Mostrar mensagens com a etiqueta Publicações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Publicações. Mostrar todas as mensagens

sábado, maio 09, 2026

“Awakening the senses: sensescapes’ mapping and smart surveys on the Saint James’ Way”


https://doi.org/10.2478/mgrsd-2025-0043

Abstract

This paper analyses the role of sensescapes in tourism planning, focusing on smart surveys and GIS mapping and analysis for pilgrimage tourism. A mixed methods approach and primary and secondary sources were used. A methodology was developed to collect and analyse territorial sensorial characteristics across the five main senses by using three main characteristics. A smart survey and GIS desktop and online tools were used to create a heat map. This is one of the first studies using a methodology based on smart surveys to collect sensory data, then using GIS to map and analyse it. By utilizing GIS for data collection and combining all sensory data, this study aims to bridge a gap in the previous research. This paper enhances tourism theory and practice by outlining the current and prospective use of emerging technologies, including smart surveys and GIS heat maps, in the tourism industry.

Keywords

Senses and tourist experiences • sensescape mapping • pilgrimage tourism • Portuguese Way of Saint James • heat map • smart survey

Vitor Ribeiro  

Paula Remoaldo

José Cadima Ribeiro

Cátia Faria


sexta-feira, dezembro 19, 2025

• “Visitors’ Satisfaction and Loyalty Towards Protected Areas: Exploring the Role of Motivations and Perceived Quality”

 

Abstract

Visitor satisfaction and loyalty are critical for the sustainability of protected areas (PAs). However, there is a substantial knowledge gap regarding the dynamic influences of motivation and perceived quality on these variables. To address this gap, this study examines the complex relationships between visitor motivations and the perceived quality of PA attributes, and their role as contributors to satisfaction and loyalty. A survey was conducted among visitors of a Portuguese PA, yielding 316 questionnaires. The results from the PLS-SEM model indicate that only nature and relaxation motivation directly affects satisfaction. Motivations can have different effects on the perceived quality of various PA attributes, and these attributes mediate the motivation-satisfaction relationship to different degrees. Satisfaction was found to mediate the quality-loyalty relationship. These findings contribute to the underdeveloped body of knowledge regarding the antecedents of satisfaction and loyalty in PAs, while providing substantial management implications for the park under analysis.

https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01490400.2023.2285348


sexta-feira, dezembro 12, 2025

“Sustentabilidade e Políticas Públicas”: relatório da Sessão Temática realizada no dia 22 de setembro de 2025

Conselho Superior de Estatísta / Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial

"Foram divulgados no sítio do CSE (cse.ine.pt) em “Eventos”, o programa, as apresentações (comunicações) e o Relatório da Sessão (conclusões) relativos à Sessão Temática sobre “Sustentabilidade e Políticas Públicas”, realizada no dia 22 de setembro de 2025".

terça-feira, setembro 23, 2025

Apesentação pública do livro ´O Desafio Crítico da Sustentabilidade`: intervenção na cerimónia

Boa tarde!

 

As primeiras palavras que quero aqui deixar são de agradecimento ao Professor José Mendes e à Fundação Mestre Casais por se terem disponibilizado para o patrocinar e financiar a respetiva edição em papel. Agradeço-lhes, também, a organização desta sessão de apresentação pública.

 

Agradeço, ainda, aos autores que quiseram/puderam associar-se a este evento, entre os quais identifiquei a presença na sala, para além do Prof. José Mendes, que também é autor, dos Profs. José Vieira, Rui Alexandre Castanho e Ivo Oliveira, aparte o Prof. José Mendes, que também é autor.

 

Muito obrigado a todos os presentes!

 

 

Em breves palavras, gostaria de vos dizer que o que me levou a avançar com esta edição prende-se com o momento atual do debate sobre Sustentabilidade, nas suas expressões ambiental, económica e social, mas resulta igualmente de referências longínquas que mantenho sobre este debate.

 

Essas referências remontam a 1972 e 1973, e ao meu ingresso na Universidade Técnica de Lisboa, ocasião em que vários elementos marcantes do debate então gerado foram sendo trazidos para o contexto da minha formação académica.

 

No momento em que o essencial do meu percurso académico, se encerrou, com a minha aposentação recente, achei que fazia sentido recuperar essas referências e ajudar a fazer um ponto de situação do que que foi ocorrendo ao longo de várias décadas.

 

Quando menciono o ano de 1972, quero, obviamente, invocar o livro “Os Limites do Crescimento”, de Meadows et al. (1972), do qual, como principal conclusão, se podia extrair que o Homem estava à beira de uma catástrofe ecológica, a menos que se conseguisse reduzir para uma taxa zero a evolução da população mundial e da produção industrial.

 

Com é geralmente sabido, o livro captou enorme atenção e desencadeou grande controversa sobre os resultados a que se chegou e as hipóteses de partida que foram assumidas.

 

Uma premissa base era a de que o crescimento infinito era impossível num planeta finito.

 

Dos estudos que então fiz enquanto estudante de Economia, percebi que o risco de catástrofe para a humanidade que o trabalho de Meadows et al. (1972) enunciava tinha muito de paralelo com o que fora proclamado cerca de cento e setenta anos antes por Thomas R. Malthus, no seu “Ensaio sobre o Princípio da População”.

 

Aí, Malthus (1826) dizia que as pessoas tenderiam a multiplicar-se exponencialmente enquanto a provisão de alimentos, na melhor das hipóteses, tenderia a aumentar a uma taxa constante.

 

Daí retirava a “profecia” de que tenderiam a ser a fome e a guerra a corrigir os desequilíbrios de ajustamento entre crescimento demográfico e disponibilidade de recursos naturais que viessem a gerar-se, periodicamente.

 

Embora com fundamento diferente do de Thomas Malthus, e sem o dramatismo enunciado por aquele, também em David Ricardo (1975[1817]), um dos fundadores da Economia Política, podem encontrar-se preocupações com a dinâmica de crescimento das economias, a longo-prazo.

 

Na perspetiva de Ricardo (1975[1817]), mais cedo ou mais tarde, o rendimento nacional deixaria de crescer ou atingiria um estado estacionário.

 

Para tal tenderiam a contribuir a queda tendencial da taxa de lucro e a estagnação do progresso técnico.

 

O combate à estagnação do progresso técnico poderia, entretanto, e por algum tempo, ser feito através da mecanização e das descobertas que pudessem ser conseguidas na agricultura que se traduzissem em aumento do rendimento das terras, assim como através do recurso à importação de bens agrícolas (Ricardo, 1975[1817]).

 

Retornando ao texto “Os Limites do Crescimento”, o facto de nas décadas seguintes terem ocorrido grandes avanços tecnológicos e de terem sido descobertas novas reservas de energia fóssil acabou por afastar a problemática da sustentabilidade do debate público corrente, aparecendo as iniciativas da ONU sobre o ambiente como o grande contraponto a esse “esquecimento”.

 

Esse debate alargado só voltou a emergir mais tarde, quando graves problemas sociais e ambientais, com consequências económicas incontornáveis, se tornaram fenómenos recorrentes.

 

No rescaldo do debate lançado no início da década de setenta, na década seguinte, a ideia de desenvolvimento “sustentável”, em leitura que integra as dimensões ecológica, social e económica, foi progressivamente fazendo percurso.

 

O lançamento do Relatório Brundtland (1987) (Brundtland, 1988[1987]), da iniciativa da Comissão sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento das Nações Unidos (ONU), é a expressão mais conhecida desse trajeto.

 

É daí (Brundtland, 1988[1987]) que resultou o conceito de desenvolvimento sustentável, apresentado como a forma pela qual as atuais gerações satisfazem as suas necessidades sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as delas.

 

Obrigado!

 

J. Cadima Ribeiro

Braga, Hotel Meliã, 23 de setembro de 2025

“A Sustentabilidade tem que ser um compromisso de todos!”


quinta-feira, julho 24, 2025

´O Desafio Crítico da Sustentabilidade: do conceito de sustentabilidade às práticas de política` (título de livro em fase final de produção)

Publicação UMinho Editora

em parceria com a Fundação Mestre Casais


Texto da Contracapa

As estratégias de desenvolvimento adotadas nas últimas décadas têm tido cada vez mais presentes preocupações de sustentabilidade, nas suas diferentes aceções, social, económica e ambiental. Para se chegar aqui, um longo caminho foi percorrido, onde aparecem como marcos maiores a publicação do livro “Os Limites do Crescimento” (1972) e o Relatório Brundtland (1987). O Relatório Brundtland estabelecia uma relação entre desenvolvimento sustentável e necessidade de valorização do progresso humano pela via da cooperação entre os povos, a satisfação das necessidades básicas da população, e a alteração da matriz energética.

Considerando, em particular, o caso das cidades, onde se concentra atualmente a maioria da população mundial, prosseguir a sua descarbonização requer não apenas inovação tecnológica mas, também, transformação cultural, justiça social e vontade política persistente, até porque a habitabilidade e a forma de construir se tornaram indissociáveis das questões relativas à proteção ecológica, à regulação ambiental, e à gestão de recursos e de riscos.

Disso e de muito mais se fala neste livro que reúne contributos de múltiplos autores, onde não faltam as referências à crescente relevância dos mercados voluntários de carbono na resposta à crise climática global e à necessidade de harmonizar e simplificar a base jurídica para avaliar o princípio DNSH ("Do Not Significant Harm") da União Europeia, para reduzir a carga administrativa associada à sua implementação.

J. Cadima Ribeiro

(Editor do livro)

 

quinta-feira, junho 19, 2025

"Moral Norms in Action: Understanding the Interplay of Visitors' Motivations, Pro-Environmental Personal Norms, and Satisfaction in a Protected Area Context"

ABSTRACT

Moral norms are vital for comprehending responsible environmental behaviour. When individuals perceive that their actions are aligned with these norms, they often experience feelings of pride, fulfillment, and satisfaction. However, the literature has not yet explored the potential role of pro-environmental personal norms (PEPN) in visitor satisfaction or whether visitor motivations can influence or activate them. This study investigates the link between visitors' motivations, PEPN, and satisfaction in a protected area (PA) context. Using PLS-SEM, our findings suggest that nature-related motivations significantly influence PEPN, which in turn influences satisfaction towards the PA. PEPN was found to be a complementary mediator in the motivation-satisfaction relationship, with education emerging as the only sociodemographic factor influencing PEPN. This study offers an important theoretical contribution to better understand visitor dynamics within PAs and contributes to the development of strategies that seek to balance environmental conservation with the improvement of visitor experiences.

Luís Filipe Silva 

Francisco Carballo-Cruz 

José Cadima Ribeiro

 
https://onlinelibrary.wiley.com/toc/15221970/2025/27/3

“Moral Norms in Action: Understanding the Interplay of Visitors’ Motivations, Pro-Environmental Personal Norms, and Satisfaction in a Protected Area Context”, International Journal of Tourism Research, Vol. 27, N. 3, págs. e70066, publicado online em 2025/06/18 (https://doi.org/10.1002/jtr.70066) 

sábado, maio 24, 2025

Revista Portuguesa de Estudos Regionais: issue N. 71 (2025) published

 Dear readers,

It is a pleasure to inform you that the issue n. 71 (May 2025) of our journal (Revista Portuguesa de Estudos Regionais / Portuguese Review of Regional Studies) is now online. You can accede to it using the following link:

https://www.review-rper.com/index.php/rper/issue/view/71

I take the opportunity, as well, to let you know that the journal has been indexed by DOAJ (Directory of Open Access Journals), a few days ago. This means it now fulfils all requirements of the Directory, even if, in fact, it was an open access journal since long ago. I hope this will contribute to getting a better rate in the journals databases in the next future, namely in SCOPUS.

As you probably know, the journal recovered this year the Q3 rate it used to have in several of the previous years. However, I feel we can do better, that is, I believe we should fight for having a Q2 rate, soon.

Thank you for contributing to the success of the journal. We will go on counting on you!

Best regards,

J. Cadima Ribeiro

(Editor-in-chief) 

segunda-feira, março 24, 2025

“Profile and Motivations of Pilgrims on the Portuguese St. James Way and Their Assessment of the Route”

 Abstract

There are many studies on the St. James Way, also known as the Camino de Santiago, but not enough attention has been paid to the pilgrims’ perceptions and motivations, particularly those who choose to do the Portuguese Way. Their motivations may be related to the landscape, the spiritual dimension, the search for well-being and self-therapy, or the need to cope with life’s challenges. This study aimed to identify the motivations, profile, and satisfaction of pilgrims on the Portuguese St. James Way. Regarding satisfaction, we also looked at the lack of services or goods provided along the Way. A total of 351 pilgrims responded to a questionnaire, which was complemented by participant observation to obtain some data. The results show that pilgrims’ motivations were mainly spiritual and cultural. Regarding the pilgrims’ profile, we concluded that most were between 25 and 64 years old, had a high level of education and a formal job, and were doing the Way on foot. Apart from nationality, duration of the walk, and who organized the trip, there were few differences between the pilgrims. Out of the total, 57.3% expressed great satisfaction with the Portuguese St. James Way (the Central Route), which corresponded to their initial expectations. Based on pilgrims’ and researchers’ assessments, we offer policy recommendations to the local authorities aimed at maximizing pilgrims’ well-being.

segunda-feira, março 10, 2025

A pretexto de dia de aniversário da EEG/UMinho e de prémio de investigação atribuído

 


PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO EEG – ÁREA DE SUSTENTABILIDADE

José António Cadima Ribeiro

 

José António Cadima Ribeiro nasceu a 6 de dezembro de 1955, no lugar de Vale de Frade, Barosa, Leiria (Portugal). É Professor Catedrático aposentado do Departamento de Economia da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política (EEG) da Universidade do Minho, desde agosto de 2022. É doutorado em Ciências Económicas e Empresariais (especialidade de Desenvolvimento Económico e Social e Economia Pública) pela Universidade do Minho, desde julho de 1989. Foi Presidente da EEG entre janeiro de 1998 e abril de 2004. Atualmente, integra o Conselho Superior de Estatística, onde é Presidente da Secção Permanente de Estatísticas de Base Territorial.

 

Artigo Premiado

Silva, L. F., Carballo-Cruz, F., & Ribeiro, J. C. (2024). Residents’ perceptions of tourism development in the context of a new governance framework for Portuguese protected areas: The case of a small peripheral natural park. Journal of Rural Studies, 112, 103451.

 


Guião| Perguntas

 

1.    Quem é o cidadão Professor José António Cadima Ribeiro?

Resposta:

Respondendo à questão colocada, diria que sou um cidadão originário de Leiria, licenciado em Lisboa, e residente, desde há mais de 40 anos, no Minho. Sou, também, um académico que pretendeu não ser irrelevante em matéria de contributo para a sociedade, e informado por valores éticos.  Embora esteja aposentado nesta ocasião, preservo esses valores e vontade.

Sou, também, alguém profundamente marcado por eventos nefastos que afetaram a minha vida íntima, nomeadamente, a morte da minha filha quando tinha 7 anos.  Como ouvi de alguém há algum tempo, nenhum pai recupera da morte prematura de um filho. Sei-o de experiência própria.

2.    Em criança sonhava a carreira que obteve?

Resposta:

Não, nunca em criança imaginei vir a ser professor e investigador, e menos ainda vir a desenvolver a minha vida profissional no Minho. Aliás, depois de ter concluído a minha licenciatura em Economia, os primeiros postos de trabalho a que me candidatei eram ou em Leiria ou em territórios vizinhos.

A primeira vez que fui confrontado com a possibilidade de vir a desenvolver uma carreira como professor universitário decorreu de uma sugestão de um professor que tive na minha licenciatura, que, aliás, mais tarde, acabou por vir a ser o meu orientador de doutoramento, e também uma referência central do meu percurso académico.

3.    Como começou a explorar esta área?

Resposta:

A minha opção em termos de trabalho académico orientou-se, desde cedo, para as problemáticas do desenvolvimento regional e local, e as políticas pensadas para enfrentar os estrangulamentos e assimetrias de desenvolvimento dos territórios, a escalas sub-nacionais.

A problemática do desenvolvimento turístico e, mais do que isso, das perceções dos residentes dos impactes do desenvolvimento turístico surgiu bastante mais tarde. Na verdade, a primeira investigação em que participei com esse foco foi uma que tomou como estudo de caso Guimarães. Este foi, também, um dos primeiros estudos dessa natureza realizados em Portugal. A publicação do texto que resultou desse estudo aconteceu em 2013, e sucedeu ao acolhimento por Guimarães da Capital Europeia da Cultura (em 2012).

Falando-se de desenvolvimento de um destino turístico, o acolhimento dos visitantes pelos residentes é uma peça central da respetiva sustentabilidade, mesmo porque a qualidade da experiência turística é fortemente devedora da atitude das comunidades locais. Aliás, hoje em dia, abundam os casos de rejeição pelos residentes do desenvolvimento turístico de vários destinos.

4.    Quais são os resultados do estudo que deu origem à elaboração do artigo que agora está a ser premiado?

Resposta:

O estudo que efetuámos é uma componente de um projeto mais global, que se intitulou Climate change resilient tourism in protected areas of Northern Portugal (em português, Turismo resiliente às alterações climáticas em áreas protegidas do norte de Portugal), e que envolveu investigadores da EEG e do ICS. Os territórios abrangidos foram o Parque Nacional Peneda-Gerês, o Parque Natural do Norte Litoral e o Parque Natural do Alvão. Eu integrei a equipa que ficou encarregue de tratar o caso do Parque Natural do Alvão.

Os resultados do estudo publicado no Journal of Rural Studies foram apenas parte da investigação que foi concretizada. O que de principal se concluiu em relação à matéria da perceção dos residentes dos impactes de uma potencial aposta no desenvolvimento turístico foi o seguinte:

i)                As principais perceções que foram identificadas referem-se aos impactes negativos potenciais do turismo no ambiente e na dinâmica sociocultural da comunidade local, e, por outro lado, a efeitos benéficos na geração de rendimento e no estímulo de algumas manifestações de cultura locais;

ii)             Por outro lado, identificou-se a existência de três grupos de residentes consoante as perceções que mantinham sobre os efeitos do turismo, o que, obviamente, conduz a diferentes níveis de apoio ao projeto de desenvolvimento do turismo do parque;

iii)           O primeiro grupo, que denominámos “Guardiões da Tradição e da Ética”, é notável pelas fortes preocupações expressas sobre os impactes sociais negativos do turismo, particularmente no que respeita a potenciais mudanças culturais e éticas na comunidade;

iv)            O segundo grupo, denominado “Apoiantes Conscientes dos Impactes”, compreende residentes que estão conscientes dos potenciais impactes negativos em várias dimensões e, por contrapartida, dos efeitos positivos esperados no emprego, e que, portanto, apoiam o desenvolvimento do turismo;

v)              O terceiro grupo, denominado “Otimistas Comunitários e Económicos”, inclui residentes que valorizam os benefícios económicos do turismo e o contributo que daí pode advir para a consolidação da comunidade local, aparecendo como os mais otimistas e os que mais apoiam o desenvolvimento do turismo. 

5.    Que significa este prémio?

Resposta:

O prémio é uma forma de reconhecimento da qualidade do trabalho realizado pela equipa que foi constituída. Aliás, essa distinção secunda a própria publicação do estudo numa das revistas cientificas da área de investigação que é detentora de maior cotação.

É obviamente simpático que seja feito esse reconhecimento público, particularmente num momento em que eu me encontro já aposentado e, supostamente, desobrigado de fazer investigação e, por via desta, contribuir para a produção de conhecimento aprofundado sobre os territórios, e de continuar a contribuir para a definição de melhores políticas  públicas.

6.    Como/onde se vê daqui a 10 anos?

Resposta:

Como deixei dito a abrir esta conversa, encontro-me nesta altura já aposentado e, portanto, com uma idade relativamente avançada. Não sei se serei vivo daqui a 10 anos. Se for, gostava de continuar a ser capaz de mostrar que a aposentação formal não é, necessariamente, sinónimo de inação e incapacidade de contribuir para que tenhamos uma sociedade melhor informada e mais capaz de prosseguir um projeto de desenvolvimento mais sustentável e harmonioso, socialmente.