Planeamento Territorial

Espaço de divulgação e debate de ideias relativas ao planeamento do território e ao desenvolvimento regional.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

Índice de Desenvolvimento Regional: a posição de Leiria

1. No final do mês de Maio pp. o INE (Instituto Nacional de Estatística) e o DPP (Departamento de Prospectiva e Planeamento do MAOTDR) apresentaram em Lisboa o seu “Índice Sintético de Desenvolvimento Regional” (ISDR) reportado aos anos de 2004 e de 2006. As unidades de análise retidas foram as NUTs III (Nomenclatura das Unidades Territoriais para fins estatísticos de nível III), resultando daí um retrato da situação do país em matéria de desenvolvimento regional bastante desagregado e elucidativo das diferenças existentes. Tal análise retrata de forma muito mais fidedigna a realidade socioeconómica de cada município que diagnósticos que procuram atingir esse objectivo partindo da posição do país ou de unidades estatísticas de nível II, espaços genericamente coincidentes com as áreas de intervenção das CCDRs (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional).
2. Leiria integra-se na NUT III denominada Pinhal Litoral e, para minha surpresa, este território era o que, no ano de 2006, apresentava melhor desempenho no índice identificado logo a seguir a Lisboa e à frente do Baixo Vouga (Aveiro). Para o referido ano, reduziam-se a 4 as NUTs III que apresentavam um ISDR superior à média do país. Como se entenderá, esta média é fortemente condicionada pelos resultados de Lisboa. A outra NUT III que integrava este “pelotão da frente” era a Beira Interior Sul, porventura uma situação ainda mais surpreendente se tivermos em conta a sua posição geográfica no interior do país, junto à fronteira. Neste caso, os dados só muito ligeiramente a distinguiam da média nacional. Por contrapartida, na base da escala encontravam-se o Tâmega, em último lugar, logo seguido pelos Açores, pelo Alto Trás-os-Montes e pelo Douro.
3. O ISDR foi construído a partir da consideração de 3 componentes; a saber: a competitividade, aproximada por uma carteira de indicadores que supostamente contribuem para ela ou a retratam; a coesão territorial, construída de idêntico modo; e a qualidade ambiental, que tenta captar a qualidade do crescimento urbano, a produção de resíduos diversos, a qualidade da água disponível para consumo humano, entre outros indicadores ambientais. Destes índices parciais, aquele em que o Pinhal Litoral aparece melhor classificado é o da coesão, onde surge na 3ª posição, e no que regista pior desempenho, talvez esperado, é o da qualidade ambiental, onde não vai além da 21ª posição entre as 30 unidades de análise retidas. Não sendo brilhante, na componente competitividade situa-se numa posição relativa melhor, a 10ª. Esta posição, até por configurar um desempenho abaixo da média nacional, denuncia alguns dos problemas com que se confronta o seu tecido produtivo. Mais uma vez, este dado é em grande medida marcado pelo desempenho de Lisboa, que se distingue de forma bem evidente do restante país. Disso fala o crescimento que a Área Metropolitana de Lisboa beneficiou no período pós-adesão à Comunidade Europeia, que a levou a ter tratamento diferenciado das restantes parcelas do território nacional em matéria de acesso a fundos estruturais já no QCA III.
4. Estes índices são medidas relativas; valem o que valem. A carteira de indicadores usada é uma peça essencial da qualidade do índice. Sendo um dado relativo, permite no entanto que nos situemos por referência aos demais e, a partir dessa comparação, inferir algumas das dimensões do que são os nossos pontes fortes e fracos, e partir daí para a definição de trajectórias de correcção de debilidades.
5. O bom desempenho global apresentado pelo Pinhal de Litoral, e, portanto, de Leiria, definida num sentido alargado, pode fazer-nos pensar que pouco há que corrigir. Não mantenho essa perspectiva, conhecido que é o mau desempenho global do país ao longo da presente década. Sabidos que são os défices existentes de concertação estratégica e de liderança, para os quais tenho chamado a atenção em variadas ocasiões, os dados do ISDR aqui reportados dizem-nos, pelo menos, que a prestação de Leiria e do território envolvente podiam ser significativamente melhores se tais lacunas fossem olhadas de outro maneira. Quero dizer, longe de olharmos com regozijo para os dados que o Pinhal Litoral apresenta neste índice, importaria que tomássemos consciência do potencial de oportunidade que, neste território, tem ficado por aproveitar em razão da incapacidade que tem persistido de pensar colectivamente a respectiva estratégia e de prosseguir caminhos concertados entre os seus principais actores económicos e políticos.
J. Cadima Ribeiro
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(artigo de opinião publicado na edição de 09/07/10 do Jornal de Leiria)

Quarta-feira, Julho 08, 2009

"A questão do TGV é mais sentida a Norte de Portugal, em consonância com a Galiza, do que no resto do país"

(título de mensagem, datada de 2009/07/08 e assinada por David Pontes, Director Adjunto na Agência Nacional de Notícias Lusa, disponível em Eixo Atlântico)

Segunda-feira, Julho 06, 2009

CIUDADES CREATIVAS: I CONGRESO INTERNACIONAL

CIUDADES CREATIVAS
I CONGRESO INTERNACIONAL
Madrid, 22-24 octubre 2009
Facultad de Ciencias de la Información, Universidad Complutense
Las ciudades son una de las grandes manifestaciones del hombre. Son espacios elegidos para vivir y para vivir de una manera determinada. La ciudad es la cristalización de la actividad creativa del hombre, es contenido y continente, es actividad y descanso, lugar de encuentro y punto de partida, es soledad y muchedumbre, es estrellas sobre los tejados. Está ligada al desarrollo humano. En ella confluye la actividad de todas las ciencias y el sentido de todas las miradas. Es un ejercicio constructivo de la creatividad. Fluida, flexible plural. Para avanzar le pide al hombre que la habita imaginación, trabajo, coherencia, interactividad, espíritu colaborativo y solidaridad. Los edificios públicos, las escuelas, las grandes avenidas, altas torres, los mercados, las iglesias, los cines, las calles, las casas, los museos, los bares, las librerías, los restaurantes, el metro, los quioscos, los transportes, las tiendas, los parques… la ciudad, serán el foco de nuestras miradas en este Congreso de creatividad de Ciudades Creativas.
Universidades, empresas, asociaciones, individuos, instituciones públicas y privadas unirán sus estudios e investigaciones; su inteligencia e intuición; su fuerza y su creatividad para conocer mejor las ciudades y para indagar cómo pueden ser más sostenibles, amigables, productivas y creativas, orientadas a la mejor vida del hombre que las habita.
Objetivos del Congreso:
Difundir las investigaciones, experiencias, proyectos sobre la creatividad orientada a la vida en la ciudad.
Estudiar, indagar y proponer modelos que permitan un desarrollo sostenible e innovador de las ciudades en el siglo XXIConocer las necesidades, problemas y aspiraciones de los ciudadanos y proponer sistemas innovadores de investigación que ayuden a resolver los problemas y orientar las aspiraciones.
Analizar los modos de expresión y manifestación artística y cultural en las ciudades como medio de innovación y cultura colaborativa para su desarrollo.
Experimentar creativamente mediante la participación interactiva, colaborativa y comunicativa los espacios públicos de la ciudad.
Público objetivo:
Universitarios: Investigadores, profesores, doctorandos, alumnos.
Profesionales: Ligados al desarrollo de la ciudad y la comunicación (artistas, arquitectos, ingenieros, periodistas, educadores, sociólogos, comerciantes…).
Asociaciones : Relacionadas con la participación ciudadana.
Público en general
Convoca:
Universidad Complutense de Madrid (UCM)
Director del congreso:
Francisco García. Catedrático de Comunicación Audiovisual y Publicidad del departamento de Comunicación Audiovisual y Publicidad II. Facultad de Ciencias de la Información de la Universidad Complutense de Madrid.
[...]
Calendario:
21 de octubre, miércoles (sesión preliminar)
18.00-Salón de actos de la Facultad de Ciencias de la Información de la UCM. Proyección cinematográfica y debate sobre temas relacionados con el contenido del congreso.
22 de octubre, jueves
23 de octubre, viernes
24 de octubre, sábado
Sede:
Facultad de Ciencias de la Información de la Universidad Complutense de Madrid.
Avenida Complutense, s/n, 28040 Madrid
Metro: Ciudad Universitaria (L6)
Contacta
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(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, reencaminhada por Paula Cristina Remoaldo)

Domingo, Julho 05, 2009

As Estatísticas do Comércio e Serviços

«Ex.mo(a) Senhor(a),
A Associação Comercial de Braga, em parceria com a CCP - Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, tem a honra de convidar V. Exa. a participar num Encontro dedicado à apresentação dos mais recentes Dados Estatísticos e Indicadores sobre o Comércio e Serviços.
Trata-se de uma temática relevante para a actividade das nossas empresas e, em especial, para os agentes económicos e profissionais do Comércio e Serviços interessados em conhecer a evolução destes sectores.
Subordinado ao tema “As Estatísticas do Comércio e Serviços”, o referido encontro terá lugar no próximo dia 09 de Julho (quinta-feira), pelas 15h00, no Salão Nobre da ACB, sito na Rua D. Diogo de Sousa, 91, em Braga, com a presença de especialistas do INE - Instituto Nacional de Estatística, Banco de Portugal e da Direcção-Geral das Actividades Económicas.
Esperando contar com a V. presença neste encontro, junto enviamos o respectivo programa deste encontro.
Agradecemos que a V. confirmação nos seja remetida até dia 8/7/2009, através de um dos seguintes contactos:
Fax 253 201768
Tel 253 201758
Cumprimentos,

A Direcção da ACB
Associação Comercial de Braga
Tel. 253 201 758 Fax. 253 201 768
E-mail. dat@acbraga.pt»

(reprodução de mensagem de correio electrónico que me chegou em 2009/07/03, proveniente da entidade identificada)

Sábado, Julho 04, 2009

"Pedras Rubras vai receber a trigésima terceira base da Ryanair"

Ryanair Aposta no Norte

(título de mensagem, datada de 2009/07/04, disponível em Avenida Central)

Quinta-feira, Julho 02, 2009

O círculo vicioso da pobreza e do despovoamento do “interior” vai-se auto-alimentando

O Litoral e o Interior

(título de mensagem, datada de Quinta-feira, 2 de Julho de 2009, disponível em Economia Portuguesa)

Quarta-feira, Julho 01, 2009

II Jornadas Internacionais de Turismo

«II JORNADAS INTERNACIONAIS DE TURISMO: Dinâmicas de Rede no Turismo Cultural e Religioso

Dinâmicas de Rede no Turismo Cultural e Religioso será o tema âncora das II Jornadas Internacionais de Turismo promovidas pela parceria CEDTUR [Centro de Estudos de Dinâmicas Territoriais e Desenvolvimento Turístico] / ISMAI [Instituto Superior da Maia], com realização agendada para os dias 5, 6 e 7 de Novembro de 2009, numa organização bipartida entre a Maia e o concelho de Ponte de Lima.
Este encontro ambiciona ser um espaço de intercâmbio e debate científico e sociopolítico, de escala supranacional e âmbito interdisciplinar, sobre as dinâmicas emergentes do Turismo Cultural e Religioso, na sua interrelação com o desenvolvimento territorial.
Acreditamos que o diálogo entre a comunidade académica e os actores da esfera pública e privada pode ser catalisador de novas oportunidades para o sector turístico, potenciando a compreensão dos processos socioeconómicos correlacionados, apontando caminhos alternativos, retirando ilações das experiências de sucesso, mobilizando a todos para a afirmação de um produto que se pretende de excelência.
Por isso, elegemos como foco destas jornadas as Dinâmicas de Rede, conscientes da importância vital da organização em rede dos recursos turísticos, dos prestadores de serviços, das empresas de transporte, hotelaria e animação cultural, das entidades responsáveis pela administração do território a diferentes escalas, das instituições religiosas, assim como dos centros de I&D e pólos de ensino superior. Não esquecemos também o imperativo de inclusão das comunidades locais em todo este processo, relembrando que a sua identidade e o seu património constituem o capital mais valioso do Turismo Cultural e Religioso.
Convida-se à participação plena neste evento todos os citados, quer através da dinamização do debate, quer da apresentação das suas experiências e conhecimento da realidade regional e local.
Os eixos temáticos escolhidos para reflexão são os seguintes:

I Da identidade territorial à valorização dos recursos patrimoniais.
II Rotas de peregrinação e experiência turística.
III Touring cultural, paisagístico e religioso.

No site http://cedtur.ismai.pt/index.html estarão permanentemente disponíveis informações actualizadas sobre o processo de inscrição, normas para submissão de resumos e programação. Em anexo, remete-se desdobrável com o programa preliminar, referente à I Circular de Junho de 2009.
Solicita-se a divulgação deste evento junto de todos os públicos potencialmente interessados na temática.
Com os melhores cumprimentos,

CEDTUR - a Comissão Organizadora.»
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(reprodução integral de texto de divulgação do evento que se referencia)
[cortesia de Paula Cristina Remoaldo]