, ficou a dever-se ao estado diferenciado de maturação de algumas peças a que importava que o INE, a entidade executora da nova TIPAU, acedesse, nomeadamente no domínio do ordenamento do território municipal, e ao esforço mantido ao longo de todo o processo de se chegar a resultados que merecessem consenso entre os intervenientes, nas diferentes dimensões que importava considerar, incluindo a atribuição de designações às áreas urbanas com designação distintiva. Isso significou, nalguns casos, a necessidade de interacção múltiplas entre as partes envolvidas.

6.  Em matéria de resultado final, há que anotar a pretensão que foi mantida desde sempre que a nova classificação do país em “Áreas Predominantemente Urbanas” (APU), “Áreas Mediamente Urbanas” (AMU) e “Áreas Predominantemente Rurais” (APR), que acabou por receber a designação de TIPAU 2014, garantisse a comparabilidade com a versão anterior, isto é, com a TIPAU 2009, pese a reforma administrativa das Freguesias entretanto efetuada. Pretendeu-se e conseguiu-se assim evitar roturas de série. Não se avançou, como inicialmente chegou a ser equacionado, para a identificação de áreas urbanas funcionais. Ambiciona-se que esse possa ser um projecto a abraçar pela SPEBT num próximo plano de acção.

7.   Olhando para os resultados da TIPAU 2014, comparativamente com os da TIPAU 2009, retendo a Carta Administrativa Oficial de Portugal de 2010 (CAOP 2010), é interessante constatar que, quando se toma o indicador População Residente (decorrente dos dados apurados no Censos 2011) não é expressiva a diferença encontrada nos volumes relativos de indivíduos vivendo em Áreas Predominantemente Urbanas (70,7% de acordo com a TIPAU 2014, por contraponto de 69,1% segundo a TIPAU 2009), sendo os dados correspondentes para a população residente em Áreas Predominantemente Rurais 13,9% e 13,8%, respetivamente. E mesmo se se toma o número de Freguesias classificadas como APU, AMU e APR, os dados talvez se configurem mais próximos que o que poderia ser expectável; a saber: de acordo com a TIPAU 2014, pela ordem antes identificada, os resultados são 24,6%, 24,1% e 51,3%; nos termos da TIPAU 2009, tínhamos 22,4%, 26,0% e 51,6%. É caso para dizer que não foi a mudança da classificação administrativa do território que mudou o respectivo retrato em matéria de taxa de urbanização e a expressão que nesse contexto tomam as Freguesias com perfil predominantemente rural. 

8.    Tenho como papel essencial e imprescindível das entidades produtoras de estatísticas e das entidades que, de alguma forma, lhe estão associadas, coordenando a sua acção e definindo as suas matrizes de orientação, a disponibilização de informação de qualidade e socialmente pertinente, que permita aos indivíduos e às instituições obterem em cada momento retratos tão fiéis quanto possível das realidades do país e das suas regiões e localidades. Também é a partir dessa informação de qualidade que se criam condições para  o desenvolvimento de políticas corretores dos problemas identificados que sejam eficazes, desde que elas próprias sejam, também, bem pensadas e aplicadas. A esta luz, creio que a Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial tem estado à altura dos propósitos que presidiram à sua criação, de que o trabalho ultimamente realizado, a que me refiro acima, me parece boa ilustração. Como parte (menor) desse processo, congratulo-me por isso e, sobretudo, quero saudar o colectivo que tem dado corpo à SPEBT ao longo do tempo por ter sabido interpretar tão fielmente a missão dessa estrutura do Conselho Superior de Estatística.

J. Cadima Ribeiro
Presidente da Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial»
[Reprodução de texto hoje divulgado na homepage do sítio do Conselho Superior de Estatítica (CSE), em “Reflexões”. O artigo reporta-se aos trabalhos da Secção, criada em 2005, com enfoque no seu modelo de funcionamento em parceria, o qual tem permitido, através do trabalho conjunto das várias entidades envolvidas, obter resultados de grande relevância para o Sistema Estatístico Nacional e para os utilizadores.]

terça-feira, Setembro 30, 2014

"Holistic approach, Tourism": etapas da construção de uma ´entrada` de um Dicionário internacional de Turismo (4)

Momento 4

«Holistic refers to something that emphasizes the whole and the interdependence of its parts. It can be related with the more common used concept of interdisciplinary: the claim that most social and economic phenomena can not be fully understood or explained without undertaken an approach that goes far behind the aim of a single scientific discipline.
The first contributes to this concept were produced by Hunziker and Krapf, in 1942. They rejected looking to tourism just as an economic phenomenon. Instead, they approached it as a human and economic activity and a composite phenomenon (Williams, 2004).
Another pioneering contribution came from Leiper (1979). Later he was followed by Murphy (1985) and Lew (2001), namely. Leiper advocated a systems approach towards tourism. Only this way, he claimed, one could fully understand destinations, generating areas, transit zones, the environment and tourism flows.
Going far, the call for developing an integrative approach able to deal with the economic, ecological and social systems has been made. In this context, the term panarchy has been used to identify a specific form of governance that would encompass all (partial) others.
Current research in tourism, mostly the case of tourism of experiences, has claimed the need of using holistic approaches. Studies have privileged the sense of vision instead of all the five senses that would allow tourists to get an intensive global experience of the destination components. This relates also with destinations competitiveness, as it arises from many factors, which include natural environment, climate, man-made attractions, tourism infra-structures and supporting facilities, and geographical location.   
By 1985, Murphy underlined the need of a more comprehensive and integrated approach to tourism planning at local level. This was highlighted taking into account the community approach. According to it, if people have to live with the authorities` decisions, they must be demanded to take part on the formulation of the policies and on their application.
Sustainable tourism development only can be well succeed if the destination is able to supply a tourist product that can be preserved and renewed in its singularity and if the interests of the different stakeholders are considered.
A few authors have claimed that the concept of sustainable development is, itself, holistic and multi-sectorial. It can be looked as pointing to forms of tourism that are "green" or "alternative". However, the concept has been used more in theoretical than empirical terms due to the difficulty of its implementation.
Inquiring on the future, one can agree with Yeoman et al. (2012) that the future has already began, and that its primary drivers will be wealth, resources and technology. Being so, there is place for change on the type of products demanded and on the tourists` preferred destinations, together with the main emission markets.
Sustainable tourism development requires that researchers go on looking for, both, getting a broader understanding of tourism and making use of a variety of research tools, of quantitative and qualitative nature, which will allow to improve the rigor of the analysis.

Headwords: Community development; Tourism management; Tourism planning; Sustainable tourism

References
Leiper, N.
1979 The framework of tourism: towards a definition of tourism, tourist, and the tourism industry. Annals of Tourism Research 6(4): 390-407.
Lew, A.A.
2001 Defining a geography of tourism. Tourism Geographies 3(1):105-114.
Murphy, P.
1985 Tourism. A community approach, vol. 4. London: Methuen Inc.
Williams, S.
2004 Tourism: The nature and structure of tourism. London: Routledge.
Yeoman, I., Rebecca, T., Mars, M. and Wouters, M.
2012 2050 - Tomorrows tourism. Bristol: Channel View Publications.»


Paula Cristina Remoaldo
University of Minho, Portugal
cris.remoaldo@gmail.com
José Cadima Ribeiro
University of Minho, Portugal
jcadima@eeg.uminho.pt