quarta-feira, Fevereiro 02, 2011

Notícias de Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura

Artigo JN
«Guimarães 2012, capital do silêncio
Várias associações vimaranenses não obtiveram ainda resposta da Fundação Cidade de Guimarães para as propostas apresentadas no âmbito da Capital Europeia da Cultura. Há casos em que o pedido de marcação de uma simples reunião já foi feito há um ano e meio.
O programa de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura (CEC) está a causar desconforto junto de algumas associações locais, que (des)esperam por uma resposta da Fundação Cidade de Guimarães, responsável pela programação do evento, relativamente às propostas culturais e artísticas apresentadas.
A Igreja também manifestou descontentamento através do padre Armando Luís de Freitas, Arcipreste de Guimarães e Vizela, que revelou ao JN ter entregue directamente ao presidente da Câmara "um conjunto de propostas que ele disse que ia entregar à sua secretária, há cerca de um ano e meio, e não obtive resposta". "Fico um pouco surpreendido e penalizado, pois a Irmandade de Santos Passos foi contactada para uma reunião, mas até hoje nunca mais disseram nada", afirmou. O pároco não quer entrar em conflitos com a Fundação Cidade de Guimarães, nem assume as declarações como uma crítica: "Temos confiança em tentar concretizar as propostas apresentadas, através do diálogo e cooperação".
No que diz respeito à Academia de Música Valentim Moreira de Sá, o presidente da direcção, Armindo Cachada, confirmou ter apresentado projectos de grande envergadura. Sobre o resultado ainda não obteve resposta: "Ainda não sei se algum dos projectos vai ser assumido pois não me disseram nada, mas tenho uma reunião com o programador musical, dentro de dias, e vou tentar saber". A Academia propôs, além de outros eventos, um simpósio em cooperação com várias universidades do país, uma cantata portuguesa, óperas de Maurice Ravel e um Estágio de Orquestra Europeia.
Das associações sem resposta destaca-se a Associação de Socorros Mútuos Artística Vimaranense (ASMAV) pelas críticas feitas à organização, através do presidente Francisco Teixeira. O dirigente refere que apresentou, há 14 meses, sete projectos para os quais ainda não obteve resposta. Esta atitude, refere, " revela uma grande falta de respeito para com os agentes culturais locais". "Os nossos projectos estavam de tal forma estruturados que chegaram a dizer-nos que tínhamos criado uma CEC alternativa", referiu o líder da ASMAV, a mais antiga associação não-religiosa de Guimarães.
Confrontada com as críticas, Cristina Azevedo, presidente da Fundação Cidade de Guimarães nega as acusações. "O professor João Serra, administrador da área da programação, tem tido um contacto directo com o presidente da ASMAV", afirmou.
Delfim Machado
publicado a 2011-02-01 às 00:09
Para mais detalhes consulte
:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1772017»
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(cortesia de Laurentina Vareiro)

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