quarta-feira, abril 08, 2009

REDES - Vol. 13, nº 2 (2008)

«COMUNICAMOS A PUBLICAÇÃO ON LINE DA REVISTA REDES, VOL. 13, Nº 2
A Revista REDES é uma publicação quadrimestral, de caráter permanente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional da UNISC, organizada e editada pelo Centro de Pesquisas para o Desenvolvimento Regional - CEPEDER, com 11 volumes impressos e, a partir do volume nº 12, editada, exclusivamente, em formato eletrônico.
O acesso às publicações de REDES é gratuito e irrestrito. Cadastre-se no Portal de Periódicos On Line da Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC, através do endereço eletrônico http://online.unisc.br/seer/index.php/redes.
Atenciosamente,

Prof. Dr. Marcos Artêmio Fischborn Ferreira
Editor-Chefe da Revista REDES
Daniela Souza Cuervo
Assistente Administrativo do CEPEDER»
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(reprodução integral de mensagem de correio electrónico ontem recebida, com a proveniência identificada)

sexta-feira, abril 03, 2009

As causas dos incêndios florestais

Nos últimos anos, os incêndios florestais[1] são uma das principais preocupações dos portugueses mas apenas no Verão quando o flagelo dos incêndios faz as parangonas dos jornais e enche os canais televisivos.
A sociedade tem uma visão de curto prazo sobre as questões que são mais visíveis na época de maior ocorrência de incêndios. Isto tem a ver com o facto de haver a percepção de que os fogos são um fenómeno que se combate e provavelmente de difícil prevenção.
Esta visão tem a ver com causas económicas e sociais, que se traduzem em comportamentos, atitudes e também em comportamentos que derivam de práticas agrícolas, de pastoreio, e até de práticas das actividades de recreio e lazer. A sociedade dá menos atenção às questões causais do que às questões do combate, pois tem uma percepção mais imediatista do problema.
Mas a verdade é que o problema da averiguação das causas é ESSENCIAL tendo em conta a realidade dos incêndios florestais que o nosso país vive ano após ano. O Ex-Director Geral das Florestas, Eng.º Carlos Morais, enfatiza este ponto, “Sem termos um perfil de causas bem identificado, sem termos um conhecimento das motivações do fenómeno, nós temos dificuldade em dirigir as nossas medidas. As medidas podem ser várias, de acordo com o tipo de causas (…)”. Portanto, para uma estratégia de defesa da floresta nacional, que é ESSENCIAL, é preciso fazer-se, em primeiro lugar, uma identificação das causas o mais rigorosa possível.
Neste contexto, foi realizado no âmbito do Programa Nacional “Forest Focus”, o projecto “Forest Fires Causes”, cujos objectivos centram-se na investigação das causas dos incêndios florestais, enquanto fonte de informação para a definição de estratégias, designadamente de sensibilização, conducentes à diminuição do número de ocorrências e consequentemente da área ardida.
Partindo da classificação adoptada pela base de dados comum da UE (“common core”), que classifica as causas dos incêndios florestais em Naturais, Negligentes, Intencionais e Desconhecidas (Indeterminadas), foi realizada uma análise aos dados apurados no cômputo (2.150 registos). Os resultados apurados permitiram a determinação das causas em 1.604 investigações. A taxa de indeterminação cifrou-se em 25%, resultante de 546 investigações inconclusivas. Dos resultados apurados, 43% tiveram origem intencional, 31% relacionaram-se com negligência, e apenas 0,3% dos incêndios tiveram origem natural.
Existe, realmente, o reconhecimento de que subsiste uma categoria de causas intencionais, com carácter de crime. E é neste contexto que os comportamentos são importantes, porque, através deles, se consegue perceber algumas categorias de causas, que muitas vezes dão aos responsáveis, indicações da necessidade de actuar em determinados aspectos, ligados à educação e à sensibilização.
O conhecimento das causas dos incêndios tem como objectivo, no contexto da prevenção dos incêndios florestais, produzir informação sobre ONDE, QUANDO, COMO e PORQUÊ deflagrou um incêndio florestal, sendo esta informação uma das pedras basilares da política de prevenção de eclosão do fogo e de defesa da floresta contra incêndios (Direcção Geral dos Recursos Florestais, 2007).
A informação resultante da investigação das causas é de enorme utilidade quer para o legislador, quer para a definição de estratégias de prevenção, designadamente em matéria de sensibilização.

Flora Ferreira Leite

(artigo de opinião produzido no âmbito da unidade curricular "Economia e Política Regional" do Mestrado em Geografia, do ICS/UMinho)
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[1] A escolha deste tema prende-se sobretudo com interesses profissionais, em termos de investigação (realização da Tese de Mestrado na área dos incêndios florestais), participação em projectos (no âmbito do Programa Nacional “Forest Focus”), e com a sua actualidade.

segunda-feira, março 30, 2009

“Sebastiano Brusco and the Italian School of Local Development”

“The essay, presented as opening lecture at the first edition of the Summer School of Local Development “Sebastiano Brusco” (Seneghe, July 2006), outlines the original contribution of Sebastiano Brusco on two related issues: theory and tools for analyzing the industrial structure and for designing development policy. Her we enlighten some distinctive elements apparently running through all Brusco’s work, from the youth years in Sardinia, spent in cultural and political activities alongside Antonio Pigliaru, till the more mature studies on industrial districts. In Brusco’s thought, a central role is played by knowledge, competence, information, education and training: as far as small firms productive systems, industrial districts, and also less developed areas are concerned. An innovative approach to policy design and intervention stems from this view, stressing mechanisms able to diffusely affect capacity, learning and perception of opportunities.”

Margherita Russo
Anna Natali


Date: 2008-12
Keywords: development policy; regional policy.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:mod:depeco:0605&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, março 28, 2009

Dados sobre o território: Alentejo e Algarve

Publicações
O território - Região Algarve 2007
O território - Região Alentejo 2007
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(reprodução de chamada de atenção disponível nesta data na página de abertura do sítio do INE para publicações entretanto disponibilizadas - INE)

quinta-feira, março 26, 2009

Leiria vista à distância (II)

1. Desde há quase três décadas que as notícias de Leiria me chegam, sobretudo, pelos jornais locais cuja assinatura mantenho. Infelizmente, nem sempre posso demorar com a sua leitura o tempo que gostaria. Esse tempo seria, também, um tempo de evasão ao meu quotidiano, que tantas vezes necessito para recobrar forças. Sendo um cidadão do mundo, com partido e tudo lá para os lados do médio oriente, há alguns sítios aonde gosto de retornar periodicamente. Leiria é um desses sítios.
2. Fruto de uma dessas incursões, por atenção da entidade editora, passei a receber regularmente desde há perto de dois anos a revista do NERLEI, Associação Empresarial da Região de Leiria, “Desafios”, de seu nome. O último número chegou-me muito recentemente e gostei de ler lá algumas coisas que me dizem muito, e, desde logo, um apelo da direcção em funções “à participação efectiva dos associados” no acto eleitoral que designará os novos órgãos sociais da estrutura. Esse gesto é tanto mais significativo quanto, por razões estatutárias, o actual presidente da direcção não se pode candidatar. Para sublinhar a importância do acto, lê-se no dito texto (p.6) “que da sua participação [isto é, do associado] depende a legitimidade de todos os que vierem a ser eleitos. Além disso, numa época de crise como a que as empresas atravessam, a união de esforços e a partilha de experiências faz cada vez mais sentido”. Enquanto alguns ficam confortáveis com o baixo nível de mobilização dos eleitores, muitas vezes expressão final da forma que têm de fazer “política”, há quem veja no seu oposto um elemento central de resposta às dificuldades sentidas. Acrescendo o sentido individualista muito arreigado naquele território (e não só), o apelo à partilha de experiências e à comunhão de esforços entendo-o como sinal de lucidez e, quiçá, de vontade de contribuir para um virar de página.
3. As dificuldades a que se alude no referido texto são enunciadas de forma clara por Pedro Faria, no texto de abertura (editorial); nem mais nem menos que as que imaginamos (melhor seria dizer, que vivemos): “a globalização da economia sem regras definidas”, e o “consumo baseado no crédito”, na relação que esses fenómenos têm com “o aumento do desemprego”, “o empobrecimento geral” e o desrespeito por “regras ambientais, higiene e segurança ou condições de trabalho”. Curiosamente, chegou-se aqui em nome de “el dourados” ainda há pouco cantados por muitos, de empresários e políticos a empresários-políticos e a analistas sociais, passando por uma forte corrente de economistas que agora se vêem muito menos nos ecrãs de televisões e nas capas de revistas (cor-de-rosa ou de outras cores). Andam por aí, no entanto, e, passada a tormenta, hão-de voltar a enunciar as suas certezas sobre a boa-sorte que nos espera ao virar da esquina, se seguirmos pelos caminhos que nos indicam (até à próxima crise).
4. A temática da crise e da mudança necessária atravessa as diversas contribuições disponíveis na revista, a maioria delas originárias de empresários e agentes associativos empresariais de diversos sectores de actividade, entre os quais o da cristalaria, que tantas memórias de infância me traz. Diz a propósito Carlos Martins, presidente da Associação dos Industriais de Cristalaria: “O mundo enfrenta uma mudança radical nos fundamentos básicos da economia – passou-se de uma economia centrada nas pessoas, para outra centrada nos resultados (lucros). O motor do crescimento económico (a classe média), tolhida pela deslocalização dos negócios, passou a ser esmagada, e, naturalmente, ´o motor` emperrou”. “Enfrentar a crise é enfrentar este desafio” (p.25).
5. Um outro texto disponível (da autoria de João Baptista dos Santos, empresário hoteleiro) versa a temática do turismo (p. 27). A sua leitura oferece-se-me lúcida e o pensamento de estratégia que o informa é também válido para outras parcelas do território nacional. Diz o referido autor: “Se Portugal é débil em numerosos campos, outros há em que temos um forte potencial. Refiro-me nomeadamente a sectores onde os valores históricos, naturais e a criatividade são factores diferenciadores […]. Neste contexto, as indústrias do turismo e da cultura no nosso país dispõem de um enorme potencial de crescimento e, por arrastamento, um conjunto de actividades de serviços complementares a estes sectores”. Qual é o problema que subsiste aqui? Pergunto eu. O problema reside na estratégia e respectiva materialização. É que, como diz João Santos, o potencial de oferta turística diversificada territorial e sectorialmente existente nem sempre tem sido “devidamente trabalhado”. Se fosse eu a enunciá-lo diria, antes, que quase nunca tem sido devidamente trabalhado, o que também não é alheio aos protagonistas que temos tido no sector e ao menosprezo que o potencial turístico de alguns territórios tem merecido nos planos de desenvolvimento turístico nacionais.
J. Cadima Ribeiro
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(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria; uma versão um pouco mais longa do mesmo texto foi publicada no Suplemento de Economia do Diário do Minho de 3ª feira pp., conforme se indicou abaixo)

quarta-feira, março 25, 2009

Unbottled – 1.º Congresso Internacional dos Vinhos do Dão – Inovação e Desenvolvimento

«Ex.mo (a) Senhor (a):
Dear Sir / Madam:

Uma Região com actividades de I&D é uma Região viva e dinâmica. Este é o exemplo do Dão ao longo da sua história.
A region involved in R&D is a region that is dynamic and alive. Throughout its history, the Dão has been an example of such a region.

A realização do “Unbottled – 1.º Congresso Internacional dos Vinhos do Dão – Inovação e Desenvolvimento”, enquadra-se nas Comemorações do 1.º Centenário da criação da Região Demarcada do Dão, uma iniciativa da Comissão Vitivinícola Regional do Dão em parceria com a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Instituto Politécnico de Viseu e Escola Superior Agrária de Coimbra.
The 1st International Dão Wine Congress - Innovation and Development is part of the celebrations commemorating the first centenary of the foundation of the Demarcated Region of Dão Wines and it’s a partnership between the Comissão Vitivinícola Regional do Dão, Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, Instituto Politécnico de Viseu and Escola Superior Agrária de Coimbra.

Pretende-se estimular e fomentar a discussão de temas, que abranjam todo o Sector Vitivinícola, com particular destaque para a Inovação e Desenvolvimento.
The idea is to stimulate and encourage the discussion of subjects covering the whole of the viticulture sector, with a particular focus on Innovation and Development.

O Congresso irá realizar-se nos dias 3, 4, 5 e 6 de Junho de 2009, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu.
It will take place in Viseu , Portugal, in the 3rd, 4th, 5th and 6th of June 2009.

Este nosso contacto tem como objectivo estimular a participação neste Congresso, com a apresentação de comunicações que poderão prestigiar esta Organização.
Our contact serves to stimulate the participation in this Congress with the presentation of articles that can honor it’s organization.

Solicitamos, ainda, a vossa preciosa colaboração na divulgação do “Unbottled – 1.º Congresso Internacional dos Vinhos do Dão – Inovação e Desenvolvimento”.
We also request your precious collaboration in the disclosure of the Unbottled – 1st International Dão Wine Congress - Innovation and Development.

Consulte o site www.cvrdao.pt/unbottled para obter todas as informações necessárias. Estamos, ainda, ao vosso dispor para prestar qualquer esclarecimento adicional.
To obtain further information you can also see our website www.cvrdao.pt/unbottled. We are furthermore at your disposal to provide any additional information.

Com os melhores cumprimentos,
Best regards,

O Secretariado (unbottled@cvrdao.pt)
The Secretariat

SOLAR DO VINHO DO DÃO
R. Dr. Aristides de Sousa Mendes
Apartado 10
3501-908 VISEU
PORTUGAL
T +351 232 410060
F +351 232 410065
W http://www.cvrdao.pt/ »
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem identificada)

terça-feira, março 24, 2009

quinta-feira, março 19, 2009

Spatial Economics Research Centre First Annual Conference - Call for Postgraduate Papers

«The Spatial Economics Research Centre is holding its first annual conference at the London School of Economics on 7th/8th May 2009, with the first half of the programme being devoted to selected papers by postgraduates working in this field.
Submissions (of 500 word abstracts) are invited now, to I.R.Gordon@lse.ac.uk, for receipt by 3rd April. The selected presenters will be invited to both days of the conference, with financial support for travel/accommodation.
Details are on the attached flyer – please pass on to others who may be interested.

Ian Gordon
<>
Spatial Economics Research Centre,
London School of Economics,
Houghton Street,
London WC2A 2AE
+44 20 7955 6180

Please access the attached hyperlink for an important electronic communications disclaimer: http://www.lse.ac.uk/collections/secretariat/legal/disclaimer.htm»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por João Cerejeira, EEG)

terça-feira, março 17, 2009

Europeana

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(título de mensagem, datada de Terça-feira, 17 de Março de 2009, disponível em Universidade Alternativa)

sábado, março 14, 2009

VII Congresso da Geografia Portuguesa


«Exmos Senhores
A Associação Portuguesa de Geógrafos está a organizar, com a colaboração do Instituto de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra, o VII Congresso da Geografia Portuguesa, Trunfos de uma Geografia activa: desenvolvimento local, ambiente, ordenamento e tecnologia, que terá lugar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, de 26 a 28 de Novembro de 2009.
A Comissão Organizadora vem por este meio solicitar a V.ªs Ex.ªs se dignem divulgar o evento científico junto dos eventuais interessados, difundindo, pelos meios que considerem mais oportunos e adequados, o conteúdo desta missiva.
Assim, e na expectativa de podermos contar com a V.ª prestimosa colaboração na divulgação deste Congresso, despedimo-nos enviando os nossos melhores cumprimentos.
A Comissão Organizadora
[...]
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(reprodução parcial de mensagem recebida, proveniente de: Instituto de Estudos Geográficos - Coimbra [iegcb@fl.uc.pt] )

sexta-feira, março 13, 2009

Conferência anual do CITTA

«Exmo.(a) Sr.(a),
No seguimento do interesse despertado pela conferência do ano passado o CITTA – Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente – está a preparar a segunda edição da sua conferência anual, com o tema Planning in Times of Uncertainty. Temos o prazer de o convidar a participar nesta conferência, que se realizará no dia 15 de Maio de 2009 na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.
Para além dos oradores convidados, esta edição irá ainda aceitar a submissão de artigos a serem apresentados em sessões temáticas. A conferência anual do CITTA oferece assim, a oportunidade de debater o estado da arte na investigação em Planeamento no contexto actual de incerteza.
Os autores interessados são convidados a submeter um artigo num dos seguintes temas gerais:
- Planeamento e Avaliação Ambiental;
- Planeamento Urbano e Habitação;
- Planeamento de Transportes e Logística.
Por favor, use o documento modelo para a submissão do resumo fornecido em anexo. Poderá submeter o seu resumo por e-mail para conferencia.citta@gmail.com até dia 15 de Março de 2009.
Para mais informações consulte o programa em anexo ou o sítio da Internet do CITTA (http://citta.fe.up.pt/). Use o ficha de inscrição fornecida em anexo para se inscrever na conferencia enviando-a para o e-mail da conferencia.
Gostaríamos ainda de chamar a sua atenção para a realização do 2º Encontro português de jovens investigadores na área do planeamento regional e urbano que este ano se associa à conferência anual do CITTA, realizando-se no dia 14 de Maio de 2009. Este encontro é especialmente dirigido a jovens investigadores de todas as formações, numa fase inicial ou intermédia da sua tese de doutoramento. Os investigadores interessados deverão enviar para epipru@gmail.com um resumo alargado com, até 1000 palavras, de acordo com o modelo disponível em http://epipru.blogspot.com/, até ao dia 15 de Abril. Para mais informações contactar o epipru@gmail.com.
Com os melhores cumprimentos,
Paulo Pinho
Director do CITTA»
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(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio entretanto, com a proveniência original que se identifica)

quinta-feira, março 12, 2009

Sucesso económico na Galiza e mudança política

No passado dia 01 de Março celebraram-se eleições regionais na Galiza. Os eleitores mostraram a sua desconformidade com as opções políticas da coligação de governo, constituída pelo Partido Socialista de Galiza e o Bloco Nacionalista Galego. Esta maioria, surgida das eleições celebradas há quatro anos, substituiu o governo do Partido Popular, liderado por Manuel Fraga, que esteve no poder durante 16 anos, entre 1989 e 2005. O regresso do Partido Popular ao governo, depois de apenas uma legislatura na oposição, é indicativo de que certas dimensões da governação da coligação de progresso não foram bem sucedidas ou não foram bem entendidas pela cidadania. Obviamente, um aspecto que pode ter influenciado os resultados de forma significativa é a situação de crise generalizada que actualmente vive a economia espanhola, ainda que ainda é cedo para saber qual foi o seu impacto real no resultado final das eleições.
Apesar desta última ressalva, um dos aspectos destacáveis da intervenção do governo autonómico durante a passada legislatura foi a sua gestão económica. A economia da Galiza apresentou nos últimos dois anos e meio uma conjuntura macroeconómica significativamente melhor que a da economia espanhola, contrariando a tendência habitual da história económica recente. Concretamente, a Galiza cresceu nos últimos nove trimestres a um ritmo superior ao da média espanhola.
A evolução da economia Galega na última legislatura melhorou consideravelmente, como consequência da boa situação da economia Espanhola e da favorável evolução dos mercados de exportação, e, em boa verdade, em resultado das medidas de política implementadas pelo governo regional. Esta conjuntura macroeconómica teve o seu reflexo nos índices de poder de compra e nos níveis de qualidade de vida das famílias. No período 2005-2008 (período central da legislatura), o crescimento real per capita da economia Galega foi de 9,3%, ultrapassando em quase 6 pontas percentuais o da média espanhola. Em termos nominais, o crescimento desse indicador na Galiza foi de 20,6%, enquanto que em Espanha se situou nos 14,6%. Ademais, desde o terceiro trimestre de 2005, a taxa de desemprego mantém-se por baixo dos 10%, tendo atingido o seu nível mínimo em meados de 2007, quando desceu até os 7,6% da população activa.
No ano de 2008 o crescimento do PIB Galego foi de 1,8%, ultrapassando em 6 décimas a média espanhola (1,2%) e em 1,1 pontos a média da zona euro (0,7%). O crescimento homólogo no último trimestre de 2008 foi de 0,4%, enquanto que as taxas de crescimento para Espanha e a Zona Euro foram de –0,7% e de –1,2%, respectivamente.
Apesar deste bom desempenho relativo, a economia Galega entrará em recessão, seguindo a economia espanhola e as suas congéneres europeias, durante este primeiro trimestre do ano. Os dados do último trimestre de 2008 antecipam o cenário recessivo, dado que a tendência da maioria dos indicadores tem um carácter eminentemente negativo, ainda que, regra geral, melhor que a da média espanhola.
O consumo privado cresceu, em termos homólogos, no último trimestre de 2008, apenas 0,7%, desta forma, a taxa para o conjunto do ano ficou-se pelos 1,7%, mais de um ponto percentual por cima da média espanhola. O investimento, pelo seu carácter pró-cíclico, experimentou uma quebra, no último trimestre, superior a 6%, enquanto que a contracção desta macro-magnitude para a totalidade do ano ultrapassou os 2%. A desaceleração das exportações é o outro dado destacável do final do ano, dado que a quebra, no quarto trimestre, foi de aproximadamente 5%, com o qual, a variação relativa para o ano de 2008 é negativa e igual a meio ponto percentual.
Do lado da oferta, os dados do último trimestre revelam as dificuldades do sector industrial, com uma desaceleração, em termos homólogos, superior a 8%, devido aos fortes ajustamentos no sector de fabrico de automóveis e nos dependentes do sector da construção civil e obras públicas, tendo este último experimentado uma contracção, no mesmo período, muito próxima dos 4%. Em termos anuais, a quebra no sector industrial foi de 1,6% e na construção civil de 0,3%, enquanto que estas taxas de variação para o conjunto de Espanha foram de –2,7%, e de –3,3%, respectivamente, ou seja consideravelmente piores.
A criação de emprego caiu, no quarto trimestre de 2008, em 1,5%, enquanto que em Espanha fê-lo em 3,1%. O total de empregos equivalentes a tempo completo foi em 2008 de 1.158.748, 4.173 mais que em 2007, representativos de um crescimento de 0,4%, um ponto por cima da média espanhola. A taxa de desemprego era na Galiza no final de 2008 de 9,7%, significativamente mais baixa que a média estatal, que se aproximava, nessa data, dos 14% (actualmente em torno dos 15,5%).
Pelo seu carácter regional e pela intensa interdependência com o resto do país, a evolução da economia da Galiza depende, em grande medida, da evolução da economia do resto de Espanha. Contudo, existe uma importante margem de manobra, em termos de política pública, que deve ser aproveitada pelo governo regional para intensificar o ritmo de crescimento e melhorar os níveis de bem-estar da população. O governo derrotado nas passadas eleições parece ter feito, a este nível, escolhas adequadas, o recém-eleito deve ter o cuidado de manter o que de bom foi feito e não cair na tentação de assumir o discurso da inevitabilidade do destino, imposto pela actual situação de crise generalizada.
FRANCISCO CARBALLO-CRUZ
(artigo de opinião publicado a 10 de Março pp. no Suplemento de Economia do Diário do Minho, no âmbito de coluna regular intitulada "Desde a Gallaecia")

segunda-feira, março 09, 2009

Associação Muralha - património histórico de Guimarães

«Viva,
Sendo a cidade de Guimarães conhecida pela sua história, e tendo a sua população uma ntervenção bastante activa no sentido de proteger e divulgar o seu património histórico, venho desta forma dar a conhecer a Associação MURALHA.
Recentemente, foi empossada uma nova direção para gerir esta Associação, a qual pretende criar uma nova imagem, dinamizar um conjunto de actividades, divulgar a história da cidade e aproximar-se mais dos cidadãos vimaranenses.
1) A Associação Muralha foi fundada em 1982, com o fim de "contribuir para adefesa, estudo e divulgação do património natural e cultural, sua conservação e recuperação, bem como a prática de quaisquer outras actividades de índole cultural, e agirá sempre com isenção e independência face a todos os órgãos de poder e ideologias" (Estatutos, art.º 1.º)
2) A Associação Muralha surgiu numa época de controvérsia em torno do Centro Histórico de Guimarães, contribuindo para a afirmação da sua mais valia.
3) Promoveu visitas guiadas; realizou exposições, editou publicações, adquiriu património diverso: fotografias (com suporte em vidro e celulóide), peças industriais, de empresas dissolvidas, com vista a um Museu da Indústria; teve intervenções públicas em defesa do património natural e edificado, nem sempre bem compreendidas pela Câmara Municipal.
4) Está em preparação uma visita, fora da cidade, envolvendo aspectos históricos, paisagísticos, monumentais e gastronómicos, percorrendo a antiga "estrada régia" de Guimarães a Pombeiro de Riba de Vizela (fronteira com o concelho de Felgueiras). Em princípio esta visita será realizada emfinais de Março ou em Abril.
5) Está também em marcha a edição de uma página na Internet, com assuntos relacionados com Guimarães, a qual será aberta aos associados.
Para impulsionar a MURALHA, de acordo com os seus objectivos, importa entre outras coisas, aumentar o número de associados com vista a garantir a perenidade da Associação e a validade das suas propostas.
São motivos históricos e culturais que me levam a apelar a que nos tornemos sócios desta Associação. A quota anual são apenas 12 euros por ano.
[...]
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Antonio Fernando Ribeiro
[...]
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(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

sexta-feira, março 06, 2009

CRSA 2009 Annual Meeting

"Greetings,
This is to remind you that the CRSA will hold its 31st Annual Conference together with the 40th Annual Mid-Continent Regional Science Association at the Hyatt Regency Milwaukee, May 28-30, 2009 in Milwaukee, Wisconsin.
The deadline for submission of abstracts is April 1, 2009.
Additional information, including submission guidelines and hotel information, is available at
or
We hope that you can join us in Milwaukee for this event!
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[...]
Yours sincerely,
Pierre Desrochers"

(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico ontem recebida, com a proveniência que se identifica)

quarta-feira, março 04, 2009

"Paris Region Key Economic Indicators - January 2009"

«PARIS REGION SHOWS FIRST SIGNS OF ECONOMIC TURNAROUND 3rd quarter of 2008
Economic activity in Paris Region in the 3rd quarter of 2008 seems to have yielded rather positive results.
Despite the adverse economic climate, Paris Region was one of the four regions in France with a declining unemployment rate in the 3rd quarter (down 0.1 point from the 2nd quarter, compared to +0.1 nationally). Moreover, although the number of job seekers rose each month from July to September in Paris Region, it grew at a slower rate than at national level. There were also 20,100 business start-ups in Paris Region in the 3rd quarter, a figure still on the upswing year-on-year (+1.2%) while the number of start-ups dropped 0.8% for France as a whole. While Paris Region tends to feel the effects of economic slowdowns more rapidly than the rest of France, it appears that the reverse is true this time.
Nevertheless, Paris Region indicators are more likely to fall in line with current economic difficulties in the coming months.
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*
(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico nesta data, com a origem que se identifica)

To set sail once more

"When defeat comes, accept it as a signal that your plans are not sound, rebuild those plans, and set sail once more toward your coveted goal."

Napoleon Hill

(citação extraída de SBANC Newsletter, March 3, 2009, Issue 557- 2009, http://www.sbaer.uca.edu/)

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

CEER: notícia

"Estimado/a amigo/a,
su amigo Fundación Centro de Estudios Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal piensa que esta noticia puede ser de su interés:
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(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Fundación Centro de Estudios Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal: notícia

"Estimado/a amigo/a,
su amigo Fundación Centro de Estudios Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal piensa que esta noticia puede ser de su interés:
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(reprodução integral de mensagem entretanto recebida, com a proveniência que se identifica)

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Leiria: construir um trilho remando contra adversidades diversas

1. Qualquer balanço que se faça do caminho percorrido por Portugal desde que aderiu, em 1986, à União Europeia (então, Comunidade Económica Europeia - CEE) tem que sublinhar o enorme progresso económico e social registado. Aparte a componente de dotação do país em infra-estruturas e equipamentos básicos, a expressão mais notória dessa evolução talvez seja dada por indicadores do foro sanitário, como são as taxas de mortalidade infantil e a esperança média de vida à nascença. Infelizmente, os últimos 8 a 10 anos, os que temos mais presentes, foram de impasse e frustração no rumo que vinha sendo trilhado. Esse é o resultado de um cúmulo de erros, onde se juntam incapacidade de perspectivação estratégica, erros de política económica, ausência de liderança e incapacidade de comunicação entre agentes políticos e actores económicos e sociais, e com os cidadãos, de um modo geral.
2. Nesse caminho de progresso percorrido, entre as dimensões menos conseguidas encontram-se a coesão social e o desenvolvimento equilibrado do território nacional. Por isso, e muito bem, essas vertentes têm enunciado específico no quadro financeiro comunitário de apoio ao desenvolvimento (QREN, na designação específica) que está em fase de implementação: o objectivo 3º do QREN fala em “garantir a coesão social”;e o 4º em “assegurar a qualificação do território e das cidades”. Discutível é se não deveriam aparecer mais acima na ordem dos objectivos retidos. Tenha-se presente que, num documento destes, a ordem das prioridades não é arbitrária. A retenção destes objectivos resulta, numa parte, da análise de situação que foi feita e, noutra parte, da tomada de consciência por parte do decisor político que o território conta, quer dizer, que é muitas vezes efémero o crescimento aportado por agentes externos, sejam empresas ou o agente público central. Curiosamente, esta noção de que o território (recursos, capacidades) conta chegou a custo às instâncias do poder público central.
3. Se é patente a falta de centralidade da coesão do território nas orientações de política pública prosseguidas em Portugal desde há muitos anos, antecedendo mesmo a integração de Portugal na CEE/UE, não deixa de ser chocante que os períodos em que mais se alargou o fosso entre quem era mais e menos desenvolvido tivessem sido aqueles em que o país, globalmente considerado, viveu melhores momentos. Quem disso duvide, consulte o recente relatório produzido pela OCDE, por encomenda do governo português, de avaliação da política regional [OCDE, “Estudos territoriais da OCDE: Portugal”, OCDE (IFDR), 2008]. É curioso como a reclamação de solidariedade que se faz(fazia) de dentro (o país) para fora (UE) não tem(tivesse) qualquer eco intra-muros. Ainda por cima, alguns territórios (a NUT III Pinhal Litoral; Leiria; entre outros) têm o azar de ficar nas fronteiras do retalho feito do país, a régua e esquadro, pelo centralismo lisboeta.
4. Com tamanho desinteresse por parte da administração central, custa até perceber como é que o agrupamento territorial Pinhal Litoral conseguiu ser um dos mais bem sucedidos na presente década e revelar a capacidade de retenção e captação de população que mostrou na última quinzena de anos (1995-2006). Os desempenhos que se invocam estiveram claramente acima da média nacional e mesmo acima do de muitas regiões com características mais urbanas. Se a resposta não esteve no investimento público central e não esteve na capacidade de concertação e liderança do poder local, que permaneceu divido e frágil, então só se poderá atribuir essa boa prestação ao território, ele próprio, quer dizer, às suas empresas e gentes. Daqui se prova, também, que o território conta.
5. Com um desempenho meritório, olhado à luz do registado a nível nacional, o que falhou? Segundo a OCDE (OCDE, 2008, p.47), o que falhou, aparte a fragilidade político/institucional que acaba de se invocar, foi a componente produtividade. Isto é, terá sido a escassez de eficiência no uso dos recursos disponíveis que terá obstado à obtenção de melhores resultados por parte da unidade territorial centrada em Leiria. Acrescentaria eu: nalguma medida, falhou também aqui a organização, a liderança e o sentido estratégico da aposta, neste caso a nível empresarial, se é que podemos separar esta dimensão das demais. Há, todavia, uma atenuante, pelo menos, que se pode imediatamente invocar: em tempo de reposicionamento competitivo das empresas, as regiões intermédias (por referência à taxa de urbanização), onde se inclui o Pinhal Litoral, puderem beneficiar de partes menores do investimento em I&D feito no país nos últimos anos, enquanto outros ficaram com a parte de leão [os dados referentes a 2002 (OCDE, 2008) dizem-nos que, nesse ano, Lisboa reteve para si 49% desse investimento e ao Porto couberam 15%, tanto quanto aquilo que sobrou para as regiões intermédias no seu todo]. Sublinhe-se que estamos a falar de investimento público, na sua larga maioria.
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Leiria: ficar nas fronteiras do retalho feito do país, a régua e esquadro, pelo centralismo lisboeta

«Se é patente a falta de centralidade da coesão do território nas orientações de política pública prosseguidas em Portugal desde há muitos anos, antecedendo mesmo a integração de Portugal na CEE/UE, não deixa de ser chocante que os períodos em que mais se alargou o fosso entre quem era mais e menos desenvolvido tivessem sido aqueles em que o país, globalmente considerado, viveu melhores momentos. Quem disso duvide, consulte o recente relatório produzido pela OCDE, por encomenda do governo português, de avaliação da política regional (OCDE, “Estudos territoriais da OCDE: Portugal”, OCDE (IFDR), 2008). É curioso como a reclamação de solidariedade que se faz(fazia) de dentro (o país) para fora (UE) não tem(tivesse) qualquer eco intra-muros. Ainda por cima, alguns territórios (a NUT III Pinhal Litoral; Leiria; entre outros) têm o azar de ficar nas fronteiras do retalho feito do país, a régua e esquadro, pelo centralismo lisboeta.»
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J. Cadima Ribeiro

(excerto de artigo de opinião a publicar no dia 19 de Fevereiro pf. no Jornal de Leiria)

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

XVI Wine Conference

«REMINDER
Enometrics XVI
VDQS 16th Annual Conference
Namur-Belgium, May 21-23, 2009

The 16th annual conference will take place on May 21-23, 2009, in Namur. This meeting is organised by the European Association of Wine Economists - EuAWE (http://www.euawe.org/), the Vineyard Data Quantification Society - VDQS (http://www.vdqs.net/) and Gastronometrica (http://www.gastronometrica.org/).
The aim of the conference is to promote exchanges of research ideas and results across a range of fields related to vine, wine and gastronomy.
The deadline for the submission is February 27, 2009.
A scientific committee will evaluate all submitted papers.
Thank you for the authors who have proposed a paper.
List of themes:
If we were talking about beer?
Wine Marketing & Management
The Wine Industry in Economics
Wine and Soil
The Quality of Agricultural Production, Gastronomy and Wines
Wine & Health - Alcoholism
Wine History and Law
More information: www.vdqs.net/2009Namur»
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência que se identifica)

terça-feira, fevereiro 10, 2009

The ability to achieve purpose

"Power properly understood is nothing but the ability to achieve purpose. It is the strength required to bring about social, political and economic change."

Martin Luther King Jr.

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 10, Issue 554-2009, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Revista Crítica de Ciências Sociais

«CES INFORMA
[...]
Acaba de sair
Revista Crítica de Ciências Sociais, nº82, Setembro 2008
> saber mais»


(excerto de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Unless you try...

"Unless you try to do something beyond what you have already mastered, you will never grow."

Ronald. E. Osborn

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 3, Issue 553-2009, http://www.sbaer.uca.edu/)

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Competitividade territorial e desenvolvimento regional

As políticas públicas sempre podem contribuir para que os territórios potenciem os seus recursos. Podem mesmo ajudá-los a partilhar respostas para os desafios comuns, a obter novas visões, obter valores acrescentados, com actividades conjuntas a explorar, complementaridades e sinergias novas a serem canalizadas e ao mesmo tempo, ser capazes de ultrapassar as divisões administrativas das linhas fronteiriças.
Muitos dos problemas enfrentados pelos territórios são transversais, quer dizer que as soluções efectivas requerem uma abordagem bem delineada, uma cooperação integrada com todos os actores envolvidos e uma definição bem clara de todos os níveis de autoridade envolvidos no processo.
Nessa ordem de ideias, o conceito de coesão territorial torna-se de tal forma abrangente que a eficácia económica, a coesão social e o equilíbrio ecológico adquirem o mesmo grau de importância fazendo do binómio, desenvolvimento sustentável, a palavra-chave na elaboração de políticas comuns.
É óbvio que hoje em dia interligar territórios revela-se tarefa mais complicada do que fazer uma mera ligação de transportes intermodal. A criação de mecanismos adequados para revelar os recursos e competência de cada região irá proporcionar instrumentos bem necessários, para reforçar o empenho dos diferentes intervenientes em torno do objectivo final, que é a melhoria colectiva do bem-estar económico, social e ecológico.
Parte-se da ideia-base que hoje em dia, um território mais que simples base física para as relações entre indivíduos e empresas, possui também um tecido social, uma organização complexa, feita por laços, que vão muito além de seus atributos naturais, dos custos de transportes e comunicações. Assim, um território mais parece uma teia-de-aranha de relações, com raízes históricas, configurações políticas e identidades, que desempenham um papel ainda pouco conhecido no próprio desenvolvimento económico.
Dos estudos feitos no passado, um dos programas mais influentes em relação à dimensão territorial do desenvolvimento, teve o seu berço em Itália. No final dos anos setenta, economistas italianos discutiam já a noção de distritos industriais, noção essa elaborada pelo economista britânico, Alfred Marshal, aplicada à competitividade das empresas e os seus processos de inovação, à luz de conceitos como redes, meios inovadores e efeitos de proximidade.
Nos últimos anos a ciência económica tem prestado bastante atenção aos aspectos temporais e sectoriais de desenvolvimento, mas é ainda recente o interesse pela sua dimensão espacial. Paul Krugman, numa série de artigos publicados em 1995 concluiu que a análise espacial está quase ausente no mainstream do pensamento económico.

Alcinda Ribeiro Silva
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Conferência “Cooperação Transfronteiriça de Segunda Geração”

«Exmos. Srs. e Sras.
Vimos por este meio divulgar o seguinte evento externo (não é da organização da APDR):

Conferência “Cooperação Transfronteiriça de Segunda Geração”, que decorrerá nos próximos dias 4 e 5 de Fevereiro, na cidade de Guimarães.

Organizada pelo Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional e o Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular, a Conferência de Guimarães tem como objectivo abrir o processo de reflexão e o debate sobre a denominada Cooperação Transfronteiriça de Segunda Geração, a qual envolve, designadamente, mecanismos de partilha de equipamentos colectivos e infra-estruturas que reforcem a coesão social e melhorem a qualidade de vida das populações raianas, numa lógica de colaboração de proximidade.
Será dado a conhecer o estudo que analisa a trajectória da cooperação transfronteiriça entre Espanha e Portugal e o seu impacto no desenvolvimento regional nos territórios de fronteira. A Conferência versará sobre a “o Futuro da Política de Cooperação Transfronteiriça”, o “Balanço da Cooperação Transfronteiriça”,o “impacto dos Programas de Cooperação Luso – Espanhola”, os “Exemplos de Boas Prácticas Financiadas por INTERREG”. As conclusões da conferência serão apresentadas à Comissão Europeia.

Inscrições e mais informação nas páginas electrónicas:
http://www.eixoatlantico.com/congreso_guimaraes.php
http://www.eixoatlantico.com/noticias.php?idcon=not20090123110825

Atentamente,
Rita Azevedo
*****************************************************
Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Universidade dos Açores
Terra Chã
9701-851 ANGRA DO HEROÍSMO
telf.: 295 332 001 / fax: 295 402 205
e-mail: apdr@mail.telepac.pt
web: http://www.apdr.pt/»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

terça-feira, janeiro 27, 2009

American Association of Wine Economists (AAWE)

«Dear wine friends,
the latest issue of the Journal of Wine Economics (Vol. 3, No. 2) will be released tomorrow (see also www.wine-economics.org/journal).
The lead article is by Robert T. Hodgson, who analyzes the reliability of wine judges at a major California Wine Fair. “Each panel of four expert judges received a flight of 30 wines imbedded with triplicate samples poured from the same bottle. Between 65 and 70 judges were tested each year. About 10 percent of the judges were able to replicate their score within a single medal group…. ” That is, 90% of the judges were not able to replicate their wine assessment within one medal group. In fact, 80% of the judges scored the same wine ranging from Gold to no medal. The full article can be accessed free of charge at (Full Text (PDF). Wines & Vines just published this background article
http://www.winesandvines.com/template.cfm?section=news&content=61752
Below you will find the content of the current issue. Members have online access to all papers. If you want to renew your membership or want to join the American Association of Wine Economists (AAWE) go to http://www.wine-economics.org/membership/
Also, don’t forget our Annual Meeting in Reims (Champagne, France) from June 18-20. The Call for Papers expires on March 1.

Karl Storchmann»
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico recebida nesta data, com a proveniência que se identifica)

sábado, janeiro 24, 2009

European Cluster Observatory – um olhar para o caso português

O European Cluster Observatory, criado para divulgar dados, dinâmicas e políticas relativas a clusters na Europa, disponibiliza no seu website (http://www.clusterobservatory.eu/), desde 2007, informação regional, relativa a 38 categorias de clusters, com base em 259 regiões, predominantemente NUTS2, cobrindo todos os países da União Europeia e ainda a Islândia, Noruega, Suíça e Turquia. A dinâmica dos clusters foi avaliada através de várias dimensões, nomeadamente tamanho, grau de especialização e peso regional, tendo por base os níveis de emprego de cada região. Como é óbvio este factor conduz a uma sobrevalorização dos clusters intensivos em trabalho por contrapartida da subvalorização dos clusters intensivos em capital, sendo que, apesar de ser desejável que futuramente se melhore a informação a este nível, este trabalho constitui desde já uma excelente ferramenta de análise e comparação. Olhando para o caso português, através desta metodologia, encontram-se 39 clusters, 12 dos quais no Norte, 10 no Centro, 7 em Lisboa, 6 no Alentejo e 4 no Algarve, correspondendo a 23 categorias diferentes, isto é, cobrindo 60% do total de categorias definidas. Tendo por referência o grau de especialização, Portugal aparece nos dez primeiros lugares em 11 categorias, nomeadamente Vestuário (Norte, 1º), Acabamentos de Construção (Centro, 3º), Serviços Especializados (Lisboa, 3º), Materiais de Construção (Centro, 3º; Alentejo, 10º), Construção (Algarve, 1º; Centro, 2º; Alentejo, 3º; Norte, 4º; Lisboa, 7º), Distribuição (Lisboa, 2º; Centro, 8º; Norte, 9º), Pesca (Algarve, 5º), Calçado (Norte, 2º), Turismo (Algarve, 3º), Iluminação/Equipamento Eléctrico (Alentejo, 5º), e Têxteis (Norte, 10º). Estes resultados revelam desde logo o importante peso para todo país, nomeadamente em termos de emprego, dos sectores ligados à construção, e ainda, numa escala inferior, do sector de distribuição. Paralelamente, podemos confirmar através destes resultados a existência de significativa e diferenciada especialização regional, nomeadamente na região Norte (Vestuário, Calçado e Têxtil), Centro (Acabamentos de Construção), Lisboa (Serviços Especializados) e Algarve (Pesca e Turismo). Todos estes clusters, com excepção dos respeitantes ao Algarve, têm uma classificação de três estrelas, o que significa que atingem a nota máxima nas três dimensões avaliadas, ou seja, tamanho, grau de especialização e peso regional. Os dados fazem ainda referência à capacidade exportadora (quando aplicável) e ao grau de inovação de cada cluster. E se no caso das exportações o panorama é globalmente positivo, nomeadamente em relação aos clusters mais significativos (em especial em relação à região Norte), em termos de inovação o panorama é desolador. De facto dos 39 clusters identificados, nenhum é avaliado com o nível elevado em termos de inovação, e apenas 7 (18%), todos na região de Lisboa, são avaliados com o nível médio, sendo todos os outros avaliados com o nível baixo. Significa isto que, apesar de uma significativa estrutura regional especializada, falta uma componente fundamental para uma afirmação mais concreta dos clusters portugueses, a capacidade de inovar. Conforme definido no diamante de Porter (1990), a criação de um ambiente favorável à inovação é um aspecto fundamental no desenvolvimento e competitividade de um cluster, pelo que é absolutamente necessário criar condições para que a inovação surja de forma sustentada nos clusters portugueses, nomeadamente tornando a produção mais intensiva em capital, investindo mais em I&D, trabalhando e cooperando de forma mais próxima com as instituições de investigação e ensino superior, e estimulando o empreendedorismo e o capital de risco ao serviço de potenciais novos produtos e serviços.
Artur Miguel Nogueira Arantes Boaventura da Silva
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A Emer(Ur)gência da Política Regional

O objectivo da política regional é tão só e apenas combater as disparidades regionais, promovendo o desenvolvimento regional.
No seu estudo Konstantinos[1] retrata as últimas décadas europeias em que têm proliferado estudos sobre convergência regional na U.E.. e em que factores como as sucessivas ampliações da comunidade europeia, o estabelecimento de fundos estruturais, mercado único, união económica e monetária são apresentadas por este autor como tornando a U.E. um espaço impar para comprovar as teorias de crescimento económico e avaliar o impacto das políticas regionais.
Mas Portugal ainda se encontra a meio deste projecto de desenvolvimento regional, de reformulação das suas políticas. No relatório de estudo territorial da OCDE para Portugal[2] (2008) vemos que “as disparidades regionais têm sido encaradas, desde há muito, como uma dicotomia vertical entre um litoral urbano denso e dinâmico e um interior rural desertificado e em declínio”. Neste relatório é analisado “até que ponto a política regional pode ajudar a converter um amplo roteiro para a competitividade numa rede eficaz de crescimento em Portugal.”
Apresentando Portugal como um país com vantagens de localização e com um forte potencial para aumentar a sua produtividade e se especializar em actividades orientadas para o desenvolvimento sustentável, mas que quando comparado com outros países da OCDE “ostenta o terceiro nível mais alto de disparidades regionais em termos de taxas de desemprego” diz que este necessita de mudanças estruturais nesta área. Grande parte dessas medidas passariam pela orientação da redistribuição do rendimento para estratégias de competitividade, investindo materialmente em infra-estruturas físicas para possibilitar depois um investimento imaterial na inovação, “gerando um contexto geral favorável de bens públicos; de subsídios directos para mecanismos de incentivo; da concepção de políticas centralizada; e do topo para a base para abordagens e parcerias contratuais.”
É assim lançado um desafio às regiões menos desenvolvidas e ao poder político de explorar a criatividade local, de explorar as características de cada região transformando-as em fontes de desenvolvimento.
Tal como diz o estudo territorial da OCDE para Portugal “a política regional ajudará a dar um forte estímulo à economia e a libertar a criatividade local. O território português deverá deixar de ser palco de uma colisão acidental de políticas sectoriais e tornar-se um campo propício ao lançamento de uma estratégia integrada para o crescimento e a melhoria colectiva.”
Portugal necessita de uma aposta forte em políticas regionais que permitam dissipar a heterogeneidade regional do país e torná-lo numa força conjunta e unida em que em todas as regiões vêm os seus potenciais aproveitados e em que não nos apoiamos em uma ou duas regiões de destaque como sendo catapultadoras do desenvolvimento nacional, pois esse não é o conceito de um desenvolvimento sustentado.
Teresa Mota
---
[1] Konstantinos A. Melachroinos (2003); Working Paper “Regional convergence in the European Union facts, prospects and policies”; in Investigaciones Regionales, primavera, número 002; Associación Española de Ciencia Regional; p.199-200
[2] Estudos Territoriais da OCDE: Portugal (2008); Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional
*
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

quinta-feira, janeiro 22, 2009

3º Workshop: “Turismo e Sustentabilidade”

«Exmo. Sr. ou Sr.ª:
A Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional, vem pelo presente divulgar o seu 3º Workshop sob o tema: “Turismo e Sustentabilidade” (http://www.apdr.pt/evento_3/), que terá lugar a 27 de Abril de 2009, em Ponta Delgada, São Miguel – Açores. Salienta-se que a Visita de Estudo está prevista para o dia 26 de Abril de 2009 (Domingo).
Datas importantes:
- 30 de Janeiro de 2009 - Envio de Resumos;
- 17 de Fevereiro de 2009 - Aceitação das Comunicações ou Posters;
- 31 de Março de 2009 - Recepção final das Comunicações;
- 27 de Abril de 2009 - Workshop "Turismo e Sustentabilidade".

Os resumos devem ser remetidos a Adelaide Costa adelaidecosta@uac.pt (Tel: 963 979 747), indicando no assunto “Turismo e Sustentabilidade – Resumo”, de preferência em documento Word, com a indicação dos autores e respectivos contactos de e-mail. Saliento que os resumos devem ser remetidos com conhecimento aos co-autores.

Inscrições:
Para efectuar a sua inscrição deverá enviar e-mail para adelaidecosta@uac.pt indicando no assunto "Turismo e Sustentabilidade - Inscrição"e no corpo da mensagem: o nome, instituição, profissão, número de contribuinte, morada pessoal e telemóvel. Deverá ainda mencionar os dados para emissão do recibo da inscrição: nome, instituição, morada e número de contribuinte.
- Estudantes: 10 €;
- Normal: 50 €;
- Visita de Estudo: 50 €.
O pagamento da inscrição deverá ser efectuado aquando da recepção da documentação, no dia do workshop.

Com os melhores cumprimentos

***********************************************************************
Adelaide da Conceição Feliciano Costa
Universidade dos Açores / Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional
Tel: (+351) 296 650 084 Telem: (+351) 963 979 747
E-mail: adelaidecosta@uac.pt
webmail: http://www.uac.pt/ / http://www.apdr.pt/»
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(reprodução de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico entretanto, com a proveniência que se identifica)

quarta-feira, janeiro 21, 2009

Extremadura Espanhola – Uma visão simples e lúcida do futuro, aqui ao lado

A Extremadura, embora seja uma das regiões ao abrigo das NUTS III, decidiu implementar um novo rumo estratégico de desenvolvimento sustentável.
A comunidade da Extremadura definiu que a partir de agora todos os projectos de investimento devem privilegiar actividades de investigação nas áreas tecnológicas, em detrimento do investimento em grandes obras públicas. Esta mudança de paradigma e idiossincrasia é extremamente arrojada e significa uma aposta de longo prazo, permitindo uma criação de emprego qualificado, gerando benefícios para a comunidade.
Ao todo, a Extremadura irá beneficiar dum investimento de 2 500 milhões de euros através do Fundo de Coesão, Feder e Fundo Social Europeu, que se traduzirá num apoio às empresas, à inovação tecnológica que tanto se fala hoje em dia, na defesa e protecção do meio ambiente e na rentabilidade energética, uma commodity bem preciosa no presente e para o futuro.
Um exemplo bem real, é a construção das linhas de comboio de alta velocidade, que prontamente estarão concluídas, com saídas do Ave de Madrid para Ourense e Corunha a noroeste e a sudoeste para Badajoz, interligando com o novo aeroporto low cost, permitem uma redução muito significativa em termos Co2, em função de uma diminuição do tráfego quer rodoviário e aéreo. A construção do lado português, como sempre carece de rapidez, de estudos de impacto ambiental e viabilidade.
Paralelamente, a Comunidade da Extremadura vai apostando na criação de infra-estruturas essenciais, como boas escolas, centros de pesquisa e investigação universitários, hospitais e centros de cultura, onde uma pessoa bebe literalmente história arte e cultura.
Sendo no presente uma região autónoma onde o PIB per capita é inferior a 75 % da média da União Europeia, eu acredito que num futuro bem próximo a situação será exactamente ao contrário. A aposta em I&D vai aumentar a competitividade, gerando uma maior participação do sector privado, uma maior rentabilidade do sistema regional científico, investindo na qualificação dos recursos humanos.
A estratégia é simples e concisa e está a dar os seus frutos, sendo que até nos sectores económicos tradicionais se verifica um aumento na inversão em I&D.
Por exemplo, à saída duma cidade média na Extremadura, como é o caso de Badajoz vemos os tais Polígonos Industriais, que são verdadeiros clusters de desenvolvimento regional vocacionados para o mercado internacional, não sendo descuradas as ajudas às pequenas e médias empresas; tudo é devidamente ponderado. O interesse e objectivo está em manter este crescimento e expandi-lo, levando ao aparecimento de novas empresas. Esta estratégia passa inegavelmente por um abandono gradual do sector agrícola em prol da actividade industrial, contribuindo desta forma para uma maior criação de riqueza. Para além disto, a Extremadura tem como pilar preservar a biodiversidade no seu território, melhorando as infra-estruturas hidráulicas, fomentando o uso de energias renováveis como a energia solar ou eólica prevenindo riscos, controlando os efeitos da contaminação, preservando o património natural com a criação de reservas e áreas protegidas, garantindo um uso sustentável dos recursos naturais e abastecendo em quantidades suficientes com água potável as áreas urbanas, as empresas e áreas agrícolas. Em termos de planeamento da comunidade existem boas e rápidas vias de comunicação, livres de portagens, o que permitiu incrementar o investimento na ligação com as outras comunidades. Para finalizar, um tema de igual importância foi a aposta no turismo, um sector de peso exponencial no PIB espanhol, bem como nas suas comunidades. A Extremadura possui um património cultural, artístico e natural fantástico e está empenhada que assim continue com a criação de novos empreendimentos para fazer face à procura, revitalizando e recuperando ao mesmo tempo património monumental. Esta estratégia veio dar um estímulo necessário à Comunidade, juntamente com a vontade própria que já existia, contribuindo deste modo para o sucesso duma visão.

Bibliografia
:
- diario el país
- http://www.ec.europa.eu/

Filipe Miguel C. Pereira Antunes
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

O Desenvolvimento Difuso Transfronteiriço entre Portugal e Espanha

Em 2007, foi aprovado pela comissão europeia um programa de cooperação territorial europeia, onde está previsto uma cooperação transnacional entre Portugal e Espanha no período entre 2007 e 2013.Este programa inserido nas NUTS III, engloba Portugal, Espanha e outras 16 regiões. O financiamento comunitário é feito através do FEDER, e representa cerca de 265 milhões de euros, num total de 355milhões de euros. O problema surge, quando verifico que Portugal em 20 anos de União Europeia, não soube, na maioria dos casos, coordenar e aplicar os fundos em projectos de investimento sustentáveis com benefícios reais para a economia portuguesa, concretamente nas regiões de fronteira. As regiões NUTS III representam, aproximadamente, 24% da Península Ibérica, 10.6% da população total, 9.6% de emprego, sendo que o PIB dessas zonas representa 7.5% do PIB da Península Ibérica. Verifica-se, segundo dados da União Europeia que, Espanha foi o país que melhor soube aproveitar os fundos comunitários ao longo de 20 anos, contrastando com Portugal onde no interior se tem vindo a verificar um desinvestimento gradual nas infra-estruturas e vias de comunicação básicas; falta de pólos industriais, criação de clusters, ausência de incentivos fiscais e políticos; inexistência de criação de emprego, desertificação do interior, desaparecimento de certas actividades económicas tradicionais, falta de planeamento do ordenamento do território adequado, falta de centro médicos avançados e centros de cultura e recriação. Em termos genéricos podemos dizer que os conteúdos do programa são totalmente reais, mas na prática verificamos que existe uma diferença abissal de mentalidade entre e Portugal e Espanha, sendo que Espanha sabe criar e desenvolver dum modo mais agressivo e competitivo uma autonomia própria, quer dentro do seu País quer face as regiões de fronteira com Portugal. Veja se por exemplo, um caso paradigmático na fronteira com Espanha: a recente construção quer em Cuidad Real, quer em Badajoz de dois aeroportos low cost, ligados a vias de comunicação rápidas, faltando apenas a conclusão para o terminal do comboio Ave, no caso de Badajoz. Em Portugal assistiu se a construção inacabada dum aeroporto em Beja, mas aonde falta tudo, desde vias de comunicação e infra estruturas, à criação de rotas áreas comerciais. Portugal devia ter dado ouvidos ao ex-Presidente da Telefónica, o Senhor Villalonga, que com a sua visão de futuro, já dizia que Beja poderia ser uma Las Vegas da Península Ibérica, se tudo tivesse sido pensado, planeado e efectuado a tempo. Portugal através deste programa, tem a sua última oportunidade para tentar criar um plano de desenvolvimento e ordenamento do território que beneficie as populações das regiões fronteiriças, possibilitando que as mesmas possam competir e interagir com as regiões espanholas e não sirvam apenas de escoamento para os produtos e espanhóis, bem como para ir as compras ao fim de semana a Espanha. Portugal deve entrelaçar vínculos, promovendo iniciativas locais empresariais, apostando na inovação e desenvolvimento tecnológico através da criação de centros de investigação, bem como desenvolver os seus recursos naturais e produtos regionais transfronteiriços. Um exemplo real, é a preciosa indústria do mármore no Alentejo, que poderia e deveria sustentar uma indústria transformadora que gerasse emprego qualificado. Mas também devo referir aspectos positivos ao longo destes anos, nomadamente a cooperação em determinadas áreas cruciais nos dias de hoje como sejam a defesa da tutela do meio ambiente e a aposta nas energias renováveis, como forma de não dependência e isolamento, para além da existência de certos programas preventivos de modo a evitar catástrofes. Do meu ponto de vista, Portugal encontra-se muito limitado em termos de logística e infra-estruturas, pese embora tenha evoluído significativamente na última década, não havendo ligações do tipo intermodal como por exemplo uma rede de transportes públicos transfronteiriços capazes de atenuar distâncias e desigualdades prementes. Tudo isto tem gerado uma deficiente competitividade regional face a Espanha.

Bibliografia:
- http://www.ec.europa.eu/
.
Filipe Miguel C. Pereira Antunes
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

Perspectiva futura para a cidade de Braga e competitividade do seu território

Nos últimos anos a região do Minho têm apresentado acréscimos da população residente, o que lhe permite manter-se como uma das regiões populosas de Portugal.
Numa perspectiva demográfica, a região do Minho acompanha a tendência nacional de envelhecimento da população, pese embora ter conseguido manter-se como uma das regiões menos envelhecidas do país. Exemplo disso é a cidade de Braga, que manteve um forte crescimento nestes últimos 15 anos (aumento de 17% do nível populacional, tendo actualmente cerca de 175.500 habitantes).
Sendo o centro da grande área metropolitana do minho com 823.850 habitantes. Possui uma população bastante jovem, pese embora com um nível de escolaridade bastante baixo (60% da população têm menos do que o 9º ano de escolaridade).
Braga é uma cidade dinâmica, com uma grande actividade económica nas áreas do comércio e serviços, ensino e investigação (estando o seu polo central na Universidade do Minho), construção civil (exemplo disso é a forte expansão que a cidade de Braga teve nestes últimos anos), informática e novas tecnologias, turismo e vários ramos da indústria (fundamentalmente sector têxtil) e do artesanato.
A população activa divide-se em três sectores de actividade:
Sector primário – este sector têm vindo gradualmente a perder população activa, talvez pela forte expansão que está cidade sofreu.
Sector secundário – este sector é o segundo mais importante do tecido empresarial da zona de Braga, constituído por empresas ligadas a tecnologia, á indústria metalúrgica, indústria têxtil, construção civil e empresas de transformação da madeira. Também são importantes indústrias ligadas a religião, sendo um polo industrial com bastante relevo no contexto global de exportação de imagens de santos e sinos (os sinos estão um pouco espalhados um pouco por todo o mundo, por exemplo na catedral de Notre-Dame Paris).
Sector terciário – este é o sector de maior relevo em Braga. É neste tecido empresarial que se concentra a maior população activa da região, razão pela qual Braga é considerada por muitos a Capital do comércio em Portugal, tendo na sua zona central a maior zona pedonal do País, onde se pode encontrar espladas, comércio tradicional e lojas de grandes cadeias internacionais.
Sendo esta região portuguesa a mais aberta ao exterior, evidenciando uma forte vocação exportadora das suas produções, caracterizada também pela elevada aglomeração espacial das unidades produtivas, apresenta alguns aspectos negativos interligados de certa forma a baixa produtividade e a forte concentração do emprego e da produção em sectores de baixo conteúdo tecnologico (ex: industria têxtil), intensivos em mão-de-obra, mas com forte ameaça do desemprego. Só no ano de 2008 faliram em Braga cerca de 440 empresas, o que representa um aumento de cerca de 50% face a 2007, sendo o sector têxtil aquele em que se têm observado o maior número de casos.
A região do Minho e em especial a cidade de Braga, deve ter uma aposta forte no apoio e dinamização da indústria têxtil, em especial ao nível das PME`s, com incentivos fortes a criação de empregos e aumento de mão-de-obra qualificada.
Os seus agentes políticos devem ter a capacidade de conseguir assegurar o aumento da mobilidade das populações e agentes económicos (rede de transportes e acessos em especial). Deve ser efectuada uma aposta clara e consequente na execução da linha-férrea de altas prestações entre Minho e a região autónoma da Galiza, por este ser, sem sombra de dúvida, um polo económico importantíssimo para o desenvolvimento da região.
É importante existir uma aposta clara na dinamização turística da região, com políticas concertadas entres os diversos polos territoriais da região do alto Minho.
Deverão ser criados atractivos desportivos e de cultura, que permitirão de certa forma a fixação de aglomerados populacionais e por sua vez deverá existir uma aposta clara no associativismo não só em termos culturais, como principalmente em termos empresariais e económicos.
Fundamentalmente e em jeito de conclusão, acho que deve existir uma nova Filosofia de investimentos públicos. A cidade de Braga não precisa de aumentos de vias rodoviárias, precisa isso sim, de uma forte aposta na educação da população residente.
O desenvolvimento e competitividade de cada territóro pode ser medido através do grau de educação que os individuos activos possuem. O nosso país e a nossa região só conseguirá ser mais desenvolvida e competitiva, quando conseguir que as populações estejam bem formadas e qualificadas, quando tivermos um conjunto de infra-estruturas que assegurem confiança e sustentabilidade da actividade económica.
Estamos perante uma da maiores crises económicas mundiais de que há memória, mas citando uma da frases celebres da campanha do Sr Presidente Barack Obama, acho que “YES WE CAN”.
Edgar Ferreira Mendes
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

terça-feira, janeiro 20, 2009

Os Sinais Vitais de Bracara Augusta

Os City Vitals, sinais vitais das cidades, desenvolvidos pelos CEO’s for cities, providenciam “uma base de medida estatística detalhada que permite aos líderes urbanos compreenderem a performance das suas cidades em quatro áreas-chave: talento, inovação, rede de contactos e distinção”, e permitem suprir algumas lacunas na avaliação das cidades.
Estas quatro dimensões são um óptimo ponto de partida para a política urbana agir no desenvolvimento da sua cidade, e, porque não, da sua região, país. Olhando de uma forma mais detalhada para cada uma das quatro dimensões da cidade, temos[i]:
· A cidade talentosa: propícia ao conhecimento construído em escolas e pela experiência, chamativa e rica em pessoas inteligentes, que nela têm oportunidade de se desenvolver e aplicar os seus conhecimentos. Em que o talento (medido com base em parâmetros como o atendimento escolar, o número de profissionais criativos, entre outros) revela o capital intelectual subjacente no qual uma região pode construir a sua economia e lidar com os inevitáveis choques de mudança e competição.
· A cidade inovadora: A capacidade de gerar novas ideias e de as tornar realidade é uma grande fonte de vantagem competitiva não só negocial mas da região como um todo. As economias avançam num processo de tentativa-erro, e geralmente quanto mais forem esses processos (testes de novos produtos e serviços) maior é o desenvolvimento da cidade. Invisíveis e sem peso, as ideias não podem ser medidas directamente, mas as suas marcas na economia podem sê-lo através de patentes, do valor monetário dos investimentos de capital, a extensão do empreendedorismo pessoal e o número de pequenos negócios.
· A cidade conectada: Conexão de pessoas residentes na cidade entre si e com o resto do mundo. As conexões internas ajudam a promover a criação de novas ideias e a melhorar o funcionamento da cidade. As conexões externas permitem às pessoas e negócios interagirem na economia global.
· A cidade distinta: apesar de esta medida ser incompleta, ela assenta nas características únicas que distinguem uma cidade das outras e para as quais, geralmente, existem poucos, se nenhuns estudos estatísticos.
Posicionar a cidade nestas quatro dimensões é o primeiro passo na definição das medidas de política, saber quais os pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças desta análise SWOT a quatro dimensões são a medida a adoptar na política urbana.
Mas como em tudo, um desenvolvimento oco destas habilidades não é o suficiente para desvendar todo o potencial de uma cidade, cabe às organizações políticas sustentar este desenvolvimento, apostando em toda uma estrutura que permita que estas quatro dimensões interajam e se complementem criando uma verdadeira cidade de sucesso.
“Braga – Variedade do Comércio” assim é caracterizada a cidade que no ranking do jornal expresso ocupa o 8º lugar das melhores cidades portuguesas para viver em 2007. Com base em critérios de acessibilidade, oferta cultural, espaços verdes, capacidade de atracção estudantil, desempenho económico, entre outros, a cidade é caracterizada, no que ao comércio diz respeito, como concorrente directa de Lisboa e Porto. Destacando-se como uma cidade onde o comércio tradicional se combina de forma harmoniosa com o comércio mundial, em que “do mais simples ao mais sofisticado, (…) do mais caro ao mais barato (…) Braga tem tudo, em quantidade e variedade invejáveis.”
Apesar do 8º lugar ser um lugar digno, será que este ranking é completo?! Será que não esquece outras dimensões importantes, que de forma positiva ou negativa poderiam influenciar estas posições?!
A cidade de Braga ainda não foi avaliada com base nestes quatro sinais vitais, dela apenas podemos dizer que é uma cidade jovem, com um comércio invejável e com capacidade para que estes quatro componentes sejam explorados e desenvolvidos em prol de uma cidade competitiva em todas as suas facetas.
Maria Teresa Pires Morais da Silva Mota

Bibliografia:
Cortright, John; City Vitals, CEO’s for cities: new measures of success for cities, Impresa Consulting; 2006, Outubro in http://www.ceosforcities.org/
Jornal Expresso; As melhores cidades portuguesas para viver em 2007; 2007, Janeiro in http://engenium.wordpress.com/
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[i] Relatório City vitals, Joseph Cortright, CEO’s for cities
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(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

Competitividade territorial no âmbito actual sócio-económico

No contexto actual sócio-económico, torna-se necessário a iniciativa política no desenvolvimento e competitividade do território (agora mais que nunca).
Necessitamos de ter um País com um território bem ornamentado e com vastas regiões desenvolvidas, competitivas, com poder para suportar a concorrência do mercado nacional bem como internacional.
Não quero com isto dizer que, nos devemos tornar mais competitivos, vendendo matérias-primas ou bens alimentares (por ex: agrícolas) baratos ou com condições sociais deploráveis, com salários miseráveis e com horários laborais mais alargados, mas sim, assente na durabilidade económica e condições sociais que respeitem a condição humana e os direitos de cada cidadão, tendo em conta os recursos de cada região, o envolvimento das instituições e a integração de diferentes sectores de actividade, estando sempre em perspectiva a inovação, bem como a interacção com outras regiões, articulando com políticas regionais e nacionais e numa perspectiva mais ampla articulando com políticas europeias.
Deve-se criar condições para que as empresas se estabeleçam em regiões mais desfavorecidas e assim sendo tornando o território nacional mais competitivo e desenvolvido e económicamente muito forte, sendo desta forma um polo atractivo para investimento estrangeiro, quer pela mão-de-obra qualificada e competitiva, quer pela rede de infrastruturas de maior dimensão que asseguaram o cumprimento dos compromissos das empresas e a concretização dos seus objectivos.
Os nossos agentes políticos e económicos devem ter o objectivo e a ambição de encontrar o nosso lugar em relação a outras regiões e o mundo em geral, de forma a que o projecto territorial que seja escolhido, seja um sucesso, tendo assegurado logo a partida viabilidade no contexto da globalização a que assistimos actualmente.
Devem ser elaboradas estratégias territoriais de desenvolvimento rural. Tendo em conta que a maioria dos efeitos esperados nos cenários possíveis de desenvolvimento nos meios rurais será a médio, longo prazo, deve no curto prazo e com a maior celeridade possível, ser colocado em prática políticas de desenvolvimento do território eficazes.
Devemos agora e mais que nunca, tentar compreender o que se passa, melhorando o conhecimento nas abordagens territoriais que efectuarmos para que se possa entender a globalização, as redes e a própria disposição geográfica do terrirório, nunca esquecendo a sua identidade própria (def:“(....) conjunto das percepções colectivas que têm os seus habitantes do passado, das suas tradições e do seu saber-fazer, da sua estrutura produtiva, do seu património cultural, dos seus recursos materiais, do seu futuro,etc (....)”), apesar de esta não ser imutável, podendo evoluir e modernizar-se.
As políticas de desenvolvimento territorial nunca fizeram tanto sentido como agora. Só um País com um território desenvolvido e com grande proximidade temporal, qualidade e quantidade de mão-de-obra qualificada, com uma boa rede de infrastruturas que sirva os seus agentes, nas diversas regiões é que conseguirá ser competitivo e economicamente forte no contexto global.
Edgar Ferreira Mendes
(texto produzido no âmbito da unidade curricular "Desenvolvimento e Competitividade do Território", do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

sexta-feira, janeiro 16, 2009

quinta-feira, janeiro 15, 2009

"The knowledge economy"

«Dear friends of regional science
(The normal excuse for cross mailing)
I have looked at the presentations at the ERSA meetings in Paris 2007 and Liverpool 2008 and picked out e-mail addresses to some of you to inform you about the following:

1. In December 2008 we put out (free for downloading) an issue of the Journal of Regional Analysis & Policy, volume 38 (2008) Issue 2,
which is a special issue on the knowledge economy. We are interested in hearing your comments on the articles. You will find this issue by using the following link:
http://www.jrap-journal.org/pastvolumes/2000/v38/index382.html

2. The Mid-Continent RSA will hold its 40th annual conference together with The Canadian Regional Science Association's 31st annual meeting May 28-30, 2009 in Milwaukee, Wisconsin. At this meeting there will be a special session on: The knowledge economy - taking place on May 29. I hereby invite you to send in abstracts to this special session – the abstracts will be given a normal review evaluation, send the abstract to me before March 15. More information about the 2009 MCRSA/CRSA Annual Conference you will find by using the following link:
http://www.oznet.ksu.edu/mcrsa/annual_conference.html

Best regards
Knut Ingar Westeren
Professor Nord-Trøndelag University College»
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(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem identificada)

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Cenários de transformação da paisagem face aos factores de mudança globais

«Cenários de transformação da paisagem face aos factores de mudança globais
II Workshop da APDR
http://www.apdr.pt/evento_2/
13 de Março de 2009
Universidade de Évora - Colégio Espírito Santo
Organização: Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional e Associação Portuguesa de Ecologia da Paisagem

Cenários de Transformação da Paisagem Face aos Factores de Mudança Globais
As paisagens da Europa e do Mundo tem vindo a registar transformações radicais ao longo das últimas décadas, e muitas outras mudanças são expectáveis num futuro próximo, pelas modificações, por um lado, nos mercados e estrutura da produção, e por outro na procura de outros bens e serviços proporcionados por estas paisagens, que resultam também em novos mercados. Estas são transformações provocadas pelo crescimento económico global, pelas latentes revoluções e evoluções tecnológicas, pela constante modificação de políticas e acordos, e pela alteração mais lenta dos objectivos e valores das pessoas e dos povos.
Estas transformações criam um desafio à reflexão que vai muito para além do estudo dos sistemas de agricultura e das estruturas da paisagem, envolvendo necessariamente a análise dos processos económicos, sociais, tecnológicos, ambientais e políticos, que interagem no espaço ao longo do tempo e que se reflectem em alterações contínuas destas paisagens, e também dos desafios à sua gestão – tanto mais que envolve escalas diferentes de decisão e de actuação.
A organização de um Workshop em Évora sobre o tema “Cenários de Transformação da Paisagem face aos factores de Mudança Globais” pretende ser um contributo para responder a questões muito práticas e crescentes que se colocam a decisores públicos e privados quando confrontados com as transformações radicais na paisagem. [...]»
*
(excerto de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência que se identifica)

terça-feira, janeiro 13, 2009

Conference on Empowerment in Urban Policies

«Dear Colleagues:
I am pleased to alert you to the Call for Papers of the next conference organised by the UNESCO Chair on Urban Policies and Citizenship to be held in Porquerolles Island (South of France) on the topic
"The Empowerment of Civil Society in Urban Policies. For Whom? For What Projects?"
It will be a three-day conference (31st of october - 3rd of November 2009). Some grants will be available to cover accepted applicants' attendance and travel costs. The deadline for submiting papers is the 15th of May 2009
The Call for Papers, the submission form, and details are available. Click Here

Sincerely yours

Bernard Jouve
Chairholder
University of Lyon (France)
Ecole Nationale de Travaux Publics de l'Etat
http://www.chaire-urbademo.com/»
*
(reprodução integral de mensagem dfe correio electrónico entretanto recebida, com a proveniência identificada)

segunda-feira, janeiro 12, 2009

EIASM workshops

«EIASM, January 12, 2009

Dear Colleague,
I am pleased to inform you that you can still submit an abstract for the following events by latest January 16, 2009.
Workshop on Strategy and Governance in the Renaissance of European Cities
St Andrews, U.K., March 2-4, 2009
24th Workshop on Strategic Human Resource Management
Brussels, Belgium, April 6-7, 2009
[...]»
*
(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico recebida nesta data, com a proveniência que se identifica)

domingo, janeiro 11, 2009

Territory available attributes

"Some of the territory available attributes have a major influence in the decision of the tourist to choose a destination (the primary attractions), while others contribute to decision to be taken but, alone, are not enough to capture the attention of the tourist (the secondary ones) or, simply, do not influence the visitor’s decision (the tertiary attractions) because him or her can even ignore its existence previously to the visit."
*
(excerto da revisão da literatura de comunicação intitulada "Tourism development policies of a U.N.E.S.C.O world heritage city: the case of Guimarães", a apresentar na conferência Advances in Tourism Economics 2009, Lisboa, 23-24 de Abril de 2009)

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Minho e Astúrias – oportunidades para o desenvolvimento de sistemas urbanos policêntricos na Península Ibérica

Apesar do conceito de policentrismo se ter tornado popular na Europa desde 1980 e da existência de sistemas urbanos policêntricos de sucesso, como é o caso do RhineRhur na Alemanha ou o Randstad na Holanda, a ideia de policentrismo apenas começou a ser instituída formalmente na U.E. em 1999 através da “European Spatial Development Perspective”. Em 2004 o “Interim Territorial Cohesion Report” conclui que “sistemas urbanos policêntricos são mais sustentáveis e promotores de igualdade do que sistemas urbanos monocêntricos ou pequenos povoamentos dispersos”, reconhecendo assim um novo paradigma de desenvolvimento territorial, alicerçado no conceito de desenvolvimento endógeno, polinucleado e em rede. Como características fundamentais para a existência de um sistema urbano policêntrico podemos enumerar: 1) A existência de cidades próximas, com alguma dimensão populacional e relativamente especializadas; 2) A inexistência de uma hierarquia distinta; 3) A existência de relações multidireccionais. Se olharmos para o espaço ibérico podemos constatar que os maiores sistemas urbanos, nomeadamente Madrid, Barcelona, Lisboa, Porto, Valência, Sevilha e Bilbao, afiguram-se como sistemas urbanos essencialmente monocêntricos, nos quais as cidades “capital” assumem o papel central na hierarquia urbana. Por outro lado regiões como o Minho, Galiza e Astúrias assumem claramente um perfil mais policêntrico. Por exemplo a chamada “Área Central das Astúrias” é composta por cerca de 850 mil habitantes, na qual sobressaem as cidades de Avilés, Gijon e Oviedo. Por sua vez o Baixo Minho possui cerca de 900 mil habitantes, onde se destacam as cidades de Barcelos, Braga, Famalicão e Guimarães. Em ambos os casos ressalta desde logo a ideia de que a afirmação destas regiões implica uma forte cooperação estratégica entre os seus principais actores. Na verdade já existem movimentos nesse sentido, nomeadamente o “Quadrilátero Urbano” no caso português, ou a idealização da “Ciudad Astur” no caso asturiano (Gutiérrez e Fernández, 1999), cujo intuito é projectar internacionalmente estas aglomerações, afirmando-as como terceira e sexta de cada país, respectivamente. No entanto parece-me que o sucesso destes projectos pode ser substantivamente diferenciado, por razões que advêm da organização territorial de cada país. De facto, para o sucesso e sustentabilidade de um projecto desta índole é fundamental a existência de uma liderança regional, que defenda uma política de cooperação estratégica de longo prazo. Se no caso asturiano esta premissa está desde logo salvaguardada pelo estatuto autonómico da própria região, uma vez que esta terá, no plano teórico, todo o interesse em possuir uma aglomeração urbana competitiva, capaz de gerar economias de escala mais significativas e por essa via atrair mais investimento, no caso português existe uma clara falta de liderança regional. Resta saber se a integração numa futura região administrativa coincidente com a NUTII Norte resolverá este problema, ou se, pelo contrário, o peso da Área Metropolitana do Porto e a proximidade geográfica destas zonas urbanas poderá constituir um entrave a um desenvolvimento policêntrico da região, privilegiando um papel centralizador da Área Metropolitana do Porto. Se de facto a estratégia competitiva do país passa pela dinamização de regiões policêntricas esta é uma questão que urge ser definida, sob pena de vermos a “Ciudad Astur” se tornar realidade e o “Quadrilátero Urbano” não passar de ficção.

Artur Miguel Nogueira Arantes Boaventura da Silva

(texto produzido no âmbito da unidade curricular “Desenvolvimento e Competitividade do Território” do Mestrado em Economia, Mercados e Políticas Públicas, da EEG/UMinho)

terça-feira, janeiro 06, 2009

Ciclo de Conferências - Ordenamento do Território e Coesão Territorial

«Caro sócio da APDR
Informa-se que o prazo de inscrição para a conferência de Lisboa (dia 7, quarta-feira, pelas 14h30 – Auditório do Metropolitano de Lisboa) foi prorrogado até amanhã (terça-feira, dia 6).
[...]
Inscrições em http://www.apgeo.pt/»
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(reprodução parcial de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, proveniente de apdr@mail.telepac.pt)