quarta-feira, julho 01, 2015

quinta-feira, junho 25, 2015

Olhares sobre o Turísmo e o Marketing Territorial dos Lugares

Dentro de uma perspectiva de contribuição para a visibilidade de determinados territórios, estão inseridas inquestionavelmente as questões do marketing sobre a imagem dos lugares. Através da exposição, e super exploração das paisagens naturais e culturais, e tendo ainda como foco a incansável promoção destes, nos mais diversos níveis de cenários, sejam eles regionais, nacionais ou internacionais, as empresas publicitárias, e até os governos, exacerbam o seu poder sobre os detalhes que fazem de cada local um lugar específico.
O apelo visual é algo que está intrinsecamente ligado às novas formas de promoção dos lugares. É através dele que ocorre o “aprisionamento do olhar” do turísta, buscando focalizar objetivamente naquilo que se quer vender. Os territórios tornam-se assim produtos a serem consumidos cotidianamente, nos mais diversos níveis e sentidos possíveis. Assim sendo, as cidades turísticas contemporâneas representam uma nova e extraordinária forma de urbanização, porque elas são organizadas não para a produção, como o foram as cidades industriais, mas para o consumo de bens, serviços e paisagens. Estas cidades erguem-se unicamente voltadas para o consumo e para o lazer (Luchiari, 1998).
Neste sentido, o mercado das imagens, possibilitado pela urbanização turística dos lugares, e impulsionado grandemente pelos programas publicitários das grandes empresas (que frequentam quase sempre os imaginários sociais, através dos outdoors, do marketing digital, das propagandas de rádio e TV), criou um diálogo entre as velhas e as novas formas e funções dos espaços. Esse movimento dialético coloca em evidência a relação entre o local e o global, através do surgimento de novos hábitos, formas de se comunicar, mercadorias, novos postos de trabalho, dentre outros costumes que são agregados às realidades dos territórios turísticos/urbanos contemporâneos. Segundo (Cruz, 2003), o grau de urbanização de determinada localidade tem, pois, relação direta com a possibilidade de desenvolvimento turístico de seu território. 
O olhar moderno voltou-se para as paisagens turísticas valorizando nelas o sentido que havia sido perdido no ritmo veloz com o qual passamos pelas paisagens sem vê-las. As transformações que ocorrem no cenário mundial, através dos elementos impostos pelos processos de globalização, provocam a sensação de que hoje olha-se para os lugares e não se vêem. Os olhares dos turistas contemporâneos, neste sentido, direcionados pelos veículos de comunicação em massa, conduziram o imaginário coletivo a revalorizar a natureza, a cultura e mesmo o simulacro que, queiramos ou não, é natureza e cultura construídas socialmente.
Vivemos pois numa sociedade onde valoriza-se grandemente a reprodução de valores, dando ênfase a espetáculos e sabores que há muito perderam a autenticidade. Isto nos leva a considerar que, no período atual, a capacidade técnica da reprodutibilidade é tão ou mais importante que a própria autenticidade perdida. Afinal, a identidade dos lugares não é a cristalização de um passado sacralizado (Luchiari, 1998), e sim a permanente afirmação de um presente local em mutação, que a todo instante se comunica com o global.

Carlos Riccelly Guimarães

Bibliografia
CRUZ, Rita de Cássia Ariza da . Introdução à geografia do turismo. 2. ed. São Paulo: Roca, 2003.
LUCHIARI, Maria Tereza D. P. Urbanização turística - um novo nexo entre o lugar e o mundo. In: LIMA, Luiz Cruz (Org.). Da cidade ao campo: a diversidade do saber-fazer turístico. Fortaleza: Ed. UECE, 1998.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

Globalização – a Lógica das Empresas Globais

As sociedades globalizadas encontram-se nos dias atuais cada vez mais conectadas. Através dos veículos de comunicação e informação faz-se possível interagir de forma instantânea com um número cada vez maior de lugares que se pretende, para os mais diversos fins. O mundo globalizado como o concebemos hoje (e que teve seu embrião com a implementação dos projetos coloniais do século XVI), pôs em vigor o consumo de espaços, territórios, lugares e culturas de uma forma jamais vista anteriormente na história da humanidade.
É a partir da 2ª Guerra Mundial que a produção de mercadorias em grande escala, o grande avanço das tecnologias de informação e comunicação, os movimentos migratórios populacionais internacionais, os fluxos de mercadorias, e as novas divisões territoriais do trabalho, ganharam um enorme impulso. Este é um período denominado de técnico-científico-informacional (SANTOS, 2003) e, diga-se de passagem, tem como protagonistas, e controladores, as grandes empresas multinacionais, e grandes conglomerados econômicos, que por sua vez alteram toda a dinâmica global, das sociedades locais, de tempos em tempos, para que seus interesses econômicos sejam alcançados.
As empresas globais “não têm pátria”, e não parece-nos contraditório dizer que as mesmas empresas que contribuem para o elevado desenvolvimento tecnológico atrelado aos grandes níveis de cientificidade, e geração de empregos qualificados em alguns lugares específicos do globo (Europa Ocidental, Estados Unidos, e Japão), sejam responsáveis (sendo importante perceber que há em diversos países do mundo, uma diminuição da ação dos Estados Nacionais no que diz respeito à implementação de políticas públicas que beneficiem as populações) pelo aumento e proliferação do desemprego, criação de subempregos e escravidão em outros, como a América Latina, Ásia e África, isso tudo em pleno século XXI.
As novas tecnologias [utilizadas pelas grandes empresas] na condição de objetos devem ser compreendidas em conjunto com o sistema de normas e regulações a que estão associadas. A flexibilidade locacional das empresas, possível tecnicamente, vem junto com as políticas de flexibilização da legislação trabalhista, [que as beneficia] (GONÇALVES e HAESBAERT, 2006). A diminuição do papel do Estado vem atrelado aos acordos fechados com essas empresas antes de sua fixação nos territórios dos países. A oferta de mão de obra barata, os incentivos fiscais, a concessão dos terrenos, a construção das infraestruturas necessárias para o transporte de mercadoria, por parte do Estado, e a geração de empregos por parte das empresas fazem parte do pacote.
Assim sendo, estes elementos que são impostos provocam uma reação, das classes sociais, que organizam-se em sindicatos, através dos quais buscam incessantemente fazer com que os seus direitos sejam respeitados, e as desigualdades entre as partes sejam amenizadas. O Estado, por sua vez, contraditoriamente, entra como um regulador dos conflitos, propondo um acordo de paz entre as partes, mas, utilizando-se para isso do poder de polícia.
É importante percebermos qual a lógica das empresas globais, bem como da sua relação com os Estados nacionais. Para quem são direcionadas as ações ocorridas no tecido social? A quem serve verdadeiramente o Estado? Qual o nosso papel enquanto sujeitos produtores do conhecimento?

Carlos Riccelly Guimarães

Bibliografia
COSTA, Rogério H. da e GONÇALVES, Carlos Walter Porto – A nova desordem mundial / São Paulo: Editora UNESP, 2006 – 160p : il. – (Paradidáticos. Série Poder).
SANTOS, Milton – Por uma outra globalização: do pensamento único 6' ed. à consciência universal / Milton Santos. - 6* ed. – Rio de Janeiro: Record, 2003.

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia e Política Regional” do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

quinta-feira, junho 18, 2015

"CIT 2015 - International Congress on Tourism: call for papers"

«CALL FOR PAPERS
CIT 2015
International Congress on Tourism
3rd-5th December, 2015 
Guimarães, Portugal 

We are pleased to invite you to participate in the fourth edition of the International Congress on Tourism (CIT 2015), organized by the Polytechnic Institute of Cávado and Ave (IPCA) in cooperation with the Municipality of Guimarães and the Porto and North Tourism Entity (Guimarães delegation). The congress will be held on the 3rd, 4th, and 5th of December 2015 under the main theme "Tourism for the 21st Century".

CIT 2015 addresses several issues related to the future of tourism in the 21st century with a "back to basics" approach to new challenges and trends. Tourism can be the "fuel" for the economy, creating new societies and contributing to a new paradigm of a democratic system of governance. In addition to its importance to the global economy and job creation, tourism can contribute to peace and intercultural communication. This “happiness industry” can contribute to the trade balance as well as environmental and socio-economic sustainability.

This forum involves the core trilateral for planning and development success in the industry, including researchers, business community, policy makers and engineers who, directly and indirectly, influence the future of this sector.
»»» Scope and topics
Paper submission is open to the academic and business communities with relevant research in tourism. Considering that the congress aims to foster shared discussion between academia and industry professionals, scientific and technical articles, posters, and case studies are welcome. The recommended topics (but not limited to) include: 

  1. Cultural Tourism and Heritage
  2. Economy and Tourism Management
  3. Entrepreneurship in Tourism
  4. Euro Cities and Tourism
  5. Experiences of Tourism
  6. Hotel Management
  7. Green cities and tourism
  8. Land and Tourism Development
  9. Marketing and Consumer Behavior in Tourism
 10. Smart Cities
 11. Technology and Innovation in Tourism
 12. Tourism and Food and Wine
 13. Tourism, Mobility, and Transport
 14. Tourism and sustainability
»»» Typology of submissions

Authors are invited to submit an extended abstract of no more than 300 words, by no later than July 25. After evaluation, authors of accepted abstracts will be invited to prepare the full paper for submission until September 30. The acceptance of an abstract does not mean the acceptance of the full paper. 
Abstract submission is advisable but not mandatory.
Papers must be original and not under review for any other outlet. All submitted full papers will be subject of a double blind review by at least two members of the scientific committee. 
Submissions should preferably be written in English, although Portuguese and Spanish can also be considered. 

»»» Submission process
To submit an abstract for the IV International Congress on Tourism ESG/IPCA, you must send the abstract file (Word format) to cit2015@ipca.pt. For further information, please consult http://www.ipca.pt/cit2015

»»» Publication opportunities
All papers will be subject of a double-blind review. Authors of selected papers will be invited to extend and adapt the paper for publication in a special issue of the journal Tékhne: Review of Applied Management Studies, in the first semester of 2016 (http://www.journals.elsevier.com/tekhne-review-of-applied-management-studies/).

»»» Important dates
Abstract submission deadline (300 words) | 25th of July 2015
Acceptance notification (abstract)| 31th of July 2015
Full paper submission deadline| 30th of September 2015
Acceptance notification (full paper) | 20th of October 2015
Registration and payment for authors| 10th of November 2015
Registration and payment for general public| 20th of November 2015
Congress | 3-5 of December 2015

»»» Venue
The congress will take place in the city of Guimarães (UNESCO World Heritage Site), a city with tourism potential and heritage references at the regional, national, and international levels. The venue for this event is the Centro Cultural Vila Flor, in the Vila Flor Palace, an 18th century building and national cultural icon located in the historic center of Guimarães. The combination of the history and surroundings of the Centro Cultural Vila Flor, in addition to the magnificent gardens and wonderful architecture, and the social events offered in parallel to the congress, create a perfect setting for the debate on tourism and the paradigms for its future. The Vila Flor Palace is reflective of this city where culture is open to all audiences.

»»» Organization
 - School of Management of the Polytechnic Institute of Cávado and Ave 
 - City Council of Guimarães
 - Porto and North Tourism Entity (Guimarães delegation)

»»» Sponsors
The Caixa Geral de Depósitos is the official sponsor of this International Congress on Tourism. »

(reprodução de me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, maio 29, 2015

REDES: Vol. 20, Nº 1, 2015

Saiu o Vol. 20, Nº 1, 2015 da revista REDES 
(tema do número: "Redes, Governança e Participação"):
https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/issue/current

quinta-feira, maio 21, 2015

quarta-feira, maio 13, 2015

"VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional - Inscrições abertas"

«

Convidamos todos a participar do VII Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional
Inscrições de trabalhos completos:
Até 31 de maio de 2015
Divulgação dos trabalhos aceitos:
14 de julho de 2015
Período:
De 9 a 11 de setembro de 2015
Tema central:
Globalização em tempos de Regionalização – repercussões no território
Local:
Anfiteatro do bloco 18
Universidade de Santa cruz do Sul – UNISC
Santa Cruz do Sul, RS, Brasil.
Público alvo:
Pesquisadores e profissionais que atuam na área do Desenvolvimento Regional, acadêmicos de cursos de graduação e pós-graduação e público em geral.
Coordenação:
Profª Drª Virginia Elisabeta Etges
Prof. Dr. Marco André Cadoná
Informações:
e-mailsidr@unisc.br

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, maio 11, 2015

"Acessibilidade e SIG no planeamento em saúde: uma abordagem baseada em modelos de alocação-localização"

"As políticas e as práticas de planeamento em saúde devem promover o acesso aos cuidados de saúde primários, onde a distribuição dos equipamentos e a acessibilidade da população assumem particular relevância. O sistema de saúde deve proporcionar níveis de acessibilidade adequados a cada grupo funcional, particularmente nos territórios dotados de uma população mais envelhecida. O aumento do número de idosos torna mais premente o papel que as políticas públicas de saúde podem ter na redução das desigualdades em saúde. Neste artigo, pretende-se avaliar o contributo dos modelos de localização para a identificação da localização mais adequada dos serviços de saúde e comparar como variam os níveis de acessibilidade entre as soluções propostas pelos vários modelos. Da aplicação empírica conduzida retirou-se que estas soluções permitem obter ganhos em termos de acessibilidade melhorando a proximidade dos equipamentos aos utentes."

(reprodução de resumo de artigo entretanto publicado na Revista Portuguesa de Estudos regionais, Nº 38, 2015, 1º Quadrimestre, págs. 3-18 (trabalho em co-autoria com Vitor Ribeiro, Paula Cristina Remoaldo e Javier Gutiérrez)