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domingo, março 08, 2020

O Carnaval de Famalicão

Todos os caminhos vão dar a Roma exceto no Carnaval. No Carnaval, todos os caminhos vão dar a Vila Nova de Famalicão. Esta festividade já é uma das imagens de marca do município e uma clara aposta turística que todos os anos acolhe um dos festejos de Carnaval mais marcantes de Portugal. Anualmente, milhares de pessoas, oriundas de todas as partes do país, juntam-se pelas ruas da cidade para disfrutar de um ambiente de alegria, boa disposição, euforia e até alguma loucura.
O evento começou por volta dos anos 80, quando um grupo de jovens famalicenses se juntou nas ruas da sua cidade para festejar o Carnaval. A partir daí não pára de crescer e já se tornou num fenómeno nacional. Famílias, grupos de amigos, dos mais jovens aos mais velhos, juntam-se pelos bares e cafés que abrem as portas e ajudam à festa, com dj’s a pôr música aos foliões noite dentro, até de madrugada.
Para que ninguém possa faltar a esta festividade, a grande aposta por parte da Câmara Municipal de V.N. Famalicão é num plano de transporte, em que existem autocarros gratuitos a passarem pelas freguesias dentro do concelho em direção à cidade. Para quem não for do concelho, a autarquia, em parceria com a CP – Comboios de Portugal, possibilita viagens a apenas 2€ nos Comboios Urbanos do Porto, nas Linhas de Aveiro, Marco Canavezes, Guimarães e Braga.
Outra das principais apostas e grande novidade, neste ano de 2020, foi na sustentabilidade ambiental. Com o intuito de reduzir a pegada ecológica do evento e o consumo de plástico, foram apenas utilizados copos reutilizáveis, substituindo os habituais copos de plástico descartáveis.
O ponto alto deste Carnaval é a noite de segunda-feira para terça-feira, mas a festa arranca três dias antes, na sexta-feira, com o “Desfile de Carnaval Infantil”, que é uma tarde dedicada a todas as crianças das escolas de V.N. Famalicão. Estas desfilam pelas ruas da cidade num cortejo muito animado, que junta cerca de 3300 alunos mascarados. Na segunda-feira de Carnaval, chega a altura dos seniores brilharem e mostrarem que o Carnaval não é apenas para os jovens. Estes juntam-se, durante a tarde, no Pavilhão Municipal, onde predomina a animação e o convívio no “Carnaval Sénior”.
Segunda-feira à noite, o programa já é conhecido e aguardado anualmente, sem hora, nem lugar marcado, apenas com a obrigação de vir mascarado e trazer muita folia. Os festivaleiros animam as ruas de Vila Nova de Famalicão e garantem que seja uma noite de Carnaval inesquecível.

Nuno Silva

(Artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular “Economia do Turismo”, de opção, lecionada a alunos de vários cursos de mestrado da EEG, a funcionar no 2º semestre do ano letivo 2019/2020)

quarta-feira, junho 05, 2013

Turismo em Espaço Rural

O turismo em espaço rural apresenta características que o tornam único e diferente de outras modalidades de turismo. O turismo em espaço rural apresenta diferentes oportunidades; em concreto, oferece aos seus utentes a oportunidade de vivenciar as práticas, cultura, gastronomia e tradições dos meios rurais. Tendo em atenção a potencialidade do turismo aliado ao desenvolvimento rural é de salientar que este se apresenta como uma das actividades mais bem colocadas para revitalizar a economia do tecido rural. Na verdade este sector de actividade consegue alicerçar em si os vários produtos endógenos da área rural, consegue incluir em si os recursos, as histórias, as tradições e cultura de cada região. Nas áreas rurais, o principal meio de subsistência da população está presente nas várias actividades agrícolas. Este factor pode ser muito limitante, uma vez que denuncia que este território está afecto apenas a uma actividade económica que em situações de crise pode ser o factor que porá em causa as economias das famílias e do território. O turismo pode ser considerado a alavanca de reabilitação da economia de um determinado espaço ou região.
A aposta em sectores diversificados da economia pode ser o ponto-chave e factor estrutural em situação de crise económica. Os produtos internos de uma região são os seus elementos de desenvolvimento, daí que sejam essenciais para a economia interna. Para além do turismo em espaço rural ser considerado um elemento dinamizador da economia é também um elemento que contribui para modificar de forma harmoniosa o espaço, ou seja, o estabelecimento de um sector terciário da economia num espaço eminentemente rural, por si só, já contribui para a alteração desse espaço, por outro lado, o estabelecimento do mesmo traz consigo os estabelecimento de outros serviços e infra-estruturas dando uma nova dinâmica ao território.
O estabelecimento de actividades turísticas, nomeadamente o turismo rural, em territórios rurais, representam uma contribuição positiva para a melhoria da economia rural. A este título, retenha-se: a sustentação do rendimento dos agricultores; a diversificação das atividades ligadas à exploração agrícola; a pluriatividade; a manutenção, a criação e a diversificação de empregos, em particular dos agricultores a tempo parcial; o desenvolvimento de novos serviços (de informação, de transporte, de comunicações, de animação); a conservação e a melhoria da natureza e do ambiente paisagístico; a sobrevivência dos pequenos agregados populacionais; o apoio à arte e ao artesanato rural; a dinamização de iniciativas culturais; a recuperação do património histórico; o incremento do papel das mulheres e dos idosos; a revitalização das coletividades, através do surgimento de novas dinâmicas, ideias e iniciativas (www.dgadr.pt).
Importa salientar que nem todas as zonas rurais reúnem condições para atrair e fixar população e possíveis utentes dos estabelecimentos turísticos. Neste sentido, é necessário a existência de determinados elementos, a fim de assegurar o sucesso. São eles: interesse da paisagem; especificidade da fauna e flora autóctones; respeito e harmonia da rusticidade do conjunto das construções, bem como dos materiais utilizados; interesses culturais, tais como monumentos e locais históricos, festas e romarias, e património étnico; proximidade de polos de comércio local; condições para práticas desportivas ou de lazer (caça, pesca, passeios); competência e eficácia na promoção da região e na comercialização das unidades existentes; qualidade das instalações de acolhimento e hospedagem e competência dos serviços prestados; possibilidade de participação na vida ativa das explorações agrícolas. Neste sentido, é necessário ter sempre em atenção e o espaço (www.dgadr.pt).

Ana Pereira

Sítios da Internet:
Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural - www.dgadr.pt

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

segunda-feira, abril 22, 2013

Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional

«Gostaria de convidá-lo a acessar a nossa Revista Brasileira de Desenvolvimento Regional (RBDR) que acaba de ser editada pelo Programa de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional da FURB.
A RBDR foi criada com vistas a se constituir num espaço de debate interdisciplinar sobre temas relacionados à “questão regional”.
O professor pode conhecer a revista acessando o link abaixo:
Se entender importante divulgá-la entre seus colegas professores e pesquisadores, agradecemos.
Cordiais cumprimentos.
Prof. Valdinho Pellin»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)