terça-feira, junho 17, 2008

Política Florestal: a (des)“concertação estratégica”

Nas últimas décadas, a política e o planeamento florestal têm assumido um papel cada vez mais considerável.
Sem margem para dúvidas, a floresta desempenha funções muito importantes quer ao nível da manutenção de um ecossistema equilibrado, quer ao nível económico.
A consciencialização de que este recurso tem um valor de existência elevado (valor que as pessoas atribuem à floresta independentemente do uso que fazem dos produtos florestais) (CESE, 1996:4) é evidente em acções como a campanha de rearborização no Parque Natural da Serra da Estrela, levada a cabo em 2007 que contou com voluntários oriundos de todo o país.
Ao nível de uso directo da floresta, ou seja, dos produtos e serviços produzidos por esta (CESE, 1996:4), podemos aferir um lugar igualmente importante na economia portuguesa.
O sector florestal contribui para o equilíbrio da balança comercial através do seu superavit desde a década de 80. Por exemplo, em 1995, o volume de exportações foi de cerca de 11,7% enquanto as importações registaram 4,1%.
Segundo dados apontados pelo Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, “o sector florestal emprega cerca de 260 mil pessoas e é responsável por 4 por cento do PIB e 14 por cento do PIB industrial, representando mais de 10 por cento do total de exportações” (10/03/2008).
Sendo esta um recurso essencial será que estamos a concertar todos os esforços possíveis para promover a sua salvaguarda?
A floresta debate-se com graves problemas, entre os quais os incêndios florestais, o absentismo por parte dos seus proprietários e a fragmentação da propriedade florestal.
Com o aumento do n.º de incêndios, a partir de 1975, verificou-se um incremento de espécies como o eucalipto (Paiva, 1996:43) (mais exigente em termos hídricos do que o pinheiro bravo) e a especulação imobiliária de algumas áreas atingidas pelos incêndios.
O absentismo por parte dos proprietário deve-se sobretudo às migrações de áreas economicamente mais deprimidas para o litoral que se traduziram num abandono das práticas de silvicultura nas áreas de partida, favorecendo a acumulação de material combustível e a falta de iniciativa no âmbito do sector florestal.
Por outro lado, a grande fragmentação da propriedade florestal (cerca de 87 % das explorações florestais possuem uma área entre os 0,5 e os 3 hectares) torna economicamente pouco vantajoso o investimento na produção florestal.
Embora a Lei de Base da Política Florestal incentive o associativismo das explorações florestais e as acções de emparcelamento florestal (Lei n.º 33/96 de 17 de Agosto, artigo 19º), este cenário pouco se alterou.
Ao nível do quadro legislativo têm sido instituídas medidas e instrumentos de gestão com especial destaque para a Lei de Bases da Política Florestal (Lei n.º 33/96 de 17 de Agosto) e para a implementação de Planos Regionais de Ordenamento Florestal e dos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Relativamente às áreas ardidas, o Decreto – Lei n.º 327/90 de 22 de Outubro, com as suas sucessivas alterações, impedia a construção ou demolição de edifícios em áreas de povoamentos florestais afectadas por incêndios e não incluídas em espaços classificados em Planos Municipais de Ordenamento do Território como urbanos, urbanizáveis ou industriais, durante um período de 10 anos.
Este decreto visava colmatar a especulação imobiliária de que eram alvo algumas áreas percorridas por incêndios.
Com as alterações introduzidas neste pelo Decreto -Lei n.º 55/2007 de 12 de Março, os interessados poderão solicitar o levantamento desta proibição sendo permitida a construção de projectos considerados de “interesse público” ou “empreendimentos com relevante interesse geral”.
A dificuldade em estabelecer uma “concertação estratégica permanente” para o espaço florestal torna-se evidente, há entraves que fragilizam a política florestal e encontrar soluções sustentáveis é inadiável.

Andreia Mota
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

sábado, junho 14, 2008

"Cidades e Novos Léxicos Urbanos"

«III Seminário da Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos
Cidades e Novos Léxicos Urbanos
16 a 18 de Junho, CES e FEUC
Apresentação
A Rede Brasil-Portugal de Estudos Urbanos congrega pesquisadores de 6 universidades brasileiras e de 2 universidades portuguesas. Visando a sua consolidação e alargamento ao espaço ibero-americano, esta Rede realiza, em Coimbra, de 16 a 18 de Junho de 2008, o seu III Seminário.
No âmbito desse projecto foram executadas, ao longo de 2 anos, pesquisas comparadas entre realidades urbanas brasileiras e portuguesas, tendo sido realizados dois seminários internacionais. O primeiro em Coimbra, em Maio de 2006, e o segundo em Aracaju, em Novembro de 2006.
O seminário decorre na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (dias 16 e 18) e no Centrode Estudos Sociais (dia 17), promovendo discussões e apresentação de casos sobre espaço público, culturas e manifestações culturais urbanas, património urbano, ambiente nas cidades, música e festividades em espaço urbano.
Programa e informações adicionais em:
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(reproduçãode mensagem de correio electrónico recebida nesta data, proveniente da entidade identificada)

terça-feira, junho 10, 2008

PERN @ the XXVI IUSSP International Population Conference

*PERN @ the XXVI IUSSP International Population Conference*
The XXVI IUSSP International Population Conference will be held at the Palais des Congrès in Marrakech, Morocco, from September 27 to October 2, 2009.
PERN is organizing session 1207 on “Environment-induced Migrants”. Discussion on the potential short- and long-term impact of environmental stress and catastrophes has lead to the recognition of the emergence of new streams of environmental migrants and displaced persons. Yet, there is still no agreement on the definition of such displacements and there is a need for more local comparative studies to highlight the main specific features of these migrations. The session would offer a platform to present empirical research and case studies of population mobility from environmentally degraded areas. Papers would focus on the migratory mechanisms (context, proximate causes, process, etc.) as well as on the specific demographic characteristics (age and household composition, duration, etc.) of these migrations.
Other sessions included in Theme 12 -– Environment (chaired by Daniel Hogan) are:
1202 - Population impact on deforestation in developing countries
Organiser: Alisson BARBIERI (Brazil) Universidade Federal de Minas Gerais, Brazil
1203 - Interrelations between population and climate change
Organiser: Brian O'NEILL (United States of America) Brown University
1204 - Population pressure, resource use and environmental degradation
Organiser: Vinod MISHRA (India) Macro International Inc.
1205 - Water and population: impact on health and mobility
Organiser: Sabine HENRY (Belgium) Facultés Universitaires Notre-dame De La Paix
1206 - Population and environment: local and regional planning challenges
Organiser: Dieudonné OUEDRAOGO (Burkina Faso) Institut Superieur des Sciences de la Population (ISSP), Burkina Faso
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Submission guidelines are available at
http://iussp2009.princeton.edu/
Information about the conference may be found at
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(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

sábado, junho 07, 2008

A insolvência da Companhia de Cartões do Cávado

1. O caso em estudo situa-se no concelho de Braga, constituído por 62 freguesias e com uma área total de 183,51Km². Aí residem 173946 pessoas, o que dá uma densidade populacional de 942,1 hab/Km².
A freguesia em questão situa-se a NO do conselho de Braga e é designada por Mire de Tibães, com 5,07 km² de área, 2 389 habitantes e densidade populacional de 471,2 hab/km².
De acordo com os dados dos Censos 2001, a população activa total, no concelho de Braga em 1991, era de 67362 pessoas (sendo 37234 homens e 30128 mulheres); em 2001 passou a ser de 85194 (44809 homens e 40385 mulheres). A variação absoluta entre 1991 e 2001 foi de 17832 pessoas, correspondendo a uma taxa de 26,5%.
Através da análise CAE (Classificação das Actividades Económicas), concluímos que o número de empresas no concelho de Braga, tem vindo a aumentar. Como podemos observar na tabela 1, em 1995 existiam 3445 empresas em Braga, em 2000 passaram a ser 4833 e em 2005 já eram 6350.
A actividade que mais se destaca, em todos os anos, é a Cae 5 (comércio por grosso e a retalho; reparação de veículos automóveis, motociclos e de bens de uso pessoal e doméstico), seguida da CAE 4 (produção e distribuição de electricidade, gás e água).
Por sector de actividade, o número de empresas em Braga com maior relevância, corresponde ao sector terciário, CAE 5 a CAE 9, também este em todos os anos referidos. Em 1995 o número de empresas eram de 2078, em 2000 era de 3056 e em 2005 passou para 4291.
No que diz respeito ao desemprego total, segundo os Censos 2001, Braga, contava com 3300 desempregados em 1991 (1464 homens e 1836 mulheres). Em 2001 aumentou para 5896 (2494 homens e 3402 mulheres). Em ambos os anos o maior número de desempregados são mulheres. A variação absoluta entre 1991 e 2001 era de 2596 (78,7%).
Podemos concluir que a falta de postos de trabalho é uma realidade com proporções cada vez maiores no distrito de Braga; e, que em termos regionais, o norte continua a liderar a tabela de desemprego. Sendo os mais afectados os indivíduos com menos formação, uma grande parte afecta à indústria e à construção civil (in Diário do Minho, 26-04-2005).
Relativamente à evolução do desemprego (total do distrito), em Dezembro de 2006, obteve-se um número total de desempregados de 47990. Este valor diminuiu em 2007, passando a ser de 40180. Registou-se, portanto, uma taxa de variação, entre Dezembro 2006 e Dezembro 2007, de menos 16% (dados do Boletim Estatístico, Governo Civil de Braga).
Em Portugal Continental, contabilizou-se um total de 440125 de desempregados em 2006, e de 377436 em 2007. Obtendo uma taxa de variação de menos 14%.

2. Breve história da Empresa Companhia de Cartões do Cávado, S.A
No lugar de Ruães, freguesia de Mire de Tibães, concelho e distrito de Braga, funcionava a empresa “Companhia de Cartões do Cávado, S.A.”.
Fundada em 1967, esta unidade fabril procedia à recolha e transformação de todo o tipo de cartão proveniente de vários locais.
As máquinas, movidas a energia eléctrica, reciclavam desperdícios de papel e cartão, produzindo cartão (diariamente processavam entre trinta a quarenta toneladas de material).
O cartão produzido destinava-se ao fabrico de capas de arquivo, encostos de cadeiras, molduras para fotografias entre outros artigos. Além de abastecerem o mercado interno, também exportavam para a Alemanha, França, Suíça, Grécia e Espanha.
Esta unidade fabril, que iniciou a sua actividade há cerca de 39 anos, tinha preocupações ambientais, pois as águas residuais produzidas, eram tratadas numa ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) própria, evitando desta forma poluir o ambiente.
A empresa Companhia de Cartões do Cávado requereu o processo de insolvência em Março passado, por motivo das elevadas dívidas à Segurança Social e ao Fisco, acumuladas.
"As dívidas da empresa são da ordem dos cinco milhões de euros, sendo 30% à Segurança Social e 9% às Finanças. Na altura de apresentação do requerimento, o dinheiro a receber dos clientes atingia os 800 mil euros", disse à Lusa Carlos Marinho, da União de Sindicatos de Braga.
Os mais de 100 trabalhadores, eram credores de um milhão de euros (indemnizações, salários e direitos vencidos). A empresa deixou de pagar os salários a partir de Abril e há muito que havia grande irregularidade na data do seu pagamento.
As organizações dos trabalhadores acusam a Administração de falta de investimento e má gestão, denunciando igualmente os baixos salários que a empresa pagava (a maioria dos trabalhadores recebia menos de 500 euros e 40 auferiam o salário mínimo).
Apesar de tudo, esta unidade fabril, continuou a trabalhar até 31 de Maio. No dia 1 de Junho, a EDP cortou o abastecimento de energia eléctrica e a empresa deixou de laborar.
Não existe, tanto quanto se sabe, nenhum plano de viabilização da empresa, pois o passivo da fábrica, estimado, na altura, em cinco milhões de euros, inviabilizou qualquer solução de um plano de recuperação industrial.

Carlos Eiras
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho - reprodução parcial)

Seminário "A Prática da Sustentabilidade"

Seminário "A Prática da Sustentabilidade" - 18 de Junho, Auditório Nacional da Ordem dos Engenheiros
Organização conjunta: INSTITUTO DE SOLDADURA E QUALIDADE (ISQ) e ORDEM DOS ENGENHEIROS
O crescimento da população mundial tem vindo a gerar intensas pressões sobre os recursos naturais disponíveis. À luz do princípio da sustentabilidade, o novo modelo produtivo terá de corresponder a um ciclo de reciclagem-fabrico-reciclagem.
Como está a ser implementado o conceito de sustentabilidade?
Como se pode integrar este princípio em actos de Engenharia e de Arquitectura, aliando design, conforto e tecnologias ambientais a projectos economicamente viáveis?
A sustentabilidade é um conceito transversal, que se consubstancia em diversas escalas - dos materiais aos edifícios, do quarteirão à cidade. É também um conceito dinâmico na medida em que se traduz em fluxos de matéria e energia.
Como integrar estas diferentes perspectivas numa visão abrangente da problemática de uma sociedade sustentável?
Este Seminário visa responder a estas perguntas através da apresentação de casos de estudo de sucesso, nacionais e internacionais.

Oradores convidados que provêm de conhecidos ateliers de renome mundial:
Arqº Dieter Grau, do Atelier Dreiseitl, é detentor de uma vasta experiência como Responsável de Projecto em numerosas obras internacionalmente aclamadas, desenvolvidas por este Atelier, das quais se destacam Potsdamer Platz (Berlim) e City Hall (Chicago-USA). Reconhecido pela inovação e excelência do seu trabalho, Dieter Grau irá apresentar as formas como o Atelier Dreiseitl aborda o problemática da água no meio urbano, numa perspectiva integrada e pluridisciplinar. Os casos apresentados ilustram igualmente a diversidade de estratégias e soluções possíveis em função de constrangimentos culturais e climáticos.
O Arqº Carlos Martinez de Albornoz, do Atelier Mansilla & Tuñon, é responsável pelo projecto que ganhou o concurso internacional “La Cúpula de la Energia”, o edifício institucional da cidade de Soria, em Espanha. Este projecto alia os princípios de sustentabilidade - em termos de materiais, água e energia - à reconhecida qualidade arquitectónica e à viabilidade económica. O Atelier Mansilla & Tuñon é conhecido pelos seus projectos do Centro Internacional de Convenciones de la Ciudad de Madrid, Museo de Cantabria, Museo de las Colecciones Reales, entre outros.

Para mais informações e fazer a sua inscrição consultar o link:
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(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

quinta-feira, junho 05, 2008

PROT OVT - Discussão Pública

O PROT OVT entrou em Discussão Pública prolongando-se até 4 de Agosto.
Para este efeito foi criada uma Plataforma de Discussão Pública do PROT OVT (http://consulta-protovt.inescporto.pt/) pela qual se pode aceder aos documentos e participar através do preenchimento on-line de um formulário.
As Sessões Públicas de apresentação e Discussão do Plano estão agendadas para:
- dia 4 Junho, Médio Tejo, 18.30h - Edifício Pirâmide em Abrantes;
- dia 5 Junho, Oeste, 18.30h - Auditório Municipal do Bombarral
- dia 16 Junho, Lezíria do Tejo, 18.30 - Edifício S. Francisco na Chamusca.
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(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

quarta-feira, junho 04, 2008

Turismo e Desenvolvimento Rural – que actores e agentes beneficiam das estratégias nacionais e comunitárias?

É de grande importância para a comunidade rural entender quem participa, assim como quem beneficia com o fenómeno do TER (Turismo em Espaço Rural). Se as comunidades de acolhimento deste fenómeno têm implicações directas, se participam e se simultaneamente retiram vantagens económicas, sociais e culturais do turismo, ou se pelo contrário quem promove o TER, não tem qualquer ligação com as áreas rurais onde investe. Neste sentido, é importante perceber qual a função que assume o TER nas áreas onde é implementado. Segundo Cavaco (1999a:299) os principais promotores do TER são habitualmente "elites locais", proprietários de habitações e terras agrícolas herdadas, que apresentam níveis socioeconómicos elevados, com um elevado grau de habilitações académicas e consequentemente com um bom nível cultural. Estão geralmente ligados a actividades do sector terciário, como empresários e profissionais liberais, geralmente residindo no local ou nos arredores. A grande maioria são reformados que regressam à terra natal e desejam rentabilizar as poupanças de uma vida de trabalho preservando "a casa que fora de pais e avós e a que os ligam muitos laços e recordações", que de outra forma teria sido abandonada. Proporciona-se a convivência com os visitantes, estes com nível sociocultural habitualmente elevado, fomentando o convívio e o não isolamento.
O Turismo Rural é habitualmente associado a um turismo de elevados padrões de conforto, induzindo a uma procura de qualidade, associada a uma classe social que está disposta a pagar por um serviço de excelência, "o mercado de turistas que procuram o campo correspondem essencialmente a clientes com altos níveis de instrução, em boa condição financeira, que exigem qualidade e que estão dispostos a pagar por ela" (OECD, 1994, cit in Kastenholz, 2002:48). Esta situação é fruto do sucesso de recuperação do património histórico e cultural, que só poderá ser protagonizado por estratos sociais com elevado poder económico (e.g. Joaquim, 1994).
É um facto que existem compensações que são fruto do investimento no TER, mas quem é que estará na realidade a beneficiar dessas vantagens? Segundo Moreira (cit in Joaquim, 1994:106) "os beneficiários actuais do TER, tanto no campo da procura como no da oferta, são aqueles que menos necessitam, à partida, dessas benesses. A inovação partiu do topo, veremos quando chegará à base. Para um punhado, aqueles que se situam perto das unidades de TER, alguns benefícios ainda haverá dos modestos efeitos induzidos, para a grande maioria de nós, resta-nos olhar para os prospectos e ir tentando perceber onde se esconde a sua função social".

Miguel Vaz Pinto
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

terça-feira, junho 03, 2008

O perfil do criador de empresas do Entre Minho e Douro: alguns dados recentes

Por um acaso determinado pela vivência profissional, chegou-me às mãos há poucas semanas o estudo “Empreendedorismo e Empregabilidade: Que passado? Que Futuro?” (Dez. 2007, Braga), realizado e editado pela Expoente, uma empresa de serviços de consultoria sedeada em Braga. Se o tema do empreendorismo aí tratado é um dos que me cativa a atenção, mais me interessou o dito estudo por nele ser possível encontrar o perfil do criador de empresas de um território que coincide, grosso modo, com o Entre Minho e Douro. A propósito, anote-se que tive oportunidade de trabalhar sobre o perfil do empresário minhoto vai para uns 18 anos. Na altura, aproveitei a informação que era possível colher nas candidaturas a apoios públicos apresentadas ao IAPMEI.

Pese embora a precariedade estatística dos resultados obtidos, via inquérito, pela equipa que realizou o estudo e a não coincidência geográfica do território retido num e noutro estudos, há alguns dados do trabalho agora realizado que julgo valer a pena apresentar e comentar à luz dos resultados do meu trabalho de há 18 anos.

O perfil recente do criador de empresas do Entre Minho e Douro que se retira é o seguinte: i) estamos perante pessoas relativamente jovem (maioritariamente, entre os 26 e os 35 anos), do sexo masculino, casados e sem filhos; ii) são indivíduos detentores de curso superior (61% dos casos), não tendo formação em gestão (67% dos casos); iii) têm antecedentes empresariais (77% dos casos), nomeadamente no seio da família de que são originários (46% dos casos); iv) gozavam de uma situação económica confortável no período anterior à criação do seu negócio; v) em matéria de experiência profissional anterior, desempenhavam sobretudo funções técnicas (40,5% dos casos) ou comerciais (30% dos casos); ainda, vi) também em termos de vivência profissional precedente, provinham em 40% dos casos de PMEs, sendo que apenas 13% dos inquiridos terão arrancado para a criação da sua empresa após a conclusão dos estudos.

Com as limitações que decorrem da discutível representatividade estatística da amostra, estes dados são muito interessantes. São interessantes porque põem em evidência inércias sociais e culturas pessoais no despertar da iniciativa empresarial. São interessantes porque relativizam a formação inicial em gestão e a necessidade material no desenvolvimento do processo. São interessantes, finalmente, porque dão conta de uma evolução no sentido de um empresariado detentor de habilitações superiores.

A anotação de que a formação em gestão não é um pré-requisito não me surpreende, já que o mesmo dado saia evidenciado num estudo académico que li há uns meses sobre o espírito empreendedor dos alunos da Universidade do Porto (Aurora Teixeira, FEP). Se daí se não pode concluir que a atitude de empreender se aprende, também não deixa de se levantar a dúvida sobre se a formação proporcionada nas escolas de gestão (ou, pelo menos, na Universidade do Porto) é a adequada para fomentar esse espírito. De permeio estão as questões da receptividade do mercado aos habilitados com diferentes saberes técnico-científicos e a conjuntura do mercado de trabalho.

Em grande consonância com os resultados por mim obtidos, estão a circunstância das vivências profissionais anteriores serem um elemento essencial para perceber o perfil da empresa criada e a respectiva inserção sectorial e, também, a relevância que continuam a ter os agentes comerciais nessas iniciativas. Este aspecto sublinha a importância da relação com o mercado (clientes, fornecedores) na identificação de oportunidades de negócio.

Diferente do que obtive no dito estudo surge a importância assumida pelas qualificações técnicas, porventura resultado das novas exigências de qualificação (técnica) que está colocada às empresas para singrarem no mercado. Esta é, entretanto, uma questão a que o estudo da Expoente não dá resposta, a merecer ser aprofundada no futuro.

Um outro aspecto que este trabalho não capta é o da naturalidade (local de nascimento e/ou de residência) do empresário. No meu estudo, essa era peça central para sublinhar, como resultou confirmado, a opção de sedeação das pequenas e médias empresas de iniciativa local no mesmo ou em município vizinho daquele de onde é natural ou reside o empreendedor.

A última nota que quero deixar é-me sugerida pela constatação de que os indivíduos sobre que incidiu o estudo da Expoente “gozavam de uma situação económica confortável no período anterior à criação do seu negócio”. É que, a ser assim, são postos em causa os pressupostos de alguns programas públicos de incentivo à criação do próprio emprego e/ou de pequenos negócios.

Se as oportunidades de emprego são devedoras da iniciativa empresarial, o que os dados obtidos nos dizem é que o que importa apoiar é a iniciativa empresarial daqueles que a têm e que, fruto do conhecimento que adquiriram sobre os mercados, precisam do empurrão que os faça deixar o emprego “assalariado”, ao invés de tentar transformar desempregados em empresários. Aliás, os obstáculos à iniciativa empresarial mais referidos neste estudo são a dificuldade de dispor de capital inicial suficiente e o receio de pôr em risco o equilíbrio orçamental familiar ao avançar para um projecto empresarial.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Suplemento de Economia do Diário do Minho, em coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

quinta-feira, maio 29, 2008

Conference on THE RIGHT TO THE CITY: NEW CHALLENGES, NEW ISSUES

Conference Announcement:
ESF-LiU Conference on THE RIGHT TO THE CITY: NEW CHALLENGES, NEW ISSUES
Dates: 11-15 October 2008
CLOSING DATE FOR APPLICATIONS: 6 JUNE 2008
Location: Klosterhotel, Vadstena, Sweden
Programme and applications: accessible online at
www.esf.org/conferences/08264
Chair: Prof. Bernard Jouve, University of Lyon, FR
Co-chair: Dr. Mark Purcell, University of Washington, US
Grants: are available for young researchers to cover the conference fee and travel costs.
Further information: www.esf.org/conferences/08264 or Ms. Anne Blondeel-Oman (ablondeel@esf.org)

[reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada]

quarta-feira, maio 28, 2008

Conferências: "encontro de jovens investigadores"; colóquio sobre "periferias urbanas"

1º Encontro Português de Jovens Investigadores na Área do Planeamento Regional e Urbano

Irá ter lugar no próximo dia 14 de Julho o 1º Encontro Português de Jovens Investigadores na Área do Planeamento Regional e Urbano (EPIPRU), a realizar no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Coimbra.
Dirigido a jovens investigadores, bem como aos seus orientadores académicos, este encontro pretende colmatar a ausência de espaços de partilha de experiências de investigação na área do planeamento regional e urbano. Pretende-se também motivar a criação de plataformas de trabalho extra-instituições e que no futuro possam servir a prática de planeamento.
O encontro, que se pretende informal, é vocacionado para investigadores que tenham desenvolvido pelo menos um ano de investigação no âmbito da sua tese de doutoramento e que ainda não a tenham concluído. O objectivo não é apresentar resultados, mas sim discutir e relacionar objectivos e métodos de investigação.
Cada investigador é convidado a enviar um "extended abstract" com duas páginas A4, de acordo com modelo disponibilizado em
até ao dia 30 de Maio. Este deverá descrever a investigação em curso, indicando os seus objectivos e métodos, e deverá ser anexado à ficha de inscrição com os dados de identificação necessários.

A aceitação dos trabalhos será comunicada até 15 de Junho e o programa final será divulgado a 20 de Junho. Serão seleccionados 15 investigadores para participarem no encontro de acordo com a relevância do trabalho para os objectivos de debate e partilha de experiências enunciados. Os investigadores seleccionados deverão preparar uma apresentação de Power Point com cerca de 15 slides para uma comunicação de um máximo de 15 minutos, a cumprir rigorosamente, permitindo concentrar o encontro num único dia e assegurando o necessário espaço para o debate. As línguas admitidas para o encontro são o Português e o Inglês. Todos os orientadores dos investigadores participantes serão convidados a assistir.
O encontro conta com uma comissão de selecção dos participantes que integra os professores Manuel Fernandes de Sá (FAUP), Paulo Pinho (FEUP) e António Pais Antunes (FCTUC).
O objectivo desta reunião é alargar a plataforma de comunicação entre a comunidade de investigadores em Planeamento em Portugal.
Mais informação em:
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Colóquio "Periferias Urbanas, entre Norma e Inovação"

Colóquio "Periferias Urbanas, entre Norma e Inovação, nas cidades da Europa do Sul".
Este colóquio terá lugar entre 11 e 14 de Junho de 2008 na cidade de Bordéus.
O programa está também disponível em
onde poderão igualmente encontrar outras informações sobre o colóquio e sobre inscrições, deslocações e estadia.
Este encontro contará com a presença de investigadores portugueses, franceses e espanhóis, na área da Geografia e outras ciências sociais dedicadas ao estudo da cidade contemporânea.
Para mais informações
O Comité de Organização
Isabel Pato - 962307806
Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa
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(cortesia de Paula Cristina Remoaldo)

terça-feira, maio 27, 2008

Da decisão à gestão da mobilidade

Na conjuntura actual do aumento de combustíveis e do uso excessivo do automóvel em detrimento do uso do transporte colectivo, as decisões políticas constituem marcos decisivos para o futuro. No entanto, o passado recente tem revelado decisões que pouco têm de sustentável na melhoria da mobilidade das populações.
O Livro Branco dos Transportes na União Europeia indica o caminho da gestão sustentável da mobilidade favorecendo o transporte ferroviário em detrimento dos transportes rodoviários, pelos conhecidos problemas ambientais e sociais.
No entanto, as decisões nacionais têm-se pautado por medidas que favorecem o transporte individual.
Veja-se o caso do Comboio de Alta Velocidade (AV), cujo traçado esteve dependente do traçado de uma rede externa à nossa (rede Espanhola para o comboio de alta velocidade) o que condiciona o futuro económico da região Norte. De facto, sabendo que o AV será um transporte vocacionado principalmente para o transporte de mercadorias, uma vez que não consegue competir em termos de tempo/custo com o transporte aéreo no que diz respeito ao transporte de passageiros para distancias superiores a 600km, a rede em formato “L” acaba por favorecer Lisboa, colocando-a mais perto da Europa. Em contrapartida, a Região Norte e Centro, onde a concentração de empresas e indústrias é maior, fica marginalizada face à rede ferroviária, o que favorece o transporte rodoviário para colocar os produtos na Europa.
Esta situação não se colocaria no caso do traçado do AV ser em formato “T” ligando Porto a Lisboa e ao mesmo tempo a Madrid mas por Salamanca e não por Badajoz como é o traçado actual. Neste cenário a rede de AV acabaria por servir uma área de potencial utilização muito maior do que a servida pela rede em “L” aprovada.
No entanto, mesmo com a estratégia assumida pelo governo parece-nos haver três situações que suscitam algumas dúvidas.
Comecemos pelo aeroporto de Alcochete; o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) prevê uma estação de AV para servir esta futura infra-estrutura aeroportuária. Na nossa opinião é uma opção errada, uma vez que a população da Área Metropolitana de Lisboa (AML) dificilmente tomará o Comboio AV para percorrer uma distância tão reduzida. Por seu turno a região do Alentejo não tem população potencial utilizadora do aeroporto suficiente que justifique a estação em Alcochete.
Badajoz verá o seu aeroporto remodelado e o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) não será um hub vocacionado para o público espanhol.
A população que se desloca desde o Norte de Portugal vinda de AV pode perfeitamente, na Estação de Lisboa Oriente, tomar um comboio convencional até ao NAL, desde que essa troca seja feita de forma eficiente.
A segunda situação prende-se com uma eventual linha entre Aveiro e Salamanca. Uma vez que a opção “T” não foi adoptada, não nos parece pertinente a construção desta linha, uma vez que Aveiro, Viseu e Guarda não tem massa critica suficiente para uma ligação a Salamanca por AV. Como alternativa a esta linha, para o escoamento de mercadorias, temos a Linha do Douro, que liga o Porto ao Pocinho (Concelho de Vila Nova de Foz Côa) mas que outrora ligava o Porto a Salamanca, sendo que o canal ainda existe, pelo que as obras de recuperação ficariam bem mais baratas do que a construção de uma nova linha.
A terceira situação está novamente ligada às questões aeroportuárias. O traçado inicial não contempla uma ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro (ASC), o que na nossa óptica vai prejudicar gravemente esta infra-estrutura. Uma grande parte do catchement área deste aeroporto provém da Galiza, nomeadamente da zona sul e assim sendo parece-nos viável uma ligação ao ASC. Nos moldes previstos qualquer pessoa que se desloque ao ASC vinda de AV terá de se apear na Estação de Porto Campanhã e tomar o light rail da Metro do Porto, e terá assim de prolongar a sua viagem por mais 30 minutos (caso venha do Sul) ou mesmo 45, caso venha da Galiza.
O MOPTC, através da Secretária de Estado Ana Paula Vitorino, garantiu que fica reservado um canal entre Braga e o ASC para, assim que se justifique, lançar uma nova linha. Enquanto isso, entre Braga e o Porto o AV circula pela actual Linha do Minho.
Na nossa óptica, vai-se desenvolver o seguinte cenário: sem a possibilidade de ligação directa ao ASC o AV deixa de constituir uma mais valia para os espanhóis e assim perderá competitividade, e como tal, nunca se justificará a construção da ligação ao ASC, entrando-se assim num ciclo vicioso.
Temos também algumas dúvidas acerca da viabilidade da circulação do AV na actual Linha do Minho, uma vez que se trata duma linha altamente congestionada, nomeadamente entre Braga e Porto, aumentando este tráfego à medida que nos aproximamos do Porto.
Trata-se então de um exemplo em que a decisão política não avaliou devidamente as consequências na mobilidade e o impacto no desenvolvimento económico de uma região, pondo em causa as estratégias nacionais e os princípios consagrados a nível internacional quanto ao tema mobilidade.

Carlos Eiras
(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)

segunda-feira, maio 26, 2008

Localização da indústria e dos serviços: referências

Ribeiro, J. Cadima e José de Freitas Santos, "A Localização da Indústria". In Costa, José da Silva, coord. - Compêndio de Economia Regional, APDR, Coimbra, 73-91.

Ribeiro, J. Cadima e José de Freitas Santos, "A Localização dos Serviços". In Costa, José da Silva, coord., - Compêndio de Economia Regional, APDR, Coimbra, 82-90.

sábado, maio 24, 2008

RENT XXII- Research in Entrepreneurship and Small Business

«Dear Colleague,
With this message, we are would like to remind you that the submission deadline for
RENT XXII- Research in Entrepreneurship and Small Business
(COVILHÃ, PORTUGAL, NOVEMBER 20-21, 2008) is June 1st, 2008
(to be acceptable, proposals MUST only be submitted through the conference web site:
The main theme for the 22nd Annual RENT Conference is: Entrepreneurship as an Engine for Regional Development
.
We are taking this opportunity to remind you of the following events that might also be of interest to you :
Submission deadline : June 30, 2008
Submission deadline : May 26, 2008
4th Workshop on Expatriation Las Palmas de Gran Canaria, Spain - October 23-24
Submission deadline : June 30, 2008
Doctoral Tutorial I on Entrepreneurship and Innovation London, U.K. - November 17-18
Details to be announced
5th Workshop on Corporate Governance Brussels, Belgium - November 27-28
Submission deadline : September 1, 2008
Submission deadline : June 30, 2008
Application deadline : October 1, 2008
Please feel free to circulate this information to colleagues who could be interested.
Sincerely
G. Michelante
.
EIASM
PLACE DE BROUCKÈRE-PLEIN 31
1000 BRUSSELS, BELGIUM
Tel: (32) 2 2266662
Fax: 32 2 5121929
Please check your personal profile in the EIASM online database:
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico ontem, com a proveniência identificada)

terça-feira, maio 13, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

Produtos do território e desenvolvimento regional

NIPE - Livros e Capítulos de Livros - 2006:

Ribeiro, J. Cadima e Santos, J. Freitas, "Produtos do território e desenvolvimento local", Ensaios de Homenagem a António Simões Lopes, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa, pp. 165-183.



quinta-feira, maio 08, 2008

INNOVATION for DEVELOPMENT: International Conference Series

«Assunto: CIEO: Divulgação - INNOVATION for DEVELOPMENT: International Conference Series

Caro(a) Colega,

Fomentar o conhecimento e o debate sobre competitividade, empreendedorismo, sustentabilidade, sistemas de informação geográfica, políticas regionais de inovação, entre outros temas, é o objectivo principal do programa “INNOVATION for DEVELOPMENT – International Conference Series”, promovido pela Universidade do Algarve, numa organização conjunta do CIEO - Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações e do CRIA – Centro Regional para a Inovação do Algarve.


Esta iniciativa, financiada pelo INTERREG III A através do TransInov – Projecto Transfronteiriço de Inovação e Cooperação Empresarial, destina-se a todos os interessados nestes domínios temáticos da Região do Algarve e da Província de Huelva, nomeadamente agentes de promoção de empreendedorismo e transferência de tecnologia, empresários, quadros da administração pública e de associações empresariais, docentes, investigadores, alunos do ensino superior, entre outros.

Contando com a participação de um painel de oradores de prestígio internacional, este evento engloba sete conferências, de inscrição gratuita, distribuídas por seis sextas-feiras nos meses de Maio e Junho.

Contamos com a sua presença. As inscrições deverão ser feitas no CRIA, tal como indicado na brochura em anexo.

Cordialmente,

Teresa de Noronha

Presidente, CIEO

CIEO - Centro de Investigação sobre o Espaço e as Organizações
UALG - Universidade do Algarve
Campus de Gambelas
Telf.: 289800900
http://www.cieo.ualg.pt»

(reprodução de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico)

terça-feira, maio 06, 2008